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Jogadores que admiro #106 – James Maddison

Virtuoso, inteligente, mágico, técnico, rápido com a bola nos pés e com uma grande visão de jogo. Todas estas características encaixam no perfil de James Maddison, médio ofensivo inglês, com 23 anos, que atua atualmente no Leicester City FC. Pode atuar no centro do terreno ou a partir de uma ala, fazendo movimentos interiores, sempre com preferência no ataque.

Este jovem médio inglês é o principal criativo e um dos maiores responsáveis pela atual terceira posição do Leicester na Premier League. Um jogador raro, como eu considero, um “número 10” moderno. Assume a batuta do último terço atacante no que toca a criativadade, sendo o maestro da equipa. Segundo o site especializado em valores de mercado de futebol, Transfermarkt, está avaliado em 60 milhões de euros.

Formado no Coventry City, em 2015, aos 19 anos “deu o salto” para o Norwich City FC. Após dois empréstimos, na época de 2017/18 finalmente assumiu-se como titular indiscutível no Norwich, fazendo 15 golos e dando a marcar oito em 49 jogos. Na época seguinte transferiu-se para o Leicester por 25 milhões de euros. Conta com apenas um jogo na principal seleção inglesa, mas muitas mais internacionalizações estarão para vir.

Na sua primeira época nos “Foxes” marcou sete golos e realizou cinco assistências em 38 jogos. Em apenas metade da época decorrente, em apenas 26 jogos, já quase igualou a participação em golos da época transata, marcando nove tentos e feito duas assistências.

Excelente batedor de livres diretos, com a sua a técnica a fazer lembrar David Beckham. É um jogador com muita classe e poder de decisão, tendo a capacidade de desmarcar os seus colegas e criar situações de golo iminente, ou rematar à baliza com perigo.

Fonte: Leicester City FC

Na minha opinião, apesar da grande época que o Leicester City está a realizar, Maddison está pronto para “voos” maiores. A sua versatilidade em campo e as suas características apuradas assentam em qualquer equipa em Inglaterra, e até noutros colossos europeus.

Vários rumores apontam uma transferência para o Manchester United FC, clube que necessita urgentemente de voltar ao topo do futebol britânico. Imagino Maddison a encaixar com excelência no Arsenal FC ou Chelsea FC, ou até ser o “10 puro” no 4-2-3-1 de Mourinho.

Olhando para a seleção inglesa, o futuro aparenta sorrir a esta nova geração do futebol britânico. James Maddison, no meu ver, será uma das figuras principais da seleção dos “Três Leões” em breve, ao lado de atuais prodígios, como Jadon Sancho, Declan Rice, Phil Foden, Trent Alexander-Arnold ou Mason Mount.

Na minha opinião, Maddison reúne todas as condições para representar Inglaterra no Campeonato de Europa de 2020, e até pode afirmar-se como um dos pilares ofensivos de Southgate. Mas para isso é necessário manter o nível exibicional e conquistar mais oportunidades de representar a principal seleção inglesa.

Por enquanto, a atual “equipa sensação” de Inglaterra continua no topo da tabela e conta com James Maddison como um dos seus maiores trunfos. É um jogador que, na minha ótica, brilhará noutros palcos maiores muito brevemente, apesar da atual qualidade da equipa de Brendan Rodgers.

Foto de Capa: Premier League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Portugal 25-29 Eslovénia: Fim do sonho português

A CRÓNICA: PORTUGAL TENTOU, LUTOU, MAS NO FINAL NÃO FOI DISCIPLINADO O SUFICIENTE PARA VENCER A ESLOVÉNIA 

Com menos dois pontos do que o seu adversário desta tarde, Portugal sabia que iria ter pela frente um “osso duro de roer”. Liderados pelo central Dean Bombac, os eslovenos tinham aspirações legítimas de atingir as meias-finais e queriam confirmar essa legitimidade com uma vitória.

O encontro começou com o equilíbrio esperado. Portugal e Eslovénia iam trocando lideranças no marcador e o recuperado André Gomes assumia destaque no ataque luso, graças à sua capacidade de impulsão e remate exterior. Três golos do lateral português deram à seleção uma vantagem de dois golos, mas duas falhas técnicas consecutivas (desconcentrações ofensivas que permitiram a Blaz Janc roubar a bola e marcar em contra-ataque), devolveram o empate ao conjunto esloveno.

Com ambas as equipas extremamente equiparadas, Portugal ia cometendo falhas técnicas que podiam ter-lhe saído caro, não fosse Alfredo Quintana ter realizado mais uma enorme exibição onde fechou a baliza portuguesa. Graças às suas intervenções e a um parcial de 3-0 a fechar o primeiro tempo, Portugal foi para o descanso na frente por 15-14.

A segunda parte, no entanto, marcou o fim do sonho português de atingir as meias-finais. Um conjunto de exclusões de dois minutos e desatenções ofensivas e defensivas permitiram à Eslovénia saltar para a liderança, e foi nesse momento que a experiência competitiva eslovena falou mais alto.

Com uma vantagem de três golos ao entrar para os últimos dez minutos do encontro, Portugal tentava jogar o mais depressa possível de forma a conseguir reduzir a desvantagem, mas essa pressa e precipitação lusa levava a más decisões e falhas técnicas que a equipa de Ljubomir Vranjes (e especialmente o lateral-direito Jure Dolenec) aproveitavam para dilatar o marcador.

O resultado final foi assim uma derrota portuguesa por 24-29, que pôs fim, assim, às aspirações lusas de chegar às meias-finais do Campeonato da Europa.

 

A FIGURA

Fonte: FAP

Alfredo Quintana – A EHF escolheu Jure Dolenec como homem do jogo, mas a escolha deveria ter caído sobre Alfredo Quintana. O guarda-redes da seleção nacional terminou o encontro com 15 defesas e 35% de eficácia defensiva, e foi a grande razão para Portugal se ter mantido na luta pelo resultado até perto do final. Especialmente mortífero aos seis metros, o guardião do FC Porto fechou a baliza, mas não foi suficiente para uma vitória.

O FORA DE JOGO

Fonte: FAP

Arbitragem – Nunca se deve falar de arbitragem. Tal como os jogadores, são sujeitos a erros e não devem ser vilificados por essa razão. No entanto, o duo de árbitros dinamarqueses demonstrou alguma falta de critério ao longo da partida, nomeadamente no capitulo das exclusões de dois minutos, e por essa razão são o fora-de-jogo. Não são desculpa para a derrota portuguesa, mas é impossível negar que tiveram influência do decorrer da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Tal como no jogo frente à Islândia, Portugal pecou pelas desconcentrações e falhas técnicas em momentos fulcrais do encontrou. A este nível, onde cada erro é aproveitado pelos adversários, pedia-se mais cabeça fria no momento da decisão, tanto no ataque como na defesa.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

Diogo Branquinho (7)

André Gomes (8)

Rui Silva (6)

João Ferraz (6)

Pedro Portela (6)

Luis Frade (7)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Vidrago (6)

Alexandre Cavalcanti (6)

Fábio Magalhães (7)

Miguel Martins (7)

Belone Moreira (6)

António Areia (7)

Daymaro Salina (6)

Alexis Borges (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÉNIA

Com Dean Bombac e Jure Donelec no sete inicial, a equipa eslovena possuía um misto interessante de velocidade e poder de choque. Com o central Bombac a comandar e a apostar nas penetrações aos seis metros, Jure Dolenec aproveitava os espaços para rematar de fora ou para ele mesmo penetrar em direção à baliza. Contudo, fica a ideia de que era uma equipa ao nível de Portugal.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Klemen Ferlin (7)

Blaz Janc (7)

Blaz Blagotinsek (6)

Dean Bombac (7)

Jure Donelenc (8)

Igor Zabic (6)

Borut Mackovsek (6)

SUBS UTILIZADOS

Nik Henigman (6)

Darko Cingesar (6)

Mario Sostaric (7)

Nejc Cehte (7)

Krisjan Horzen (6)

Foto de Capa: EHF EURO

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Sousa fica pelo caminho na ronda inaugural do Open da Austrália

João Sousa despediu-se, esta manhã, do primeiro Grand Slam da temporada. Coube ao tenista argentino Federico Delbonis dar por terminada a participação do português na competição.

A tarefa do vimaranense não era fácil, tendo em conta que realizou hoje apenas o seu segundo jogo da época.

A falta de ritmo competitivo foi evidente ao longo das duas horas que este encontro teve. Federico Delbonis aproveitou da melhor maneira as fragilidades de João Sousa para se colocar em frente do marcador no primeiro set, após conquistar o break. O argentino dominou por completo esta primeira partida, sem nunca dar hipótese a João Sousa de recuperar da desvantagem de três jogos com que acabou o set.

Se o encontro não estava a correr da melhor maneira para o melhor tenista português de sempre, pior ficou no início do segundo set. João Sousa sofreu novo break, desta vez no seu primeiro jogo de serviço, e a sua tentativa de responder ao adversário revelou-se ineficaz.

João Sousa debateu-se com grandes dificuldades para contrariar o rumo do encontro
Fonte: ATP World Tour

A perder por dois sets, João Sousa tentou operar a reviravolta e chegou a fazer pontos de grande nível. Porém, o equilíbrio prevaleceu na terceira partida e com o empate no placard foi necessário recorrer ao tie-break para decidir as contas do jogo. Ora mais uma vez, João Sousa não contou com o apoio da sorte. A frustração tomou conta do número 59.º do ranking e a vitória de Federico Delbonis viria a ser confirmada pouco depois.

Ainda não foi desta que João Sousa encontrou o caminho para os triunfos. Apesar da derrota, o tenista de 30 anos vai permanecer no torneio australiano na vertente pares ao lado de Pablo Carreno-Busta. Em relação a Federico Delbonis vai defrontar Rafael Nadal na segunda ronda.

Resultado final: João Sousa 0-3 Federico Delbonis (3-6/4-6/6-7)

Foto de Capa: ATP World Tour

Revisto por: Jorge Neves

SC Braga 2-1 Sporting CP: Vitória minhota tirada ao cair do pano

A CRÓNICA: MATHIEU, O ROSTO DA INSTABILIDADE DO SPORTING CP

Minhotos e Leões deram o arranque à final four da Taça da Liga, num jogo marcado por polémica, expulsões e até um protesto das forças policiais destacadas para o Estádio Municipal de Braga. No relvado da Pedreira apresentaram-se, de um lado, um SC Braga numa boa forma exibicional após uma vitória no Dragão. Do outro, um Sporting CP combalido pela derrota em casa frente ao SL Benfica que procurava revalidar o título ganho na época passada.

O jogo começou por ser um género de remake da partida da meia-final da época passada: as mesmas equipas; o SC Braga a marcar cedo; um defesa do Sporting CP a igualar o marcador já no cair do intervalo. Todavia, desta vez, vimos um SC Braga mais determinado a entrar a todo o gás com uma pressão intensa e eficaz no meio campo do Sporting CP que condicionou e muito a construção do jogo leonino. O golo bracarense surge precisamente a partir de uma pressão alta sobre Rodrigo Battaglia que perdeu a bola numa zona perigosa

O Sporting CP demorou a contornar a pressão alta do SC Braga e só a partir da meia hora de jogo, com um remate perigoso de Rafael Camacho, aproveitou um arrefecimento temporário dos minhotos. Os Leões deparavam-se com um autêntico quebra-cabeças à chegada do intervalo em campo quando Mathieu, servido por Bruno Fernandes, num golpe de astúcia consegue assinalar o golo da igualdade.

Os momentos iniciais da segunda parte levavam a crer que o jogo seria mais entusiasmante com ambas as equipas a aparecer com perigo nas áreas contrárias. Todavia, quando o cronómetro assinalava uma hora de jogo deu-se o lance que determinaria o desfecho da partida: Bolasie, que havia entrado há dezasseis minutos para render Doumbia, viu o cartão vermelho na sequência de um lance fortuito que motivou ainda assim a expulsão do avançado africano após análise do VAR pelo árbitro Nuno Almeida. Enfim, um lance que bem analisado deixaria sempre dúvidas sobre a cor do cartão, mas parece que esta é a sina de Bolasie.

A partir de então o Sporting CP meteu “trancas à casa” e não saiu do seu meio-campo enquanto o SC Braga controlava por completo a posse de bola, embora sem criar muitas situações flagrantes de golo. Adivinhava-se que o segundo golo bracarense seria apenas uma questão de tempo, embora só tenha aparecido ao minuto 90’: após um cruzamento pela direita, Raúl Silva ao segundo poste assistiu de cabeça Paulinho que cabeceou para dentro da baliza defendida por Luis Maximiano.

Os instantes finais do jogo ficaram marcados por uma entrada de Mathieu sobre Esgaio que motivou a amostragem “relâmpago” do cartão vermelho ao jogador francês, dando o mote para confrontos entre elementos de ambas as equipas.

Quando um jogador como Mathieu se deixa consumir pelo descontrolo emocional percebe-se que algo não está nada bem em Alvalade, dentro e fora das quatro linhas. Valeu-lhe a atitude de pedir desculpa ao seu colega já no balneário.

O Sporting CP falha de maneira inglória em pleno mês de Janeiro o objectivo mais acessível que ainda lhe restava.

 

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Galeno – O avançado dos minhotos fez hoje uma exibição muito acima da média e foi o grande motor do ataque arsenalista. Provocou desequilíbrios e perigo nos lances de um para um e foi uma autêntica dor de cabeça para Ristovski a quem lhe ganhou quase todos os duelos. É de notar a facilidade do avançado brasileiro em aparecer em espaços interiores do meio-campo do Sporting CP com diagonais vertiginosas. Falhou apenas na finalização já que esteve muito perto do golo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Idrissa Doumbia – Com Battaglia a fazer a sua posição, pretendia-se que o jovem costa-marfinense fosse mais um “médio transportador”. No entanto, foi o jogador leonino que mais acusou a pressão inicial criada pelos jogadores do SC Braga. Enfim, nada lhe correu bem: muitas perdas de bolas e muitos passes falhados levaram a que tivesse de ser substituído ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁCTICA – SC BRAGA

O SC Braga pôs em campo uma formação semelhante àquela com que se apresentou no jogo do Dragão. Na verdade, desde que Ruben Amorim desde que assumiu o comando técnico tem aposta numa linha defensiva “a cinco” que se transformava em três quando a equipa tinha a posse de bola, formando um género de 3-4-3, com os laterais Esgaio e Sequeira a fazerem os respectivos corredores. No meio-campo Fransérgio garantiu o transporte da bola para o ataque, enquanto que na frente Galeno foi o principal agente desequilibrador e protagonista de transições muito rápidas.

Após a expulsão de Bolasie, o SC Braga instalou-se no meio campo de um Sporting CP em desvantagem numérica e fez com que o segundo golo surgisse de forma natural por Paulinho que estivera fortíssimo no apoio ao ataque nas zonas mais centrais fazendo diversas desmarcações de modo a criar espaços para a sua equipa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Bruno Viana (7)

Raúl Silva (8)

Sequeira (7)

Ricardo Esgaio (7)

Tormena (7)

Fransérgio (7)

João Novais (7)

Galeno (9)

Ricardo Horta (8)

Paulinho (8)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (5)

Rui Fonte (5)

Trincão (6)

 

ANÁLISE TÁCTICA – SPORTING CP

A formação leonina apresentou-se no habitual 4-3-3 mas com alterações significativas. Silas surpreendeu ao colocar no meio-campo, em simultâneo, Battaglia e Doumbia. O argentino ocupou uma zona mais recuada do meio campo enquanto o jovem costa-marfinense descaía para a direita em linha com Wendel no lado oposto. Na frente, Bruno Fernandes ocupou a posição de extremo, em concreto, de Bolasie, apesar de aparecer quase sempre nas costas de Luiz Phellype. Rafael Camacho ocupou o eixo direito do ataque dando apoio directo ao ponta-de-lança brasileiro.

Na primeira parte, o Sporting CP viu-se incapaz de fugir à pressão criada pelos jogadores do SC Braga, o que levou a que concedesse o primeiro golo numa fase precoce da partida. Doumbia foi dos que mais acusou essa pressão e teve inclusive de ser substituído ao intervalo.

A partir da expulsão de Bolasie, Silas optou por fazer recuar toda a equipa e tirou Luiz Phellype para colocar mais um central, Neto. O treinador sportinguista resolveu “jogar na retranca” a meia hora do fim do tempo regulamentar e Bruno Fernandes e Rafael Camacho, as unidades mais avançadas dos Leões, viram-se forçados a percorrer uma “terra de ninguém”, incapazes de capitalizar qualquer bola bombeada pela defesa. Na defesa do empate, foi incrível a quantidade de lances ganhos no ar ou pelo chão por Coates que teve o azar de ficar a poucos palmos de altura de impedir o segundo golo do SC Braga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Mathieu (7)

Coates (7)

Ristovski (4)

Doumbia (3)

Battaglia (5)

Bruno Fernandes (7)

Acuña (6)

Wendel (6)

Rafael Camacho (6)

Luiz Phellype (3)

SUBSTITUTOS UTILIZADOS

Neto (5)

Bolasie (4)

Foto de Capa: SC Braga

Revisto por: Jorge Neves

 

 

 

A necessidade cria oportunidades: da Luz à Premier via White Hart Lane

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Gedson Fernandes. Médio português com 21 anos acabados de fazer. Mais um produto da excelente formação do Seixal, mais um produto das escolinhas do Sport Lisboa e Benfica.

Gedson Fernandes é um daqueles nomes que ficará sempre ligado à geração de ouro da formação encarnada – com Ferro, Rúben Dias, João Félix, Gonçalo Guedes, Florentino, Tomás Tavares, João Carvalho, Renato Sanches, Jota e até Tiago Dantas.

Começou a destacar-se na equipa B na época 2016-17 com 17 anos. Foi titular dos Sub-19 na sua campanha até à final da UEFA Youth League – perdida contra o RB Salzburgo – e com 18 anos afirmou-se definitivamente na segunda liga portuguesa. No Verão de 2018 foi chamado à pré-época encarnada e sob o comando do Rui Vitória afirmou-se como titular da equipa principal. Destacou-se logo nas pré-eliminatórias de qualificação para a Champions League.

Gedson Fernandes trouxe ao futebol encarnado aquilo que este tinha perdido com a saída de Renato Sanches – capacidade de transporte de bola e aproximação do sector defensivo ao ofensivo. A sua capacidade física permitiu-lhe preencher o meio campo encarnado, a sua confiança deu-lhe capacidade de assumir a bola e o seu pé direito desde cedo que mostrou qualidade na meia-distância. Apesar do destaque e qualidades evidenciadas, o talento de Gedson parecia ficar aquém do exigido neste novo nível competitivo. Começou a mostrar lacunas técnicas e principalmente de visão e pensamento de jogo. São lacunas que não podem existir num médio ao qual se pede maior criatividade no terço ofensivo do terreno de jogo.

A verdade é que uma época que começou a grande nível tanto para o jogador como para a equipa rapidamente descambou em más exibições e resultados: no campeonato o FC Porto cada vez mais distante e na Europa sempre em baixo rendimento. Janeiro trouxe alterações na equipa técnica e consigo uma revolução táctica, uma revolução do futebol colectivo da equipa e uma revolução nas escolhas do treinador.

Um SL Benfica com um meio-campo a dois, uma equipa com o criativo João Félix a fazer a ligação entre o meio-campo e os jogadores de ataque e um colectivo de linhas mais próximas. Gedson Fernandes eclipsou-se desta equipa. Eclipsou-se na melhoria do futebol encarnado, na conquista do título e também no lançamento da corrente época.

É um jogador de qualidade que não mostra ter talento suficiente para jogar num grande e principalmente para jogar numa equipa que assuma o jogo e que domine a bola em futebol apoiado e de construção.

Na corrente época as suas oportunidades coincidiram com o momento de maior indefinição do futebol encarnado. Bruno Lage não conseguiu substituir João Félix no 11 e ficou com um buraco central e criativo no futebol da equipa. Tentou e falhou com Raúl de Tomás. Tentou e falhou com Jota. Tentou e falhou com Gedson Fernandes. O jovem português parecia estar em campo somente para jogar na pressão sem bola, claudicando sempre no momento de posse e/ou recuperação. Não era posição nem futebol para ele.

A sua capacidade física permitia-lhe preencher o meio campo encarnado
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Com a afirmação de Taarabt e Chiquinho no 11 e também agora com a chegada de Julien Weigl, não havia mais espaço para Gedson Fernandes.

Será sempre um jogador útil, um jogador tacticamente interessante. Como suplente oferece diversas soluções ao treinador para mexer no jogo. E possivelmente foi esta utilidade que o levou para Londres. Um empréstimo de 18 meses por 4,5 milhões de euros e opção de compra de 50 milhões.

Contexto? Em meados de Novembro Mauricio Pochettino foi despedido do cargo de treinador do Tottenham Hotspur FC e para o seu lugar foi contratado José Mourinho. As coisas não estavam a funcionar no futebol dos Spurs e Mourinho, consciente das dificuldades que teria em conseguir fazer algo de importante já esta época, sabia que o caminho da actual temporada seria o de afinar o plantel, conhecer os jogadores e sobretudo evitar um descalabro que o deixasse – e ao clube – numa posição frágil para arrancar 2020/21.

Se há coisa pela qual José Mourinho é conhecido é pela sua capacidade de fechar um jogo. Não jogar e não deixar jogar. E com isso conseguir parar as melhores equipas e se superar pela margem mínima a equipas de menor qualidade. Este estancamento exige um reforço da presença no meio campo e uma maior polivalência dos seus jogadores no decorrer dos 90 minutos.

Com as lesões dos médios Moussa Sissoko e Tanguy Ndombélé tornou-se obrigatório o ataque ao mercado de inverno.

Porquê Gedson Fernandes? Pelo seu perfil. José Mourinho chega a Janeiro a precisar urgentemente de reforços no meio-campo, de jogadores polivalentes e jogadores capazes de colocar muitos quilómetros nas suas pernas ao longo de 90 minutos. Desde cedo se percebeu que o clube londrino não estaria disposto a grandes investimentos nesta janela do mercado e assim José Mourinho teria de conseguir reforços para posições crucias a baixo custo. Uma abordagem entre o “jogar pelo seguro” e o “desenrascar”.

Assim surge a transferência de Gedson Fernandes. Com maior ou menor qualidade é um jogador com o perfil procurado, vem para uma posição em estado de emergência, é uma transferência de baixo custo na Liga Inglesa e é um jogador já bem escrutinado pelo treinador português no último ano e meio de competição. Os 50M nunca serão accionados.

Expectativas? José Mourinho espera que o jogador lhe dê um pouco de oxigénio ao meio-campo até ter outras opções disponíveis. O Tottenham Hotspur FC espera poder perceber a qualidade e desenvolvimento do jogador no próximo ano e meio. O Sport Lisboa e Benfica fazer um pequeno encaixe com um jogador que já não contava e ainda espera que se valorize na sua experiência na Premier League – Wolves à espreita -, e o jogador espera esta época jogar mais do que tem jogado, vivenciar o espectáculo que é a Premier League e abrir portas para prosseguir a sua carreira depois de 2021.

É um negócio sem grande aparato. É uma oportunidade para todas as partes envolvidas conseguirem algo de positivo sem grandes margens de lucro ou loucura.

Entretanto, Gedson já se estreou. Foram 15 minutos no terreno do Watford FC num jogo que terminou sem golos. Deu frescura ao meio-campo dos Spurs, mas apareceu ainda sem muita confiança. Ainda uma peça fora da realidade. Mais treinos e mais minutos para ele próprio começar a pedir jogo e bola aos colegas. Tem a oportunidade de uma vida. Está fora do seu nível competitivo, mas pode viver o sonho e construir bases para uma carreira que já se desvanecia no Estádio da Luz.

Uma dica: sei que lhe vai ser exigido mais jogo sem bola, mais correrias e compensações; mas que não tenha receio de ter bola, pedir bola e jogar à bola. É assim que se mostrará e que mais desfrutará do jogo.

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

As 3 melhores vitórias leoninas em meias-finais da Taça da Liga

O Sporting Clube de Portugal discute esta semana, a “final-four” da Taça da Liga, pela terceira vez consecutiva. Os leões procuram conquistar o terceiro troféu no seu palmarés, em Braga novamente. Na história da competição, o clube de Alvalade disputou cinco finais e para conseguir voltar a marcar presença na discussão do título, terá de eliminar o SC Braga na meia-final.

O 11 do século do Real Madrid CF

O Real Madrid CF sempre foi uma potência do futebol europeu e foi um impulsionador das transferências milionárias no mercado. Jogadores de classe mundial é aquilo que nunca faltou aos merengues e o clube ficou referenciado pelos “Galacticos”. Para quem tiver dúvidas, os Galacticos eram jogadores mundialmente famosos contratados pelo Real Madrid e tornavam-se figuras marcantes na Europa. Aliás, quando se fala em Galacticos fala-se de um grupo que foi a espinha dorsal dos blancos durante alguns anos e que fizeram parte da primeira era Galactica.

São eles Luís Figo, o pioneiro deste movimento de Florentino Pérez, e contratado em 2001, Zidane, Ronaldo Fenómeno, Beckham, Raúl, Sergio Ramos, Robinho, Owen, Casillas, Owen, Cassano, Roberto Carlos e Júlio Baptista. A segunda era de Galácticos coincide com o período dominante do clube espanhol, no regresso de Florentino Pérez à presidência e com a contratação de José Mourinho. Os jogadores representantes são: Bale, Cristiano Ronaldo, Kaká, Modric, Benzema, Xabi Alonso, Kroos, Isco, Pepe, Di María e Ozil.

O Real Madrid teve períodos fantásticos durante o século XXI até à data e a política de contratações deu frutos, principalmente durante a última década, mesmo tendo sido dispendiosa. Os merengues conquistaram quatro Liga dos Campeões em cinco anos e três delas seguidas.
Curiosamente, o técnico que venceu as três foi Zinedine Zidane, uma lenda do clube na primeira década. Os blancos não venciam a competição mais importante de clubes na Europa desde 2002. Relembre-se que o clube começou bem a primeira década do século, vencendo a primeira edição (2000), além da outra, dois anos depois.

Qual seria então o melhor onze do Real Madrid desde o início do século? Veja as escolhas nas páginas seguintes.

Próxima paragem, Super Bowl!

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Depois de meses de emoção e dezenas de jogos, foram finalmente conhecidas as duas equipas que vão disputar o Super Bowl no próximo dia 2 de Fevereiro, a grande “final” da NFL.

Os playoffs desta época 2019/2020 foram marcados por surpresas. Equipas teoricamente mais fracas foram capazes de eliminar candidatos ao título em fases prematuras, e por isso, apesar de existirem favoritos, fazer qualquer tipo de previsão para os jogos deste passado domingo era um risco.

Tennessee Titans 24 – 31 Kansas City Chiefs

Cinquenta anos depois, os Kansas City Chiefs estão na final do Super Bowl
Fonte: Kansas City Chiefs

O primeiro jogo foi a final da AFC – a NFL é dividida em dois “campeonatos”, AFC e NFC, e o Super Bowl é disputado pelo vencedor de cada um desses dois “campeonatos”, como se dividíssemos Portugal em Norte e Sul e a final fosse disputada entre o campeão do Norte contra o campeão do Sul.

Frente a frente Tennessee Titans – que para chegarem a esta fase bateram os New England Patriots (a dinastia mais duradoura da NFL) e os Baltimore Ravens (primeiro classificado na fase regular e com o favorito a MVP Lamar Jackson) – e os Kansas City Chiefs – que no seu jogo anterior encontraram-se a perder 24-0 antes de darem a volta e vencerem por 51-31.

Ambas as equipas se encontravam em momentos de forma incríveis e por essa razão a expetativa era alta em relação a este encontro. Se por um lado os Titans possuíam um ataque em corrida demolidor (nomeadamente Derrick Henry que nos seus últimos 9 jogos correra para 1273 jardas), os Chiefs tinham do seu lado o melhor passador da NFL em Patrick Mahomes.

Tennessee começou por cima. Logo no seu primeiro drive conseguiram pontuar por intermédio de Greg Joseph, que com um pontapé certeiro deixou o resultado em 3-0. Era então a vez de Mahomes entrar em campo e libertar o seu potente braço, mas tão depressa entrou como saiu. A defesa dos Titans conseguiu colocar muita pressão no MVP da última época regular, de tal forma que os Chiefs foram obrigados a efetuar o primeiro punt no jogo. E Tennessee agradeceu.

No seu segundo ataque do jogo Derrick Henry começou a carburar. Jogada após jogada ia ganhando jardas em corrida e foi com naturalidade que chegou à endzone, marcando o primeiro touchdown da noite e aumentando a vantagem da sua equipa para 10-0.

Kansas City respondeu de imediato. Já sem tanta pressão sobre si, Mahomes começou a lançar passe após passe e rapidamente encontrou Tyreek Hill. Os Chiefs conseguiam reduzir, mas os Titans mostravam-se extremamente focados no plano ofensivo e voltaram a marcar no seu terceiro ataque do jogo fazendo o 17-7.

No entanto, esse seria o início do fim para o conjunto de Mike Vrabel.

Desse momento para a frente, Kansas City entrou num ritmo frenético para o qual Dean Pees, coordenador defensivo dos Titans, não tinha resposta. Jogada após jogada, Patrick Mahomes e Andy Reid (treinador principal dos Chiefs) iam puxando coelhos da cartola e foi com naturalidade que ao intervalo já se encontravam na frente por 17-21.

O segundo tempo foi a confirmação do domínio dos Chiefs. Ao sobrecarregarem a linha de scrimmage, Kansas City foi capaz de neutralizar o jogo de corrida dos Titans (a sua grande e única arma), e obrigaram Ryan Tannehill a lançar mais vezes do que desejaria. Com apenas o rookie AJ Brown como principal opção em termos de passe, o quarterback de Tennessee não conseguiu ter a mesma produção e o jogo ficou decidido.

Um touchdown a fechar o terceiro período e outro a abrir o quarto deixaram o resultado em 17-35, sendo que o melhor que os Titans conseguiram fazer foi reduzir a desvantagem por intermédio de Anthony Firkser, deixando o resultado em 24-35.

Depois de terem perdido de forma dolorosa na última época nesta mesma final de conferência frente aos New England Patriots, os Chiefs recuperaram e irão agora disputar o Super Bowl, 50 anos depois da sua última presença.

Green Bay Packers 20 – 37 San Francisco 49ers

Após o triunfo sobre o Green Bay Packers, San Francisco 49ers apura-se para a final mais esperada do ano
Fonte: San Francisco 49ers

Depois foi a vez da final da NFC entre Green Bay Packers e San Francisco 49ers. Os dois primeiros classificados da conferência encontravam-se em São Francisco para descobrir quem se iria juntar aos Chiefs em Miami, mas se esperavam um jogo renhido então ficaram desiludidos.

Green Bay tem Aaron Rodgers, visto por muitos como um dos melhores quarterbacks da história da NFL, mas nem ele foi capaz de ultrapassar uma defesa dos 49ers que é também ela, uma das melhores dos últimos anos.

A partida não poderia ter começado pior para os Packers. Os seus seis primeiros ataques terminaram com quatro punts, uma interceção e um fumble, de tal forma que, apesar de terem Rodgers do seu lado, foram para o intervalo sem terem marcado um único ponto durante a primeira parte. Os 49ers, por outro lado, entraram a todo o gás. Com Raheem Mostert a ter o melhor jogo da sua carreira (terminou o encontro com 220 jardas em corrida e quatro touchdowns), a equipa de Kyle Shanahan dominava a seu belo prazer e foi sem grande surpresa que ao intervalo ia vencendo por 27-0.

Ao longo de toda a época, San Francisco tem tido duas grandes armas: o seu jogo em corrida e a sua defesa. E se o jogo em corrida esteve em evidência, a defesa não ficou atrás.

Com Dee Ford, Arik Armstead, DeForest Buckner e Nick Bosa a liderarem a linha ofensiva, a pressão sobre o quarterback adversário era constante o que o obrigava a fazer lançamentos precipitados.

No segundo tempo Green Bay foi capaz de diminuir a diferença e colocar alguns pontos no marcador, mas os 49ers estiveram sempre por cima e em nenhum momento se sentiu que a sua vantagem estivesse em risco. O resultado final foram uns claros 20-37, e San Francisco volta assim ao Super Bowl depois da sua última presença em 2012 (derrota frente aos Baltimore Ravens).

Com data marcada para dia 2 de Fevereiro em Miami, Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers vão disputar assim o cobiçado titulo do Super Bowl, num jogo que tem tudo para ser dos melhores da temporada.

Foto de Capa: Kansas City Chiefs

Revisto por: Jorge Neves

Final Four Taça da Liga | Aí vem o campeão de Inverno

MINHOTOS PROCURAM FINAL INÉDITA

Com sortes diferentes na prova, os quatro semi-finalistas da edição 2019/20 entram em campo com claras hipóteses de vencer o troféu. O SC Braga procura disputar a sua primeira final em casa, depois de perder o jogo decisivo de 2016/17 no Algarve frente ao Moreirense FC (0-1). O seu adversário da meia final, o Sporting CP, ambiciona conquistar a competição pelo terceiro ano consecutivo, um feito apenas alcançado pelo rival encarnado. Do outro lado, Conquistadores e Dragões correm em direção ao inédito; o Vitória SC procura a primeira final e o FC Porto o primeiro troféu. SC Braga e Sporting CP são as únicas equipas que já venceram a prova (por uma e duas vezes, respetivamente), enquanto que o FC Porto perdeu as três finais que disputou.

COMO JOGARÁ O SC BRAGA?

Comandados por Sá Pinto e com o objetivo de disputar a final em casa, os arsenalistas rodaram pouco a sua equipa; Palhinha, Esgaio, Bruno César e Ricardo Horta alinharam nas três partidas da fase de grupos, Pablo, Fransérgio, João Novais, Sequeira, Galeno, Rui Fonte e Paulinho em dois. Com a chegada de Rúben Amorim aos comandos da equipa principal, Trincão subiu ao onze inicial e provou ser uma aposta acertada. Dado a importância da partida, o técnico bracarense deverá repetir o onze mais forte, o mesmo que saiu vitorioso do Dragão na última jornada da Liga.

JOGADOR A TER EM CONTA

Paulinho é o melhor marcador do SC Braga no campeonato com nove golos
Fonte: SC Braga

PAULINHO (SC BRAGA) – O avançado português está em grande e parece ter recuperado a melhor forma e confiança com o novo técnico. Marca há três partidas consecutivas (quatro golos) e foi o autor da reviravolta em casa frente ao CD Tondela (2-1). Não é dono de uma técnica do outro mundo, mas é o típico avançado conhecedor de cada palmo da área e não precisará de muitas oportunidades para se inscrever na lista de marcadores.

XI PROVÁVEL:

4-4-2: Matheus; Sequeira, Raul Silva, Bruno Viana, Tormena; Ricardo Horta, Fransérgio, Palhinha, Esgaio; Paulinho, Trincão.

COMO JOGARÁ O SPORTING CP?

A grande dúvida está na movimentação mais falada deste mercado de inverno: Bruno Fernandes. O médio português tem estado associado a uma transferência para Inglaterra, mas até que se conclua, é expectável que continue no onze leonino. Renan está de volta aos convocados e deve entrar para a baliza, numa prova que bem conhece e lhe tem corrido da melhor forma. Também Rafael Camacho vem justificando a aposta de Silas e não seria nenhuma surpresa vê-lo outra vez no onze, à semelhança do que aconteceu na receção ao SL Benfica.

JOGADOR A TER EM CONTA

Tudo depende da conclusão da sua transferência, mas sempre que estiver em campo, Bruno Fernandes será o destaque da sua equipa
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP) – o capitão leonino será dúvida praticamente até à hora de jogo. Está nos convocados, mas a sua imagem já não consta nas capas dos perfis do Sporting CP nas várias redes sociais. Teorias à parte, o médio leonino marcou destaca-se pela veia goleadora e marcou nos dois últimos confrontos entre leões e arsenalistas. Caso jogue, será o maior perigo para a baliza minhota.

XI PROVÁVEL:

4-4-2: Renan; Ristovski, Mathieu, Coates, Acuna; Wendel, Battaglia, Bruno Fernandes, Doumbia; Luiz Phellype, Bolasie

COMO JOGARÁ O VITÓRIA SC?

Na última oportunidade para vencer um troféu esta temporada, os vimaranenses têm de derrotar um FC Porto frágil e fazer o mesmo ao adversário do dia 25. Para isso, o Vitória SC deverá continuar a jogar como nos tem habituado; na Primeira Liga, nas taças e na Liga Europa. Com intervenientes diferentes e opositores das mais distintas características, os minhotos procuram sempre ter muita bola e por à prova a associação das suas pedras mais ofensivas. Conta com um dos melhores defesas direitos do campeonato e do meio campo para a frente tem individualidades vistosas a nível técnico e tático. Certos no onze parecem estar Douglas, Davidson e Bonatini, olhando às equipas que Ivo Vieira escalou para esta prova (três titularidades em outros tantos jogos para cada um).

JOGADOR A TER EM CONTA

O extremo ex-Tottenham HFC está adiantado para ser considerado a revelação da época
Fonte: Vitória SC

MARCUS EDWARDS (VITÓRIA SC) – o extremo inglês de apenas 21 anos leva quatro golos em 20 jogos na presente temporada, mas encanta mais pelo que joga do que propriamente pela veia goleadora. A imprevisibilidade que imprime em todas as jogadas empolga qualquer espectador e deixa qualquer um desejoso de o ter na sua equipa. Daqueles pés pode esperar-se magia a qualquer jogada, a qualquer altura do jogo. O campeão europeu sub-19 de 2017 (frente a Portugal…) é o jogador mais evoluído tecnicamente do plantel vimaranense e sabemos o que isso pode trazer a uma equipa que procura ter posse e sabe agir nessa condição.

XI PROVÁVEL:

4-2-3-1: Douglas; Sacko, Pedro Henrique, Tapsoba, Florent; Agu, Pêpê; João Carlos Teixeira, Edwards, Davidson; Léo Bonatini.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

Os dragões encaram a prova como mais um título para vencer. Quem o garante é o próprio Sérgio Conceição desde que assumiu o comando da equipa da invicta. Eliminado há dois anos consecutivos pelo Sporting CP (nas meias-finais em 2018 e na final em 2019), o FC Porto procura inverter essa tendência e provar que à terceira é de vez. O momento dos dragões não é o melhor, mas a verdade é que têm sido constantes a ser inconstantes. Numa época marcada, até à data, por mais baixos do que altos, os azuis e brancos têm nesta prova uma oportunidade de fazer as pazes com os adeptos; não é o título mais desejado, mas uma taça será sempre uma taça. Sérgio Conceição não é adepto de muitas poupanças, pelo que se estiverem bem, os melhores deverão ir a jogo.

JOGADOR A TER EM CONTA

O avançado brasileiro vai encontrar o clube que representou na primeira metade da ápoca 2016/17, antes de se transferir nesse inverno para o Dragão
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

TIQUINHO SOARES (FC PORTO) – o camisola “29” dos dragões é a figura em destaque por estes dias no reino do dragão. Marca há cinco partidas consecutivas e leva um total de 10 golos nos últimos 10 jogos. Ainda que não seja o pináculo da técnica ou da movimentação de requinte, Soares tem sido eficaz e o seu momento de forma não deixa dúvidas ao Vitória SC acerca da proveniência do maior perigo.

XI PROVÁVEL:

4-4-2: Diogo Costa; Manafá, Mbemba, Marcano, Alex Telles; Corona, Danilo, Uribe, Otávio; Marega, Tiquinho Soares.

Foto de Capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

 

 

 

BnR TV T1/EP11 – Marco Costa com duras críticas no programa

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No nosso 11.º Programa fazemos a análise do dérbi com o nosso comentador-convidado, Marco Costa. O pasteleiro mais famoso de Portugal junta-se ao nosso habitual painel e fala, sem rodeios, sobre tudo, inclusivamente a crise no Sporting CP! ⚽🎥

O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, Marco Ferreira e João Neves Sousa.

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