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Primeiras notas do arranque rumo à R3conquis7a

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Foi no Estádio da Luz que se deu início aos trabalhos de pré-temporada 2018/2019. Rui Vitória e os seus pupilos fizeram uma série de treinos à porta fechada, até ao dia em que decidiram abrir as portas da Catedral para o público em geral poder ver mais de perto os seus craques favoritos e as novas contratações.

Após este treino à porta aberta, o Sport Lisboa e Benfica disputou o Torneio do Sado, no Estádio do Bonfim, jogando primeiro contra o FK Napredak e, depois, contra o Vitória FC. Uma vitória (3-0) no primeiro jogo e um empate (1-1) no segundo valeram a conquista deste torneio. É sempre bom começar com um troféu – ainda que seja de pré-época –, de forma a aumentar os índices competitivos e a moral dos jogadores. Por mais que os jogos sejam de preparação e sirvam para observar jogadores, rotinar processos ou mesmo testar soluções, o espírito de conquista tem de estar sempre presente, pois é esse que servirá de base para toda a temporada.

Nestes dois jogos, já pudemos ter uma ideia dos jogadores que temos no plantel e em que ponto estão os processos da equipa. Em seguida, passo a enunciar aqueles que foram, para mim, os maiores destaques:

André Ferreira – foram somente 45 minutos de competição contra o FK Napredak, mas foram minutos suficientes para perceber que temos aqui um guarda-redes de qualidade. André Ferreira esteve na temporada passada emprestado ao Leixões SC e fez uma temporada de qualidade na baliza dos “Bebés do Mar”. Trata-se de um guarda-redes com reflexos bastante apurados, corajoso, de reacção rápida e lesto a sair da baliza, controlando bem a profundidade e reduzindo o ângulo de remate ao adversário. Para mim, seria a terceira opção para a baliza, depois de Mile Svilar e Odysseas Vlachodimos, mas o mais provável é terminar novamente emprestado ou na Equipa B.

Alfa Semedo – o médio-defensivo de 20 anos chegou do Moreirense FC e tem-se questionado se estará à altura do desafio de ser a sombra de Ljubomir Fejsa, após a mais que provável saída de Andreas Samaris. De facto, é uma posição bastante importante na equipa, principalmente porque Fejsa volta e meia tem algumas limitações físicas, no entanto, isto não parece ser um impedimento para o jovem luso-guineense. Nos minutos que fez, mostrou alguns pormenores bastante interessantes, nomeadamente a sua forte ocupação dos espaços através de um acertado posicionamento em campo, bem como uma capacidade de saída de bola que pareceu ser de qualidade, encontrando espaços para os colegas, seja por intermédio de passes curtos ou longos. Precisa de mais minutos, para comprovar as boas indicações que deixou.

Gedson Fernandes – o jovem médio luso-santomense tem sido o grande destaque do SL Benfica. Tem sabido aproveitar a lesão de Filip Krovinovic para ir superando expectativas e cimentando o seu lugar no plantel. Gedson fez 45 minutos no primeiro jogo e 84 minutos no segundo e encheu totalmente o campo com a sua qualidade, capacidade técnica, leitura de jogo (tanto defensiva como ofensivamente), inteligência e pulmão. Não há que ter receio de dizer que este jovem de 19 anos está no bom caminho para entrar nas contas do onze inicial de Rui Vitória.

Gedson Fernandes tem sido um dos grandes destaques desta pré-temporada 2018/2019
Fonte: SL Benfica

Pizzi – o transmontano tem sido o grande assistente dos golos marcados nesta pré-época, mas não podemos resumir a sua qualidade aos números. Pizzi passou grande parte dos dois jogos disputados na ala direita e, para mim, é aqui onde ele poderá render mais. Não tendo de se preocupar tanto em fechar o espaço central, Pizzi pode jogar mais solto e evidenciar a inteligência das suas movimentações e desenho de jogadas, através de combinações com o lateral, médios e avançados. Pode jogar na ala, mas a sua influência no jogo da equipa não passa despercebida.

João Félix – a grande jóia do Caixa Futebol Campus faz parte dos trabalhos de pré-temporada da equipa principal, o que leva a crer que a sua utilização nesta nova temporada será uma certeza. Apesar de Rui Vitória o ter colocado a jogar descaído na esquerda – que não é onde ele se poderá tornar mais efectivo –, Félix tem correspondido e deixado água na boca para o que poderá vir. Procura associar-se a si e aos colegas nas jogadas, aparece entre-linhas, procura tabelar de forma a ultrapassar mais facilmente os adversários, desequilibra através de movimentações… Félix tem mostrado todo o seu talento e será, certamente, uma das apostas para esta nova temporada.

Facundo Ferreyra – o argentino já se estreou a marcar de águia ao peito, assinando o golo do SL Benfica no jogo contra o Vitória FC. Ainda procura integrar-se na manobra ofensiva da equipa, mas já se vai notando aqui e ali algumas movimentações de sua parte que mostram que estamos perante um excelente jogador. Será ele, muito provavelmente, quem irá fazer dupla com Jonas nos jogos a contar.

Jonas – quem mais? O nosso “velhinho” é o maestro, sendo o grande responsável pela construção das melhores jogadas de ataque. Quando acompanhado na frente, tem-se notado um Jonas a vir buscar mais jogo a meio-campo e isso poderá trazer bastantes benefícios à fluidez de jogo da equipa. Continua a ser o nosso melhor jogador, de longe.

Apesar de todos estes destaques, há algo que transita da temporada passada e que continua a não agradar de todo, que é a notória falta de processo de jogo. No embate contra os sérvios do FK Napredak fomos bastante superiores, devido ao desnivelamento de qualidade entre as duas equipas, mas contra o Vitória FC é que foi exposta esta incapacidade que teima em ser recorrente. Rui Vitória continua a entregar o destino dos jogos à capacidade individual dos jogadores, sem perceber que nem sempre isso é suficiente.

Estamos a poucas semanas do primeiro jogo oficial e, em termos colectivos, continuamos sem mostrar garantias. Há que ter noção da importância que é este primeiro jogo, pois trata-se de uma das pré-eliminatórias que o SL Benfica terá de disputar para garantir o acesso à Fase de Grupos da Liga dos Campeões. E todos sabemos da importância que é estar nessa competição.

Por agora, iremos começar um ciclo de jogos de preparação onde o nível das equipas irá aumentar substancialmente: Sevilla FC, Juventus FC, BV Borussia Dortmund e Olympique Lyonnais. É aqui que Rui Vitória terá de mostrar que a equipa está preparada para a época que terá pela frente.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Os 6 candidatos à subida

A época 2018/2019 já mexe e nas equipas da Segunda Liga já podemos ter, pelo menos, uma pequena ideia do que contar com cada uma das equipas, tendo em conta a construção do plantel. É certo que ainda haverá muitas entradas e saídas nos clubes que disputam a Segunda Liga, mas há certos projetos que estão a emergir para esta nova temporada, resta saber se irão colher os frutos no final da época com a tão ambicionada subida ao topo do futebol português: A Primeira Liga.

Vou então dissertar sobre as potencialidades de cada um daqueles que serão, para mim, os principais candidatos à Segunda Liga. Como se sabe esta é uma liga já conhecida pela sua grande competitividade, pelo que não será de estranhar ver uma equipa aqui não enunciada acabar por fazer um brilharete e lutar pela subida. Esta é uma competição propícia aos outsiders.

Quem pode ser o melhor parceiro de CR7 no ataque da Juventus?

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Nos últimos anos a Juventus tem melhorado cada vez mais o seu plantel, tornando-se uma das super-potências da Europa do futebol. Há nomes sonantes para todos os sectores do campo e, com a chegada de Cristiano Ronaldo a Turim, a vecchia signora está num completo auge de opções, especialmente no ataque. Com jogadores em menor ou maior forma nos últimos tempos, é difícil gerar consenso em quem pode servir ou juntar-se a CR7 na tarefa de fazer agitar as redes adversárias na próxima temporada.

Marcar muitos golos não significa ser campeão e vice-versa. A Juventus foi o segundo melhor ataque (86) da última edição da Série A, atrás da Lazio (89) que terminou o campeonato no quinto lugar e com o ponta de lança italiano Ciro Immobile a levar a bota de ouro transalpina (29 golos). O mesmo dado se repetiu há duas (2016/2017) e três (2015/2016) temporadas. A Juventus foi campeã em ambos os anos, mas sempre marcou menos golos que o Nápoles e a Roma. É preciso estarmos entre as temporadas 2013/2014 (80GM) e 2014/2015 (72GM) para vermos novamente o clube de Turim a ser o melhor ataque do calcio.

Para baralhar ainda mais: Del Piero foi o último melhor marcador da Liga Italiana pela Juventus, na temporada 2007/2008, com 21 golos. Está aqui um ‘borrego’ que CR7 ‘pode matar’. Nessa altura, Cristiano Ronaldo ainda estava por Inglaterra, no Manchester United, a cumprir a penúltima época ao serviço dos red devils. Por acaso, também foi o melhor marcador da Premier League, com 31 golos.

Se o plantel já era de luxo… Massimiliano Allegri conta agora com Cristiano Ronaldo
Fonte: Juventus FC

Dado ao mediatismo e história que o Real Madrid tem no futebol, muito se tem especulado nos últimos dias quem será o substituto de Cristiano Ronaldo. Todavia, não nos podemos esquecer que o internacional português, por ter a capacidade de concretização que todos tão bem conhecemos, cumpre (quase sempre) tarefas atacantes e é sempre o jogador que fica mais adiantado no terreno. Mas nunca joga lá à frente sozinho. O internacional português continua sempre a ser designado como um extremo esquerdo, mas nos últimos anos no Real Madrid, e especialmente na Seleção Nacional, vemos CR7 cada vez mais ao centro, sempre em sintonia com um ou mais companheiros.

Em dupla ou tridente atacante, as qualidades de Cristiano continuam lá. Sozinho, nem ele, nem ninguém seria capaz de chegar a grandes números de golos. Taticamente falando, a Juventus foi uma escolha acertada para o que pode restar da carreira de Ronaldo. Os italianos costumam jogar com um ataque a três, em dupla ou até apenas com um ponta de lança, havendo um segundo avançado no apoio.

Nos ilustres nove anos ao serviço dos merengues, Cristiano Ronaldo não se pode queixar das companhias. Raúl, Higuain, Benzema, Ruud van Nistelrooy, Morata, Di Maria, ‘Chicharito’ Hernandéz e mais recentemente Gareth Bale foram os companheiros de ataque de CR7 no Real Madrid.  Agora, quem é que lhe espera na Juventus para levar o clube a mais golos e conquistas? Quem pode ser o parceiro de ataque ideal? Só cabem lá 11…

7 abandonos que já marcaram o Tour de France 2018

Depois de uma primeira semana com menos vítimas que o habitual, as montanhas já estão a fazer mossa no Tour de France. Neste artigo, olhamos para sete ciclistas que já disseram adeus ao Tour e, com isso, se perdeu um bom contributo que ainda podiam dar.

Um fim-de-semana daqueles!

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Boas notícias para os amantes do Atletismo: será um dos fins-de-semana do ano com maior actividade no nosso desporto e um pouco por todo o lado! 

Começamos já hoje com o Meeting do Mónaco para a Diamond League com startlists que parecem de eventos globais, sendo que Sábado e Domingo a Diamond League viaja para uma jornada dupla em Londres! Serão assim 3 dias de Diamond League, com praticamente toda a elite do Atletismo mundial dividida entre as duas cidades. Mas não pensem que fica por aqui! É também fim-de-semana de Nacionais de Clubes em Portugal, com algumas novidades (incluindo um horário que tem dado algo que falar) e há mais Nacionais por essa Europa fora que aqui não iremos destacar.  

3 razões para continuar sportinguista

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A crise que se abateu sobre o clube de Alvalade tem feito correr muita tinta, animado muitos blogs e páginas de redes sociais e, sobretudo, enchido o peito a muitos jornalistas, jornaleiros e outros que tais, em programas televisivos de horário nobre. O discurso que se gerou em torno da crise do Sporting está a ter repercussões mais graves do que a crise propriamente dita. E isso agrada a muitos, particularmente aqueles que, vindo muitas vezes do interior do clube, rebocam nesse discurso para ver se ganham com isso um lugar ao Sol. Mas os sportinguistas estão atentos e não vão permitir tal coisa.

Permitam-me contrariar o sentido do vento. Não vou falar na tão já falada crise do Sporting. Vou pegar apenas nela para refletir sobre algo que me parece crucial: afinal, quais as razões para se continuar sportinguista nestes tempos de crise do Leão? Há três razões principais:

A braçadeira escolhe o seu dono

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A aproximar-se o início da nova temporada existem obviamente muitas arestas para limar. Um dos pontos que exige uma análise criteriosa é o lote de capitães, que têm um papel muito importante em qualquer equipa, seja de que modalidade for.

Ser capitão é um cargo extremamente importante no seio de um coletivo. Um capitão tem mais responsabilidades que os restantes elementos do coletivo, pois é ele que os representa. Seja no relvado ou no balneário, o capitão deve ser respeitado e zelar pelo melhor para os seus colegas e equipa. Provavelmente todos os jogadores gostariam de ser capitães, no entanto nem todos têm esse perfil. Um jogador pode até ser a “estrela” da equipa e pode não ter o perfil desejado que o cargo exige.

Na temporada anterior o trio de capitães dos leões era constituído por Rui Patrício, William Carvalho e Coates. Com as saídas confirmadas do guarda redes e do médio defensivo, irá ocorrer uma revolução no lote de jogadores que envergará a braçadeira na próxima temporada.

Portugal supera fase de grupos do Europeu com distinção

Após seis dias repletos de hóquei em patins, chegou ao final a fase de grupos da 53.ª edição do Europeu da modalidade que está a realizar na Corunha, Espanha, no Palacio de los Deportes de Riazor.

Portugal, inserido no grupo A, realizou uma fase de grupos em crescendo, tal como se poderia antecipar, tendo somado quatro vitórias em quatro jogos. Todavia, pese embora tenha vencido todos os jogos, no primeiro encontro a “sério” que teve contra a França, acabou por demonstrar alguns défices defensivos, que acabaram por ser suplantados por uma enorme determinação coletiva, que levou Portugal a virar o marcador e vencer a partida.

No domingo, Portugal fez a sua estreia no Europeu e diante de uma jovem seleção de Andorra, não necessitou de muito tempo ou esforço para garantir uma vitória segura e volumosa. Nem três minutos haviam sido jogados e a Portugal já vencia por 3-0. Antes da pausa, Rafa bisou e levou a seleção nacional a vencer por 5-0 para as cabines. O segundo tempo não trouxe nada de novo e sem impor um grande ritmo em rinque, os comandados de Luís Sénica foram aumentando a diferença no marcador até aos 11-0 finais.

Na segunda jornada, Portugal teve um teste, teoricamente e que se confirmou na prática, mais difícil ao defrontar a seleção da Suíça. A seleção nacional já se apresentou muitos furos acima daquilo que havia demonstrado na véspera. Impondo mais ritmo, velocidade e intensidade em pista, mas diante de um conjunto suíço que limitou a defender, baixando muito as linhas, saindo nunca ou raramente da zona do “garrafão” do basquetebol, acabou por ter dificuldades em chegar ao golo.

Não era nada fácil entrar no quadrado da seleção da Suíça e mesmo quando o conseguiu fazer, teve pela frente uma autêntica “parede” chamada Guillaume Oberson. Guardião do HC Montreux, que realizou uma enorme exibição e que foi travando grande parte dos lances que os seus colegas não conseguiram travar. Mesmo com uma enorme diferença de potencial entre as duas equipas, esta forma de abordar o jogo por parte da Suíça, fez com que, chegado o intervalo, o marcador somente indicasse uma vantagem de 2-1 a favor de Portugal. Na segunda metade a partida quase não se alterou, mas com maior ou menor dificuldade, Portugal foi avolumando o score até ao resultado final de 7-1. Segunda vitória em outros tantos jogos para a seleção nacional antes do dia de folga, mas nota negativa para os seis lances de bola parada (um livre-direto e cinco penaltis) que Portugal não conseguiu concretizar.

Terça-feira foi dia de folga, mas no regresso ao rinque do Riazor, Portugal não acusou a pausa e manteve o crescimento. Diante da Áustria, o conjunto mais fraco do seu grupo, a seleção nacional fez sua melhor exibição até então, tendo imposto um ritmo alto e melhorado alguns dos défices demonstrados perante a Suíça. Deficiências essas que se focavam mais na área da concretização.

A jogar bem e a marcar golos belos golos através de lances coletivos, o conjunto orientado por Luís Sénica chegou aos quinze minutos do primeiro tempo a vencer por 8-0. Segundos antes do intervalo, Rafa fez o 9-0 e o resultado registado ao intervalo. Nos segundos vinte e cinco minutos, o sentido do encontro manteve-se e Portugal foi marcando mais uns golos, mas, também, aproveitando para gerir forço para o que se seguia no campeonato da europa (a discussão do primeiro lugar do grupo com a França e a posterior fase a eliminar). Todavia, a Áustria ainda conseguiu marcar o seu golo de honra por intermédio de Stefan Sahler, fixando o marcador em 15-1.

João Rodrigues tem estado com o stick quente, tendo marcado por dezoito ocasiões durante a fase de grupos
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

Na última jornada da fase de grupos, Portugal defrontou a França, seleção que venceu todos os encontros em que seria teoricamente mais forte, mesmo contando, somente, com oito jogadores na ficha de jogo, na partida que decidiu o primeiro e segundo lugar do grupo A. A seleção nacional entrou a perder, mas respondeu bem e conseguiu chegar ao empate. A igualdade durou apenas alguns segundos e pouco depois do 2-1, o conjunto gaulês fez o 3-1. Portugal jogava bem, mas não conseguia marcar, muito devido a uma excelente exibição de Keven Correia, guarda-redes com raízes lusitanas e que na próxima época vai reforçar o Valença HC. Desta forma, terminada a primeira metade, os comandados de Luís Sénica iam perdendo por 3-1.

A entrar na segunda parte em desvantagem, Portugal teve de correr atrás do resultado, mas Keven Correia foi negando o golo português. O balanço ofensivo lusitano foi tal que, num lance de contra-ataque, Carlo Di Benedetto aumentou a vantagem francesa para 4-1. A seleção nacional carregava e passados alguns minutos, Gonçalo Alves aproveitou uma grande penalidade para reduzir a diferença para 4-2. O golo deu um novo alento ao conjunto luso que, minutos depois, a partir de um lance de insistência de Diogo Rafael, João Rodrigues fez o 4-3. Portugal “cheirava” o empate e num novo lance entre os antigos companheiros de equipa no Benfica, João Rodrigues restabeleceu a igualdade.

Com pouco mais de um minuto para o final, Diogo Rafael apontou o 5-4 e garantiu uma vitória, totalmente, “arrancada a ferros”, assim como, o primeiro lugar do grupo para Portugal. Contudo, apesar da vitória, será necessário ter em conta os erros defensivos que resultaram em grande parte dos golos de França, mas, também, os três livres-diretos desperdiçados. Nota para que durante toda fase regular, a seleção nacional dispôs de treze lances de bola parada, sete livres-diretos e seis penaltis, tendo apenas concretizado um livre-direto e uma grande penalidade.

No que ainda diz respeito ás contas do grupo A, a Andorra acabou por ser a grande surpresa, ao finalizar a fase regular na terceira posição à frente da Suíça, que terminou em quarto, em virtude das vitórias contra a Áustria, o “lanterna vermelha”, por 6-0 e, precisamente, diante do conjunto suíço por 3-2.

No grupo B, Espanha e Itália não deixaram créditos por mãos alheiras e demonstraram ser as seleções mais fortes. Após goleadas diante da Bélgica e Holanda, Inglaterra e, sobretudo, a Alemanha foram conjuntos que maiores dificuldades conseguiram impor a espanhóis e transalpinos.

No entanto, nenhuma das duas perdeu pontos e o primeiro lugar do grupo ficou por definir no confronto direto entre a “La Roja” e a “Squadra Azzurra”. Numa partida muito equilibrada, bastaram dois momentos para a Espanha levar de vencida a Itália por 2-0. Na primeira parte, uma distração de Federico Ambrosio ofereceu a Nil Roca os milésimos de segundo que necessitava para ganhar espaço e só com Barozzi pela frente, atirou a contar para o 1-0. Na segunda metade, através da 10ª falta transalpina, Jordi Adroher apontou o 2-0.

Continuando no grupo B, Alemanha e Inglaterra, apesar de terem perdido os seus jogos contra a Espanha e a Itália, demonstraram qualidade e evolução do Hóquei em Patins praticado e, por isso, não é de estranhar que tenham vencido as partidas contra a Holanda, que também demonstra ter alguma qualidade que pode e de ser trabalhada, e contra a Bélgica. No jogo que decidiu o terceiro e quatro lugar do grupo, o conjunto germânico acabou por ser mais forte e derrotar os britânicos por 8-4. No encontro entre os dois últimos classificados, a Holanda confirmou a superioridade teórica que vinha apresentando e goleou a seleção belga por 10-5.

Nesta fase de grupos da 53.ª edição do Campeonato Europeu de Hóquei em Patins, nota ainda para dois recordes. Logo na primeira jornada, a Itália aplicou a maior goleada de sempre em Europeus, ao ter derrotado a Bélgica por 24-0. Na terceira ronda, destaque para o golo apontado pelo belga Serge Berthels, atleta de 52 anos carinhosamente conhecido como o Avô da Bélgica, que se tornou no jogador mais velho de sempre a marcar num Campeonato da Europa.

O calendário do Europeu para sexta-feira é o seguinte:

Definição do 9.º ao 11.º lugar

9h00: Áustria vs Bélgica

Quartos de final

11h30: Alemanha vs França

16h30: Andorra vs Itália

19h00: Suíça vs Espanha

21h00: Inglaterra vs Portugal

Foto de Capa: World Skate Europe RinkHockey

«O meu objetivo é divertir-me»: o que traz Sarri ao Chelsea FC?

Enquanto os olhos do mundo do futebol estavam postos na Rússia, grandes mudanças ocorriam em Stamford Bridge. Antonio Conte, que chegara em julho de 2016 e dera ao clube o título de campeão inglês na sua primeira época, foi demitido. Para o seu lugar, chegou Maurizio Sarri, anteriormente do SSC Napoli. Um italiano austero, apaixonado e agressivo é substituído por um compatriota delicado, calmo e ponderado. Com esta mudança de personalidade vem uma mudança na filosofia de jogo. O que podemos esperar dos blues esta época?

Na sua primeira conferência de imprensa enquanto treinador do Chelsea FC, Sarri falou pouco das alterações que pretende implementar. Afirma que é necessário deixar o que “Antonio Conte fez bem” como está. De resto, teve uma afirmação, no mínimo, caricata: quando questionado acerca do que teria de fazer para manter o seu lugar enquanto treinador, o italiano respondeu apenas que o seu objetivo pessoal é divertir-se: “Nem toda a gente tem o privilégio de se divertir enquanto faz o seu trabalho”, disse.

A imprensa inglesa não parece ter apreciado as palavras do novo comandante londrino, pelo que a esta afirmação se seguiu um peremptório “ser divertido ganha troféus?” da parte de um jornalista. Aqui, Sarri aproveitou para vincar o tipo de mentalidade que quer incutir no clube: “é melhor desfrutar e não ganhar do que vice-versa”.

Sarri despertou a curiosidade de todos os adeptos da equipa londrina
Fonte: Chelsea FC

Estas declarações apresentam-se aos adeptos do Chelsea como uma espada de dois bicos: se por um lado é bom ter um treinador que queira apresentar um futebol positivo, que contrarie a tendência defensiva da equipa desde a última passagem de Mourinho, em 2015, não será que estes também procuram, acima de tudo, uma equipa que vença títulos domésticos e europeus?

Uma equipa que possa ombrear com alguns dos maiores nomes do futebol? E, além disto, ainda existe o fator Roman Abramovich. Dono do clube desde agosto de 2003, o magnata russo já despediu mais de uma dezena de treinadores, entre os quais se contam José Mourinho (duas vezes), Carlos Ancelotti e Roberto Di Matteo, este último afastado mesmo após a conquista da Liga dos Campeões. Abramovich investiu centenas de milhões de euros no clube e não exige dos seus técnicos nada menos que a excelência. Resta saber como é que irá reagir a esta conferência de imprensa.

O futuro é agora

No pouco que pude ver da pré-época há já dois jogadores da formação que poderão ser apostas no decorrer da próxima época. Falo de João Félix e Gedson Fernandes.

João Félix tem o toque dos predestinados. É um miúdo talentoso, que gosta de ter a bola e de a jogar com os colegas. É tecnicamente apurado, criativo e gosta de jogar bonito: tenta tabelas e triangulações e só parte para o drible quando vê que há condições para ser bem sucedido.

Está ainda num processo de maturação porque só pode jogar aquilo que sabe quando o modelo de jogo em que está inserido o permite. E até ver o modelo de Rui Vitória ainda não potencia as qualidades de jogadores assim, jogadores que dão o máximo só quando a equipa está perante uma forma única e criativa de jogar. João Félix lembra Aimar, permitam-me a heresia. O mago argentino teve uma primeira temporada no Benfica boa mas não excelente. Percebia-se que o seu nível só estaria no ponto quando encontrasse um treinador que potenciasse os seus atributos. Felizmente para ele e para o Benfica Jorge Jesus chegou na época seguinte e retirou do eterno 10 o melhor que o mesmo tinha para dar. Aimar, com a ajuda de Saviola, Ramires, Fábio Coentrão ou Di Maria, pertenceu a uma das melhores equipas que o futebol português alguma vez viu e o Benfica realizou uma época brilhante.

Com Félix terá de suceder o mesmo. Se Rui Vitória conseguir juntar os mais talentosos em campo nem precisa de muito, eles entendem-se. É preciso o treinador do Benfica perceber isso e escolher os melhores. Se assim o fizer, Félix será titular rapidamente.

João Félix é para jogar já, se o modelo de Rui Vitória o permitir
Fonte: SL Benfica

No caso de Gedson Fernandes o caso é diferente. Gedson é um protótipo de jogador moderno. Moderno porque tem características que se adequam a qualquer modelo e a qualquer treinador, sejam ambos bons ou maus.

Gedson é arrogante, tal qual Renato Sanches, não se escudando do jogo. Mas é melhor que Renato porque tem mais classe. Não esgota o seu futebol em correrias loucas e no poder físico. Faz isso mas junta-lhe a pausa e uma qualidade técnica superior. Acrescente-se a isto velocidade e inteligência de execução com um raro poder de chegar à área e rematar e estamos perante um jogador do futuro, que agrada a qualquer um. Jogue o Benfica com dois ou três médios considero que é uma questão de tempo até Gedson se fixar no onze. Os sacrificados podem ser Pizzi ou Zivkovic mas um deles sairá, com toda a certeza.

Félix e Gedson, dois talentos da formação, provam que o futuro é agora.

Foto de Capa: SL Benfica