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Portugal 3-0 Argélia: Rússia, aí vamos nós!

No último teste de preparação antes da partida rumo à Rússia, Portugal recebeu a Argélia naquele que foi o primeiro jogo de Cristiano Ronaldo com os restantes colegas convocados para o Campeonato do Mundo.

No onze de Fernando Santos – que chegou à marca de, a única surpresa foi a entrada de Bruno Fernandes de início, compondo o meio campo com William, Moutinho e Bernardo Silva. Assim, antes do começo do encontro, a grande dúvida era qual a formação que o selecionador português iria apresentar, se o 4-4-2 habitualmente utilizado ou uma variação entre um 4-3-3 e um 4-5-1. Do lado argelino, de notar a presença de Yacini Brahimi e também o regresso de Islam Slimani a Lisboa.

Portugal começou o jogo a todo o gás e, na primeira jogada do desafio, Bernardo Silva foi travado em falta à entrada da área e deu a primeira oportunidade para Ronaldo brilhar. Na sequência do livre, o número sete rematou contra a barreira mas na sequência da jogada valeu o guardião Salhi à equipa africana. Nos minutos que se seguiram, Ronaldo continuou a mostrar serviço através de fintas, passes requintados para os seus colegas e remates com algum perigo. Aos nove minutos, o jogador do Real Madrid marcou mesmo mas o golo viriar a ser anulado por fora de jogo.

Até ao final dos primeiros 15 minutos da primeira parte, Portugal ia dominando a partida e evitando jogadas de perigo do lado argelino. Em campo, confirmava-se o 4-4-2, com Bruno Fernandes descaído para a esquerda, Bernardo do lado direito e Gonçalo Guedes no apoio a Cristiano.

Foi o jogador do Valência CF que viria a estar presente na origem do primeiro golo português. Com 16 minutos jogados, Bernardo assiste na perfeição Guedes e o 17 bate o guarda-redes com um bom remate na zona de grande penalidade.

Após o golo, Portugal foi descendo as linhas e reduzindo a sua pressão alta, permitindo à equipa orientada por Rabah Madjer a subida no campo e trocas de bola na zona defensiva lusitana, colocando em alerta a defesa portuguesa mas sem nunca abdicar do seu 4-1-4-1 com Slimani sozinho na frente.

Depois da meia hora, Portugal voltou a aumentar o ritmo e, com 37 minutos disputados, Ronaldo faz um cruzamento com o pé esquerdo de forma milimétrica e Bruno Fernandes, no meio dos centrais, cabeceia para o 2-0. Um excelente regresso do melhor jogador do Mundo que, em menos de quarenta minutos já levava duas assistências para golo.

Aos 43′, a Argélia rematou pela primeira vez à baliza de Patrício mas a tentativa de Brahimi, após passe de Slimani, embateu em Pepe e saiu para canto. Quase em resposta, Guedes descobre Bruno Fernandes solto em boa posição mas o jogador do Sporting acabou por querer assistir Ronaldo quando poderia ter chutado à baliza e assim aumentar para três a vantagem nacional.

Portugal teve um domínio quase total durante a primeira parte
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte iniciou-se sem alterações para cada lado e com a formação lusitana a continuar por cima no encontro. Com 49 minutos disputados e após um canto do lado direito, o perigo voltou a rondar a baliza de Salhi, mas com muita sorte à mistura, a defesa visitante conseguiu afastar o perigo.

Nos minutos seguintes, Ronaldo continuou a brilhar a grande altura e a incomodar – e muito – a baliza da Argélia mas, por duas vezes, a bola teimou em não entrar na baliza.

De realçar a excelente exibição da defesa portuguesa, principalmente dos centrais Pepe e Bruno Alves. Face a um desamparado Slimani, os dois experientes defesas iam mostrando classe e segurança, anulando as tentativas ofensivas argelinas.

Dez minutos após o início do segundo tempo, Gonçalo Guedes bisou na partida após mais uma excelente jogada do lado esquerdo por parte de Raphael Guerreiro.

Imediatamente a seguir ao terceiro golo nacional, Fernando Santos começou a fazer alterações no seu elenco e o jogo, com alguma naturalidade, acabou por baixar de intensidade.

Com vinte minutos para disputar na partida, Madjer mexeu na estrutura da sua equipa, colocando companhia ao lado de Slimani; o trinco Medjani deu o seu lugar a Bounedjah e o avançado argelino foi o primeiro a rematar com muito perigo do lado africano, mas à tentativa de Bounedjah respondeu com segurança Rui Patrício.

O adormecimento da partida, tanto em campo como nas bancadas, apenas foi contrariado quando João Mário, aos 80 minutos introduziu a bola na baliza visitante. Contudo, o lance acabou por ser anulado por mão na bola de Gonçalo Guedes.

No último minuto do tempo regulamentar, Bounedjah voltou a estar muito perto do golo mas Patrício voltou a negar o golo ao avançado do Al Sadd.

Portugal acabou por vencer confortavelmente uma equipa argelina muito diferente daquela que há quatro anos brilhou no Campeonato do Mundo no Brasil. No último encontro antes da viagem para a Rússia, a equipa nacional esteve muito segura e com confiança, valendo a pena destacar as exibições de Guedes e Bruno Fernandes, que foram duas apostas ganhas por parte de Fernando Santos.

Onzes Iniciais e substituições:

Portugal: Rui Patrício; Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves (José Fonte, 56′) e Raphael Guerreiro (Mário Rui, 56′); William Carvalho (Adrien Silva, 64′), João Moutinho (João Mário, 74′), Bernardo Silva (Ricardo Quaresma, 64′) e Bruno Fernandes; Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo (André Silva, 74′).

Argélia: Abdelkadir Salhi; Zinedine Ferhat, Ramy Bensebaini, Aissa Mandi e Mokhtar Benmoussa; Carl Medjani (Baghdad Bounedjah, 70′), Salim Boukhenchouche (Mohamed Benkhemassa, 56′), Nabil Bentaleb, Riyad Mahrez e Yacine Brahimi; Islam Slimani (Hilal Soudani, 85′).

Os 5 principais candidatos ao lugar de Zidane

Uma semana após Zidane ter anunciado a sua saída do comando técnico do Real Madrid, a dúvida de quem será o próximo timoneiro da equipa merengue ainda persiste. Com o Mundial à porta, e com a necessidade de começar a preparar a próxima época, Florentino Perez tem já certamente em mente os possíveis substitutos do francês, de onde deverá sair o nome do próximo treinador dos blancos. Olhemos então para uma lista onde constam as 5 possibilidades mais fortes para suceder a Zizou no banco do Real Madrid.

5.

Fonte: SSC Napoli

Maurizio Sarri – Apesar de contar apenas com quatro épocas ao mais alto nível na Serie A, o técnico italiano é visto como uma das mentes mais brilhantes do desporto-rei na atualidade. Após a rescisão com o Nápoles em maio, o treinador que implementou um dos sistemas táticos mais interessantes da Europa é, de momento, um dos principais alvos do Real Madrid para ocupar o lugar de Zidane. Porém, com a saída iminente do compatriota Antonio Conte do Chelsea, os blues partem na frente da corrida para a aquisição de Sarri, pelo que não é esta a primeira opção de Florentino Perez para o banco dos merengues. Se porventura o futuro do napolitano passar por Madrid, os adeptos do Real não poderão esperar menos do que futebol-espetáculo praticado dentro das quatro linhas.

Carta aberta a Pinto da Costa

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Presidente,

Orgulho-me de olhar para o FC Porto e ver um clube vencedor. Um clube com história, com um símbolo que todos os atletas levam ao peito com respeito e que qualquer um é capaz de reconhecer. Em qualquer parte! E isso, em grande parte o devemos a si.

A verdade é que não me imagino, e como eu talvez muitos outros, a chamar presidente a outra pessoa que não a si. Jorge Nuno Pinto da Costa. Há 36 anos que o vemos ocupar um lugar que sempre dignificou, um lugar de onde batalhou para levar o FC Porto aos grandes palcos. Precisamente dez anos antes de eu nascer, no dia 17 de Abril de 1982, foi pela primeira vez eleito para a presidência.

Os percursos de cada um de nós não são fáceis. Todos os dias, em todos os trabalhos, há dificuldades que precisamos de ultrapassar, barreiras que queremos quebrar, degraus que queremos subir. A diferença, está muitas vezes na visibilidade do que fazemos. Nessas alturas, o bom sobressai e todos aplaudem. Mas quando o menos bom acontece, é muito mais fácil para quem está exposto ser alvo de críticas, até de ameaças. O seu percurso foi marcado por tudo isso, mas são sobretudo as conquistas que todos os adeptos portistas lhe vão sempre associar. Crescemos a nível interno, chegamos ao topo da europa, fomos campeões do mundo! Títulos e mais títulos que preenchem uma carreira feita de dedicação.

A si também associo algumas das maiores gargalhadas que dei por causa do futebol. Se lhe vamos sempre associar títulos, também lhe vamos sempre associar as palavras ditas nas horas certas, sem medos do politicamente incorrecto. Somos Porto e tivemos desde sempre que seguir “contra tudo e contra todos”. E para avançarmos, foi e continua a ser imprescindível ter alguém na retaguarda capaz de dar um passo à frente e dar um murro na mesa. Alguém capaz de dar um passo à frente e defender os seus jogadores, o seu treinador, as suas claques, os seus adeptos.

Pinto da Costa apostou na renovação com Sérgio Conceição para manter o Porto no caminho dos títulos
Fonte: FC Porto

Muito se tem falado sobre a sua saúde, o avançar da sua idade, sobre a capacidade para continuar a liderar o FC Porto. Como disse em cima, não imagino outro presidente para o meu Porto neste momento. Sei que será uma realidade algum dia, mas honestamente não quero pensar quando chegará esse dia, nem nos nomes que se poderão apresentar, nem nas consequências que a mudança trará. Esse dia vai chegar, mas para já temos a certeza que pretende liderar este clube e esta gente enquanto sentir que tem capacidade para o fazer. E isso chega!

Precisamos de manter uma equipa unida, focada nos objectivos e, sobretudo, capaz de lutar por eles. Ninguém pode ganhar sempre e nós sabemos disso. Passamos quatro anos sem qualquer título mas continuamos juntos, fortalecemos o nosso “mar azul”, estamos cá para apoiar. Por muito que certas decisões não nos pareçam certas, tentamos confiar que quem está aí, ao seu lado na liderança, está também a trabalhar pelo superior interesse de um dragão que vai continuar com uma chama intensa.

A si, apenas peço que mantenha o empenho nesta família que ajudou a construir e que, enquanto sentir que o pode fazer, continue por aí para nos ajudar.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Época vermelha e branca: afinal o que trouxemos para casa?

É mais que ponto assente que, quer no futebol, quer nas restantes principais modalidades coletivas, o SL Benfica, todos os anos, tem sempre uma forte palavra a dizer. O trabalho feito ao longo destes últimos tempos tem vindo a colher frutos, estando cada vez mais vasto o palmarés e cada vez mais pequeno o Museu Cosme Damião. No que ao futebol diz respeito, a época que acabou de terminar deixou um sabor amargo na boca de todos os benfiquistas que, habituados a ganhar taças atrás de taças, tiveram de se contentar apenas com a Supertaça Cândido de Oliveira e um segundo lugar puxado a ferros no campeonato. E quanto às restantes modalidades? Como é que foi toda a época vermelha e branca e, afinal, o que é que trouxemos para casa?

Fracasso do Vitória de Guimarães na época 2017/2018: Afinal, de quem é a culpa?

Como bem diz o provérbio, “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”. Trata-se de mais uma novela no futebol português e desta vez, por incrível que pareça, sem nada a ver com um dos três grandes.

Júlio Mendes, presidente do Vitória SC, e o ex-treinador da sua equipa, Pedro Martins, vieram a público falar sobre aquela que foi uma época não tão bem conseguida por parte da equipa vimaranense.

Fica, então, assente a questão: afinal de contas, de quem é a culpa? A verdade é que ambos procuraram demarcar-se quanto ao insucesso da equipa no ano 2017/2018, o que acabou por gerar uma troca de “galhardetes” entre o presidente e o técnico.

Numa entrevista dada no passado dia 30 de maio, Pedro Martins levantou questões que não agradaram ao líder máximo do Vitória de Guimarães. O atual treinador do Olympiacos falou sobre os incidentes que ocorreram no centro de treinos do Vitória, onde jogadores foram agredidos por adeptos. Alegou que o caso não tinha ganho repercussões piores, à semelhança do que aconteceu no Sporting CP, porque o próprio soube lidar bem com o caso internamente.

Quanto à época 2017/2018, que ficou muito aquém das expetativas, Pedro Martins alega que a execução do planeamento da mesma não foi feita da maneira mais eficaz pela administração e que isso pagou-se caro no decorrer do campeonato. Recorde-se que a equipa minhota havia perdido, de 2016/2017 para a época passada, muito jogadores importantes. Entre eles: Marega e Hernâni. Por isso, era necessária uma minuciosa reestruturação que permitisse a estabilidade do clube que, segundo Pedro Martins, não aconteceu.

Na noite anterior à derrota por 0-5 frente ao SC Braga, Pedro Martins confessou a Júlio Mendes que já não tinha mão no plantel
Fonte: FPF

Para além disto, o técnico português refere que a gestão do plantel por parte da administração, que tem feito várias vendas nos últimos anos, não é a mais favorável para o sucesso de um projeto. Refere ainda que quando chegou ao clube da cidade de berço, os seus responsáveis não transmitiam para fora a verdadeira entidade de um clube como o Vitória de SC.

É hora de ligar os streams: 20 provas a não perder de Quinta a Domingo!

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Serão dias totalmente loucos no Atletismo de elite mundial e começa já esta quinta-feira com o regresso da Diamond League, que em 4 dias terá 2 etapas! Falaremos aqui também das finais dos Campeonatos Universitários Norte-Americanos, onde estarão presentes alguns dos atuais líderes mundiais e onde se prometem marcas de enorme valia e há ainda tempo para irmos até à Jamaica, onde o meeting Racers Grand Prix, apadrinhado por Usain Bolt e que é organizado pelo seu ex-técnico Glen Mills, promete também muita qualidade e alguns regressos de peso. 

Procuramos todas as semanas equilibrar as provas a destacar, realçando o papel do Field, mas num fim-de-semana onde muitos dos destaques vêm dos Estados Unidos e da Jamaica, a verdade é que a pista concentrará grande parte das atenções. Mas não se preocupem todos os fãs de Saltos e Lançamentos: os meetings da Diamond League prometem ferver e dar-nos tudo o que gostamos! 

Destacar ainda que não foi uma tarefa fácil resumir este fim-de-semana a 20 provas. Na verdade, temos a certeza absoluta que alguns dos melhores momentos destes dias poderão nem estar aqui referidos, mas temos a certeza também que em nenhum dos aqui mencionados darão o tempo por mal empregue. O melhor mesmo é ligarem os vossos streams, prepararem as pipocas e deliciarem-se com o que aí vem. E, claro, não deixem de acompanhar outras importantes provas por essa Europa fora onde estarão vários atletas portugueses! 

Magalhães conquistam Acropolis

Num fim-de-semana poder ouvir em duas competições internacionais a nossa velhinha “Portuguesa” é sempre algo inesquecível!

Após a passagem por dois arquipélagos no Oceano Atlântico, a terceira ronda do campeonato europeu de ralis (FIA ERC) foi à Grécia com o EKO Acropolis Rally.

Alexey Lukyanuk seguia na liderança do campeonato com duas vitórias nas duas primeiras rondas. Na participação portuguesa, Aloísio Monteiro juntava-se a Bruno Magalhães para uma das provas mais duras do calendário FIA ERC. Ambos os pilotos estavam inseridos na estrutura da ARC Sport. 

Primeira especial e primeira surpresa do rali. Alexay Lukyanuk acabou com o vigésimo tempo, devido a um furo no seu Ford Fiesta R5, perdendo logo imenso tempo para os seus adversários diretos. Ainda conseguiu o melhor tempo da segunda especial do dia e consequente liderança do rali, mas no segundo dia do rali acabaria por partir uma roda, sendo que qualquer hipótese de um resultado mais positivo caiam nas pedras soltas do solo grego. 

Após os infortúnios do russo, quem conseguiu beneficiar foi a dupla portuguesas dos Magalhães, Bruno e Hugo levavam o Skoda Fabia R5 da ARC Sport à liderança do rali, vencendo três das oito especiais do segundo dia na Acrópole. No fim do dia Bruno e Hugo Magalhães estavam à frente do rali com cerca de um minuto de vantagem para o húngaro Norbert Herczig. A completar o pódio estava o polaco Hubert Ptaszek. Outra vez de notar que o pódio era constituído por Skoda Fabia R5. O primeiro carro não Skoda era o Ford Fiesta R5 do jovem norueguês Eyvind Brynildsen.

O russo Alexey Lukyanuk foi o grande “azarado” da mítica prova grega
Fonte: FIA ERC

O último dia na Acrópole trouxe de volta o cometa russo. Lukyanuk venceu três das quatro especiais do dia, mostrando que se não fossem os azares dos dois primeiros dias, estaria numa posição muito melhor. O russo só foi batido neste último dia pelo estreante finlandês, Juuso Nordgren, em Skoda Fabia R5. Já os Magalhães apenas tiveram que controlar a sua vantagem e levar o carro ao fim neste rali muito duro para as suspensões.

Por fim, Bruno e Hugo escreveram o seu nome num dos ralis mais míticos. Agora os portugueses estão junto de nomes com Sébastien Loeb, Colin Mcrae entre outros. Já a dupla Aloísio Monteiro e André Couceiro levaram o Skoda Fabia R5 até ao fim, terminando num honroso 12.º lugar da geral.

Aloísio Monteiro terminou a seu segunda participação numa prova do FIA ERC no 12.º lugar da geral
Fonte: Bola Na Rede

No campeonato, Bruno Magalhães encontra-se a 14 pontos do líder, Lukyanuk. Norbert Herczig fecha o pódio com 40 pontos. Ricardo Moura fecha os cinco primeiros, com a sua única participação no Azores Airlines Rally. O FIA ERC segue agora para o rali do Chipre de 15 a 17 de junho.

Foto de Capa: FIA ERC

O Dicionário de Fernando Santos: Manuel Fernandes

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Manuel Fernandes: Verticalidade.

Ainda não é certo onde vai atuar Manuel Fernandes quando chamado, mas, atendendo aos ideais de Fernando Santos e aos particulares mais recentes, o médio do Lokomotiv deverá jogar próximo da linha.

Embora não seja o seu lugar predileto, uma vez que a sua posição de origem é no centro do terreno, pela velocidade e músculo que acrescenta, a função de Manuel Fernandes deverá passar por esticar o jogo, partindo da faixa, à semelhança de Renato Sanches no Euro 2016.

Em termos de elegância, inteligência ou visão de jogo, o ex-jogador do Benfica perde de forma clara com opções como João Moutinho ou João Mário; no entanto, a sua capacidade de chegada à área e a sua veia goleadora (14 golos esta época) são caraterísticas só igualadas por Bruno Fernandes no meio-campo.

Numa seleção que nem sempre consegue pensar o jogo e usa e abusa das transições rápidas para o ataque, Manuel Fernandes pode ter um papel de destaque ao nível do transporte ou mesmo da finalização. Um jogador vertical que procurará sempre o caminho mais prático.

Foto de Capa: FPF

Revista do Mundial 2018 – Tunísia

Há pouca qualidade técnica, mas existe muita ambição na seleção tunisina e é essa que alimenta um sonho que o selecionador quis traçar como objectivo: a passagem aos oitavos-de-final do Mundial, em detrimento de Inglaterra e/ou Bélgica.

É uma meta interessante para motivar os seus jogadores, mas perante tanta limitação e face ao sorteio que lhe calhou em sorte (ou azar) não será mais do que isso.

Revista do Mundial 2018 – Coreia do Sul

O Mundial de 2018 na Rússia trás um marco histórico para a Coreia do Sul, será a 10º presença, a 9ª consecutiva, e quererão com certeza aproveitar para fazer melhor e fazer esquecer a péssima prestação no último mundial em 2014 no Brasil onde conseguiram apenas um ponto na fase de grupos.