A Juventus derrotou o Parma por 2-1, com um bis de Ronaldo a ser decisivo para o aumento da vantagem para o Inter de Mião. Num primeiro tempo de pouco futebol, apenas a Juventus criou ocasiões para marcar: Bonnuci foi o primeiro a ameaçar, seguindo-se uma dupla ocasião para Cristiano Ronaldo. Não foi à primeira, não foi à segunda…foi à terceira. Já em cima do intervalo, o português rematou forte de fora da área e contou ainda com um desvio fatal em Darmian para inaugurar o marcador. A segunda parte teve uma história diferente, com mais futebol, oportunidades, emoção e até mesmo mais incerteza no marcador. Dentro do primeiro um quarto de hora do segundo tempo, o Parma chegou ao golo do empate através de um cabeceamento certeiro do recém-entrado Cornelius, mas viria a sofrer logo a seguir com o bis de Ronaldo, na sequência de uma boa jogada com Dybala. A formação forasteira não deixou de acreditar e respondeu com a entrada de duas unidades ofensivas, chegando mesmo a ameaçar novamente o empate, por intermédio de Hernani e Siligardi. O resultado não mais se alterou, a Juventus ganhou e segue na liderança com mais quatro pontos que o segundo classificado.
A FIGURA
Fonte: UEFA
Cristiano Ronaldo – Eis a figura da partida naturalmente. O português marcou a fechar uma primeira parte algo complicada para a sua equipa e revelou ainda ter a frieza necessária para responder logo de seguida ao empate do Parma no segundo tempo. Um bis crucial para o desfecho do encontro. E já se sabe, com jogadores assim…
O FORA DE JOGO
Fonte: Juventus FC
Primeiro tempo – É certo que foi no final da primeira parte que surgiu o golo desbloqueador do encontro, mas isso não impediu que os primeiros 45 minutos tivessem deixado de ser, por causa disso, monótonos: apenas Bonnuci e Ronaldo criaram oportunidades para chegar ao golo. Poucos remates, pouca dinâmica e pouco futebol. O jogo valeu essencialmente pela segunda parte!
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS
A formação de Sarri apresentou-se no habitual 4-3-1-2, com apenas uma alteração (forçada) no eixo da defesa em relação ao “onze” apresentado diante da AS Roma – de Ligt no lugar do lesionado Demiral. Apesar das oportunidades criadas no primeiro tempo, a Juventus revelou algumas dificuldades para furar a defensiva contrária, que ofuscou a habitual genialidade de Dybala. Apesar da resposta exímia ao golo do empate, persistiram as mesmas dificuldades, podendo-se mesmo dizer que a equipa de Turim pôs-se a jeito de sofrer o 2-2 na reta final do encontro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Szczesny (6)
Alex Sandro (5)
Leonardo Bonucci (7)
Matthis de Ligt (6)
Juan Cuadrado (6)
Blase Matuidi (7)
Miralem Pjanic (7)
Adrien Rabiot (5)
Aaron Ramsey (7)
Cristiano Ronaldo (8)
Paulo Dybala (7)
SUBS UTILIZADOS
Danilo (6)
Gonzalo Higuaín (6)
Douglas Costa (5)
ANÁLISE TÁTICA – PARMA CALCIO
Tal como o adversário, também o Parma Calcio fez uma alteração em relação à jornada anterior, com a colocação do médio Scozzarela na posição de Grassi numa tentativa de fechar o meio campo perante as investidas ofensivas da Juventus. A jogar em 4-2-3-1, a equipa de Roberto D’Aversa defendeu sempre de forma compacta e a única forma de fazer a bola chegar à baliza de Sczcesny foi através da profundidade nos flancos. A postura da equipa no segundo tempo ainda pôs a Vecchia Signora em sentido, mas não foi suficiente para arrecadar pontos.
A CRÓNICA: EXPERIÊNCIA DOS MADEIRENSES PREVALECE PERANTE A JUVENTUDE FAMALICENSE
João Pedro Sousa lançou duas das três contratações de inverno no onze inicial deste jogo. Foram eles Ivo Pinto e Coly e ambos mostraram que ainda não assimilaram a ideia de jogo do técnico português. Numa primeira parte com um início algo faltoso, o FC Famalicão optou por exercer uma pressão alta que obrigava o CS Marítimo a procurar os avançados com passes longos. Este tipo de lance tanto surtiu efeito que, aos 22 minutos, Correa serviu Joel Tagueu que com uma “ajuda” de Roderick disparou para o fundo das redes. No que restou da primeira parte, o conjunto famalicense foi incapaz de criar perigo e de construir jogo a partir de trás como tanto gosta de fazer. Os ataques da equipa da casa passavam pela procura dos alas, mais Fábio Martins que Diogo Gonçalves, que depois tentavam variar o flanco de jogo. No entanto, o Marítimo preparou-se bem para este cenário e a defensiva maritimista conseguiu sempre antecipar-se às entradas do FC Famalicão na sua grande área. Assim, sem ideias, e com um estilo de jogo repetitivo, houve uma espécie de acomodação defensiva, por parte do CS Marítimo, que se encontrou confortável até ao cair do pano, quando Toni Martinez ainda conseguiu evitar a derrota respondendo, da melhor forma a um cruzamento.
A FIGURA
Fonte: CS Marítimo
CS Marítimo – Se nos últimos jogos foi a consistência defensiva que faltou, neste, em Famalicão, foi exatamente o que fez a diferença. Os jogadores mostraram-se focados e interpretaram o plano de jogo de José Gomes de uma forma tão perfeita que, conseguiram tornar o FC Famalicão numa equipa previsível, que não é. Tudo isto, aliado à experiência da equipa, fez com que conseguissem passar um jogo confortáveis, mesmo em casa da equipa sensação do campeonato.
O FORA DE JOGO
Fonte: FC Famalicão
FC Famalicão – Pela primeira vez na época, viu-se um Famalicão previsível e algo apático. A abordagem ao encontro de hoje não resultou e, perante um Marítimo aguerrido e concentrado, os famalicenses não conseguiram criar o perigo que lhes é reconhecido. Um jogo algo atípico para a equipa da casa que demonstrou falta de experiência para lidar com certos momentos do jogo que o Marítimo ia causando, enquanto se via à frente do marcador.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vaná (6)
Ivo Pinto (5)
Fábio Martins (7)
Gustavo Assunção (6)
Riccieli (5)
Diogo Gonçalves
Roderick (5)
Pedro Gonçalves (5)
Anderson (6)
Coly (6)
Uros Racic (6)
SUBS UTILIZADOS
Rúben Lameiras (5)
Toni Martinez (6)
Ofori (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
A equipa de João Pedro Sousa entrou com determinação, à procura do golo inaugural da partida. Exerceram pressão alta no meio-campo defensivo do CS Marítimo e obrigaram a defensiva madeirense a despejar a bola várias vezes para o seu meio-campo ofensivo. Os famalicenses procuraram atacar maioritariamente pelas alas, principalmente através de Fábio Martins que, com a sua visão de jogo tentou sempre variar com passes diretos, pelo ar, o flanco de jogo para poderem usufruir de uma eventual descompensação defensiva do Marítimo. Para além de Fábio Martins, não houve quem conseguisse desequilibrar, já que os médios nunca conseguiram criar perigo pelo interior.
11 INICIAL E PONTUAÇÔES
Amir (7)
Bebeto (7)
Zainadine (7)
Correa (7)
Rodrigo Pinho (6)
Rúben Ferreira (6)
René Santos (7)
Nanu (7)
Vukovic (6)
Joel Tagueu (7)
Moreno (6)
SUBS UTILIZADOS
Edgar Costa (6)
Getterson (-)
Jhon Cley (-)
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
O CS Marítimo entrou com um plano de jogo baseado nas transições ofensivas. Procuraram muitas vezes Joel Tagueu com passes longos para o camaronês e beneficiaram aliás da pressão alta do FC Famalicão para lhe fazer chegar a bola com qualidade. Foi assim que se adiantaram no marcador no estádio 22 de Junho, com Joel a beneficiar de um corte incompleto de Roderick para se isolar e, na cara de Vaná, a rematar para o fundo das redes. No resto do jogo, viu-se um Marítimo consistente a nível defensivo que ia conseguindo para os ataques famalicenses, de forma aparentemente fácil. No aspeto defensivo, de destacar Réne Santos e Bebeto que demonstraram estar em grande forma e muito atentos durante os noventa minutos.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: Coly e Ivo Pinto estrearam-se a titulares. Que análise faz às exibições destes dois jogadores?
João Pedro Sousa: “Estou muito feliz com a exibição do ivo Pinto. Deu seguimento ao que já tinha feito em Paços de Ferreira. Subiu bem pela lateral e conseguiu defender bem. Quanto ao Coly, chegou mais tarde, mas fez, também ele, um grande jogo. Só vieram demonstrar a grande qualidade que têm e vieram acrescentar qualidade ao plantel.”
CS Marítimo
BnR: O Marítimo adaptou-se à forma de atacar do Famalicão ao longo do jogo. Considera que a pressão exercida pelos famalicenses favoreceu o seu plano de jogo ofensivo?
José Gomes: “Sim, um jogador não pode ser omnipresente. A saber que o FAmaçicão gosta de fazer essa pressão tínhamos que arranjar uma forma de passar por essas linhas, de forma a chegar, não só ao Joel, mas também ao Rodrigo, ao Correa e ao Rúben (Ferreira). Os jogadores interpretaram e executaram bem o plano de jogo e estou contente com esse aspeto.”
A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DE LUXO VALE VITÓRIA À UD OLIVEIRENSE
Mais uma tarde de basquetebol no Pavilhão Multiusos de Sines, com a UD Oliveirense a bater o SL Benfica por 83-81 na final da Taça Hugo dos Santos. A equipa bicampeã nacional entrou com toda a força, e dominou todo o primeiro quarto, com os encarnados a parecerem acusar mais o desgaste de ontem e a perderem o período por 21-13. No segundo quarto, as águias equilibraram o jogo, embora sem nunca terem recuperado a desvantagem que vinha dos primeiros dez minutos.
Já na segunda parte a história foi outra, e desta feita foi o SL Benfica a entrar mais forte, conseguindo mesmo recuperar o jogo e a prometer emoção para o último período. Tal como nos jogos de ontem, também este teve um final emocionante, com ambas as equipas a trocarem cestos até aos derradeiros momentos. Aí, a estrela do jogo sorriu aos atuais campeões nacionais, com o último lançamento do SL Benfica a não passar do aro.
A FIGURA
Fonte: FPB
Ambiente no pavilhão – Grande ambiente no multiusos de Sines, com forte apoio a ambas as equipas com o público a estar à altura do que aconteceu no court. É com mais eventos destes e com aderência do público que o basquetebol português vai crescer.
O FORA DE JOGO
Fonte: FIBA
Entrada do SL Benfica – Apesar da ausência de Betinho Gomes, nada justifica o péssimo início de jogo da equipa encarnada. O primeiro período foi totalmente dominado pela Oliveirense, e não fossem os ajustes feitos pelo treinador Carlos Lisboa e o jogo poderia ter acabado muito cedo.
ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE
A equipa treinada por Norberto Alves procurou sempre a superioridade nas tabelas, algo que contribuiu para o forte primeiro período da equipa vencedora. Além disso, a estratégia da UD Oliveirense passou por esticar o jogo de forma a explorar o lançamento de três pontos.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
José Barbosa (7)
João Balseiro (5)
Duda Sanadze (7)
John Fields (7)
Shonn Miller (7)
SUBS UTILIZADOS
Corey Sanders (7)
André Bessa (4)
João Grosso (4)
João Guerreiro (4)
Marc-Eddy Norelia (6)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O SL Benfica jogou de forma muito semelhante ao jogo de ontem e como tem sido habitual, com dois jogadores exteriores, dois perto da área restritiva e Fábio Lima a criar a ligação entre os dois setores.
Como em qualquer equipa de futebol, existe sempre um jogador que não é unânime para a massa associativa.
Para uns, é o Ronaldo da equipa, mas para outros, é apenas mais um que não acrescenta propriamente qualidade ao jogo.Na verdade, estes são atletas que têm uma orelha a arder e outra com a temperatura de quem não é criticado pelos adeptos.
O FC Porto também tem os seus jogadores que não são consensuais nas hostes azuis e brancas, sendo que, neste artigo, vou-vos falar de Shoya Nakajima.
O médio/extremo nipónico foi das contratações mais caras de sempre do FC Porto, e isso, por si só, coloca-lhe um peso nos ombros para ser a estrela da equipa. Foram, nada mais, nada menos, do que 12 milhões de euros por 50% do passe. Sem dúvida, a aquisição mais sonante dos portistas no mercado de verão.
Este já tinha estado no radar benfiquista, mas os dragões ganharam a corrida por um jogador que, recorde-se, já tinha brilhado em Portugal ao serviço do Portimonense SC.
Com 15 golos apontados com a camisola dos algarvios, seguiu para o Al-Duhail SC, onde também apontou 15 tentos numa época e meia. São números positivos para um médio/extremo. No entanto, jogar numa equipa grande acarreta outras responsabilidades e até números. Claro que Nakajima está muito longe dos números que até o levaram à seleção do japão, mas ainda estamos numa fase precoce da época e tudo é possível.
Inicialmente com a camisola oito que era de Yacine Brahimi, os adeptos perceberam logo que este iria ser o substituto do mágico argelino, mas acabou por ficar com a camisola que melhor se encaixa com as suas características: o número dez, o do craque e do mago da equipa, que outrora pertencera a Óliver Torres.
O número dez portista está sempre em movimento, baralhando as defesas adversárias. Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Neste FC Porto de Sérgio Conceição, é o terceiro médio da equipa, que procura fazer a transição para o ataque e desequilibrar a zona central mais ofensiva do terreno. Chegou a impôr à equipa azul e branca um novo estilo de jogo: o tiki-taka, que, apesar de tudo, só se vê em algumas jogadas dos dragões. Parece-me mais que evidente que, com este jogador em campo, o FC Porto abandonou o chutão para a frente, procurando, através da posse de bola, abrir as defesas adversárias e causar estragos. Mas, mesmo assim, continua a ser uma posse de bola um pouco lenta e previsível, o que claramente tem de ser melhorado.
Mas porque é que Nakajima divide a opinião dos adeptos portistas?
Para mim, isto deve-se à conjugação de dois fatores: o preço elevado da sua compra e até o pequeno conflito com Sérgio Conceição no final do jogo ante o Portimonense SC. Esse episódio colocou ao de cima uma das fragilidades do futebol de Nakajima: o comprometimento defensivo, que, refira-se, já foi corrigido.
Por outro lado, há quem aplauda cada jogada do japonês, uma vez que tem um toque de bola, capacidade de distribuição de jogo e de remate ímpar na equipa.
É, pois, impossível não gostar de Shoya Nakajima, já que, independentemente de tudo o que acontecer, irá sempre brindar os adeptos do FC Porto e do futebol em geral com um sorriso na cara.
Infelizmente, não pôde dar o seu contributo no jogo frente ao SC Braga (em que claramente os dragões sentiram a sua falta), mas espera-se que esteja disponível para brilhar na Taça da Liga.
A CRÓNICA: OS ESCOLHIDOS A DEDO, VERSUS, OS IMPOTENTES
Em partida a contar para a 23ª jornada da Premier League, o Liverpool bateu em Anfield, o United, por duas bolas a zero. E com um golpe, “matou” dois “coelhos”. Matematicamente, ainda não acabou com as hipóteses do City chegar ao título, porém, enquanto uns vão perdendo pontos aqui e ali, outros não vacilam. O primeiro golo surgiu à passagem do minuto 14’, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Alexander-Arnold, que encontrou Virgil Van Djik nas alturas, cabeceando para o fundo das redes. Se duvidas houvessem, Salah, o mais desaparecido do trio de ataque, carimbou a vitória, no ultimo minuto da compensação.
Apesar do “massacre” aplicado em 80% do tempo de jogo por parte do Liverpool ao Man.United, os red devils tiveram uma entrada positiva. Conseguiam ter bola, fazendo-a circular com qualidade entre os diferentes setores… O assustador, deu-se quando os reds subiram linhas e executaram a já conhecida pressão asfixiante que costumam impor sobre qualquer adversário. Aí, o United primeiro tremeu, depois sofreu. O meio campo dos da casa, funcionou como a “caixa de velocidades” deste carro que é o Liverpool. Todo-o-terreno, diga-se.
Com o passar do tempo, a disparidade de qualidade entre os conjuntos foi-se tornando cada vez mais notória. O United, apenas a espaços conseguia criar perigo, enquanto que do outro lado, o Liverpool só não goleava, porque o esférico passava sempre a centímetros da baliza. E quando não era a falta de pontaria, era De Gea (muito provavelmente, o melhor dos visitantes, a par de Matic). A diferença mínima arrastou-se e a incerteza no resultado também. Foi preciso uma assistência de Alisson, para o egípcio selar a vitória. Três pontos mais perto do título, três pontos mais longe do Man.City.
A FIGURA
Fonte: Liverpool FC
Georginio Wijnaldum – Podia considerar o meio campo do Liverpool como a figura, mas desta vez, a escolha recai sobre o holandês. Um autêntico poço de força, mas não só! Força, técnica e conhecimento tático acima da média. A meu ver, é o protótipo de jogador “à Klopp”. O jogador mais completo deste plantel recheado de qualidade.
O FORA DE JOGO
Fonte: Manchester United FC
Victor Lindelof – Se foi pelo ex-Benfica que os red devils saíram derrotados deste jogo? Não. Porém, foi o mais instável daquela defesa, que é um monte de problemas. Saiu a jogar em situações que devia ter lançado longo na frente e vice-versa, falhou inúmeros passes em zona proibida e foi demasiado “mansinho”, perante um ataque agressivo como o do Liverpool.
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
Uma equipa fantástica orientada por um treinador excêntrico. Que mais se pode dizer deste Liverpool? Atualmente tem o melhor guarda-redes, a melhor defesa (já nem interessa quem é o homem ao lado Van Djik), o melhor meio campo (Henderson, Wijnaldum e “outro”) e o melhor ataque do mundo. Parece que os jogadores foram escolhidos a dedo por Klopp, com o intuito de aniquilar qualquer equipa. A nível coletivo: perfeitos (se a perfeição existe). Do ponto de vista individual, só não têm um “Bola de Ouro”, porque Firmino, Mané e Salah, dividem equitativamente os golos, para nenhum ficar triste. Ah, e Ronaldo e Messi ainda jogam à bola… De qualquer forma, os reds alinharam no seu 4-3-3 clássico e vertiginoso, com Alisson Becker na “cadeirinha”, Arnold, Goméz, Robertson e o já referido “senhor 85 milhões”, Chamberlain, ladeado pelos “monstros” do centro do terreno, a apoiar, aqueles “rapazitos” de quem se fala.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alisson (6)
Robertson (7)
Van Djik (7)
Joe Gomez (6)
Alexander-Arnold (6)
Henderson (7)
Wijnaldum (8)
Oxlade-Chamberlain (7)
Sadio Mané (8)
Salah (7)
Firmino (8)
SUBS UTILIZADOS
Lallana (6)
Fabinho (5)
Origi (5)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC
O Manchester United apresentou-se em campo com o seu 4-2-3-1 habitual, desdobrável em 3-4-1-2 no processo ofensivo. Vertente esta, devido à presença de dois laterais esquerdos (Shaw e Williams) no onze escalado por Ole Gunnar Solskjaer, certamente com a função de tentar conter as três “flechas” apontadas à sua baliza. Matic e Fred, como duplo pivô defensivo à frente dos centrais. O sérvio, naturalmente mais posicional, enquanto que o brasileiro, usufruía de maior liberdade para construir e lançar o ataque. Andreas Pereira, no papel, seria o número dez do United, mas na prática foi o oito, e por vezes, o terceiro seis (!). Na frente, James e Martial, tinham a árdua tarefa de combater com aquele que, para mim e para tantos outros, é o melhor quarteto defensivo da atualidade.
Num encontro entre duas equipas que ocupam lugares confortáveis na metade de cima da tabela da Segunda Liga, o Académico de Viseu e o GD Chaves empatarem sem golos, num jogo onde as oportunidades foram praticamente inexistentes. Apesar do tempo de posse de bola ter sido favorável aos flavienses, foram os homens de Viseu que criaram mais perigo junto da baliza adversária, sobretudo através da ala esquerda, onde Jorge Miguel e Jean Patric protagonizaram diversas combinações. Do lado do Chaves, Benny foi se destacando pelas várias vezes em que tentou alvejar a baliza de Janota, mas nenhuma delas assustou o guarda-redes beirão. Também João Correia, jovem extremo (esta tarde adaptado a lateral direito) emprestado pelo Vitória SC, foi estando em grande plano, mostrando-se muito disponível e utilizando a sua velocidade para atacar o flanco direito e ganhar espaço nas costas da defesa beirã. No entanto, nenhuma equipa conseguiu desfazer o nulo, e numa tarde fria em Viseu, assistiu-se a um jogo mais frio ainda.
A FIGURA
Fonte: GD Chaves
João Correia – Numa exibição apagada de quase todos os intervenientes, o jovem jogador destacou-se pela sua capacidade técnica e pela determinação com que atacou cada bola que lhe era disponibilizada. Um talento a ter em conta para o futuro.
O FORA DE JOGO
Fonte: Bola na Rede
Segunda parte – A primeira parte já havia sido de fraca qualidade, mas ainda existiram nela algumas oportunidades. Já na segunda, nada se passou de relevante, sendo que só nos descontos é que houve uma oportunidade de golo, para o lado dos flavienses.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC
Com Jean Patric e Luisinho muito interventivos nos dois extremos do terreno, a função de pautar o jogo ofensivo do 4-3-3 viseense esteve hoje entregue a Fernando Ferreira (ocupou a posição que habitualmente pertence a Latyr Fall). A defender, Mathaus voltou a estar em muito bom plano, sendo o “bombeiro de serviço” em alguns casos onde o meio-campo academista vacilou e entregou a bola ao adversário.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Janota (6)
Tiago Almeida (5)
Pica (6)
Mathaus (6)
Jorge Miguel (6)
Diogo Santos (6)
Zimbabwe (6)
Fernando Ferreira (5)
Luisinho (6)
Jean Patric (6)
Anthony Carter (6)
SUBS UTILIZADOS
Latyr Fall (6)
João Mário (6)
Bruninho (6)
ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES
Dispostos num 4-3-3 na ficha de jogo, foi assim que a turma flaviense foi tentando travar as ofensivas do Académico, tendo Jefferson sido o principal ajudante dos quatro homens mais recuados. A atacar, o mesmo Jefferson alinhava-se com os dois centrais e a equipa formava um 3-5-2, com João Correia (pela direita) e José Gomes (pela esquerda) a serem constantemente chamados a jogos, nas laterais do terreno.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Nunes (6)
João Correia (6)
Hugo Basto (6)
Kevin Medina (5)
José Gomes (6)
Jefferson Santos (6)
Raphael Guzzo (6)
Bernardo Martins (5)
Platiny (5)
Benny (6)
André Luís (5)
SUBS UTILIZADOS
Wagner (5)
João Teixeira (6)
Fatai (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
GD Chaves
BnR – Dada a falta de concretização da equipa, que já abordou, considera ir ao mercado de transferências para reforçar o ataque?
César Peixoto – Temos o André e o Platiny, que são dois jogadores de muita qualidade, portanto penso que não será por aí. As coisas não saíram bem hoje, mas no futuro começarão a sair, portanto o ataque ao mercado não deverá ser uma realidade.
Académico de Viseu FC
BnR – A falta de eficácia mantém-se uma constante, como pensa resolver essa lacuna?
Rui Borges – É continuar a trabalhar. Só tenho que dar os parabéns à equipa, pois tivemos um jogo há 48 horas que foi muito desgastante, tanto física como mentalmente. Quanto ao ataque, não venho para aqui queixar-me, vamos trabalhar com aquilo que temos.
A CRÓNICA: Depois de um início inqualificável, Portugal recuperou e ainda assustou os islandeses. Mas na hora da verdade, a experiência falou mais alto, e a seleção não conseguiu somar a segunda vitória na main round.
Se perguntássemos a Paulo Pereira qual seria o pior início possível neste jogo com a Islândia, a resposta dificilmente seria pior do que o que verdadeiramente aconteceu.
Com o sete inicial do costume, Portugal entrou completamente desconcentrado no encontro. Maus passes, falhas de remate e passos, parecia que a Lei de Murphy estava em ação e tudo o que poderia correr mal, estava a correr mal. Aos seis minutos a desvantagem lusa já era de 4-0 e foi preciso mudar por completo a primeira linha para se ver o primeiro remate à baliza quando o cronómetro assinalava oito minutos jogados – que mesmo assim foi defendido por Gustavsson que ia fechando a baliza islandesa.
Contudo, e apesar desse mau início, a entrada de Alexandre Cavalcanti, Miguel Martins e Belone Moreira mexeu positivamente com o jogo. Paulo Pereira decidiu retirar o ponta esquerda Diogo Branquinho e colocar Luis Frade que fazia constantes entradas a segundo pivot. Lentamente a seleção começou a melhorar no ataque e recuperou de 1-7 para 10-11. Os minutos que se seguiram eram de emoção, com Portugal a procurar o empate, mas a Islândia ia abrindo a defesa lusa com facilidade.
Ao intervalo a desvantagem era de apenas dois golos (12-14), mas no segundo tempo, e graças a uma entrada forte, o empate chegou de imediato. Num jogo de parada e resposta, Paulo Pereira voltou a colocar em campo a primeira linha que iniciara o encontro, mas as falhas técnicas voltaram juntamente. Um conjunto de más decisões por parte de João Ferraz permitiram à Islândia voltar à liderança, e com a defesa portuguesa em dia não, Aron Palmarsson ia marcando golos sem grande dificuldade.
O coração voltou a bater mais forte quando António Areia teve a oportunidade de empatar o jogo, mas o seu livre de sete metros saiu muito ao lado.
A Islândia geriu o resultado e conseguiu assim a vitória por 25-28, somando os seus primeiros pontos na main round. Já Portugal vê agora as meias-finais como um sonho distante caso a Eslovénia e Noruega vençam os seus respetivos jogos.
A FIGURA
Fonte: Aalborg Handbold
Janus Smarason – O central islandês que defende as cores do Aalborg Håndbold fez o que quis da defesa portuguesa e foi, juntamente com Gustavsson o guarda-redes, a chave para esta vitória. Com oito golos em dez remates esteve imparável no ataque aos seis metros e foi a grande estrela quando Aron Palmarsson se encontrava no banco.
O FORA DE JOGO
Fonte: FPA
Defesa portuguesa – Portugal falhou muito no ataque, mas alguns dos golos sofridos neste jogo fizeram os adeptos pensar se esta era a mesma equipa que dominara a Suécia dois dias antes. A primeira linha islandesa dominou o bloco central e tornou impossível a remontada lusa.
ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL
Dado o início de jogo de Portugal, perder apenas por três pode ser visto como uma vitória moral, mas dado o nível a que esta equipa nos tem habituado, é impossível ficar contente com uma derrota. Ofensivamente a seleção portuguesa foi incapaz de colocar o seu jogo em prática. Más finalizações, faltas atacantes, passos, maus passes, ficou claro desde cedo que seria difícil vencer o jogo através do ataque. Contudo, a defesa, que até agora tantas vezes foi a base para as boas exibições portuguesas também estava em dia não, e ao tentarem pressionar mais alto acabaram por abrir espaços aos seis metros que foram sendo aproveitados.
SETE INICIAL + PONTUAÇÕES
Alfredo Quintana – 6
Diogo Branquinho – 6
Fábio Magalhães – 6
Rui Silva – 5
João Ferraz – 4
Pedro Portela – 5
Alexis Borges – 6
SUBS UTILIZADOS
Fábio Vidrago – 5
Alexandre Cavalcanti – 5
Miguel Martins – 6
Belone Moreira – 6
António Areia – 6
Daymaro Salina – 5
Luis Frade – 6
ANÁLISE TÁTICA ISLÂNDIA
Com a sua defesa 6×0 extremamente forte fisicamente, a Islândia causou muitos problemas a Portugal, especialmente nos minutos iniciais. Ao aproveitarem cada erro luso conseguiram rapidamente chegar a uma vantagem de 1-7 e parecia que o resultado poderia assumir proporções impensáveis. No entanto o ataque português começou a carburar e o foco nórdico mudou da defesa para o ataque. Dadas a facilidade com que penetravam a defesa portuguesa, a Islândia usou (e abusou) dos duelos individuais e das entradas aos seis metros para se irem mantendo na vantagem. E com Janus Smarason a um nível altíssimo, esta vitória foi mais que justa.
Com a entrada numa nova década, importa relembrar o primeiro ano deste século, abordar o estado atual e fazer uma pequena alusão sobre o futuro. Com o futebol português como pano de fundo, muita coisa haveria por dizer, mas vamos lá debruçar-nos de forma sintética sobre o passado, o presente e o que pode (ou não) estar para vir.
Há 20 anos
Recuando 20 anos, exatamente porque se iniciou um novo século, a vida era bem diferente daquela que conhecemos hoje, assim como o futebol em Portugal. Este vinha sendo dominado pelo FC Porto que procurava um inédito sexto título consecutivo, mas em 2000, o Sporting CP travou este intento e conquistou, 18 anos depois, um novo título de campeão nacional. Sob o comando de Augusto Inácio, os leões voltaram a sentir aquela alegria especial e todos nos lembramos das saudosas camisolas da Telecel. Como também nos lembramos de Beto Acosta, Mpenza, Pedro Barbosa, Toñito, André Cruz ou César Prates – tudo rostos do sucesso em tempos. Alvalade voltava a ser o trono do futebol nacional na viragem do século, quando foram precisos 18 longos anos para tal.
Mário Jardel era um dos nomes que encantava nos relvados nacionais, ele que terminou esse campeonato com 38 golos apontados ao serviço dos dragões. Uma quantia absurda, mas admirável, naquela que foi a quarta e última época a Norte. Já o SL Benfica findou essa época no terceiro posto e prosseguia a sua travessia no deserto – em tempos marcados pela crise financeira e pelo desastre de Vigo. O quarto lugar foi ocupado pelo Boavista FC – o grande Boavistão – e o Gil Vicente FC lograva um honroso quinto lugar.
Este era um tempo em que existiam clubes que já não estão entre nós – ou que já não são conhecidos como eram – como o CF Estrela da Amadora, SC Salgueiros ou o SC Campomaiorense. UD Leiria, FC Alverca e SC Farense também figuravam no principal escalão e todos eles conseguiram a manutenção nessa temporada. Numa Liga a 18, quem não conseguiu tal feito e desceu de divisão foram o Rio Ave FC, Vitória FC e CD Santa Clara, numa altura em que o SC Braga ainda ocupava lugares modestos, como a nona posição.
Relativamente à Segunda Liga, esta era igualmente disputada por 18 clubes e registava o nível competitivo pela qual ainda é conhecida. As três formações que subiram de divisão nesse ano de 2000 foram o FC Paços de Ferreira, SC Beira-Mar e CD Aves, época em que os clubes do Norte predominavam em representação. A Taça de Portugal foi conquistada pelo FC Porto – que bateu o Sporting CP na final – e a Seleção Nacional realizou um grande Europeu, que ficou marcado pela mão de Abel Xavier. Tudo isto e muito mais marcou um novo virar de página e a entrada na nova era que todos conhecemos.
Atualmente
Nestas primeiras duas décadas muita coisa mudou. Não no formato das competições – embora já tenham sofrido alterações a nível do número de clubes, entretanto já repostas – mas sobretudo a nível de hegemonia e mesmo de comunicação. Atualmente, é o SL Benfica quem domina internamente, tendo conquistado cinco dos últimos seis campeonatos. Os encarnados estão mesmo num patamar diferente e são hoje conhecidos pelos negócios de transferências que efetuam, assim como pela aposta na formação. Tal como as saudosas camisolas verde e brancas da Telecel, também as da Fly Emirates nos irão preencher a memória daqui a uns anos. Os encarnados vivem um dos melhores momentos da sua história e já pensam em novo sucesso europeu num futuro não muito distante.
Um ponto em comum com 2000 é o facto de se assinalarem 18 anos desde que o Sporting CP não vence o título de campeão, sendo pouco provável que o irá conseguir esta temporada e por isso veja esta conta aumentar. O FC Porto tem sido o principal concorrente das águias, mas vivem o período de menor fulgor da era Pinto da Costa. Pode dizer-se que a agulha virou e a hegemonia passou do Porto para Lisboa. Passámos a ter a ascensão do SC Braga que tem alcançando posições cimeiras frequentemente e, mais recentemente, o FC Famalicão como um caso de sucesso, prometendo ser um caso sério nos próximos anos, mas continuamos a ter apenas dois crónicos candidatos ao título e com pontuações cada vez mais elevadas.
Na entrada para uma nova década, o atual campeonato principal encontra-se precisamente a meio. Vai ser uma luta aguerrida para atingir os objetivos Fonte: Liga Portugal
Por outro lado, Boavista FC e CF “Os Belenenses” já não são o que foram outrora. Aliás, os do Restelo até estão a competir nas distritais, num processo de divisão entre o clube e a SAD, evidenciando a crise que ali se instalou. As panteras também já competiram nas divisões inferiores até regressarem ao primeiro escalão, mas ainda se encontram bem distantes daquilo que já foram em tempos. Quanto à Segunda Liga, já viu o seu formato alargado, embora tenha regressado ao que já nos habituou; tal como a Primeira Liga, já teve vários patrocinadores e por lá se encontram diversos históricos, numa luta sempre aguerrida pela promoção. A Seleção Nacional está melhor do que nunca e é uma das melhores do Mundo, tendo já arrecadado dois troféus internacionais.
Uma das grandes mudanças verificadas foi a transmissão televisiva dos jogos – em que hoje são transmitidas todas as partidas do primeiro escalão, o que era impensável no início do século. Entretanto, uma nova competição foi criada, a Taça da Liga, e sempre foi vista como uma prova menor pela generalidade dos clubes. A criação do Canal 11 é uma das mais recentes novidades e é um claro sinal de mudança dos tempos.
Neste ponto, o plano comunicacional sofreu uma grande evolução e os clubes passaram a ter maior contacto com os seus adeptos, sobretudo através das redes sociais. Este fenómeno está bastante popularizado e são os principais meios de comunicação destes. A nível de polémicas, o futebol português continua no auge e muito vieram contribuir as novas ferramentas de comunicação. Para o bem e para o mal, estas têm sido utilizadas pelos clubes para unir os adeptos em torno da sua causa. Certamente que a polémica sempre esteve muito presente, mas hoje ela pode ser projetada a um nível que antes não era possível.
No futuro
A terceira década do século ainda agora iniciou e o desejo é que os anos 20 possam ser, de alguma forma, anos de mudança para um ambiente e prática de um melhor futebol, isto é, que o futebol português seja capaz de alterar algumas das suas normas para um melhor funcionamento geral. Penso que deveriam ser implementadas algumas medidas, no sentido de defender e prestigiar as competições em Portugal, como por exemplo: a centralização dos direitos televisivos; os clubes deixarem de aprovar os regulamentos; criação de novas leis para que quem ataca e descredibiliza constantemente as competições seja severamente punido; e que comece a existir um tratamento mais igualitário entre todos os clubes, nomeadamente na imprensa, como nos jornais e nas televisões.
Entre muitas outras, penso que estas medidas têm de ser levadas seriamente em conta, para que se veja uma maior competitividade e qualidade no nosso futebol e para que se reduzam drasticamente as polémicas e isto comece a ser, finalmente, levado mais a sério. Bem sei que isto pode parecer muito difícil de acontecer a curto/médio prazo, mas o futebol português merece ser muito melhor tratado.
Como 2020 nos faz pensar a todos sobre como pode ser o futuro, existem algumas questões que merecem toda a atenção, como as mudanças que começam a ser introduzidas no futebol. Com estas a acontecer recorrentemente, como as competições de certos países a mudarem de continente a troco de verbas exorbitantes, levam-nos a pensar sobre se isto poderá vir a ser uma prática. Será que os campeonatos nacionais podem vir a sofrer mudanças estruturais, resultado das alterações globais? Já se falou de uma Superliga Europeia e embora Portugal pareça não ter a devida visibilidade para entrar neste círculo, o processo de internacionalização que o SL Benfica, por exemplo, tem levado a cabo ultimamente, pode constituir-se como uma eventual ‘candidatura’ aos novos tempos que se avizinham.
As alterações estruturais das competições têm sido uma realidade e a internacionalização parece ser, cada vez mais, o próximo passo. Apenas o tempo poderá esclarecer melhor estas questões.
Na passada sexta-feira, dia 17 de janeiro, foi eleito o novo presidente do Vitória FC. Paulo Gomes, que a 18 de dezembro de 2019 se tinha demitido com outros quatro elementos da direção. Esta decisão fez a presidência de Vítor Hugo Valente antecipar as eleições, que deram vitória à lista D.
No total de 2.384 votos apurados no pavilhão Antoine Velge, José Dias Mendes (lista C), com 332 votos, Pedro Gaiveo Luzio (B), com 246, e Chumbita Nunes (A), com 181, ocuparam as posições seguintes. Num sistema que para mim deveria ser o de todos os clubes, o de apenas um voto por sócio, foram estes os resultados das eleições na passada sexta-feira.
Este método é o único que para mim faz sentido porque há outras mil e uma formas de favorecer a antiguidade dos sócios e acho que há uma coisa clarinha como a água, principalmente num clube ali do outro lado da margem: nunca vais ter estabilidade num clube onde o presidente não é o mais votado.
Estas eleições marcaram a história do Vitória FC, naquele que foi o sufrágio mais concorrido do século XXI. Para além disso, foram também as eleições mais concorridas de sempre em 109 anos de história do clube. Mas nem tudo foi perfeito. Quando o presidente da AG, Cardoso Ferreira, se preparava para anunciar os resultados, rebentaram dois petardos e houve uma cadeira arremessada na sua direção.
Segundo as notícias, haviam sido protestos de pessoas com mais de 16 anos que não puderam votar devido ao facto de o sistema informático não estar atualizado. Não sei sequer como é que isto poderá ser possível. Não cabe na cabeça de ninguém isto acontecer a um dos clubes históricos do futebol português como é o Vítoria FC. Depois de encerradas as urnas, a festa do triunfo fez-se ainda antes de Cardoso Ferreira, presidente da mesa da assembleia geral, ter anunciado o resultado das votações.
Já o ex-presidente Vitor Hugo Valente entregou a lista a meia-hora do final do prazo, na sexta-feira. O advogado, de 58 anos, explicou a sua demora: “Não é inocente o facto de querermos ser a quinta lista. Deste modo, somos lista ‘E’ de estabilidade, que é o traço e a marca daquilo que o Vitória tem e foi prometido aos sócios quando fomos eleitos há dois anos”, referiu.
Vítor Hugo Valente alegou também que não é por acaso o número inédito de candidatos à presidência do clube. Referiu até que isso espelhava um cenário de vitalidade no Vitória. . Esperem lá… Se bem me lembro, as últimas direções tiveram uma gestão algo infeliz: atraso de salários e dificuldade em inscrever a sua equipa na Liga Profissional, por exemplo.
E melhor ainda,no dia 28 de junho do ano passado, o clube anunciou a aprovação do Plano Especial de Revitalização por parte dos credores, e consequentemente a sua homologação, sendo este o terceiro PER do Vitória FC nos últimos seis anos. Agora a minha questão é: pede-se ajuda quando está tudo bem, ou devo mesmo estar enganada?
Não venham com a cantiga de que a estabilidade impera em Setúbal. Quem acompanha o futebol português deverá saber que o Vitória Futebol Clube tem passado por graves problemas financeiros há vários anos, fruto de uma SAD que está afogada em dívidas.
O ex-presidente ainda tinha outro trunfo na manga, mas que de nada lhe serviu. Apresentou Gerard Lopéz, acionista e presidente do Lille, como investidor do clube da Primeira Liga de Futebol, caso tivesse sido reeleito.
O ex-presidente ainda apresentou Gerard Lopéz, acionista e presidente do Lille, como investidor do clube Fonte: Vitória FC
Todavia, a vitória foi adquirida por Paulo Gomes. A tarefa de certo não será fácil para ele e para a sua equipa, mas também não será impossível. O Vitória FC é um dos históricos do futebol português e seria realmente uma pena que se perdesse por direções mal organizadas e más gestoras.
Com o início do ano de 2020, e após o já conhecido período de adaptação dos jogadores a um clube, podem-se começar a fazer os primeiros balanços sobre as contratações no mercado de Verão. Iremos analisar um reforço em específico e compará-lo com a outra alternativa que existe no plantel. Como tal, iremos falar sobre Valentin Rosier e Stefan Ristovski, os dois defesas laterais, que estão nas opções do treinador leonino Silas, para o corredor direito.
Valentin Rosier, de 23 anos, chegou ao Sporting proveniente do Dijon, por uma verba de 5M de euros, ficando blindado com uma cláusula de rescisão de 60M de euros. Para um clube como o Sporting, onde a realidade financeira é algo atribulada, cinco milhões de euros por um defesa lateral é uma quantia elevada. Contudo, Rosier é um lateral de grande qualidade e os sportinguistas entendem o porquê dessa quantia para a sua compra.
Já demonstrou qualidade na maior parte dos jogos em que participou, oferecendo consistência e credibilidade ao corredor direito. Os timings de subida para o ataque e descida para a defesa são muito bons. Possui um bom primeiro toque, uma técnica assinalável, um excelente sentido de posicionamento e é muito forte nas interceções e na leitura de jogo, o que faz dele uma peça importante para o plantel.
Ristovski é um elemento fundamental na manobra defensiva da equipa leonina entregando-se muito ao jogo Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Mas existe outro jogador no plantel, para a mesma posição, que merece o respeito de todos os sportinguistas. É um jogador que quer entre como titular ou suplente, dá tudo em prol da equipa e não sendo uma vedeta, é ainda assim um elemento fundamental para o equilíbrio do grupo. Estamos a falar do macedónio Stefan Ristovski.
Tendo em conta que não é vistoso ou tecnicista, é sim um jogador simples, de equipa e com uma personalidade “fria” e humilde. O seu jogo tem como base os seus movimentos verticais, recorre à falta sempre que o tem que fazer e oferece um “pulmão” inacreditável no corredor direito.
Tais características tornam-no um jogador de combate, competente, incansável e determinante no seio do plantel leonino, tendo ainda que melhorar em “erros pontuais” que por vezes comete, sendo este aspeto um ponto negativo do jogador. Também possui outro aspeto negativo derivado à sua nacionalidade, pois a Macedónia do Norte possui pouca projeção internacional e como tal, considero que estamos perante um jogador algo subvalorizado.
Concluindo, penso que o Sporting está bem servido de jogadores para essa posição e creio que temos dois jogadores de combate prontos para jogar em qualquer jogo.