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Regresso a Casa: You’ll Never Klopp Alone

O Regresso a Casa é uma rubrica na qual os antigos redatores voltam a um lugar que bem conhecem e recordam os seus tempos remotos, escrevendo sobre assuntos actuais.

Foi de recorde atrás de recorde e de jogo perfeito atrás de jogo perfeito que o Liverpool de Klopp, com uma sede de vencer e esmagar a cada domingo, coloriu um dos, com toda a certeza, mais saborosos títulos da sua gloriosa história.

Importa, pois, perceber como Jurgen Klopp – já, sem dúvida, um dos melhores e mais marcantes treinadores das últimas décadas – moldou, peça a peça, esta máquina furiosa e que não se satisfez com ganhar. Fê-lo de uma forma que nunca antes tinha sido vista, aniquilou adversários e pareceu, logo desde Agosto, estar a jogar sob as próprias leis e num campeonato à parte. O 3-1 sobre o Man. City, em novembro, abria as portas para a glória, mas foi no 4-0 ao Leicester, em pleno Boxing Day, que a equipa mostrou estar num planeta à parte. Quem viu sabe o que se passou no King Power e quem não viu devia ir ver uma das melhores prestações de uma equipa nos últimos anos.

Depois de anos e anos de insucessos repetidos, de escorregadelas que roubaram títulos e com o clube num caos, e depois de fazer frente a um super Bayern com o rock and roll do Dortmund, Klopp abraçou a mais difícil tarefa da carreira. A direcção, sabendo do estado de coisas, pouco se importou com o 8.º lugar na primeira época e com as finais da Liga Europa e da Taça da Liga perdidas. Loser alemão, exclamavam muitos e repetiam-no após a final de Kiev. Houve visão, confiança em Klopp e, acima de tudo, uma ideia muito bem definida para um projeto que estava destinado ao sucesso.

Hoje é fácil dizer que Salah, Mané e Firmino jogam muito, que Van Dijk é o melhor defesa-central do planeta, que Robertson faz o lado esquerdo como ninguém e que Fabinho é a pedra do equilíbrio. Mas convém relembrar que todos chegaram a Anfield sem o estatuto de estrela – Firmino brilhava num modesto Hoffenheim e Salah tinha flopado sobremaneira no Chelsea – e duvidava-se da capacidade de Klopp para dali extrair o necessário para enfrentar um Manchester City que pode fazer dois onzes de gala e que tem um treinador praticamente indestrutível em termos de regularidade.

Dia após dias, semana após semana, Klopp foi sossegando o espírito assombrado de tantas desilusões dos adeptos e construiu uma equipa perfeita. Esta época, o gengenpressing louco ficou para segundo plano e vimos, até, o Liverpool de ataque frenético a saber gerir, baixar o ritmo, pausar o jogo e resguardar-se para a batalha seguinte. Para isso muito contribuíram Van Dijk e Fabinho. O holandês pernalonga permite à equipa jogar bons pares de metros mais à frente e o brasileiro – pasmem-se, que passou pelo Rio Ave – dá a segurança necessária para a pressão nos últimos 20 metros, porventura o maior segredo para tamanho sucesso desta equipa.

O génio de Firmino, um avançado que não é avançado e é um pouco de tudo, deixava as motas de Salah e Mané desbravarem as defesas contrárias e Arnold, um lateral-direito que joga como um 10, e Robertson, uma locomotiva que custou umas migalhas, chamaram a si a responsabilidade de também resolverem muitos jogos. Alisson foi a cereja no topo do bolo para que tão espectacular equipa não estivesse sempre à beira do colapso devido a guarda-redes medianos.

Uma imagem repetida, nos próximos tempos?
Fonte: Liverpool FC

Tudo isto, claro, não seria possível sem muito dinheiro e uma boa gestão. Ainda assim, os 95 milhões de euros de diferença entre contratações e vendas nos últimos cinco anos, atestam muito bem o exemplar trabalho de uma direcção que nunca quis cair no erro de ir buscar jogadores da moda e acertou em muitos mais do que os que falhou.

Pandemias e estádios vazios à parte, ninguém se esquecerá deste título 30 anos depois. O nome de Klopp é já unânime e pouco faltará para que lhe ergam uma estátua à porta de Anfield. O grande desafio será perceber por onde se pode melhorar para, daqui por um ano, cá estarmos a falar de um bicampeonato, que, esperamos, poderá ser festejado pelas ruas como todos merecem.

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 3 melhores golos do Sporting CP frente ao Belenenses SAD

O Sporting CP desloca-se à “casa emprestada” do Belenenses SAD, na Cidade do Futebol, para aí defrontar a equipa azul e branca.

No curto histórico de confrontos no campeonato entre as duas formações, o Sporting CP apresenta claramente saldo positivo: nos três jogos disputados após o divórcio consumado entre o clube do Restelo e a sua SAD, os leões carimbaram três vitórias e somaram 12 golos marcados e apenas dois golos sofridos.

OS LEÕES NÃO VENCEM FORA DE CASA DESDE 1 DE NOVEMBRO! SERÁ DESTA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Na sua última visita ao Belenenses SAD, o Sporting CP triunfou sobre a formação, então dirigida pelo ex-treinador leonino, Silas, por uns implacáveis 8-1.

Espera-se que a turma leonina de Amorim mantenha este “élan” frente ao Belenenses SAD e mantenha a senda de invencibilidade que começou a trilhar desde a chegada de Rúben Amorim a Alvalade.

Em vésperas do dérbi lisboeta, destaco três dos golos apontados pelos Leões frente ao Belenenses SAD.

SC Braga 3-2 Vitória SC: O Maior Dérbi de Portugal mostra como se faz!

A CRÓNICA: DÉRBI MINHOTO RECHEADO

Eternamente um dos melhores dérbis de Portugal, o Dérbi Minhoto! Um jogo com muita história, rivalidade e uma questão que vai muito além do orgulho.

O apito inicial foi dado e a tensão pairava no ar. Eis que surge imediatamente sem espera o segundo golo mais rápido da Liga Portuguesa, foi Paulinho que enganou os defesas da equipa visitante e adiantou no marcador alguns segundos antes do primeiro minuto de jogo.

E, como dérbis não se jogam, ganham-se, André André aproveita o toque de Ricardo Horta para converter em grande penalidade. Ainda antes do primeiro quarto de hora de jogo na Pedreira, o empate a uma bola estava feito!

Uma primeira parte que deu asas à imaginação. Ola John parte para o cruzamento e é a partir do cabeceamento que Bruno Duarte (embora o poste tenha ajudado) coloca a equipa de Guimarães à frente no marcador. Trincão não facilita e o remate forte deixa Douglas a olhar para o inevitável.

A segunda parte inicia de forma menos intensa, no entanto, isso não parou a equipa da casa. Galeno aproveita o caminho aberto e faz o terceiro golo da equipa bracarense. Sem pressão da defesa vitoriana, Douglas continua sem qualquer hipótese de defesa. A segunda parte diferenciou-se da primeira, principalmente no que diz respeito à qualidade e intensidade de jogo.

Um dérbi muito incerto, em que ambas as equipas ambicionaram a vitória. Infelizmente, para o Vitória SC, o SC Braga levou uma conquista (e uma grande moral) para casa. Um jogo com golos, oportunidades, desequilíbrios e com ritmo que demonstrou a Portugal daquilo que o Minho é feito e os problemas que continuaram a causar pelas terras de Portugal. É deixar para a imaginação o ambiente que iria existir no estádio, face ao resultado e à partida…

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Galeno – Presente em dois dos golos, um enquanto goleador e outro enquanto assistência. Influenciou durante toda a partida e ganhou bastante terreno para o emblema bracarense. De acrescentar o golo efetuado, não é todos os dias que se vê um golo destes, principalmente num jogador com idade tão tenra.

 

O FORA DE JOGO

 

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🔛 Boa semana a todos, #Conquistadores!⚫️⚪️ #MondayMotivation #SomosAAlmaDoRei

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Defesa Vitória SC – Muito aquém das expetativas que foram colocadas no grande dérbi. Venâncio saiu-se bem nos cruzamentos, representando perigo à baliza adversária. No entanto, enquanto dupla com Vondarenko, os jogadores deixaram caminho completamente livre para os três golos do SC Braga, complicando ainda mais a tarefa de Douglas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA 

Do lado bracarense, Custódio opta por manter a tática utilizada contra o FC Famalicão. Permanecendo fiel 3-4-3, com um meio-campo mais atacante, demonstrando uma abordagem mais otimista e sem medos.

Ao contrário do cenário verificado no último jogo, o SC Braga quebrou a sua fome de golos e conseguiu chegar à baliza adversária com bastante sucesso.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Sequeira (8)

André Horta (6)

Paulinho (9)

Ricardo Horta (5)

Fransérgio (7)

Bruno Viana (8)

Esgaio (9)

Trincão (9)

Galeno (10)

David Carmo (8)

SUBS UTILIZADOS

Palhinha (7)

Rui Fonte (5)

João Novais (6)

Rolando (6)

Pedro Amador (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa de Ivo Vieira apresentou algumas alterações, principalmente por questões físicas que desenrolou em mudanças do 11 inicial nos Conquistadores. André André volta aos convocados e à titularidade. Pedro Henrique, Edwards, Wakaso, João Pedro e o castigado Florent ficam de fora das opções do técnico.

Assim, adaptando a equipa conforme as condições, opta por um 4-5-1 com Pêpê Rodrigues, mais resguardado no meio-campo vitoriano. As alterações tornaram a equipa mais débil, frente ao SC Braga.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Douglas (5)

Victor Garcia (8)

Bondarenko (3)

Venâncio (4)

Sacko (6)

Pêpê Rodrigues (7)

André André (10)

Evangelista (8)

Davidson (8)

Ola John (10)

Bruno Duarte (7)

SUBS UTILIZADOS

Rochinha (7)

Leo Bonatini (6)

Joseph (7)

Outtara (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Chelsea FC 2-1 Manchester City FC: Blues vencem, Reds festejam

A CRÓNICA: A VITÓRIA DO PRAGMATISMO

O Chelsea FC derrotou esta noite o Manchester City FC por 2-1, resultado que permite ao Liverpool FC assegurar a conquista da Premier League. Pulisic inaugurou o marcador na primeira parte, ao aproveitar as facilidades concedidas pela defensiva dos visitantes. Na segunda parte, De Bruyne empatou num grande golo de livre, mas Willian, de grande penalidade, deu a vitória aos Blues.

O Manchester City entrou bem no jogo e a dominar a posse de bola, chegando diversas vezes com perigo à área adversária. Contudo, estas investidas acabaram por se mostrar infrutíferas devido à ausência de uma referência na área. Os Citizens estiveram perto de marcar num cabeceamento de Fernandinho (18’), e, do outro lado, Christensen também esteve perto do golo (33’). Três minutos mais tarde, o Chelsea inaugurou o marcador por Pulisic, que aproveitou um desentendimento entre Mendy e Gundogan.

Na segunda parte, a equipa de Pep Guardiola entrou determinada em dar a volta aos acontecimentos e acabou por chegar ao empate por De Bruyne, na cobrança irrepreensível de um livre direto (55’). Os Citizens jogavam com a defesa alta e o Chelsea soube aproveitar o espaço nas costas para tentar chegar ao golo. O golo chegou mesmo aos 78’, pelos pés de Willian, na cobrança de uma grande penalidade a castigar mão de Fernandinho na área.

Com esta vitória, o Chelsea está a apenas um ponto do Leicester City FC (terceiro lugar), ao passo que o Manchester City se mantém no segundo lugar e vê o Liverpool assegurar o título quando ainda faltam sete jornadas para o final do campeonato.

A FIGURA

Pulisic – Chamado à titularidade, o norte-americano não desiludiu e foi um autêntico quebra-cabeças para a defesa adversária. Mostrou um enorme oportunismo no lance do primeiro golo, aproveitando a oferta de Mendy e Gundogan, e foi o elemento em maior destaque no ataque dos Blues.

O FORA DE JOGO

Defesa do Manchester City – É o calcanhar de aquiles da equipa de Pep Guardiola e uma das principais razões da época irregular dos Citizens. A defensiva do City facilitou no lance do primeiro golo e deixou sempre demasiado espaço nas costas, permitindo ao Chelsea explorá-lo através de rápidos contra-ataques.

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Os Blues surgiram em 4-3-3, com Frank Lampard a apresentar duas novidades em relação ao último onze: Ross Barkley no lugar de Loftus-Cheek e Pulisic em detrimento de Kovacic. Os Blues acabaram por jogar mais em transição ofensiva, fruto da maior posse de bola do adversário. O tridente do meio-campo do Chelsea dispunha-se num triângulo invertido, com Kanté a funcionar como pivot defensivo e Mason Mount e Ross Barkley a jogarem mais abertos.

No momento defensivo, o Chelsea defendeu com as linhas muito juntas e com o bloco baixo, procurando contrariar o jogo interior do Manchester City e a fechar o espaço aos movimentos entre linhas, sobretudo dos três homens da frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa (7)

Azpilicueta (7)

Rudiger (6)

Christensen (8)

Marcos Alonso (7)

Kante (8)

Mason Mount (7)

Ross Barkley (6)

Willian (9)

Pulisic (9)

Giroud (5)

SUBS UTILIZADOS

Tammy Abraham (6)

Kovacic (5)

Pedro (-)

Gilmour (-)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola escalou os Citizens num 4-3-3, cuja principal novidade foi a presença de Bernardo Silva como falso 9, face às ausências de Sergio Aguero (lesão) e Gabriel Jesus (suplente utilizado). O City controlou a posse da bola como é seu apanágio, praticando o habitual futebol de posse e tecnicista. Mendy mostrou-se bastante ativo no corredor esquerdo e subiu com frequência, aproveitando a mobilidade do trio da frente. Bernardo Silva, Sterling e Mahrez foram explorando o jogo interior, tentando confundir as marcações do Chelsea ao trocar frequentemente de posição e através das diagonais para o centro do terreno. Ainda assim, a equipa ressentiu-se pela falta de um avançado puro, mostrando dificuldades em furar o muro defensivo dos Blues.

O Manchester City jogou com a defesa alta e acabou por deixar muito espaço nas costas, que o Chelsea foi aproveitando com rápidos contra-ataques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Kyle Walker (7)

Laporte (6)

Fernandinho (5)

Mendy (5)

Gundogan (6)

Rodri (5)

De Bruyne (7)

Mahrez (6)

Bernardo Silva (6)

Sterling (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel Jesus (4)

David Silva (5)

Zinchenko (4)

Otamendi (3)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Liverpool FC Campeão! Um jejum de 30 anos quebrado em circunstâncias especiais

O Liverpool FC é campeão de Inglaterra, exatamente 30 anos depois do último título de campeão nacional. Este feito ganha contornos inéditos se considerarmos que este é o primeiro titulo do Liverpool, desde que a Liga Inglesa possui esta denominação, o que aconteceu em 1992.

A equipa da cidade dos Beatles já andava a tentar quebrar este jejum há vários anos e a verdade é que isso esteve bem perto de acontecer em 2013/2014 e 2018/2019. Em ambos os casos, o Liverpool FC revelou mais do que futebol para ser campeão, mas um Manchester City FC mais forte, e diga-se, algum azar à mistura, fizeram com o Liverpool perdesse o titulo para os citizens.

O Liverpool FC entrou muito motivado esta época depois de se ter sagrado campeão europeu e de ter perdido o titulo apenas por um ponto. A equipa de Jürgen Klopp foi completamente avassaladora desde o início, não dando qualquer abébia aos seus concorrentes diretos. Prova disso são as 28 vitórias conquistadas, com apenas dois empates e uma derrota.

A época nunca será perfeita para os reds porque não têm já possibilidades de revalidar o título de campeão europeu. O Liverpool FC, recorde-se, foi eliminado pelo Atlético Madrid nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Pode-se dizer que o Liverpool FC desta época revelou a regularidade que faltou no ano passado para ganhar a Liga Inglesa e fraquejou em aspetos que eram preponderantes no Liverpool da época passada, não levando a melhor em vários jogos decisivos a nível europeu.

Infelizmente para os jogadores do Liverpool e para Klopp, este título não poderá ser celebrado de acordo com o tamanho jejum que acabou de ser quebrado. As circunstâncias impostas pelo vírus Covid-19 assim o exigem. Fica certamente esse sabor agridoce de um feito histórico e há muito aguardado que não poderá ser celebrado como os livros de grandes celebrações indicam.

Por uma coisa os adeptos do Liverpool FC poderão suspirar de alívio, acabaram-se as piadas dos rivais acerca do longo jejum!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Fernando Pimenta: «Só em 2018 é que me comecei a sentir um atleta profissional»

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Com um palmarés de meter inveja a qualquer um, o BnR TV Modalidades contou com a presença do Fernando Pimenta, medalhado olímpico em 2012. O programa teve com boa disposição, no qual se falou sobre a já longa experiência e conquistas do canonista e também aquilo que é necessário mudar na modalidade.

Natural de Ponte de Lima, foi por a vila minhota que começou a experimentar a canoagem e nem o receio o tirou das águas. Fernando Pimenta recordou as dificuldades que encontrou, principalmente no Ensino Superior, e acredita que a acontecer uma mudança tem de ser através de incentivos governamentais. O atleta minhoto salientou o excelente trabalho da Federação Portuguesa de Canoagem, porém, acredita ainda haver falta de apoios privados à modalidade e falta de estruturas, visto que o Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Novo continua muito afetado.

A medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012 foi, obviamente, recordada e o atleta do SL Benfica falou sobre o que sentiu no momento em que cruzou a linha de chegada. Ainda no tema das Olimpíadas, Fernando Pimenta falou sobre o final do K1 1000 metros e que se não fosse os fatores externos (folhas na pista) teria mais uma medalha olímpica no seu palmarés. Das histórias das duas olimpíadas em que esteve, relembrou o momento em que Usain Bolt estava pendurado numa janela na Vila Olímpica com as medalhas olímpicas.

O canonista reforçou a ideia de que a saída do Clube Náutico de Ponte de Lima foi «das decisões mais difíceis» que tomou. Contudo, as pessoas do clube perceberam a saída do atleta de Ponte de Lima para Lisboa e para o SL Benfica. Fernando Pimenta confessou que foi um passo importante na sua carreira e só quando se transferiu para os encarnados é que se sentiu «um atleta profissional».

Com 30 anos, Fernando Pimenta sente que ainda falta «muita coisa» para alcançar na sua carreira. O objetivo (e o sonho) de «mudar as cores» de algumas medalhas em competições como os Jogos Olímpicos ou Europeus mantém-se mais do que vivo.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Força da Tática: O Sevilha FC de Julen Lopetegui

Depois de passagens pelo FC Porto, Real Madrid CF e até pela própria Seleção de Espanha, que não espelharam a qualidade do treinador espanhol, eis que no Sevilha FC, Lopetegui apresenta, finalmente, a melhor versão de toda a sua carreira. Com um modelo de jogo com características diferentes daquilo que tinha sido visto em Portugal, o Sevilha é uma equipa mais objetiva, que assume menos riscos e tem uma preparação e reação à perda mais eficazes do que aquilo que nos lembramos do técnico espanhol.

Atualmente, no terceiro lugar da competitiva Liga Espanhola, apenas atrás dos colossos europeus, Real Madrid CF e FC Barcelona, e depois de um início de campeonato difícil, a equipa sevilhana embalou e apresenta agora aspetos no seu jogar interessantes e individualidades de qualidade que fazem prever um futuro risonho a curto médio prazo.

O Sevilha atua num 1-4-3-3, que altera de acordo com o momento do jogo e dinâmicas do adversário. Este sistema permite uma variabilidade e adaptabilidade dos jogadores ao longo da partida. Isto proporciona ao Sevilha ser uma equipa com uma imprevisibilidade, tal que dificulta, e muito, a vida ao adversário. Por exemplo, em organização defensiva, poderão assumir um 1-4-4-2 em bloco alto ou um 1-4-1-4-1 em bloco médio baixo. Já em organização ofensiva têm uma multiplicidade de opções, desde um 1-3-4-3 na primeira fase de construção até a um 1-2-1-4-3 em zonas de criação ou até de finalização.

Apesar de ser uma equipa com um futebol ofensivo e que pretende controlar o jogo, esse controlo já não se exprime obrigatoriamente em posse de bola. Aliás, a equipa, por vezes, sente dificuldades no ataque posicional em zonas adiantadas. A abordagem mais natural deste Sevilha reflete-se na objetividade e na criação de condições para que consiga alcançar essa objetividade no seu jogo.

Como foi referido, o Sevilha é uma equipa de menor risco e de um jogo mais direto do que estávamos habituados a ver com Lopetegui. Apesar disso, na primeira fase de construção, a equipa tem um comportamento paciente, tentando atrair o adversário para depois conseguir ganhar espaço nas suas costas. Dependendo da pressão do adversário, o Sevilha pode colocar os dois centrais isolados a construir com os três médios atrás da primeira linha de pressão adversária e os laterais abertos nos corredores, ou colocar os dois centrais e o médio defensivo a descer entre os mesmos ou, então, um dos médios a descer no espaço entre o central e lateral e a permitir que este último progrida pelo corredor.

Em fase de construção ofensiva, o Sevilha começa logo a tentar ganhar superioridade numérica em determinadas zonas do campo (nomeadamente junto às faixas laterais). É aqui que se começa a desenhar todo o jogo ofensivo dos comandados de Lopetegui. Quando o adversário realiza uma pressão intensa, o Sevilha tenta atraí-lo o mais possível e depois, ao ver que não consegue sair curto, tenta com passe longo combinar ou com a referência no jogo aéreo, o seu ponta de lança De Jong, ou então, apostar na velocidade dos extremos abertos nos corredores e prontos para realizar diagonais em profundidade.

Diego Carlos, central brasileiro disputado por equipas de top mundial, pela sua grande capacidade de passe a longas distâncias, destaca-se de todos os outros.

O meio-campo apresenta, salvo raras exceções, um padrão fixo com um sistema de 1+2 bastante claro. O homem mais atrasado é Fernando Reges (nome bem conhecido dos portugueses), à sua frente estão dois homens (normalmente, dois dos três nomes seguintes: Joan Jórdan, Banega ou Óliver Torres). Estes dois médios interiores têm um raio de ação e rotatividade posicional grande. Podem realizar trocas posicionais entre eles mesmos, com o médio defensivo e com os avançados (nomeadamente, dois extremos).

Além disso, pelas trocas posicionais com avançados, desenvolvem várias vezes movimentações de penetração da linha defensiva. Ao contrário do que se poderia perspetivar, os médios interiores estão na maioria das vezes próximos. Se um está de um lado, o outro também vai para esse lado para tentar criar superioridade numérica e libertar os extremos e laterais para desequilibrar no espaço. Banega continua a ser o principal destaque em zonas de criação pela qualidade na definição de cada ação.

Também Óliver Torres, hoje com um perfil mais rotativo e intenso, tem sido um dos grandes maestros do meio-campo da equipa. Jórdan é um médio mais vertical, menos rigoroso na definição, mas com um ataque ao espaço de qualidade e com uma capacidade e comprometimento defensivo maior do que os nomes anteriores.

O menor risco de jogo referido acima está em parte relacionado com a aposta no ataque pelos flancos. Seja numa primeira fase em que a equipa consiga ganhar superioridade numérica num flanco e consiga progredir, seja numa segunda fase em que o adversário é atraído de um lado e se explore o lado contrário, o Sevilha consegue atacar pelos flancos com habitual eficácia.

Com os laterais constantemente projetados a oferecer largura, com os extremos dentro ou fora e com os médios interiores, o Sevilha forma microestruturas que lhe permitem ganhar superioridade numérica e atacar de forma rápida. Os extremos, com principal destaque para Ocampos, têm um papel fundamental na dinâmica ofensiva da equipa, não só pela capacidade de desequilíbrio em espaços curtos, mas também, e principalmente, pelo ataque fortíssimo à profundidade.

Numa primeira fase de construção, os extremos são responsáveis por oferecer largura e profundidade à equipa. Quando a equipa consegue subir, estes passam para espaços interiores, oferecendo espaço aos laterais nos corredores.

Pelas características dos laterais, habitualmente Navas e Reguilón (ambos fortes tecnicamente, com uma propensão ofensiva natural, com um bom cruzamento e boa capacidade de um contra um), pelo desenvolvimento das tais estruturas ofensivas e também pela capacidade de desequilíbrio dos extremos, o Sevilha consegue ter uma fluidez natural e atacar de forma bastante direta através de cruzamentos para a área ou de diagonais no espaço interior ou profundo com ou sem bola dos extremos.

A rotatividade posicional com médios interiores e avançados a trocarem constantemente de posições, a criação de indefinição com lateral a dar largura e extremo por dentro, a procura constante da profundidade pelos extremos, a penetração dos médios interiores na linha defensiva adversária para receber nas suas costas, o apoio para combinação do avançado centro, o passe longo para o flanco oposto a explorar profundidade e largura de lateral ou extremo…, são algumas dinâmicas em zonas de criação que o Sevilha utiliza para desequilibrar o adversário.

Em zonas de finalização, o Sevilha coloca três a quatro homens prontos para colocar a bola no fundo das redes. O ponta de lança, o extremo do lado contrário, um dos médios à entrada da área e até mesmo o lateral do lado contrário aparecem por várias vezes na área. De Jong e Ocampos destacam-se dos restantes com seis e 11 golos, respetivamente, marcados na liga espanhola até ao momento.

Quando o Sevilha perde a bola, tem uma reação imediata com o intuito principal de recuperar a posse e, quando não tem oportunidade de o fazer, tenta retardar o contra-ataque do adversário e reorganizar-se defensivamente. Em ataque posicional, habitualmente colocam os dois centrais, o médio defensivo e os dois médios interiores prontos para reagir à perda. Pela compactação ofensiva da equipa, de imediato conseguem exercer uma pressão intensa de forma conjunta, com os jogadores mais perto da bola a pressionarem o portador da bola e os restantes a marcarem individualmente possíveis linhas de passe.

Visto que colocam os laterais quase sempre bastante projetados, médios e extremos têm um papel fundamental na pressão para retardar o contra-ataque e a exploração do espaço livre por parte do adversário. Os médios, por estarem sempre muito próximos, conseguem pressionar e, por várias vezes, forçar o erro à equipa adversária.

Além disso, é uma equipa que consegue perceber indicadores de pressão de forma inteligente, desde passes atrasados, bolas longas ou jogador a receber de costas. Reagem à perda de tal forma intensa, que chegam a desposicionar, em alguns momentos, os seus centrais, que poderão, por exemplo, sair na marcação individual a um dos avançados.

Aos 32 anos, Fernando Reges, senhor de uma cultura tática elevada, é uma peça fulcral neste momento do jogo pela simples razão de decidir quase sempre bem. Um verdadeiro ponto de equilíbrio dos comandados de Lopetegui! Também os dois centrais Koundé e Diego Carlos pela velocidade, controlo do espaço e eficácia nos duelos assumem papel de destaque.

Podem ver no vídeo seguinte todas estas dinâmicas do Sevilha em momentos de organização ofensiva e transição defensiva:

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 5 melhores Treinadores Portugueses da Atualidade

Os treinadores portugueses estão a ganhar cada vez mais relevância a nível internacional. São vastos aqueles que começam a chamar atenção aos tubarões europeus pelo que demonstram, tanto no nosso campeonato português como no estrangeiro, como tal, numa lista pessoal, passarei a enunciar aqueles que, tendo em conta a história e o desempenho atual, são os melhores lusos no seu trabalho, dentro e fora do país.

Top 5 melhores treinadores portugueses

Merci, Monsieur Jérémy Mathieu

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O craque Jérémy Mathieu contraiu no treino da passada terça-feira uma lesão grave no joelho esquerdo. A gravidade da lesão ditou o fim de carreira de um dos melhores defesas-centrais da história do Sporting Clube de Portugal, uma verdadeira lenda.

O defesa-central francês fez a sua formação no FC Sochaux, passando posteriormente pelo Toulouse FC. As boas exibições valeram-lhe uma transferência para os espanhóis do Valência CF, clube que representou durante cinco temporadas, tendo disputado 177 jogos e marcado sete golos. Na época 2014/2015 ruma ao FC Barcelona a troco de 20 M€. Nos blaugrana venceu uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, duas Ligas Espanholas e três Taças do Rei. Passadas três temporadas no clube catalão, rumou ao Sporting CP para continuar a demonstrar a sua qualidade no futebol português.

O leão Mathieu chegou ao Sporting Clube de Portugal na temporada 2017/2018, tornando-se preponderante e um indiscutível titular. Ao longo de três temporadas, vestiu-se de leão ao peito em 106 jogos e apontou nove golos. Neste seu trajeto em Alvalade, Mathieu conquistou uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga.

Recordar a passagem de Mathieu pelo Sporting CP, leva-nos ao dia 25 de Maio de 2019, à final da Taça de Portugal diante o FC Porto. Os leões venceram 5-4 nas grandes penalidades, após um empate a dois golos no prolongamento. Nesta partida, monsieur Mathieu rubricou uma das melhores exibições de leão ao peito, sendo indiscutivelmente um dos melhores em campo. O internacional francês celebrava então, o seu terceiro título pelo Sporting, aos 35 anos.

O Sporting CP e o futebol português ficam mais pobres, o melhor defesa-central do campeonato retira-se aos 36 anos. Sendo que, além de ser um defesa-central muito veloz, forte nos duelos, com uma qualidade de passe muito acima da média e que fazia sprints de um lado ao outro do campo, era ainda exímio nas bolas paradas. No entanto, Jérémy Mathieu com toda a sua experiência, era fundamental no banlneário, sobretudo pela forma como integrava os jogadores formados na Academia Alcochete.

Mathieu encerra assim uma carreira de 20 anos, coroada com 13 títulos – uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Campeonato do Mundo de Clubes, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga, duas La Liga, três Taças do Rey, uma Supertaça de Espanha e uma Taça da Liga Francesa. Brilhou em França, Espanha e Portugal, sempre ao mais alto nível, sendo internacional francês por cinco ocasiões.

Espera-se que Mathieu tenha no futuro a merecida homenagem e despedida, no relvado de Alvalade, perante a família sportinguista.

Jérémy Mathieu será sempre recordado pelos Sportinguistas, como uma verdadeira lenda que vestiu a listada verde e branca. Ao longo de três épocas, foi sempre um exemplo, de profissionalismo, de garra, de qualidade e talento. Um leão que honrou o Sporting CP, com Esforço, Dedicação e Devoção, conduzindo à Glória da conquista de três troféus.

Merci, Monsieur Jérémy Mathieu.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

As 6 melhores contratações de Chelsea FC e Manchester City FC no século XXI

Os dois mais recentes campeões da Liga Inglesa, Chelsea FC e Manchester City FC, defrontam-se esta quinta-feira em Stamford Bridge, numa partida cujo resultado poderá ajudar o líder Liverpool FC a sagrar-se campeão e suceder aos dois “grandes” azuis de Inglaterra.

DUAS DAS MELHORES EQUIPAS DA PREMIER LEAGUE EM CONFRONTO EM LONDRES! QUEM VENCERÁ ESTE DUELO ÉPICO? APOSTA JÁ NA BET.PT

Como base das recentes conquistas dos dois emblemas que se defrontam estão, inevitavelmente, jogadores de classe mundial e que muitas alegrias ofereceram aos seus respetivos adeptos. Assim, depois de um demorado processo de seleção, dada a enorme qualidade dos plantéis que representaram cada clube, passaremos a apresentar as seis melhores contratações de “Blues” e “Citizens” no atual século.