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SC Braga 1-0 Sporting CP: Trincão ainda resolve por cá

A CRÓNICA: MAXIMIANO QUASE TUDO PAROU

O conjunto da casa entrou melhor no encontro e dominou por completo a primeira metade, desperdiçando até várias boas oportunidades para se adiantar. Ainda assim, não só dos falhanços dos seus atacantes se pode queixar, já que Maximiano se agigantou entre os postes e fez uma exibição de luxo que quase tudo impediu de entrar na baliza à sua guarda. O Sporting CP até esteve melhor no recomeço, mas foi novamente Maximiano a ter de se mostrar com uma excelente defesa aos 62’.

Dois dias depois de ser confirmado como reforço para o Barcelona FC na próxima época, Trincão até começou no banco, mas entrou para resolver. Numa jogada confusa com vários ressaltos em que Maximiano, Coates e Neto ainda salvaram as primeiras tentativas, finalmente a bola sobrou para Trincão que fez o gosto ao pé e confirmou uma semana de sonho.

Nos instantes finais, o Sporting ainda tentou dar a volta ao texto e teve algumas oportunidades de bola parada, uma das quais Matheus resolveu mal, mas os visitantes não foram capazes de aproveitar a sobra. À pressão da desvantagem os leões ainda deram alguma resposta, mas acabam por sair com uma derrota justa perante o parco nível futebolístico apresentado.

Nota negativa para o árbitro do encontro que, com um critério por vezes incompreensível na amostragem de cartões, acabou por contribuir apenas para aquecer os ânimos, não conseguindo gerir corretamente o jogo.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Maximiano – Num jogo dominado pelo adversário, o jovem guardião esteve impecável nas suas funções, com diversas intervenções que foram mantendo o Sporting na discussão da partida e foi, de longo, o jogador que mais se destacou durante os 90 minutos. Fica, ainda assim, a impressão de que lhe falta ainda ganhar um pouco de tranquilidade nas saídas dos postes.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Tridente ofensivo do SC Braga – De um Paulinho perdulário a um Galeno sem a explosividade habitual e um Ricardo Horta muito apagado, foi um dia não para o tridente atacante que tem espalhado o terror nos adversários nos últimos jogos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Mantendo o já habitual esquema de 3-5-2, Ruben Amorim não surpreendeu e apresentou o onze esperado, ainda que com algumas alterações já que a indisponibilidade de Tormena, Raul (lesão, Novais (castigo) e Palhinha (emprestado pelo Sporting CP) abriu as portas da titularidade a Wallace, Carmo e André Horta. Perante um dia menos bom do trio de ataque, Trincão saltou do banco para mexer com a ofensiva arsenalista e acabou por resolver o encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Esgaio (6)

Wallace (5)

Carmo (5)

Bruno Viana (7)

Sequeira (6)

André Horta (6)

Fransérgio (6)

Galeno (5)

Paulinho (4)

Ricardo Horta (5)

SUBS UTILIZADOS

Trincão (6)

Bruno Wilson (5)

Rui Fonte (-)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

No primeiro jogo da era pós-Bruno Fernandes, o Sporting de Silas nfez algumas mudanças taticamente, com o habitual 4-5-1 a ser alternado a certos momentos com uma linha defensiva de três jogadores. Na defesa, a lesão de Mathieu ofereceu a titularidade ao ex-internacional Luís Neto, que ainda não convenceu nesta passagem pelos leões e, na frente de ataque, Sporar passou a ser a referência, fruto, ainda assim, mais da lesão de Luiz Phellype que da sua boa exibição na estreia frente ao Marítimo. No centro do terreno é que houve um maior ajuste, passando o conjunto verde e branco a atuar com dois médios mais defensivos atrás de Wendel, que só ocupou em parte as funções de Bruno Fernandes, já que foi ajudado pelas várias incursões ao meio de Camacho. No entanto, a ligação à frente acabou por falhar e Sporar por ficar muito isolado. Vietto foi o mais interventivo dos substitutos, mas a saída de Acuña acabou por revelar maiores fragilidades defensivas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maximiano (8)

Ristovski (5)

Coates (6)

Neto (4)

Borja (3)

Eduardo (5)

Battaglia (5)

Wendel (6)

Camacho (6)

Acuña (5)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Vietto (5)

Jovane Cabral (4)

Plata (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Nos últimos tempos tem-se falado muito dos horários dos jogos, mas hoje com um jogo ao domingo à tarde, contra um grande, com uma equipa em maré de bons resultados e até uma campanha promocional, o Estádio esteve a pouco mais de meia casa, que é um objetivo já falado pelo Braga anteriormente para ter em todas as partidas. Na sua opinião, o que é que é continua a faltar fazer?

Ruben Amorim: Em tudo, em relação ao clube, aos nossos jogadores, à nossa equipa, deve-se falar daqueles que estão. Eu quero é agradecer aqueles que estão, aos 20 mil que apareceram, e esses é que devem ser falados aqui.

Quanto às pessoas que falta, cabe-nos a nós fazer a nossa parte e os adeptos vão fazer a parte deles. Mas, estamos muito felizes com o apoio que estivemos, mesmo a meio da semana tivemos bastante apoio em Moreira de Cónegos, mesmo sabendo que não é fácil uma pessoa sair do trabalho e ainda ir ver o jogo.

Portanto, vamos falar é daqueles que estiveram cá e eu quero agradecer publicamente aos adeptos que estiveram cá e que já estiveram na Taça da Liga. Vejo uma grande união entre os adeptos e a equipa e isso é o mais importante.

 

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tottenham Hotspur FC 2-0 Manchester City FC: Mourinho vence e deixa Guardiola ainda mais longe do título

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A CRÓNICA: JOGO INTENSO E ESTREIAS DE SONHO

Em terras de Sua Majestade, a 25ª. jornada da Premier League foi sinónimo de jogo grande e de um reencontro entre velhos rivais. José Mourinho e Pep Guardiola voltaram a medir forças num duelo entre duas equipas que têm ficado um pouco aquém das expetativas esta temporada.

Numa das partidas mais aguardadas da principal competição inglesa, foi o Manchester City quem entrou melhor, controlando o ritmo do jogo à sua maneira e a criar perigo constante à baliza do Tottenham. Apesar de a partida ter ido para o intervalo com o nulo no marcador, a colocar na frente da partida, não fosse a estrelinha estar com os spurs de Mourinho.

O técnico português bem deve ter respirado de alívio quando viu o seu guardião, Hugo Lloris, defender um pénalti perto do intervalo, que podia muito bem ter sido o início do fim para a sua equipa no encontro. A formação de Londres apostou forte no contra-ataque e na velocidade dos homens da frente, Bergwjin, Lucas e Son, mas com pouco perigo e eficácia, tão bem organizada estava a equipa de Guardiola.

Tudo mudou ao minuto 60, quando o Zinchenko, lateral-esquerdo ucraniano dos citizens, foi expulso por acumulação de amarelos e comprometeu por completo o plano de jogo desenhado por Guardiola. Em desvantagem numérica, o técnico espanhol foi obrigado a mexer, colocando em campo o internacional português mas de pouco ou nada valeu.

Após a expulsão, o Tottenham ficou com o jogo na mão e dois minutos depois Steven Bergwijn, que se estreou a titular depois de ter sido contratado ao PSV Eindovhen no mercado de inverno, fez um golaço e colocou os londrinos na frente do marcador. Com um City descompensado e a tentar jogar com as cartas que tinha, o segundo golo não demorou a aparecer e, desta feita, por intermédio do coreano Son.

Com esta vitória o Tottenham subiu ao quinto lugar, ficando a quatro pontos do pódio e deixou o Liverpool cada vez mais perto de se tornar campeão inglês, aumentado a distância do Manchester City em relação ao líder para 22 pontos.

 

A FIGURA

Fonte: Tottenham HFC

Hugo Lloris – O veterano guardião francês foi decisivo no encontro ao manter inviolada a sua baliza, após várias investidas perigosas dos citizens e, principalmente, por ter defendido um penálti a favor do Manchester City, batido por Gundogan, que podia ter mudado por completo a história deste jogo.

 

      O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester City FC

Oleksandr Zinchenko – O lateral-esquerdo ucraniano acabou por ser peça-chave no encontro, mas contra a sua própria equipa, tendo sido expulso por acumulação de amarelos, “entregando” assim o jogo ao adversário, numa altura em que a partida era de sentido único a favor da sua formação.

 

       ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

A formação orientada por José Mourinho apresentou-se num sistema base de 4-2-3-1, com Steven Bergwijn, que foi contratado neste mercado de inverno, a saltar diretamente para o onze inicial, devido à falta de opções atacantes dos spurs, e com o brasileiro Lucas Moura na frente de ataque – como tem sido habitual – devido à ausência por lesão de Harry Kane.

A equipa comandada pelo treinador português jogou cerca de uma hora em contra-ataque, devido à pressão exercida pelo Manchester City e pelo domínio que tinham no jogo. A partir do momento em que se encontraram em superioridade numérica, assumiram o controlo da partida e foram extremamente eficazes, com dois golos marcados em três remates enquadrados com a baliza.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (8)

Aurier (7)

Alderweireld (7)

Sanchez (7)

Tanganga (7)

Winks (6)

Lo Celso (6)

Bergwijn (7)

Alli (6)

Son (7)

Lucas (6)

       SUBS UTILIZADOS

Lamela (6)

Ndombélé (7)

Dier (6)

 

            ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Com Bernardo Silva no banco de suplentes, Pep Guardiola apostou no habitual 4-3-3 como sistema base. Os citizens controlaram a maior parte da partida, dominando a posse de bola e pautando o ritmo do jogo, estando sempre mais perto do golo que o adversário.

Tudo isso mudou ao minuto 60 com a expulsão de Zinchenko, que retirou por completo o domínio da partida ao atual campeão inglês, e que obrigou Guardiola a mexer na equipa. Em inferioridade numérica o técnico espanhol colocou João Cancelo, Gabriel Jesus e Bernardo Silva em campo, mudando o esquema para algo perto do 3-5-1, de maneira a povoar o meio campo, e com Cancelo a participar constantemente no processo ofensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Walker (7)

Fernandinho (7)

Otamendi (6)

Zinchenko (5)

De Bruyne (7)

Rodri (6)

Gundogan (6)

Mahrez (6)

Sterling (6)

Aguero (6)

       SUBS UTILIZADOS

 Cancelo (6)

Gabriel Jesus (6)

Bernardo Silva (7)

 

 

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

França 24-17 Inglaterra: A festa do Rugby Champagne

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A CRÓNICA: PRIMEIRA HORA DE GRANDE QUALIDADE GARANTE VITÓRIA INESPERADA FRANCESA

No grande jogo da jornada, aquele entre dois históricos rivais, a França levou a melhor sobre os ingleses. No seu primeiro quinze enquanto selecionador principal, Fabien Galtier, surpreendeu ao apostar em jogadores tão jovens e com tão pouca experiência internacional, principalmente quando do outro lado está uma equipa vice-campeã mundial como a Inglaterra.

Apesar de tanta juventude e inexperiência, os gauleses souberam controlar o jogo e dominar os pontos fortes de Inglaterra, pelo menos até aos sessenta minutos de jogo. A primeira parte ficou marcada pelos dois ensaios da França que deram vantagem aos homens da casa por 17-0 ao intervalo. O primeiro ensaio foi da autoria de Vincent Rattez, que, após um excelente passe interior de Romain Ntamack, bateu Ben Youngs e fez os primeiros pontos do jogo.

O outro foi do capitão Charles Ollivon, que soube aproveitar uma falha numa bola alta de Courtney Lawes e em que Jonny May, último defensor inglês, deixou passar o terceira linha gaulês graças ao lance dúbio numa disputa de bola no ar, dúvidas essas que o TMO veio tirar. Não houve adiantado do jogador francês, o toque no ar foi do segunda linha inglês, sendo, assim, legal.

Nos primeiros vinte minutos dos segundos quarenta minutos, o domínio da França continuou. Mais um ensaio de Ollivon após uma excelente jogada de Dupont que, ao quebrar a linha da vantagem, só teve de fazer o passe para o seu capitão. A Inglaterra mostrou muitas dificuldades em aparecer no jogo. Os dois ensaios ingleses surgiram de duas jogadas individuais de Jonny May. De resto, nos últimos vinte minutos, a França diminuiu o ritmo de jogo e começou a mostrar algumas deficiências nas fases estáticas da partida.

Os franceses apresentaram uma defesa muito forte. Charles Ollivon e Grégory Alldritt foram as peças mais importantes da defesa gaulesa. Aliada a todo este processo defensivo, estava a imprevisibilidade e a capacidade de Antoine Dupont. Uma vitória inesperada em que os comandados de Eddie Jones conseguiram garantir o ponto bónus defensivo.

A FIGURA

Fonte: France Rugby

Grégory Alldritt – O terceira linha centro francês esteve em destaque na tarde de Paris. Fez onze transportes de bola, dezoito placagens, não falhando nenhuma, um turnover e percorreu 24 metros com a bola nas mãos. Uma exibição de grande nível do jogador do La Rochelle.

O FORA DE JOGO

Fonte: England Rugby

George Furbank – Não esquecerá a sua estreia internacional, seja pela derrota sofrida, seja pela sua atuação. Apareceu poucas vezes em jogo, mas nas vezes em que apareceu concedeu duas penalidades à França e cometeu três erros de handling. A exibição do defesa dos Northampton Saints ficou muito aquém das expectativas.

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A defesa da França foi essencial para garantir o triunfo. A terceira linha teve um papel primordial na defesa. Placagens efetivas e disciplina na disputa de bola no breakdown. Já as linhas atrasadas mostraram muita imprevisibilidade, com boas linhas de corrida, como aconteceu no ensaio de Vincent Rattez.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1 – Cyril Baille (6)

2 – Julien Marchand (5)

3 – Mohamed Haouas (6)

4 – Bernard Le Roux (7)

5 – Paul Willemse (6)

6 – François Cros (6)

7 – Chales Ollivon (7)

8 – Grégory Alldritt (8)

9 – Antoine Dupont (8)

10 – Romain Ntamack (7)

11 – Vincent Rattez (7)

12 – Gael Fickou (7)

13 – Virimi Vakatawa (6)

14 – Teddy Thomas (6)

15 – Anthony Bouthier (6)

SUBS UTILIZADOS

16 – Peato Mauvaka (-)

17 – Jefferson Piorot (6)

18 – Demba Bamba (5)

19 – Boris Palu (5)

20 – Cameron Woki (-)

21 – Matthieu Jalibert (-)

22 – Arthur Vincent (-)

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

A terceira linha inglesa foi completamente anulada no jogo no chão, tal como alguns jogadores da linha de três quartos. O jogo ao pé foi excessivo e não se revelou, de maneira nenhuma, profícuo. Os ingleses tiveram superioridade nas fases estáticas, mas nem isso foi suficiente para equilibrar o jogo. Nos primeiros sessenta minutos houve alguma dificuldade em alargar o jogo aos canais exteriores. Jonny May apenas teve bola por duas vezes. Das duas vezes que teve a oval nas mãos fez dois ensaios.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1 – Joe Marler (5)

2 – Jamie George (5)

3 – Kyle Sinclair (5)

4 – Maro Itoje (6)

5 – Charlie Ewels (5)

6 – Courtney Lawes (6)

7 – Sam Underhill (6)

8 – Tom Curry (6)

9 – Bem Youngs (6)

10 – George Ford (5)

11 – Eliott Daly (5)

12 – Owen Farrell (5)

13 – Manu Tuilagi (-)

14 – Jonny May (7)

15 – George Furbank (5)

SUBS UTILIZADOS

16 – Luke Cowan-Dickie (5)

17 – Ellis Genge (5)

18 – Will Stuart (-)

19 – George Kruis (5)

20 – Lewis Ludlam (5)

21 – Willi Heinz (5)

22 – Ollie Devoto (-)

23 – Jonathan Joseph (5)

Foto de Capa: Six Nations Rugby

artigo revisto por: Ana Ferreira

Itália 1-4 Portugal: É um bilhete (sem escalas) para o Mundial da Lituânia, por favor

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A CRÓNICA: O TÍPICO DE DEIXARMOS SEMPRE TUDO PARA A ÚLTIMA… 

Com a vitória da Finlândia, Portugal estava mais do que obrigado a vencer se queria estar presente na Lituânia. Os portugueses entraram fortes e impuseram um jogo se sentido único para a baliza de Mammarella. O guarda-redes italiano, que já tinha sido carrasco em outros tempos, também ele começou a partida em grande plano, mas não foi suficiente.

Após uma reposição inteligente de Ricardinho para Bruno Coelho no outro lado. O número oito de Portugal tocou para Fábio Cecílio, que estava sozinho à espera da bola. Essa chegou e meteu a bola por cima de Mammarella para o primeiro de Portugal no jogo (0-1).

O segundo não tardou a chegar e foi um belo golo. Novamente depois de um fora, Pany Varela tirou do caminho Canal e no cara a cara com Mammarella não desperdiçou a oportunidade (2-0). Mas que grande golo este… valeu pelo bilhete mesmo. Foi assim que recolheram as três equipas para os balneários com um resultado muito favorável a Portugal, mas não podia haver relaxamento.

A segunda parte não houve aquilo que muitos recearam e já tinha acontecido tantas vezes nesta Ronda de Elite. Portugal manteve a sua postura, para felicidade dos presentes no pavilhão, e a Itália continuava com dificuldades para chegar à baliza de André Sousa. Os transalpinos apostaram em Romano a guarda-redes avançado e se estava em maus lençóis… acabou ainda pior, pois Merlim acabou por ser expulso.

Ricardinho foi quem matou as contas da partida para se respirar tranquilamente. Com a Itália em inferioridade numérica, Portugal construiu uma grande jogada coletiva para Bruno Coelho assistir o número dez português. O capitão da seleção, Ricardinho, ainda conseguiu roubar a bola aos italianos e marcar novo golo: um bis importante para matar o jogo. Romano ainda reduziu para 1-4, após um livre irrepreensível e com uma bola indefensável para Edu, que tinha acabado de entrar nos minutos finais.

Portugal marca presença no campeonato do Mundo na Lituânia em 2020, onde já tem a companhia da Rússia no que toca aos apurados europeus. Notícia triste será mesmo a última participação numa competição internacional por parte de Ricardinho, que acabou por revelar após o término do jogo. No Grupo A, a Finlândia fica com o segundo lugar e espera agora para saber qual é o seu adversário e a Itália com a derrota fica em terceiro e volta a ficar de fora do Mundial, 20 anos depois.

A FIGURA

Fonte: UEFA

André Sousa – Podia estar aqui tanto Fábio Cecílio, que protagonizou uma bela primeira parte, como Mammarella, que quase foi um carrasco novamente, mas, felizmente, não foi. Quem diria? Mais um grande jogo do guarda-redes da seleção das Quinas e esteve em grande plano em todas as vezes que foi chamado para defender. Ainda está aqui para as curvas. Se foi uma das grandes figuras do Europeu de 2018, pode voltar a ser agora no Mundial 2020? Esperemos que sim…

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF

Itália – Já não se via uma Itália assim em tão baixa forma há imenso tempo. Desde 2000 que os transalpinos não falhavam o campeonato do Mundo de Futsal e parece que 20 anos depois não vão estar novamente lá presentes. Um jogo em que oportunidades relevantes só na segunda parte e mesmo assim muito ficou para fazer com a qualidade que esta equipa tinha.

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Os transalpinos a jogarem mais na expetativa e com um bloco baixo numa marcação homem a homem que não deixava de todo os jogadores portugueses estarem soltos de marcação. Bloquear os principais desequilibradores portugueses, fechar bem a baliza com Mammarella e marcar golos, seria esta a tática italiana.

Com dois golos sofridos, a Itália teve de começar a avançar no terreno para reverter um resultado que a metia fora do Mundial. O problema é que não havia mostras de os ataques italianos se superiorizarem à defensiva portuguesa. A grande referência seria Alex Merlim, mas também havia muito a ser jogado para os pivôs. Mas com o número dez condicionado foi uma baixa importante para os transalpinos. Aposta no 5×4 era mais do que provável, mas não deu em nada por causa do excelente posicionamento tático português.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Mammarella (7)

Ercolessi (6)

Murilo (6)

Alex Merlim (7)

Canal (4)

SUBS UTILIZADOS

Romano (5)

Musumeci (5)

De Luca (4)

Marcelo (6)

De Oliveira (6)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Muitas dificuldades em conseguir jogar sem pivô, mas tem sido um habitual na cultura tática portuguesa. Mas quando Portugal jogava com Cardinal entrava a história era totalmente diferente e seria muito por aqui que apostava a seleção nacional – se bem que Cecílio também tomou conta do recado. A aposta também em jogadores mais móveis e jogadas mais rápidas de uma ala para a outra estavam a ser muito utilizados. As bolas paradas foram bem estudadas e estavam a sair da melhor maneira.

A seleção das Quinas estavam a saber fazer bem aquilo que era preciso para acalmar o jogo e estar a controlá-lo: a circular muito bem a bola e não importava quem estava em campo. No último terço faltava o que faltou em todos os outros jogos que era saber finalizar as oportunidades que estavam a ser criadas. A sorte portuguesa é que Itália não foi produtiva. De destacar bem a organização coesa na altura de defender o 5×4 italiano e mesmo quando a bola entrava de algum modo no centro estava lá André Sousa.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

André Sousa (8)

Cardinal (6)

Bruno Coelho (7)

João Matos (7)

Ricardinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Edu (-)

André Coelho (5)

Nilson (4)

Fábio Cecílio (8)

Pedro Cary (5)

Pany Varela (7)

Tiago Brito (6)

Miguel Ângelo (4)

Foto de Capa: FPF

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gil Vicente FC 1-5 Moreirense FC: Golear fora tem outro encanto

A CRÓNICA: DEPRESSA E BEM HÁ POUCO QUEM

Num jogo entre equipas que competem pela manutenção e que lutam com unhas e dentes por todos os pontos, o Gil Vicente FC aparecia como favorito, tendo mais quatro pontos que o rival e jogando na sua fortaleza, onde ainda não tinha perdido nesta época.

Num jogo que se adivinhava aguerrido, o Moreirense FC começou melhor, marcando logo aos 5 minutos, aproveitando a passividade da defesa do Gil, que ainda não tinha entrado no jogo e já Filipe Soares punha os axadrezados na frente. Aos 15 minutos, o Gil já acordava e equilibrava o jogo, pondo os de Moreira de Cónegos em sentido com sucessivos lances do goleador da equipa Sandro Lima e do lutador Lourency.

O Moreirense, mais na expectativa, apostava no contra-ataque e no erro do adversário: assim, aos 20 minutos, num lançamento lateral e após sucessivos erros e desconcentrações da defesa gilista, o Moreirense fez o 2-0, por intermédio de Gabriel Souza. A resposta do Gil foi boa, com excelentes combinações ofensivas e com uma boa oportunidade para Lourency aos 27.

Os de Barcelos continuaram a tentar encostar o Moreirense às cordas mas foram sempre muito precipitados, acusando o desgaste psicológico dos dois golos sofridos. Logo a abrir a segunda parte, mais uma oportunidade para o Moreirense. Os galos davam sinais claros de desatenção aos primeiros minutos e o terceiro golo do Moreirense surge aos 52’, do pé de Fábio Abreu, fruto de mais um erro defensivo.

O Gil foi acertando o passo e aos 62’ estava por cima, a tentar acreditar num golo que desse esperança, quer através de cruzamentos tensos para a área quer através da meia-distância. Acabou por ser Filipe Soares a marcar o 4º golo do Moreirense FC, num contra-ataque. O Gil desmotivou e gerou-se o efeito bola-de-neve, com um golaço de Pedro Nuno aos 76’, com uma chapelada de se tirar o chapéu. Aos 81’, um golo do recém-entrado Lino acordou o estádio e os jogadores de Barcelos. O público bem empurrou a equipa para a baliza adversária mas o resultado acabou por não se alterar.

Foi um jogo com uma história simples de contar: o que faz a diferença são as bolas que entram e os erros pagam-se muito caro. O Gil teve mais posse de bola, mais iniciativa. O problema? A estatística não ganha jogos. Os barcelenses fizeram 5 remates e 1 golo. O Moreirense fez 6 e marcou 5. O outro problema?

A defesa gilista parecia queijo suíço. O único sítio sem buracos foi a lateral-direita, onde Fernando Fonseca fez de tudo para sair do estádio com um resultado diferente. O Moreirense foi manifestamente superior e mereceu a vitória; todos sabemos que hoje em dia o futebol é sobre quem erra mais e quem sabe aproveitar. O Moreirense aproveitou os brindes e dá um passo importante na luta pela manutenção.

A FIGURA

Fonte: Moreirense FC

Bilel – Um diabo à solta em Barcelos. Fez “gato-sapato” da defesa do Gil Vicente, espalhou magia pelo relvado e esteve em todas, entre assistências e passes a rasgar, dribles e pormenores. Só lhe faltou o golo. E bem que o procurou.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Baraye – Há jogos para esquecer e este foi um deles. Pouco tocou na bola e quando tocou, perdeu-a. O Gil não soube atacar e enquanto Baraye esteve em campo, atacou com um a menos. A sua displicência a defender fez com que Henrique Gomes saísse deste jogo esgotado e derrotado. Saiu, naturalmente, ao intervalo, sem fazer nada digno de registo. Melhores dias virão.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente FC entrou em campo no habitual 4-3-3, com Kraev a chegar-se sempre à área, acompanhando o ponta-de-lança, Sandro Lima. Faltou furar a defesa do Moreirense. A defesa do Gil foi incapaz de conter o ímpeto dos de Moreira e foi sobretudo leviana e displicente, tal como o meio-campo “às aranhas”, ao qual Soares tentava desesperadamente dar um rumo. Fernando Fonseca fica como o incansável lutador a que já nos habituou e, apesar da falha no segundo golo do adversário, acreditou até ao fim. Com as alterações, o Gil ganhou uma nova face. Tivesse jogado como nos últimos 10 minutos e o jogo seria completamente diferente.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Denis (4)

Fernando Fonseca (6)

Rodrigão (3)

Rúben Fernandes (3)

Henrique Gomes (2)

Soares (6)

Claude Gonçalves (4)

Kraev (4)

Baraye (1)

Sandro Lima (4)

Lourency (5)

SUBS UTILIZADOS

Naidji (3)

Ahmed (5)

Lino (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Ricardo Soares veio a Barcelos com o seu 4-1-4-1 com Fábio Pacheco a ser a âncora do meio-campo e Nuno Santos a fazer jogar. A velocidade de Gabrielzinho e a técnica e requinte de Bilel completaram o desacerto gilista na defesa. O sangue frio de Fábio Abreu e de Filipe Soares terminaram com o pesadelo gilista. Uma tarde quase perfeita.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Pasinato (6)

João Aurélio (6)

 Iago (6)

Rosic (5)

Abdu Conté (5)

 Nuno Santos (7)

Fábio Pacheco (7)

Filipe Soares (8)

Gabriel Souza (7)

Fábio Abreu (7)

Bilel (9)

SUBS UTILIZADOS

Luís Machado (6)

Néné (5)

Pedro Nuno (8)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

Não foi possivel colocar questoes ao tecntéc do Gil Vicente FC, Vitor Oliveira.

Moreirense FC

Não foi possível colocar questões ao técnico do Moreirense FC, Ricardo Soares.

Foto de Capa: Gil Vicente FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Novak Djokovic conquista Open da Austrália pela 8.ª vez

Terminou, esta manhã, o primeiro Grand Slam da época. Novak Djokovic e Dominic Thiem foram os grandes finalistas e disputaram, ao longo de quatro horas, uma final cheia de emoção.

Percurso de Novak Djokovic:

1.ª ronda: Novak Djokovic 3-1 Jan Lennard Struff

2.ª ronda: Novak Djokovic 3-0 Tatsuma Ito

3.ª ronda: Novak Djokovic 3-0 Yoshihito Nishioka

Oitavos de Final: Novak Djokovic 3-0 Diego Schwartzman

Quartos de Final: Novak Djokovic 3-0 Milos Raonic

Meia-Final: Novak Djokovic 3-0 Roger Federer

Durante a sua caminhada no torneio, Novak Djokovic apenas cedeu um set a um dos seus adversários. Nem mesmo Roger Federer foi capaz de colocar problemas ao tenista sérvio. É verdade que o suíço teve alguns furos abaixo nas suas partidas, ainda assim esperava-se um confronto mais equilibrado entre estes dois monstros do ténis. O pouco tempo que Novak Djokovic passou no court beneficiou, e muito, a excelente condição física que apresentou no jogo decisivo.

Percurso de Dominic Thiem

1.ª ronda: Dominic Thiem 3-0 Adrian Mannarino

2.ª ronda: Dominic Thiem 3-2 Alex Bolt

3.ª ronda: Dominic Thiem 3-1 Taylor Fritz

Oitavos de Final: Dominic Thiem 3-0 Gael Monfils

Quartos de Final: Dominic Thiem 3-1 Rafael Nadal

Meia-Final: Dominic Thiem 3-1 Alexander Zverev

Ao contrário do seu oponente, Dominic Thiem teve pela frente nomes bastante complicados. Porém, o tenista austríaco não se deixou abalar e dominou todos os jogos, à exceção do encontro da segunda ronda onde teve que suar bastante para efetuar a reviravolta diante do número 140.º do ranking ATP. Para estar na final, Dominic Thiem deixou pelo caminho três tenistas do top 10 mundial e conseguiu o feito de vencer Rafael Nadal num Grand Slam, algo inédito na carreira do jogador de 26 anos.

Final

Djokovic é rei na Austrália
Fonte: ATP World Tour

Emoção não faltou neste embate entre Novak Djokovic e Dominic Thiem, números dois e cinco do ranking ATP, respetivamente.

O tenista sérvio começou bem a partida, ao conquistar um break no primeiro jogo de serviço do austríaco. Com o histórico de Novak Djokovic neste torneio, pensou-se que se estava a construir uma vitória tranquila, no entanto Dominic Thiem equilibrou o set através de uma quebra de serviço. Com o empate no marcador, Novak Djokovic fechou da melhor forma com mais um break e fez 6-4.

No segundo e terceiro sets, vimos um Dominic Thiem completamente diferente. Com uma postura mais agressiva, o tenista austríaco provocou grandes problemas ao sérvio. Novak Djokovic passou um mau bocado nestes dois jogos, algo que não tinha acontecido no decorrer da competição. O segundo set ainda ficou em aberto na parte final do mesmo, mas Dominic Thiem fez dois breaks decisivos e que empataram a partida. Já no terceiro set, o resultado de 6-2 provou que só houve um tenista no court e foi o austríaco.

A um set da vitória, Dominic Thiem provou do veneno de Novak Djokovic. Este quarto set foi mesmo o mais rápido, com 42 minutos de duração, e ficou resolvido por uma quebra de serviço por parte do sérvio que fez o 5-3 e, logo de seguida, confirmou a igualdade na final ao fazer o 6-3.

No último e quinto set, Novak Djokovic demonstrou o porquê de ser um dos melhores tenistas de sempre da modalidade. Tal como no set anterior, bastou um break para fazer a diferença na partida. Com alguns momentos de indefinição no marcador, foi mesmo o sérvio quem levou a melhor e ao fim de quatro horas de jogo alcançou a vitória.

Novak Djokovic triunfou, pela oitava vez, no maior torneio da Austrália e somou o seu 17.º título de Grand Slam. Para além de mais uma grande vitória, o tenista de 32 anos regressou à liderança do ranking e ultrapassou, desta forma, o tenista espanhol Rafael Nadal. Em relação a Dominic Thiem, ainda não foi desta que juntou um Grand Slam à sua lista de palmarés, mas não faltará muito para o conseguir.

Nota ainda para a final feminina vencida por Sofia Kenin. A norte-americana derrotou a tenista espanhola Garbine Muguruza por 2-1 e, aos 21 anos, conseguiu a melhor vitória da sua curta carreira e o seu primeiro Grand Slam.

Resultado Final: Novak Djokovic 3-2 Dominic Thiem (6-4/4-6/2-6/6-3/6-4)

Foto de Capa: ATP World Tour

artigo revisto por: Ana Ferreira

UD Oliveirense 3-4 Sporting CP: Leões eficazes passam no teste de Oliveira de Azeméis

A CRÓNICA: ACORDAR CEDO DARIA TRÊS PONTOS, MAS FIQUEI SEM NENHUM

Jogo de candidatos ao título onde ambos tinham os olhos nos três pontos pelas mais diversas razões. O jogo começou morno e sem grande história… só aos dez minutos da primeira parte é que tivemos a possibilidade de ver um golo. O golo de Toni Peréz de muita sorte, pois a bola que acabou por ficar presa entre a caneleira e a luva acabou por cair para dentro da baliza… infelicidade para Nelson Filipe e estava feito o 0-1.

Demasiado faltosa a equipa da UD Oliveirense acabou por ficar com dez faltas demasiado cedo na partida. Quando esta foi marcada, ainda que muito contestada e com alguma razão, o Sporting CP não desperdiçou. Gonzalo Romero serpentou à frente de Nelson Filipe e marcou novo golo leonino (2-0). A primeira parte ainda teria ainda mais um golo do argentino. Pedro Gil recuperou a bola e encontrou o 99, que na cara de Nelson Filipe outra vez… marcou o 0-3.

A entrada horrível da UD Oliveirense foi atenuada por um golo perto do final da primeira parte. Contra-ataque de 2×1, Xavier Barroso encontrou Marc Torra no lado contrário que conseguiu encontrar o buraco por onde a bola teria de entrar para reduzir a vantagem para 1-3 – o resultado ao intervalo.

Os grandes jogadores aparecem sempre do nada, certo? Certo! Pois Jordi Bargalló quando a UD Oliveirense precisou mais de si apareceu. Uma autêntica bomba do meio campo veio em direção a Girão que pouco tinha a fazer para travar o que viria a ser o segundo golo da equipa da casa (2-3).

Numa altura em que era mesmo a UD Oliveirense a estar em superioridade no jogo foram as suas próprias redes que abanaram, novamente. «Quem não marca sofre»… Outra bomba no jogo e desta vez de Platero. O número 17 leonino estava em um para um com Henrique Magalhães e rematou a bola ao ângulo para o 2-4.

Acordaram muito tarde para inverter o resultado… Marc Torra, de penalti, ainda reduziu o resultado para 3-4 e faltavam três minutos para o final da partida. Houve ainda a aposta de cinco jogadores de campo e sem guarda-redes, mas um azul do mesmo Marc Torra levou a estragar os planos de Renato Garrido. O Sporting CP soma mais três pontos e é líder juntamente com o SL Benfica com os mesmos pontos. Os leões foram mais competentes a nível defensivo e muito eficaz com as poucas oportunidades que tiveram durante toda a partida. Já a UD Oliveirense marcou passo na corrida ao título e é quinto lugar no campeonato.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Gonzalo Romero – Podia ser pelo bis que fez na partida, mas não foi apenas por isso. É um jogador que mostra raça e querer vencer todos os lances que disputa. Ficou bem nítido após o final do encontro e a maneira como festejou efusivamente. Jogador fundamental tanto a defender como a atacar e os dois golos foram importantes para alcançar os três pontos. De destacar ainda a exibição de Marc Torra que também fez um bis e foi o mais inconformado da equipa da UD Oliveirense.

O FORA DE JOGO

Fonte: UD Oliveirense – Hóquei em Patins

Entrada da UD Oliveirense – A maneira como se jogou nos finais da segunda parte e estaríamos aqui a falar de um resultado bem diferente do que se verificou hoje. Notava-se uma equipa desconcentrada e onde as individualidades não estavam a engrenar com o jogo coletivo da equipa de Oliveira de Azeméis. Uma derrota que pode ser fatal para aquilo que é o grande objetivo: vencer o campeonato.

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Houve muitas dificuldades para conseguir entrar com perigo através de ataques organizados e não apostavam noutro tipo de soluções. Os remates não saiam e quando acabam por acontecer eram sempre à figura de Ângelo Girão. Defensivamente muito agressivos, ainda que o número de faltas no fim da primeira parte (dez) seja exagerado e muitas não deviam ter sido assinaladas.

As individualidades da equipa de Oliveira de Azeméis não estavam a surgir e só de contra-ataque víamos perigo evidente para a equipa de Renato Garrido. A aposta na meia distância começou a ser aposta na segunda parte, mas a surgir algo tarde na partida. A resposta estava a começar a surgir com mais vontade da equipa, mas o quarto golo leonino matou completamente o jogo.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Nelson Filipe (7)

Marc Torra (7)

Jorge Silva (4)

Jordi Bargalló (6)

Xavier Barroso (7)

SUBS UTILIZADOS

Vítor Hugo (3)

Henrique Magalhães (3)

João Almeida (4)

Ricardo Barreiros (-)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Já tem sido imagem de marca a forma como a defesa está sempre coesa e quando os jogadores de pista estão em sintonia com Girão dificilmente os leões acabam por sofrer algum golo. E era esta a situação que tivemos ao longo da primeira parte. A nível ofensivo pouco se criava, mas aquilo que se criou foi o suficiente para ser extremamente eficaz. A aposta durante muito tempo na pista de Gonzalo Romero foi importante tanto a nível ofensivo como defensivo.

A segunda parte não mudou muito daquilo que tinha sido a primeira, mas o Sporting ia gerindo o jogo à sua bela maneira. A equipa leonina estavam com uma defesa muito baixa com a maioria dos seus jogadores na zona da grande área e isso estava a impossibilitar que as individualidades do Sporting – muito bem apostado por Paulo Freitas.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ângelo Girão (8)

Pedro Gil (7)

Matías Platero (7)

Toni Pérez (6)

Gonzalo Romero (9)

SUBS UTILIZADOS

Zé Diogo (-)

Raul Marín (-)

João Souto (4)

Ferran Font (4)

Telmo Pinto (6)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

O silêncio ensurdecedor de Alvalade

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Bater recordes negativos tem sido apanágio da actual Direcção do Sporting CP.  E no último jogo em Alvalade frente ao CS Marítimo obtivemos mais um: apenas 12.798 espectadores marcaram presença em Alvalade, traduzindo assim a pior assistência de sempre registada no novo Estádio de Alvalade desde que abriu portas em 2003. E não foi resultado do mau-tempo que se abateu sobre Lisboa nessa noite…

Tão-pouco recordo-me de viver um cenário tão desolador naquele Estádio. Aliás, cheguei mesmo a pensar que teria hipóteses de ganhar o passatempo “Gamebox de Ouro” naquela noite… O pior foi, na verdade, constatar jogo após jogo que não há um mínimo de alegria entre os adeptos. O ambiente é pesado e percebe-se que um resultado negativo após o apito final pode levar a que os ânimos se exaltem ainda mais escavando ainda mais o fosso da desunião entre sócios e adeptos.

Aliás um ambiente amorfo e pesado como o que foi vivido naquele jogo nem sequer é condigno de um Clube com a grandeza e a história do Sporting CP.

Este recorde negativo não é mais que um dado sintomático e bastante revelador da actual crise do Sporting CP. Uma crise que não é só do futebol profissional como a Direcção leonina e muitos comentadores pretendem dar a entender. Vai muito para além do que se passa nas quatro linhas. É na verdade uma autêntica crise de identidade e que tem o seu principal foco, não nesta Direcção, mas sim nos seus sócios (aquela não se elegeu sozinha).

Durante toda a sua história centenária, o Sporting CP primou sempre pela busca incessante da glória e por ser pioneiro na formação e no desenvolvimento dos seus atletas nas vertentes desportiva e humana. Tudo isto foi e tem sido possível porque o Sporting CP sempre esteve alicerçado numa massa associativa caracterizada por uma cultura de exigência! Exigência de fazer sempre mais e melhor, de nos superarmos todos os dias individual e colectivamente em todas as actividades. Exigência de servir os interesses do Sporting CP acima de tudo.

A cultura de exigência é uma componente decisiva do ADN dos sócios leoninos desde 1906. Só assim se explica, por exemplo, que em toda a sua história o Clube sempre esteve munido dos melhores relvados, ginásios, ringues, pavilhões, etc. E só esta cultura de exigência é capaz de concretizar o “mote” que José Alvalade eternizou aquando da fundação do Clube.

Ora é precisamente esta cultura que se perdeu e só assim se justifica que os sócios do Sporting CP tenham optado por eleger uma classe de dirigentes, submissa de vários lobbies que envergonha e muito. Aliás a cultura de exigência deu lugar à cultura do “tacho” e da auto-promoção para os “Chicões” desta vida.

Uma direcção que não dignifica o Leão, que desune para governar, aliada a uma Mesa da Assembleia Geral que não representa a vontade dos sócios, só pode dar-se como satisfeita pelo ambiente vivido na recepção ao CS Marítimo.

Desunir para governar, a par do fomento do ódio às claques leoninas, tem sido a principal estratégia da Direcção
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Entretanto vão vendendo aos sócios do Sporting CP a ideia de que a fonte de todos os males é Alcochete. Até quando? Uma ladainha falaciosa que temos ouvido todos os dias e que tem como único objectivo mentalizar-nos para uma “inevitável” venda da SAD leonina que significará a derradeira delapidação do património leonino.

O cenário dantesco do jogo frente ao CS Marítimo irá certamente perdurar nas próximas jornadas, juntamente com o silêncio ensurdecedor vindo da Curva Sul. Na verdade, parece que a actual Direcção baniu a Juventude Leonina, mas em simultâneo empestou o Clube com a Juventude Popular…

Cabe a nós, sócios do Sporting CP, se realmente amarmos este clube, colocar egos e diferenças de parte, reencontrar a identidade leonina e expurgar tudo o que não serve o superior interesse do Clube.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Juventus FC 3-0 ACF Fiorentina: “Bis” de Ronaldo ajuda a segurar a liderança

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A CRÓNICA – OBJETIVO CUMPRIDO COM RESULTADO EXAGERADO

Era o “jogo grande” da jornada por terras italianas. A líder Juventus recebia uma formação da Fiorentina em claro sub-rendimento, mas que não por isso iria permitir facilidades aos homens de Turim. Numa partida que estava apática e onde nenhuma das equipas se mostrava capaz de assustar o adversário, surgiu o desbloqueador português, através de uma grande penalidade, à beira do intervalo. O nono golo de Cristiano Ronaldo em 2020 prometia ser uma lufada de ar fresco para a “Juve” aproveitar e transportar para o segundo tempo, mas o encontro voltou a cair numa toada mórbida. Entre ataques curtos, bolas diretas e pouco jogo rendilhado, de parte a parte, chegou-se ao minuto 80, no qual novo penálti foi atribuído aos “Bianconeri”. O homem do momento em Turim voltou a assumir e não falhou, ampliando a vantagem da turma da capital para dois golos e arrumando de vez a discussão sobre o vencedor. Ainda surgiu mais um golo, por de Ligt, na sequência de um canto, que fechou o resultado no 3-0. A Juventus vence e aumenta provisoriamente a vantagem para o Inter, colocando pressão na turma milanesa.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Cristiano Ronaldo – O craque português somou mais dois golos para a sua conta pessoal, levando já dez jogos seguidos a marcar (contando com todas as competições) e assinando o 50º golo com a camisola da Juventus. Num início de tarde algo desinspirado da parte dos “Bianconeri”, foram dois penáltis do avançado madeirense que desbloquearam o jogo, catapultando a equipa para uma vitória importante na corrida pelo título.

O FORA DE JOGO

Fonte: Juventus FC

Gonzalo Higuaín – Sempre muito isolado no centro do ataque, o avançado argentino não se mostrou ao jogo de maneira nenhuma. Faltou-lhe mobilidade, os movimentos de desmarcação foram inexistentes e apenas teve uma oportunidade de finalização, o que torna muito difícil a concretização da sua principal tarefa: marcar golos.

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Apesar de não existirem grandes diferenças em relação ao habitual, a mudança da Juventus para um 4-3-3 mostrou-se pouco eficaz, o que muito se deveu à ausência de Paulo Dybala em campo. Sem a criatividade nem a capacidade de passe do argentino, o processo ofensivo da “Juve” esteve bastante lento e estéril, uma vez que nem Douglas Costa nem nenhum dos três homens do meio-campo foram capazes de assumir as rédeas do encontro. Mas como nem tudo é mau, mérito para a linha recuada dos “Bianconeri”, que quando foi ameaçada (muito poucas vezes) se apresentou à altura dos acontecimentos. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (6)

Juan Cuadrado (6)

Leonardo Bonucci (6)

Mathijs de Ligt (7)

Alex Sandro (6)

Miralem Pjanic (5)

Adrien Rabiot (6)

Rodrigo Bentancur (6)

Douglas Costa (6)

Cristiano Ronaldo (7)

Gonzalo Higuaín (5)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Dybala (5)

Federico Bernardeschi (5)

Blaise Matuidi (-)

ANÁLISE TÁTICA – ACF FIORENTINA

Com uma disposição em 5-3-2, o plano de Giuseppe Iachini para os “Viola” passou mais por não sofrer do que por tentar chegar à vantagem, plano esse que até sucedeu, no que ao jogo corrido diz respeito. Apesar de não contar com Milenkovic nem Martin Cáceres, a linha recuada da formação de Florença só sofreu na sequência de três bolas paradas, prova do bom trabalho que realizaram a impedir as tentativas do adversário. No entanto, o momento ofensivo praticamente não existiu, sendo que, quando existiu, revelou-se incapaz de ultrapassar a forte oposição da defesa da casa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bartlomiej Dragowski (6)

Pol Lirola (5)

Igor Júlio (6)

Germán Pezzella (6)

Federico Ceccherini (6)

Dalbert Henrique (6)

Rachid Ghezzal (6)

Marco Benassi (6)

Erick Pulgar (6)

Federico Chiesa (6)

Patrick Cutrone (5)

SUBS UTILIZADOS

Dusan Vlahovic (6)

Riccardo Sottil (5)

Kevin Agudelo (-)

Foto de Capa: Juventus FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

O mercado benfiquista e a noção de estabilidade

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A janela de transferências invernal dos encarnados começou com uma das mais inesperadas investidas do mercado e finalizou no consumar de uma paixoneta antiga, no cúmulo de um divagar sobre a posição ‘9’ e as incongruências pelo qual tem passado o planeamento do clube para a posição.

Desde a primeira aproximação do Benfica a Dyego Sousa, em Janeiro da época passada, e quando era o melhor marcador da Primeira Liga, foram vários os pontas de lança que integraram o carrossel das águias, mas tantas voltas se deram que… se voltou à posição inicial. A querida Ana Bacalhau cantava que o que tem de ser tem muita força, numa simples e engraçada reflexão sobre o destino das coisas, que se aplica a muitas das contratações do clube.

Quando, nos idos de Dezembro, os benfiquistas se depararam com as cogitações no sentido da contratação de Julian Weigl, o mundo era um lugar feliz. Era o Benfica de volta às contratações de renome e à aposta em jogadores de craveira internacional como complementação à estratégia de foco no Seixal. A receita perfeita e o concretizar da promessa de Rui Costa, que a 22 de Maio, e na ressaca das comemorações do título, afirmava que a intenção do clube seria “apostar em menos contratações, mas mais valiosas” e que alavancassem a qualidade individual do plantel para níveis superiores, concluindo: “serão jogadores de nível, até porque na simbiose entre jogadores mais experientes e mais jovens que pretendemos na equipa, os mais jovens estão em casa e é neles que queremos apostar. Isto não quer dizer que não avancemos se aparecer no mercado um jovem com talento ou para uma posição para a qual não temos em casa“.

Foi uma pedrada no charco naquilo que é e era a estratégia do clube de há uns anos a esta parte e o regresso ao investimento a sério. A capacidade de um clube português ir buscar um titular a Dortmund era cenário inimaginável há anos e foi a confirmação de que a venda de João Félix dotou os encarnados de uma capacidade negocial muito acima dos restantes clubes nacionais, apesar de não existir ainda tradução para a qualidade do plantel, curto e aquém dos objectivos do clube.

A verdade é que o dinheiro despendido no Verão confirmou essa ideia de Rui Costa. Raúl de Tomás e Vinícius foram contratações acertadas e de valor avultado, e ao espanhol só faltou adaptar-se para explanar toda a sua qualidade e assumir-se como titularíssimo da equipa.

Com a contratação de Weigl ainda em Dezembro, pensou-se ser abordagem para manter durante toda a janela, já que, a seguir ao internacional alemão, as capas de jornal foram tomadas de assalto pela entretida novela de Bruno Guimarães, o craque do Athletico Paranaense por quem os responsáveis benfiquistas se enamoraram durante todo o mês, sem nunca conseguirem acordo total com Mário Celso Petraglia, presidente brasileiro que supostamente “roeu a corda” do acordo que teria com Luís Filipe Vieira e preferiu negociar com o Lyon, por razões que só o tempo nos dirá.

Eventualmente, durante todo o processo e sem grande alarido, chegariam à Luz Yony González, Elias Pereyra e Derlis Mereles: nenhum dos três com projecções para a equipa A, nenhum com reais capacidades para dotar o plantel de melhores soluções.

Portanto, no dia de hoje é de estranhar a falta de soluções na baliza (Zlobin esteve francamente mal sempre que jogou e Svilar deve continuar a sua evolução meritória nos B), no eixo defensivo (Jardel perdeu o comboio, Morato precisa de tempo) e no eixo atacante, onde só Chiquinho se perfila como a única opção natural para jogar atrás do ponta de lança. Lacunas graves de uma equipa que vai agora entrar num ciclo infernal de jogos até Abril e que se assume como candidata à Liga Europa, no consumar da promessa de um “Benfica Europeu”.

Dyego Sousa lutará com Seferovic e Vinícius pela vaga de homem mais adiantado: no Shenzhen, cumpriu 10 jogos – três golos e três assistências

Ainda assim, já é motivo de valorização a estabilidade que a prosperidade financeira trouxe ao plantel. O núcleo duro da equipa manteve-se, mais blindado que nunca parece estar, com a manutenção de todos os titulares, das principais alternativas e da renovação de contrato de alguns casos que se estendiam há meses, como Jota, que teve de se juntar à armada Gestifute e prolongou o vínculo até 2024.

A permanência do extremo português e de Florentino foi o redobrar da confiança depositada nas suas qualidades, apesar da fase menos fulgurante a nível competitivo dos dois. Os excedentários, que em Setembro já o eram, tiveram finalmente a possibilidade de tratar do seu futuro: Gedson, Caio Lucas, Conti e Fejsa decidiram novos caminhos nas suas carreiras, lugares onde serão pensados como soluções reais ao onze.

O trabalho de limpeza do quadro de atletas, tão pedido por Bruno Lage a favor da sua preferência por um plantel mais curto, só não ficou completo devido à irredutível vontade de Zivkovic em permanecer às ordens do técnico, apesar dos 61 minutos de utilização em 2019-20. A isso, junta-se a reconhecida peculiaridade do seu contrato (com o exponencial aumento de salário anual, independente do rendimento desportivo) que é mais um dos obstáculos à cedência por empréstimo: o Olympiakos de Pedro Martins foi o mais sério pretendente, mas estaria apenas disposto a assumir parte da folha salarial. Caso bicudo a tratar pela direcção benfiquista, que vê o jogador permanecer mais um semestre sem competir.

Só a sucessão de jogos a ritmo frenético que marcará grande parte da segunda metade da temporada desvendará a verdadeira qualidade do plantel, que alia a abundância de talento individual com lacunas nas segundas linhas, onde uma trivial lesão de última hora nas posições já enumeradas colocaria os objectivos da época em risco. Tem a palavra Bruno Lage e a sua equipa técnica.

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira