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Uma lição com Fama e uma cabeçada fora de horas

Mas que jornada! Para não variar, houve de quase tudo, como é bom e se quer no cocktail do futebol português.

Em Paços de Ferreira, os dois últimos encontraram-se e os da casa levaram a melhor sobre o CD Aves, oferecendo o último lugar da Primeira Liga aos avenses. Augusto Inácio que recebe na próxima jornada o “seu” Sporting CP, estará mesmo com guia de marcha… ou será capaz de, também ele, dar uma “machadada” nos de Alvalade?

No Jamor, o Rio Ave FC venceu o Belenenses Futebol SAD por 1-3 e mostrou que a jornada anterior foi, tão somente, um acidente de percurso. É impressão minha ou este Rio Ave parece mais forte fora de portas que em Vila do Conde?

À hora de jantar todos pudemos degustar um Moreirense FC – SL Benfica. E não é que os encarnados iam deixando pontos em Moreira e Cónegos? Tudo guardado para os últimos cinco minutos, em que Rafa e Seferovic concretizaram a reviravolta. Seferovic não mandou calar os adeptos, mas a sua cabeçada vitoriosa terá estremecido na mente de cada um daqueles que o têm criticado. RDT não marcou! O avançado espanhol joga mesmo no SLB, ou terá sido contratado pelo Vitória FC? Afinal de contas, em Setúbal só se assistiu a um golo em 540 minutos. Mais um jogo, mais um empate a zero, desta vez frente aos homens de Portimão. Eu simpatizo com o Vitória sadino, mas os seus jogos quase sempre me levam a bocejar pelo menos umas trinta vezes.

Por falar em nulos, também em Barcelos se assistiu a um 0-0. O Boavista FC esteve reduzido desde os 30 minutos a dez jogadores, mas o Gil não conseguiu aproveitar, e os do Bessa mostraram porque são uma das duas equipas que ainda não perderam este ano.

Nem a ida a Alvalade fez o FC Famalicão cair da liderança da Primeira Liga
Fonte: Liga Portugal

Quem joga à bola, e não é pouco, é o Vitória SC. Maturidade e qualidade são dois belos adjectivos para descrever a equipa de Ivo Vieira. Uma defesa que sabe jogar futebol, um meio campo com enorme qualidade jogue quem jogar e um ataque que desequilibra, fazem deste Vitória, a meu ver, o mais sério candidato ao quarto lugar. Assim, a Liga Europa não os canse em demasia.

Quarto lugar que costuma ser cativo dos vizinhos de Braga. No entanto, a equipa de Sá Pinto parece ser uma cópia a preto e branco daquela que joga na Liga Europa e onde tem pintado belas páginas de cores garridas. Desta vez, os minhotos não foram além de um empate a duas bolas, em plena pedreira, e perante um CS Marítimo que está longe do Marítimo europeu de alguns anos. Sá Pinto parece ser um dos três ou quatro treinadores que estão na corda bamba, e não me parece que isto seja somente mais uma novela.

Já quase me esquecia: o FC Porto venceu o Santa Clara por 2-0 e, o melhor que se pode dizer para os portistas, é que foi uma vitória segura, sem espinhas, sem dificuldades de maior, numa noite (finalmente) tranquila para os azuis e brancos.

Já aqui falei em novela? Imaginem uma onde o protagonista principal é um clube que há poucos meses ainda jogava na Segunda Liga e que após seis jornadas lidera o nosso Campeonato isolado, com mais um ponto do que dois dos eternos favoritos, mais cinco que o quarto classificado e por entre outras diferenças, mais oito (!) que o outro eterno ‘grande’. E nessa novela, esse clube ia ao estádio do poderoso e actualmente terceiro grande, e lá mostraria sem receio de perder, que se pode ser feliz por mais algumas semanas. Virou o resultado ao intervalo, e acabou por sair de lá com um 1-2.

Mais do que a vitória, talvez o que mais me tenha surpreendido (para além da ridícula segunda parte dos de Alvalade), foi a lição que o Fama deu ao Sporting em 45 minutos. Viram-se minutos atrás de minutos em que só a equipa de Famalicão tinha a bola, criando diversas oportunidades de golo. Uma equipa com excelentes jogadores, mas gerada e criada na quase totalidade há menos de quatro meses. É obra! Viva ao Famalicão. Viva ao futebol nacional que volta e meia nos apresenta surpresas destas que fazem a todos nós sonhar que se pode ser grande mesmo sendo… menos grande. Da crise leonina prometo falar-vos um pouco mais na ressaca do resultado da sua visita às Aves, seja ele qual for.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Antevisão da época 2019/20: Northwest Division

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Do lado Oeste, na Northwest Division, as mudanças não foram tão profundas mas há várias equipas com fortes aspirações ao título. Os Nuggets, Blazers e Jazz assumem-se como candidatas e todas se reforçaram no verão. Os Timberwolves procuram encontrar o seu caminho e os Thunder iniciam uma reconstrução forçada, após as saídas de Paul George e Westbrook.

De dispensável a indispensável: um Taarabt de distância

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Longe vão os tempos em que Adel Taarabt vagueava pela noite lisboeta sem perspectivas profissionais promissoras e com um índice de massa corporal acima do desejado para um futebolista de alta competição.

Uma nova vida

O internacional pela selecção principal de Marrocos vive, atualmente, dias de novo fulgor ao serviço do SL Benfica. Titular nos últimos quatro jogos, Taarabt tem vindo a assumir-se como o jogador mais preponderante do clube encarnado nesta fase da temporada.

Numa altura em que o Benfica ainda não apresenta o nível de futebol praticado na época passada, sendo o jogo dos encarnados frente ao Moreirense FC o expoente máximo da fase menos positiva que vivem os comandados de Bruno Lage, tem sido o internacional marroquino o responsável por organizar o jogo ofensivo das “Águias”.

Taarabt foi o jogador com mais toques na bola na partida contra o Gil Vicente (119 toques)
Fonte: SL Benfica

De batuta na mão

Dotado de uma técnica refinada e de uma vontade incessante em chegar à baliza adversária, Adel Taarabt tem aproveitado a lesão de Gabriel para se afirmar como o novo maestro do meio-campo encarnado.

A verticalidade que impõe no seu estilo de jogo tem sido determinante no sucesso da equipa, permitindo queimar linhas adversárias e abrir espaços para desmarcações dos colegas. Com uma complexão física interessante para um centrocampista box-to-box, Adel acrescenta à sua grande visão de jogo e aptidão de passe, uma capacidade de condução de bola exímia, tornando-se num quebra-cabeças para os seus oponentes.

Além disso, e tal como fazia o seu antecessor luso-brasileiro, Taarabt tem demonstrado uma grande intensidade e velocidade na reacção à perda da posse de bola, o que possibilita à equipa recuperar a bola em terrenos mais adiantados, aumentando assim as probabilidades de sucesso dos encarnados no último terço do terreno.

De cabeça levantada, à procura de linhas de passe
Fonte: SL Benfica

Enfim, lapidado

Foram necessários quatro anos (e alguns empréstimos) até que Adel Taarabt integrasse, em definitivo, a equipa principal do Benfica. Um jogador com uma grande qualidade de passe e excelente critério com a bola nos pés. No entanto, destaca-se, acima de tudo, um homem que demonstrou, e continua a demonstrar, um nível de esforço, dedicação e perseverança absolutamente louváveis. Taarabt é a prova de que nunca é tarde demais para mudar.

O marroquino vive agora, aos 30 anos, a melhor fase da sua vida, quer a nível profissional, com a conquista de dois troféus no espaço de um ano (campeonato e supertaça), quer a nível pessoal, ao adotar um estilo de vida mais saudável, condizente com as exigências do clube que representa.

Adel Taarabt chegou à Luz em bruto, mas, como qualquer diamante nas mãos de um bom lapidário, transformou-se numa das jóias mais valiosas para o sucesso desportivo do Benfica, e é hoje, sem dúvida alguma, um dos jogadores mais preponderantes do clube encarnado.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Diogo Teixeira

As redes necessitam dos crisântemos de abril

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Voltemos ao início dos anos 70. Ao João Rocha, à famosa nave de Alvalade e aos jogadores históricos e genuinamente sportinguistas: com a listada verde e branca tornavam-se forças de natureza e permaneciam na contenda até ao último suspiro e gota de sangue; não perduravam facilitismos de qualquer estirpe, não existiam benesses no seio das quatro linhas nem se faziam fretes. Sentia-se, vivia-se e respirava-se Sporting Clube de Portugal. A invencibilidade é uma utopia negativa e a derrota diante de adversários, teoricamente, com menor pujança podia ocorrer “normalmente” como se verificou diante do Famalicão. Mas as bancadas, unanimemente, consciencializavam-se de que esforço, dedicação e devoção não eram princípios ausentes.

Vítor Damas. Todas as homenagens são escassas e a sua memória perpetua-se ao longo de todo o relvado. Não assisti às suas demonstrações de amor e de valentia. Os mais velhos encarregaram-se de adornar o que contemplavam e eu, até hoje, quando o assunto emerge, perplexo e embevecido me apresento e possuo a plena garantia de que nenhuma palavra aflora o exagero. A perfeição, apesar de quimera, adquire um caráter subjetivo. Na modesta opinião de um comum mortal e no trespasse de opinião de quem bebi esta ínfima parte da sabedoria, Damas era o peito ilustre lusitano, a perfeição em todo o seu esplendor. Um guarda redes à imagem do reino de Leão, dono de um rugido voraz e completamente avassalador, capaz de colocar qualquer defesa em continência e de provocar a marcha de qualquer avançado adversário. E não foi por mero acaso que se converteu num dos maiores símbolos do clube e da seleção nacional.

Renan tem sido o dono das redes leoninas
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

E agora? O que é feito das glórias que guardaram as redes e a vida do clube? Quem será a figura que se destacará no porto que impera a segurança depois de Rui Patrício? No tempo que urge, não há paradeiro para a voz de comando nem para rigorosamente nada dada a perda da bússola e do Norte.

Renan Ribeiro não cumpre os requisitos necessários para envergar a camisola sagrada. Num espetro classificativo, Renan é um extremo e a segurança máxima ocupa o polo adverso. Infelizmente, grande parte da legião leonina tece críticas duras e acertadas ao guardião porque a confiança extrapolada para os colegas de campo e balneário é nula, repito, nula. A sensação que me invade é a de que, nos lances nos quais sofre golo, mesmo sem ter praticamente hipótese de o evitar, podia e devia ter feito mais, de melhorar a agilidade na sua estirada, de incrementar a sua rapidez na designada “mancha” ou na saída dos postes e de, mesmo entre postes, não hesitar.

Que se inicie a revolução dos crisântemos! O caminho efetua-se de espingarda ao ombro e respetiva flor a brotar do sítio onde a bala irrompe. Contactos pessoais ditam que o golpe de estado está a mando de Luís Maximiano, mas paira a incerteza e ergue-se, de novo, a fumaça. Que haja um pouco de Salgueiro Maia no staff técnico e na cúpula dirigente!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada – ITT Feminino: Dygert-Owen capaz do impensável

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Quem quisesse apostar na vencedora dos Mundiais de contrarrelógio, tinha uma escolha quase óbvia: a bicampeã Annemiek van Vleuten. Arriscar seria acreditar que Anna van der Breggen finalmente derrotaria a sua nemesis. As outras corriam para o bronze.

Sem Ellen van Dijk para completar o trio holandês que dominara o podium em 2018, recaíam na jovem americana Chloe Dygert-Owen as expectativas de poder chegar à sua primeira medalha neste nível.

Campeã mundial e recordista do mundo na pista e dona e senhora do circuito norte-americano durante esta temporada, Dygert começou a mostrar desde cedo que estava na hora de se dar a conhecer em definitivo às estradas europeias e, pouco depois de começar a sua prova já estava a dobrar Lisa Brennauer. A alemã, que havia partido um minuto antes, é “somente” uma antiga campeã do mundo da especialidade e recente vencedora do crono e da Geral do Madrid Challenge.

Anna van der Breggen finalmente bateu van Vleuten, mas voltou a ficar com a prata
Fonte: Yorkshire 2019

Os quilómetros passavam e o domínio acumulava-se. No final, cifrar-se-ia nas oito o número de adversárias dobradas e na meta estabelecia um tempo dominador e que lhe garantia uma medalha, restava saber qual.

Os queixos começaram a cair foi quando os tempos de Breggen e Vleuten começaram a aparecer. Não só não havia domínio holandês, como nem sequer era próximo. Na chuva de Yorkshire, foi de humildade o banho servido às duas melhores ciclistas da atualidade, inofensivas perante um domínio avassalador que se refletiu na maior diferença entre primeiro e segundo em Mundiais de Contrarrelógio.

É difícil colocar em palavras o significado deste triunfo de Chloe Dygert-Owen, não só pelo ouro, mais até pela esmagadora vantagem. Resta um cliché, ainda que sincero: fez-se história.

CLASSIFICAÇÃO/MEDALHAS:

  1. Chloe Dygert-Owen (USA) 42:11.57
  2. Anna van der Breggen (NED) +1:32.35
  3. Annemie van Vleuten (NED) +1:52.66

Foto de Capa: Yorkshire 2019

Revisto por: Jorge Neves

Haverá salvação para a Fiorentina?

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O destino da Fiorentina conheceu um novo capítulo no final da época passada. Depois de vários anos a comandar os destinos do clube, a família Della Valle decidiu vender a sua participação ao magnata Rocco Commisso, que desembolsou cerca de cento e setenta milhões de euros pela compra do clube viola.

Apesar de reerguer o clube no início dos anos 2000,a família Della Valle nunca conseguiu tirar a melhor rentabilidade financeira e desportiva, pese embora os vários investimentos feitos ao longo dos anos. O novo líder dos viola quer mudar esse paradigma.

E o que muda na Fiorentina com esta troca na direcção? Para já uma nova forma de pensar e gerir o clube.

Mudar a forma como o clube é dirigido financeiramente é um dos objetivos a que Rocco Commisso se propõe. Entre várias ideias que o italo-americano tem, uma delas é explorar a marca Fiorentina aumentando patrocínios e as receitas comerciais. Com uma forte ligação aos Estados Unidos, Commisso pretende atrair mais adeptos daquele país, sendo uma forma de o clube ganhar maior visibilidade. O acesso à Champions League é outra das fontes de receitas, embora não seja tão linear, já que o acesso tem que ser disputado com outras equipas e no momento actual a Fiorentina não tem condições de disputar esses lugares de acesso, para tal, o clube terá que investir no plantel para chegar aos tão desejados milhões.

O investimento no plantel também vai ser feito de maneira diferente ao que acontecia com anterior direcção. Atento às regras do fair play financeiro da UEFA, o novo presidente da Fiorentina já afirmou que devido à extensão do plantel, o ideal será primeiro vender para depois começar a investir. Um pensamento muito diferente do modelo da anterior direcção onde a balança pendia maioritariamente para as compras, em prol das vendas, sendo este um dos factores para o desnorte financeiro da equipa.

Remodelar o velhinho Artemio Franchi é mais um dos desejos do magnata, muito embora os imbróglios burocráticos sejam um atraso na evolução da casa dos Viola.

Sem esta natural evolução o clube também não consegue ombrear com os maiores clubes italianos.

Magnata americano aposta na sua experiencia no mundo do futebol para reerguer a Fiorentina
Fonte: Fiorentina

Isto leva-me ao próximo tópico, o plano desportivo.

Como disse anteriormente, a política de transferências era incoerente do ponto de vista financeiro, e o mesmo se refletia no plano desportivo.

As contratações feitas sem qualquer lógica desportiva, fizeram com que as épocas da Fiorentina ficassem aquém dos anos dourados a que fomos habituados a ver, anos onde Batistuta e Rui Costa passeavam a sua classe pelos campos da Serie A. Commisso quer voltar a ter esse panorama em Florença.

Uma das mudanças que planeia fazer na estrutura directiva,  é trazer um dos ídolos dos tiffosi viola, Gabriel Batistuta, para  a função de director desportivo, um regresso que iria agradar a todas as partes.

Para comandar os destinos da equipa, o escolhido foi Vincenzo Montella, sendo esta a sua segunda passagem pelo clube. Não foi uma escolha consensual mas a intenção é ter no clube pessoas que tenham paixão pelo mesmo e Montella preenche esses requisitos.

Os tiffosi Viola poderão contar com o seu ídolo argentino mas desta vez como director desportivo
Fonte: Fiorentina

Na vertente das contratações, nota-se já o dedo da actual direcção naquilo que pretende entre o equilíbrio financeiro e o reforço da equipa para os objectivos a que se propõem.

O balanço financeiro entre entradas e saídas manteve-se negativo mas é inegável o retorno financeiro que possam vir a ter em virtude das compras que fizeram.

O motivo de tal optimismo? Frank Ribery! O francês foi recebido pelos tiffosi em total apoteose. Há muito que Florença não via chegar um jogador de nível mundial e não foi de espantar esta recepção ao francês, que apesar da idade é visto como peça chave para esta equipa. Logo, é muito provável que as receitas de merchandising venham também a subir.

Olhando para a lista de compras da Fiore, saltam-me à vista nomes que de certo modo vão dar outra qualidade à equipa em relação à época passada, desde já Kevin Prince Boateng, o ganês que dá tudo em campo, apesar se ser um jogador controverso, é sempre um nome que acrescenta qualidade a equipas de meio da tabela, também Pol Irola, Martin Caceres, Dalbert e Pedro, são nomes a ter em conta.

Falando um pouco de Pedro, o brasileiro herda a camisola número 9, a mítica camisola de Batistuta, colocando sobre si a responsabilidade de estar à altura do avançado argentino, qualidade não lhe falta.

Contratação mais sonante da era de Commisso
Fonte: Fiorentina

“Haverá uma tremenda quantidade de esforço, trabalho, paixão e dinheiro para que a época que vem seja melhor do que o ano passado” prometeu Rocco Commisso.

Mas olhando para a classificação actual dos Viola, dá a entender que continua tudo como dantes, mas do que vi em campo esta Fiorentina aparenta ser melhor do que a classificação nos mostra.

Romper com o passado e investir no futuro passará à ser agora o lema da Fiorentina, e com Rocco Commisso o futuro poderá ser risonho, ainda que demore algum tempo. Já diz o ditado, “Roma e Pavia não se fizeram num dia”.

Foto de Capa: Fiorentina

Revisto por: Jorge Neves

Os “Leões” da Serra

É caso para dizer: há neve na Serra! Numa Segunda Liga repleta de “tubarões”, ansiosos por regressar o mais rápido possível aos palcos da Primeira Liga, é no distrito de Castelo Branco, na pequena e acolhedora cidade da Covilhã, que mora o líder isolado do campeonato. Os serranos contam com cinco vitórias e apenas uma derrota nestas primeiras seis jornadas. Vem daí conhecer o SC Covilhã!

Começo precisamente pelo novo comandante dos “Leões” da Serra: Ricardo Soares. O treinador felgueirense de 44 anos é já um nome bem conhecido entre os técnicos da Segunda Liga tendo estado inclusivamente no escalão principal do futebol português por duas ocasiões, embora sem grande sucesso em termos pessoais.

Ao serviço do GD Chaves, em 2016/17, substituiu a meio da temporada Jorge Simão, que havia saído para o SC Braga. Apesar da temporada estável dos flavienses, Ricardo Soares alcançou apenas seis vitórias em 23 jogos realizados, tendo saído no final dessa mesma temporada para o CD Aves. Regressados à Primeira Liga, a época não começou bem para Ricardo Soares, que saiu do comando técnico dos avenses ao final de apenas nove jogos. Não parou. Coimbra foi o seu destino, onde abraçou o projeto de subida da Académica OAF e em que lutou até às últimas jornadas pelo regresso da briosa ao convívio dos grandes do futebol nacional.

Após uma temporada em branco, sem orientar nenhum clube, Ricardo Soares voltou ao ativo para orientar este SC Covilhã e tem tido muito sucesso. Seis jogos, cinco vitórias e apenas uma derrota num campeonato tão competitivo e imprevisível como é o da Segunda Liga. Se juntarmos isto ao facto de os Serranos estarem na fase de grupos da Allianz Cup após derrotarem o primodivisionário FC Famalicão por 2-0, o foco neste excelente arranque é ainda mais evidente. O bom futebol praticado e a dinâmica de vitória que o Covilhã tem vindo a construir estão perfeitamente aliados à competência e à capacidade estratégica que sempre reconheci em Ricardo Soares. Os “Leões” da Serra.

Ricardo Soares é o timoneiro dos Leões da Serra
Fonte: SC Covilhã

A Taça Maldita

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Arranca nesta Quarta-Feira, para o FC Porto, mais uma edição da Taça Maldita, a Taça da Liga. A competição vai na 13ª edição sem que os dragões tenham deitado a mão ao caneco e começa agora, no Estádio do Dragão, frente ao CD Santa Clara, mais uma tentativa. Desde o surgimento desta competição, o FC Porto (ou os seus responsáveis) têm vindo, por via do discurso, a desdenhar e a retirar importância àquela que, através do seu principal patrocinador, agora se denomina Allianz Cup. Mas qual é, afinal de contas, a verdadeira postura do clube e a relevância dada a esta prova?

Será esta irrelevante como os dirigentes têm feito crer ao longo dos anos? Será mais uma competição importante do nosso calendário desportivo? Ou poderá, afinal, ser considerada como prioritária para o clube? Por mais paradoxal que possa parecer julgo que a competição é um pouco de tudo o que questionei no anterior parágrafo e, mais à frente, explicarei e sustentarei esta opinião.

Como foi referido anteriormente, no final de cada participação na Taça da Liga, os responsáveis azuis e brancos sempre lhe conferiram o estatuto de insignificante. À boleia de sucessivos maus resultados nas mais variadas fases da competição (sendo que o FC Porto foi finalista vencido em três ocasiões) a direção do clube preferiu sempre olhar para as derrotas como um pequeno percalço na época e nunca como um irreversível fracasso. Ainda assim, pelos alinhamentos iniciais das equipas do FC Porto na prova (principalmente desde que Sérgio Conceição chegou ao clube) e, por exemplo, pelo esforço de gabinete levado a cabo para manter o FC Porto na competição aquando do polémico diferendo com o Sporting CP na época 2013/14, sou levado a acreditar que apenas nas edições iniciais da competição o FC Porto, verdadeiramente, se alheou do real objetivo de a vencer.

ACREDITAS NUM TRIUNFO DO FC PORTO NESTA JORNADA INAUGURAL? ENTÃO, APOSTA JÁ NESTE ENCONTRO!

No princípio do presente artigo de opinião conferi à Taça da Liga o poder de encerrar em si, ao mesmo tempo, graus de importância distintos. Vários fatores e argumentos concorrem para justificar tão confusa afirmação. Se tivermos em conta que se trata, indubitavelmente, da competição com menos expressão do nosso futebol (Liga, Taça e Supertaça ocupam as primeiras três posições nesta hierarquia) e que a vitória na Liga Portuguesa adquire, este ano e uma vez mais, o estatuto de imprescindível e urgente, podemos ser tentados a tratar a competição quase como irrelevante.

O FC Porto defrontará CD Santa Clara, GD Chaves e Casa Pia no grupo D
Fonte: Liga Portugal

No entanto, atendendo à grandeza de um clube como o FC Porto, nomeadamente no panorama nacional, nunca o desdém por qualquer competição (seja ela qual for) se compadecerá com tais pergaminhos e, como tal, sendo a Taça da Liga uma prova integrante do calendário oficial de competições do futebol português terá sempre importância e relevância. Por fim, ao concluir que o FC Porto ainda não foi capaz de inscrever o seu nome na lista de vencedores da Allianz Cup, sendo que até clubes mais pequenos, nomeadamente o Vitória FC ou o Moreirense FC (com o maior dos respeitos que estas duas prestigiadas instituições me merecem) já o fizeram. E quando o maior rival do clube já leva sete títulos conquistados, começa a tornar-se prioritário vencer uma competição nacional que, mesmo com mais de uma dezena de anos de idade, ainda não se vestiu de azul e branco.

Honra seja feita a Sérgio Conceição que terá sido, tanto nas palavras como nos atos, o primeiro a assumir uma real vontade de vencer a competição e, não tivesse sido a malapata das grandes penalidades, já poderia e deveria tê-lo alcançado. Parece-me, portanto, evidente o cariz de extrema importância que a presente edição deverá merecer por parte de todas as pessoas envolvidas no comando dos destinos da equipa sendo que, ainda assim, nunca servirá para salvar uma época. Um clube como o FC Porto tem a obrigação de lutar afincadamente por todas as competições que disputa em Portugal e, este ano, falhada a presença na Liga dos Campeões e tendo caído para a Liga Europa, terá que ter aspirações de vencer no plano europeu também.

Posto isto, parece-me então que a importância dada à Taça da Liga não é mais nem menos do que a que esta merece. É para ganhar? Sim, sem dúvida. É um objetivo? Está claro que sim. O principal? Não. Salva uma época? Jamais, em tempo algum.

Foto de capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

Após desilusão no Mundial, TEAM USA recebe comprometimento das Super Estrelas

O mundial da FIBA de 2019 veio revelar algo: o basquetebol está a tornar-se cada vez mais num desporto global e não são apenas os Estados Unidos que o sabem jogar ao mais alto nível.

Um mundial diferente, com bastantes surpresas e ganho pela potência do basquetebol, a Espanha, serviu, assim, para alertar os americanos. A seguir a uma temporada em que o melhor jogador da NBA é grego (Giannis Antetokounmpo), o jovem sensação é esloveno (Luka Doncíc) e o jogador revelação é dos Camarões (Pascal Siakam). A última surpresa foi o campeão do mundo também não ser proveniente de solo americano.

Assim, o nível de qualidade do basquetebol mundial tem vindo a crescer e, como prova disso, para ganhar os torneios internacionais no mundial da FIBA, a selecção americana vai precisar dos melhores jogadores aptos a ir a jogo.

Stephen Curry é o principal nome que se compromete a alinhar pela selecção no próximo grande torneio internacional, os Jogos Olímpicos de 2020. Em entrevista à ESPN, o base, três vezes campeão da NBA e duas vezes considerado o melhor jogador do mundo, confirmou que o seu plano será jogar nos próximos Olímpicos: “definitivamente quero ir (…) nunca fiz parte de uma equipa olímpica. Fiz parte de duas equipas vencedoras da medalha de ouro no mundial da FIBA, mas os Jogos Olímpicos é a experiência que quero. E no próximo ano espero tê-la.”

Stephen Curry ganhou o mundial da FIBA em 2010 e 2014
Fonte: Golden State Warriors

O outro grande nome, após a qualificação da selecção americana, foi Damian Lillard. Durante uma viagem a Sydney como embaixador da Adidas, o base de 29 anos disse, em entrevista à news.com.au, que também planeava jogar nos Jogos Olímpicos de 2020: “estou a planear fazer parte da equipa, sim”. Quando interrogado sobre se gostaria de trazer o ouro para os Estados Unidos, o base respondeu que era esse o objetivo. Jogadores como Draymond Green também verbalizaram a sua vontade de jogar e, já em 2016, LeBron James também não colocou de parte a possibilidade de jogar em 2020 (apesar de não ter jogado em 2016).

Isto tudo acontece após muitos jogadores terem dito, no processo de estágios de seleção, que preferiam não jogar no torneio da FIBA, sendo um desses nomes Lillard. Depois de, em 2008, a “Redeem team” ter recuperado o ouro nos JO de Pequim e, em 2010, uma equipa desfalcada, mas liderada por Kevin Durant, também ter reclamado o ouro no mundial, a selecção Americana “navegou” para o ouro nos JO de 2012, no mundial de 2014 e nos JO de 2016. Assim, depois de 5 vitórias consecutivas nos principais torneios internacionais, há de novo algo a provar: mostrar ao mundo qual é a nação que realmente sabe jogar basquetebol.

No entanto, com a evolução do jogo internacional, será realmente precisa a ajuda de todas as super estrelas que estiverem aptas para tal.

Foto De Capa: Team USA

Revisto por: Jorge Neves

10 coisas que a WWE nos quer fazer esquecer sobre John Cena

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John Cena é a maior estrela da WWE deste século e a empresa ainda tem dificuldades em lidar com a sua ausência nos últimos anos.

No entanto, e quase como todos os “superstars”, existem inúmeros factos que a WWE (e até John Cena) preferia que ficassem bem escondidos e longe dos olhos do público. Sobretudo sendo Cena uma estrela cada vez maior em Hollywood.

Demos então uma vista de olhos a 10 coisas que a WWE gostaria que não soubéssemos sobre John Cena.