Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!
Sporting CP Esports alcança TOP 8 no FIFA eClub World Cup!
Realizou-se em Milão nos dias 7, 8 e 9 o FIFA eClub World Cup. A equipa portuguesa que chegou ao torneio, ao substituir os Fierce E sports, aproveitou muito bem essa bela oportunidade. O Sporting CP que foi representado por Bruno Rato “BrunoRato” e Diogo Mendes “SCP_Diogo”.
Os leões foram sorteados no Grupo D juntamente com o Manchester City Esports, Complexity Gaming, Team FutWiz, R288 e Dux Gaming. Quatro grupos de seis equipas perfazem os 24 participantes deste mundial de clubes.
A equipa do Sporting CP conseguiu ultrapassar a fase de grupos já pela diferença de golos. Na última partida da fase de grupos, frente aos Dux Gaming e já perto do final do jogo o Sporting reduziu para 1-3 e depois para 2-3 o que lhes permitiu avançar até a ronda de 16.
Um dos momentos mais felizes da minha vida, nunca será só um jogo!
Só tenho a agradecer ao melhor jogador @SCPDiogo_ e coach do mundo @Quinzas_ por tornarem isto possível e claro ao @SCPEsports por acreditar sempre em nós. Sporting Sempre 🦁 pic.twitter.com/spxLFw6LsV
Na ronda de 16, ao defrontar os suíços do FC Basel Esports o Sporting conseguiu derrotar a formação helvética e seguir em frente para o top 8 da competição. Seguia-se a formação romana e os Leões até entraram muito bem na eliminatória, mas na partida decisiva a equipa italiana viria a triunfar no último jogo por 1-0 e consequentemente afastar o Sporting CP da prova.
O clube português, com este feito, conquistou o prémio de 2000$ e ainda 500 pontos Global Series para cada um dos seus jogadores. BrunoRato subiu assim para a 26ª posição do ranking FIFA enquanto que SCP_Diogo continua no pódio (3.ª posição) da plataforma da XBOX.
João Sousa somou, esta tarde, na primeira ronda do ATP 500 de Roterdão, a sua quarta derrota seguida na nova época. Pela frente teve o experiente tenista francês Gael Monfils que conquistou, no passado domingo, o seu primeiro título da temporada.
O primeiro set esteve longe de ser perfeito para João Sousa. O vimaranense, apesar de ter feito alguns pontos de grande qualidade, falhou nos momentos cruciais desta primeira partida. Exemplo disso foi a oportunidade desperdiçada pelo português de empatar o marcador, após ter feito um break no jogo de serviço do francês. No fundo, ambos os tenistas cometeram vários erros, a diferença está no período em que os fizeram.
A frustração acabou por tomar conta de João Sousa. Várias foram as vezes em que o vencedor de 2018 do Estoril Open expressou a sua revolta, através de gritos e de olhares para o seu treinador. Essa mesma revolta resultou em grandes jogadas por parte do jogador natural de Guimarães, ainda assim o número de falhas foi superior. Gael Monfils aproveitou da melhor maneira o rumo do jogo e foi amealhando os pontos necessários para vencer a partida e garantir a passagem à próxima ronda.
Momento em que Gael Monfils confirmou a vitória diante de João Sousa:
Returning to Rotterdam with a win 👌
Defending #abnamrowtt champion @Gael_Monfils defeats Sousa 6-3 6-2 to get his title defence off to the perfect start! 🙌
As entrevistas rápidas são constituídas de momentos únicos, as perguntas são sempre no sentido de provocar uma reação, ainda a quente, daqueles que a elas respondem, mais ou menos irritados com o jogo. Os nervos à flor da pele ajudam a momentos como o de Carlos Carvalhal que ameaçou abandonar o Rio Ave FC – sem efeito até à data – e, mais recentemente, Pedrinho, médio do FC Paços de Ferreira, trouxe para os holofotes do público um problema de sempre no futebol português, que condiciona o normal correr do jogo, o estado deplorável dos relvados.
Nas declarações o jogador expressou várias críticas ao terreno do CD Santa Clara, partida que já teria sido adiada no dia anterior devido às más condições do relvado. O problema era óbvio, o fator principal do um jogo estava condicionado, a bola não corria. As queixas sobre os terrenos de jogo já foram apresentadas por vários elencos, tendo o FC Porto já em outubro apresentado queixas, desta vez sobre o terreno do CS Marítimo. Estes retrocessos na liga parecem ser o novo motivo de alarme para a FPF, que tem sido altamente criticada.
O relvado do Estádio de S. Miguel está em condições precárias Fonte: Bola na Rede
Com o terreno de jogo em condições deploráveis, toda a estrutura futebolística fica afetada, os jogadores estão sujeitos a um maior desgaste físico, propício ao surgimento de lesões, e o jogo não flui como deveria, a partida perde qualidade e o espetáculo sai prejudicado.
Desde que Portugal foi campeão Europeu em 2016, ganhamos a Liga das Nações e o Europeu de Sub-19, a evolução do futebol e das suas ligas em Portugal parecia que deixaria de ser uma utopia e finalmente iríamos dar o salto competitivo esperado há vários anos. Porém, parece que se deu uma estagnação cada vez mais evidente na Primeira e Segunda Liga. A FPF nada faz, mantém uma postura de glamour nas galas e eleva com benefícios os grandes, deixando de lado as equipas com menos poder económico que, consequentemente, são menos populares e caem no esquecimento com um fantástico “desenrasquem-se” proveniente dos governantes do futebol.
Se estas são as razões que levam os jogadores para fora de pais? Sim, além da escassez de rendimentos como salários em atraso em várias equipas, a falta de condições não abona a favor do desporto rei. Tentar manter craques em prol da projeção do campeonato é uma tarefa quase impossível para os clubes portugueses que tentam evoluir e dar cartas nas competições europeias.
De nada serve discursos de mudança e evolução quando as polémicas são cada vez maiores na comunicação social, esquecemo-nos do que realmente importa que é a melhoria das condições para a prática do desporto, o que evoluiria para melhores profissionais e, consequentemente, seria um disparo competitivo que se faria sentir aquando das deslocações europeias, mas preferimos forcar-nos em especulações desportivas que em nada beneficiam os adeptos e os praticantes do desporto.
Parece que paramos no tempo, a última década serviu apenas para a contestação aumentar e o jogo de bastidores tomar dimensões maiores do que aquilo que realmente importa, melhorar as condições para os jogadores e manter a bola a rolar, algo que em alguns estádios tem sido impossível.
Com a eliminatória frente ao SL Benfica à porta, Luís Castro fala em exclusivo com o Bola na Rede para fazer a antevisão do encontro. O técnico do FC Shakthar deixa muitos elogios à equipa encarnada e, em particular, a Bruno Lage. Um conteúdo exclusivo do nosso site só para ti.
– O embate com o SL Benfica –
«SL Benfica conhece bem os caminhos que deve percorrer debaixo de uma pressão mais alta».
Bola na Rede: O FC Shakthar tem a conquista da Taça UEFA em 2009 como o seu grande feito europeu. Sonha com um novo feito neste ano, desta vez a Liga Europa?
Luís Castro: Não sonho com nada. Dia-a-dia, tema a tema, reunião a reunião, treino a treino… No geral, todos quantos estão na Liga Europa pensam que podem seguir em frente na Liga Europa. O objetivo passa por ultrapassar cada eliminatória e mal do treinador que não pense assim.
BnR: No ano passado, o SL Benfica de Bruno Lage fez muita “rotação” de jogadores na Liga Europa. O Luís espera um SL Benfica em rotação para o jogo com o Shakthar?
LC: Isso é a vida do Bruno Lage. Eu sei da minha vida e às vezes não dominamos por completo o que se passa. Nunca me atreverei a colocar-me na cabeça dos meus colegas. Não sei o que vai fazer… Sei qual é a equipa-base do Benfica. Vlachodimos, André Almeida, Ferro, Rúben Dias e Grimaldo. Weigl, Gabriel e Chiquinho. Pizzi, Cervi e Vinícius… Ou Seferovic. Ok, esta é a base. Agora, se muda um, dois, três ou quatro… Isso já vai ser com o Bruno. Acho que é importante, mais do que andarmos a falar de jogadores, analisar como o treinador pensa o jogo. É muito mais importante pensar na forma como o Bruno Lage pensa o jogo do que pensar nos jogadores que o Bruno vai colocar em jogo.
BnR: E pegando precisamente na forma como Bruno Lage pensa o jogo… No ano passado foi o primeiro a defrontar o atual treinador do SL Benfica naquele duplo-encontro em Guimarães (Campeonato e Taça de Portugal). O que é que sentiu que mudou com Bruno Lage?
LC: A capacidade que o SL Benfica tem para sair de baixo de uma pressão mais alta, algo que não evidenciou nos primeiros momentos de vida do Bruno enquanto treinador do SL Benfica. Agora, é uma equipa que conhece bem os caminhos que deve percorrer debaixo de uma pressão mais alta e que sabe também descobrir os melhores caminhos quando tem o adversário num bloco mais baixo. É uma equipa mais estável, devido ao trabalho que o Bruno tem desenvolvido.
Luís Castro destaca que a estabilidade atual do SL Benfica se deve ao trabalho de Bruno Lage Fonte: SL Benfica
BnR: Provavelmente, esta eliminatória é uma das mais aguardadas da Liga Europa, uma vez que são duas equipas com muitos argumentos e com muita qualidade. Olhando para a valia das duas equipas, acha que se aplica a velha máxima de que não há favoritos, ou há uma equipa que se pode considerar favorita para este encontro?
LC: Estamos a tocar num ponto que não é decisivo para o jogo. Eu posso dizer que tenho 100% de hipótese de seguir em frente. E diz o Bruno: “Não, eu é que tenho 100%” (risos). Normalmente, nós, treinadores, dizemos 50-50 para não acicatar o outro nem nos penalizarmos a nós. Ficamos ali muito low profile… Nenhum treinador diz 55% ou 60% e, por isso, fica tudo bem por aí. Não temos favoritos, claro que não. É um jogo de futebol entre duas equipas que vêm da Champions. São duas boas equipas, recheadas de jogadores de seleção.
BnR: Então… É isso mesmo. Vamos fugir a essa questão dos favoritos. Olhando para setores e para a qualidade individual das duas equipas, acha que existe uma igualdade qualitativa entre os dois plantéis ou existem diferenças assinaláveis entre as duas equipas?
LC: Não sei… Temos um Grimaldo e um André Almeida e do outro lado temos o Bolbat, da seleção ucraniana, o Dodô, da seleção olímpica brasileira e, do lado esquerdo, o Ismaily. Grande nível de um lado e do outro. Chegamos aos centrais… Kryvtsov e Matvienko, que são centrais da seleção ucraniana, mas, do outro lado, temos centrais de seleção portuguesa. Ok, temos boas linhas defensivas. Depois, de um lado, temos o ataque do Shakthar, que anda muito à volta de Taison, Júnior Moraes e Marlos ou Tetê. Destes três, dois da seleção ucraniana (Marlos e Moraes) e o Taison, também já com presença na seleção brasileira. No Benfica, temos um Cervi num grande momento, o Pizzi na seleção portuguesa e o Seferovic na seleção da Suíça… Ou também um Vinícius num grande momento. Também por aqui podem desmontar o que quiserem e não chegamos a lado nenhum. Vamos ao meio: Stepanenko na seleção ucraniana, Alan Patrick com uma história e um rasto de carreira que todos sabem, Viktor Kovalenko… Ou o Marlos a jogar dentro ou fora, vamos ver… Portanto, outra linha média boa. Depois, Weigl, Gabriel e Chiquinho, ou seja, outra linha média boa. Pesando tudo isto: um grande jogo em perspetiva.
Taison venceu o prémio de melhor jogador da Ucrânia em 2019 e é uma das principais ameaças do Shakhtar Fonte: FC Shakhtar
BnR: O FC Shakthar vem de uma pausa de inverno, enquanto que o SL Benfica teve pouco descanso. Quem sai mais beneficiado desta situação?
LC: Não consigo ser adivinho, sinceramente. Sei que esse tema vai ser desenvolvido pela imprensa, vai ser muito debatido e não vamos chegar a nenhuma conclusão. Claro que seria bom para nós se tivéssemos jogos mais competitivos, mas o facto de não termos não diminui a nossa capacidade. E o SL Benfica, por jogar mais, até pode ser afetado por duas ou três lesões ou ter alguém que não esteja no seu melhor… Mas eu não olho para o jogo nessa perspetiva e isso não me preocupa minimamente. Nós temos sete/oito jogos pela frente até à competição e vamos tentar estar ao nosso melhor nível nesses jogos para aumentar as nossas capacidades, sabendo que vamos ter um SL Benfica muito competitivo pela frente. Não podemos fazer nada quanto a isso e, por isso, não nos devemos preocupar. Não posso dizer ao Benfica: “Olha, nós estamos parados, parem vocês também que é para ficarmos iguais”. Não podemos e é o que é.
Entrevista realizada por Mário Cagica Oliveira e André Conde
Francisco Geraldes regressou ao Sporting Clube de Portugal proveniente do AEK de Atenas, onde esteve por empréstimo na primeira metade da época. O jovem médio tem contrato válido com o clube de Alvalade até 2021 e uma cláusula de rescisão fixada nos 45 M€.
O jovem, no qual os sportinguistas depositam muitas esperanças, já teve duas épocas bem-sucedidas no principal escalão do futebol português: representando o Moreirense FC e o Rio Ave FC. Em Moreira de Cónegos, Geraldes venceu uma Taça da Liga, dando o seu contributo à equipa em 20 jogos, apontando dois golos. Já no Rio Ave, sob a liderança de Miguel Cardoso, afirmou-se como uma das figuras dos vila-condenses: contabilizou 38 partidas e quatro golos.
No entanto, nas duas últimas temporadas, o jovem formado em Alcochete não atingiu o sucesso que se esperava. Primeiro, emprestado aos alemães do Eintracht Frankfurt, não chegou a ser utilizado na época 2018/19. Depois, na presente temporada, voltou a ser cedido, desta feita ao AEK de Atenas, onde reencontrou o treinador Miguel Cardoso. Contudo, Miguel Cardoso viria a ser demitido cedo do comando técnico e Francisco Geraldes perdeu espaço, somando apenas seis jogos.
Será desta que Chico Geraldes se mostra de leão ao peito? Fonte: Sporting CP
Francisco Geraldes está assim às ordens de Jorge Silas, podendo ser uma alternativa a Vietto para jogar nas costas do ponta-de-lança. Para isso, terá que recuperar os seus melhores índices físicos e competitivos. O jovem português sempre se destacou pela sua visão de jogo, pela qualidade de passe, a capacidade para jogar entrelinhas, a chegada à área e pela forma como decide no último terço, contribuindo com golos e assistências. Este foi o Francisco que apareceu nos escalões de formação do Sporting, na equipa “B” e ainda no Moreirense e Rio Ave.
Para já, Geraldes trabalhará às ordens de Silas para disputar um lugar entre os eleitos. Tendo em conta as suas características, poderá vir a ter oportunidades de confirmar o talento do qual os sportinguistas tanto esperam.
A CRÓNICA: O CONTO DE UMA VIAGEM SEM BRILHO DE TONS ENCARNADOS
Depois da vitória por 3-2 no Estádio da Luz, a equipa do SL Benfica deslocou-se a Famalicão para garantir o apuramento para a final da Taça de Portugal.
Este segundo jogo começou muito equilibrado com ambas as equipas a tentarem ter bola, construir jogadas e sem correrem grandes riscos. Do lado do SL Benfica jogava-se com a vantagem trazida da primeira mão e do lado do FC Famalicão com um futebol paciente, sabendo que o 1-0 o apurava e que não havia pressas para o conseguir.
Com o passar dos minutos a equipa da casa foi consolidando o seu futebol – construção a partir dos defesas e tentativa de passes curtos, com os extremos a tentar causar os desequilíbrios com maior criatividade. Já do lado das águias começou cada vez mais a jogar-se com o erro do adversário – forçado ou não forçado. Mais uma vez vimos um Sport Lisboa e Benfica a jogar sem bola e sem iniciativa de jogo, procurando explorar o espaço em momentos de contra-ataque ou em esporádicas pressões à defesa adversária.
É num desses momentos de maior pressão que os encarnados se colocam em vantagem. Vinícius pressiona, Pizzi recupera, Vinícius cruza, Cervi habilmente serve e Pizzi finaliza.
O golo abanou o jogo, entusiasmou os jogadores encarnados e fez tremer os jogadores da casa. Foi um efeito de 5 minutos que precedeu quase uma hora de jogo, onde só a equipa do FC Famalicão tentou jogar, tentou criar e tentou marcar. Valeu ao SL Benfica tanto o VAR como Odysseas.
Foi já no minuto 78, numa altura em que o jogo parecia estar mais moribundo, que o empate surgiu. Racic abrir na direita, Diogo Gonçalves ganhou a linha e cruzou para o espanhol Toni Martínez finalizar.
Foi um Benfica totalmente recuado que viu o jogo arrastar-se até ao final, com um adversário já sem inspiração para causar grandes desequilíbrios.
Tenho de dizer que esta equipa do Sport Lisboa e Benfica não mereceu vencer na Luz, não mereceu empatar em Famalicão e não fez por merecer estar no Jamor. Sem ser superior, o Futebol Clube de Famalicão foi sempre superior.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Diogo Gonçalves – Já tinha brilhado na Luz e voltou a fazê-lo hoje. O extremo do FC Famalicão foi um diabo à solta naquele corredor direito. Nem Grimaldo, nem Cervi, nem Ferro conseguiram lidar com a criatividade do português. Rasgou o corredor, criou oportunidades de golo para si e para os seus colegas e ainda serviu o ponta de lança para o golo do empate. A evolução deste jogador é evidente e se começar a ter mais golo será certamente mais reconhecido.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Bruno Lage – Podia facilmente falar de Ferro e do seu péssimo jogo defensivo. Podia facilmente falar da primeira parte horrível de Taarabt, onde falhou passes atrás de passes e, pelo segundo jogo consecutivo, poderia facilmente ter acabado na rua. Mas quando há demasiados maus desempenhos individuais e colectivos, o verdadeiro responsável só poderá ser o treinador da equipa. Não se percebe aquilo que Bruno Lage quer fazer ao futebol encarnado. Coloca jogadores para jogar em posse, mas dá iniciativa do jogo ao adversário. Quer a equipa a defender, mas o processo defensivo é todo ele um desespero de desorganização. Esta equipa parece cada vez jogar pior seja quais foram os jogadores titulares. Paupérrimo.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
João Pedro Sousa lançou exactamente o mesmo 11 do jogo da primeira mão. Um 4-3-3 com extremos abertos e três médios a apoiar a construção curta do quarteto defensivo. Na frente um ponta de lança fortíssimo a ganhar quase todas as bolas e a conseguir segurar jogo na espera de apoios. De louvar a forma fiel como o FC Famalicão se mantém ao seu estilo de jogo.
Na linha de três médios destaco a diversidade de características. Gustavo Assunção dava o primeiro apoio aos centrais e tinha maiores preocupações no recuperar da bola, Uros é o médio de construção mais recuado e Pedro Gonçalves o médio com instruções para surgir mais em zonas de finalização, dando maior apoio ao ponta de lança.
Para mim a maior curiosidade foi mesmo o posicionamento do lateral esquerdo Coly. Em duas ou três ocasiões mostrou-se muito forte na progressão com bola, contudo o que vimos foi um jogador que muito raramente subiu no terreno de forma a criar, no momento do ataque, uma linha defensiva com três elementos com o intuito de precaver os rápidos lances de contra-ataque do SL Benfica.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vaná (5) Ivo Pinto (6)
Riccieli (6)
Patrick William (6)
Racine Coly (6)
Gustavo Assunção (7)
Uros Racic (5)
Pedro Gonçalves (5)
Diogo Gonçalves (8)
Fábio Martins (6)
Toni Martínez (7)
Bruno Lage manteve-se fiel ao seu 4-2-3-1. Desta vez optou por um meio-campo com Florentino, o que na teoria daria maior liberdade criativa a Taarabt e maior capacidade de cobertura das laterais. Também no contexto desta maior preocupação defensiva com as laterais, optou por lançar Cervi.
Inicialmente vimos um SL Benfica tacticamente equilibrado e bastante fechado. Os laterais recuados, um médio totalmente defensivo e o outro com o papel de ser o principal municiador do ataque no momento da posse. Só o ponta de lança jogava de forma mais subida e os três médios ofensivos também muito instruídos na ocupação dos espaços. Foi um Benfica que entrou em campo com o objectivo de não oferecer espaço ao adversário para criar. Por outro lado, e sabendo da insistência dos defesas adversários em jogar curto, ficou claro que os quatro da frente tinham instruções para procurarem ir condicionando a construção adversária de forma a se recuperar a bola em momentos de desequilíbrio.
Com o passar dos minutos, e já depois de estar em vantagem, foi uma equipa cada vez mais preocupada em ocupar os espaços defensivos, mais alheada da bola e mais focada em fazer o tempo passar.
Do objetivo “manutenção” ao sonho “subida”, o SC Beira-Mar atravessa uma fase menos positiva na série C do Campeonato de Portugal. O histórico clube aveirense procura reerguer-se após anos negros da sua história que culminaram com a descida aos campeonatos distritais.
De cara lavada e com uma estrutura que tem primado pela organização e vontade em fazer regressar o Beira-Mar aos grandes palcos do futebol português, foi com naturalidade que, após a subida de ao Campeonato de Portugal, o objetivo proposto para esta temporada fosse o da manutenção de forma a estabilizar o clube e dotá-lo de melhores recursos para depois sim pensar em regressar aos campeonatos profissionais. Porém, dado o excelente arranque de campeonato aliado ao grande equilíbrio na série em que se encontra, foi crescendo um sentimento entre os adeptos beiramarenses que o clube podia lutar já esta temporada por um dos dois lugares que dão acesso à fase de subida. A grande vitória sobre o CS Marítimo na terceira eliminatória da Taça de Portugal alicerçou ainda mais essa esperança e crença num plantel que sempre foi curto, mas com bons jogadores e uma ideia de jogo bem definida, assente no rigor defensivo e no equilíbrio emocional em todos os momentos do jogo.
O SC Beira-Mar levou a melhor sobre o CS Marítimo na terceira eliminatória da Taça de Portugal Fonte: SC Beira-Mar
O Beira Mar faz-se de juventude mas também pessoas de grande experiência e história no clube. Artur e Rui Sampaio serão os maiores exemplos de fidelidade sem esquecer o treinador Ricardo Sousa, o homem que marcou o golo que deu a conquista de uma Taça de Portugal ao clube e filho de um treinador que ficou na história do Beira-Mar, António Sousa. Foi precisamente Ricardo Sousa que assumiu publicamente a vontade em estar presente na fase de subida, após um jogo em que o Beira-Mar até perdeu, frente ao CD Fátima. Nessa altura, o técnico afirmara que dada a competitividade da série e a posição ocupada pelo clube, tinha de tentar algo mais que a manutenção.
Estranhamente, desde então que o Beira-Mar do início de época não mais se viu. A cedência de alguns jogadores importantes como Cissé ou Caminata contribuiu fortemente para uma decadência da forma de jogar do Beira-Mar que, embora relativamente sólido atrás, não consegue ser dominador e eficaz à frente. Duas vitórias nos últimos treze jogos demonstram bem o que tem acontecido mas, mais do que isso e numa perspetiva positivista para o Beira-Mar, continua a apenas três pontos do segundo classificado desta série. Ainda há alguns jogos por disputar e tudo está em aberto. Se Ricardo Sousa conseguir resgatar a confiança dos jogadores e fazê-los jogar com alegria, o Beira-Mar voltará a subir posições porque tem qualidade para isso.
É indelével. Será que o maior clube do distrito de Aveiro consegue voltar à ribalta? Ou será que não queimar etapas é o melhor caminho?
No momento em que vos escrevo, digo-vos que um enorme orgulho me invade. Um orgulho no que os meus rapazes têm demonstrado ao longo de toda esta época, mesmo que venhamos de um resultado que, apesar das circunstâncias, sempre deixa as suas marcas.
Julgo que não temos nada a provar a ninguém. Ao longo destes meses, temos, semana após semana, demonstrado do que somos feitos, espalhando união, qualidade e ambição pelos relvados do futebol nacional. Mesmo quando os holofotes brilham um pouco menos na nossa direcção, em nada tem sido beliscado o fantástico trabalho realizado por cada um de vós.
A caminhada tem sido longa, ainda vai a meio, e não poderia estar mais satisfeito. Mesmo que alguns queiram escamotear o que temos feito com o resultado deste último jogo, a verdade é que temos demonstrado um futebol que poucos jogam, uma qualidade na posse e troca de bola e num saber dominar os momentos do jogo, dignos de uma equipa de topo. Foi impressionante, até para mim que sei o valor de cada um e o valor desta equipa, admirar o brilharete futebolístico oferecido por vós a todos os amantes do futebol nacional, e, em especial, a todos os adeptos do nosso clube.
A poucas horas de disputarmos a segunda mão da meia final da Taça de Portugal, e mesmo estando em desvantagem, poderemos, com um pouco da estrelinha que merecemos, garantirmos a final do Jamor que seria, sem sombra de dúvidas, mais que merecida para um temporada deste nível. E que felicidade seria….
O FC Famalicão perdeu a primeira mão da meia-final frente ao SL Benfica por 3-2 Fonte: FC Famalicão
Poderíamos, com a tal estrelinha que não tivemos, iniciar o jogo em vantagem que era mais que justa. Mas, mesmo assim, acredito que poderemos fazer história. E como será belo se ela acontecer.
Seja qual for o desfecho de amanhã, aqui estarei no dia seguinte com o mesmo sorriso, com a mesma disponibilidade e o mesmo orgulho para cada um de vós. E que esse orgulho possa ser só um nadinha maior, tão grande quanto é aquele Jamor repleto de público, de adeptos e de esperança azul. Vamos lá rapazes!
Um abraço,
João Pedro Sousa.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência
A Liga Espanhola é, depois da Inglesa, a maior e mais competitiva da Europa, uma vez que conta com grandes clubes como o Barcelona, o Atlético Madrid ou o Real Madrid, equipa que mais vezes venceu a Liga dos Campeões. Atrás desses dois colossos podemos considerar o Valência e o Sevilha, que se enquadram, por isso, num leque de segunda linha e que são então clubes de grande nome e com respeitáveis histórias.
Como muitas vezes ouvimos, para grandes clubes são precisos grandes treinadores, que se proponham a atingir os objetivos definidos e a trabalhar para os alcançar. A ideia da direção do Sevilha foi certamente essa, mas a cada jogo que passa a situação parece ficar menos animadora, dando aso a rumores e especulações sobre o futuro do treinador em questão, que no caso é Julen Lopetegui. O técnico espanhol vai já na sua nona experiência enquanto treinador e está, mais uma vez, a deixar um pouco a desejar.
É verdade que o Sevilha não está numa das suas piores épocas, estando neste momento no quinto lugar da La Liga e nos 16avos de final da Liga Europa, competição que já venceu por 5 vezes, mas os alarmes começam a soar quando os resultados negativos aparecem e teimam em ficar. O mais grave foi sem duvida contra o Mirandés, que ditou o afastamento da Taça do Rei, competição que estava, este ano, bem ao alcance dos Sevilhistas, depois do afastamentos dos três grandes de Espanha.
Para além disso o quinto lugar não é de todo algo de que se devam orgulhar, principalmente porque foram mais os jogos que não ganharam (12) do que aqueles onde saíram vencedores (11), o que é bem revelador da instabilidade da equipa e do futebol pouco positivo que praticam desde o início da época, bem espelhado também no número de golos marcados, que é de apenas 29.
O responsável não será só o treinador de 53 anos, mas a verdade é que desde que o conhecemos do futebol português, nunca o vimos ter sucesso, seja no Futebol Clube do Porto ou no Real Madrid.
Enquanto treinador de futebol sénior, Julen Lopetegui ainda não conquistou nenhum título Fonte: Sevilha FC
Como supra-referido, não se pode afirmar que esta está a ser uma época de fracasso para os vermelhos e brancos de Espanha, uma vez que o início foi até positivo com três vitórias nas primeiras quatro partidas. A questão prende-se com a forma como essas e as restantes vitórias foram conquistadas, sempre com pouco brilho e com números pouco volumosos, deixando sempre a desconfiança de que de um momento para o outro as coisas poderiam começar a correr mal. Prova disso é o facto de, no campeonato, nunca terem vencido por mais de 2 golos de diferença e de terem uma média de 1,2 golos por jogo, valor muito negativo para uma equipa com aspirações elevadas.
Aquilo que parecia inevitável aconteceu, e a situação está agora um pouco mais negra. Levam já uma série de três jogos sem vencer, um deles o tal que ditou o afastamento da Taça. A esse péssimo resultado juntou-se o empate caseiro contra o Alavés e a derrota frente ao Celta de Vigo, depois de estarem a vencer por 1-0.
O próximo desafio será vencer o Espanhol, de preferência por números convincentes que revelem que esta má fase está ultrapassada. O clube de Barcelona está no último posto do campeonato, mas conta agora com a ajuda de Raul de Tomás que marcou nas últimas cinco partidas e que certamente quererá fazer o mesmo à equipa do Sevilha.
Não se espera que as ideias de Lopetegui mudem, e talvez por isso dependa da inspiração dos jogadores para continuar firme no comando da equipa. De outra forma e com um resultado que não a vitória, a situação ficará mais tremida e o seu despedimento poderá mesmo entrar na equação.
Para muitos o seu valor (ou falta dele) está mais que provado. Já outros acreditam nas suas capacidades e têm ainda a esperança de que possa dar efetivamente algo de positivo ao clube. Só o tempo e os resultados nos darão respostas claras, mas fica a certeza de que continuamos à espera de provas concretas que evidenciem que aqui falamos de um treinador talhado para grandes clubes como aqueles em que tem estado.
Sensivelmente um mês depois do último confronto, FC Internazionale e SSC Napoli voltam a medir forças, mas desta vez em redutos e competições diferentes. A contar para as meias-finais da Taça de Itália, a primeira de duas mãos realizar-se-á esta quarta-feira no San Siro, opondo duas equipas com estados de espírito distintos. De um lado, as exibições do Inter de Conte têm sido pautadas por uma maior regularidade e consistência, apesar do problema chamado “manter a baliza a zeros” persistir.
Do outro lado, o Nápoles – sendo uma equipa sempre “matreira” desde a chegada de Gattuso – tem sido capaz do melhor e do pior, tendo já batido o pé aos candidatos a conquistar o campeonato italiano, mas cedendo pontos contra equipas teoricamente mais fracas, numa espécie de “vaivém” constante entre o 8 e o 80. Atendendo ao contexto atual, o foco dos azzurri passa, primeiro, por procurar estabilidade na classificação, mas que se desengane quem pensa que isto vão ser favas contadas para os nerazzurri. Está em discussão um lugar numa final e ainda haverá uma segunda mão, por isso, venha daí esse grande jogo!
COMO JOGARÁ O FC INTERNAZIONALE MILANO?
Tal como tem sido apanágio, Antonio Conte não abdica da sua filosofia de jogo e foi essencialmente por ter acreditado na sua identidade que conseguiu uma reviravolta épica diante do velho rival, na passada jornada. Agora a competição é outra, mas o foco será o mesmo, com a rotatitvidade a ser uma nota dominante de jogo para jogo. Perspicazes a construir e atacar e seguros a defender com a linha de três centrais e com o “vaivém” dos laterais. São estes os detalhes que dão garantias a este Inter, considerada uma das equipas europeias mais dinâmicas e equilibradas da presente temporada.
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: FC Internazionale
Romelu Lukaku – Tem sido a figura desta equipa. Aos dois golos na competição, juntam-se os outros 19 marcados ao longo da temporada, sendo então responsável por 1/3 dos golos do Internazionale na presente época. Mais consistente do que isto é difícil pedir. A marcar há dois jogos seguidos, o avançado belga tem aqui uma oportunidade de ouro de igualar o seu melhor registo esta época: marcar em três jogos de forma consecutiva.
Se de um lado temos uma maior regularidade no que respeita a resultados, no caso do Nápoles acontece precisamente o oposto. Gattuso coloca sempre a sua equipa a alinhar no mesmo esquema tático (4-3-3) e nem sempre é feita a melhor leitura dos momentos fulcrais do jogo, algo que se tem refletido em muitos desfechos. Apesar das várias trocas no setor defensivo e também intermédio, a verdade é que o trio da frente – composto por Insigne, Milik e Callejón – tem sido quase intocável, prevendo-se que o mesmo se repita na primeira mão desta meia-final disputada no Stadio Giuseppe Meazza.
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: SSC Napoli
Arkadiusz Milik – O avançado polaco leva dois jogos seguidos a abanar as redes da baliza adversária e, tal como Lukaku, tem também agora a oportunidade de igualar o seu melhor registo da temporada, o de marcar por três vezes consecutivas. Com 12 golos marcados, Milik é o melhor marcador do Nápoles e poderá ser a principal arma de Gattuso nas dinâmicas ofensivas da sua equipa para um duelo que se espera…quentinho.
XI PROVÁVEL
4-3-3 – Meret; Mário Rui, Di Lorenzo, Manolas, Hysaj; Zielinski, Demme, Fabian Ruiz; Lorenzo Insigne, Milik, Callejón.