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BnR TV: As 5 equipas-sensação da Europa
Que jogos devo rever nesta quarentena? Basquetebol – Illiabum 91-83 SL Benfica


No dia 18 de Março de 2018, em Braga, o Illiabum viria a fazer o maior feito da história do clube aveirense. A “turma” de Pedro Nuno não só havia derrotado o atual campeão nacional e vencedor das últimas 4 taças de Portugal, como também havia conseguido a primeira e única Taça de Portugal da História do clube.
ENTRADA CONTUNDENTE
Com alta intensidade na defesa e grande eficácia no ataque, o Illiabum superou o SL Benfica com parciais supreendentes (no fim do primeiro período, ganhava por 34-18), chegando a estar com uma vantagem de 26 pontos a meio do segundo quarto. Como se justifica isto? Antes de mais, muito trabalho e preparação do técnico Pedro Nuno, que conseguiu adotar um sistema de modo a aniquilar o ataque lisboeta, dificultando ao máximo o trabalho dos portadores de bola encarnados. Num 2×1 ainda no meio campo defensivo do SL Benfica, o Illiabum ou conseguiu recuperações de bola ou obrigou o oponente a lançamentos forçados e precoces, sendo que tal, conjugando com a elevada eficácia do lado da equipa de Ílhavo, forçou inúmeras vezes José Ricardo a pedir timeouts em choque com o que estava a acontecer.
PEDRO NUNO COMO SEXTO ELEMENTO


Fonte: FPB
No ataque, para além de naturais ações individuais, nada é fruto do acaso, ao passo que houve sempre grande atenção a possíveis vantagens em isolamento. Como é o caso no seguinte vídeo, onde é notável observar como Pedro Nuno persiste com Simic, para movimentar o ataque de modo a que Filip Pejovic “ataque” José Silva. Não foi ocasião única, ao passo que o treinador português foi interveniente ativo em muitos ataques da equipa do Illiabum, falando muito com os seus jogadores.
O desfecho da primeira parte da partida significou uma vantagem de 22 pontos para a equipa do Illiabum, 55-33 ao intervalo.
Que jogos devo rever nesta quarentena? Hóquei em Patins – Portugal 6-2 Itália


O calendário marcava o dia 16 de junho de 2016. Em Oliveira de Azeméis, o Pavilhão Dr. Salvador Machado estava pronto a receber uma grande partida: a final do Europeu de hóquei em patins. Na quadra, Portugal e Itália, dois países cheios de tradição na modalidade, tentavam alcançar mais um título.
A seleção das Quinas chegava ao jogo decisivo com um registo imaculado – cinco vitórias em todos os encontros da competição. No outro lado, a Squadra Azzurra também chegou à final sem sofrer qualquer derrota, mas contava com um empate frente à seleção francesa na fase de grupos.
Os italianos entraram pressionantes desde o primeiro minuto, e marcaram dois golos com intervalos de tempo muito curtos. O bis de Federico Ambrosio gelou os presentes no recinto, mas todos sabemos que o hóquei em patins é excelente a presentear-nos com surpresas. O 2-0 após os primeiros 25 minutos não significava nada.
Na entrada do segundo tempo, Diogo Rafael colocou o vulcão de Oliveira de Azeméis em ebulição. O português marcou dois golos que colocaram todo o país a acreditar que era possível, e foi mesmo. Os últimos dez minutos foram uma amostra de qualidade imensa dos pupilos de Luís Sénica.
Reinaldo Ventura, o mais experiente no plantel campeão, consumou a “remontada” na sequência de um livre direto. Depois de estarem em vantagem, os ursos decidiram terminar com uma goleada. Rafa fez o quarto e o capitão João Rodrigues (melhor marcador da competição) fez o quinto. Ainda com fome de golos, Hélder Nunes fechou a contagem no 6-2 final.
Após o apito final, a festa fez-se na cidade aveirense, tal como havia acontecido em 2003, quando Portugal venceu a Espanha e se sagrou campeão mundial. O 21.º troféu soube como se fosse o primeiro, depois de 18 anos sem vencer. Mais uma “geração de ouro” portuguesa estava a nascer, e acabou por dar mais alegrias aos amantes da modalidade, e não só.
Foto de Capa: Campeonato Português de Hóquei em Patins
Andebol: O regresso dos Play-offs


Todos nós procuramos sempre uma forma de sermos melhores. Ultimamente, o Andebol Nacional tem vivido uma fase de excelência e bem-estar, com os excelentes resultados quer de clubes, quer de Seleções. Mas nada é perfeito. Há sempre algo a melhorar, e há que ter coragem para o reconhecer. Este momento tem de ser aproveitado para trazer patrocinadores, adeptos, visibilidade ao nosso campeonato e às equipas portuguesas. No entanto, há que colocar uma questão: será que o modelo competitivo do nosso Campeonato é o melhor?
O FC Porto e o Sporting CP vêm de fases de investimento na modalidade e praticam Andebol ao nível dos melhores da Europa. O SL Benfica está longe do nível dos seus adversários. O ABC passa por momentos de enormes dificuldades financeiras. O FC Gaia, o CF Os Belenenses e a AA Águas Santas são equipas de qualidade, mas estão longe de ter qualidade para colocar problemas às equipas de topo.
O Madeira SAD, o ISMAI, o Boa Hora FC, a A. Artística de Avanca e o SC Horta conseguem, com mais ou menos dificuldades, fazer um campeonato relativamente tranquilo e garantem cedo a manutenção. Por fim, às equipas que sobem de divisão, neste caso o Vitória de Setúbal FC e o Boavista FC, sobra tentarem fazer o milagre de permanecer na primeira Divisão.
E assim é todos os anos, apenas vão mudando os nomes das equipas. Chegamos às Fases Finais, o Sporting CP e o FC Porto lutam pelo título, e, basicamente, todas as outras equipas do Campeonato já sabem qual é o seu destino. Será de esperar que as pessoas vão aos Pavilhões ver jogos de Andebol? É de esperar que surjam investimentos e patrocínios num Campeonato em que a maioria dos jogos são para cumprir calendário?


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
No meio disto tudo, qual é a resposta? A resposta está mais próxima do que pensamos. Está no Campeonato Nacional de Voleibol, de Basquetebol e de Futsal. Está até nos Campeonatos Nacionais de Andebol de 2014/15 e 2015/16: Play-offs. Nestas épocas, o Campeonato foi disputado de forma inédita, e em 2015/16 algo novo aconteceu: o ABC de Braga foi campeão Nacional. Durante a disputa deste modelo de organização do “Grupo A”, foram vários os grandes encontros de Andebol que sucederam.
O velhinho Flávio Sá Leite enchia-se de amarelo, o Pavilhão Nº. 2 da Luz nunca teve um ambiente tão bom no Andebol como naquelas épocas. Todos os jogos contavam, e os adeptos sabiam disso. Agora imaginem o ambiente no Dragão Arena, no Pavilhão João Rocha, em qualquer pavilhão deste país, havendo a hipótese de qualquer coisa acontecer em 60 minutos (ou mais). As hipóteses de “história de Cinderela” seriam maiores, a imprevisibilidade seria maior, o espetáculo seria maior e com isto chegaria a visibilidade, o reconhecimento e os novos adeptos.
Claro que isto não é positivo para os ditos “Grandes”, que conseguem facilmente ser regulares, vencendo os seus desafios sem grandes dificuldades. Mas se queremos que o nosso Andebol chegue ainda mais longe, temos de melhorar o nosso campeonato, mesmo que isto signifique enfrentar quem mais poder tem. Não seria uma decisão fácil de se tomar, e duvido imenso que venha acontecer. Entretanto, resta-me relembrar com saudade o ambiente que vivi pela TV ao ver os jogos no Flávio Sá Leite e o qual nunca mais experienciei.
Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede
Artigo revisto por Mariana Plácido
Que jogos devo rever nesta Quarentena? Arsenal FC 3-2 Vitória SC


O Vitória SC iria em busca de território desconhecido no Emirates Stadium. O sonho europeu estava de tal modo incutido nos corações que vibram com a equipa do rei (tanto adeptos como jogadores), que foi real, por momentos.
Sem fugir aos seus princípios, o Vitória SC permaneceu sempre (e ainda permanece) fiel à sua busca de impor o seu tipo de futebol, acabando por ser um exemplo extraordinário a sua caminhada europeia.
Se havia dúvidas de que em Guimarães o futebol se sentia de forma diferente, este ponto ficou saliente durante esta deslocação em peso (e de que maneira!). Mas que adeptos fervorosos! A equipa vimaranense quase conquistou Londres, mas os adeptos tiveram Londres aos seus pés.
Edwards abre o marcador aos nove minutos da partida, graças ao feliz cruzamento de Victor Garcia. O inglês voltou a casa com novas cores e provou que estava apto para a oportunidade que lhe tinha sido concedida, deixando o Emirates em silêncio. Preto e branco enchia as bancadas e os vimaranenses explodiam de felicidade. Aos 31’, sofre com um infeliz deslize de Miguel Silva que permitiu o golo de Martinelli ser inevitável. Perto do intervalo, Bruno Duarte surge e deixa os conquistadores em vantagem na primeira parte.
A história tinha sido feita em Londres: o Vitória SC foi a primeira equipa portuguesa a vencer (ao intervalo) no Emirates Stadium!
Pépé entra e, com toda a genialidade do mundo, consegue marcar dois golos certeiros em questão de minutos. Acaba por decidir a partida e arranca um triunfo para o Arsenal FC., tornando-se o jogador um vilão inevitável! Um resultado infeliz perante aquilo que se sucedeu na partida. Os conquistadores eram merecedores de resultado melhor e de uma qualificação igualmente melhor, visto que, neste momento, se encontravam com um total nulo de pontos e com excelentes exibições.
Vitória, jogámos como nunca, perdemos como sempre…
Se, até ao momento, o Emirates Stadium era desconhecido e um sonho distante, agora, mais do que tudo, era algo possível e realizável, provado pelas forças do Vitória SC.
Um jogo intenso e belo com o melhor do futebol e dos adeptos, com direito a acerto de contas, no qual o gigante Arsenal FC é travado (ao contrário da primeira volta) pelo emblema do rei no Estádio Dom Afonso Henriques. Um dos auges do futebol português!
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Arsenal FC – Emiliano Martinez (GR), Héctor Bellerín, Rob Holding, Shkodran Mustafi, Kieran Tierney, Maitland-Niles (Guendouzi, int.), Lucas Torreira, Joe Willock (Dani Ceballos, int.), Emile Smith-Rowe, Alexandre Lacazette (Pépé, 75’) e Gabriel Martinelli.
Vitória SC – Miguel Silva (GR), Victor Garcia, Frederico Venâncio, Edmond Tapsoba, Florent Hanin, Mikel Agu, Denis Poha, André Almeida (Pêpê, 64’), Davidson (Rochinha, 86’), Marcus Edwards (André Pereira, 70’) e Bruno Duarte.
Artigo revisto por Mariana Plácido
Os 10 piores jogadores da década do SL Benfica


Nem todas as contratações são bem sucedidas. Muitos são os exemplos de jogadores que chegam a um novo clube e geram uma alta expectativa daquilo que será o seu rendimento ao serviço da equipa.
No SL Benfica, o fenómeno flop também existe, e, infelizmente, não é pouco. Entre os postes, chegou a existir um jogador que me dava calafrios cada vez que a bola ia na direção da baliza. Infelizmente, os flops não ficaram só pela baliza…
Hoje, vamos apontar os 10 piores jogadores da década do universo encarnado.
O caso da dívida AMORIM-19


Mais uma semana sem desporto, sem futebol e já se fala na retoma dos campeonatos em alguns países. Em Portugal, ainda não há previsões, e considero que pelo menos mais um mês irá durar, seguramente. Numa altura em que a Direção do Sporting CP ganhou um balão de oxigénio devido à estagnação das mais diversas atividades, esta semana surge mais um tema na comunicação social que é, no mínimo, caricato. O Sporting CP contrata Rúben Amorim ao Sporting Clube de Braga, no mês de março, pelo valor de 10 milhões de euros (mais juros e IVA). Na sua apresentação, Frederico Varandas refere que esta contratação não iria influenciar em nada o orçamento desportivo para a época 2021/2022, e que tudo estaria de acordo com o planeamento e construção da equipa. Curiosamente, um mês depois da aquisição de Rúben Amorim, o Sporting CP deveria liquidar a primeira prestação da dívida aos minhotos, algo que não se concretizou.
Salgado Zenha, vice presidente e responsável financeiro do clube, no seguimento das notícias avançadas pela comunicação social no âmbito da falta de pagamento da primeira prestação, afirma que é “absolutamente ridículo” falar em dívidas no contexto atual provocado pela pandemia de COVID-19. Mas… Na minha sincera opinião, o que me parece absolutamente ridículo é o investimento recorde feito num treinador e depois não ter meios financeiros para cumprir com um acordo e responsabilidades assumidas perante a lei.
Quando há acordos que não são cumpridos, gera-se desconfiança. Ou, se quiserem de outra forma, falta de credibilidade, e isso é prejudicial para a instituição Sporting CP. Existe sempre qualquer coisa que nos faz aparecer quando menos se espera, pelos piores motivos.
Bem-vindo à tua nova casa, Rúben Amorim! 🤝🦁 #BemVindoAmorim pic.twitter.com/jby7ZfOLHR
— Sporting Clube de Portugal (em 🏠) (@Sporting_CP) March 5, 2020
Sabe-se agora que o atraso neste pagamento poderá eventualmente fazer com que o valor de Rúben Amorim ascenda aos 14 milhões de euros (mais 4 do que o previsto). Se as minhas contas não me falham, este valor que teremos de pagar a mais (alegadamente) chegaria muito bem para ter mantido Bas Dost, Nani ou Raphinha, por exemplo. Nem quero mencionar o encaixe financeiro pela venda de Bruno Fernandes.
Todos temos consciência da crise económica que poderá surgir no pós pandemia, e a solidariedade tem que estar, mais do que nunca, alinhada para que os danos sejam menores. Mas não podemos utilizar isso como desculpa. O Sporting encontra-se em lay-off, e a carga salarial diminuiu substancialmente, o que me leva a imaginar qual seria o contexto financeiro atual se nada disto tivesse acontecido. Será que seria pior? É verdade que com o futebol em stand by não se geram receitas e os ativos desvalorizam, mas com os funcionários em regime de lay-off os gastos também diminuem bastante.
Já foram dadas várias entrevistas nas quais se referiu que o Sporting está muito melhor, mas depois surgem situações como estas que nos deixam com algumas dúvidas. O “Doutor Coragem” continua a sorrir para as câmeras na luta contra o COVID-19, Salgado Zenha desvaloriza a situação, e a sensação que eu tenho é que o Sporting CP continua de pernas para o ar e a prestação AMORIM-19 por pagar. Pede-se exigência, competência e responsabilidade!
Artigo revisto por Mariana Plácido
Universo Paralelo: Roubaix à chuva


Este Universo Paralelo pode surgir de muitas maneiras – seja a China a ter melhores regras sanitárias para os seus mercados de carne, seja a ser um país democrático liberal onde não se silencia quem avisa do surgimento de um novo vírus, seja qualquer outra possibilidade que deixo à imaginação do leitor -, mas o ponto fundamental é simples: sem isolamento imposto pelo Coronavírus, a época ciclística continua na estrada ao seu ritmo normal com o Paris-Roubaix.
Na Ronde, Greg van Avermaet esteve quase a quebrar o enguiço e foi até foi o mais forte no paralelo, mas um grupo reduzido de perseguidores alcançou-o à entrada do último quilómetro. Mathieu van der Poel acelerou para o primeiro Monumento da carreira, batendo Sagan e van Aert. Depois de tamanha exibição no empedrado, o campeão olímpico era o grande favorito para o inferno do norte.
As previsões meteorológicas de precipitação pareciam estar erradas e os ciclistas saíram dos arredores de Paris, sob um ameno sol primaveril. Os primeiros 50 quilómetros são marcados por tentativas de fuga sem sucesso, enquanto CCC e Deceuninck-QuickStep comandam o pelotão a alto ritmo. Mas a CCC já não tem mais cartas para queimar antes do final, e a Deceuninck sozinha não consegue controlar um ataque numeroso: quinze ciclistas estabelecem-se na frente, criando um perigo para os favoritos. A Mitchelton-Scott foi a maior agitadora da fase inicial da corrida e é recompensada com uma presença forte no grupo dianteiro, com Durbridge, Edmondson e Smith.
Os ciclistas rolam para norte, e, por volta dos cem quilómetros percorridos, encontram o primeiro setor de pavé. E, então, começa. Primeiro ligeira, depois torrencial. 18 anos depois, há Paris-Roubaix à chuva.
À parte de uma queda que tira Mike Teunissen da corrida, não há muito a contar até entrarmos nos últimos 100 quilómetros. O grupo de escapados começa a perder algumas unidades, mas vai mantendo uma vantagem acima dos dois minutos que lhe dá asas para sonhar. O setor 19 começa a desenhar a corrida. No Trounee d’Arenberg, a Mitchelton-Scott volta ao ataque e Smith e Durbridge selecionam a dianteira, passando a levar somente quatro colegas de escapada. No pelotão, há resposta à altura. A Deceunick começa a aproveitar o dispor de vários líderes para fazer a diferença, e Bob Jungels lança-se em perseguição solitária à frente.


Fonte: Strade Bianche
A CCC assume a perseguição, mas, no setor 17, van Hooydonck não tem pernas para mais, e Schar fura. Restam só Trentin e Avermaet, forçando BORA-hansgrohe e Jumbo-Visma a assumir o grupo principal em busca do dianteiro. Uns bons quilómetros mais à frente, à chegada do setor 13, Jungels está quase na frente, mas Durbridge acelera novamente e só Eekhoff segue na roda. Com a lama, a estrada fica ainda mais estreita. O campeão luxemburguês tem dificuldades em conseguir passar por um Gougeard sem forças para aguentar mais na frente, perdendo valiosos segundos e tendo que perseguir durante mais um bom bocado.
Jogadores Que Admiro #117 – Rúben Neves


Infância e formação
No dia 13 de março de 1997, na pequena freguesia de Mozelos, no concelho de Santa Maria da Feira, nascia o miúdo que passou a sua infância com a bola agarrada aos pés, com a camisola do FC Porto. Rúben Neves demonstrou, desde cedo, um sentimento especial pelos dragões, e sempre lutou para alcançar todos os feitos até ao momento. O facto do seu pai ter ido para Espanha trabalhar durante três anos fez com que o Rúben sentisse a obrigação de cuidar da sua mãe e irmã mais nova, e se tornasse um adolescente maduro e responsável, o que se reflete no ser humano que é hoje.
Tinha vários familiares ligados ao futebol, que o incentivaram a ingressar no Lusitânia de Lourosa, um histórico de Santa Maria de Feira. Em pouco tempo, chamou à atenção de outros clubes, e, aos oito anos de idade, foi chamado para se juntar às escolinhas do FC Porto, clube que viria a representar durante 12 anos.
🎙 Rúben Neves: “Estrear-me tão novinho e com um golo foi a cereja no topo do bolo. O nosso adjunto disse-me que ia marcar ao segundo poste e a verdade é que aconteceu”#FCPorto #FCPortoEmCasa pic.twitter.com/rRWQNus7DO
— FC Porto (@FCPorto) April 9, 2020
O seu amor pelo clube da Invicta foi ganhando força ao longo dos anos, adquirindo aquilo de que tanto se fala: a mística do Porto. Os relatos sobre Rúben durante a formação nos azuis e brancos dão a conhecer um jovem que tinha níveis de concentração e preparação psicológica acima da média, comparativamente com os colegas de equipa.
Passou a época 2012/2013 emprestado ao Padroense, e regressaria na seguinte para atuar nos juvenis do FC Porto. Nessa temporada, elevou o seu futebol a outro nível e chamou rapidamente à atenção de Julen Lopetegui, que viria a ser treinador da equipa em 2014/2015. O técnico espanhol chegou a Portugal para orientar os dragões e realizou um forte investimento, incluindo o médio do Real Madrid, Casemiro, da mesma posição que Rúben Neves. No entanto, a qualidade do jovem português de 17 anos, desconhecido pela maioria, veio ao de cima e passou a fazer parte do plantel principal do FC Porto.
Jesús “Tecatito” Corona: O senhor 30 Milhões promete agitar o mercado


Há cerca de um ano, Jesús Corona renovou o seu vínculo laboral com o FC Porto, estendendo a ligação com os dragões até ao fim da época desportiva de 2022. Desta forma, os dirigentes do clube azul e branco quiseram evitar situações como as de Marcano, Diego Reyes, Brahimi e Herrera, que abandonaram o norte de Portugal rumo a outras paragens sem qualquer contrapartida monetária para o emblema presidido por Pinto da Costa.
Na altura, o anúncio foi recebido com especial satisfação por todos os seguidores do atual líder da liga portuguesa, já que o internacional mexicano, desde que Sérgio Conceição assumiu os destinos do FC Porto, tornou-se numa das peças fundamentais da formação da invicta. Além disso, a equipa portuguesa reforçava a sua posição negocial caso algum clube externo demonstrasse interesse em levar “Tecatito” do Dragão.
Apesar da conjuntura atual, em que o futebol, e não só, está a viver um grande ponto de interrogação, o mercado de transferências avizinha-se e com ele aparecem sempre os inevitáveis rumores, assim como todo o trabalho de escritório associado ao futebol, e foi nessa perspetiva que o empresário Matias Bunge veio falar de uma possível mudança de Corona no final da época.
O agente do jogador, em declarações a um portal afeto ao FC Inter de Milão, afirmou que vários clubes italianos, entre eles os “nerazzurri”, já perguntaram pelo futebolista, além de mais emblemas estrangeiros. Até aqui tudo normal, a revelação veio logo a seguir com a informação de que a cláusula de rescisão do número 17 do FC Porto baixou dos 50 para os 30 milhões de euros, aquando da nova renovação de contrato. Uma situação que não é muito comum na gestão do clube, já que poucos são os casos em que há uma diminuição do valor rescisório.
Uma novidade que caiu com surpresa perante todos os adeptos do FC Porto, que já antevêem uma possível despedida do seu ativo. Por sua vez, Corona será, certamente, um dos alvos mais apetecíveis do mercado de verão, não só pela sua qualidade/preço, mas também pela urgência que os azuis e brancos tem em realizar mais valias.
A realizar-se, será inevitavelmente uma grande perda para o conjunto português, dado que o mexicano se assumiu como uma das principais estrelas do plantel, além de que é um dos poucos futebolistas com uma técnica assinalável no seio do grupo de trabalho. Outro ponto, é a sua polivalência adquirida nos últimos tempos, uma vez que tanto pode atuar a extremo, sua posição de origem, como a lateral direito com igual qualidade e consistência. O que significa que a sua saída colocará ainda mais a nu a lacuna que existe no FC Porto com a questão do defesa direito. Por estes motivos, o ex-FC Twente é uma das peças fundamentais para Sérgio Conceição e a sua sucessão não será fácil.
😱🎩🙌 @jesustecatitoc #FCPorto #FCPSLB pic.twitter.com/TpJy2jJPhK
— FC Porto (@FCPorto) February 8, 2020
O seu empresário ainda concluiu que o jogador gostava de sair como campeão português e é nisso em que, atualmente, está concentrado, todavia face ao seu atual momento de forma e dada a sua idade, tem 27 anos, é com naturalidade que o pequeno mago dos dragões queira atingir um novo patamar e alcançar um novo desafio, tal como ingressar numa das Big-5 do futebol europeu.
Por fim, os dados para a saída de “Tecatito” estão lançados e possíveis compradores não parecem faltar, de acordo com Matias Bunge, algo que também será do interesse dos portistas para conseguir o melhor negócio possível. A nós, adeptos, restas-nos desfrutar, esperamos todos nós, das suas inimagináveis receções de bola, fintas de deixar qualquer cabeça do adversário em água e, mais importante de tudo, com uma foto junto à taça da liga portuguesa.
Artigo revisto por Joana Mendes




