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Universo Paralelo: E se Ronaldinho tivesse mesmo assinado pelo CF Estrela da Amadora?

Estamos no último jogo da época e o CF Estrela da Amadora tem aqui a oportunidade de carimbar pela primeira vez o passaporte para a Taça UEFA. Para tal, apenas tem de vencer o Boavista FC, segundo classificado da liga e garantir, assim o quinto lugar, que dá acesso à 1ª ronda da competição.

Para esta caminhada fantástica muito contribuiu a descoberta da estrelinha da sorte pelo clube de Lisboa: Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido por Ronaldinho Gaúcho, chegou das camadas jovens do Grêmio por intermédio do irmão, o médio da equipa Roberto de Assis, para jogar no escalão dos juniores, mas a sua qualidade técnica, a forma como brinca com a bola e o seu faro de golo levaram-no a ser chamado pelo técnico Jorge Jesus à equipa principal, de onde nunca mais saiu.

O treinador português tem alguma resistência em promover jogadores jovens de forma tão súbita às suas equipas mas nem ele conseguiu ficar indiferente ao craque de 18 anos, que soma já 30 golos esta temporada e ocupa de forma destacada o lugar de melhor marcador do campeonato.

O CF Estrela da Amadora, que habitualmente ocupa a segunda metade da tabela, poderá ter descoberto um dos melhores jogadores dos últimos anos e, seguramente, o próximo grande jogador da seleção brasileira onde, de resto, já é presença habitual.

As boas exibições levaram Ronaldinho à equipa principal da seleção canarinha
Fonte: Confederação Brasileira de Futebol

A bola começa a rolar no terreno boavisteiro e os corações dos adeptos do “Estrela” ficam apertados. A Ragazzi Tricolor, claque do CF Estrela da Amadora, puxa intensamente pela equipa e começam a abafar os boavisteiros. Só a vitória interessa, é o que pensam todos os adeptos do clube de Amadora.

Num jogo muito disputado a meio campo e sem grandes oportunidades para os dois lados, eis que surge o suspeito do costume: Ronaldinho Gaúcho, camisola 10 do “Estrela” ganha a bola à entrada da grande área, finta um, finta dois, e… pica por cima do cima do guarda-redes Ricardo.

Gooooooolo!!! O grito uníssono da bancada visitante do Estádio do Bessa entoa em todo o recinto, depois de mais um golo do herói da equipa, desta feita ao cair do pano e que pode carimbar a ida à Taça Uefa. 90+5. Termina o jogo e carimba mesmo! O CF Estrela da Amadora faz história e qualifica-se para esta competição pela primeira vez.

Os adeptos estão em êxtase e nem querem acreditar. A maior parte deles ainda não perceberam é que provavelmente foi a última vez que assistiram a Ronaldinho Gaúcho espalhar magia no seu clube e na liga portuguesa. O mestre dos dribles, originário de Porto Alegre, Brasil, tem todos os grandes clubes europeus interessados em si, pelo que será muito difícil segurá-lo. Além disso, a verba da sua transferência vai certamente dar um grande conforto financeiro ao CF Estrela da Amadora nos próximos anos.

Já nós, meros adeptos de futebol e portugueses, resta-nos agradecer por termos tido a sorte de ver um jogador destes a atuar no nosso campeonato e levamos, certamente, uma história para mais tarde contar aos netos. Aposto que eles nem vão acreditar.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Segue-se o İstanbul Başakşehir FK na Liga Europa

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Na passada segunda-feira realizou-se o sorteio dos 1/16 de final da Liga Europa, ditando a sorte que o Sporting CP irá defrontar os turcos do İstanbul Başakşehir FK. Frente a frente, irão estar o Sporting que foi o segundo classificado do grupo D e o Basaksehir vencedor do grupo J. Os dois jogos dos 1/16 da Liga Europa realizam-se nos dias 20 e 27 de fevereiro, com a primeira-mão a ser disputada no Estádio José Alvalade.

Para chegar aos 1/16 da Liga Europa, os leões deixaram pelo caminho, o Rosenborg BK e o PSV Eindhoven, ficando em segundo atrás do LASK Linz. Já os turcos do Basaksehir foram líderes do grupo J, ficando à frente da AS Roma de Paulo Fonseca e eliminando, os alemães do Borussia VfL 1900 Mönchengladbach e os austríacos do Wolfsberger AC.

O adversário do Sporting na Liga Europa, encontra-se no quarto lugar do seu campeonato, sendo que já foi vice-campeão em duas temporadas. No seu palmarés conta com um título apenas, a conquista do segundo escalão do futebol turco. Na sua história, o clube que foi fundado há três décadas, realiza a sua melhor prestação de sempre na Liga Europa, com a passagem à fase a eliminar na presente época.

No plantel do Basaksehir fazem parte três jogadores que passarem pela liga portuguesa, Miguel Vieira (FC Paços de Ferreira), Carlos Ponck (CD Aves) e Junior Caiçara (Gil Vicente FC). No entanto, destaque para os jogadores muito experientes como Robinho, Gael Clichy, Demba Ba, Arda Turan, ou o médio Mehmet Topal.

A equipa treinada por Okan Buruk, joga habitualmente em 4-3-3. No meio-campo, destaque para Mehmet Topal e Kahveci, dois jogadores com qualidade de passe, que dão critério e equilíbrio à equipa turca. No ataque, atuam nas alas Edin Višća e Eljero Elia, no apoio ao francês Enzo Crivelli, que soma dez golos apontados em todas as competições.

O Basaksehir é uma equipa com qualidade no seu processo ofensivo, um coletivo que impõe agressividade e é forte no ataque à profundidade. No entanto, no processo defensivo tem sentido algumas dificuldades, o que poderá ser explorado pela equipa do Sporting.

Os leões contam com Bruno Fernandes para seguirem em frente
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting irá receber o Basaksehir, na primeira-mão no Estádio José Alvalade, sendo fundamental vencer sem sofrer golos. No sorteio, os leões evitaram equipas como o AFC Ajax ou o FC Inter de Milão, entre outras. No entanto, esta equipa turca já surpreendeu a Europa com as suas prestações na fase de grupos.

O Sporting tem qualidade e talento suficiente para eliminar os turcos do Basaksehir, mas tem de o provar no decorrer dos dois jogos. O objetivo na Liga Europa tem de ser chegar o mais longe possível e para já, atingir os oitavos-de-final.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

BVB Dortmund 3-3 RB Leipzig: Empate em jogo de loucos

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Jogo eletrizante no Signal Iduna Park! Com possibilidades de se aproximar da liderança, o BVB Dortmund recebeu o líder, RB Leipzig, numa partida que terminaria com um incrível empate a três bolas. Os auri-negros chegaram a estar a vencer por 2-0 e por 3-2, contudo, uma série de erros defensivos acabaria por ditar um empate.

Num início de jogo algo morno, a formação da casa ia tendo mais bola e era a única a levar a bola com perigo até ao último terço, perante um Leipzig mais na expectativa com cautelas defensivas. Com a iniciativa apenas de um lado, as duas primeiras oportunidades saíram da cabeça de Hummels: a primeira ao lado, a segunda a obrigar Gulácsi a uma defesa espantosa.

As ameaças foram surgindo e o ritmo da partida aumentando. Hakimi deu o alerta, Sancho assustou e Weigl tratou de inaugurar o marcador. O médio alemão tentou a sua sorte de fora da área e a bola – com algum efeito – acabaria mesmo por enganar o guardião adversário.

A formação de Julian Nagelsmann só respondeu à passagem da meia hora de jogo – com um remate potente de Poulsen a sair por cima -, mas foi o Dortmund a chegar ao segundo num lance de pura magia. Receção, rotação e um grande golo de Brandt a ampliar a vantagem.

O conjunto forasteiro só cresceu nos descontos, tendo Bürki sido colocado à prova por Poulsen por duas ocasiões em trinta segundos. Dois cabeceamentos que obrigaram o guardião suíço a belas intervenções. O jogo, esse, encaminhar-se-ia para o intervalo com uma vantagem de dois golos para os auri-negros.

Brandt brilhou no 2-0, mas comprometeu no lance do 2-2
Fonte: Bundesliga

Que início de segunda parte, meus caros! Três golos em dez minutos são a prova disso mesmo. Mas vamos por partes. Com menos de dois minutos decorridos, um erro clamoroso de Bürki na saída entre os postes culminou num golo de Werner. Ele que, cinco minutos depois, viria a aproveitar uma oferta de Brandt para aparecer isolado e rematar para o 2-2. Pelo meio, Halstenberg já tinha visto um golo ser-lhe anulado por fora de jogo. Incrível, não?

O jogo estava caótico e viria a ficar ainda mais quando Sancho, após uma bela jogada coletiva, atirou para recolocar o Dortmund na frente do marcador. Fantástica reação dos homens de Lucien Favre, que chegaram a estar perto de aumentar a vantagem por mais duas ocasiões criadas por Hakimi e Reus.

Contudo, o segundo tempo da equipa do leste da Alemanha falava por si e o golo do empate não tardou em aparecer. Nova má abordagem defensiva do Dortmund, novo golo. O recém-entrado Schick aproveitou um ressalto e, no coração da área, atirou para o 3-3.

Um resultado, três desfechos possíveis. O jogo estava de tal forma eletrizante que nem dava para respirar. Se é certo que o Leipzig ameaçou a reviravolta, também os da casa estiveram perto de se recolocar na frente do marcador, contudo, o resultado não mais se alterou. Com este empate, o Dortmund continua no 3º lugar, com 30 pontos, já Leipzig mantém-se na liderança, com 34.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

BVB Dortmund:  Bürki, Zagadou, Hummels, Akanji, Guerreiro (Schulz, 84’), Brandt, Weigl, Hakimi, Sancho (Piszczek, 71’), Reus e Thorgan Hazard.

RB Leipzig: Gulácsi, Halstenberg, Upamecano, Mukiele, Klostermann, Demme, Laimer, Forsberg (Nkunku, 46’), Sabitzer (Matheus Cunha, 70’), Werner e Poulsen (Schick, 62’).

CR Flamengo 3-1 Al Hilal SFC: Show de Bruno Henrique e bilhete para a final garantido

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O Flamengo de Jorge Jesus está na final do Mundial de Clubes, depois de vencer os sauditas do Al Hilal por 3-1. No Khalifa International Stadium, o Al Hilal adiantou-se primeiro por Al Dawsari mas o Flamengo deu a volta ao resultado com golos de Arrascaeta, Bruno Henrique e um autogolo de Albulayhi. A equipa de Jorge Jesus garantiu a presença na final do próximo sábado e espera agora pelo desfecho da meia-final entre Liverpool e Monterrey para saber quem irá defrontar.

Para este jogo, a equipa de Jorge Jesus manteve a saída a jogar a três, com Arão a descer e a surgir ao lado dos centrais Rodrigo Caio e Pablo Mari, e os laterais a oferecerem profundidade à equipa. Talvez por ser expectável que o Mengão começasse a construir desta forma, o Al Hilal conseguiu anular bem a saída a jogar do adversário e o Flamengo apresentou dificuldades em manter a bola na sua posse nos primeiros minutos. A equipa saudita assumiu então a iniciativa de jogo e chegou com frequência à área adversária, com o seu jogo a passar todo pelos pés de Carlos Eduardo, ex-FC Porto.

Apesar do maior domínio do Al Hilal, o primeiro lance claro de golo surgiu aos 15’ dos pés de Gerson, numa recarga após saída em falso de Al Muaiouf. A bola passou a centímetros da baliza e colocou em sobressalto a equipa saudita, que não demorou a responder. No minuto seguinte, Al Dawsari surgiu na cara de Diego Alves mas o guarda-redes do Flamengo foi enorme e negou o golo com uma grande mancha. No seguimento da jogada, Gomis atirou por cima quando tinha a baliza escancarada.

Dois minutos depois, repetiram-se os intervenientes do lance anterior mas o destino ditou que a “sorte” trocasse de lado: Al Dawsari surgiu bem no coração da área a rematar para o fundo das redes, sem hipótese para Diego Alves. O Al Hilal chegou ao golo com alguma justiça, numa jogada em que o ex-Benfica Carrillo movimentou-se para dentro e arrastou a defesa com ele, permitindo a Al Burayk surgir solto no corredor direito para assistir Al Dawsari.

De Arrascaeta marcou o primeiro golo do CR Flamengo
Fonte: FIFA Club World Cup

Depois do golo, o Al Hilal baixou as linhas e instalou-se no seu meio-campo, ocupando bem e com muitos jogadores os espaços interiores, o que acabou por originar mais confrontos físicos e faltas. Neste aspeto, o árbitro Ismail Elfath assumiu durante demasiado tempo um critério largo, perdoando alguns amarelos a jogadores do Flamengo por entradas mais ríspidas.

Na procura pelo empate, o Mengão não conseguia circular a bola com a rapidez necessária e via o Al Hilal bloquear bem os corredores, impedindo as habituais triangulações da equipa de Jorge Jesus. Até ao intervalo, o jogo atravessou uma fase mais física e menos bem jogada, obrigando Ismail Elfath a mostrar três cartões amarelos no espaço de dois minutos.

No regresso para o segundo tempo, o Flamengo surgiu determinado em mudar o rumo dos acontecimentos e com uma alteração posicional que viria a ser determinante. Jorge Jesus deslocou Bruno Henrique do corredor para o centro do terreno e esta mudança demorou pouco a dar frutos: aos 48’, Gabigol iniciou a jogada, Bruno Henrique assistiu e Arrascaeta finalizou para o empate.

O Flamengo soltou-se com o golo marcado e jogava com mais confiança, mas sem conseguir desbloquear o compacto bloco defensivo do Al Hilal. Leu bem o jogo Jorge Jesus novamente e percebeu que o jogo pedia alguém com mais rasgo e criatividade no meio-campo. Aos 74’, Gerson deu o lugar a Diego e o brasileiro foi o responsável por abrir o muro defensivo da equipa de Răzvan Lucescu. Quatro minutos depois de entrar, o médio recebeu em zona adiantada e contemporizou com a bola no pé, à espera da subida de Rafinha no corredor direito. Quando o lateral surgiu solto, Diego tocou na direita e assistiu com calma ao centro teleguiado do ex-Bayern para a cabeçada de Bruno Henrique que só parou no fundo das redes.

Aos 81’, Diego voltou a abrir o livro e assistiu Bruno Henrique, com o médio a centrar para a pequena área e a ver Albulayhi desviar para a própria baliza, quando Gabigol já preparava o remate certeiro. O azar de Albulayhi foi a sorte da equipa de Jorge Jesus, que com o 3-1 resolveu as contas de uma meia-final que começou com sabor amargo mas acabou com um travo doce a vitória e com o bilhete para a final do Mundial de Clubes.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CR Flamengo: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Mari, Filipe Luís, Arão, Gerson (Diego, 74’), De Arrascaeta (Piris da Motta, 90+3’), Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Vitinho, 89’) e Gabriel Barbosa.

Al Hilal SFC: Al Muaiouf, Al Burayk, Jang, Albulayhi, Al Shahrani, Eduardo, Cuellar, Carrillo, Giovinco (Khrbin, 71’), Al Dawsari (Al-Abed, 82’) e Gomis (Otayf, 90+2’).

Antevisão SL Benfica x SC Braga: Duelo pelos quartos

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Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Braga medem forças, esta quarta-feira, em jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal, depois de eliminarem Vizela e Gil Vicente, respetivamente.

As águias de Bruno Lage atravessam um excelente momento de forma. São líderes isolados na Primeira Liga, com mais quatro pontos que o seu eterno rival, FC Porto; venceram o FC Zenit na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o que possibilitou o apuramento para as eliminatórias da Liga Europa, e ainda estão na luta pelo apuramento para a “Final Four” da Taça da Liga. Assim, os encarnados estão com quatro frentes ativas na temporada.

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Por sua vez, o SC Braga encontra-se no oitavo posto da tabela classificativa, o que reflete o mau início de época que a turma de Sá Pinto está a realizar. Na ressaca da derrota, no seu próprio reduto, frente ao FC Paços de Ferreira, os minhotos enfrentam, nesta ronda da Taça de Portugal, o SL Benfica. Ainda assim, a nível europeu tudo corre de feição aos bracarenses, que acabaram o seu grupo na primeira posição, valendo-lhes a qualificação para a fase a eliminar.

Do lado bracarense, Paulinho e Ricardo Horta têm sido os destaques da equipa. O avançado português já fez balançar as redes por doze ocasiões em 20 partidas. Por sua vez, Ricardo Horta marcou onze golos em 25 jogos.

Carlos Vinícius tem estado de pé quente e já leva 14 golos na temporada
Fonte: Bola na Rede

Carlos Vinícus, do SL Benfica, está de pé quente e já leva 14 golos em 20 partidas disputadas na presente temporada. Ainda assim, em jogos a contar para a Taça de Portugal, o ponta de lança ainda não se estreou a marcar. Será o SC Braga o primeiro carrasco do brasileiro na competição?

Na temporada transata, ambas as equipas tombaram nas meias finais da prova. Certo é que apenas uma terá, agora, a oportunidade de almejar objetivos mais ambiciosos na prova rainha do futebol português, uma vez que esta é uma ronda a eliminar e apenas um pode seguir em frente.

O confronto direto entre as equipas dá uma clara vantagem para os encarnados. Em 145 jogos realizados, o SL Benfica venceu 96 e empatou 30. Apenas por 18 vezes o SC Braga conseguiu levar de vencida a equipa da capital. Mais recentemente, nas últimas cinco vezes que encarnados e guerreiros do Minho se defrontaram, o Benfica venceu por quatro vezes e empatou uma.

Espera-se, então, um jogo muito equilibrado, com duas equipas a dar tudo em campo para obter a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal. O duelo está marcado para esta quarta-feira, pelas 20h45, no Estádio da Luz.

Foto de Capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

A lutar pela Europa: Os principais candidatos e os “outsiders”

Findada que está a Primeira Liga Portuguesa no ano civil de 2019, abordamos uma parte da tabela classificativa que normalmente é das mais “divertidas” de acompanhar, a par da discussão pelo título nacional: a luta pela participação nas competições europeias. Sendo os três primeiros lugares – quase sempre – entregues a SL Benfica, FC Porto e Sporting CP, resta apenas o quarto lugar e o lugar destinado ao vencedor da Taça de Portugal. Como normalmente quem vence a “Prova Rainha” é um dos três grandes – salvo alguma exceção –, abre-se mais uma vaga no campeonato, o quinto posto.

Neste momento, creio que é pacífico dizermos que os dois primeiros lugares vão ficar na posse de SL Benfica e FC Porto e não me vou “atravessar” com uma ordenação final. Porém, face ao atual momento do Sporting CP, sou da opinião que este é daqueles anos onde pode haver uma excepção, com o terceiro lugar também em disputa por equipas que normalmente não terminam nesse posto com frequência.

A Liga está ao rubro. Entre o 5º e o 12º classificados há apenas quatro pontos de distância, com muitos a ambicionarem ficar num lugar privilegiado, sem nunca esquecer a fuga dos lugares de despromoção. Não vou falar de todos porque não considero que todos possam manter lugares europeus no fim da época e, por isso, opto por dividir os clubes em “Principais Candidatos” e “Outsiders”, sendo que a lista em ambos os casos não é muito extensa.

Candidato Principal #1: SC Braga

A equipa de Sá Pinto é sempre uma das crónicas participantes nas competições europeias, mais na Liga Europa. Para si, tem sempre “reservado” um quarto lugar que às vezes é quinto e, noutras (menos), é terceiro. Com uma época abaixo do esperado na Primeira Liga Portuguesa (é apenas 8º com 18 pontos, mais golos sofridos que marcados), prevejo que a luta pela Europa em 2019/20 será complicada e mais difícil que nas épocas anteriores. Falta acertar o passo, como tem feito na competição que já aqui abordámos, e creio que reúne todas as condições para fazer a vida difícil aos seus adversários, inclusivamente ao Sporting CP.

Candidato Principal #2: Vitória SC

A cerca de 30 quilómetros de distância está o Vitória SC, eterno rival dos bracarenses e outros dos candidatos principais a marcar presença nas competições europeias. Aliás, pudemos ver este ano a falta que os vimaranenses faziam nesta competição, oferecendo-nos sempre bons espectáculos de futebol, sob a batuta de Ivo Vieira… e pontos, para o ranking.

Com mais três pontos que o SC Braga está no 5º lugar, a três pontos da “sensação” FC Famalicão, mas falta-lhe regularidade. É tão capaz de fazer um jogo fantástico e ganhar por 5-0, como de empatar ou perder jogando mal e sem ideias. Já eliminados da Taça de Portugal, têm no campeonato a principal via de entrada na Liga Europa perfeitamente ao seu alcance.

Vitória SC aguerrido conseguiu arrancar um empate a duas bolas no terreno do Gil Vicente FC, na última jornada
Fonte: Vitória SC

Outsiders #1: Rio Ave FC

Um dos bons projetos desportivos da nossa Primeira Liga Portuguesa. Atualmente no 6º lugar, com 19 pontos, o Rio Ave FC é uma daquelas equipas de quem podemos esperar uma “surpresa”. No sentido de haver equipas com outro estatuto, porque aquilo que têm feito nos últimos anos para se estabilizarem e reforçarem a sua posição no futebol português, tem de ser valorizado.

Treinados por Carlos Carvalhal, um conhecedor intrínseco dos meandros do “desporto-rei”, creio que são um nome a ter em conta nesta luta pela Europa.

Outsider #2: FC Famalicão

Já não há como fugir desta realidade, pois não? O “Fama” ficou famoso e agora parece já não querer largar os lugares cimeiros da tabela, apesar de uma quebra nos mais recentes resultados. Nos últimos cinco jogos para a Primeira Liga Portuguesa não têm qualquer vitória, vindo até de uma série de três derrotas consecutivas. O futebol “positivo” e de qualidade continua a ser uma realidade, mas os adversários parecem ter conseguido encontrar o “remédio” para parar esta equipa de João Pedro Sousa.

No entanto, se continuar com este ritmo competitivo e com esta mentalidade, creio que vão amealhar muito mais vitórias que derrotas, nas 20 jornadas que restam. Considero-os uns “outsiders” pela falta de experiência nestas andanças da parte superior da tabela, mas se falarmos em qualidade pura e dura, são fortíssimos candidatos a conseguir estar na Liga Europa já no próximo ano. Para além disso, jogam com o aliciante de poderem desempenhar um papel fundamental na luta pelo título: na segunda volta recebem na sua casa “os três grandes”, e creio que são perfeitamente capazes de tirar pontos a cada um deles.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Revisto por: Jorge Neves

 

 

O próximo passo dos Dallas Mavericks sem Luka Doncic

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Luka Donĉić, o base esloveno de 20 anos que atua pelos Dallas Mavericks, sofreu, no passado sábado, uma forte lesão no tornozelo e pode pôr desfecho da época dos Mavericks em check.

Luka tem-se revelado uma peça fulcral no ataque dos Dallas Mavericks, jogando apenas a sua segunda temporada da NBA. O base esloveno têm liderado a equipa de Dallas a um forte arranque da temporada, levando a equipa ao topo da conferência Oeste, encontrando-se no terceiro posto da conferência. Com médias de 29.3 pontos por jogo, 8.9 assistências e 9.6 ressaltos, Luka tem comandado o ataques dos Mavericks, liderando a equipa a um recorde de 17-8, empatado para 5.º melhor recorde da NBA na presente época.

Luka tem sido o líder da equipa de Dallas, levando a equipa ao terceiro posto na conferência
Fonte: Dallas Mavericks

No entanto, a segunda opção do ataque dos Dallas, Kristaps Porzingis, tem vivido algumas dificuldades esta época. Postando apenas médias de 16.8 pontos por jogo, 1.4 assistências e 8.9 ressaltos, o extremo-poste lituano não tem vivido à altura das expectativas estipuladas no inicio da época. Passando despercebido no ataque de Dallas e com uma fraca eficácia de campo, apenas 39%, Porzingis não tem conseguido voltar à sua forma fluída de jogo que apresentou em Nova Iorque pelos Knicks.

Posto isto, o prisma da jovem equipa de Dallas seria jogar a partir de Luka, algo que tem demonstrado ter sido a melhor aposta da equipa. O jovem esloveno mostra ser um talento que aparece uma vez numa geração.

Contudo, no passado sábado, num jogo contra os Miami Heat, Luka, ao fazer uma entrada para o cesto, característica do seu estilo de jogo, torceu o tornozelo. A lesão é, à primeira vista, preocupante – fez até com que o jogador fosse imediatamente substituído, passado um minuto e quarenta do primeiro período. Luka falhou assim o resto do jogo e, um diagnóstico imediato aponta para que não seja algo de grave mas que irá afastar o jovem talento cerca de três semanas.

O problema é que, três semanas são alguns jogos (cerca de doze) e, com a agenda da NBA, pode fazer com que os Mavericks caiam do terceiro posto para o quinto ou até mesmo para o sexto! Num ataque em que tudo fluía por um só jogador, a equipa de Dallas enfrenta agora um desafio de conseguir obter a vitória sem o seu melhor jogador. Será que este período sem Luka irá fazer com que Porzingis volte a sua forma e “sinta” mais o jogo a passar nas suas mãos? Poderá ser uma lesão que vem por bem e que seja oportunidade para Porzingis poder acordar o seu verdadeiro jogo.

A equipa de Dallas encontra-se num bom período e, apesar de não ter Luka, conseguiu discutir a partida até ao ultimo segundo com a forte equipa de Miami. O período de Dallas sem Luka irá ser interessante para testar a equipa, tanto a nível colectivo como individual.

Foto De Capa: Dallas Mavericks

Revisto por: Jorge Neves

O El Clásico está aí à porta: haverá descolamento?

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Colados na classificação há mais de um mês, Barcelona e Real Madrid defrontam-se esta quarta-feira, às 19h, em Camp Nou, no sempre vibrante e empolgante “El Clásico”. Dada a situação atual e infeliz da Catalunha, este duelo – que era para ter sido disputado no final de outubro – teve de ser adiado quase dois meses, algo que não impediu os dois clubes mais populares de Espanha (e do mundo!) de se posicionarem no topo da classificação, ainda que a diferença pontual não seja nada por aí além…

No passado fim de semana, culés e merengues viram as suas séries de quatro triunfos consecutivos na La Liga serem interrompidas. O Barcelona cedeu pontos na deslocação ao reduto da Real Sociedade (2×2), já o Real não soube aproveitar a oportunidade de que dispôs para ultrapassar o rival, tendo empatado a uma bola no Mestalla, diante do Valência. Quer isto dizer que quando um ganha, o outro também ganha. Quando um empata, o outro também empata. Tem sido esta a lógica a imperar ao longo das últimas jornadas…

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Historicamente, os confrontos entre estas duas equipas não poderiam ser mais equilibrados. Mas se formos a avaliar as últimas épocas é o Barcelona quem se destaca, de tal modo que o Real Madrid já não prova o sabor da vitória nestas andanças desde novembro de 2017, altura em que os merengues venceram as duas partidas da Supertaça espanhola. Curiosamente, essas foram as únicas derrotas em clássicos na era de Ernesto Valverde.

Apesar de algumas críticas ao futebol imposto pelo técnico espanhol de 55 anos, a verdade é que os blaugranas têm revelado a competência necessária para atingir os objetivos no contexto nacional. Em sentido inverso, a formação de Madrid não tem atravessado tempos propriamente positivos, nomeadamente desde a saída de Cristiano Ronaldo em 2017, a par da de Zidane do comando técnico – ele que regressou menos de um ano depois com o intuito de reencontrar o caminho do clube madrileno até à glória.

Messi é sempre candidato a melhor jogador do encontro
Fonte: FC Barcelona

Para o clássico, Zidane terá várias baixas de peso (Marcelo, Hazard, Lucas Vázquez, Asensio e James) e o sistema tático poderá sofrer algumas alterações, com um possível 4-4-2 para tornar o meio-campo mais compacto, com Courtois na baliza, Mendy, Varane, Sergio Ramos e Carvajal na defesa, Kroos, Modric, Valverde e Casemiro no setor intermédio e Benzema e Bale na frente. Caso o técnico francês opte pelo 4-3-3, passará a ser expectável que apareça Rodrygo ou Isco no “onze”, deixando o meio campo mais aberto e vulnerável ao jogo interior do adversário.

Já Ernesto Valverde não terá tantos problemas na constituição da sua equipa inicial – apenas Dembelé está lesionado –, perspetivando-se um 4-3-3 com Ter Stegen entre os postes, Sergi Roberto, Piqué, Lenglet e Junior Firpo no setor defensivo, Rakitic, De Jong e Busquets no meio-campo e o trio da frente composto por Griezmann, Messi e Suárez.

Independentemente dos contextos de ambas as equipas, um clássico é sempre um clássico. É certo que o Barcelona vai jogar em casa perante os seus adeptos (onde venceu os sete jogos que disputou a contar para o campeonato espanhol), mas este não deixa de ser um jogo de tripla que todos os amantes do futebol não vão querer perder. Venha daí esse clássico!

Foto de Capa: FC Barcelona

Revisto por: Jorge Neves

FC Porto x CD Santa Clara: 3º Round

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3º Round. FC Porto e CD Santa Clara vão enfrentar-se pela terceira vez esta temporada, e pela terceira vez vão fazê-lo com o Estádio do Dragão como palco. Depois de terem jogado para o Campeonato Nacional (vitória portista por 2-0) e na primeira jornada da fase de grupos da Taça de Liga (nova vitória azul e branca, desta feita, por 1-0), vão enfrentar-se numa partida a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Para chegarem a esta fase da prova, os clubes tiveram que passar duas eliminatórias. O CD Santa clara bateu a Oliveirense e o Leixões e o FC Porto deixou fora de prova o Coimbrões e o Vitória FC.

No que concerne aos dois jogos anteriores, ambas as equipas fizeram alinhar onzes muito diferentes em cada um dos jogos. Se no primeiro, no Campeonato, os treinadores optaram por jogadores habitualmente titulares, no jogo da Taça da liga escalonaram onzes compostos maioritariamente por jogadores com pouca rodagem. Desta feita, e dado o caráter decisivo do jogo, acredito que as equipas se apresentarão na sua máxima força.

Com o destino imediato na Liga Europa definido e com o Campeonato parado até ao novo ano, o FC Porto vira-se agora para as taças internas. Para além do embate com o CD Santa Clara na próxima quinta-feira, os dragões vão a Chaves no Domingo à procura de um resultado (basta o empate) que lhes permita seguir para a Final Four da Taça da Liga, a disputar em Janeiro. Ainda assim, com o destino bem encaminhado na Taça da Liga, julgo que Sérgio Conceição privilegiará a Taça de Portugal.

Em jogo de Taça, Diogo Costa deverá avançar para a titularidade na baliza do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso Bola na Rede

O CD Santa Clara, bem orientado por João Henriques, e apesar de ter iniciado bem a temporada vive, neste momento, a pior fase da época. Tem tido dificuldade em somar pontos e vem de um ciclo de 7 jogos sem vencer no Campeonato. Com o orgulho ferido após ter sido goleado pelo Sporting CP e já eliminados da Taça de Portugal, os açorianos apostarão as fichas todas numa surpresa no Dragão que permitiria à equipa não só avançar para a fase seguinte, mas, também, levantar a moral de uma equipa que vive uma fase complicada.

Portanto, o CD Santa Clara deverá apresentar a sua versão mais forte, alicerçada numa dupla de centrais (Fábio Cardoso e César) com escola, uma dupla de médios sólidos e perfumados (Rashid e Francisco Ramos) e uma dupla ofensiva que combina velocidade (Zé Manuel) e uma grande capacidade física (Thiago Santana ou Schettine).

No caso do FC Porto, os onze não deverá andar longe daquele que bateu o CD Tondela, podendo entrar nas contas Danilo (falhou o jogo por lesão), Manafá (permitiria adiantar Corona no terreno de jogo) e Zé Luís ou Fábio Silva (continuando a dança de avançados a que se tem assistido desde o começo da época). Certa deverá ser a troca de Marchesín por Diogo Costa. O guarda-redes da formação portista tem sido aposta nas taças e este jogo não deverá ser exceção.

Posto isto, perspetiva-se um jogo difícil para o FC Porto, ainda que seja claramente favorito e que entre em campo com a obrigatoriedade total de vencer e dar mais um passo importante rumo ao Jamor.

Foto de capa: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Transferências internacionais de menores

Em Abril, a polícia belga invadiu os escritórios do Anderlecht e da Federação de futebol devido a uma investigação de lavagem de dinheiro envolvendo agentes e transferências de jogadores.

Uma porta-voz do Anderlecht disse à emissora VRT que o clube estava a cooperar totalmente, enquanto um porta-voz da federação belga disse que a polícia retirou documentos relativos a transferências de sua sede.

“Os ataques dizem respeito à lavagem de dinheiro e a um grupo de criminosos, em particular as questões estão centradas sobre a transferência de um ou mais jogadores”, disse o procurador federal num comunicado.

A protecção de menores é um elemento-chave no quadro regulamentar geral da FIFA relativo à transferência de jogadores e a aplicação efetiva dessas regras é primordial, como também foi confirmado em várias ocasiões pelo Tribunal Arbitral do Desporto.

O Comité Disciplinar da FIFA sancionou o clube belga RSC Anderlecht e a Federação Belga de Futebol por violações relacionadas à transferência internacional e registo de jogadores com menos de 18 anos.

Verificou-se que o RSC Anderlecht infringiu, entre outros, o artigo 19 do Regulamento da FIFA sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores, no caso de quatro jogadores menores.

A FIFA multou o clube belga Anderlecht em 200 mil francos suíços (cerca de € 177.000,00) por violar regras relacionadas com a transferência de jovens, mas não impôs a proibição de transferências, ao contrário do que aconteceu com o Chelsea que foi proibido de registar novos jogadores a nível nacional e internacional para os próximos dois períodos de inscrições completas e consecutivas, ou seja na época 2019/20.

A FIFA diz que seu painel disciplinar “levou em conta a cooperação do clube”, que violou as regras ao assinar com quatro jovens jogadores, um deles o defesa central do FC Porto, Chancel Mbemba.

Mbemba acabou por ver o seu nome envolvido no caso
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, verificou-se também que a Federação Belga de Futebol violou as regras relativas a menores e foi também ela sancionada com uma multa de 230.000 francos suíços (cerca de € 203.000,00).

No caso similar, o Comité Disciplinar da FIFA sancionou o Chelsea FC por violações relacionadas com transferências internacionais e registos de jogadores com menos de dezoito anos. O Chelsea, alegadamente, terá violado o art. 19 do regulamento quanto a vinte e nove jogadores menores e terá cometido várias outras infrações relativas aos requisitos de registo de jogadores. O clube também violou art. 18bis dos regulamentos relativo a dois acordos que celebrou quanto a menores e que lhe permitiram influenciar outros clubes quanto a assuntos relacionados com transferências.

O Comité Disciplinar sancionou o Chelsea com a proibição de registar novos jogadores a nível nacional e internacional para os próximos dois períodos de inscrições completas e consecutivas, ou seja na época 2019/20. Esta proibição aplica-se ao clube como um todo – com exceção das equipas feminina e de futsal – e não impede a venda de jogadores.

Além disso, o clube foi multado em CHF 600.000 e foi dado um período de noventa dias para regularizar a situação dos jogadores menores envolvidos. O Manchester City também esteve sob escrutínio da FIFA ao qual foi aplicada pelo Comité Disciplinar uma multa de 370 mil francos suíços, cerca de 340 mil euros.

A FIFA proíbe transferências internacionais de menores, a menos que suas famílias se mudem para um país por razões que não sejam de futebol, ou estejam próximas à fronteira de outra nação onde o jovem joga. Exceções na maioria da Europa permitem que jogadores de seis a dezoito anos sejam assinados se a educação e os padrões de vida forem cumpridos.

A transferência de jogadores menores de idade está sujeita a limitações. A FIFA estipula que as transferências internacionais de menores só são permitidas após o jogador cumprir dezoito anos, apesar de existirem três exceções. A saber:

1 – A FIFA autoriza a transferência internacional de menores, desde que seja para acompanhar os seus pais, quando estes precisarem mudar por motivos alheios ao futebol. Esta regra tem sido “contornada”, com os clubes a começarem por oferecer trabalho aos pais do menor, antes da contratação do jogador.

2 – Ou a transferência tem lugar dentro do território da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu e o jogador tem entre dezasseis e dezoito anos. Neste caso, o novo clube tem de preencher determinadas obrigações mínimas, como fornecer ao jogador formação futebolística adequada ao nível do mais elevado; garantir ao jogador uma educação ou formação académica, escolar ou vocacional; tomar todas as medidas necessárias a garantir que o jogador é tratado da melhor maneira possível e fornecer à respectiva Federação, no momento da inscrição do jogador, provas de que está a cumprir as obrigações acima referidas.

3 – A transferência é autorizada caso o menor resida a menos de 50km da fronteira com o seu novo clube bem como que a sede do novo clube esteja, igualmente, a menos de 50 km da fronteira com o país de residência do jogador, perfazendo uma distância total, no máximo, de 100km, sendo que as duas associações (a do clube onde o jogador reside e a do novo clube do menor) deverão apresentar consentimento explícito.

Artigo de opinião de Alexandra Pinto Coelho

Foto de Capa: RSC Anderlecht

Revisto por: Jorge Neves