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AS Mónaco x LOSC Lille: O jogo mais português da Ligue 1

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O CONFRONTO DO LOSC LILLE COM A HISTÓRIA RECENTE

A margem de manobra para Leonardo Jardim está cada mais reduzida em França. O AS Mónaco investiu muito, mas continua sem conseguir demonstrar a regularidade e segurança necessária para ser um digno concorrente aos primeiros lugares da Liga. Nesta jornada 19, a turma monegasca tem nova prova de fogo e mede agora forças com LOSC Lille, equipa com quem joga pela segunda vez nesta semana. Na terça-feira, em jogo a contar para a Taça da Liga, o Lille visitou o principado e venceu o AS Mónaco por claros 3-0, ganhando algum embalo para o encontro deste sábado. Ainda assim, os dados históricos não jogam a favor deste Lille, já que a equipa de Renato Sanches e companhia ganhou apenas três dos últimos quinze jogos oficiais contra o Mónaco. O cenário torna-se mais alarmante se limitarmos a análise ao campeonato: O Lille não vence o Mónaco desde abril de 2016 (4-1). E se olharmos para jogos no principado, o cenário é ainda mais negro para o LOSC Lille: Desde dezembro de 2009, ou seja, há 10 anos, que não vence no terreno do AS Mónaco (0-4).

COMO JOGARÁ O AS MÓNACO?

Uma vez que Leonardo Jardim deixou várias críticas aos seus jogadores, após a derrota a meio da semana contra este mesmo LOSC Lille, é expectável que existam várias mudanças em relação a esse onze menos rotinado apresentado no jogo da Taça da Liga. Deste modo, é possível que Leonardo Jardim deixe de parte o 4-3-3 e volte a apostar num 3-5-2, com Ben Yedder e Slimani na frente de ataque. Gelson Martins, Adrien Silva, Maripán ou o guarda-redes Lecomte deve, por isso, voltar ao onze inicial.

JOGADOR A TER EM CONTA

Ben Yedder é o melhor marcador da Ligue 1
Fonte: AS Mónaco

WISSAM BEN YEDDER (AS MÓNACO) – Do lado da equipa da casa, Ben Yedder é a principal referência na equipa do AS Mónaco. Apesar de não marcar há dois jogos, é o homem-golo da turma de Leonardo Jardim e não é por acaso que é o melhor marcador do campeonato. Letal a finalizar e rápido a movimentar-se entre-linhas, Ben Yedder é uma dor de cabeça constante para as defensivas adversárias e um perigo à solta no ataque do Mónaco. Juntamente com Slimani, faz uma dupla de respeito.

XI PROVÁVEL:
3-5-2 Lecomte, Maripán, Glik, Jemerson, Bakayoko, Adrien Silva, Golovin, Gelson Martins, Gil Dias, Ben Yedder e Islam Slimani

COMO JOGARÁ O LOSC LILLE?

Já do lado do LOSC Lille não são expectáveis tantas mudanças. Christophe Galtier mexeu pouco na identidade da sua equipa no encontro da Taça da Liga e limitou-se a trocar algumas peças no seu onze, de forma a dar rotinas a alguns elementos que nem sempre são titulares como Luiz Araújo, Adama Soumaoro, Pied ou mesmo o português Xeka (que, no entanto, tem ganho maior relevância na equipa nos últimos jogos). Desta forma, espera-se um LOSC Lille organizado num 4-2-3-1, com constantes trocas posicionais entre os elementos da frente de ataque. Fica apenas a dúvida. Será que Loic Rémy vai ser titular, depois de ter bisado frente ao AS Mónaco na terça-feira?

JOGADOR A TER EM CONTA

Victor Osimhen quer voltar a marcar contra a equipa monegasca
Fonte: LOSC Lille

VICTOR OSIMHEN (LOSC LILLE) – Quem diria que o jovem avançado nigeriano de apenas vinte anos iria ter uma preponderância tão imediata nesta equipa do Lille? Osimhen chegou com a França com o fardo de tentar fazer esquecer Nicolas Pépé (vendido por 80 milhões para o Arsenal FC) e, até agora, não tem desapontado ninguém. São doze golos em vinte e três jogos e uma série de boas exibições na frente de ataque do LOSC Lille. Municiado por Renato Sanches, Bamba e Ikoné, é candidato a fazer o gosto ao pé no Estádio Luís II.

XI PROVÁVEL:
4-2-3-1 Mike Maignan, Celik, José Fonte, Gabriel, Bradaric, Benjamin André, Soumaré, Ikoné, Renato Sanches, Jonathan Bamba e Osimhen

Foto de Capa: LOSC Lille

Touradas Pornográficas do Desporto Nacional

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Segundo os dados presentes no site da Liga Portugal, a média de assistência aos jogos de futebol sénior do Sporting CP encontra-se, na presente data, no valor de 30.590 mil espetadores. Tal valor permite ao clube garantir, também neste campo, o honroso terceiro lugar, aqui novamente suplantado pelas médias de FC Porto e SL Benfica com, respetivamente, 35.101 e 54.203 mil espetadores por jogo.

Estes números garantem percentagens de ocupação dos estádios e valores proporcionais nos cofres de cada um dos clubes. No entanto, se porventura para esses clubes as flutuações de assistência não variam muito, a verdade é que a realidade desportiva nacional não só não se restringe a esses três clubes como também não se finda em apenas uma modalidade desportiva.

Com efeito, a par desta realidade de fluxo humano e financeiro que é de fácil entendimento, e independentemente das múltiplas circunstâncias que condicionam a variação dos seus valores, há que tomar em devida consideração uma variável estatal.

De facto, para além das inúmeras razões que podem afastar as pessoas dos espetáculos desportivos – algumas das quais, note-se, relacionadas com fenómenos que podem e devem ser objeto de fiscalização e medidas repressivas por parte de agentes do Estado -, a imposição de um imposto sobre o valor acrescentado (IVA), à taxa de 23 %, sobre os espetáculos desportivos constitui, seguramente, um dos mais relevantes obstáculos à democratização do acesso à variante desportiva do conceito de cultura.

Sim, exatamente. Desporto é parte integrante da cultura. Não são diferentes nem podem ser distinguidos ou merecedores de tratamento diferenciado tendo por base interesses orçamentais. Tão pouco se pode reagir sem perplexidade quando a taxa desincentivadora em causa coloca em pé de igualdade os espetáculos desportivos, os espetáculos pornográficos e também, a partir de 2020 por proposta de orçamento de Estado, os espetáculos de tauromaquia.

Sem prejuízo do reconhecido apoio que o Estado (pela mão do Governo) dá ao Desporto nacional – ainda que em níveis inferiores aos praticados nos demais países da Europa -, a verdade é que o indiscriminado estrangulamento regulatório e financeiro que é feito à atividade desportiva põe em causa o que a Constituição explana como algo a ser garantido.

Tais circunstâncias, que são persistentemente criadas ou balizadas tendo por base apenas uma determinada modalidade, compromete todas as demais, impondo ao sistema desportivo assimetrias em todos os seus planos.

O Desporto como espetáculo e cultura, em Portugal, ainda sofre de várias dores de crescimento
Fonte: Bola na Rede

Dirigir a batuta com base no fluxo financeiro que o Estado consegue garantir com a afluência a determinados espetáculos desportivos significa condenar as demais realidades a condicionantes de crescimento deficitário e insustentável. Não tomar em linha de conta as diferentes realidades do parque desportivo nacional, seja dentro de cada modalidade ou, sobretudo, entre as próprias modalidades, é condenar o modelo desportivo nacional.

Com efeito, se o objetivo for, progressivamente, garantir o crescimento das diversas modalidades de uma forma consistente e tendencialmente igualitária, não se pode enquadrar as regras com base nas modalidades ricas. Tal como no mundo, o crescimento dos que menos têm não põem em causa o crescimento dos mais abastados, no entanto, o oposto, significa condenar os que menos têm ao seu perpétuo estado de dificuldades.

No IVA, como em muitas outras temáticas que têm consequências diretas no desenvolvimento desportivo do país, o árbitro não pode aplicar as regras que ferem menos quem mais tenha pois, se a esses fere menos, aos que pouco ou nada têm simplesmente inviabiliza qualquer tentativa de sucesso.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Subimos! E agora?

Garantida a subida à Primeira Liga Portuguesa na época de 2018/2019, após derrotar o Académico de Viseu FC por 2-1 num jogo em casa onde felicidade e festa era o ambiente que rodeava o FC Paços de Ferreira. Mais uma subida para aquele que é considerado “O Rei das Subidas” em Portugal, Vítor Oliveira conseguiu mais uma vez conquistar esse merecido título. Os castores estavam de regresso à Primeira Liga, uma época depois de deixarem a dita “elite” do futebol português.

Uma cidade em festa. A euforia dos adeptos. Jogadores em lágrimas. “Voltámos ao lugar de onde não devíamos ter saído.” Diziam eles, esperançosos. No entanto, algo não bate certo visto que o FC Paços de Ferreira se encontra 17º lugar na tabela classificativa com apenas 11 pontos em 14 jornadas. Vítor Oliveira fica fora das contas e é contratado pelo igualmente recém subido, Gil Vicente.

É, ainda, de salientar a instabilidade na equipa de Paços de Ferreira, visto que ainda há cerca de quatro meses trocou de treinador. A equipa técnica liderada por Filipe Rocha, conhecido como Filó, apenas contava com um ponto até ao momento, algo que foi fatal para o técnico que acabou por abandonar o comando da equipa. Foi substituído por Pepa, o treinador português encontrava-se sem clube desde que abandonou o CD Tondela na última época, no entanto o cenário não mudou de faceta e continuou em ruínas.

Esta tem sido uma equipa sem alma
Fonte: FC Paços de Ferreira

Onde vai o FC Paços de Ferreira parar? Será esta longa caminhada na Primeira Liga Portuguesa uma caminhada breve ou veio realmente para ficar? Até ao momento contamos com alguns boas exibições da equipa liderada pelo técnico Pepa, no entanto ainda não vimos uma exibição digna e com raça de castores. Vencedores contra (recentemente) o SC Braga, o CD Tondela, o CD Aves – esta vitória não é nada de louvar, visto o historial da equipa avense, três meras vitórias onde a equipa conseguiu ainda demonstrar o ADN do futebol da equipa da capital móvel, mas o cenário parece um círculo vicioso sem fim.

Relembro nostalgicamente a identidade que o clube costumava transmitir no futebol português. Relembro a qualificação para a UEFA Champions League, após terminarem em 3.º na tabela classificativa da Liga Portuguesa na época de 2013/14. “Por Paços, Esforço e Vitória” era esse o lema. No entanto, que te fizeram FC Paços de Ferreira?

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Manchester City FC x Leicester City FC: Quem será o primeiro dos últimos?

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Manchester City e Leicester defrontam-se na jornada 18 da Premier League e o que está em disputa é, acima de tudo, o segundo lugar do campeonato, o primeiro dos últimos, uma vez que o Liverpool parece ter comprado lugar cativo para o primeiro posto e não quer abdicar dele. Os Foxes estão no 2º lugar da classificação com 39 pontos, seguidos de perto pelos Citizens, que estão a quatro pontos de distância, no 3º lugar.

Ambas as equipas jogaram a meio da semana e venceram os respetivos encontros dos quartos-de-final da Carabao Cup. Os Citizens visitaram o Oxford United e venceram por 3-1, com João Cancelo a estrear-se a marcar pela equipa de Pep Guardiola. Já o Leicester afastou o Everton em Goodison Park através do desempate por grandes penalidades, após um empate a dois golos no tempo regulamentar. Nas meias-finais da competição, o detentor do troféu Manchester City irá defrontar o rival Manchester United, ao passo que o Leicester vai medir forças com o Aston Villa.

O LEICESTER CITY FC ESTÁ A FAZER UMA PREMIER LEAGUE INCRÍVEL! A VITÓRIA NO ETHIAD PODE VALER 70€ POR CADA 10€ APOSTADOS. ARRISCAS?

Nas contas do campeonato, o Leicester é segundo da geral e lidera a perseguição ao invicto Liverpool, ainda que tenha marcado passo na jornada passada com um empate surpreendente na receção ao Norwich City, penúltimo classificado do campeonato. Quem aproveitou este deslize foi o Manchester City, que não deu hipóteses ao Arsenal em Londres e venceu por 3-0, chegando aos 35 pontos e reduzindo para quatro a distância em relação ao Leicester.

Muito do que é o sucesso de um clube é medido pelo tempo em que este se consegue manter no topo, conquistando títulos e somando vitórias atrás de vitórias. O Manchester City tem sido disso exemplo nos anos recentes e pode alcançar este sábado uma marca histórica. Se vencerem o Leicester, os Citizens somam a 250ª vitória nesta década, um feito apenas obtido pelo Manchester United nos anos 2000, no que diz respeito a equipas que disputam a Premier League. Na melhor das hipóteses, a equipa de Pep Guardiola pode somar 253 vitórias em 381 jogos na década de 2010, caso vença os três jogos que ainda tem por disputar este ano, contra Leicester, Wolverhampton e Sheffield United.

O confronto direto traz clara vantagem à equipa de Pep Guardiola, que venceu quatro dos últimos cinco confrontos com o Leicester. Na época passada, os Citizens sofreram para derrotar os Foxes na penúltima jornada e só um míssil de Vincent Kompany a mais de 20 metros da baliza resolveu a questão, empurrando o City para a conquista da Premier League. Para recordar a última vitória do Leicester no Etihad Stadium temos que regressar ao dia 6 de fevereiro de 2016, quando os Foxes venceram o City por 3-1, a caminho da conquista inédita da Premier League. Nesse dia, Riyad Mahrez foi preponderante na vitória do Leicester, ele que hoje defende as cores do Manchester City, contribuindo com um golo e uma assistência.

Aguero e Vardy são dois dos melhores avançados da Premier League
Fonte: Premier League

Se o favoritismo parece pender mais para o lado da equipa da casa, não se deve menosprezar dois dados importantes sobre a equipa treinada por Brendan Rodgers, que podem equilibrar a balança. É que os Foxes estão numa série de nove jogos sem perder na Premier League e venceram os últimos quatro jogos fora de casa, com um diferencial de 17 golos marcados e apenas um sofrido.

Quanto aos jogadores em destaque nos dois conjuntos, Kevin De Bruyne chega a este jogo em grande forma após os dois golos frente ao Arsenal, assumindo-se também como o jogador com mais assistências na Premier League até ao momento: nove. Do lado do Leicester, Jamie Vardy continua a ser o artilheiro de serviço da equipa e de todo o campeonato, liderando a lista dos melhores marcadores com 16 disparos certeiros. Estes dois jogadores são também os líderes na estatística relativa à participação nos golos da equipa, com Vardy a contribuir para 19 golos e De Bruyne para 15.

Quanto aos onze prováveis, Pep Guardiola deve manter a aposta em Ederson na baliza, com o quarteto defensivo a ser composto por Kyle Walker, Otamendi, Fernandinho e Mendy. No meio-campo, o técnico espanhol deve manter a aposta em De Bruyne, juntamente com Gundogan e Rodri. Na frente de ataque, Sterling, Mahrez e Gabriel Jesus.

Do lado do Leicester, não haverá dúvidas que a baliza será entregue a Kasper Shmeichel. Na defesa, Brendan Rodgers deverá manter os habituais titulares Ricardo Pereira, Johny Evans, Soyuncu e Ben Chilwell. A linha média deverá ser composta por Ndidi, Dennis Praet, James Maddison e Tielemans, no apoio aos atacantes Iheanacho e Jamie Vardy.

O Manchester City-Leicester tem início às 17h30 deste sábado e terá arbitragem de Mike Dean.

Foto de Capa: Premier League

FC Porto 1-0 CD Santa Clara: Um temporal que não causou estragos!

Num dos jogos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, o FC Porto recebeu o CD Santa Clara, no estádio Dragão, naquele que foi o terceiro encontro entre as duas formações esta temporada, com os portistas a levarem a melhor nas duas ocasiões anteriores (para o campeonato e Taça da Liga). O FC Porto chega a esta fase com vontade de voltar a vencer a prova rainha, depois de ter perdido a última final na temporada passada, já o CD Santa Clara queria alcançar os quartos-de-final pela primeira vez na história. Até chegarem a esta fase, o FC Porto eliminou o SC Coimbrões e o Vitória FC, já o CD Santa Clara deixou para trás a Oliveirense e o Leixões.

No que toca às escolhas dos treinadores, houve mudanças nas duas equipas em relação ao último jogo. Do lado dos portistas, o treinador Sérgio Conceição fez algumas alterações, com a entrada de Diogo Costa para o lugar de Marchesín, e ainda com Manafá e Diogo Leite no setor defensivo. No ataque, Zé Luís foi opção em detrimento da dupla Soares e Marega. Situação idêntica na equipa açoriana, com o técnico João Henrique a efetuar ainda mais mudanças e a apresentar um onze completamente renovado.

Fábio Veríssimo foi o árbitro escolhido para arbitrar um jogo em que o maior destaque foi a chuva, que impediu os adeptos de irem ao estádio e os jogadores de terem um relvado em condições.

A jogar em casa, foram mesmo os portistas a assumir as rédeas da partida e a começar a todo o gás, com uma grande oportunidade aos seis minutos, num cabeceamento de Zé Luís a ser defendido – e bem – por André Ferreira. Dois minutos depois, nova situação de perigo e novamente na sequência de um pontapé de canto, mas desta vez com Pepe a ser o protagonista, mas a cabecear a bola à figura do guarda-redes açoriano.

O jogo estava morno, com o CD Santa Clara a tentar controlar a avalanche ofensiva portista, mas a sentir muita dificuldade, muito por culpa das más condições meteorológicas.

E foi já perto dos 20 minutos, que os portistas protagonizaram um dos melhores lances da primeira parte: assistido por Nakajima, Zé Luís invadiu a área adversária e atirou cruzado para uma grande defesa de André Ferreira. O sinal mais estava dado, com o FC Porto a superiorizar-se e a criar as melhores situações de perigo. Já o CD Santa Clara apresentou-se muito apático e sem reação e ainda teve como contrapartida a lesão de Nené num lance disputado com Zé Luís.

Os avisos estavam dados e foi Nakajima, que se estreou a marcar, a abrir o marcador ao 29′, assistido por Corona. Apesar dos protestos da equipa forasteira, Fábio Veríssimo validou o golo do japonês, que foi o autor do golo 300 da era Sérgio Conceição.

Três minutos depois, mais uma grande defesa de André Ferreira, desta vez a um remate potente de Corona. O guarda-redes açoriano era a grande figura do CD Santa Clara.

E só perto do intervalo, é que a equipa de João Henrique deu ar da sua grande num lance individual de Francisco Ramos, jogador que passou pela formação portista. O médio, do meio da rua, testou os reflexos de Diogo Costa, que respondeu com uma grande defesa.

A partida chegou ao intervalo, com vantagem portista que materializou a superioridade evidenciada.

As condições meteorológicas condicionaram o jogo na segunda parte
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

No tempo complementar, o jogo começou a meio gás, com o relvado em muito mau estado, a impedir que a bola circulasse convenientemente. A intensidade da partida baixou consideravelmente e foi uma segunda parte com pouca ou nenhuma história.

Com desvantagem de apenas um golo, os açorianos acreditaram que era possível reverter o resultado e aos 50′, Bruno Lamas, na marcação de um livre, esteve perto de marcar, mas o central Diogo Leite afastou o perigo.

Na resposta, o FC Porto, também num lance de bola parada, teve novamente em Pepe o protagonista, com o central perto de marcar, mas com Fábio Cardoso a desviar a bola da baliza de André Ferreira. Dois minutos depois, Alex Telles teve nos pés uma excelente oportunidade, na marcação de um livre, mas a bola passou perto do poste da baliza adversária.

Até ao final do encontro, os dois treinadores mexeram nas equipas, mas nem por isso o jogo e o resultados sofreram alterações.
Com uma segunda parte muito mal jogada, os portistas passam aos quartos-de-final justificando a vitória com uma primeira parte de boa qualidade.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto: Diogo Costa; Manafá, Pepe, Diogo Leite e Alex Telles; Nakajima (Sérgio Oliveira, 85′), Uribe e Otávio; Corona, Zé Luís (Soares, 90+2′), Luis Díaz (Danilo, 66′)

CD Santa Clara: André Ferreira; Rafael Ramos, Fábio Cardoso, César e Mamadu Candé; Francisco Ramos, Rashid e Nené (Bruno Lamas, 26′); Pineda (Carlos Júnior, 58′), Schettine (Thiago Santana, 66′), Zé Manuel

Um Rio Ave FC pouco eficaz

Na época corrente, o Rio Ave FC, orientado por Carlos Carvalhal, ocupa um dos lugares cimeiros da classificação, o sexto lugar. Com quatorze jornadas passadas, o clube conta com um registo de cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Alguns destes resultados não contêm a história dos jogos, sendo que, os vila-condenses são a equipa que mais cria oportunidades flagrantes de golo no campeonato.

Estas estatísticas foram relembradas pelo técnico do plantel, num claro lamento, revelou que tem treinado a equipa para ter, pelo menos, 50% de eficácia em todas as ocasiões de perigo, os vila-condenses estariam a lutar pelo top quatro da tabela, permitindo sonhar com a europa. Até Tarantini, capitão de equipa, veio a publico lamentar o flagelo que tem assombrado o conjunto.

Nas competições internas, apesar já estar nos oitavos de final da Taça de Portugal e na luta pela passagem à próxima fase, os jogadores e treinador temem pela permanência nas competições, muito importantes para o bem-estar financeiro destes clubes.

Esta falta de golos é um surto que está cada vez mais presente nas equipas portuguesas, mesmo nos três grandes, talvez pela falta de qualidade dos planteis e pela competitividade da liga estar em queda livre, é cada vez mais difícil encontrar conjuntos eficazes e temíveis pelos adversários na nossa liga, tendo como esperança a margem de progressão apresentada pelos jogadores, podendo desenvolver jogo temível e eficaz.

Fonte: Rio Ave FC

Durante as competições, manter o nível de eficácia é essencial para o sucesso coletivo. Quando as equipas não são capazes de finalizar, todo o trabalho técnico é em vão. Conseguir a vitória é o objetivo máximo do desporto. Quando não acontece, soam alarmes e mudanças começam a ser pedidas por adeptos e direções.

 

Foto de capa: Rio Ave FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Ritorno del rino

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Em Nápoles vivem-se dias conturbados. Depois da quezília entre o presidente e os jogadores, Carlo Ancelotti acabou por ser a principal vítima. O técnico de 60 anos, que por exemplo, já foi campeão da Europa por três ocasiões e campeão nacional de Itália, França, Alemanha e Inglaterra, foi afastado do comando técnico dos Azzurri após carimbar a qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

Apesar do sucesso europeu, o SSC Napoli atravessava e ainda atravessa grandes dificuldades na Serie A italiana, estando sem vencer há 8 jornadas consecutivas, algo que seria impensável no arranque da temporada.

Com este contexto, parece certo que o afastamento de Ancelotti esteja mais relacionado com o facto de este ter tomado posição ao lado dos jogadores e não do presidente, De Laurentis.

Polémicas e novela à parte, a realidade é que Gennaro Gattuso, o Rino, é o novo treinador da formação napolitana. Os napolitanos habituaram-nos a jogar um futebol ofensivo, atrativo e criativo, ora não tivessem Insigne, Mertens, Zielinski ou Fabián Ruiz no plantel. No entanto, a escolha em Gattuso, não deixa de surpreender.

Na época passada conseguiu um segundo lugar na serie A                                                               Fonte: Napoli

Estamos a falar de um treinador que treina como jogava. Ou seja, gosta da equipa organizada, agressiva e com uma entrega elevada ao jogo. Como jogador, raramente pisava o último terço do campo, mas como treinador tem uma mentalidade ofensiva. Gosta que a equipa pressione alto e recupere a bola longe da sua baliza, sendo também credível, que vejamos o “seu” Napoli mais sofisticado e com mais qualidade, em relação ao “seu” AC Milan, devido à maior capacidade dos jogadores napolitanos.

Na primeira amostra deu-se um desastre. Derrota caseira com o Parma Calcio, num jogo que deu para ver o que Gattuso quer da sua equipa: uma equipa ofensiva, que procure recuperar a bola rapidamente e chegar à baliza o mais depressa possível. A principal mudança registada de Ancelotti para Gattuso, foi o sistema de jogo. O 4-4-2 do SSC Napoli, passou para um 4-3-3 com Gattuso, recuperando um pouco as ideias de Sarri, com Milik, numa excelente forma, a fazer cair Mertens para o banco na posição “9”.

Os próximos três jogos vão ser de extrema importância para Gattuso, sendo que as partidas com o FC Inter Milão e a SS Lázio serão de vitória obrigatória, caso queiram chegar aos lugares de “Champions”.

Foto de Capa: SSC Napoli

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Fórmula 1: Top 10 pilotos do ano

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A época acabou, mas as análises não. Numa época hegemónica para a Mercedes, a verdade é que não podemos, de todo, descartar os pilotos das outras equipas, em que, em alguns casos, até conseguem ter mais destaque que os próprios campeões.

Sendo assim, desta vez, a redação de Fórmula 1 do Bola na Rede traz uma seleção dos melhores dez pilotos da época, que, positivamente, se destacaram e tiveram ênfase nesta temporada de 2019.

Foto De Capa: Formula 1

Artigo de Angelina Barreiro e Luís Manuel Barros

Ambição europeia encarnada: um contexto mais à medida

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Real Madrid CF, FC Barcelona, Liverpool FC, Juventus FC e Bayern de Munique são os colossos europeus que vão dominando o futebol da Europa e da Liga dos Campeões. Atualmente, podemos juntar a estes Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain FC, o Club Atlético de Madrid e também o Manchester City FC.

Mesmo sem o poderio destes clubes, o Sport Lisboa e Benfica não se pode recolher. A grandeza do clube, a sua dimensão e a sua história são impulsos para que os encarnados possam e devam disputar os jogos com os colossos anteriormente referidos.

Nos últimos 10 anos, vimos vários clubes intrometerem-se entre os papões da Europa: AFC Ajax, O. Lyon, AS Roma, Tottenham Hotspur FC, AS Monaco FC e até o FCG Schalke 04.

A ambição europeia de um clube não pode somente reflectir-se nos sonhos dos adeptos ou na vontade dos jogadores durante os 90 minutos. É algo que tem de fazer parte da política de um clube, desde o primeiro minuto da pré-temporada até ao primeiro minuto da pré-temporada seguinte.

O Sport Lisboa e Benfica vive, hoje, alheado da sua própria ambição e por isso não consegue competir com os bons clubes da Liga dos Campeões. E é assim que surge a Liga Europa – um novo universo, um novo contexto, mas uma mesma ambição. Esta é uma competição mais à medida do actual Benfica. São quatro eliminatórias até à final; são oito jogos até à decisão em Gdansk, na Polónia.

O regresso de Rafa de lesão, em 2020, pode ser fundamental para as aspirações europeias das águias
Fonte: Bola na Rede

Eintracht Frankfurt, FC Inter de Milão, Manchester United FC, Arsenal FC, AFC Ajax, FC Shakhtar Donetsk, AS Roma e Bayer 04 Leverkusen são os principais concorrentes do SL Benfica à conquista da Liga Europa.

Não será nunca fácil, mas é um desafio mais à altura da realidade do clube, que parecer começar a estabilizar o seu futebol e um 11 inicial; agora, com a equipa finalmente a jogar mais confortável com bola, sem a pressão adicional de disputar a Liga dos Campeões, contra equipas de qualidade, mas com menor motivação, e com a possibilidade de se fazer um acerto ou outro no mercado de inverno. O Sport Lisboa e Benfica tem aqui a oportunidade de se reorganizar e relançar numa boa campanha europeia.

O primeiro jogo será com o FC Shakhtar Donetsk, o todo poderoso ucraniano, liderado por Luís Castro e que já há muitos anos ganha “caparro” nestas competições e apresenta um futebol dinâmico, atractivo e de ataque. É nesta eliminatória que a equipa de Bruno Lage terá de provar que não só está na Liga Europa para a vencer, como tem futebol para isso.

Um Benfica em campo com a dinâmica e qualidade de bola que lhe oferecem Grimaldo, Pizzi, Chiquinho, Taarabt e Rafa é uma equipa capaz de encontrar caminhos para o golo em qualquer jogo desta Liga Europa.

Espero em 2020 ver o Benfica em mais uma final europeia. Acredito que tem tudo para alcançar, pelo menos, as meias-finais, mostrando competitividade europeia. O próximo jogo é de extrema importância e é nele que se deposita a definição de onde pode ou não chegar esta equipa. A Liga Europa é a hipótese de o Sport Lisboa e Benfica ser Sport Lisboa e Benfica.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 10 tipos de laterais direitos

A posição de lateral sofreu evolução ao longo dos anos, tendo também aumentado o seu nível de complexidade. Primeiro, porque as regras mudaram, o que torna a agressividade mais limitada, segundo porque devido à evolução do futebol, o extremo tradicional está em extinção. Olhemos para o caso da Premier League, em que os supostos extremos são Salah, Mané, Sterling, Bernardo Silva e marcam praticamente todos mais de 15 golos por época. O conceito está a mudar e o lateral tem uma função diferente de momento.

O lateral da atualidade destaca-se pela qualidade ofensiva e pelo jogo interior, no entanto seria importante não desvalorizar o que faz um lateral a nível defensivo, tendo em conta a velocidade do jogo e principalmente as características dos melhores extremos. Cafú e Roberto Carlos tiveram uma influência gigante nesta posição e mudaram a forma como ela é vista, por serem demasiado ofensivos e triunfarem no futebol mundial.

Na atualidade, é possível que os dois revolucionem o futebol, embora essa resposta só consiga ser dada daqui a uns anos. Alexander-Arnold e Andy Robertson são fruto do trabalho de Klopp, que os desenvolveu e tornou-os completos em quase todos os aspetos.

Guardiola pode também considerar-se um inovador neste sentido, quando surpreendeu o mundo e posicionou os laterais no meio-campo, quando treinava o Bayern de Munique e mais tarde o Manchester City. Essa tática tinha como função ajudar na construção e prevenir um eventual contra-ataque perigoso do adversário.

Saiba quais são os melhores laterais direitos a desempenhar determinadas funções.