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E se na Primeira Liga não atuassem os melhores marcadores?

Os homens-golo podem, muitas vezes, ser a diferença entre uma boa e uma má época, sobretudo nas equipas que lutam pelos primeiros lugares. Obrigados a vencer quase todos os jogos, os candidatos ao título dependem, em diversas ocasiões, dos seus goleadores para desfazer igualdades que custam pontos.

Assim, depois de discutir a democracia do golo, o Bola na Rede foi à procura de saber qual é o peso que cada goleador máximo tem nos resultados da sua equipa.

Para isso, foram subtraídos, a todos os jogos realizados até à data, os golos apontados pelos melhores marcadores das 18 equipas da Primeira Liga, e reconstituída uma classificação virtual que permite perceber o quão dependentes as equipas são dos seus goleadores.

Fonte: Bola na Rede

Ao olhar para a nova tabela, dois nomes se destacam, de imediato, ainda que por razões distintas: Sporting e Vitória de Setúbal.

Os leões, com Bas Dost como o homem-alvo do seu jogo, mostram, com a sua posição nesta tabela, a peça fulcral que é o holandês. O segundo melhor marcador do campeonato já fez balançar as redes por 23 vezes esta temporada, e a contabilização dos seus golos acrescenta ao conjunto de Jorge Jesus 14 pontos, um recorde neste capítulo.

Carta Aberta ao Atlético Madrid

Caros apoiantes colchoneros, temos contas a ajustar desde a última vez que nos encontrámos. Não, não é por temos sido eliminados sem perder nenhum dos jogos da eliminatória de 2010.

É, sim, para rectificar a violência e os distúrbios que plantaram uma má imagem de duas equipas com responsabilidade e obrigação de se portarem como adultas. Além disto, aguardo com grande entusiamo esta partida. Não é que tenha grande desconforto por enfrentar o virtuosismo de Griezmann ou o poderio atacante de Diego Costa. Mas estou mais apreensivo pela qualidade de dois jogadores onde penso estar a solução do jogo caso sejam anulados: Koke e Saúl Ñíguez.

Os dois médios apresentam uma grande qualidade e são um produto muitíssimo bem trabalhado por Diego Simeone. O treinador argentino deverá apresentar uma equipa bem à sua imagem. Agressiva, com uma pressão sufocante, qualidade a sair com a bola desde a sua defesa até ao ataque e qualidade a sair da pressão atacante dos opositores. Uma equipa com jogadores muito bons tecnicamente e com capacidade para sair sempre com sucesso no um contra um.

Saúl e Koke serão dois dos jogadores a anular
Fonte: Atlético Madrid

Eu assisti à forma como trucidaram o Lokomotiv de Moscovo na Rússia, com saídas rápidas e mortíferas para o contra-ataque. Algo que a equipa sabe e gosta de estar em campo, sem pressão, com jogadores rápidos na frente que façam a diferença à mínima oportunidade. Sem errar muito e tendo a conta o restrito leque de opções, até serei capaz de “adivinhar” o onze titular com Oblak na baliza (caso recupere a tempo). Vrsaljko, Lucas, Gimenez e Godín na defesa suportados pelo Thomas, Koke e Saúl.

Na frente, Correa, Griezmann e Diego Costa devem completar o elenco mais do que expectável para este encontro.

Tudo a postos para o Estoril Open 2018

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Foi esta quarta-feira a apresentação do Estoril Open 2018, com o diretor João Zilhão, representantes da Câmara de Cascais e de alguns patrocinadores do torneio e uma media room quase cheia na Casa das Histórias Paula Rego em Cascais, com o Bola na Rede a marcar presença.

Foram apresentadas algumas melhorias à infraestrutura do torneio e foi enfatizado o crescimento anual que o torneio tem tido desde que se mudou para o Clube de Ténis do Estoril em 2015. Foram também anunciadas as principais estrelas que virão a Portugal.

O campeão do ano passado (e finalista em 2016), Pablo Carreno Busta, estará de volta, assim como Nick Kyrgios (que esteve ausente o ano passado devido à morte do seu avô), que será provavelmente a maior figura do torneio. Enquanto que o torneio tem um bom leque de jogadores, a elite do ténis mundial não marcará presença no Estoril (salvo wildcards de última hora), com Kevin Anderson a ser o único top 10 previsto.

João Sousa vai estar novamente presente
Fonte: Millennium Estoril Open

João Zilhão anunciou que o primeiro wildcard do torneio foi dado a Alex de Minaur, um jovem-promessa australiano de 18 anos que chegou à final de Sydney, no início da temporada. Os outros dois serão cuidadosamente atribuídos mais perto da data do torneio.

Foi também anunciado que o ATP elegeu o Estoril Open para a sua anual reunião com todos os seus sponsors, o que trará CEOs de grandes empresas ao Estoril nessa semana.

Foto de Capa: Millennium Estoril Open

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

À conversa com João Ricardo Pateiro

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Numa altura em que se debate sobre o estado de “saúde” do jornalismo desportivo fomos falar com uma das vozes mais conhecedoras do assunto. João Ricardo Pateiro, uma das vozes do relato desportivo, foi nosso convidado e apresentou-nos a sua visão sobre o estado do jornalismo e sobre o futuro do mesmo.

Bola na Rede [BNR]: Considera que o jornalismo português em geral se encontra debilitado?

João Ricardo Pateiro [JRP]: Não diria tanto. Acho que há bons e maus exemplos. Tenho um amigo que diz que os erros dos médicos estão nas morgues, os erros dos advogados estão nas prisões e os erros dos jornalistas estão todos os dias nas primeiras páginas dos jornais. Acho que é um pouco por aí. Seria muito difícil encontrar uma profissão em que todos os profissionais fossem bons. É como em tudo na vida. Há bom e mau jornalismo, não consigo catalogar as coisas de uma forma abrangente.

BnR: O que acha que falta mudar no jornalismo desportivo?

JRP: Há sempre coisas para mudar e melhorar. Ter um pouco mais de confirmação em algumas notícias é uma delas. Por exemplo, na altura do mercado de transferências há sempre muita especulação. Os jornalistas são enganados por determinados empresários que pretendem colocar os seus jogadores em determinada órbita, valorizá-los, no fundo. É algo a melhorar. Noto que o número de notícias de mercado que aparecem e não são confirmadas é muito alta. Isto é só um exemplo, há muito mais.

Bnr: Acha que a lógica de venda sobrepõe-se aos interesses dos leitores?

JRP: Isto é um negócio. Ninguém faz jornais, rádio e televisão para não ter audiência, leitores… O objetivo passa sempre pelo lucro, por ganhar dinheiro.

BnR: Como poderá o jornalismo contribuir para melhorar o futebol português?

JRP: O jornalismo poderá e deverá ter um papel importante de forma a melhorar o futebol português. O jornalismo é uma forma de criar opinião, o que é um bom começo para as coisas poderem evoluir.

BnR: Acredita no conceito de isenção ou acha que o mesmo se encontra ultrapassado?

JRP: Tenho que acreditar. Quando um jornalista deixa de acreditar no conceito de isenção devia mudar de profissão.

BnR: Acha que o jornalismo digital pode prejudicar ou beneficiar o impresso?

JRP: Pode prejudicar. Se não for encontrada uma fórmula que altere as coisas, o jornalismo digital pode ser canibal do jornalismo impresso. Quanto à radio e à televisão pode ser complementar. Mas aos jornais é canibal porque uma pessoa que lê uma notícia na internet já não vai ter grande interesse no impresso.  Não faz sentido. Acho que há que pensar numa fórmula de negócio para que o jornalismo digital não dê cabo do jornal impresso.

BnR: Qual a sua opinião em relação ao crescimento do jornalismo digital nos últimos tempos e a distinção entre jornalismo digital e fake news?

JRP: Este crescimento é inevitável. Agora as empresas têm de encontrar o caminho certo para haver compatibilidade. Jornalismo é jornalismo. Um bom jornal não se mede por ser digital ou não digital. Não é por ser digital que se é mais sério ou menos sério. As regras têm de ser as mesmas no tratamento de notícias, não é por aí.

Foto de capa: FPF

Artigo revisto por: Ana Ferreira

Cape Epic: A Rainha do Mountain Bike

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Há quem lhe chame de “Tour de France do Ciclismo de Montanha”, mas esta autointitula-se como a Corrida Africana Indomável. Na prática, são oito dias – um prólogo e sete etapas – na região sul-africana de Cabo Ocidental e a mais dura competição anual de Mountain Bike (MTB).

A competição foi criada em 2004 – está, por isso, na 15ª edição – e disputa-se em pares. Logo no ano de estreia viu triunfar Karl Platt (nesse ano junto de Mannie Heymans), o alemão que reparte o recorde de 4 vitórias com o suíço Cristiph Sauser e a dinamarquesa Annika Langvad.

Também merecedora de referência é a postura dos organizadores face ao doping. Há tolerância zero para quem agora for apanhado com substâncias ilícitas, mas o mesmo não se aplica a quem foi suspenso antes desta política ser implementada, já que reconhecem o passado negro da modalidade e admitem que seria ingénuo tentar aplicar uma medida dessas. Ou seja, reconhecem que em certas épocas o ciclismo tinha uma outra mentalidade perante este tema e que o importante é que isso não se repita daqui para a frente.

Para a edição 2018, os atletas tiveram de enfrentar 658 quilómetros e um desnível positivo acumulado de 13 530 metros. No total, foram 689 equipas distribuídas pelas diferentes categorias, umas com intenção de obter um bom resultado, outras de amadores que pretendem apenas um desafio aos seus limites. Entre esta segunda categoria, estão também alguns nomes conhecidos do púbico, como Douglas Ryder, o Diretor da equipa World Tour Dimension Data, que se juntou a outra figura pública sul-africana, Jan Scannel, e aproveitou a corrida para angariar fundos para o projeto de solidariedade Qhubeka.

A dupla ibérica ficou às portas do podium final
Fonte: BUFF SCOTT MTB Team

Os vencedores dos masculinos foram Jaroslav Kulhavy e Howard Grotts, que assumiram a liderança à etapa 3 e não mais a largaram, terminando com uma vantagem de mais de 9 minutos. Em prova estiveram também vários atletas portugueses, com especial destaque para Luis Leão Pinto. O veterano fez par com o espanhol Francesc Guerra Carretero e, além de várias presenças entre os 5 melhores em etapas, conseguiram terminar em 4º lugar da geral final, ficando a cerca de 5 minutos do pódio.

Em femininos, Annika Langvad chegou ao seu quarto triunfo, mas com uma nova parceira. Depois de três títulos (2014, 2015 e 2016) com Ariane Kleinhans, desta vez triunfou na companhia de Kate Courtney, destruindo a oposição e chegando ao final com 46(!) minutos de vantagem sobre as segundas classificadas. Já nos pares mistos, a vitória caiu para um conjunto da casa, os sul-africanos Brennan Anderson e Nicky Giliomee.

Foto de Capa: Cape Epic

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 5 jogos mais difíceis da época

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O campeonato esteve interrompido pela última vez antes da entrega do título e foi o último momento de pausa de que o FC Porto dispôs para preparar o ataque à reta final da competição, onde ainda estão por jogar sete finais. Com os olhos postos num troféu que tem vindo a escapar há quatro anos, passamos agora os olhos pelos cinco jogos mais difíceis que a equipa já atravessou esta época na liga.

Spoiler alert: Fui a Maio de 2018 ver o que vai fazer o meu Benfica

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O campeonato está, mais do que nunca, ao rubro, e não aguentei até Maio. Eis o que o Benfica irá fazer até ao final … ou pelo menos aquilo que, para qualquer benfiquista, é a utopia que nos faz levantar da cama todos os dias.

Acabaram-se as deslocações ao Norte. A partir de agora só jogaremos perto de casa. E no Norte parece estar o calcanhar de Aquiles, vezes a mais. Então são boas notícias. Temos como testes mais exigentes Porto e Sporting. O primeiro em casa, o segundo fora. 7 jornadas. Acabamos o campeonato em casa frente ao Moreirense, que não nos tirará o título, porque já o teremos nessa altura.

Sim, seremos campeões! A vitória frente ao Porto, por margem mínima, com um golo já perto do final vai servir de tónico para nos levantar o ânimo de tal forma que nada nos desviará deste pentacampeonato. Estoril e Tondela serão jogos difíceis mas calmos, a anteceder um derby decisivo. Chegaremos a esse jogo na posição de fechar a Liga NOS, fruto do desaire azul e branco na Madeira na jornada anterior.

Agora vamos tentar fazer chegar isto a Rui Vitória, para que ele leia e abrace esta previsão como se fosse objetivo imposto por ele mesmo
Fonte: SL Benfica

Agora preparem-se para a bomba. Campeões em Alvalade. Deixo no ar… Depois não digam que não avisei.

Agora vamos tentar fazer chegar isto a Rui Vitória, para que ele leia e abrace esta previsão como se fosse objetivo imposto por ele mesmo. Ficarei eternamente grato se o conseguir, porque de outra forma irei passar um mau bocado. Sem pressão Rui, todos sabemos que és treinador para isto!

Ah… e como é esperado, ou melhor, imperativo, a vespa de Eliseu voltará!

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Girona FC: Um estreante à procura de batismo europeu

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A derrota no Santiago Bernabéu aconteceu ao fim de três vitórias consecutivas, mas o Girona permanece na sétima posição. Esta frase tem tanto de atualidade como de impressionante. A formação catalã, em estreia na Primeira Liga Espanhola, ronda os lugares europeus e promete dar luta a Villarreal e Sevilla!

À 27ª jornada, o Girona já havia almejado os desejados 40 pontos, o que, desse ponto de vista, fez o que nenhum outro estreante havia feito de forma tão rápida na história da ‘La Liga’. Por outro lado, os ‘Blanquivermells’ foram evoluindo no seu jogo de forma cada vez mais afirmativa, deixando de ter postura de equipa pequena para passar a impor o seu jogo.

No banco, está um treinador jovem, de 42 anos, Pablo Machín. Natural de Soria, o técnico teve de interromper a carreira de futebolista aos 23 anos na sequência de uma lesão num joelho, passando a dedicar-se ao treino desde as camadas jovens na sua terra natal até à equipa ‘B’ e à principal do Numancia, na terceira divisão e na segunda liga.

No Girona, Machín cumpre a sua quinta temporada e, depois de em 2014/15 ter vencido o prémio pessoal de melhor treinador da segunda divisão, Pablo almejou na temporada passada o que o clube, nos seus 87 anos de história, nunca tinha conseguido: chegar à Primeira Divisão Espanhola.

Na época passada, uma subida inédita. Esta época, a luta pela Europa…Pablo Machín passou do anonimato ao estrelato
Fonte: La Liga

Com uma equipa maioritariamente experiente, o Girona desdobra-se num 3x5x2 que sabe gerir a posse de bola e os tempos de jogo de forma muito inteligente e o espírito coeso no seio da equipa sente-se na forma como joga.

Bernardo Espinosa, Jonás Ramalho e Juanpe fazem um trio de centrais muito sólido. Pablo Maffeo na direita e Johan Mojica na esquerda dão elasticidade ofensiva ao sistema. No meio-campo, Álex Granell e Pere Pons dão, em duplo pivot, o equilíbrio necessário na saída de jogo e também em compensações defensivas, deixando Borja Garcia mais solto para apoiar os ‘delanteros’ Christián Stuani e Cristián Portu.

Com 43 golos marcados, o Girona tem, por exemplo, mais golos marcados que Sevilla e Villarreal, mas os 42 sofridos são um número um pouco elevado que tem que ver com alguns acidentes de percurso em alguns jogos como os 12 que sofreu no total em Camp Nou e no Santiago Bernabéu até porque a equipa catalã tem vários jogos em que manteve a sua baliza a zeros.

A ideia é superar as metas, passo a passo. Jogando livres e soltos dentro do campo, querendo ter bola e desfrutar do seu futebol. São 43 pontos conquistados e oito jornadas até fim do campeonato. O objetivo já foi assumido sem falsas modéstias: lutar pela Europa. Precisamos de muitos Gironas para purificar o nosso tão amado futebol!

Foto de capa: La Liga

Artigo revisto por: Jorge Neves

Impacto das contratações de inverno do FC Porto

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Com a reabertura do mercado em janeiro chegaram ao Dragão os tão ansiados reforços para combater o chamado “plantel curto” de Sérgio Conceição. O objetivo desta investida no mercado por parte do FC Porto era o de se manter competitivo nas competições inseridas e, ao mesmo tempo, dar alguma frescura ao plantel, recorrendo a uma estratégia de rotatividade e poupança de jogadores. Face à situação financeira atual dos dragões o FC Porto adotou nessa janela de transferências uma política de contratação de jogadores via empréstimo.

Chegavam assim, por empréstimo, Paulinho, Majeed Waris e Yordan Osório. Por seu lado, Gonçalo Paciência, um dos avançados-sensação da primeira metade do campeonato, retornava de um empréstimo com sucesso do Vitória FC. Volvidos cerca de dois meses desde a chegada destes quatro reforços, considero pertinente fazer um balanço acerca do impacto dos mesmos, agora de dragão ao peito. De forma sucinta, o impacto é praticamente nulo, mas vamos aos números.

Comecemos por Yordan Osório e, sinceramente, não há muito a dizer. O defesa chegou para reforçar um setor carente de quantidade e funciona como o “quarto central”. Feliz ou infelizmente, ainda não foi necessário recorrer aos serviços do ex-CD Tondela, já que a dupla Felipe e Marcano mantém-se estável e sem lesões. Esperemos para ver jogos futuros de Osório.

Osório ainda não se estreou com a camisola do FC Porto
Fonte: FC Porto

Avançando no terreno encontramos Paulinho. O médio, ex-Portimonense SC, ainda fez dois jogos na equipa principal mas recentemente foi “despromovido” para a equipa B. Qualidade não falta ao brasileiro que já conquistou o prémio de melhor jogador da época 2016/17 da Segunda Liga e que já se exibiu a um bom nível na primeira metade do campeonato ao serviço da turma de Portimão. Paulinho não parece encaixar atualmente no estilo de jogo de Sérgio Conceição e, com apenas dois jogos realizados até agora na equipa principal, terá de aguardar a sua oportunidade para dar algum tipo de contributo ao FC Porto.

O empate frente ao Moreirense FC na estreia de Paulinho prejudicou a utilização do jogador
Fonte: FC Porto

Para reforçar as alas ofensivas do dragão e criar uma competitividade saudável para os restantes extremos chegou Majeed Waris. O extremo ganês chegou por empréstimo do FC Lorient, da Ligue 2 e, até agora, realizou oito jogos de dragão ao peito.

Os emails não revelados: Presidente do Rio Ave FC descontente com Miguel Cardoso

Caro, amigo.

É com toda a sinceridade que te envio este email, para que possas talvez entender algumas coisas que eventualmente tenham “passado ao lado” dos demais, mas não a mim, porque nunca poderiam passar.

Foi sem dúvida um regalo para os olhos e para os corações dos vila condenses este nosso clube a jogar à bola. Uma primeira metade do campeonato onde demonstraste toda a tua qualidade, assente num futebol bonito, suficientemente objectivo e capaz de fazer frente a qualquer clube do nosso campeonato.

No entanto, e com o passar da época, este Rio Ave FC já não é, de alguma forma, o mesmo que era.

Sei que o mercado de Inverno te levou aquele que era o nosso mais virtuoso jogador e com isso perdemos, inevitavelmente, alguma qualidade. Mas também sei de toda a qualidade que o nosso plantel possuía e continua a possuir.

A verdade é que os últimos tempos me têm deixado alarmado. Já não jogamos como antigamente, e se em alguns jogos ainda se disfarça isso, há outras situações que me custam a entender.

Nos últimos oito jogos temos um pecúlio demasiado fraco: sete pontos em 24 possíveis. Duas vitórias, um empate e cinco derrotas. sete golos marcados e 18 (!!!) sofridos. Isto significa que ganhámos por duas vezes em casa: 3-0 ao CS Marítimo e 2-1 ao CD Feirense (com alguma sorte), um empate a zero também nos Arcos com um Aves que poderia ter aqui vencido, e cinco derrotas em outras tantas deslocações.

Longe parecem os tempos em que Miguel Cardoso era galardoado com prémios individuais
Fonte: Rio Ave FC

Os resultados são o que são e muitas vezes não espelham o que se passa em campo. Por vezes uma derrota, mesmo que por números “gordos” pode significar muito pouco. No entanto, as que temos tido, a meu ver, significam muito. Significam que podíamos ter o apuramento europeu praticamente assegurado e afinal vamos andar, muito provavelmente, a fazer contas e a ter que estar atentos aos jogos dos outros “europeus” até bem perto do fim da época.