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Gabriel Martinelli, prazer

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Os mais atentos à realidade do futebol internacional já terão, certamente, ouvido este nome que soa a italiano, mas que denomina um brasileiro em ascensão na zona norte de Londres. Trata-se de Gabriel Martinelli. Uma das (poucas) coisas boas que o Arsenal FC tem apresentado esta temporada. Um diamante por lapidar, e uma enorme surpresa, devido ao salto hiperdimensional que deu para chegar aí.

Martinelli mudou-se para a capital inglesa no verão de 2019, proveniente do Ituano FC (atualmente na Série C) por uma verba a rondar os sete milhões de euros. Destacou-se no campeonato Paulista com apenas 17 anos, onde foi premiado como “Jogador Revelação”. Antes de ingressar nos gunners, chegou a prestar provas no Manchester United e no Genk.

Numa era em que o Arsenal não vive os seus melhores dias, o jovem brasileiro aproveitou a falta de alternativas aos consagrados (Aubameyang e Lacazette) e começou a dar nas vistas, sobretudo na fase de grupos da Liga Europa. É ponta de lança de origem, mas também pode jogar a partir da faixa esquerda ou como segundo avançado.

Apesar de não ser um titular indiscutível, tem sido impressionante a rápida adaptação ao futebol europeu e à Premier League, por parte de um jogador, que nem sequer jogou o Brasileirão, nem tinha vestido a camisola das camadas jovens do escrete até novembro do ano passado, quando foi chamado aos sub-23.

A atitude também é uma das virtudes de Martinelli, apontada por treinador e companheiros
Fonte: Arsenal FC

Em termos de perfil, é um atleta que, apesar de franzino, não se encolhe nos duelos. É perfeito para jogar em contra-ataque, ainda que em ataque organizado também não seja carta fora do baralho. Tecnicamente, carateriza-se pelo fino recorte técnico, mas não é daqueles que se agarra à bola com “rodriguinhos” (o que seria normal na sua idade). Acima de tudo, vejo-o como um jogador objetivo e com uma maturidade, a todos os níveis, fora do normal.

Voltando ao panorama das seleções, é bom que o Brasil se apresse em convocá-lo para a equipa principal, nem que seja, com a intenção de o “reservar” para o futuro. Martinelli, à imagem de diversos jogadores brasileiros, tem passaporte italiano, o que significa que também pode ser chamado para representar a squadra azurra.

Em dezembro passado, tornou-se no mais jovem da história do Arsenal a marcar na Premier League, na sua estreia como titular. A cumprir a primeira época em Inglaterra, Gabriel Martinelli, soma dez golos e quatro assistências, em 22 jogos para todas as competições. Números bem interessantes para quem passa da quarta divisão do país do samba, para o “melhor campeonato do mundo”.

Se formos a ter em conta o contexto em que se encontra, parece-me o melhor possível para continuar a sua evolução. Num clube grande, agora com um treinador da “escola Guardiola” e conhecedor do futebol inglês, tem todos os ingredientes para uma carreira de sucesso. Pode contar ainda com dois “professores catedráticos” para lhe ensinarem tudo o que sabem sobre a posição: Pierre-Emerick Aubameyang e Alexandre Lacazette.

Ronaldinho já veio a público compará-lo com Ronaldo “Fenómeno” … Não elevem demasiado as expectativas. Vamos lá ter calma com os miúdos.

Foto de Capa: Arsenal

Real Madrid CF x Club Atlético Madrid: Superioridade Real perante Atlético em crise?

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Destino de Simeone pode estar em risco em caso de nova decepção

Um dérbi é sempre um dérbi, e este sábado Real e Atlético de Madrid apesar de viverem estados de forma distintos, vão querer sair do jogo com a vitória. O Real Madrid, atravessa a sua melhor forma a nível doméstico, liderando a La Liga e já vai longe a última derrota dos merengues, que data do mês de Outubro. Zidane conseguiu pegar num grupo de trabalho que no início de época, apesar de apetrechado, não estava a render o desejado, actualmente, os merengues são a melhor equipa a jogar na La Liga.

UMA VITÓRIA DO ATLÉTICO DE MADRID NO BERNABÉU TEM UMA ODD DE 4.95! SERÁ QUE A TURMA DE SIMEONE VAI INVERTER O MAU MOMENTO NO DÉRBI DE MADRID? APOSTA JÁ!

Quanto ao Atlético de Madrid, mais que se encontrar com os resultados, a equipa não se consegue encontrar com ela própria, com a sua identidade, e isso tem sido apanágio nos jogos mais recentes, onde o rendimento tem sido insatisfatório. Simeone, começa a não ter argumentos para conseguir justificar este péssimo rendimento que a equipa atravessa, e a onda de contestação aumenta a cada ponto perdido. Este jogo vai ser o teste ideal para trazer a confiança aos Colchoneros. Prevê-se um encontro bastante equilibrado, fazendo jus às últimas deslocações dos Colchoneros para o campeonato onde não perdem desde 2012! Poderá este ser um factor importante, pese embora, a forma actual de ambas as equipas.

 

COMO JOGARÁ O REAL MADRID?

O 4-3-3 de Zidane já está mais fluido e isso nota-se no rendimento da equipa. Também a evolução de alguns jogadores têm ajudado a essa fluidez de jogo. Claro que os resultados ajudam mas a equipa tem mostrado um bom rendimento e dinâmica, e a liderança na La Liga é o espelho do trabalho de Zidane.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Real Madrid CF

Benzema (Real Madrid) – O avançado francês é sempre um dos jogadores mais esclarecidos da equipa, num jogo tão fechado como se espera que seja, Benzema poderá ser a chave que  abrirá à porta da vitória para o Real Madrid.

XI PROVÁVEL

4-3-3 – Courtois, Carvajal, Ramos, Varane, Mendy, Kroos, Casemiro, Modric, Isco, Benzema, Rodrygo  

COMO JOGARÁ O ATLÉTICO DE MADRID?

Simeone não fugirá do seu habitual sistema, o 4-4-2, mas vai precisar de um novo fulgor se quer fugir do estigma que a equipa tem atravessado. Sem Diego Costa e João Félix,ambos lesionados, não é crível que o técnico argentino mude de sistema táctico. Correa poderá ser o companheiro de Morata na frente de ataque, e Vitolo poderá também ser uma das novidades da equipa.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Atlético de Madrid

Jan Oblak(Atlético Madrid) – O “muro” esloveno vai ser a última barreira que o Real terá que atravessar, sempre concentrado Oblak é um mais garante nesta equipa colchonera e poderá estar nas suas mãos o destino da equipa.

XI PROVÁVEL

 4-4-2 – Oblak, Lodi, Felipe, Hermoso, Vrsaljko, Vitolo, Saul, Thomas, Herrera, Morata e Correa

Foto de Capa: Atlético Madrid

Os 5 predestinados à presidência do SL Benfica

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O cargo de presidente é um dos mais importantes, seja em que organização for, e no futebol não é diferente.

Foi na antevisão do jogo FC Paços de Ferreira-SL Benfica que Bruno Lage, face aos rumores de uma possível transferência de Rafa Silva para um tubarão europeu, disse: “O Rafa? O que acho e sinto, até pelo que ele já me disse, é que o sonho dele é ser presidente do Benfica.”

Como Luís Filipe Vieira não será eterno, decidimos fazer uma lista de cinco jogadores/ex-jogadores que podem, um dia, vir a ser presidentes do Sport Lisboa e Benfica.

Rio Ave FC 2–2 FC Famalicão: Pragmatismo, a palavra de ordem

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DO FC FAMALICÃO E SEGUNDA PARTE DE RIO AVE FC DITAM EMPATE NOS ARCOS

O Rio Ave FC chegou a este encontro depois de uma vitória em casa do Vitória SC e o FC Famalicão vinha de uma derrota em casa, contra o CD Santa Clara. Os momentos dos clubes faziam antever um sensível favoritismo para os da casa. Foi uma primeira parte atipicamente má para o conjunto da casa. Tarantini e Filipe Augusto, como elementos mais recuados do meio-campo, não estiveram bem e o Famalicão percebeu eu era aí que tinha que pressionar. Já na segunda metade, as substituições promovidas por Carlos Carvalhal surtiram efeito e tiveram influência direta nos dois lances que deram o empate ao Rio Ave. Foi um bom jogo de futebol, no qual o domínio foi repartido pelas duas equipas por partes. A palavra do jogo foi pragmatismo, esteve melhor em cada metade do jogo a equipa que conseguiu ser mais incisiva nas suas decisões. O conjunto da casa, deu uma vantagem de dois golos na primeira parte, mas na segunda foi a tempo de recuperar a desvantagem e de empatar o jogo.

 

A FIGURA

Fonte: Swansea City FC

Carlos Carvalhal – Viu a sua equipa recolher aos balneários com dois golos de desvantagem e soube que substituições tinha que fazer para recuperar deste resultado negativo. Decidiu lançar Gelson Dala e Carlos Mané depois do regresso dos balneários e a dupla foi influente na ofensiva vila-condense. Ofereceram dinâmica e qualidade de decisão no último terço e foram a chave para que Carvalhal ainda conseguisse sair deste jogo com pontos.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Famalicão

FC Famalicão – A equipa sensação da primeira volta não tem vindo a surpreender nas últimas jornadas. Não conseguiram ter bola e apenas conseguiram chegar aos dois golos na primeira parte, depois de ofertas do Rio Ave. A ideia de jogo parece estar algo gasta e os jogadores demonstram alguma desmotivação ao longo dos noventa minutos, algo que não tem sido típico neste conjunto de João Pedro Sousa.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Foi uma primeira parte fraca do Rio Ave, com várias desatenções no seu meio campo que levaram a perdas de bola comprometedoras. A equipa estava a tentar controlar o jogo com o seu típico 4-4-2, mas o meio-campo vila-condense não conseguiu ligar-se ao jogo e pecou por falta de pragmatismo. A ideia de jogo era simples: atrair a equipa do Famalicão para uma das alas e depois aproveitar os movimentos de Diego ou de Nuno Santos, a baixar, para colocar a equipa rapidamente na ala contrária, que estaria desocupada. Este modelo apenas resultou por duas vezes e foram esses os únicos momentos mais perigosos do Rio Ave na primeira parte, mas sem conseguir rematar à baliza uma única vez. A falta de posse de bola do Famalicão permitiu que o Rio Ave conseguisse controlar melhor a posse de bola na segunda parte. Carlos Carvalhal lançou Dala e Carlos Mané para a segunda metade e o angolano deu mais dinâmica ao ataque vila-condense. Se há algo que ficou bem claro neste jogo foi que o Rio Ave de Carlos Carvalhal não abdica da sua identidade de jogo, nem mesmo em situações extremas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Matheus Reis (7)

Filipe Augusto (5)

Borevkovic (6)

Diogo Figueiras (5)

Tarantini (6)

Diego (6)

Nuno Santos (6)

Piazon (5)

Aderlan Santos (5)

Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

 

Gelson Dala (8)

Carlos Mané (7)

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Na primeira metade da partida, o Famalicão optou por pressionar os centrocampistas do Rio Ave. O conjunto de João Pedro Sousa acabou por conseguir aproveitar duas perdas de bola no seu meio-campo ofensivo e libertou sempre, rapidamente, a bola. Os visitantes abdicaram da posse de bola e procuravam recuperar a bola e ser pragmáticos na saída com bola, jogando num 4-3-3. Os laterais foram Lionn e Centelles (Coly foi para o banco e Ivo Pinto não foi convocado) e diferença notou-se. Houve mais consistência defensiva, mais entrosamento entre os jogadores e mais critério de decisão. Esta receita na primeira parte, mas na segunda, com as mexidas do Rio Ave, acabou por ser escassa. A equipa não conseguia sair do seu meio-campo, porque os alas estavam comprometidos defensivamente, face à boa pressão do Rio Ave. O conjunto da casa, deu uma vantagem de dois golos na primeira parte, mas na segunda foi a tempo de recuperar a desvantagem e de empatar o jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná (6)

Lionn (6)

Rúben Lameiras (6)

Fábio Martins (7)

Gustavo Assunção (6)

Riccieli (6)

Toni Martinez (7)

Roderick (5)

Pedro Gonçalves (7)

Centelles (6)

Racic (6)

SUBS UTILIZADOS

Anderson(6)

Walterson (-)

Guga (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

Rio Ave FC

BnR: Mexeu bem à entrada para a segunda parte, mas não esgotou as alterações. Sentiu que, naquele momento crítico do jogo (depois do golo do empate) podia desequilibrar a equipa se fizesse a terceira alteração?

Carlos Carvalhal: A citação é esta: mexemos para ganhar. Fazemos 1-2 e um 2-2 e se marcarmos um 3-2 tenho que recompor a linha defensiva e como a equipa estava bem e reagiu bem e estava por cima no jogo, não senti necessidade de fazer essa terceira alteração.

FC Famalicão

BnR: Não é a primeira vez que o Famalicão se encontra numa posição confortável em jogo (em vantagem por mais de um golo) e que se deixa empatar. O que acha que está a faltar em termos táticos à sua equipa para conservar a vantagem?

João Pedro Sousa: Hoje defrontamos uma equipa fortíssima. E cabe-nos perceber que o Rio Ave tem as suas qualidades. Mas concordo que temos que gerir melhor esse momento do jogo para conseguirmos sari dos jogos com os três pontos. Vamos trabalhar nesse sentido para que não volte a acontecer.

Foto de Capa: Rio Ave FC

 

 

 

 

Portugal 2-2 Finlândia: Minutos finais evitam derrota

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 A CRÓNICA: ESFORÇO FINAL RECOMPENSADO

Este jogo, muito importante para manter a liderança isolada do grupo A, face à vitória da Itália sobre a Bielorrússia pouco antes, começou de forma parecida ao jogo inaugural. Mais pendor ofensivo da nossa seleção e um jogo mais expectante da Finlândia, que já provou no jogo de ontem que ataca pouco, mas quando lá chega com perigo, é letal. Prova disso foi o golo numa das poucas oportunidades que criou, perante uma equipa de Portugal com maior volume de jogo e maior quantidade de remates, mas um pouco inconsequente aquando da finalização.

Tal como ontem, chegámos ao intervalo com o mesmo parcial do jogo de ontem (0-1), numa parte em que tivemos uma oportunidade de ouro para poder empatar, mas Fernando Cardinal não conseguiu converter o livre direto de dez metros a castigar a sexta falta da Finlândia, muito mérito também para o guardião na forma como defendeu o remate do pivot português.

Havia, novamente, muito a melhorar no tempo de descanso e a expetativa era ocorrer precisamente o mesmo que na jornada inaugural, uma total reviravolta nos segundos 20 minutos. Na segunda parte começamos muito bem, com algum azar no toque decisivo, várias bolas na madeira, ao poste e à barra. O maior desespero de Portugal em marcar um golo que pudesse empatar o encontro permitiu alguns contra-ataques rápidos e eventualmente letais dos finlandeses, e aos 8 minutos da etapa complementar foi precisamente isso que sucedeu, com o dobrar da vantagem dos nórdicos no encontro.

O tempo restante chegava e sobrava para tentar inverter o rumo dos acontecimentos, mas era visível a apreensão na cara do selecionador nacional. Nos últimos cinco minutos, chegava a hora da seleção tentar arriscar tudo com a utilização do guarda-redes avançado, cabendo essa função a Tiago Brito.

Nos últimos dois minutos, Bruno Coelho deu uma nova esperança aos adeptos portugueses, com a conversão de um livre direto e no minuto final, após inúmeras tentativas, finalmente surgiu o golo da igualdade, por intermédio de Cardinal, num momento em que as bancadas explodiram de alegria pois dependemos só de nós para irmos ao mundial, sendo necessário vencer a Itália no derradeiro jogo, a disputar no Domingo.

A FIGURA

Fonte: Futsal Suomi

Savolainen – Que enorme exibição do guardião finlandês, com muitas defesas brilhantes e eficazes à mistura e um contributo decisivo da sorte, praticamente sempre do seu lado. Não fossem os dois minutos finais e uma exibição de sonho, sem golos sofridos durante praticamente todo o jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF

Finalização de Portugal – Não podemos falhar tantas oportunidades claras de golo, pois num jogo como contra a Itália isso pode custar muito caro. Hoje não deu para ganhar mas conseguimos resgatar o empate nos derradeiros segundos mas temos que trabalhar melhor essa parte do jogo, sob pena de sofrermos um dissabor no futuro.

 

PORTUGAL – ANÁLISE TÁTICA
A estratégia foi semelhante ao primeiro jogo, com a única diferença a ser a utilização do 5×4 até quase ao fim do jogo. A raça e alma da equipa foram incríveis, mas continuamos com uma grande dificuldade na finalização, hoje também tivemos algum azar, com muitas bolas nos “ferros”, mas há que melhorar este aspeto que pode ser decisivo no domingo, por exemplo.

CINCO INICIAL

1 André Sousa (GK) (6)

2 André Coelho (6)

7 Cardinal (8)

8 Bruno Coelho (8)

10 Ricardinho (C) (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

3 Erick (6)

4 Nilson Miguel (6)

     5 Fábio Cecílio (6)

6Pedro Cary (6)

9 João Matos (7)

11 Pany Varela (6)

13 Tiago Brito (6)

14 Miguel Ângelo (6)

FINLÂNDIA – ANÁLISE TÁTICA

A tática dos nórdicos seria perfeita, não fossem os dois últimos minutos. Exímios na defesa, com muita sorte à mistura e uma exibição soberba de Savolainen, e letais no contra-ataque. Mesmo que não consigam o apuramento, já conseguiram o enorme feito de travar Itália e Portugal em dias consecutivos.

CINCO INICIAL

1Savolainen (GK) (9)

2Autio (C) (7)

3Hurme (7)

10Hosio (6)

13Korpela (6)
SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

12Koivumäki (GK) (7)

4Vanha (6)

5Jyrkiäinen (6)

7Junno (6)

8Korsunov (6)

11Lintula (6)

14Teittinen (6)

15Lukkari (6)

Foto de Capa: FPF

SL Benfica 3-2 Belenenses SAD: Chiquinho-mate!

A CRÓNICA: INDIVIDUALIDADES PESAM NAS CONTAS

Sentia-se um dia de inverno no Estádio da Luz e o jogo começou, também ele, muito frio e sem história. Foi preciso esperar 20 minutos para uma grande oportunidade de perigo, que pertenceu ao Belenenses SAD. Um livre bem batido por parte de Silvestre Varela que só não entrou por causa de uma grande defesa de Vlachodimos, que voou para a bola e para uma bela fotografia.

Sem grandes oportunidades de perigo de parte a parte, tínhamos uma partida muito jogada a meio campo. Taarabt rasgou a defensiva dos azuis e passou para Cervi. O argentino cruzou para a área onde apareceu Vinicius. À primeira, a barra negou o golo ao brasileiro, mas depois foi à insistência, ganhou a bola e rematou cruzado para o primeiro dos encarnados (1-0). O número 95 iguala Pizzi na lista de melhores marcadores da Liga (12 golos).

A grande defesa de André Moreira, após o remate de Rafa de fora da área, impediu o golo encarnado aos 37 minutos. Mas, no minuto seguinte, já nada podia fazer. Canto de Pizzi do lado esquerdo, passe de cabeça de André Almeida e depois foi Taraabt a aparecer como um goleador, e a disparar uma autêntica bomba para o 2-0. Digamos que foi um penalti em andamento, visto que o marroquino estava na zona dos 11 metros.

A segunda parte começa a lume brando, talvez com um Benfica a pensar numa semana complicada com os dois jogos que estão por vir. O grande perigo até começou por ser imposto pela equipa de Petit. Aos 64 minutos, Vlachodimos, quase à queima-roupa, nega o golo ao Belenenses SAD depois de uma grande confusão dentro da área. O perigo ainda continuava iminente mesmo depois da defesa do guarda-redes. O médio Show remata com o pé direito ligeiramente descaído para o lado esquerdo, à entrada da área, mas quem deu show foi também o número 99 do Benfica, que defendeu o lance bastante perigoso.

O Belenenses SAD entrou muito bem nesta segunda parte e conseguiu mesmo reduzir a desvantagem. Aos 70′, depois de uma defesa encarnada completamente a dormir, Varela cruza e um erro de Ferro permite o golo ao Belenenses SAD. Mas apesar de o Benfica ter estado a tremer, consegue ser feliz, novamente, graças a um homem saído do banco. Bem, parece que se está a tornar tendência, não? Pois bem, Chiquinho marcou o 3-1 depois de uma grande combinação entre Rúben Dias, Vinicius e o próprio, alienado também, verdade seja dita, com alguma passividade por parte dos azuis.

Mas as emoções não tinham meio de acabar. Varela, nos últimos minutos, ainda conseguiu espalhar o pânico no corredor do flanco esquerdo. Rafa trava o seu colega em falta e acaba mesmo por cometer uma grande penalidade, assinalada pelo árbitro Nuno Almeida. Aos 87 minutos, Licá traduz o pontapé dos onze metros no golo do 3-2 no Estádio da Luz.

O resultado permaneceu intacto até ao final. O SL Benfica conseguiu levar a vantagem por 3-2, num jogo em que as individualidades das águias pesaram muito. Principalmente, em alturas em que o Belenenses SAD tentava investir e dar uma resposta à desvantagem.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Taarabt – Esteve muito bem esta noite. De salientar também a excelente exibição de Odysseas que, à sua semelhança, foi uma peça fundamental no jogo de hoje. Enquanto Taarabt estava a ser fulcral na construção de jogadas em busca da vitória, o guarda-redes encarnado, por outro lado, estava a ser importantíssimo para segurar a vitória no lado da baliza.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Segunda Parte do SL Benfica – Os encarnados acabaram por ser felizes, é verdade, mas o seu segundo tempo teve muito que se lhe diga. O Belenenses SAD fez uma segunda parte de grande qualidade e apenas as individualidades conseguiram dar resposta ao ímpeto da equipa de Petit, após o intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA 

Os comandados de Bruno Lage voltaram a entrar em campo com o típico 4-4-2, em que Vinicius e Rafa voltaram a ser as opções para a frente de ataque a dois. A única troca existente no onze inicial foi mesmo a saída de Gabriel, que ficou no banco, para a entrada do marroquino Adel Taarabt, que fez dupla com Weigl. Talvez uma opção para jogar mais em jogo interior do que com passes mais longos como, normalmente, o brasileiro aposta muito.

A estratégia não mudou muito na segunda parte, mas a atitude da equipa, bastante! Dava ideia que já se geria o jogo conforme as comodidades benfiquistas. Claro está numa semana em que os encarnados vão defrontar o FC Famalicão para a Taça de Portugal e o FC Porto no Estádio do Dragão. Nos momentos finais da partida, numa altura em que o jogo estava mais partido, as individualidades acabaram mesmo por fazer a diferença.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (8)

André Almeida (4)

Rúben Dias (5)

Ferro (4)

Grimaldo (5)

Weigl (6)

Taarabt (9)

Pizzi (5)

Cervi (7)

Rafa (5)

Vinicius (7)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (8)

Gabriel (6)

Seferovic (-)

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Petit apostou no mesmo onze inicial que venceu o Portimonense SC na última jornada do campeonato, mas com algumas trocas de posições, como Nuno Coelho, que estava no centro da defesa no jogo anterior, a trocar de posição com Akas Chimas. Esta alteração aconteceu devido à aposta de um 5-4-1 para defender. Um jogo onde se viu, claramente, que estavam a aproveitar o espaço ao longo de todo o campo e a controlar bem o meio campo, fosse a defender ou a atacar.

O 5-4-1 muito elástico a defender e o 3-4-2 do Belenenses SAD, quando tinha a bola, fez com que o Benfica sentisse o atrevimento do seu adversário. Principalmente, nos minutos iniciais da partida. Ainda assim, o peso das qualidades individuais das águias foi sobrepondo-se cada vez mais ao seu adversário.

O Belenenses SAD voltou com a mesma estratégia na segunda parte e, com um Benfica mais apático também, conseguiu causar estragos. Não suficientes para conseguir arrecadar pontos, mas fica a nota para uma excelente segunda parte do Belenenses SAD que lutou, olhos nos olhos, com o atual líder do campeonato.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (7)

Tiago Esgaio (5)

Gonçalo Santos (6)

Akas Chima (5)

Nilton Lopez (6)

André Santos (7)

Nuno Coelho (-)

Show (7)

Silvestre Varela (7)

Mateo Cassiera (6)

Licá (7)

SUBS UTILIZADOS

Matias (5)

Phete (5)

Chano (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica 

Não foi possível fazer perguntas ao treinador do SL Benfica, Bruno Lage. 

Belenenses SAD

BnR: Preparou o jogo para aproveitar, de certa forma, alguma debilidade defensiva do André Almeida que estava em risco para o Clássico e também por ser este o melhor lado de construção da sua equipa?

Petit: Nós jogamos a procurar espaços interiores, mas também as alas. Um miúdo como o Nilton fez um grande jogo. Não quero individualizar. Mas houve aqui jogadores, como o Show, como o Chima, que saem a jogar e que nos dão mais consistência. Mas, acima de tudo, nós tentámos de fora, de dentro, conforme aquilo que trabalhámos para este jogo. Depois temos de analisar os dois golos que não são nada fáceis de marcar, derivado às poucas oportunidades que tivemos.

Rescaldo de opinião de Inês Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

O Passado Também Chuta: Andriy Shevchenko

Andriy Shevchenko foi o melhor jogador do futebol ucraniano, tendo passado por três clubes, Dynamo Kyiv, AC Milan e Chelsea, uma carreira repleta de golos e títulos. Hoje, orienta com sucesso a seleção da Ucrânia. No ano de 2004, venceu o Ballon D’or, pela revista France Football.

Sheva ingressou nos escalões de formação do Dynamo Kyiv, com apenas 9 anos, depois de ter praticado golfe e hóquei no gelo. Aos 18 anos, era visto como uma das grandes promessas do futebol ucraniano, tendo realizado a sua estreia na equipa principal, na época 94/95.

No Dynamo Kyiv, teve duas passagens ao longo da sua carreira, entre 1995 e 1999, e antes de se retirar dos relvados, entre 2009 e 2012. No clube ucraniano, contabilizou 251 jogos e 126 golos marcados, conquistando cinco campeonatos, três Taças da Ucrânia e uma Supertaça.

No verão de 1999/2000, após tornar-se a maior estrela do futebol ucraniano, sendo decisivo no Dynamo Kyiv, transfere-se para San Siro. Em 1999, o AC Milan investiu cerca de 23.91 M€ para adquirir o passe do jovem internacional ucraniano. Mais uma vez, a história de Andriy Shevchenko seria de golos, vitória e títulos, ao serviço do gigante italiano.

Andriy Shevchenko representou o Milan, durante oito épocas, somando 322 jogos e 174 golos marcados, conquistando uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um campeonato, uma Taça de Itália e uma Supertaça.

A página dourada de Sheva em Milão remete para a final da Liga dos Campeões no dia 28 de maio de 2003, perante a Juventus, disputada em Old Tradford. Após um empate a zero no tempo regulamentar e prolongamento, a decisão foi levada para as grandes penalidades, sendo Shevchenko a marcar a decisiva no frente-a-frente com Buffon. Em 2005, voltaria a ser finalista da Liga dos Campeões, tendo o Liverpool vencido o Milan na lotaria dos pontapés de penálti.

Na época 2006/2007, Andriy Shevchenko protagonizou uma transferência sonante, rumando ao futebol inglês para vestir a camisola do Chelsea, a troco de 43.88 M€. No clube londrino esteve apenas duas temporadas, vencendo uma FA Cup e uma Taça da Liga Inglesa, contribuindo com 22 golos, em 77 partidas. Na temporada de 2007-2008, o Chelsea atingiu a final da Liga dos Campeões, tendo sido derrotado pelo Manchester United de Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo, no recurso às grandes penalidades. Nesta terceira final da sua carreira, Shevchenko não saiu do banco de suplentes.

No Dynamo Kyiv, Shevchenko venceu nove títulos, tornando-se uma estrela e um ídolo do clube ucraniano
Fonte: FIFA

Nas quatro temporadas que se seguiram, Shevchenko representou, por empréstimo, o Milan e, a título definitivo, o seu Dynamo Kyiv, retirando-se dos relvados aos 35 anos.

Ao serviço da seleção da Ucrânia, Andriy Shevchenko deixou também a sua marca, somando 111 internacionalizações e 48 golos marcados. Esteve em duas grandes competições: no Euro 2012 disputado no seu país, onde não foi além da fase de grupos, e, ainda, no Mundial 2006, onde seria eliminado pela campeã mundial Itália, nos quartos-de-final.

Para sempre, Andriy Shevchenko será recordado pelos rossoneri e pelos adeptos do Dynamo Kyiv. Mas sobretudo, por ter-se tornado a principal figura do futebol ucraniano e um craque a nível mundial, que impressionou pelos dribles e pela frieza finalizadora, ao longo da sua carreira.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Joana Mendes

A alma portista desvaneceu-se no nevoeiro da Invicta

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“Dragões juntos” – é o lema para esta temporada, mas até agora ainda não se comprovou e, pelas minhas contas, a tendência vai ser sempre a piorar. O momento é delicado e as perguntas sucedem na cabeça daqueles que se mostram incrédulos com a fase que o clube atravessa. Surgem as dúvidas… quando é que começou esta crise? O que a motivou? Ainda há retorno?

Por entre dúvidas, lamentos e contestações, surgem os primeiros indícios de que as coisas estão, realmente, mal. Sérgio Conceição, após a derrota na final da Taça da Liga diante do SC Braga, admitiu que não havia união. A pergunta que surge é: desde quando é que não há?

Um clube que se rege pela transparência e pela forma índole como trata os seus elementos, não pode, de um dia para o outro, apresentar desunião e mal-estar. Esse vai ser sempre o primeiro passo para o descalabro, seja qual for o clube.

Em boa verdade, e mesmo que isso me cause alguma dor, eu também acredito que não haja união e acredito, sobretudo, que tudo começou na estrutura e está a estender-se até aos jogadores.

2020 é um ano especial por ser um ano de eleições. O presidente Jorge Nuno Pinto da Costa – que assumiu a presidência do clube em 1982 -, vai voltar a recandidatar-se e, possivelmente, voltará a ganhar, exceto se tiver oposição. E ainda assim, mesmo tendo, dificilmente perderá. Nas últimas eleições – em 2016 – o presidente concorreu sem opositores e, inevitavelmente, venceu, mas, pela primeira vez, teve resultados surpreendentes, com 79% dos votos, naquela que foi a votação mais baixa de sempre desde que foi eleito pela primeira vez. Em 2403 votos 505 foram nulos.

Os resultados talvez já fossem uma previsão daquilo que seriam os anos seguintes. O presidente continua a ser amado por todos os adeptos, continua a ser um ícone no mundo desportivo, principalmente por ser o presidente mais titulado do mundo, mas aquilo que todos os adeptos sentem – e talvez sintam bem – é que Pinto da Costa já pouco ou nada manda. E é aí que entram as pessoas que vivem na sombra do clube, e que causam tanta indignação aos adeptos. O nome do filho do presidente, Alexandre Pinto da Costa, vem sempre associado às controvérsias, pela forma como também se integra no clube, mas sem se manifestar publicamente. Nada está provado e nem são factos evidentes, mas as dúvidas pairam. Desde 2013, o FC Porto apenas venceu dois campeonatos e duas supertaças. Está ser um dos períodos mais conturbados da história do clube. Não só por não vencer, mas porque todos os anos o projeto fracassa.

E é nesse ponto que entra também a falta de um plano desportivo. O clube começou a temporada com as mesmas ambições de sempre, mas acaba sem taças para o museu. Sonha, ambiciona, mas não realiza, não concretiza. Falta gestão, falta preparação e, talvez, até falte Antero Henrique. Na altura em que saiu, os adeptos ficaram contentes, mas até agora tem sido sempre a piorar, talvez tenha sido usado apenas para esconder aquilo que ninguém queria que se soubesse.

A par da má preparação e gestão de cada nova temporada, está também a forma leviana com que entram e saem jogadores. Na temporada passada, Brahimi e Herrera – jogadores ímpares no clube – saíram a custo zero. Jogadores influentes e importantes não renovaram, e saíram sem dar qualquer lucro ao clube. Como é que se explica esta falta de gestão? De que forma é que isto podia ser evitado? O que é certo é que já surge o nome de Alex Telles como o próximo jogador a sair e a não dar qualquer lucro ao clube. Um jogador tão fundamental como é o brasileiro pode sair sem que o clube receba rigorosamente nada.

Mas há ainda um caso mais recente de tremenda incompetência: Iván Marcano.
O central, que envergava a braçadeira, saiu do clube também a custo zero e, um ano depois, voltou por cinco milhões de euros. Resumindo, não só não deu lucro como ainda deu prejuízo. Torna-se surpreendente esta gestão danosa.

Sérgio Conceição não é o culpado de todos os males do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Para além destas saídas e entradas pouco convincentes, o FC Porto depara-se com um problema grave que já tem dois anos: o lado direito da defesa.
A dupla saída de Ricardo Pereira e de Diogo Dalot em 2018 ligou os alarmes no clube, mas até agora as contratações foram completamente ao lado. Manafá e Saravia não corresponderam e o treinador até Corona utiliza nesse setor. O que é certo é que neste mercado de inverno podia ter feito alguma coisa para contornar o problema, mas nem uma mexida, e porquê? Porque, mais uma vez, falta orçamento. E esse orçamento falta porquê? Porque não se capitalizou jogadores para depois haver um investimento.

A falta de verbas para ir ao mercado tem que ver com a má negociação de jogadores, mas é nessas alturas que entra a racionalidade. Se um clube não tem financiamento para ir ao mercado, então tem de potencializar os jogadores da formação. O treinador Sérgio Conceição até tem feito isso, mas de uma forma nem sempre consistente. Apostou em Diogo Costa e Diogo Leite, mas deixou sair Rúben Neves por um valor absolutamente ridículo. Isto para concluir que há situações em que o treinador entende que os jogadores podem ser rentáveis, como tem sido o caso de Romário Baró e Fábio Silva, mas depois tem uma dificuldade enorme em assumir o peso da aposta e acaba por provocar uma baixa de rendimento nesses mesmos atletas, que apenas aquecem o banco.
Se há dificuldades financeiras e se não é possível ir ao mercado buscar reforços que tapem lacunas, então torna-se imperial apostar nos jovens da casa. Mas tão importante como apostar nos jovens da casa é, posteriormente, conseguir aumentar a cláusula de cada um deles.

A nível de reforços, o FC Porto está a anos luz daquilo que já foi. Esta época conta com os reforços mais velhos dos últimos dez anos, com uma média de idades a rondar os 27,29. Em comparação com a época 2010/2011, os números divergem muito. Nessa temporada – em que o FC Porto esteve no auge – a média de idade dos reforços era apenas de 21,7. O que significa que, no futuro, para serem vendidos, o valor no mercado vai ser muito baixo, pela idade e pela forma física que podem eventualmente apresentar. Um dado assustador, mas que certamente pode justificar o futebol pobre que a equipa tem praticado.

Sérgio Conceição alterou radicalmente a forma do FC Porto jogar. Se há uns tempos a equipa tinha posse, critério e qualidade de jogo, agora a equipa apenas procura o avançado. Isto é, joga em profundidade para o membro ofensivo, na expectativa da concretização. Não produz, não vislumbra, não encanta. Falta classe, qualidade e muito mais critério. A equipa apresenta-se lenta, pouco eficaz e sem ideias de jogo. E em termos de concretização, marca menos e sofre mais, evidenciando também a debilidade defensiva. No entanto, a falta de ideias de jogo é evidente até no número de golos marcados através de lances de bola parada. Na época 2017/2018, para o campeonato, o FC Porto marcou 22% dos golos em lances de bola parada e, esta temporada, já elevou para 40,5%. O que significa que este tipo de lances têm conseguido ajudar a equipa a conquistar pontos, ainda assim reforça a má qualidade do jogo corrido.

São vários os fatores que têm feito mossa aos adeptos, há várias opiniões, mas até agora faltam soluções, medidas e um pulso firme. Os jogadores podem dar mais, o treinador pode mudar as coisas, mas tem realmente de ser a estrutura a retratar-se em primeira instância.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 melhores momentos de Kobe Bryant

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Kobe Bean Bryant foi, talvez, dos jogadores mais carismáticos e talentosos que a NBA já viu. Kobe não era apenas um jogador, era uma figura, um exemplo a seguir e também um pai de família bastante devoto, demonstrando sempre todo o apoio e carinho às suas filhas (em especial a Gianna, que também foi vítima do mesmo acidente mortal que o pai, cuja equipa era treinada por Kobe).

De game-winners no último segundo, “afundanços” por cima das estrelas da equipa adversária a recordes que dificilmente serão quebrados, ou até o seu modo de encarar os desafios e a sua persistência em qualquer que fosse o obstáculo a superar, Kobe deixou uma forte marca em todos os amantes do basquetebol à volta do mundo. Fosse porque estivesse, praticamente, a ensinar os bases da nossa equipa preferida a atirar ao cesto, ou pela sua incrível confiança em si próprio, continuando a atirar depois de 10 e 12 lançamentos falhados, muitas foram as lições que este nos passou ao longo da sua carreira, e vida, que, infelizmente, têm um fim amargo e prematuro.

Assim, muitos são os momentos que nos fazem relembrar a lenda com um carinho especial e um sorriso na cara! Desde momentos de jogo que para sempre nos parecerão mágicos, ou outros grandes feitos fora das quatro linhas, fiquem com os melhores momentos (ou os mais sensacionais) a relembrar.

Académica OAF 2-0 Académico de Viseu FC: O duelo de académicos foi vencido pela Sra. Dra. Briosa

A CRÓNICA: A RAZÃO DA BRIOSA

Quando se fala de um duelo de académicos, poderá pensar-se num debate, onde há um silêncio respeitador quando são explanados os argumentos. Algo contrastante com a alegria de um campo de futebol, onde o barulho é uma constante no apoio às partes que procuram a “razão” do jogo. Em Coimbra, foi a Académica a reclamá-la, com toda a justiça.

Os primeiros 45’ foram dominados pelos da casa. O 1-0, apontado por Leandro aos 27 minutos, surgiu como consequência natural, assim como as boas oportunidades de que dispuseram Traquina (remate ao poste) e Marcos Paulo (de livre, obrigou Janota a defesa apertada).

Na 2ª parte, o Académico foi em busca do empate, com Carter em destaque – teve o mérito de se colocar no sítio certo, mas pecou na finalização.
A Académica soube esperar a altura ideal para contra-atacar e matar o jogo. Assim o fez com Traquina a terminar com as ambições viseenses aos 79’.
No duelo de Académicos, venceu aquele que teve mais brio. Aquele não. Aquela. A Srª. Drª. Briosa.

A FIGURA

Fonte: Académica OAF

Traquina – Está num excelente momento de forma e a equipa beneficia dele. Revelou-se importante tanto a atacar (além de marcar o 2-0, agitou o jogo sempre que tocou na bola), como a defender (era o primeiro tampão defensivo sobre o flanco direito defensivo da Académica e não permitiu veleidades a Bruno).

O FORA DE JOGO

Fonte: Académico de Viseu FC

Zimbabwe – Não conseguiu funcionar como tampão defensivo, nem municiar o ataque como lhe era solicitado. Ao invés, revelou-se algo desastrado técnica e taticamente, o que tirou qualidade ao ataque viseense e, ao mesmo tempo, abriu espaço nas suas costas, prontamente explorado pela ofensiva adversária.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica apresentou-se num 4-3-3 sem ponta-de-lança de raíz. Barnes foi a referência ofensiva, muitas vezes apoiado por Chaby, a quem era dado um papel mais dinâmico. Um posicionamento que deu frutos, já que o jogador formado no Sporting teve papel decisivo no golo inaugural.
Com o passar do tempo, a Académica baixou linhas e jogou em busca de uma transição que lhe permitisse matar o jogo. Foi já com Djoussé e Ki em campo que o logrou fazer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (6)
Mike (7)
Silvério (6)
Arghus (6)
Moura (6)
Marcos Paulo (6)
João Mendes (6)
Leandro (7)
Chaby (7)
Traquina (7)
Barnes Osei (6)

SUBS UTILIZADOS
Djoussé (5)
Ki (6)
Sérgio Conceição (4)

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO VISEU FC

O Académico começou por abordar o encontro num 4-4-2 com linhas demasiado baixas, mas bastante compactas.
Depois do primeiro golo do adversário, os laterais passaram a “descolar” da zona defensiva e auxiliaram o ataque, enquanto que os médios-ala passaram a oferecer maior largura.
Uma mudança que começou por criar algo frisson, mas que nada valeu aos viseenses, já que viriam a sofrer mais um golo por força do risco que correram com esta estratégia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Janota (5)
Rui Silva (5)
Pica (4)
Mathaus (5)
Jorge Miguel (4)
João Mário (5)
Zimbabwe (4)
João Oliveira (5)
Bruno (5)
Latyr (5)
Carter (5)

SUBS UTILIZADOS:
Edgar Abreu (4)
Jonathan Cordaso (4)
Fernando Ferreira (4)

BnR na Conferência de Imprensa

Académico de Viseu FC

BnR: Sentiu-se de alguma forma surpreendido pelo facto de a Académica ter-se apresentado sem um ponta de lança de raiz?

Rui Borges: A Académica jogou assim no último jogo, estávamos preparados para que jogassem com o Barnes na frente. Creio que foi mais o psicológico e o cansaço que afetou a equipa.

Também baixámos um bocado mais as linhas na primeira parte um pouco mais do que aquilo que é normal para nós. Pode acontecer isso num ou noutro jogo e isso foi-nos tirando alguma concentração, alguma confiança e saímos penalizados.

Académica OAF

BnR: Djoussé entrou com impacto em Matosinhos, mas decidiu manter Barnes no onze inicial. É uma aposta para manter?

João Carlos Pereira: Eu entendo a discussão à volta do ponta de lança. Aqui o que muda são as características. O Barnes é normalmente extremo, mas tem características de atacante. São decisões ponderadas perante cada tipo de jogo.

Sobre o efeito que surtiu no jogo de hoje, em comparação com o jogo de Matosinhos, acho que o Barnes deu-nos coisas em Matosinhos que a equipa não soube aproveitar. E o Djoussé entra e tem impacto no jogo.

É verdade que o nosso plantel tem poucas soluções. Tenho de gerir de acordo com as necessidades e tentamos somar pontos aliados à qualidade de jogo.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes