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FC Porto x Académico de Viseu FC: Voltar ao Jamor é uma exigência

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EMENDAR OS ERROS PASSADOS

No próximo dia 12 de fevereiro, quarta-feira, o FC Porto recebe o Académico de Viseu FC a contar para a segunda mão da meia final da Taça de Portugal. Os forasteiros chegarão ao Dragão ainda “vivos”, após o empate registado no primeiro encontro e trazem consigo o difícil desejo de marcar presença na final mais emblemática do futebol nacional. Por outro lado, os azuis e brancos têm a obrigação de confirmar o seu favoritismo e repetir a viagem até ao Estádio Nacional, como no ano passado, mas com a esperança de levantar o troféu.

OS DRAGÕES SÃO FAVORITOS E QUEREM CARIMBAR O PASSAPORTE PARA O JAMOR. SERÁ QUE VÃO EVITAR SURPRESAS DIANTE DO ACADÉMICO? APOSTA JÁ NA BET.PT!

As duas equipas vêm de momentos distintos, já que o FC Porto chega a esta partida após uma vitória importante frente ao seu maior rival, SL Benfica, enquanto que os viseenses se deslocam ao Porto na sequência de uma derrota, em casa, contra o CD Feirense. Claramente, os dragões chegam altamente moralizados e com maior confiança no seu dever.

COMO JOGARÁ O FC PORTO

A verdade é que os pupilos de Sérgio Conceição conseguiram sempre ter o domínio e o controlo da partida em Viseu, mas em sua casa espera-se uma formação do FC Porto mais assertiva e inspirada na sua performance. Ou seja, em muitos momentos do jogo, verificou-se uma equipa pouco inspirada e sem ideias ofensivas, pelo que o resultado espalha um pouco a inércia ofensiva que se vive no Dragão. Desta forma, perspetiva-se um FC Porto a querer resolver a questão nos primeiros minutos, de maneira que depois possa gerir o ritmo de jogo a seu belo prazer. Mas, primeiro, é necessário entrar em campo com maior intensidade e eficácia nas combinações ofensivas, para que as oportunidades de golos surjam com a naturalidade que devem acontecer.

JOGADOR A TER EM CONTA

Vítor Ferreira tem mostrado capacidades suficientes para ter a confiança de Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Vítor Ferreira – O jovem dragão tem sido o destaque/revelação deste novo ano, 2020, do FC Porto. Em Viseu, protagonizou uma exibição personalizada, sendo mesmo o elemento mais clarividente ao longo dos 90 minutos e o que mais fez para que os azuis e brancos saíssem de “terras de Viriato” com outro resultado. Por conseguinte, é expectável que assuma a titularidade e que seja o médio português a assumir todo o jogo ofensivo dos dragões. Forte no passe e no drible, e dono de uma visão de jogo capaz de fazer estragos, é expectável que as jogadas de maior perigo da partida passem pelos seus pés.

XI PROVÁVEL:

 Diogo Costa (GK), Saravia, Diogo Leite, Marcano, Manafá, Loum, Sérgio Oliveira, Vitor Ferreira, Luís Diaz, Fábio Silva e Marega.

COMO JOGARÁ O ACADÉMICO DE VISEU FC

Não se espera uma outra postura do conjunto da segunda liga na sua visita à cidade invicta, em relação ao que apresentou no seu terreno de jogo. Isto é, o “outsider” desta eliminatória deve estar bem consciente das dificuldades que vai enfrentar e deverá apresentar-se num bloco baixo, oferecendo a iniciativa da partida aos homens da casa e tentar retardar o golo do FC Porto o mais que puder. Por isso, a estratégia deve passar por tentar sobreviver à previsível entrada forte do vice-campeão nacional, enervar o melhor possível o anfitrião e aproveitar as poucas possibilidades de efetivar o contragolpe, com o fim de obter um golpe de sorte.

JOGADOR A TER EM CONTA

João Mário foi um dos destaques do Académico de Viseu FC, na partida no Estádio do Fontelo
Fonte: Académico de Viseu FC

João Mário – No último desafio houve um atleta que chamou à atenção e falamos de João Mário, internacional guineense. O extremo de 26 anos impressionou pela sua velocidade e capacidade de chegar a zonas de finalização e, certamente, o Académico vai tentar explorar ao máximo as suas qualidades para tentar ferir o dragão. De relembrar, que foi da sua autoria, o golo que ainda mantém a esperança de uma possível chegada ao mítico Estádio Nacional, por parte do conjunto da segunda liga.

XI PROVÁVEL:

Ricardo Fernandes (GK), João Oliveira, Lima Santos, Soares, Rui Silva, Diogo, Zimbabwe, Ferreira, Luisinho, João Mário e Carter

 Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Serão os colchões de Alcochete assim tão maus?

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Muito se tem falado da falta de qualidade da formação do Sporting e de um período em que deixámos escapar muito talento para o outro lado da Segunda Circular. No entanto, o que tenho visto é muita publicidade, muito marketing de um lado e total falhanço negocial do outro.

Há quem diga que o problema não será bem uma questão de equipas técnicas, recrutamento e atletas, mas falta de qualidade nos colchões – mas como eu não entendo muito de futebol, talvez seja esse mesmo o problema.

Em termos práticos, se estivermos a medir o sucesso da nossa formação tendo por base o facto de não saírem Figos e Cristianos Ronaldo todos os anos, então estamos a falhar redondamente. Se estamos a falar de jogadores com qualidade para poder acrescentar algo à equipa principal, então não. Porque eles vão rodar para outros clubes, em campeonatos tão ou mais competitivos que o nosso, e conseguem demonstrar qualidade e capacidade.

Jogadores como Palhinha, Matheus Pereira, Domingos Duarte ou Demiral são jogadores que foram dispensados/emprestados num momento conturbado do clube, em que todos bradavam que o Sporting não conseguiria ter equipa para competir. Dispensando esses, fomos buscar Ilori e Neto (Serão melhores que Domingos e Demiral?) ; Eduardo Henrique e Doumbia (Palhinha não será superior a algum deles?) ; e para jogar atrás do ponta de lança andamos aos papéis para encontrar alguém, ainda mais agora com a saída de Bruno Fernandes, quando podíamos ter aproveitado Matheus Pereira (pois colocá-lo a jogar encostado às linhas dava para perceber que não ia dar).

Qualidade há. Basta apostar neles com convicção e ter uma comunicação amiga que promova os “Meninos de Ouro”, aliada a super-agentes que vendem qualquer um aos seus clubes da rede. Isto se o objetivo for vender e não retê-los para ajudarem a equipa. Porque vender um jogador da formação por dez milhões para ir comprar outro por sete milhões, cujo valor é indefinido, com certeza sairá mais barato não vender. (E sim, esta conta ainda nos daria um saldo positivo de 3 milhões, que pode não compensar, caso quem vem não renda desportivamente.)

Podem argumentar com a comparação da formação do Seixal (e comparo com esta, uma vez que é a que tem feito as maiores vendas, ultimamente), mas de momento ainda não vi de lá sair nenhum melhor do mundo. E não venham com os valores com que foram vendidos, porque todos sabem como se chega a essas quantias, tendo que se considerar os clubes que estão no negócio, qual o empresário, etc… Um jogador de 120 milhões, negociado por outro empresário e vendido a outro clube, talvez nem chegasse a metade desse valor. É relativo.

A qualidade é como o azeite. Com o tempo vem sempre ao de cima. Por muitas parangonas, boa comunicação social ou marketing que se use, a carreira do jogador é que vai mostrar de onde saem os melhores.

É verdade que, para o clube que vende, pouco interessa se aquele jogador vai ser um melhor do mundo no futuro. O que lhe interessa é a expectativa que se consegue criar para extrapolar o valor de venda. No entanto, depois de muitas saídas falhadas, sem grandes resultados práticos, o dourado desaparece. E de pouco importará se, consecutivamente, se ganham prémios no Catar.

Jovane é mais um extremo made in Alcochete, mas ainda procura o seu espaço na equipa principal
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Se formos então a comparar as Academias, (e novamente reforço que estou a comparar a de Alcochete com a do Seixal, apenas pelas pérolas que de lá saíram, ultimamente) não estamos tão distantes. Qualidade há, basta apostar nela com convicção, sem medo e não mandar rodar para outros clubes durante anos, ou entrar somente a cinco minutos do fim do jogo. Damos milhões por alguns com qualidade muito aquém e damos-lhes muitas mais oportunidades, que eles constantemente desperdiçam.

Os dois últimos meninos de ouro que saíram do futebol português também eram totalmente desconhecidos até que um treinador apostasse e adaptasse a equipa à sua forma de jogar, ou as suas características se enquadrassem na forma de jogar da equipa. Seis meses depois, saíram para equipas onde não conseguiram singrar, talvez por não se enquadrarem nas ideias do treinador. Curiosamente, até hoje, o jogador oriundo do Seixal que mais sucesso teve numa das mais competitivas ligas foi vendido num daqueles famosos pacotes de 15 milhões. Isto porque, apesar da sua qualidade, o treinador não apostou nele.

Nem tudo o que é nosso é mau e nem tudo o que é dos outros é bom. Depende, muitas vezes, da publicidade e de quem vende. Apesar de eu considerar que pelo menos um dos meninos de ouro do Seixal tem potencial de ser um dos melhores do mundo. Dependerá de muitas condicionantes.

Depois, os miúdos do Seixal têm outra vantagem. Quando se é jovem (e não só os jovens), é bem mais fácil entrar numa equipa que ganha, que está confiante. Qualquer jogador que jogue numa equipa rotinada, com estabilidade de vitória, com jogadores de qualidade ao seu lado, irá parecer sempre melhor. Os de Alcochete, quando são lançados é com a missão de serem eles a resolver, porque os que lá estão são fracos. No fundo, são lançados às feras e constantemente devorados

Pedro Mendes, quando entrava, mostrava bons sinais, mas para isso era preciso chegar lá a bola. Sporar, até agora, não fez melhor. A sorte do Pedro Mendes foi Luiz Phellype se ter lesionado ou já estaria encostado.

Jovane desapareceu de repente e sempre se mostrou dos extremos mais relevantes no jogo do Sporting. Podem dizer que não jogava por estar lesionado, mas ele saiu da equipa antes disso, e estava tapado por jogadores que ainda não mostraram ser melhores que ele.

Podem dizer que estes miúdos ainda precisam de aprender, no entanto os que ocupam os seus lugares não mostram saber mais que eles e têm mais oportunidades. Aos jovens, se não lhes for dada regularidade a jogar, nunca ganharão o ritmo que necessitam. O melhor exemplo é Rui Patrício, que talvez nunca tivesse chegado a indiscutível da Seleção campeã europeia se não fosse um treinador que, teimosamente, apostou nele, apesar dos erros e da contestação dos adeptos.

Mas quanto à qualidade da formação de Alcochete, se ficarmos presos a desculpas como a da fraca qualidade dos colchões e não apostarmos em melhorar e inovar, com certeza outros irão cavando um fosso cada vez maior, até que a Academia Sporting deixe de ser relevante. Não poderemos viver eternamente do nome de Figo e Cristiano Ronaldo. E esses dois até eram capazes de nem colchão ter.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Famalicão x SL Benfica: Última chamada para o Jamor

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RESSACA DO DRAGÃO

Ainda na ressaca da derrota no Estádio do Dragão frente ao FC Porto, o Sport Lisboa e Benfica prepara a visita ao reduto do FC Famalicão em jogo a contar para a segunda mão das meias finais da Taça de Portugal.

Depois de ter eliminado o Paços de Ferreira na ronda anterior, e de ter feito uma exibição de gala em pleno Estádio da Luz na primeira mão desta eliminatória, o Famalicão sofreu uma derrota “à antiga” no jogo do campeonato, diante do Vitória SC.

SERÁ QUE O FC FAMALICÃO VAI SURPREENDER O SL BENFICA? OU SERÁ QUE OS ENCARNADOS NÃO VÃO EM CANTIGAS? VAI JÁ A BET.PT E APOSTA NO VENCEDOR DESTE JOGO!

O fim de semana também não correu de feição aos encarnados, que viram um dos seus maiores rivais encurtar distâncias na tabela classificativa. A turma de Bruno Lage terá, no jogo frente aos famalicenses, um teste de fogo, onde terão de dar uma resposta positiva se pretendem chegar à final no Jamor.

Historicamente, o SL Benfica leva clara vantagem nestas andanças. Na história do clube minhoto, apenas por uma vez conseguiram atingir esta fase da prova, tendo caído frente ao Sporting CP, em 1942. Por outro lado, os encarnados são veteranos, sendo até o clube com mais títulos nesta competição, num total de 26 troféus da prova rainha do futebol português.

COMO JOGARÁ O FC FAMALICÃO?

Esta partida assume-se como uma das mais importantes de toda a temporada para o Famalicão, pelo que João Pedro Sousa deverá apresentar o melhor onze à sua disposição.

Depois do brilharete da Luz, ainda que tenha perdido, o Fama deverá querer repetir a exibição de há uma semana, mas com um resultado diferente, está claro.

Assim, espera-se que o técnico aposte num 4-3-3, com o objetivo de ganhar o controlo do meio campo, dificultando o processo de criação dos encarnados. O risco de sair a jogar através dos centrais é, muitas vezes, recompensado, e que o diga esta equipa que o faz regularmente, explorando a capacidade técnica dos seus jogadores.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: FC Famalicão

Fábio Martins – Um jogador com muita capacidade técnica. Fábio Martins é um verdadeiro “abre-latas” no ataque do Famalicão, capaz de ter rasgos de genialidade a qualquer momento, o que pode desmontar a defensiva do Benfica neste encontro.

A realizar uma das melhores temporadas da carreira, Fábio Martins é um desequilibrador nato, que tem preferência a jogar pelo corredor esquerdo, com tendência em vir para o centro do terreno, onde pode testar a sua capacidade de remate ou até mesmo fazer um passe de morte por entre os defesas. Este será o jogador a ter em atenção no panorama do Famalicão.

XI PROVÁVEL:

4-3-3 – Vaná, I. Pinto, Riccieli, R. Miranda, Centelles, G. Assunção, Racic, P. Gonçalves, D. Gonçalves, F. Martins e T. Martinez.

COMO JOGARÁ O SL BENFICA?

Bruno Lage deverá apostar num habitual 4-4-2, em que Vlachodimos deverá ser o guardião dos postes das águias. Tomás Tavares deverá render o lesionado André Almeida e terá a companhia de Rúben Dias, Ferro e Grimaldo no quarteto defensivo dos encarnados. Weigl e Taarabt serão os homens do meio campo, até porque Gabriel estará de fora por lesão. Pizzi, Rafa Silva, Chiquinho e Vinícius deverão ser os titulares no ataque do Benfica.

Assim, prevejo que Lage irá apresentar o onze mais forte possível, frente a um adversário que também apresenta bons argumentos para disputar a eliminatória.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Carlos Vinícius – O ponta de lança está numa forma incrível! Os dois golos apontados no Dragão apenas reforçam aquilo que Vinícius tem vindo a demonstrar: é um jogador, sem qualquer dúvida, diferenciado.

Possante fisicamente, o avançado brasileiro tem marcado golos atrás de golos e representa uma verdadeira ameaça para qualquer defesa. São 19 golos em 29 jogos, em todas as competições. Um “Serial Killer” de balizas. Assim, este é o jogador a ter em conta pela defensiva famalicense.

XI PROVÁVEL:

4-4-2 – Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Pizzi, Rafa Silva, Chiquinho e Vinícius.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

O mágico Alex Merlim

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Com alguma dificuldade na pronúncia do seu nome para algumas pessoas, Alex Merlim é um jogador que raramente, para não dizer nunca, passa despercebido. Um verdadeiro mágico, seja no seu clube, Sporting CP, ou na sua seleção, a italiana. Não estarei a exagerar se disser que é o melhor jogador no nosso campeonato, desde que Ricardinho saiu de Portugal. Claro que já passaram jogadores com muita qualidade técnica acima da média, mas digamos que poucos já fizeram o que Alex Merlim fez e ainda faz.

Chegou há cinco anos vindo do ASD Luparense 5, a Calcio, para representar os leões, mas vinha já com um vasto currículo na sua ficha. Dois campeonatos italianos, uma taça italiana e, o mais importante, um Europeu ganho pela sua seleção. Um Europeu que o enviou de Itália para Portugal bastante cotado e não desiludiu. Golos, assistências, jogadas individuais importantes e capacidade de jogo coletivo (muitos títulos)… há de tudo e mais alguma coisa neste grande jogador.

Mas, deixando o “antes Sporting”, é tempo de analisarmos o que foi a chegada do jogador italiano ao nosso país. Pois bem, Alex Merlim mudou muito no Futsal português, ou se as suas caraterísticas já existiam em Portugal… Estavam muito escondidas. A capacidade que Merlim tem para de um momento para o outro puxar das alas, sobretudo da esquerda, para o meio é incrível e pouco vista nos últimos tempos. Se vemos mais este tipo de movimento na Liga, deve-se muito àquilo que o jogador já fez. A sua imprevisibilidade, o seu excelente drible, a possibilidade de remate tanto com o pé direito, como com o esquerdo e a sua velocidade caraterizam bem aquilo que o jogador pode oferecer em campo.

O movimento característico de Alex Merlim é puxar da esquerda para o meio, para o seu remate
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Digamos que não é um jogador virado para o jogo defensivo, a menos que seja necessário, mas também no atual Sporting CP há jogadores mais importantes neste setor. Contudo, há um aspeto em que o italiano é o mais forte do atual plantel leonino. Sabemos que no cinco para quatro quem fica responsável pela posição de guarda-redes avançado tem de ser um jogador tecnicamente hábil, e com um qualidade de passe elevada e rápida. Ora, não será preciso dizer quem é que é responsável por essa posição no Sporting CP, pois não?

Partida: Braga | Destino: Euro 2020

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Desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico do SC Braga, no final de dezembro, e apesar do empate frente ao Gil Vicente FC, que tem sido notória a subida de rendimento da equipa, pelo menos a nível interno. Ricardo Sá Pinto, o seu antecessor, fez uma campanha brilhante na Liga Europa, mas não conseguiu replicar o sucesso no campeonato e acabou por ser despedido e dar lugar ao treinador da equipa B dos bracarenses.

O ex-jogador do SL Benfica arrumou a casa no mercado de inverno e conduziu a equipa do quinto lugar da tabela classificativa, até estar a roer os calcanhares ao Sporting na luta pelo terceiro lugar, após vitória sobre o mesmo na penúltima jornada. Entretanto, ainda dentro do seu primeiro mês ao serviço dos arsenalistas, arrecadou o seu primeiro troféu para o museu do clube, depois de vencer o FC Porto e conquistar a Taça da Liga em casa.

São vários os jogadores que têm contribuído para o bom momento que a equipa atravessa, entre eles alguns portugueses que sonham, naturalmente, por um lugar na próxima convocatória para o Euro 2020.

O Bola na Rede compilou alguns destes jogadores que, pelo seu rendimento, merecem constar nas opções de Fernando Santos na hora de decidir os 23 eleitos, apesar de alguns deles dificilmente conquistarem um lugar pela concorrência alta na sua posição.

Olheiro BnR: Myron Boadu

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O futebol holandês sempre foi um viveiro de talentos, e deu-nos a conhecer grandes nomes do futebol mundial. A academia do Ajax é a que mais jogadores lança para o panorama internacional, mas outras equipas têm dado a conhecer jogadores de enorme potencial e valor.

O Az Alkmaar está a protagonizar uma excelente época e muitos dos jogadores que representam a equipa são formados no próprio clube. Neste artigo, vou focar-me no avançado Myron Boadu, que é também o melhor marcador da equipa e o segundo melhor marcador do campeonato.

Filhos de pais ganeses, Myron entrou na academia do Az Alkmaar em 2013, e a sua evolução nas camadas jovens do clube fê-lo chegar a titular indiscutível na equipa principal nesta época.

Aos dezanove anos, é apontado como um avançado de grande futuro, que mostra uma notável veia goleadora para a sua idade, mesmo num campeonato pouco dado a grandes esquemas defensivos, como é o caso da Eredivisie.

Forma com Idrissi e Calvin Stengs um trio bastante prolífero e dinâmico, sendo estes os principais responsáveis pela sensacional época do Az Alkmaar. Totaliza dezanove golos em todas as competições, sendo que treze desses golos foram para o campeonato. Atrás de si está Idrissi, como terceiro melhor marcador do campeonato, o que demonstra a boa dinâmica ofensiva da equipa, que promove o futebol ofensivo como sua imagem de marca. Acrescentar ainda a estes números o facto de já contar com treze assistências esta época, mostram que estamos perante um avançado versátil e completo.

A sua estreia na seleção holandesa foi auspiciosa, já que marcou no seu primeiro e único jogo realizado pela equipa A da Laranja Mecânica.

Não sendo tecnicamente dotado, o facto de usar bem os dois pés na altura de finalizar é um dos grandes trunfos do avançado que não treme na hora da finalização. O jogo aéreo não é o seu forte, mas também não compromete e, no global, mostra ter uma boa compostura.

Rápido, ágil e atlético, enquadra-se muito bem numa formação com grande pendor atacante como o AZ Alkmaar. Joga no centro do ataque, mas pode também fazer ambos os flancos, dando uma amplitude de movimentos ampla e diversificada. É de facto um jogador muito interessante, pois tanto mostra eficácia como avançado centro, ou mesmo como avançado mais móvel.

Com valor de mercado vincado nos vinte milhões de euros, é muito provável que saia para os melhores campeonatos da Europa, e vejo o campeonato alemão e inglês como os mais apetecíveis, quer pelo poderio financeiro que as equipas têm, quer pelo estilo de jogo que muitas equipas praticam. Vai ser uma questão de tempo até se confirmar a sua saída, que, espero eu, o ajude mais na sua evolução como jogador.

Myron Boadu, é mais um produto a ser lapidado nas escolas holandesas, que tão bons avançados nos deu a conhecer, e estou convicto que este jovem irá ser uma referência no panorama holandês e internacional.

Foto de Capa: AZ Alkmaar

Artigo revisto por Joana Mendes

10 coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre Shawn Michaels

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Shawn Michaels é um dos melhores lutadores de sempre.

Este é um dos poucos factos com o qual o maior número de fãs concorda. Shawn Michaels era um verdadeiro talento, possuía uma agilidade incomparável e o seu selling era dos melhores que alguma vez se viu num ringue de wrestling.

No entanto, outro facto que reúne um consenso geral entre os fãs de wrestling, em relação ao Showstopper, é que este tinha um dos maiores egos da história da WWE.

Assim que este se apercebeu do valor que tinha para a empresa de Vince McMahon, passou a agir e actuar consoante a sua vontade, o que criou, várias vezes, um ambiente tóxico entre os lutadores, que levou a que muitos destes tivessem vontade de dar uma lição de respeito a Michaels à base de murros e pontapés.

Assim, vejamos dez (e podiam ter sido mais) coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre Shawn Michaels.

Foto de Capa: WWE

Por que é que não há pontas de lança a sair do Seixal?

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Gonçalo Guedes, João Félix, Renato Sanches, Gedson Fernandes, Tiago Dantas, Tomás Tavares, Nuno Tavares, Nuno Santos (os dois), Pêpê, Lindelof, Ederson…. Poderia continuar quase infinitamente a enumerar jogadores de elevada qualidade, espalhados por toda a Europa, que saíram da academia do Seixal.

Analisando com um olhar mais analítico os nomes que saíram da academia dos encarnados, é fácil notar uma tendência: a ausência de pontas de lança puros. A que é que se deve este défice posicional na frente de ataque? É apenas uma característica da academia encarnada ou será algo mais geral?

Todas as posições têm características e certas qualidades que podem ser treinadas e aperfeiçoadas. Um extremo pode melhorar a sua qualidade no um-para-um e aumentar a sua facilidade de cruzamento. Um médio pode apurar a sua qualidade de passe e compreender melhor as movimentações táticas das duas equipas.

Isto também se aplica, obviamente, aos pontas de lança. A qualidade no momento de finalização é algo que pode sempre ser aperfeiçoado. O trabalho tático de desmarcação e posicionamento é também uma importante skill no leque de habilidades de um ponta de lança. Contudo, o nível exibicional de um atacante estará sempre dependente de um importantíssimo fator: os golos.

Independentemente do quão exímia seja a exibição do atleta a nível técnico e posicional, o golo ou mesmo as oportunidades podem nunca surgir. O trabalho defensivo ou a criação de jogo para os colegas são capacidades muitas vezes menosprezados por adeptos e mesmo treinadores.

É impossível ensinar um jovem jogador a fazer golos: o faro de baliza ou está presente ou não está. Ao longo da sua carreira, os avançados atravessam picos e baixas de forma, estando estas sempre relacionadas com o golo. A falta de golos pode levar um atleta promissor à estagnação total.

Zé Gomes sofreu do mal de muitos avançados: a falta de golos
Fonte: SL Benfica

Voltando à academia do Seixal, a última grande promessa dos encarnados na frente de ataque foi Zé Gomes. O ainda jovem português foi sendo sucessivamente o melhor marcador em todos os escalões de formação pelos quais passou. Os golos que apontou, que lhe valeram a atribuição da alcunha “Zé Golo”, levaram o avançado português à equipa principal das águias.

Desde a oportunidade de Zé Gomes na equipa principal do Benfica, o rendimento do português tem vindo a decair de época para época. Os golos começaram a ser cada vez mais raros e as oportunidades tanto nos encarnados como nas seleções nacionais desapareceram. A esperança em Zé Gomes é já muito pequena. Um jogador que prometia tanto, mas que de um momento para o outro deixou de fazer abanar as redes.

Esta situação leva-nos à questão de se o nível exibicional do avançado sobe quando a equipa está num momento positivo ou se, pelo contrário, são as exibições e os golos dos avançados que elevam o nível da equipa. Eu viro-me mais para a segunda opção. Um grande avançado irá marcar golos independentemente do contexto, mas um avançado com menos qualidade poderá prosperar num sistema bem montado.

O ponta de lança é uma das posições mais respeitadas e adoradas pelos adeptos do desporto-rei, mas por vezes é uma posição muito ingrata. Formar pontas de lança é um processo incrivelmente difícil, sujeito a variados fatores. No entanto, no Seixal há vários jogadores que podem vir a dar grandes pontas de lança, mas teremos que espera para saber.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Deveria ser sempre assim

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Ontem à noite, jogou-se o maior clássico do futebol nacional e um dos maiores da Europa, que opôs o FC Porto ao SL Benfica. De um lado, estavam os dragões, que para muitas vozes, não tem um plantel à medida do atual campeão nacional, e, do outro, estavam as águias, que, para muitos, iriam conquistar uma fácil vitória, muito devido ao seu plantel recheado de “craques”, como é muitas vezes apelidado.

Pois bem, o que se verificou foi precisamente o contrário. Os comandados de Sérgio Conceição foram superiores em quase todas as linhas, e, a meu ver, esta vitória teve dois pecados: a falta de eficácia (para até construir um resultado mais volumoso) e os erros defensivos, pese embora o mérito individual de Carlos Vinícius, que mostrou ser ele e mais dez na equipa encarnada.

Os azuis e brancos souberam explorar e bem os erros defensivos dos comandados de Bruno Lage (que ainda são a melhor defesa do campeonato), principalmente entre Grimaldo e Ferro. A perfeita amostra disso foi no lance do terceiro golo dos portistas, em que Marega deixou o central português para trás e obrigou Rúben Dias a um auto-golo.

Do lado do FC Porto, o que prevaleceu neste encontro foi o coletivo, sendo que não houve ninguém que tenha estado propriamente mal.

Já do lado do SL Benfica, não se viu a “super-equipa”, que é vista por muitos, favorita a conquistar todas as competições nacionais em que está inserida. Vinícius claramente em destaque, com Rafa no apoio. Mas de resto, não se viu Pizzi, Grimaldo, o “todo poderoso” Weigl, entre outros… Dá que pensar, não?

Tecatito Corona esteve mais uma vez endiabrado, e ninguém o parou
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Mais uma vez, o dragão voou mais alto do que a águia, como tinha acontecido na primeira volta, em pleno Estádio da Luz.

Claro que os portistas preferiam que o campeonato fosse apenas decidido pelo confronto direto, mas a consistência de resultados e de exibições tem de ser a imagem de marca de um campeão… E é aqui que vem a minha crítica: Porque é que o FC Porto não joga com esta intensidade e qualidade com todas as outras equipas? Deveria ser sempre assim, e claramente, a classificação do campeonato poderia ser outra…

É impensável a derrota com o SC Braga quer para o campeonato como para a Taça da Liga, e a perda de pontos noutros jogos.

Há dois problemas que, como referi acima, assombram esta equipa: a falta de eficácia (que ontem se notou) e alguns erros defensivos, que fazem a equipa sofrer muitos golos, que são, muitas vezes, inadmissíveis.

Esta importante vitória não apaga, de todo, os problemas na estrutura azul e branca, e na gestão dos jogadores, como também na qualidade do futebol praticado pela equipa que ontem me surpreendeu.

Restam agora 14 finais para FC Porto e SL Benfica, na certeza de que, de um lado, vemos um plantel a querer mostrar o que vale, e do outro, aqueles que para muitos são imbatíveis, mas ontem provou-se precisamente o contrário.

Acreditar é a palavra de ordem que reina no dragão, sendo que o mais difícil ainda pode estar por vir.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Bayern 0-0 RB Leipzig: Nulo mantém tudo igual na liderança da Bundesliga

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A CRÓNICA: DUAS PARTES DISTINTAS E UM RESULTADO JUSTO

O duelo entre os líderes da Bundesliga assumia duas perspetivas opostas: ou uma equipa se destacava na liderança ou a outra saltava do segundo para o primeiro lugar. Porém, nem uma coisa, nem outra. Num jogo com um final imprevisível, FC Bayern e RB Leipzig não foram além de um nulo no marcador.

Ao longo de toda a primeira parte, o Bayern – sempre mais possante – foi a única equipa a criar oportunidades dignas de registo: primeiro por Alcántara a obrigar Gulácsi a uma bela defesa e depois num remate de Lewandoski, com a bola a ser salva em cima da linha por Upamecano. A formação forasteira soube sempre o que fazer com a bola nas poucas ocasiões em que a teve em sua posse, contudo faltava critério no último terço para assustar verdadeiramente Neuer.

O segundo tempo trouxe consigo um ritmo de jogo bem diferente, com um Leipzig a entrar bem e a ameaçar o golo por três vezes – com um remate de Sabitzer e dois de Werner – perante a dificuldade de reação por parte dos bávaros. Reação essa que só chegou no último um quarto de hora, com uma oportunidade de Goretzka negada por Gulácsi. O jogo encaminhou-se para o final e acabaria por terminar exatamente como começou, sem golos e sem mexidas na classificação.

A FIGURA

Fonte: RB Leipzig

Dayot Upamecano – Bela exibição de Upamecano no eixo da defesa do Leipzig! O central francês cortou tudo o que tinha para cortar, tendo sido crucial no primeiro tempo ao evitar o golo de Lewandoski em cima da linha. Errou apenas ao cometer grande penalidade sobre o número 9 dos bávaros, mas o lance acabaria por ser anulado devido a fora de jogo na jogada. De resto, revelou ser uma verdadeira muralha. Intransponível, por sinal.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Bayern

Sèrge Gnabry – Não foi de estranhar a sua substituição nos primeiros minutos do segundo tempo. O avançado alemão ocupou a vaga deixada por Perisic na última jornada, mas acabou por não estar à altura do desafio, tendo protagonizado uma exibição muito apagada na ala esquerda do ataque dos bávaros. Sem remates, sem desequilíbrios e sem contribuir de forma criteriosa para as investidas ofensivas da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN

Hans-Dieter Flick decidiu repetir o “onze” que derrotou o Mainz na jornada anterior, trocando apenas Perisic por Gnabry no flanco esquerdo. Jogando num 4-2-1-3, o Bayern apresentou-se em campo com Goretzka mais adiantado no meio campo nas ações ofensivas, tendo este sido o principal elo de ligação para as oportunidades criadas pelo trio da frente. A estratégia resultou no primeiro tempo, mas não tanto na segunda parte, numa fase em que o Bayern nunca se conseguiu encontrar de modo a seguir a sua ideia de jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (5)

Davies (7)

Alaba (7)

Boateng (5)

Pavard (6)

Thiago Alcántara (7)

Kimmich (7)

Gnabry (4)

Goretzka (6)

Müller (6)

Lewandowski (7)

SUBS UTILIZADOS

Coutinho (6)

Lucas Hernandez (6)

Comam (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Julian Nagelsmann fez duas mexidas em relação ao “onze” utilizado na jornada anterior, com a colocação de Angeliño e Dani Olmo nas vagas deixadas por Mukiele e Forsberg, respectivamente.  Face às preocupações defensivas (com golos sofridos nos últimos seis jogos), o Leipzig apostou numa linha de quatro defesas, com os laterais a fazer a dobra em todas as investidas do adversário e isso acabou por se revelar letal no primeiro tempo. Ao longo de todo o jogo, o Leipzig sobre pressionar com critério e a sua construção fluiu naturalmente, mas a diferença residiu no critério no último passe, um índice que melhorou na segunda parte.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulácsi (7)

Halstenberg (7)

Upamecano (8)

Klostermann (6)

Angeliño (6)

Laimer (5)

Sabitzer (6)

Tyler Adams (6)

Dani Olmo (6)

Timo Werner (7)

Nkunku (6)

SUBS UTILIZADOS

Schick (5)

Lookman (-)

Poulsen (-)

 

Foto de Capa: FC Bayern

artigo revisto por: Ana Ferreira