Portugal é um país com bastante sucesso no futebol europeu, desde a formação de jogadores de classe mundial, de jogadores que venceram a Bola de Ouro e treinadores com bom historial e palmarés. A política das principais equipas portuguesas é formar ou contratar ao estrangeiro, jogadores por pouca quantidade de dinheiro para depois rentabilizá-los, vendendo-os por elevadas quantias. O que é certo é que quando aparece um craque na liga portuguesa demora pouco tempo a abandonar Portugal para rumar às melhores ligas da Europa.
Daqui saem jogadores de classe mundial todos os anos e então portugueses têm sido cada vez mais. Alguns nem chegam a brilhar em Portugal, devido às poucas oportunidades dadas e então têm de rumar a outros campeonatos para mostrar a sua qualidade. Vou, então, destacar alguns jogadores portugueses que estão a dar cartas na temporada 19/20, sendo que atletas como Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e até João Félix, não se encontram na lista, porque já estão lá em cima e o objetivo é destacar jogadores que podem dar o salto brevemente.
Chegou ao fim a aventura de Kovac no FC Bayern Munique, depois de vencer tudo a nível interno na época passada, Supertaça, Bundesliga e a Taça da Alemanha. Quanto a nível internacional parece ter sido pior, atingiu apenas os oitavos de final, mas se tiver em conta que foi contra o que acabaria por ser o campeão europeu acho que não pode ser visto como um fracasso total.
Este despedimento deve-se tudo a este mau início de época, começando logo com a derrota na Supertaça frente ao Borussia Dortmund mas a gota de água foi mesmo a goleada no jogo do passado fim de semana frente ao Eintracht Frankfurt por cinco a um, que deixa a equipa no quarto lugar da classificação a quatro pontos da liderança. Agora quanto a possíveis sucessores.
Joga-se esta terça-Feira aquele que, para mim, é o derradeiro teste do Sport Lisboa e Benfica de Bruno Lage nesta Liga dos Campeões. Depois de dois péssimos jogos, e consequentes duas derrotas – Leipzig na Luz e Zenit na Rússia -, a equipa conseguiu mais uma péssima exibição, com uma vitória caída do céu e três miraculosos pontos a fazer a nação encarnada ainda sonhar.
O SL Benfica tem agora a oportunidade de, em Lyon, não só reentrar na luta pelo apuramento, como de comprovar que joga muito mais do que aquilo que tem mostrado. É uma oportunidade para se afirmar em jogos europeus.
Este Olympique Lyonnais será certamente mais consistente do que aquele que visitou o Estádio da Luz. Neste período de tempo, Rudi Garcia teve a oportunidade de implementar as suas ideias e conhecer mais pormenorizadamente os seus jogadores. Aliás, o Lyon da Luz estava em 17º lugar, sem ganhar há três jogos, e hoje encontra-se em 10º, com duas vitórias consecutivas.
Após várias experiências em 4-3-3, 4-4-2 e 4-5-1 (táctica com a qual defrontou o Benfica), a equipa francesa parece finalmente ter estabilizado num 4-4-2, com quatro médios puros a dominar o meio-campo, e dois avançados móveis e criativos a dinamizar o ataque – Depay e Dembélé.
Este Lyon, mais identificado com as suas ideias, e a jogar em casa, é exactamente o tipo de equipa que mais dificuldades pode causar ao Benfica. Com quatro médios, a equipa de Rudi Garcia não só ganha capacidade de preencher os espaços e cortar linhas de passe, como tem condições para pressionar mais alto a equipa adversária. Retirando a bola aos encarnados, e pressionando-os alto, poderá rapidamente provocar um jogo de pontapé para a frente.
Além disso, a defesa benfiquista tem mostrado grandes defeitos de posicionamento, e as movimentações de dois jogadores com a qualidade de Depay e Dembélé poderão ser problemáticas. Depay não será tão fraco a definir e a finalizar como os adversários que têm criado calafrios à defesa encarnada.
Chiquinho deve apoiar Vinícius na frente de ataque desta noite Fonte: SL Benfica
Por outro lado, também temos uma evolução da equipa de Bruno Lage. O meio-campo composto por Florentino e Gabriel começa a estar mais oleado, e o brasileiro, com mais minutos de jogo, vai recuperando a sua capacidade de pressão e recuperação de bolas.
Nas laterais, há o regresso de André Almeida, e principalmente um tremendo crescimento de Grimaldo. O lateral espanho, depois de um arranque de época apático, surgiu nos últimos jogos como um dos melhores e mais decisivos em campo. Um autêntico ’10’ a partir da esquerda da defesa. Cada vez a procurar mais o jogo interior e a zona de construção, é mais um jogador a surgir entre-linhas e a desmontar as marcações adversárias.
O trio ofensivo é a grande evolução no futebol encarnado, tendo Vinicius como o homem-golo. Pode parecer pouco, mas não é. Vinicius é um avançado que surge nesta equipa encarnada de cabeça mais fresca que os concorrentes, trazendo dinâmicas novas, maior capacidade de segurar a bola de costas para a baliza e maior capacidade de assalto às redes adversárias. Um avançado que dará sempre mais trabalho aos defesas e obrigará a equipa adversária a subir menos a linha defensiva. Maior discernimento para decidir, executar e finalizar.
Este trio é sustentado pela dupla que sustenta todo o ataque do SL Benfica: Chiquinho e Pizzi. Finalmente Lage parece ter encontrado um jogador para actuar atrás do avançado, para ligar o meio-campo ao ataque, para ligar os criativos das alas entre si e ao resto da equipa. O jogador que irá aparecer entre linhas e a criar linhas, a rendilhar o ataque encarnado. A posição foi finalmente preenchida e foi preenchida com qualidade. Chiquinho eleva o futebol de Pizzi e os dois transcendem o futebol da equipa.
Sinceramente, considero o Lyon favorito a ganhar o jogo. Contudo, acredito que este Benfica, com as novas soluções encontradas, pode explodir a qualquer momento (com Rafa teria ainda mais certezas disso).
A última palavra fica para Bruno Lage. Irá o treinador das “águias” voltar a inventar nesta competição ou apresentará uma equipa construída para ganhar? As hipóteses de um glorioso Sport Lisboa e Benfica poder existir colocam-se logo no 11 que Lage irá apresentar, sem rotatividades, sem Jardel, Tavares e Caio Lucas, e também sem a insistência em Seferovic e Gedson.
O dia 27 de Outubro de 2019 não ficou apenas marcado pelo confronto que opôs o FC Porto vs FC Famalicão, também ficou marcado pelas alterações táticas/estruturais que Sérgio Conceição implementou na formação portista. Após um jogo dececionante contra o The Rangers Football Club, em que os dragões juntaram a um mau resultado, uma má exibição, ficando assim a nu as fragilidades defensivas do conjunto português e, igualmente, notou-se alguma inércia ofensiva por parte dos pupilos do ex-técnico do FC Nantes. Sendo assim, o técnico dos azuis e brancos resolveu não esperar mais e surpreendeu tudo e todos no desafio contra o, até então líder, FC Famalicão para colocar em prática os seus planos táticos.
Por conseguinte, a equipa nortenha transitou do habitual 4-4-2 para um 4-3-3 mais dinâmico, com a finalidade de obter um jogo mais dominador e pressionante sobre o adversário, quando este tem bola, de modo a recuperar o esférico de uma forma mais assertiva e eficiente. No entanto, o melhor é ir por partes e vamos começar pela defesa, setor em que Sérgio Conceição introduziu Mbemba e Wilson Manafá por Corona e Alex Telles nos corredores laterais. Por um lado, o defesa congolês permitiu que o lado direito ficasse mais sólido no momento defensivo, enquanto que no outro lado, o ex Portimonense SC ofereceu uma maior avalanche ofensiva ao conjunto azul e branco, aproveitando as suas maiores qualidades, como é o caso da sua velocidade e progressão com bola pela ala. Aliás, na partida do último domingo, foi frequente ver a equipa do FC Porto a reter bola no lado direito, para que aos poucos, Manafá, fosse progredindo pelo corredor contrário, com o intuito de apanhar o adversário em contra pé e criar assim um desequilíbrio evidente.
Avançando pelo terreno de jogo, chegamos ao meio campo. Aqui, já se verificou uma alteração mais estrutural, nomeadamente com a junção de Otávio à dupla Danilo Pereira e Mattheus Uribe. Recuando, novamente, ao encontro da Liga Europa, os dragões evidenciaram muitas dificuldades no controlo da partida, dado que não conseguiam gerir o ritmo de jogo, nem a posse de bola, mas principalmente, na transição defensiva, não conseguiam realizar uma pressão capaz de suster os contra golpes do adversário e isso foi visível em muitos períodos do jogo que os escoceses avançavam pelo relvado do Dragão como se estivessem perante uma verdadeira avenida. Desta forma, com a colocação de Otávio para espaços mais interiores concedeu aos seus dois colegas de equipa um maior equilíbrio posicional, ou seja, não tinham de deambular tanto pelo campo, assim como uma maior condensação de jogadores nesse espaço do terreno. Que benefícios trouxe para a dinâmica da equipa? A resposta é de fácil análise, visto que se assistiu a um maior controlo do meio-campo, bem como da posse de bola, que contrariamente vai retirar espaço de manobra aos seus opositores e aumentar dificuldades na sua circulação. Além disso, Sérgio Conceição viu a sua equipa mais avançada no campo e mais agressiva no momento da recuperação de bola, já que o FC Porto mostrou ser uma formação mais junta e compacta.
O onze titular dos dragões após as mudanças de Sérgio Conceição Fonte: FC Porto
Por fim, falta referir as dinâmicas no ataque, onde apostou-se em Luís Diaz pela extremidade esquerda, com o avanço de “Tecatito” pelo corredor direito e com a fixação de Tiquinho Soares como a principal referência ofensiva da equipa. Neste âmbito, assistiu-se a um tridente de ataque clássico, com o extremo colombiano a procurar muitas vezes a profundidade, mas não deixando de procurar movimentos interiores para assim criar alguma indefinição no seu opositor direto. Pela mesma fórmula seguiu o seu companheiro de equipa, Jesús Corona, que voltou a desempenhar a posição de extremo com um papel bastante semelhante ao do ex-CPD Junior. Já, Soares procurou sempre ganhar lances divididos com os defesas, segurar jogo à espera da aproximação dos seus colegas de equipa, ser o primeiro “defesa” do FC Porto, embora nunca deixando de procurar alvejar a baliza do Famalicão.
Neste seguimento, os azuis e brancos evidenciaram ser uma formação mais sólida e compacta em todos os momentos da partida. Aliás, viu-se um FC Porto a procurar um jogo mais apoiado em vez de querer logo ferir o seu adversário e com isso surgiu um maior domínio e um maior controlo do jogo. No entanto, não se descuidou no momento defensivo em que exerceu uma pressão mais efetiva e com isso não concedeu muito tempo ao seu adversário para colocar as suas ideias em campo. Agora, a questão é saber se o FC Porto será capaz de manter esta dinâmica ou foi apenas um apontamento especial para um encontro específico.
Ao fim de 30 jornadas, o Clube de Regatas do Flamengo surge na liderança do Campeonato Brasileiro Série A, com 71 pontos conquistados (mais oito do que o segundo classificado, a Sociedade Esportiva Palmeiras). A formação carioca segue invicta há 17 encontros e, à medida que se aproxima o término da prova (faltam ser disputadas oito partidas), aumenta a probabilidade de ser o emblema rubro-negro a conquistá-la, algo que já não acontece há dez anos.
Ora, o sucesso granjeado pelo Fla é, em grande medida, resultado do trabalho desenvolvido por Jorge Jesus (e sua equipa técnica) que, dentro de campo, se tem vindo a insurgir contra muitas das vozes críticas que se fizeram ouvir à sua chegada.
Este Jesus não faz milagres, mas ajuda…e muito!
Dos números, que falam por si, à aposta na formação:
Para se compreender o mérito de Jorge Jesus nesta campanha do Fla, é preciso estabelecer-se um paralelismo entre o período anterior e o ulterior à sua chegada. Atente-se, por isso, nalguns dados do desempenho do clube. O emblema do Rio de Janeiro possui o melhor ataque do Brasileirão, totalizando 64 golos marcados (mais 12 que o Grêmio, a segunda equipa mais concretizadora da prova) e é, por outro lado, a terceira melhor defesa, com um total de 25 golos consentidos. Ora, até à décima jornada (altura em que Jesus assumiu o comando técnico da equipa) o Mengão marcava, em média, (1,5) golos por jogo. Porém, a partir daí, o Flamengo passou a registar uma média de (2,45) golos por encontro, na Série A; também a nível defensivo se registaram melhorias, com a vinda do técnico de 65 anos. Assim, há que destacar o facto de o conjunto carioca passar a sofrer menos golos – uma média de (0,8) por partida, inferior à registada durante as primeiras nove partidas (0, 9).
Neste sentido, um dos fatores que ajuda a explicar estas melhorias prende-se com a capacidade que JJ teve de potenciar a valia individual abundante no plantel. Atente-se, por exemplo, ao caso de Arrascaeta, que é hoje um dos jogadores mais influentes no ataque do Fla: autor de 11 golos e nove assistências em 17 encontros do Brasileirão, o seu rendimento melhorou significativamente, desde que o português, natural da Amadora, comanda a equipa – totaliza 11 golos e sete assistências, em 13 jogos, sob orientação de Jesus.
Giorgian de Arrascaeta está a justificar o investimento avultado que implicou a sua contratação e é hoje uma das figuras do Flamengo Fonte: Marcelo Cortes/CR Flamengo
Num outro prisma, e se a valorização de jovens é muitas vezes apontada como sendo o «calcanhar de Aquiles» do técnico sexagenário, o que dizer da aposta reiterada no «miúdo» Reinier Jesus (tem sido utilizado em, praticamente, todos os jogos da Série A), jovem de 17 anos de quem o português não prescindiu nesta fase da época – o médio não foi dispensado para representar a seleção brasileira de sub-17, que se encontra a disputar o Mundial. Relativamente a esta matéria, e à margem da conferência de imprensa realizada após o encontro da 24ª. jornada ante o Atlético Mineiro, Jorge Jesus asseverou estar preparado para lançar, de forma gradual, alguns talentos oriundos da formação do Fla:
“(…) Tem-se falado muito no Reinier, mas acredito que o Vinícius, a quem dei alguns minutos hoje, dentro de pouco tempo será um primeiro volante de grande categoria (…) temos acompanhado as categorias de base, desde que chegámos. O Flamengo foi campeão nacional sub-17, tem talentos importantes (…) acreditamos muito neles”.
Em jeito de conclusão, não há dúvida de que Jorge Jesus tem deixado a sua marca no Brasil. A qualidade exibicional apresentada pelo seu Fla (conjugação de um futebol intenso e bonito de se ver) tem merecido elogios por parte da crítica desportiva do País Irmão e dos torcedores (de vários clubes), mas mais que isso, tem contribuído para elevar o nome de Portugal no estrangeiro.
Penso estar correcto quando afirmo que, a certo ponto, Elias era um dos lutadores com maior potencial da WWE. Sendo um dos poucos que subira ao main-roster sem ter tido sucesso no NXT, foi de forma surpreendente parte integral do RAW e interagiu com imensas lendas da empresa.
No entanto, todo esse potencial está agora a desaparecer, uma vez que Elias já quase nem aparece nos eventos, e a WWE parece ter se esquecido completamente de quem ele era.
Deste modo, vou rever em maior detalhe a carreira de Elias, os seus momentos altos e baixos, e tentar perceber se alguma vez conseguirá almejar algum título de relevo na WWE.
Os Golden State Warriors, a equipa seis vezes campeã da NBA – incluindo três campeonatos nos últimos cinco anos -, encontram-se num mau período competitivo.
A franquia da NBA que mais dominou esta década, juntamente com os Miami Heat de 2011 a 2014, pode estar a experienciar o começo do fim de uma era. Depois de cinco épocas com cinco idas às finais da NBA, em que duas delas contaram com a nomeação da sua super estrela Stephen Curry a melhor jogador do mundo (Regular season MVP) e contando com campeonatos ganhos em 2015, 2017 e 2018, a equipa de Oakland vê agora o sonho a terminar.
A temporada de 2018/19 foi uma sorridente para os entusiastas da equipa, mas que teve um desfecho muito pouco favorável. A equipa conseguiu terminar a temporada regular em primeiro lugar na conferência Oeste, ganhando ainda o título da divisão do Pacífico. No entanto, o início do fim começou logo nos playoffs.
Kevin Durant, o marcador mais prolífero da equipa, contraiu uma lesão (muscular) logo na segunda ronda dos Playoffs. Lesão essa que afastou o jogador das quatro linhas até ao 5.º jogo das finais da NBA, tudo para este contraísse uma lesão ainda mais grave (tendão de Aquiles rompido) e não jogar mais nenhum jogo dessa época. Como se não bastasse, este era o último ano de contracto de Kevin Durant e este optou por não continuar na equipa, rumando a Brooklyn.
O seu atirador implacável, Klay Thompson, que fez uma temporada calma, mas lucrativa, também ele sofreu uma grave lesão. O número 11 lesionou-se no último jogo da temporada (jogo 6 das finais) ao romper os ligamentos cruzados do joelho. Ainda sem data de regresso.
Assim, os Warriors acabaram por perder as finais de 2019 e iriam começar a época de 2019/20 apenas com duas caras conhecidas, Stephen Curry e Draymond Green. Apesar de no mercado de transferências terem conseguido assinar o jovem “All-Star” D’Angelo Russell, esta não é uma temporada muito ansiada pelos Warriors e seus fãs.
D’Angelo Russel foi a contratação mais mediática da pré-temporada dos Warriors Fonte: NBA
Apesar da mudança de arena para a cidade de São Francisco, a equipa encontra-se muito desfalcada para iniciar a época e as motivações também não são as mesmas.
É um dos temas da ordem do dia. A direção do Sporting CP, presidida por Frederico Varandas, decidiu cortar todos os apoios à Juventude Leonina e ao Diretivo Ultras XXI, tendo já sido comunicado às entidades desportivas competentes.
Importa referir a importância das claques nos clubes de futebol, sobretudo quando apoiam um emblema com a dimensão do clube leonino. São os membros pertencentes a estas organizações que apoiam a equipa jogando fora ou em casa, quer seja em campos relvados ou pavilhões. São estes adeptos que percorrem enormes distâncias para dizer presente em qualquer partida disputada pelo Sporting CP.
Contudo, creio que caíram num erro imperdoável para o atual presidente do Sporting CP. Numa altura em que, ironicamente, se enviam beijos para a bancada em plena Assembleia Geral do clube, os adeptos do clube têm de começar a compreender que a contestação a Frederico Varandas pode ter consequências negativas, como represálias no que toca à expulsão de sócio.
A guerra está aberta no seio do clube leonino Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Ambas as claques não foram contra a atual direção. Foram contra o rumo precário que o clube tem tomado durante esta época desportiva. Contra a falta de exigência que os adeptos já não estavam habituados. Contra a ausência de rumo. Contra a crescente contestação ao mau trabalho de Frederico Varandas.
A cessão do protocolo com ambos os grupos organizados de adeptos abriu um precedente para os sócios mais desatentos. Retirou o foco da direção e colocou as claques como bodes expiatório, ou seja como os principais responsáveis de tudo o que de mau tem acontecido no clube. De um momento para o outro, começaram a ser os adeptos do topo sul os assobiados no estádio.
Concluindo, espero que esta situação não sirva para desunir ainda mais o Sporting CP. Certo é que, quando chove e os jogos são longe, são sempre os mesmos adeptos a percorrer quilómetros pelo clube. As direções, quando tomam decisões, devem apontar para a sobrevivência do clube, e não pela sobrevivência do presidente. Infelizmente, não é isso que me parece estar a ser feito por Frederico Varandas.
Em noite de encerramento da 10.ª jornada da Primeira Liga, o Belenenses SAD recebeu e venceu o FC Paços de Ferreira por 1-0. Num Estádio Nacional com as bancadas bastante despidas, o único golo do jogo surgiu aos 87’ pelos pés de Cassierra, jogador que tinha entrado já no decorrer da segunda parte.
Foi sob o fundo verde da mata do Jamor que Belenenses SAD e Paços de Ferreira se encontraram naquela que já vem sendo a casa habitual do emblema azul. Os castores, que há 14 jogos vinham roendo a nau dos homens do leme do Restelo, entravam para este jogo com o objetivo de contrariar o facto de, a par de Aves, Setúbal e Portimonense, serem a equipa com menos vitórias na atual edição da Primeira Liga: apenas uma.
Já os anfitriões, depois do julgamento a que foram sujeitos após a goleada em Guimarães, queriam fugir ao rótulo de arguidos referenciado na conferência de antevisão ao jogo e responder dentro de campo, reverenciando os comandados de Pepa.
Com várias alterações em relação aos encontros do passado fim-de-semana, Belenenses SAD e Paços de Ferreira subiram ao relvado do Estádio Nacional transfigurados. A turma orientada por Pedro Ribeiro, para além da troca de André Moreira por Koffi (que saiu lesionado à passagem da meia-hora), fez regressar André Sousa; Calila deu lugar a Marco Matias. Do lado dos comandados por Pepa, nota para a titularidade de Zé Uilton, um dos mais inconformados no primeiro tempo, e para a indisponibilidade da habitual dupla de centrais por lesão, colmatada com a chamada a jogo de Bruno Santos e Bruno Teles.
Numa primeira parte marcada por muitos duelos físicos e poucas oportunidades, foi a equipa da casa a sair com sinal mais ao intervalo. Licá foi o protagonista maior do desperdício dos azuis, nos quais Varela vestiu a pele de municiador de serviço. Assente num futebol mais tricotado, o Belenenses ia criando alguns lances de perigo por meio de combinações bem gizadas entre os homens do meio-campo e do ataque.
Já o Paços, que teve em Diaby o maior recuperador de bolas, tentava chegar à área contrária preferencialmente através de lançamentos em profundidade. Num lance individual, Zé Uilton quase desfazia o nó do nulo com que as equipas recolheram aos balneários.
O Belenenses marcou o golo da vitória a três minutos do fim Fonte: Bola na Rede Fonte: FC Paços de Ferreira
O segundo tempo trouxe chuva mas um deserto de ideias no que toca a futebol, com as duas equipas a partirem o jogo e os lances mais perigosos a surgirem ou de bola parada ou em contra-ataque. Sentindo necessidade de mexer com o jogo e trazer algo de diferente à quadra, o Paços mexeu primeiro e fez entrar Douglas Tanque à hora de jogo. Do outro lado, Pedro Ribeiro arriscou e a quinze minutos do fim fez entrar Kikas, tirando o médio Marco Matias.
O Belenenses mostrou-se mais determinado e esclarecido no momento ofensivo, acabando por chegar ao golo a três minutos dos 90’, pelo recém-entrado Cassierra. O avançado dos azuis concluiu um rápido contra-ataque conduzido pela direita e fez rejubilar os poucos adeptos presentes no Estádio Nacional.
Com esta vitória, o Belenenses SAD soma agora 11 pontos e ganha oxigénio na fuga aos lugares de despromoção. O Paços de Ferreira continua em lugares de descida e vai no quarto jogo consecutivo sem vencer.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Belenenses SAD – Koffi (André Moreira, 29’), Tomás Varela, Gonçalo Silva, Nuno Coelho, Tomás Ribeiro, Marco Matias (Kikas, 74’), André Sousa, Esgaio, Robinho, Varela e Licá (Cassierra, 85’).
FC Paços de Ferreira – Ricardo Ribeiro, Bruno Santos, André Micael, Bruno Teles, Oleg, Pedrinho, Diaby, Luiz Carlos, Hélder Ferreira, Welthon (Douglas Tanque, 61’) e Zé Uilton (Murilo, 74’).
Madjer esteve à conversa connosco no segundo episódio do Bola na Rede TV. O jogador de 42 anos divulgou que vai deixar as areias no próximo ano no Mundialito ou no Europeu. O palco onde vai terminar a carreira não é certo, mas o jogador confessa que estará para breve a sua retirada. «Queria terminar a carreira no próximo Mundialito porque foi uma competição que me marcou imenso enquanto jogador», desabafou.
O número sete disse ainda que irá continuar ligado à modalidade e, inclusive, já tem propostas de trabalho fora das areias. Madjer confessa também que esses convites são internos, mas também surgem alguns do estrangeiro.
Sem adiantar ainda qualquer tipo de clube ou instituição que pode vir a representar no futuro, a verdade é que continuaremos a ver o melhor jogador de sempre da modalidade em contato com a mesma.
Questionado sobre a possibilidade de SL Benfica ou FC Porto criarem a modalidade, o capitão da seleção voltou a mostrar a sua lealdade aos leões. «Em Portugal, só jogo e trabalho no Sporting CP», sublinhou. Ficar por terras lusas, apenas se a FPF tivesse um projeto para dinamizar ainda mais o Futebol de Praia.