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Na América, sê americano: Sloane Stephens conquista o Miami Open

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Miami Open tinha tudo para ser um grande torneio de ténis. Em Key Biscane reuniu-se um cartaz de luxo, composto por nomes tão relevantes como os de Simona Halep, Caroline Wozniacki, Garbiñe Muguruza, Elina Svitolina, Karolina Pliskova, Jelena Ostapenko, Caroline Garcia ou Venus Williams. No final, a conclusão parece simples: o WTA Premier Mandatory de Miami não defraudou as expetativas, tendo estado repleto de muito e bom ténis.

Pela negativa o principal destaque vai para Caroline Wozniacki que, desta feita, não conseguiu manter a consistência habitual e foi eliminada, logo na 2ª ronda, pela campeã olímpica Monica Puig. Já pela positiva, para além da surpreendente qualifier Danielle Collins (que deixou pelo caminho jogadoras como CoCo Vandeweghe ou Venus Williams até cair, na meia-final, frente a Jelena Ostapenko), a nota de destaque vai para a resiliente Victoria Azarenka que, aparentemente mais próxima da sua melhor forma, apenas foi travada na meia-final por Sloane Stephens.

A uma final marcada pela juventude chegaram Sloane Stephens, ainda na ressaca dos seus últimos terríveis meses tenísticos, e Jelena Ostapenko, que foi disparando winners atrás de winners até chegar à final. Se para a norte-americana este parecia ser um ponto final num longo calvário exibicional e de resultados, para a letã o desempenho em Miami significa, necessariamente, um sinal de alarme para as adversárias já próximo do torneio do Grand Slam cujo título esta defende: o Roland-Garros.

A excessiva agressividade, aliada a algum descontrolo, tende a prejudicar Ostapenko
Fonte: Miami Open

Numa final quase sem história, Stephens superiorizou-se largamente a Ostapenko e, sem deixar margem para dúvidas, acabaria por vencer, em dois sets, por 7-6(5) e 6-1. A letã, que mantém uma imaturidade tenística que a leva a ser muito agressiva e a correr riscos do princípio ao fim de cada encontro, colecionou erros não forçados e, dessa forma, acabou por facilitar uma tarefa que não parecia simples para a norte-americana. Já Sloane Stephens provou que onde se sente realmente bem é no seu país-Natal e assim, após a conquista do US Open na temporada transata, voltou a sair vitoriosa em solo norte-americano.

Roland-Garros aproxima-se e, por ora, algumas ideias começam a formar-se: 1) Jelena Ostapenko disse “presente” e parece querer ir à capital francesa lutar pela defesa do título; 2) Victoria Azarenka começa a aproximar-se da sua melhor forma e, quando tal acontece, a bielorrussa é quase imparável no circuito WTA; 3) Sloane Stephens despertou do seu “coma tenístico” e, assim, torna-se um nome a ter em conta para os principais torneios a disputar ao longo da presente temporada. Teremos surpresas no major francês?

Foto de Capa: Miami Open

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Gil Vicente FC 2-1 FC Penafiel: FC Penafiel tropeçou em Barcelos num jogo envolto em polémica

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O Estádio Cidade de Barcelos recebeu este sábado um duelo entre dois adversários em pólos opostos da tabela classificativa. O FC Penafiel deslocava-se a Barcelos com o intuito de continuar a sua dura luta pela subida enquanto o Gil Vicente disputava uma luta diferente, a da manutenção.

Numa tarde cinzenta mas sem chuva, a equipa da casa entrou melhor e com mais bola contrariando o favoritismo dos visitantes. As oportunidades foram surgindo para os gilistas e aos dez minutos, Ricardinho aproveita o corte incompleto de Daniel Martins e cruza rasteiro para Jonathan que recebe na pequena área e remata de primeira com a bola a rasar o poste adversário. Surgia assim o primeiro lance de perigo do jogo a pertencer aos gilistas.

Apenas três minutos depois, o capitão do FC Penafiel João Paulo derruba dentro da área Jonathan. O próprio hondurenho é chamado à conversão da bola parada e com toda a calma inaugura o marcador com a bola ainda a bater no poste antes de entrar.

Este Gil Vicente de Pedro Ribeiro a surpreender com um início muito forte, alinhando com uma defesa muito subida e ao mesmo tempo capaz de anular as iniciativas ofensivas do FC Penafiel.

Os visitantes sentiam dificuldade em chegar à baliza contrária e era apenas com o recurso aos remates de longe que conseguiam criar algum perigo, tal como aconteceu em cima do minuto 25’ com o remate de Gustavo Costa a sair desviado.

Ao minuto 27’ nasce o segundo golo do Gil Vicente e também um dos momentos chave e polémicos do jogo. No seguimento de um pontapé de canto cobrado por Ricardinho, o médio de baixa estatura Reko ganha nas alturas e coloca a bola dentro da baliza com um cabeceamento exemplar. Enquanto os gilistas festejavam o golo, o guarda-redes do FC Penafiel Ivo Gonçalves ficou estendido no chão a pedir falta juntamente com os restantes colegas. Depois de alguma confusão e troca de palavras, Bruno Paixão expulsa o atacante do FC Penafiel Fábio Fortes, numa decisão bastante questionável.

O jogo corria de feição aos homens da casa que, em meia hora, estavam a vencer por dois golos e viam-se a jogar com superioridade numérica.

Aos 41’ o FC Penafiel conseguiu reduzir a desvantagem. Desta vez foram os visitantes a marcar na sequência de um pontapé de canto, com o central Daniel Martins a elevar-se nas alturas e a marcar o primeiro e único golo da tarde para os visitantes. Apesar de menos um jogador, o FC Penafiel mantinha-se assim vivo no jogo, com um golo importante em cima do intervalo. Terminava assim a primeira parte num jogo quente com uma grande penalidade, uma expulsão e muitos golos!

O resultado do jogo foi muito polémico
Fonte: FC Penafiel

À entrada para o segundo tempo, assistiu-se a um jogo completamente diferente do primeiro tempo e algo contraditório, já que o FC Penafiel, com menos um jogador, foi muito mais forte e competente do que no primeiro tempo.

A equipa de Barcelos mexeu cedo na equipa com a entrada de Fall tentar acordar a equipa que parecia adormecida e com a vantagem em risco. O FC Penafiel também mexeu no seu onze e ainda com um a menos preteriu de um central para colocar o extremo Ludovic.

De valorizar o espírito de sacrifício do Penafiel FC, que nunca desistiu e que obrigou o Gil Vicente a defender o resultado durante toda a segunda parte.

O Gil Vicente FC só conseguiu criar a primeira grande oportunidade de perigo na segunda parte aos 73’ através de Frederic, com o luso francês a rematar colocado e a bola a passar a rasar o poste de Ivo Domingues.

O Penafiel FC continuou a procurar marcar e desta vez foi o avançado Fábio Abreu a cabecear com perigo por cima da baliza de João Costa. Em cima dos 90’ o Penafiel FC voltava à carga desta vez foi da cabeça do central Daniel Martins que nasceu o perigo depois de uma saída menos conseguida do guarda-redes gilista João Costa.

Em cima dos 90’, ainda houve tempo para mais uma expulsão, desta vez para o lado do Gil Vicente FC, já que Fall viu o segundo amarelo. Na conversão da bola parada Gustavo Costa coloca a bola na área e Daniel Martins penteia a bola com a cabeça fazendo a bola embater no poste mais distante de João Costa que já estava batido.

Até ao final, o Gil Vicente geriu o tempo como quis e alcançou uma vitória muito importante na luta pela manutenção, saindo, por agora, da zona de descida. O jogo foi marcado pela polémica, com algumas decisões questionáveis da equipa de arbitragem que resultaram em duas expulsões e uma grande penalidade.

FC Bayern Munique 6-0 BVB Dortmund: Bayern sem piedade, Dortmund sem cabeça

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Há uns anos, poderia perfeitamente ser um jogo decisivo para as contas do título; mas neste Der Klassiker, era apenas o Borussia Dortmund a tentar adiar o sexto título consecutivo do Bayern de Munique, que parece agora inevitável.

Logo aos cinco minutos de jogo, Robert Lewandowski decidiu ‘meter o dedo na ferida’ e marcar novamente ao seu antigo clube. A defesa do BVB, constituída por Sokratis e pelo jovem suiço Manuel Akanji (a substituir o lesionado Ömer Toprak) é apanhada demasiado subida e o passe de Thomas Müller isola o polaco, que, parece estar em fora de jogo. O vídeo-árbitro nada assinalou.

Mas logo a seguir, aos nove minutos de jogo, o VAR acabou por mostrar serviço, anulando o golo de Franck Ribéry, devido a posição irregular do francês.

O Dortmund tentou aproveitar esta ‘abébia’, mas o Bayern continuou letal: aos 14 minutos, James Rodríguez faz o 2-0. Após passe de Alaba do flanco esquerdo, o médio colombiano aparece isolado na pequena área e aponta o segundo de uma tarde que já se revelava demasiado fácil para os bávaros.

Na defesa, o BVB acusava a mesma inconsistência que tem acusado no resto da época. No ataque, o talento puro e a irreverência de Christian Pulisic, talvez o mais inconformado da  equipa de Peter Stöger, não eram suficientes para colmatar a ausência de Marco Reus. Michy Batshuayi, que tem tido um excelente início de carreira na Bundesliga, simplesmente não tinha espaço para receber a bola.

Aos 23 minutos, Thomas Müller continua o massacre: perda de bola de Gonzalo Castro no meio campo origina uma situação de três para dois para Müller, James e Lewandoski; o colombiano cruza a partir da esquerda e o alemão estava no segundo poste para finalizar. 3-0

Sempre que o Bayern tinha a bola, parecia capaz de marcar. Aos 28 minutos, com 3-0 no marcador, todos os membros da equipa bávara, com exceção de Sven Ulreich (o guarda-redes) estavam no meio campo do BVB.

Ainda antes da meia hora de jogo, Peter Stöger faz a primeira substituição: retira Gonzalo Castro – que simplesmente não teve “mãos a medir” face a Javi Martínez, que dominou por completo o meio campo – e faz entrar Julian Weigl.

Mas esta alteração acabou por não surtir qualquer efeito: o Bayern continuou a ditar o ritmo do jogo, reduzindo a pressão nos últimos 15 minutos da primeira parte, porém levando perigo à baliza de Roman Bürki sempre que subia no campo.

E nos últimos dois minutos da metade, tudo se desmoronou novamente para o Borussia Dortmund: aos 44 minutos, Ribéry entra na área pelo flanco esquerdo sem qualquer oposição, faz o que quer de Pisczeck, pica a bola sobre Roman Bürki, que defende; mas a “carambola” acaba por sobrar para Lewandowski, que faz o 4-0.

Ainda não tinham acabado os festejos do quarto golo e Ribéry já tinha feito o 5-0, aproveitando a perda de bola de Dahoud no meio campo e conseguindo, à segunda tentativa, fazer um “chapéu” a Bürki.

Intervalo. 5-0. Por esta altura, não havia nada a fazer. O melhor que o Dortmund e os seus adeptos podiam esperar desta partida era não sofrer mais qualquer golo e talvez marcar um ou dois na segunda parte.

Já com o jogo resolvido, Jupp Heynckes decide tirar David Alaba ao intervalo, substituindo-o por Joshua Kimmich.

O Bayern entrou na segunda parte em modo de gestão: continuava a dominar a partida, mas não procurava o golo com o mesmo fervor. Já os jogadores do Borussia, desmotivados por uma primeira parte para esquecer, pouco ou nada faziam para contrariar a tendência.

Os 45 minutos finais praticamente não tiveram história: houve algumas hipóteses para o Bayern e, do lado do Dortmund, Mario Götze enviou uma bola ao poste. Há que destacar a substituição de Ribéry, aos 69 minutos, para entrada de Sebastian Rudy. O extremo francês foi amplamente ovacionado pelos adeptos da Allianz Arena, que fizeram questão de deixar patente a admiração que sentem por um jogador que já ganhou tudo pelo clube. Peter Stöger ainda tirou Pulisic e Götze (talvez os “menos maus” da sua equipa esta tarde), para colocar Maximilian Phillipp e Nuri Sahin, respetivamente; duas substituições que pareceram ter apenas a intenção de dar alguns minutos aos jogadores e não de mudar, de facto, alguma coisa na partida.

Aos 87 minutos, o prego final no caixão de um Dortmund que já há muito estava ‘morto’: Lewandoski completa o seu hat-trick e faz o 6-0 para o Bayern de Munique, após assistência de Joshua Kimmich.

Quase num ato de piedade, o árbitro Bastian Dankert não deu quaisquer minutos de compensação e apitou para o fim deste ‘massacre’ aos 90 minutos de jogo.

No final de contas, o Bayern fica a apenas uma vitória de se consagrar novamente campeão e o BVB dificulta a sua vida na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões. E mesmo que o Der Klassiker já pouco ou nada conte para a decisão do título, não deixa de ser sempre um jogo com muito orgulho envolvido; e os adeptos, jogadores e equipa técnica do Borussia Dortmund saem de Munique com o seu gravemente ferido.

Bruno de Carvalho – Entre ganhar o campeonato e vencer “toupeiras”

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Defender ou argumentar a favor de uma personalidade polémica e corrosiva como tem sido o presidente Bruno de Carvalho pode tornar-se algo arriscado e perigoso. Podemos ser acusados a qualquer altura, pois o Gabinete de Crise que por aí anda – e que serve apenas para esconder a própria crise do clube em que se encontra – pode muito bem tramar-nos ao virar da esquina. Temos que ter cuidado com o que dizemos e escrevemos. Os fiscais do lápis vermelho andam por aí à solta. “Poisam nos prédios poisam nas calçadas / Trazem no ventre despojos antigos / Mas nada os prende às vidas acabadas” como cantava Zeca Afonso.

Vamos a Bruno de Carvalho. É um facto que desde que chegou à presidência do Sporting Clube de Portugal, o tom das suas declarações públicas tem sido coberto por uma grande polémica. Mas, se no plano da forma, podemos discordar da sua atuação (e eu sou, por vezes, um deles), no plano do conteúdo, temos que concordar que Bruno de Carvalho colocou o dedo na ferida dos interesses instalados quer no Sporting quer no Futebol Nacional, por muito que isso custe aos nossos rivais.

Com a sua chegada, há um Sporting muito diferente e, sobretudo, mais transparente. O Futebol Português e, atrever-me-ia a dizer, também o Europeu – conheceu nos últimos anos alguém que lutou e luta, de forma veemente, pela transparência e pela verdade desportiva que é uma coisa que muitos pseudocomentadores apregoam a todo o momento nos seus pseudoprogramas televisivos mas que, na prática, pouco ou nada fazem por ela. A introdução do VAR foi apenas um dos exemplos de uma batalha que Bruno de Carvalho teve que travar com as instâncias que lideram o Futebol em Portugal e na Europa. Se resolveu o problema da falta de transparência nas decisões da arbitragem? Claro que não. Mas é hoje uma ferramenta ao dispor para o apuramento dessa verdade, dando mais transparência ao jogo, sendo certamente alvo de eventuais retificações e aperfeiçoamentos.

O presidente leonino tem participado ativamente no apoio às diversas modalidades do Sporting CP
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Quanto ao Sporting, não nos podemos esquecer que foi com ele e com a sua Direção que o Sporting saiu da situação de abismo financeiro em que se encontrava e da melindrosa situação desportiva, quer no que ao futebol sénior dizia respeito, quer às modalidades. É justo dizer que, nestes últimos cinco anos, Bruno de Carvalho recuperou uma marca central do ADN do clube – o seu ecletismo. E, para não bastar, criaram-se as condições para a construção de um Pavilhão tão grande como os maiores da Europa: o Pavilhão João Rocha.

Quanto à “linhagem” da presidência dos Leões, quebrou com o “Roquetismo” e a dinastia daqueles que tudo sabiam de finanças e dinheiro mas pouco conheciam de futebol. Bruno de Carvalho apareceu como alguém que alia as competências de gestão às de adepto leonino, vibrando com as vitórias e sofrendo com as derrotas, como todos nós, repito, como todos nós. Com Bruno de Carvalho, a presidência e a sua direção “desceram” aos relvados e pavilhões e o Sporting voltou assim a ser, por muito que isso custe aos nossos rivais, dos sportinguistas. O jornalista Paulo Curado escreveu no Jornal Público o seguinte: “Uma longa distância afastava a tribuna presidencial do relvado onde a bola rolava. Com a chegada de Bruno de Carvalho esse fosso deixou de existir. Literalmente” (Jornal Público, dia 23 de março de 2018, p. 42). Mas destaca também este jornalista algo inegável e que deve alertar-nos: o Sporting não foi ainda campeão nestes últimos cinco anos de mandato de Bruno de Carvalho.

E, neste aspeto, se temos que melhorar, é facto, o desempenho desportivo da nossa equipa de Futebol nalguns jogos e momentos decisivos das épocas, temos ainda que lutar com veemência contra certas e determinadas toupeiras que irrompem, de vez em quando, do subsolo, e que nos mostram um lado muito negro do Futebol Português.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

Os dissabores do sucesso

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O excelente trabalho realizado por Sérgio Conceição não tem passado despercebido por essa Europa fora. Esta semana foi noticiado o possível interesse dos franceses do Paris Saint-Germain FC no técnico do FC Porto. O magnífico trabalho realizado em França, ao comando do FC Nantes, e a presença de Antero Henrique como homem forte dos parisienses não são alheios para que este rumor tenha fundamento.

Sérgio Conceição tem contrato com o FC Porto até 2019 e uma possível saída no final desta época só seria viável se o FC Porto fosse campeão. Num hipotético cenário de conquista da “dobradinha” que, neste momento, é o mais provável, é perfeitamente plausível que o técnico portista queira outros desafios para a sua carreira (ao estilo de André Villas-Boas).

O mercado italiano onde, como jogador, atingiu o estrelato e onde já confessou querer treinar (tem o desejo de treinar a SS Lazio) e o mercado francês, onde deixou uma excelente imagem, são os mais prováveis.

Como é evidente os sócios e adeptos azuis e brancos não gostariam de ver sair Sérgio Conceição mas, por outro lado, isso significaria uma época de grande sucesso e esse é o maior desejo de todos. Se se concretizar este cenário a pergunta que fica é: qual a melhor solução para o comando dos azuis e brancos na próxima época? Na minha cabeça surgem três nomes: António Folha, Luís Castro e Jorge Jesus.

Sérgio Conceição é cobiçado por clubes italianos e franceses
Fonte: FC Porto

António Folha seria uma aposta num treinador da casa, com ADN do FC Porto, que fez o seu percurso na formação do clube onde tem vindo a demonstrar uma tremenda qualidade no seu trabalho. Era uma aposta que se enquadrava na recente política do clube na aposta em jogadores vindos da formação. Juntando a isto seria sempre um treinador bem visto pelos adeptos do FC Porto e esse fator é sempre muito importante num clube com o contexto sociocultural dos portistas.

Luís Castro seria um regresso a casa. Um treinador que esteve ligado ao clube durante muitos anos em diversas funções e que tem demonstrado, nas últimas épocas, todo o seu valor. Com uma ideia de jogo muito aliciante, conhecedor do clube por dentro, o facto de potenciar e valorizar jovens jogadores e de apresentar uma enorme facilidade de comunicação, fazem de Luís Castro um treinador com todos os requisitos para orientar os dragões.

Jorge Jesus é o nome mais polémico. Porém, num centenário em que o FC Porto conquiste as duas provas que restam no plano interno e caso o Sporting CP não consiga conquistar a Liga Europa, as três épocas de Jorge Jesus no clube leonino ficam resumidas a uma Taça da Liga e a uma Supertaça e, com este cenário, acredito que a sua continuidade em Alvalade não acontecerá. Ficando livre no mercado, se Sérgio Conceição seguir outro caminho na sua carreira este será sempre um nome a ter em conta, sendo que teria de baixar significativamente o seu salário para poder ingressar no FC Porto.

Tudo isto são cenários hipotéticos que os resultados irão, ou não, confirmar. Mas o que já ninguém pode negar é o magnifico trabalho realizado por Sérgio Conceição no comando do FC Porto. Acredito que vamos ter um “verão quente” no que diz respeito aos treinadores e, se tivesse que apostar neste momento, apostaria que os “três grandes” vão mudar de treinador.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os Portugueses lá fora

  • André Gomes

Na sua segunda temporada em Barcelona, o médio português não conseguiu ainda demonstrar todas as qualidades que demonstrou a espaços no Benfica e em definitivo no Valência. Após uma excelente temporada nos valencianos, e o papel importante no Campeonato da Europa conquistado ao serviço de Portugal, o jogador – que se estreou como sénior pelo Benfica – não conseguiu ainda ter a confiança e a tranquilidade suficiente para poder explanar ao máximo as suas qualidades.

Alvo de contestação desde cedo por parte dos adeptos que estariam à espera de mais, o médio veio recentemente assumir numa entrevista que não se sente bem psicologicamente, e que o apoio dos adeptos é muito importante para a sua afirmação. Resta esperar para ver como decorrerá o restante da temporada, e em que forma chegará ao campeonato do mundo.

França 4-3 Portugal: Franceses entram com patim direito na Taça Latina

No jogo de estreia na Taça Latina, Portugal enfrentou uma França que, a jogar em casa, se apresentou muito forte e com um Carlo Di Benedetto em grande, tendo acabado por perder por 4-3. Complicando as contas a conquista da terceira Taça Latina consecutiva.

O encontro começou a um ritmo muito alto e através de uma iniciativa individual, Carlo Di Benedetto, a principal estrela da seleção gaulesa, abriu o ativo. Portugal respondeu e pouco depois, quase que chegava ao empate, mas Vieirinha não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Alvarinho.

A França estava bem e ficou muito perto de aumentar a vantagem para 2-0, mas Roberto Di Benedetto, isolado, não conseguiu bater Pedro Freitas. As oportunidades surgiam e não muito depois, foi Carlo Di Benedetto quem esteve muito perto de marcar. No entanto, foi Portugal a concretizar. Num lance iniciado numa perda de bola a meio campo, Gonçalo Nunes serviu Vieirinha e o número quatro português restabeleceu a igualdade. Contudo, a mesma não durou muito, pois, Carlo Di Benedetto, com uma grande stickada, voltou a colocar os franceses na dianteira.

Em desvantagem, Portugal tentava pegar no esférico e criar perigo junto à baliza adversária, mas não estava a ser fácil entrar no bloco defensivo da França, muito bem organizado. No contra-ataque, le bleus iam colocando Pedro Freitas em dificuldades.

Disputados dez minutos da partida, a França estava por cima e poderia estar a vencer por muito mais do que 2-1. Porém, Pedro Freitas, guardião da Associação Académica de Espinho, ia segurando a seleção portuguesa.

Os minutos passavam e mesmo com as alterações promovidas por Luís Sénica, Portugal continuava sem conseguir mostrar muito na frente, mas apresentava melhorias a nível defensivo. As combinações não estavam a surgir e ainda eram alguns os passes falhados.

A faltarem cerca de sete minutos para o intervalo, a França ficou perto do terceiro, mas Roberto Di Benedetto enviou a bola ao poste. Contudo, logo a seguir, Carlo Di Benedetto chegou ao hat-trick e aumentou a vantagem gaulesa para 3-1. Minutos depois, Roberto Di Benedetto roubou o esférico a meio campo e seguiu isolado para a baliza lusitana, mas Pedro Freitas foi mais forte e impediu o quarto tento francês.

Terminada a primeira parte, a França vencia Portugal por 3-1 sem qualquer tipo de contestação. Foi a melhor equipa durante os vinte e cinco minutos iniciais e poderia estar a ganhar por uma margem bem mais confortável, oportunidades não faltaram, mas um grande Pedro Freitas manteve a seleção portuguesa em jogo. Muito teria que mudar na segunda metade.

Gonçalo Nunes apontou o segundo golo de Portugal na partida, ao concretizar uma grande penalidade
Fonte: Roller Hockey Photos

Retomado o jogo, Portugal parecia ter entrado com uma atitude diferente, mas cedo, poderia ter visto a França aumentar a superioridade no marcador, em virtude de uma grande penalidade, mas Pedro Freitas, com a máscara, negou o golo a Bruno Di Benedetto. De seguida, foi Portugal beneficiar de um penalti. Gonçalo Nunes, especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e reduziu a desvantagem para 3-2. A vantagem esteve quase a ser resposta cerca de dois minutos depois, mas Pedro Freitas, em cima da linha, impediu o golo de Quentin Podevin.

SL Benfica 24-29 Sporting CP: Sexta feira santa… para o Sporting

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Benfica e Sporting enfrentaram-se, esta sexta-feira, no pavilhão da Luz, para o Campeonato Nacional de Andebol a contar para segunda jornada da fase final do grupo A. O Benfica entrou em campo com 39 pontos e o Sporting, que vinha de uma série de 22 jogos a vencer no campeonato, com 41 pontos, em igualdade pontual com o FC Porto (com um jogo a mais). O jogo marcado pelo fantástico apoio dos adeptos acabou 24-29 e deixa os leões isolados no 1º lugar.

O jogo começou e os adeptos do Sporting ainda não tinham acabado de encher a bancada reservada a apoiantes do Sporting. As duas equipas entraram bem no jogo, com muita concentração e a apostarem na solidez e agressividade defensiva. O Benfica marcou primeiro, mas o Sporting nunca descolou.

As equipas mantiveram-se a um golo de distancia até aos 22 minutos (7-9) – o equilíbrio entre as duas equipas e as excelentes exibições dos guarda-redes Hugo Figueira e Matevz Skok foram notáveis. Aos 25 minutos, o treinador da equipa do Benfica, Carlos Resende, pediu o primeiro desconto de tempo para tentar mudar o rumo do jogo. Mesmo antes do intervalo, Alexandre Cavalcanti foi excluído dois minutos (29:52). Ao intervalo, o marcador assinalava 10-12. O intervalo fez bem aos jogadores do Sporting, que voltaram para o campo em vantagem numérica e com vontade de ampliar a vantagem. O Benfica sofreu um parcial de 3-0 e ficou distanciado do Sporting. Aos oito minutos, os leões venciam o jogo por sete golos (12-19), fruto de um bom trabalho coletivo, com remates muito bem executados dos pontas Pedro Solha e Pedro Portela.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O jogo parecia resolvido aos 13 minutos da segunda parte com a vantagem a manter-se, mas o Benfica a reagir com um parcial de 3-0 – o Benfica relançou-se no jogo e conseguiu estar a perder apenas por dois golos. No final o Sporting soube gerir o esforço e o resultado e acabou por conseguir os três pontos importantíssimos na casa do rival Benfica. Destacaram-se na equipa do Benfica Belone Moreira com sete golos (seis da marca de sete metros e 100% de eficácia) e Hugo Figueira com oito defesas. Do lado do Sporting destacaram-se Pedro Portela com seis golos marcados e Carlos Ruesga com cinco golos e um grande jogo realizado pelo central espanhol.

O Sporting aumentou os jogos consecutivos a vencer para 23, e o Benfica passa a não depender de si próprio para a conquista do título nacional. O Sporting soma agora 44 pontos, mais três do que o Porto (41), e mais quatro do que o Benfica (39). Faltam apenas oito jogos para o final do campeonato nacional e o Sporting deu esta sexta feira santa um passo muito importante para poder conseguir conquistar o bicampeonato de andebol.

O jogo ficou ainda marcado pelas lesões de Matevz Skok (guarda redes titular do Sporting) e de Ricardo Pesqueira.

Equipas iniciais:

SL Benfica:

Hugo Figueira; João Pais, Davide Carvalho, João Silva, Nuno Grilo, Pedro Seabra, Ricardo Pesqueira

Sporting CP:

Matevz Skok; Pedro Solha, Pedro Portela, Frankis Carol, Edmilson Araújo, Carlos Ruesga, Tiago Rocha

Rio Ave FC 2-0 GD Estoril-Praia: Geraldes “de luxo” afunda estorilistas

O Rio Ave venceu o Estoril Praia por 2-0 em jogo 28ª jornada da Primeira Liga. Francisco Geraldes esteve em destaque ao ser decisivo nos dois golos da equipa da casa.

Depois de duas semanas sem campeonato, o Estoril viajou até Vila do Conde com a missão de deixar o último lugar do campeonato.

Já a equipa de Miguel Cardoso, que na véspera garantira não estar preocupado com a luta pela Liga Europa, procurava regressar às vitórias depois do desaire frente ao Sporting.

Com Francisco Geraldes e Tarantini de regresso (bem como Gelson Dala), o Rio Ave voltou a apresentar aquele que vem sendo o onze base da segunda volta. Já o Estoril, ainda com algumas baixas, apresentou-se num 4-3-3 com Bruno Gomes como referência do ataque.

A equipa da casa entrou em campo com vontade de mandar no encontro e controlou os minutos iniciais. Com Diego Lopes e João Novais muito próximos de Francisco Geraldes, povoando o espaço interior, os laterais jogavam muito subidos no terreno e balanceavam a equipa para o ataque.

O primeiro aviso dos vilacondenses foi dado logo aos cinco minutos. Uma bola nas costas da defesa estorilista obrigou Ricardo Ribeiro a sair rápido da sua grande área para tirar o pão da boca a Guedes.

O golo, no entanto, chegaria pouco depois, de penálti. João Novais apareceu bem pelo lado esquerdo, descobriu Geraldes na grande área e o médio, depois de complicar um pouco, acabou por ser carregado em falta, apontando Nuno Almeida para a marca dos onze metros.

Na conversão, Pelé enganou Ricardo Ribeiro e chegou ao quinto golo no campeonato, colocando o Rio Ave em vantagem ainda no primeiro quarto de hora da partida.

Em desvantagem, o Estoril procurou reagir, sobretudo através de ataques rápidos, mas o Rio Ave estava bem e continuou a mandar no jogo.

A equipa da casa ficou mesmo perto do segundo ao minuto 25, em mais uma boa combinação da segunda linha do ataque. Geraldes jogou em Novais, que descobriu Diego Lopes na cara de Ricardo Ribeiro, tendo o brasileiro obrigado o guarda-redes visitante a uma grande intervenção.

Pouco depois foi a vez de Francisco Geraldes ficar perto do golo, mas o médio emprestado pelo Sporting, depois de uma grande jogada individual, permitiu nova defesa do guardião estorilista.

À terceira foi de vez e o Rio Ave ampliou mesmo ao minuto 39. Guedes apareceu bem junto à linha de fundo e abriu espaço para a chegada de Francisco Geraldes, que desta vez ganhou o duelo com Ricardo Ribeiro e colocou o resultado em 2-0.

O Estoril ainda tentou reagir e quase reduziu na resposta, mas Lucas Evangelista chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento de Vítor Andrade quando tinha tudo para marcar e o jogo foi para intervalo com 2-0 no marcador.

Fonte: Rio Ave Futebol Clube

A segunda parte começou a um ritmo mais lento do que a primeira e só ao fim de dez minutos surgiram lances de destaque. André Claro, que entrou ao intervalo juntamente com Pedro Rodrigues, foi o primeiro a avisar, com um remate que saiu muito perto do poste.

O Estoril precisava de marcar dois golos e Lucas Evangelista esteve perto de fazer o primeiro ao minuto 60, mas Cássio respondeu com uma excelente defesa ao remate forte do médio brasileiro.

A equipa visitante estava a crescer no jogo e Miguel Cardoso sentiu necessidade de reforçar o meio-campo. Pedro Moreira foi o escolhido e rendeu Diego Lopes, passando Geraldes a atuar mais próximo da faixa. Já Ivo Vieira respondeu com a entrada de Allano, por troca com Gonçalo.

A alteração na formação caseira surtiu o efeito desejado e o Rio Ave melhorou na reação à perda da bola, pelo que o Estoril não voltou a ameaçar nas transições.

Até ao final destaque apenas para a expulsão de Mano, que viu vermelho direto (após consulta do VAR) por derrubar Guedes numa altura em que o avançado dos vilacondenses se preparava para ficar isolado.

 

Vitória vs Jesus no Benfica: as 6 principais mudanças

Junho de 2015 como pano de fundo. Estupefação perante um dos anúncios mais surpreendentes da história do futebol nacional: Jorge Jesus, depois de seis épocas a comandar os destinos do Benfica, trocara a Luz por Alvalade. Para o banco encarnado seria anunciado Rui Vitória, que protagonizara boas épocas ao serviço do Vitória de Guimarães mas que estava longe, muito longe, de gerar consenso entre o universo vermelho. Agora, passados quase três anos, qual o balanço? O legado de Jesus ainda encontra espaço na Luz? E Vitória? Já fez esquecer o passado do seu homólogo? Consideramos 6 pontos onde tentaremos esclarecer o que ficou e o que mudou no Benfica com a dança de cadeiras na segunda circular.