No mundo do futebol há negócios que valem verdadeiras fortunas. Os valores envolvidos em transferências de jogadores são normalmente megalómanos e têm subido de ano para ano. Há equipas que estão dispostas a gastar milhões de euros num único jogador, enquanto muitas outras nem ousam sonhar em gastar um terço desse valor. Para estas equipas com menos poder financeiro, fazer uma venda destas ocorre “uma” vez na história e representam um grande alívio financeiro.
Mais recentemente, assistimos à venda de João Félix do SL Benfica para o Club Atlético de Madrid por 126 milhões de euros, naquela que foi a maior transferência do campeonato português. Noutros tempos diria-se que este valor era absurdo e que não representa o valor do jogador. E até pode ser verdade. Atualmente, as vendas muitas vezes são concretizadas não só considerando o valor atual do jogador, mas tendo muito em conta a sua capacidade de progressão e o ativo que poderá ser para a equipa no futuro.
Contudo, nem sempre esta projeção do futuro corre bem e jogadores que se almejava serem grande craques tornam-se verdadeiros flops e vice-versa. E este último ponto é também um problema: foram vários os jogadores vendidos por clubes portugueses para outras ligas europeias por uma “ninharia”, quando comparado com o que renderam mais tarde ao seu novo clube noutra transferência. Este tipo de situações podem acontecer por inúmeros motivos, seja por pressões da direção do clube para vender determinado jogador de forma a alcançar um alívio salarial, seja por uma má avaliação do potencial do jogador ou simplesmente porque o próprio jogador forçou essa mudança. O Bola na Rede compilou alguns destes casos.
As portas do estádio de S. Miguel abriram-se para mais um domingo de futebol para assistir à terceira jornada da Taça da Liga entre o CD Santa Clara e o Casa Pia AC.
A partida começou com as duas equipas bem organizadas em campo e com um Casa Pia a tentar causar alguma pressão no Santa Clara. Essa pressão acabaria por não resultar dando a primeira oportunidade de golo da equipa da casa, aos 6 minutos , num ressalto através de Ukra.
Apartir desse momento a formação açoriana, começou a causar uma maior pressão na defesa da formação do Casa Pia.
As situações de golo nesta primeira parte foram escassas. Aos 12 minutos, o Santa Clara tentou a sua sorte através dum livre direito, devido a uma falta cometida sob Lincoln, mas a redondinha acabaria por passar por cima das redes de Vanderlaan. A maior situação de perigo para as redes de André Ferreira ,nesta primeira parte, apareceu aos 26 minutos, quando Pedro Machado remata ao lado das redes da equipa açoriana.
As situações de golo continuavam escassas e sem sinal de virem a aparecer. Fica na retina, ao cair do pano para o intervalo, a defesa aérea de Vanderlaan dum remate prometedor da equipa açoriana.
Quando se pensava que o jogo estaria decidido, o Casa Pia levou a melhor com um golo de Mateus ao cair do pano Fonte: Bola na Rede
A segunda parte da partida começou com um Casa Pia a aparecer mais no jogo. A tentar ter mais posse de bola e a criar mais linhas de jogo.
Thiago Santana tentava a sua sorte aos 73 minutos ao cabecear a bola para as redes do Casa Pia, mas sem efeito. A sorte acabaria por aparecer aos 77 minutos, por meio de Kenidy, através duma assistência de Mateus, fazendo, assim, o primeiro golo da partida.
A oportunidade do Santa Clara viria já no tempo de compensação, através dum cruzamento de Carlos Jr. para João Afonso que empata a partida. O balde de água fria viria para a equipa da casa no fim do tempo através de um golo de Mateus aos 93 minutos dando, assim, a vantagem para o Casa Pia.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Santa Clara: André Ferreira, João Lucas, zaidu, João Afonso, Patrick Vieira (82’ Denis Pineda), Lincoln, Anderson Carvalho, Lucas Marques (46’ Bruno Lamas),Carlos Jr., Thiago Santana, Ukra (73’ Guilherme Schettine);
Casa Pia AC: Vanderlaan, D.Rosa, P. Machado, C. Marcelo, Simão (65’ Sountoura), Martim, Mateus, R. Dantas, J. Ribeiro, Roncatto (55’ W. Kenidy), Jeka (82’ J. Coito)
Depois de uma longa sessão pública no Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), o caso Sun Yang conheceu recentemente um novo atraso. Tal como foi perceptível para quem assistiu à audiência pública no CAS (que foi também transmitida online) a tradução simultânea entre inglês e mandarim do testemunho do atleta foi de qualidade sofrível, pelo que as partes terão que chegar a um acordo sobre uma tradução escrita correta para constar do processo sobre o qual os três árbitros se debruçarão.
A meio da sessão, o sistema de tradução foi alterado, o que permitiu que esta fosse bastante melhor, mas, ainda assim, esse foi um claro impedimento a que a sessão corresse de forma mais célere e fluída. Por muito boa que seja a tradução, há sempre alguns detalhes que se perdem e este é um problema grave quando um tribunal se debruça sobre um caso com tanta importância à escala mundial.
Se uma parte do conteúdo da audiência acabou por se perder na tradução, houve outras que escaparam a esse destino e puseram a nu alguns problemas graves do sistema anti-doping. Se a discussão jurídica se baseou em relevantes, mas talvez menos interessantes, tecnicidades, os testemunhos ligados à IDTM serviram para dar uma imagem assustadora do procedimento a que os atletas são sujeitos.
O testemunho de Sun Yang foi marcado pelos erros na tradução do mesmo Fonte: CAS
Ora, apesar de haver vários órgãos internacionais e nacionais responsáveis por coordenar o testar dos atletas, uma grande parte das recolhas de sangue e urina é feita por prestadores de serviços privados, tendo sido a IDTM, o prestador de serviços no dia em que Sun Yang acabou a destruir a sua amostra, um dos maiores erros cometidos. Para se perceber esta dimensão, diga-se que a IDTM foi responsável por cerca de um terço das recolhas a que Sun Yang foi sujeito durante a carreira.
Perante este cenário, seria de esperar que um dos maiores prestadores deste serviço a nível mundial e que trabalha tão proximamente com a Agência Mundial Anti-Doping (WADA) revelasse procedimentos inatacáveis e regidos pelos padrões mais elevados. Assim não aconteceu.
Praticamente todos os anos nas principais ligas europeias nos deparamos com algumas boas surpresas que acabam por revelar um futebol muito positivo e por fazer épocas muito acima das expetativas iniciais. Serve de exemplo o Leicester de 2015/16, campeão inglês, o RB Lepizig, que depois da subida de divisão rapidamente se afirmou no principal escalão do futebol alemão ou até o nosso conhecido Famalicão que se encontra no quarto lugar da Primeira Liga Portuguesa.
Na Alemanha as surpresas começam a tornar-se um hábito, e parece ter chegado a vez do Borussia Monchengladbach, que está a fazer uma época muito acima do esperado, pelo menos no que ao campeonato diz respeito.
Na Bundesliga, a equipa do Oeste da Alemanha encontra-se neste momento no segundo lugar, a apenas dois pontos do líder Lepzig, depois de ter escorregado nesta jornada frente ao Hertha de Berlim. Ainda assim, merece maior destaque o facto de estar dois pontos à frente do Bayern Munique, que apesar do atual terceiro lugar continua a ser o principal candidato ao tão disputado título alemão.
Mas, se por um lado esta equipa nos tem vindo a surpreender com grandes exibições no campeonato, nas outras duas vertentes não se mostrou tão competente e está já eliminado de ambas. Refiro-me à Liga Europa, onde acabou por perder o passe para os 16avos de final depois de sofrer um golo aos 90+1 dos turcos do Basaksehir que assim se apurou e da Taça da Alemanha, em que foi eliminado pelo Borussia Dortmund. Note-se que em ambos os jogos a equipa esteve a ganhar por 1-0 e acabou por ser batida por 2-1. Em contrapartida temos o jogo com o Bayern, por exemplo, em que esteve a perder por 0-1 e acabou por conseguir derrotar o atual campeão em título por 2-1, o que nos diz muito sobre esta equipa que tem na imprevisibilidade uma das suas maiores armas, mas também uma das suas maiores fraquezas.
O Borussia Monchengladbach é a equipa com melhor registo dentro de portas no campeonato Fonte: Borussia VfL Monchengladbach
Algo muito representativo desta imprevisibilidade que acaba por se tornar em instabilidade é o contraste de resultados apresentados dentro e fora de portas. Em nove jornadas que jogou em casa, o Borussia ganhou sete, empatou um e perdeu outro, este último contra o líder Leipzig, arrecadando assim vinte e dois pontos. Já fora de portas, em oito jornadas a equipa d’Os Protos conseguiu somar apenas treze pontos, o que significa que ganharam quatro, perderam três e empataram um, aparecendo assim em sexto lugar na tabela dos jogos fora de casa.
Continuando a olhar para as estatísticas facilmente percebemos que é a nível defensivo que a equipa encontra a sua mais valia. Isto porque é o conjunto menos batido do campeonato, a par do Wolsburg, com apenas dezoito golos sofridos. Esta coesão defensiva deve-se aos seus dois centrais que mostram muita segurança no setor mais recuado do campo. São eles Ginter e Elvedi, que se assumem assim como importantes pilares na construção de um onze inicial que, ainda que varie muitas vezes, tem já muitas rotinas interessantes.
Para além destes, há outros jogadores que se revelam muito importantes na manobra de Marco Rose. Refiro-me a Yann Sommer, Denis Zakaria, Stefan Lainer e os quatro perigosos da frente, que vão rodando na titularidade: Marcus Thuram, Breel Embolo, Alassane Plea e Patrick Herrmann.
Como já referi, o onze inicial sofre sempre alterações de jogo para jogo, e isso acaba por ser um fator determinante para a imprevisibilidade de que falei, uma vez que há um leque de jogadores que conseguem desempenhar a mesma função, mas todos de forma diferente e com distintas valências. Também isso tem um preço a pagar, e talvez seja essa a razão que justifique o facto de este Borussia ser capaz de nos apresentar o seu melhor e o seu pior, tal como aconteceu na Liga Europa.
A equipa tem muitos jogadores jovens e também o seu treinador tem ainda uma curta carreira onde certamente continuará a evoluir e a aprender coisas, tal como fez nos seus tempos de jogador.
Ainda que com toda esta incerteza, a equipa não deixa de apresentar um bom futebol baseado em ideias firmes que tenta levar a cabo em todos os jogos. É também desta incerteza que é feito o futebol, e é por isso as partidas dos pretos e verdes são tão emocionantes. É uma pena para os amantes do desporto rei que não possam disputar uma competição europeia para vermos qual o patamar que conseguiriam atingir. Vão então focar-se apenas no campeonato e é aí que ansiamos ver onde vão chegar. A situação é bastante promissora e tem tudo para continuar a ser. Qualidade não falta, vontade é certo que também não.
Talvez seja este o ano de acabar com a hegemonia da turma de Munique e de mudarem as cores que se erguem quando se fala em campeão. Resta-nos esperar e ver daquilo que estes homens são feitos, numa prova que está mais intensa e disputada que os típicos “aborrecidos” campeonatos alemães.
O lanterna vermelha do grupo, Vitória FC, recebeu em sua casa o SL Benfica, a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Já com poucas possibilidades de passagem, o treinador encarnado realizou uma autêntica revolução na equipa. Foram nove as mudanças face ao jogo anterior, promovendo mesmo a estreia do central Morato. Tiago Dantas entraria também no decorrer da partida.
Do lado dos sadinos, Julio Velázquez realizou apenas 3 mudanças ao habitual onze da equipa setubalense.
O jogo começou, tal como a temperatura, frio e assim se manteria até ao intervalo. Foram escassas as oportunidades de golo.
O Vitória apareceu muito coeso e compacto a nível defensivo, mas a sair bem a jogar de forma apoiada. Com o decorrer do jogo a posse de bola da equipa verde e branca foi se tornando inconsequente, tendo a equipa sadina sentido muito mais dificuldades para criar perigo. Nota ainda para a aparente lesão muscular de Hildeberto Pereira, um grande revés para Julio Velásquez.
Os encarnados, fruto das poucas dinâmicas entre os jogadores, sentiram muitos dificuldades para se aproximarem da baliza de Makaridze. A equipa de Bruno Lage, que apareceu desprovida de ideias ofensivas consistentes, insistia muito no jogo lateralizado. As dificuldades em penetrar na “muralha” setubalense, obrigaram o SL Benfica a exagerar no passe longo, muitas vezes à procura das diagonais de Caio Lucas e Jota. Raul de Tomás voltou a aparecer muito recuado no terreno. Desta vez acabou mesmo por marcar, mas mantenho a opinião de que aquela não é a posição ideal para o avançado espanhol.
Raul de Tomás conseguiu fazer o gosto ao pé Fonte: SL Benfica
Na segunda parte o ritmo permaneceu inalterável, no entanto os golos foram aparecendo. A equipa das águias mexeu no marcador fruto de dois erros defensivos dos sadinos (Raul de Tomás 49’ e Jota 73’). O Vitória diminuiu a diferença num erro individual de Zlobin (Guedes 83’) e subsequentemente chegaria ao empate através de um golaço de Guedes, já no tempo de descontos. Ao longo da segunda parte, as dificuldades ofensivas de ambas as equipas permaneceram inalteráveis, o que fez com que o jogo se tornasse algo monótono. Um jogo sem grande história e que certamente não ficará na memória dos amantes do bom futebol. Valeu pelos grandes golos de Guedes e Jota.
Onzes inicias e Substituições
SL Benfica: Zlobin, Tomás Tavares, Morato, Jardel, Nuno Tavares, Gedson (David Tavares 77’), Florentino, Caio Lucas (Chiquinho 63’), Jota (Tiago Dantas 86’), Raul de Tomás e Seferovic
Vitória FC: Makaridze, Silvio, João Meira (Bruno Pires 69’) Jubal, Nuno Pinto, Carlinhos, Eber Bessa, Semedo, Mansilla, Hachadi (Guedes 92’) e Hildeberto Pereira (Zequinha 40’)
Raça e superação são o que melhor definem o Sporting CP, que hoje fez uma “remontada” incrível no Estádio Municipal de Portimão para disputar o terceiro e último jogo do grupo C da Taça da Liga, em que só a vitória e uma escorregadela do Rio Ave FC em casa interessavam ao Sporting CP.
Houve um pouco de tudo neste jogo: a turma de Silas esteve a perder por duas bolas a zero, viu-se reduzido a dez unidades após a expulsão injusta da Yannick Bolasie e foi para o intervalo a perder por duas bolas a uma. A última reviravolta de uma desvantagem de dois golos ocorreu na época passada quando o Sporting CP recebeu em Alvalade a formação do CD Nacional.
Apesar da “Depressão Elsa” não ter afectado tanto a região do Algarve, na primeira parte do encontro uma verdadeira “tempestade” abateu-se sobre os Leões e fez desabar por completo a defesa leonina. Ao minuto 6′, Jackson Martinez tem uma primeira ocasião clara para golo ao rematar de primeira para uma excelente defesa de Luís Maximiano que desviou para canto.
O Sporting CP não logrou controlar o jogo em face do posicionamento dos jogadores algarvios que com facilidade recuperavam a posse de bola e apostavam em transições ofensivas velozes e complicadas de travar pela defesa leonina. Por outro lado, o Sporting CP viu-se incapaz de construir o seu jogo. Aliás, raras não foram as vezes em que Doumbia no meio campo girava sobre si mesmo à procura de linhas de passe que não existiam.
A pressão do Portimonense SC junto da grande área do Sporting CP era crescente. Ao minuto 15′, Max protagoniza novamente uma excelente defesa ao negar o golo a Jackson Martinez. Todavia a bola sobra para Júnior Tavares que é puxado em falta por Rafael Camacho e João Pinheiro assinala grande penalidade. Na cobrança do castigo máximo, Jackson Martinez num remate forte e a meia altura inaugura o marcador em Portimão. Max ainda adivinha o lado, mas não consegue defender.
Já em desvantagem, o Sporting CP não conseguia tomar as rédeas do jogo. A reacção do só aconteceu perto da meia hora de jogo quando Yannick Bolasie obrigou o guarda-redes internacional japonês Gonda a fazer duas intervenções: primeiro num remate após fazer uma diagonal da direita para o centro e depois num lance em que se isolou na grande área algarvia.
Todavia, era a equipa visitada que com mais facilidade chegava à baliza contrária, tirando proveito do marasmo em que se encontrava o corredor central do Sporting CP e onde faltava pressão por parte dos jogadores verdes e brancos. Lucas Fernandes destacou-se nessas zonas de pressão e foi ele o arquitecto do segundo golo algarvio ao minuto 31′: Pedro Sá interceptou a bola depois de um mau passe de Sebastián Coates e Lucas Fernandes conduziu a bola até soltar para a esquerda em Aylton Boa Morte, que cruzou rasteiro para o desvio mal medido de Jérémy Mathieu para dentro da própria baliza.
O Sporting CP começou a sonhar com a reviravolta ao minuto 37′ quando Luciano Vietto num grande cabeceamento, após cruzamento de Bruno Fernandes, enviou a bola para o fundo da baliza portimonense. Mas, antes do apito final da primeira parte, a turma de Silas viu-se reduzida a 10 jogadores depois de Yannick Bolasie ter sido expulso por acumulação de cartões amarelos: o jogador congolês atingiu o peito de Willyan com o cotovelo, mas o defesa num acto de deslealdade desportiva fingiu ter sido atingido na cara. Surpreendentemente, João Pinheiro não teve dúvidas e expulsou Bolasie que, por isso, não alinhará no próximo jogo dos Leões frente ao FC Porto.
Avançado colombiano voltou a faturar frente aos leões Fonte: Liga Portugal
Durante o intervalo, Silas não efectuou qualquer alteração. O técnico leonino apenas modificou o posicionamento dos seus jogadores colocando Luciano Vietto e Rafael Camacho a abrir nas alas e Bruno Fernandes a surgir pelo corredor central.
A segunda parte começou com a exibição de tarjas dos adeptos leoninas a exigirem a saída de Frederico Varanda e com as duas equipas a falhar, respectivamente, ocasiões claras de golo. Logo no primeiro minuto da segunda parte, na sequência de um corte incompleto de Coates, Aylton “ganha as costas” da defesa leonina mas Max desvia o seu remate para o poste quando o público da casa já gritava golo. Ao minuto 51′, Luciano Vietto, isolado por uma grande jogada de Coates que correu de “costa-a-costa”, remata ao lado. Três minutos depois, o número 10 argentino voltou a arriscar um remate, agora a meia distância, que saiu a rasar o ferro.
O Sporting CP estava, nesta fase do jogo, focado em chegar à igualdade, pese embora estivessem desvantagem numérica. Num claro contraste com o Sporting CP amorfo da primeira parte, os comandados de Silas apareciam agora determinados e cheios de vontade em ganhar a partida.
Perante o crescendo da equipa leonina, António Folha resolveu desfazer a defesa a cinco da sua equipa com a entrada de Tabata para o lugar de Fernando. Ao minuto 67′, Silas assumiu o risco e apostou nas entradas de Luiz Phellype e Gonzalo Plata para os lugares de Ristovski e Doumbia. Assim, Luiz Phellype seria a última referência do ataque leonino com Rafael Camacho e Marcos Acuña a preencherem os corredores direito e esquerdo. Mas as “fichas” de Silas estavam concentradas em Gonzalo Plata que entrava para o lugar de Doumbia. O técnico sportinguista abdicava assim do seu “trinco” em favor da velocidade do jovem avançado equatoriano.
Aos 77 minutos, Rafael Camacho numa grande jogada individual lança uma bomba de pé esquerdo ao ângulo e a igualdade fica feita no Estádio Municipal de Portimão. Os Leões acreditavam cada vez mais na reviravolta. É então que ao minuto 82’, o jovem equatoriano Gonzalo Plata, na sequência de um contra-ataque com assistência do suspeito do costume, Bruno Fernandes, coloca-se frente-a-frente com Gonda e estreia-se a marcar pela equipa principal do Sporting CP e catapulta a formação verde e branca para a vantagem levando a torcida leonina à loucura!
Ainda houve tempo para o Sporting CP selar o seu triunfo ao minuto 90+4’ com um grande golo apontado por Luiz Phellype que remata dentro da área assistido por Luciano Vietto. Entretanto, o Rio Ave saía derrotado com um golo do Gil Vicente já em período de compensação.
Os jogadores verdes e brancos responderam com raça e vontade perante os cânticos dos adeptos que os exortavam a “jogar à bola”. É certo que a turma leonina cometeu muitos erros defensivos que lhe custaram caro na medida em que concedeu dois golos. Mas hoje não podemos apontar falta de vontade ou de querer perante a atitude e o inconformismo dos jogadores em face da desvantagem e de uma expulsão injusta que condicionou o jogo dos Leões.
O Sporting CP conquista assim o primeiro lugar do seu grupo e tem presença marcada na Final Four, em Braga, onde defenderá o título conquistado na época passada.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Portimonense SC: Gonda; Anzai, Willyan, Júnior Tavares, Fernando (Bruno Tabata, 62′), Rodrigo; Dener (Iury Lírio, 88′), Pedro Sá, Lucas Fernandes; Aylton Boa Morte (Marlos Moreno, 78′) e Jackson Martínez.
Sporting CP: Luís Maximiano; Ristovksi (Luiz Phellype, 67′), Coates, Mathieu, Acuña; Doumbia (Gonzalo Plata, 75′), Wendel (Battaglia, 83′), Bruno Fernandes; Rafael Camacho, Vietto e Bolasie.
Em França dizia-se que este poderia ser o último jogo de Leonardo Jardim ao serviço do AS Mónaco. Só um triunfo claro e autoritário poderia manter o técnico português no posto… E eis que tal aconteceu! Naquela que foi, provavelmente, a melhor exibição da temporada, o AS Mónaco revelou uma capacidade pouco vista nesta temporada de reagir às adversidades do encontro, soube gerir todos os momentos de jogo e aproveitou todas os erros individuais e coletivos concedidos pela defensiva adversária. Uma equipa solta e confiante perante um LOSC Lille sem ideias e limitado pela saída prematura de Jonathan Ikoné do encontro. Foi o melhor jogo do AS Mónaco nesta temporada e Leonardo Jardim respira fundo no banco de suplentes. Numa altura em que se falava com maior frequência no nome de Laurent Blanc para o comando da equipa francesa, tudo acabou por correr bem e a equipa do Principado pode ter ganho aqui margem de manobra para manter a perseguição do top3 da Ligue 1.
A FIGURA
Ben Yedder é o melhor marcador da Ligue 1 Fonte: AS Mónaco
Wissam Ben Yedder – Sem a habitual companhia de Islam Slimani, o avançado francês pareceu muito confortável como único elemento na frente de ataque do AS Mónaco. Forte na leitura dos vários momentos de jogo, soube recuar quando era preciso e conseguiu quase sempre segurar a bola em contextos mais complicados. As boas exibições de Gelson Martins, Keita Baldé e Golovin ajudaram também a que Ben Yedder pudesse assumir o estatuto de jogador-estrela neste encontro.
O FORA DE JOGO
Fonte: LOSC Lille
Christophe Galtier – É claro que não é capaz de controlar todos os infortúnios do jogo – nomeadamente as lesões de Ikoné e Yazici -, mas, ao contrário do jogo a meio da semana frente a este mesmo AS Mónaco (vitória do LOSC Lille por 3-0), esteve muito infeliz na abordagem ao encontro. Lançou Loic Rémy demasiado tarde na partida e tira Renato Sanches do jogo, numa altura em que o médio português estava a ser o melhor da equipa do LOSC Lille e aquele que mais procurava encontrar um rumo e criar novas linhas de passe para a turma visitante.
ANÁLISE TÁTICA – AS MÓNACO
A maior surpresa neste AS Mónaco foi mesmo a alteração tática implementada por Leonardo Jardim. Ao deixar Islam Slimani no banco de suplentes, o técnico português optou por montar a sua equipa num 5-2-3, com Rúben Aguilar e Gil Martins a darem profundidade nas laterais, Bakayoko e Golovin como únicos elementos no meio-campo e Gelson e Baldé no apoio a Ben Yedder, na frente de ataque. Todas as alterações acabaram por ter o sucesso desejado, já que quase todos os jogadores pareceram sentir-se confortáveis neste estilo de jogo. O AS Mónaco foi competente, ainda que tenham existido alguns espaços que poderiam ter sido melhor explorados nas costas da linha defensiva de três elementos, composta por Glik, Maripán e Jemerson. Janeiro pode ser a altura ideial para Leonardo Jardim reforçar este setor do terreno…
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lecomte (7) Jemerson (6)
Glik (7)
Maripán (6)
Rubén Aguilar (8)
Gil Dias (7)
Bakayoko (7)
Golovin (8)
Gelson Martins (8)
Keita Baldé (8)
Ben Yedder (8)
A formação comandada por Christophe Galtier não registou mudanças assinaláveis na sua forma de jogar. Alinhou no já habitual esquema de 4-2-3-1, com André e Soumaré no meio-campo, Ikoné como criativo e mais solto de tarefas defensivas, nas costas de Victor Osimhen, e Renato Sanches e Jonathan Bamba nas faixas a darem largura ao ataque do LOSC Lille. A equipa visitante acabou por ter apenas dois momentos mais positivos em todo o encontro e foram ambos no início das duas partes do encontro. Na primeira-parte, o melhor momento do LOSC Lille deu em golo (Osimhen aos 13′), na segunda-parte, o desfecho já não foi o mesmo, ainda que a equipa de Galtier tenha entrado pressionante em busca do golo do empate.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mike Maignan (5) Zeki Celik (7)
José Fonte (5)
Gabriel Magalhães (6)
Bradaric (6)
Benjamin André (5)
Soumaré (5)
Jonathan Ikoné (7)
Renato Sanches (7)
Jonathan Bamba (6)
Victor Osimhen (7)
A final do Mundial de Clubes colocou frente a frente, o campeão da América do Sul ao campeão da Europa. Jorge Jesus, no jogo mais importante da sua carreira, defrontou Jurgen Klopp, à procura do primeiro título fora da Europa. Foram precisos 120 minutos, para definir o Liverpool FC, como campeão do mundo. Vitória com golo solitário, acabou com sonho de Jesus.
O jogo começou, como seria de prever, com superioridade notável por parte dos reds, com várias oportunidades de golo, principalmente as de Firmino (1’) e Arnold (6’). O CR Flamengo teria de se acautelar defensivamente, caso contrário podia ir para casa de “saco cheio”.
À medida que o relógio avançava, o “Mengão” foi equilibrando a partida. Baixou o ritmo frenético imposto pelo Liverpool e conseguiu manter a posse, à largura de todo o campo. Consentida ou não, uma posse que se tornou algo perigosa, perante as ocasiões de Bruno Henrique.
Uma primeira parte deveres interessante por parte do Flamengo, surpreendente a meu ver, perante um Liverpool que já podia estar a vencer por dois ou três golos de vantagem, ainda que as melhoras oportunidades tenham surgido nos dez minutos iniciais. Em suma, um primeiro tempo dividido, competitivo e que deixou “água na boca” para o resto da partida.
Da frente de ataque, Mané foi o mais esclarecido dos três Fonte: Liverpool FC
No regresso ao relvado, Roberto Firmino tem a oportunidade de golo mais clamorosa (47’). Jogada individual que terminou com remate ao poste. Pouco depois, foi Gabigol a pôr à prova o compatriota Alisson (53’). Parada e resposta, jogo mais “partido”, todos os ingredientes para um bom espetáculo.
Quanto mais tempo passava, a pressão era ainda maior. Um golo em qualquer baliza podia ser fatal. Até então, o Flamengo conseguia jogar e anular os pontos fortes do Liverpool. Nem os velocistas, nem à meia distância, nem de bola parada, os comandados de Jurgen Klopp não conseguiam criar perigo. Exceção feita a remate de Jordan Henderson, que Diego Alves respondeu com grande defesa (86’).
E é já nos minutos de compensação que surge um lance decisivo. O árbitro analisou o lance com recurso ao vídeo árbitro, e depois de ter assinalado penálti, voltou atrás na decisão, refutando qualquer hipótese de falta. Zero a zero, prolongamento, pelo menos mais meia hora de futebol.
Meia hora de futebol menos intenso, em que, normalmente, o que aparenta, é que qualquer equipa, tem mais “receio” de perder, do que vontade de ganhar. E eis que surge o golo de Firmino (99’). Um contra-ataque daqueles à Liverpool, em que Sadio Mané “abre” a defesa do Flamengo e oferece o golo ao avançado brasileiro. Até ao final, o resultado não se alterou, terminando com justiça, uma bela partida de futebol.
Uma palavra de apreço para o Flamengo de Jorge Jesus, que conseguiu, durante grande parte do encontro, ludibriar a “máquina de futebol”, que é o Liverpool de Jurgen Klopp e que é para muitos, a melhor equipa da Europa. Foi fiel aos seus princípios, dificultando ao máximo o jogo ao adversário.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Liverpool FC: Alisson, Robertson, Van Djik, Gomez, Alexander-Arnold, Henderson, Keita (Milner, 100’), Oxlade-Chamberlain (Lallana, 75’), Salah (Shaqiri, 120’), Mané e Firmino (Origi, 106’).
CR Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís, Pablo Marí, Rodrigo Caio, Rafinha, Arão (Berrío, 120’), Gerson (Lincoln, 102’), Everton Ribeiro (Diego, 82’), De Arrascaeta (Vitinho, 77’), Bruno Henrique e Gabigol.
O Manchester City FC recebeu e venceu o Leicester City FC, “equipa sensação” da atual edição da Premier League, por 3-1. A distância para os “Foxes” foi encurtada para apenas um ponto, tendo também recuperado terreno para o Liverpool, ainda que de forma provisória.
Na convocatória dos “Citizens”, o principal destaque esteve no regresso de Sergio Aguero (não era opção desde dia 23, devido a lesão), bem como na inclusão dos dois portugueses do plantel: Bernardo Silva (titular) e João Cancelo (suplente). Já do lado dos “Foxes”, Ricardo Pereira, o único “luso” da equipa, foi titular na direita da defesa.
O primeiro quarto de hora de jogo permitiu ver duas equipas cujas estratégias eram antagónicas: a equipa de Manchester optou pelo domínio da posse de bola, encostando o adversário ao seu meio terreno; já os homens de Leicester, dada a velocidade que os seus homens ofensivos possuem, optaram por tentar surpreender o oponente através de rápidas saídas para o contra-ataque.
A primeira grande oportunidade surgiu ao minuto 14, quando Kevin De Bruyne rematou desde a entrada da área e viu o golo ser-lhe negado pelo poste. Passados três minutos, Riyad Mahrez trabalhou de forma fantástica na ala esquerda e cruzou rasteiro para o primeiro poste, onde Gabriel Jesus finalizou de forma algo “enrolada” e permitiu a defesa de Kasper Schmeichel. Os “light blues” iam impondo o seu jogo e nem se quer davam tempo aos “Foxes” para respirar.
Quando quem estava “dono e senhor” da partida era o Manchester City, eis que aparece o talismã do Leicester para revirar o jogo. Lançado por Harvey Barnes, numa jogada onde a pressão alta dos “citizens” falhou, Jamie Vardy ultrapassou Fernandinho com facilidade e, praticamente em cima de Ederson, conseguiu picar a bola por cima do antigo guarda-redes do Benfica. O “homem-golo” de Brendan Rodgers desbloqueava o nulo no marcador aos 22 minutos.
Cinco minutos depois, novamente lançado por Barnes, Vardy “desmontou” Otamendi por completo e rematou com força, mas o ângulo de que dispunha era reduzido e a bola acabou por sair por cima. Na resposta, foi uma “ex-raposa” quem fez o Leicester pagar o espaço que lhe deram. Mahrez recebeu a bola no flanco direito e, perante a marcação insuficiente de Chilwell, cortou para dentro e rematou, tendo a bola desviado ainda em Soyuncu e traído Schmeichel. O empate estava reestabelecido pouco antes da meia-hora, mas minutos depois podia ter sido novamente desfeito, quando o extremo argelino dispôs de um livre direto, na ala direita, mas rematou a bola a rasar a barra.
Após um curto período em que a supremacia dos pupilos de Pep Guardiola se desvaneceu um pouco, esta voltou para os últimos dez minutos da primeira parte. Aos 40’, De Bruyne rematou forte, mas à figura de Kasper Schmeichel. No seguimento deste lance, Ricardo Pereira cometeu penalti sobre Sterling, e Mike Dean não hesitou em apontar para a marca dos 11 metros. Na conversão, Gundogan colocou a bola no canto inferior esquerdo da baliza do Leicester, tendo Schmeichel adivinhado o lado, mas sem que tal fosse suficiente para impedir os “citizens” de se adiantarem pela primeira vez no marcador.
Chegado o meio-tempo, a vantagem do Manchester City era justa, mais do que uma possível liderança do Leicester no marcador. A equipa de Guardiola ia-se superiorizando de forma clara, enquanto que os comandados de Rodgers permaneciam uma “sombra” daquilo que têm sido esta época.
O momento em que Mahrez remata para marcar à antiga equipa Fonte: Premier League
Nos primeiros cinco minutos da segunda parte, o Leicester tentou assumir a posse de bola e, consequentemente, o controlo do jogo. No entanto, foi “sol de pouca dura”, uma vez que o Manchester City não o permitiu e rapidamente voltou a colocar os “Foxes” junto à sua área.
Para a baliza de Schmeichel, Mahrez continuava a assumir-se como o maior perigo, mas também os remates de meia distância de De Bruyne eram uma ameaça que a qualquer momento podia surgir. Por outro lado, Ederson não tinha muito com que se preocupar, aparentemente, mas Vardy, Perez e Barnes eram setas sempre prontas para serem lançadas por Maddison para um possível contra-ataque, como o que deu o primeiro golo do encontro.
Os “citizens” mantinham-se bastante melhor do que as “raposas”, mas só aos 66 minutos é que criaram a primeira oportunidade digna de registo da segunda metade. O inevitável Mahrez apareceu na entrada da área e foi servido por Mendy, tendo rematado em arco, como tanto gosta, mas sendo travado por uma boa intervenção de Schemeichel. O guardião dinamarquês continuava a evitar que os homens de Guardiola dilatassem a vantagem que tinham no marcador, mas não o conseguiu fazer durante muito mais tempo. Passados dois minutos, De Bruyne “serpenteou” pela linha recuada dos “Foxes” e serviu de forma sublime Gabriel Jesus, que encostou para o fundo das redes e fez o 3-1. Apesar do golo ter sido do brasileiro, a brilhante ação do “mago” belga roubou todas as atenções, e com razão para tal.
Depois do terceiro golo dos homens que vestiam de “light blue”, as aspirações dos jogadores do Leicester em chegar a um bom resultado caíram por terra e estes pareceram dar-se como vencidos. O jogo caiu então num ritmo mais morto e ambas as equipas estiveram apenas a “passar tempo”, esperando pelo apito final de Mike Dean.
A vitória do Manchester City foi justa e desde início que foram a equipa que mais a procurou, embora tenham estado em desvantagem na primeira parte. Do outro lado esteve um Leicester que não mostrou a identidade que havia mostrado até então na Premier League, fator que acabou por facilitar o trabalho aos “citizens”.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Manchester City – Ederson; Kyle Walker; Nicolas Otamendi; Fernandinho; Benjamin Mendy; Ilkay Gundogan (Rodri, 79’); Kevin De Bruyne (Sergio Aguero, 90+1’); Bernardo Silva; Riyad Mahrez; Raheem Sterling (Phil Foden, 89’); Gabriel Jesus.
FLAVIENSES E DRAGÕES LUTAM POR UMA VAGA NA MEIA-FINAL DA TAÇA DA LIGA
Um destes dois será o vencedor do grupo D da Taça da Liga na edição 2019-2020. O FC Porto e o GD Chaves seguem invictos na prova com seis pontos para cada lado, sendo que as restantes equipas do grupo não têm qualquer ponto. Aos azuis e brancos serve apenas o empate, uma vez que estes têm mais golos marcados (quatro) do que os valentes transmontanos (dois). A defesa de ambos está imbatível, dando assim indícios que o jogo de domingo será trabalhoso para os avançados. Tanto o GD Chaves como o FC Porto disputaram esta semana os oitavos de final da Taça de Portugal. A equipa do distrito de Vila Real ficou pelo caminho na prova, tendo sido eliminada pelo Académico de Viseu FC. Depois dessa derrota por 1-0, José Mota abandonou o cargo de treinador e César Peixoto, ex-jogador do FC Porto, assumiu a liderança da equipa técnica. A equipa já somava quatro jogos consecutivos sem ganhar e a direção do GD Chaves viu em César Peixoto o perfil ideal para recuperar as posições cimeiras da Segunda Liga. O FC Porto, por sua vez, venceu o CD Santa Clara no Estádio do Dragão por 1-0, num jogo muito difícil devido ás condições climatéricas que se fizeram sentir nessa noite. A estatística está, avassaladoramente, do lado do FC Porto. Em 37 confrontos, deram-se três empates e apenas uma vitória do GD Chaves, há três anos atrás a contar para a Taça de Portugal, através do desempate por grandes penalidades.
COMO JOGARÁ O GD CHAVES?
No último jogo do GD Chaves a contar para a Taça de Portugal, José Mota deu descanso a alguns dos titulares e o desfecho do jogo não foi muito feliz para ele e para os seus jogadores. O adversário foi subestimado, assim como a própria competição e agora frente a um grande como o FC Porto, César Peixoto terá que colocar os melhores. O GD Chaves jogará num 4-4-2 com Platiny e André Luís na Frente de ataque, Wagner e Fatai nas extremidades ofensivas. No centro do terreno, dúvidas para quem iniciará a partida, mas é muito provável que seja Jefferson e Costinha. Calasan e Diego Galo são os centrais de eleição, enquanto que Jean Felipe e José Gomes estarão nas laterais. A baliza poderá ser ocupada por Igor Rodrigues.
JOGADOR A TER EM CONTA
O número nove do GD Chaves pode fazer estragos á defesa do FC Porto Fonte : Liga Portugal
ANDRÉ LUÍS (GD CHAVES) – É o segundo melhor marcador da Segunda Liga Portuguesa com oito golos, logo atrás de Roberto do GD Estoril com nove golos, e está a ser a estrela da equipa na temporada 2019/2020. Há dois anos atrás chegou do Figueirense FC do Brasil para viver a sua primeira experiência na Europa e agora, com 25 anos, tornou-se no matador do GD Chaves. São já 12 golos em 18 jogos em todas as competições, dados que o FC Porto deverá seguir com muita atenção.
XI PROVÁVEL:
4-2-2 – Igor Rodrigues, José Gomes, Calasan, Diego Galo, Jean Felipe; Fatai, Jefferson, Costinha, Wagner; André Luís e Platiny.
COMO JOGARÁ O FC PORTO?
O FC Porto certamente que continuará a rodar a equipa e não jogará com os habituais titulares. Diogo Costa deverá manter-se na baliza dos dragões, assim como Diogo Leite. Mbemba deverá fazer par no centro da defesa com o jovem português e na lateral, Saravia poderá ter mais uma oportunidade para se mostrar. Resta a dúvida no lado esquerdo da defesa, pois a adaptação de Manafá para dar descanso a Alex Telles poderá ser uma solução. Loum poderá ter mais minutos, não esquecendo Danilo, que poderá ser utilizado para ganhar ritmo depois da sua lesão. Depois de golo de estreia na Taça de Portugal, Nakajima deve mante a titularidade, assim como Luis Díaz. Soares e Fábio Silva, provavelmente, farão a dupla de ataque do FC Porto, completando assim o 4-4-2 habitual de Sérgio Conceição.
JOGADOR A TER EM CONTA
Sérgio Conceição elogiou as recentes exibições de Nakajima Fonte: Bola na Rede
NAKAJIMA (FC PORTO) – Estreou-se a marcar de dragão ao peito e fez uma boa exibição, mesmo com as condições climatéricas adversas. Mereceu os elogios de Sérgio Conceição e se lhe for dada mais uma chance de jogar no domingo, certamente que irá agarrá-la. Está num crescendo de forma e a continuar assim poderemos ver o japonês nos próximos onzes iniciais do FC Porto para os próximos jogos. A qualidade técnica de Nakajima aliada ao esforço de equipa e espírito de sacrifício que Sérgio Conceição quer implementar no nipónico, mais tarde ou mais cedo, justificarão o valor que os azuis e brancos pagaram por ele.
XI PROVÁVEL:
4-4-2 – Diogo Costa, Renzo Saravia, Diogo Leite, Mbemba, Manafá; Nakajima, Loum, Danilo Pereira, Luis Díaz; Soares e Fábio Silva.