Jamal Crawford, extremo-base de 40 anos com 20 anos de experiência na liga milionária, retorna à NBA depois de mais de metade da época sem ofertas! O extremo-base irá atuar pelos Brooklyn Nets até ao final da época, equipa que se encontra sem a sua principal estrela em Kyrie Irving, e que conta com baixas como DeAndre Jordan, Spencer Dinwiddie, Wilson Chandler e ainda Taurean Prince.
Crawford será uma boa ajuda ofensiva para a equipa que se encontra em sétimo lugar na sua conferência, que ainda não tem o passaporte carimbado para os Playoffs, uma vez que ainda serão jogados oito jogos.
Crawford é conhecido pela sua garra no meio campo ofensivo e por ser uma “arma secreta” a partir do banco que gera pontos facilmente. Depois de nas suas duas últimas épocas profissionais ter sido um jogador um pouco aquém daquilo que nos habituou, Crawford viu a sua carreira estar em risco de terminar, não tendo nenhuma oferta de uma equipa da NBA durante a pré-temporada e toda a época de 2019/2020.
Apesar de, na época 2017/18, ainda ter sido uma peça fundamental na segunda unidade dos Minnesota Timberwolves, tendo médias de 20.7 minutos por jogos, produzindo 10.3 pontos por jogo juntamente com 2.3 assistências, a sua última época, 2018/2019, com os Phoenix Suns foi algo apagada, ofensivamente. Apesar de as memórias para os fãs do três vezes “Sixth Man of The Year” serem boas, contando com game-winners e ainda um jogo de 50 pontos para a despedida com a camisola dos Suns, a época foi algo desapontante. Com médias de 7.8 pontos por jogo em apenas 39.7% de eficácia, contando ainda com uns sólidos 19 minutos por jogo, Crawford já parecia algo “veterano”.
Crawford marcou 51 pontos, no último jogo da época ao serviço dos Phoenix Suns Fonte: Phoenix Suns
Apesar de os números não serem de todo preocupantes quando se trata de um jogador de 39 anos (na altura), o problema não é de todo o ataque, mas sim a defesa. Grande parte dos “General Managers” afirmam que, apesar da sua facilidade ofensiva para gerar pontos ou até jogadas para os colegas de equipa, na defesa, Crawford é um risco. Não contando com o facto de, na sua última época, ter tido ainda 1.6 turnovers por jogos, Crawford teve um dos piores “plus/minus” da NBA, com -2.9 (significa que, em 100 posses de bola, Crawford contribui 3.9 pontos defensivos abaixo da média de um jogador da NBA). A defesa é a principal debilidade do extremo-base de 40 anos e, geralmente, o lado do campo onde a idade mais pesa.
A CRÓNICA: BRUNO E COMPANHIA CADA VEZ MAIS PERTO DA CHAMPIONS
O Villa Park foi hoje palco de um duelo que opõe duas realidades bastante diferentes. Em excelente forma e a ocupar a 5.ª posição da tabela classificativa, o Manchester United precisava da vitória para continuar a lutar por um lugar na Liga dos Campeões. Já o Aston Villa, penúltimo classificado, procurava urgentemente uma vitória para dar um passo de gigante rumo à manutenção na Premier League.
Contra todas as expetativas, os Villans entraram bem melhor que o Manchester United. Foram o motor e a caixa de velocidades do início da partida. O momentum da equipa de Birmingham culmina com a bola no poste direito da baliza defendida por David De Gea, após um colocado remate de Trézéguet à passagem do minuto 25. A destacar: foi uma infantil perda de bola de Pogba que permitiu esta situação de perigo. Daqui em diante, o Manchester United assume o volante e o Villa nunca mais foi condutor.
Após uma roleta, Bruno Fernandes é rasteirado pelo lateral direito do Aston Villla, Konsa dentro da grande área, e o veterano árbitro inglês Jonathan Moss assinalou o castigo máximo. O magnífico português converte o pénalti e desfaz o nulo. E a partir do 1-0 só se viram os Red Devils.
Aos 37 minutos, o prodigioso Mason Greenwood ensaiou aquilo que viria mais tarde a acontecer. Numa bonita jogada individual, escapou entre os centrais do Villa e rematou com o pé esquerdo para uma boa intervenção de Pepe Reina. O golo do inglês chegou pouco depois, aos 45+5. Depois duma recuperação de bola, a equipa do Manchester United progrediu no terreno e, após receber um passe de Martial, Greenwood olhou, apontou e disparou para dentro das redes de Reina, que só viu a bola parar dentro das redes. Assim ficou fixado o resultado ao intervalo: 2-0.
No segundo tempo o rumo não foi diferente e só trouxe a confirmação do Manchester United como senhores da partida. Corria o minuto 58 quando Bruno Fernandes bate um pontapé de canto e encontra Pogba à entrada da área, que se serve da sua boa meia distância e faz o 3-0, que acaba por ser o resultado final.
Depois de mais uma série de ensaios, os Red Devils não conseguiram voltar a encontrar a baliza de Reina, mas podem regressar a casa com a sensação de missão cumprida. Estão a um ponto do Leicester e do quarto lugar, posição que lhes poderá conferir acesso à Liga milionário. Esse é o objetivo e não parece haver forma de parar os diabos de Manchester. O próximo jogo é na segunda-feira em Old Trafford, onde vão receber o Southampton.
No que diz respeito aos Villans, é preciso muito mais. É uma equipa desanimada, que não parece ter as armas suficientes para se manter na Premier League. Depois de perderem 2-0 em Anfield diante do campeão, perdem agora com o Manchester United. Faltam quatro jogos para lutarem pela manutenção, cenário que parece cada vez menos provável. No domingo voltam a jogar em casa e recebem o Crystal Palace.
Bruno Fernandes – Nem foi dos seu melhores jogos. E ainda assim é o Homem do Jogo. É dizer muito sobre o magnífico. Um golo, uma assistência e uma história de sucesso imediato na Premier League. Já não há ninguém que duvide do português e ele continua a impressionar, semana após semana. Bravo, Bruno!
O FORA DE JOGO
20′ | Konsa whips in a beautiful cross from the right and Grealish attacks it, but his first-time effort is off target.
Aston Villa – Não consigo pensar num nome em particular a destacar pela negativa sem ser a própria equipa. Não há forma de acabar com este mau momento. Apesar da boa entrada, a equipa foi-se abaixo depois do 1-0 por sua própria culpa. Como se já não acreditassem que seriam capazes de dar a volta ao jogo. Ou, olhando de forma mais profunda para a questão, parecem já não acreditar que são capazes da dar a volta à despromoção. Os vencedores fazem-se com atitude, coisa que falta (muito) a este pobre Aston Villa.
ANÁLISE TÁTICA – Aston Villa FC
O inglês Dean Smith, com a ajuda de John Terry, desenhou um 4-4-1-1 para defrontar o motivado vermelhão de Manchester. Quis ser autoritário logo desde o início do jogo e até o conseguiu fazer devido às boas prestações de McGinn e Douglas Luiz no meio campo, os homens encarregues das transições ofensivas. Também os extremos, El-Ghazi e Trézéguet, procuraram muitas vezes zonas mais interiores, evitando assim o jogo pelas alas. O plano de jogo de Dean Smith e Terry ficou mais difícil de cumprir depois do 1-0 de Bruno Fernandes, momento-chave da partida e a partir do qual os Villans nunca mais conseguiram assumir o controlo do jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Reina (4)
Konsa (4)
Hause (5)
Mings (5)
Taylor (5)
El-Ghazi (5)
Douglas Luiz (5)
McGinn (6)
Trézéguet (6)
Grealish (5)
Samata (4)
SUBS UTILIZADOS
Hourihane (4)
Nakamba (4)
Davis (4)
Vassilev (-)
ANÁLISE TÁTICA – Manchester United FC
Ole Gunnar Solskjaer levou ao Villa Park um 4-2-3-1 pachorrento para continuar a luta pelo acesso à Liga dos Campeões. O Manchester United foi uma equipa serena e sempre fiel à sua ideia de jogo, acreditando que, com calma, a sua superioridade viria sempre ao de cima. Num jogo habitualmente construído pelo meio-campo, a responsabilidade da distribuição do jogo foi entregue a Matic e a Pogba, que contaram muitas vezes com o apoio de Bruno Fernandes e Mason Greenwood quando parecia que a bola não queria chegar lá à frente.
Três pontos, missão cumprida e venha o próximo. Foi assim que o Manchester United entrou em campo e foi assim que saiu.
Com os objetivos bem distintos, o FC Porto visitou e venceu o Tondela por 3-1, com todos os golos do encontro a serem apontados apenas na segunda parte. Um resultado que deixa o FC Porto a apenas uma vitória da reconquista do campeonato ou até pode festejar já hoje, em caso de vitória do FC Famalicão diante do SL Benfica. Contas para serem feitas mais tarde. No caso do CD Tondela, a equipa de Natxo vê o cenário da permanência a complicar-se.
Com uma primeira parte muito aquém do expectável, o FC Porto conseguiu ter mais domínio, mais posse e mais qualidade, no entanto não conseguiu criar lances de perigo. No caso do CD Tondela, a equipa da casa apresentou-se muito organizada e consistente, mas com o passar do tempo, acabou por demonstrar as debilidades que lhe são conhecidas.
A equipa de Sérgio Conceição entrou bem na partida e com vontade de resolver cedo a questão, no entanto o primeiro lance de grande perigo só aconteceu aos 12′, com um cabeceamento perigoso de Marega, depois de um cruzamento de Telles, que obrigou o guarda-redes do CD Tondela a aplicar-se.
A equipa da casa reagiu, mas só perto da meia hora é que assustou com um remate forte de Jonatahn Toro, a passar por cima.
Até ao final da primeira parte, destaque apenas para a lesão de Sérgio Oliveira, que falha assim a receção ao Sporting, tal como Corona e Uribe, por acumulação de amarelos.
No tempo complementar, a toada mudou drasticamente, com o FC Porto a entrar praticamente a ganhar com um golo de Danilo, na sequência de um canto, aos 47 minutos. Com os jogadores inspirados e sem tirar o pé do acelerador, o FC Porto dilatou a vantagem, pouco depois da hora de jogo, com destaque para Marega e Corona. O maliano recuperou a bola no meio-campo portista e ainda foi a tempo de finalizar, depois de uma assistência com peso e medida de Corona.
Até ao final do encontro, o marcador mexeu por mais duas vezes e da mesma forma: através de grandes penalidades. Ronan reduziu a desvantagem aos 77′ e Fábio Vieira fixou a vitória aos 90+5′. Um final de jogo sofrido para os portistas que souberam gerir a vantagem e conquistar os três importantes pontos.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Marega – Quem o viu e quem o vê. O maliano tem alturas em que está muito apagado, mas ultimamente tem sido um dos motores da equipa, ao lado de Corona e Telles. Destaque para o duplo trabalho no lance do segundo golo. Primeiro interceta a bola num ataque do CD Tondela, impedindo o adversário de levar perigo, e ainda consegue correr e marcar o golo nesse mesmo lance. Está imparável. E deu alguma tranquilidade ao FC Porto nessa fase do jogo.
O FORA DE JOGO
Fonte: CD Tondela
Natxo González: Depois de uma primeira parte em que soube conter o poderio ofensivo do FC Porto, o treinador do Tondela fez uma má gestão da equipa no tempo complementar. Apesar de ter conseguido fazer os portistas sofrer, a forma como mexeu na equipa descontrolou o desenho tático e deu a sensação de ter deixado os jogadores perdidos em alguns momentos do jogo.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
“Equipa que ganha não mexe” – talvez tenha sido este o pensamento de Sérgio Conceição que, depois da vitória expressiva diante do Belenenses SAD no último jogo, decidiu manter o mesmo onze para o encontro diante do CD Tondela.
O treinador voltou a apostar na mesma tática, no 4-4-2 que lhe é característico, com Marega e Soares na frente, com o brasileiro a ser o ponta-de-lança e com o maliano a jogar mais recuado.
A equipa portista entrou bem na partida, com muita vontade de marcar cedo, mas o setor ofensivo sentiu muitas dificuldades ao deparar-se com uma boa linha defensiva dos adversários. Com mais posse, mais domínio, os azuis e brancos conseguiram materializar as oportunidades criadas.
Apesar das contrariedade ao longo do jogo, com a lesão de Sérgio Oliveira e com Corona e Uribe a serem sancionados com o cartão amarelo que os impede de jogar no próximo jogo, o treinador soube dar a outra face e mexeu bem na equipa.
Depois de sofrer o primeiro golo, os portistas terminaram o jogo a sofrer, mas conseguiram somar três importantes pontos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (5)
Alex Telles (6)
Pepe (7)
Mbemba (6)
Manafá (7)
Otávio (7)
Sérgio Oliveira (4)
Matheus Uribe (6)
Tecatito Corona (8)
Marega (8)
Soares (6)
SUBS UTILIZADOS
Danilo Pereira (8)
Luis Diaz (6)
Diogo Leite (4)
Fábio Vieira (7)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
A jogar em casa, o treinador Natxo González teve baixas muito importantes para o encontro com o FC Porto, começando pela baliza, com a lesão do habitual titular Cláudio Ramos. Ainda assim, o guarda-redes Babacar esteve muito bem e evitou a derrota por outros números.
Para além do guardião português, também Ricardo Valente, outro habitual titular, foi uma ausência notória. Face a estas contrariedades e ao facto de precisar urgentemente de vencer, o treinador apostou no 5x3x3, com duas mexidas face ao último jogo, com Ricardo Alves a entrar para o lugar de Filipe Ferreira e Jaquité a render Ronan.
A equipa não atuou com nenhuma referência no eixo do ataque, mas com um meio-campo povoado que permitiu conter a avalanche ofensiva do FC Porto.
A equipa do CD Tondela entrou bem no encontro, a mostrar muita organização e consistência, mas diante de um FC Porto cheio de confiança e vontade, a equipa da casa não teve argumentos para contrariar o favoritismo dos portistas, sobretudo na segunda parte em que baixaram de rendimento.
Dois históricos ingleses que vivem situações bastante diferentes atualmente vão medir forças em Villa Park. Os nove jogos consecutivos sem vencer por parte do Aston Villa FC coloca os villans em risco de voltar ao segundo escalão. Por seu lado, o Manchester United FC vive a melhor fase da temporada e as últimas nove partidas significaram somar pontos para os red devils, que estão assim em lugar europeu.
Com grande tradição em Terras de Sua Majestade, os dois emblemas têm e tiveram em outros tempos o hábito de presentear os adeptos com jogadores de grande gabarito. Neste top 5 procurei encontrar atletas que tivessem vestido as duas camisolas e que deixaram a sua marca no relvado. Da baliza às redes do adversário, do século XX ao século XXI, esta seleção mostra craques que são referências na sua posição e jogadores com reconhecimento na história das duas formações.
Depois do espetacular jogo com o campeão nacional SL Benfica, em que a vitória sorriu aos açorianos, seguiram-se duas derrotas consecutivas frente a Boavista FC e CS Marítimo. Com a manutenção praticamente garantida, o objetivo do CD Santa Clara passa por fazer melhor que na temporada transata, época de regresso à Primeira Liga, quando terminaram na décima posição, com 42 pontos somados. Atualmente, ocupa a décima posição na tabela, com 38 pontos, pelo que têm que somar cinco pontos nas quatro últimas jornadas, com o Sporting CP a ser o próximo adversário. Pretendo realçar alguns dos elementos que na minha opinião têm ajudado a estabelecer o Santa Clara entre a elite do futebol nacional.
Depois da saída surpreendente de Julio Velázquez e o desapontante jogo de estreia do interino Meyong – derrota em casa com o FC Paços Ferreira por 3-2, com direito a reviravolta pacense – eis que os responsáveis do Vitória FC apostaram no regresso de Lito Vidigal para tentar salvar a equipa da descida de divisão a quatro jogos do fim, mas a estreia não podia ter corrido pior: derrota por 1-0, com o já despromovido CD Aves.
Um regresso agridoce de Lito aos sadinos, ele que chegou com o rótulo de milagreiro para o Vitória FC e na apresentação até deu a entender que não vai ser pago pelos quatro jogos em que vai comandar a equipa: “O que é que o salário vale no momento que o Vitória está a passar? Não há dinheiro que pague, temos é de ter sorte e trabalhar para conseguirmos a permanência. Não vale a pena fazer contas”, disse o técnico.
Poupam-se os salários de Lito Vidigal, mas está em jogo muito mais do que isso em termos financeiros, já que o Vitória FC tem um longo histórico de problemas na tesouraria e uma descida para o segundo escalão, no qual o dinheiro das televisões reduz-se drasticamente e não há o balão de oxigénio de saídas de jogadores como Jhonder Cádiz, o que pode revelar-se fatal para o futuro sadino.
Repetem-se os problemas financeiros fora de campo, enquanto nos relvados o Vitória FC continua a viver no limiar da descida pela terceira época seguida. Triunfos setubalenses não se veem desde Janeiro e o regresso do campeonato trouxe dois empates e cinco derrotas consecutivas, sendo mesmo o pior registo da Primeira Liga após a paragem, que deixa os sadinos à mercê do Portimonense SC.
O tempo está a esgotar-se para o Vitória FC não ser ultrapassado pela concorrência e cair em lugares de descida, com Lito Vidigal a ter apenas três jogos para evitar uma hecatombe no estádio do Bonfim que, dados os constantes problemas na secretaria, pode levar a algo pior que “apenas” a descida à Segunda Liga.
Foi visto como primeiro “reforço” da equipa do Sporting CP no mercado de janeiro. Pedro Mendes era o miúdo sensação da equipa de sub-23 e só Deus sabe o porquê de não ter sido logo inscrito na liga no início da competição.
Nas primeiras seis jornadas da Liga Revelação apontou sete golos. Foi chamado por Leonel Pontes para defrontar o PSV na fase de grupos da Liga Europa. Os Leões perderam por 3-2, com um golo do jovem avançado português que, literalmente, entrou e marcou.
A época prosseguiu até Dezembro com muitas críticas à direção verde e branca, pela não inscrição do avançado, faltando opções ofensivas na equipa principal. Foi chamado para treinar com a equipa A, jogando pela formação sub-23, para a qual fez 21 jogos e marcou 15 golos.
A partir de Janeiro foi chamado várias vezes para o banco nos jogos do campeonato, nunca titular, entrando por cinco vezes. Somando ao percurso na Liga Europa, na qual jogou em seis dos oito jogos dos Leões na competição, o avançado de 20 anos conta com 11 partidas e um golo pela equipa principal dos Leões.
A fase que a equipa vivia não ajudava a obter bons resultados. Entretanto, Luiz Phellype lesionou-se gravemente e o reforço de inverno, Andraz Sporar, ficou com o lugar. Com a chegada de Rúben Amorim, o Sporting CP mudou de paradigma, apostando em jovens, aproveitando a “pausa” da pandemia para implementar essa filosofia. Vários da formação jogaram, mas… Pedro Mendes não. Foi convocado para cinco jogos, entrando apenas em um, aos 88 minutos.
📌11 jogadores menos utilizados por Amorim: (6 Reforços dos 13 da era Varandas)
Tendo em conta a tática usada por Rúben Amorim, terá um jogador com as características de Pedro Mendes espaço na equipa? Muito se fala de uma possível saída no próximo mercado, por empréstimo.
No mesmo fim de semana em que a Fórmula 1 regressou, em Portugal voltaram-se a ouvir os motores, nas ruas de Castelo Branco. Na região centro de Portugal Continental retomou-se o Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo e Luís Ramalho já tinham vencido no Rali Serras de Fafe e Felgueiras. Em Castelo Branco, mostraram que o Team Armindo Araújo/The Racing Factory e o Skoda Fabia R5 Evo estão imbatíveis.
Armindo Araújo e a The Racing Factory têm apresentado, até agora, o melhor pacote do CPR Fonte: Escuderia Castelo Branco
Um programa reduzido viu os pilotos do CPR irem para a estrada no sábado e no domingo. Num total de sete provas especiais, o público português pode voltar a viver as emoções dos ralis, mas sempre com segurança e o distanciamento social necessário.
Quanto ao rali, Armindo Araújo e Luís Ramalho fizeram o que lhes competia. Atacaram logo na primeira especial, colocando uma vantagem de 2.4s para José Pedro Fontes e Inês Ponte. A dupla do Citroen C3 R5 foi juntamente com Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, os maiores oponentes de Araújo.
Não foi o recomeço esperado para José Pedro Fonte e Inês Ponte Fonte: Citroen Vodafone Team
Os campeões nacionais em título, Ricardo Teodósio e José Teixeira, não acompanharam os pilotos da frente, sabendo-se no fim do rali que uma escolha inicial errada de pneus condicionou e muito a dupla do Team Vito Skoda, que tripula um Skoda Fabia R5 Evo.
Ricardo Teodósio e José Teixeira não se conseguiram intrometer na luta pela vitória Fonte: Escuderia Castelo Branco
Ao fim do primeiro dia, a diferença entre primeiro e segundo classificados era apenas de 1.1s. Num rali marcado pelas altas temperaturas, previa-se que a batalha também fosse “quente”. Infelizmente, na primeira especial do segundo dia José Pedro Fonte e Inês Ponte não conseguiram reduzir os 1.1s de vantagem devido ao corte de uma curva que danificou a suspensão do Citroen C3 R5. O suficiente para perderem demasiado tempo. Apesar disso, ainda conseguiram salvar um décimo lugar à geral no final.
Assim, Armindo Araújo e Luís Ramalho voltaram a mostrar o que vieram fazer a Castelo Branco. Vencer. A dupla controlou o seu ritmo, não arriscando sequer na Power Stage. Aí, Bruno Magalhães colocou o Hyundai i20 R5 do Team Hyundai Portugal com pontos adicionais, sempre preciosos pela luta pelo ceptro de campeão nacional.
Bruno e Carlos Magalhães venceram a Power Stage, amealhando pontos extra e que podem ser importantes Fonte: Team Hyundai Portugal
Fora do pódio, Pedro Meireles e Mário Castro levaram o Volkswagen Polo GTI R5 à quarta posição, aproveitando o infortúnio de José Pedro Fontes. Atrás da dupla da Volkswagen ficou o regressado João Barros, que estreou um Citroen C3 R5, e teve a companhia do navegador Campeão dos Açores de Ralis, Jorge Henriques. No fim do rali percebe-se que, se continuar, João Barros pode chegar mais à frente. Esperemos que sim.
Na continuação da sua aprendizagem, Miguel Correia teve a companhia do experiente navegador António Costa no Skoda Fabia R5. O jovem piloto ficou com o sexto lugar da geral, batendo Manuel Castro e Ricardo Cunha em máquina idêntica. Carlos Martins e José Pedro Silva levaram o Citroen DS3 R5 à oitava posição.
Nas duas rodas motrizes, destaque para a presença do novo concorrente da Peugeot, o 208 Rally4, pilotado por dois jovens: Pedro Antunes, acompanhado de Pedro Alves, e Pedro Almeida, acompanhado de Hugo Magalhães. Antunes foi o melhor das duas rodas motrizes, ficando com o nono lugar à geral. Já Almeida teve um acidente e ficou de fora do rali.
Pedro Antunes estreou-se aos comandos do Peugeot 208 Rally4, a nova aposta da marca francesa para as duas rodas motrizes Fonte: Escuderia Castelo Branco
O Rali de Castelo Branco também viu regressar o campeonato RGT, no qual os Porsche brilharam, com Vítor Pascoal e Ricardo Faria num 991 GT3 Cup a dominarem por completo. Nos RC2N, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho venceram com o Mitsubishi Lancer Evo X.
Vitor Pascoal e o Porsche 991 GT3 Cup nos ralis é sempre uma delícia Fonte: Escuderia Castelo Branco
Por fim, relembrar que com 16 anos eu estava a tentar passar no secundário, já Rodrigo Correia, fez a sua estreia nos ralis, ao volante de um KIA Picanto GT. De dizer que Miguel Paião é que conduzia o carro nas ligações!
O líder do campeonato irá até às terras de Viriato, Viseu, para visitar o reduto do CD Tondela. Este encontro está calendarizado para a próxima quinta-feira, dia 9 de julho de 2020, pelas 19:15h, no Estádio João Cardoso.
Por um lado, temos um FC Porto à beira do título, que pode já acontecer nesta jornada, caso haja uma combinação de resultados entre o seu jogo e a partida que envolve o SL Benfica, enquanto que os tondelenses atravessam um período mais complicado na tabela classificativa, já que estão integrados na luta feroz pela despromoção.
FC Famalicão e SL Benfica defrontam-se na jornada 31 da Primeira Liga portuguesa, no próximo dia 9 de julho de 2020, pelas 21h30. Após a retoma dos encarnados às vitórias, sob o comando de Nélson Veríssimo, perspetiva-se um jogo agradável e com bastantes oportunidades de golo, como tem sido hábito nos últimos encontros entres estes dois emblemas.