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Belenenses SAD 2-3 FC Porto: No Jamor ou no Restelo, os três pontos vendem-se caro

O ‘meu querido mês de agosto’ sorriu com um final de tarde de calor e uma partida de futebol no Jamor. Com cheiro ou sabor – como preferir – a final da Taça, o Estádio Nacional do Jamor pintou-se de azul para o palco do encontro da 2ª jornada da Liga NOS entre a Belenenses SAD e o FC Porto. A equipa de Belém provou que é um adversário que impõe muita agressividade em campo contra qualquer oponente e consegue jogar olhos nos olhos com equipas de maior ou menor dimensão. Tal capacidade tem maior visibilidade quando recebe algum dos grandes no seu reduto, mas o jogo terminou 2-3 a favor dos campeões nacionais.

A equipa da casa debitou bastante agressividade em campo ao longo da partida. No primeiro tempo, a equipa de Belém beneficiou de vários erros de construção do FC Porto na zona média, recuperava a bola e tentava fazer com que o adversário fosse atrás dela. Com isso e já mais adiantado no terreno, perto dos 10 minutos, o Belenenses avisou com Fredy a encontrar Keita do lado esquerdo da área dos ‘dragões’, mas rematou demasiado alto.

Mais perto da meia hora de jogo é que viriam os lances mais capitais da primeira parte. Aos 20 minutos, na sequência de um atraso muito arriscado de Felipe a Casillas, o guardião espanhol aliviou a bola, mas foi contra Keita, que estava por perto, levando-a ao poste. O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, mostrou-se muito irritado com Diogo Leite nesta fase da partida por provavelmente não dar o apoio devido aos colegas na defesa, perante a pressão alta do Belenenses. Ao poste também foi a bola três minutos depois, mas da outra baliza com um cabeceamento de André Pereira servido da direita por Maxi Pereira.

Diogo Leite deverá ter caído nas boas graças da equipa técnica do FC Porto neste jogo cerca de cinco minutos depois. Diogo Viana faz falta sobre Alex Telles perto da bandeirola esquerda de canto. O lateral brasileiro bateu o livre para a cabeça do jovem central português dos ‘azuis e brancos’ (0-1). Muriel ainda dá uma palmada, mas o cabeceamento foi bem tenso para abrir o marcador no Estádio Nacional do Jamor.

Festa azul e branca acabaria por acontecer, mas foi para o lado do FC Porto, num estádio onde já muitas Taças de Portugal
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte prometia não começar cinzenta como os equipamentos usados neste final de tarde domingo no Jamor por parte do FC Porto. Dálcio tenta atrasar a bola para o guarda-redes da sua equipa, mas Otávio estava mais perto. Já dentro de área, o número ‘25’ dos ‘dragões’ contorna Muriel e encosta a bola para o fundo das redes (0-2).

No entanto, quando se pensava que um jogo mais partido viria beneficiar os ‘dragões’ e algumas das individualidades que enriquecem o seu plantel, o oposto aconteceu e o Belenenses chegou ao empate com um cabeceamento de Keita após cruzamento de Fredy pela direita (2-2). Ambiente em suspenso no Jamor e o Porto procurava desesperadamente voltar a liderar o marcador.

Já no período de descontos, após um canto na área do Belenenses, Herrera fez um remate ‘enroscado’ que obrigou à defesa apertada de Muriel. No entanto, a mão de Henrique toca na bola antes de chegar à baliza. O árbitro teve dificuldades a decidir e recorreu ao suporte em vídeo que decidiu a marcação de uma grande penalidade convertida com sucesso por Alex Telles (2-3). Muitos adeptos já estavam a abandonar o estádio, mas sempre de olho no que ia acontecendo no jogo. Quem por ainda estava no Jamor festejou efusivamente o tento que coloca ainda o FC Porto invicto no arranque do campeonato.

Onzes iniciais:

Os treinadores Silas e Sérgio Conceição repetiram o onze inicial utilizado contra CD Tondela e GD Chaves, respetivamente, no jogo inaugural do campeonato.

Belenenses SAD: Muriel; Sasso, Gonçalo Silva, Zacarya e Diogo Viana (Sagna 69’); Nuno Coelho, Matija Ljulic (Dálcio 38’) e Lucca; Licá (Henrique 65’), Freddy e Keita.

FC Porto: Casillas; Maxi Pereira, Diogo Leite, Felipe e Alex Telles; Herrera, Sérgio Oliveira e Otávio (Óliver Torres 72’); André Pereira (Corona 63’), Brahimi (Hernâni 80’) e Aboubakar

FC Porto vence com esforço o CF Belenenses

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O CF Belenenses e o FC Porto disputaram partida válida para a 2ª jornada da Primeira Liga. O jogo foi disputado no Estádio Nacional, local onde o clube lisboeta jogará as suas partidas nesta época. Infelizmente por questões políticas o CF Belenenses não poderá atuar no histórico Estádio do Restelo. Apesar de ser o clube visitante, o FC Porto teve a maior parte do estádio ocupada pelos seus adeptos. Cerca de 12 mil portistas deslocaram-se ao Jamor. As duas equipas venceram em suas estreias e uma vitória no jogo de hoje manteria o clube com 100% na competição.

Abaixo o retrospecto dos últimos cinco confrontos entre as equipas:

26.11.16 – Belenenses 0 x 0 FC Porto

29.11.16 – FC Porto 0 x 0 Belenenses

08.04.17 – FC Porto 3 x 0 Belenenses

04.11.17 – FC Porto 2 x 0 Belenenses

02.04.18 – Belenenses 2 x 0 FC Porto

Silas mandou a campo uma equipa com formação ofensiva. O 4x3x3 adotado pelo comandante tinha a intenção de explorar as jogadas pelas pontas. Licá e Fredy Ribeiro atuaram como extremos enquanto Keita ficava mais centralizado na área. Já Sérgio Conceição manteve a mesma equipa da estreia. O jovem defensor Diogo Leite permaneceu como titular, mesmo com a chegada do brasileiro Élder Militão. O FC Porto iniciou a partida no 4x4x2.

Nos primeiros 15 minutos de jogo o FC Porto teve um pouco mais de posse de bola, mas não conseguia criar nenhuma boa trama ofensiva. O CF Belenenses tinha muitas dificuldades de sair do seu campo defensivo e pouco arriscava.

O jogo seguia morno até aos 22 minutos. Em uma jogada pela ponta direita, o lateral Maxi Pereira cruzou na cabeça de André Pereira que mandou a bola no travessão do guarda-redes Muriel.

O lance fez muito bem à equipa visitante. Quatro minutos depois Alex Telles cobrou um livre na cabeça de Diogo Leite que não perdoou o arqueiro Muriel. Com esse “cabezazo” os portistas saíram na frente no marcador. Belenenses 0 x 1 FC Porto.

O FC Porto tentava explorar o lado direito do CF Belenenses que tinha como ala o médio, de origem, Hugo Viana. Viana demonstrou muita dificuldade em conter as investidas de Alex Telles e inclusive fez a falta que originou o golo portista. Falta essa desnecessária.

Apesar da vitória parcial, o treinador Sérgio Conceição não gostava da atuação da sua equipa e logo cedo mandou o médio Óliver ir para o aquecimento. Já o CF Belenenses fez um primeiro tempo razoável. Conseguiu neutralizar, até com tranquilidade, as tentativas portista mas pecava em sair para o jogo.

O defensor Diogo Leite foi o autor do único golo na primeira parte do jogo.
Fonte: FC Porto.

O segundo tempo mal havia começado e o FC Porto ampliou o marcador. Aos 30 segundos da segunda parte o médio Dálcio tentou recuar a bola para o seu guarda-redes, mas o portista Otávio viu bem o lance, se antecipou na jogada, driblou o guardião Muriel e tocou para a baliza. CF Belenenses 0 x 2 FC Porto.

Após o golo uma situação chamou a atenção. As câmeras flagraram o presidente portista, Pinto da Costa, e o presidente da SAD do CF Belenenses, Rui Pedro Soares, às gargalhadas. Que o portista estivesse feliz é perfeitamente normal, pois a sua equipa acabara de fazer um golo, mas o presidente da SAD do CF Belenenses demonstrar felicidade foi bastante estranho. Talvez isso seja o reflexo de toda conturbação que passou e passa o clube.

O FC Porto não teve muito tempo para comemorar o seu segundo golo. Aos 55 minutos o árbitro assinalou pênalti, com auxilio do VAR, a favor do CF Belenenses. Na cobrança Fredy Ribeiro diminuiu o marcador. CF Belenenses 1 x 2 FC Porto.

Para tentar dar mais velocidade ao ataque, Sérgio Conceição sacou o avançado André Pereira para dar entrada ao mexicano Corona. Já o treinador do CF Belenenses também modificava a sua equipe. Sacou o Licá, que teve atuação discreta na partida, para fazer entrar o avançado Hugo Almeida que tem como característica jogar mais na área. A ideia era explorar as bolas áreas com Almeida e Keita.

Aos 75 minutos o jogo era equilibrado.  O CF Belenenses agredia mais o FC Porto e teve o seu golo de empate não concedido graças a uma boa interferência de Iker Casillas. O FC Porto jogava mal e não conseguia atacar. Nem utilizar o contra-ataque, que estava a seu favor, a equipa conseguia. Óliver Torres, que substitui Otávio, entrou no relvado para dar uma melhor dinâmica ao meio campo portista, mas não foi eficiente e ajudou mais na marcação do que na criação.

A apatia do FC Porto no relvado foi castigada. Após cruzamento de Fredy Ribeiro o avançado Keita subiu sozinho para cabecear para o fundo da baliza de Iker Casillas. O CF Belenenses chegava a um justo empate. CF Belenenses 2 x 2 FC Porto.

O empate era o mais justo, mas o jogo só acaba quando o juiz apita. Aos 92 minutos Herrera rematou para a baliza e a bola desviou no braço do avançado Hugo Almeida dentro da área. Após consultar o VAR, o árbitro Carlos Xistra assinalou a penalidade. Na cobrança Alex Telles desempatou o confronto e confirmou a vitória portista no jogo. CF Belenenses 2 x 3 FC Porto.

O FC Porto não jogou bem, mas conseguiu três pontos importantíssimos na Primeira Liga. Já o CF Belenenses pôde sair do relvado de cabeça erguida, pois fizeram um bom jogo e neutralizaram em boa parte do confronto o seu adversário.

Onzes Iniciais:

CF Belenenses: Muriel; Diogo Viana (Sagna), Gonçalo Silva, Sasso e Bergdich; Nuno Coelho, Ljujic (Dálcio) e Lucca; Fredy, Keita e Licá (Henrique Almeida).

FC Porto: Casillas; Maxi, Felipe, Diogo Leite e Alex Telles; Otávio (Óliver), Sérgio Oliveira, Herrera e Brahimi (Hernâni); Aboubakar e André Pereira (Corona).

Fica a faltar o Maestro

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Começou a temporada 2018/2019 e o Sport Lisboa e Benfica parece estar a arrancar em boa forma, com duas vitórias e um empate em três jogos oficiais disputados, ao mesmo tempo que vê os seus jogadores mostrarem já níveis físicos bastante satisfatórios. Apresentando um 4x3x3 em todos os jogos, o SL Benfica tem evidenciado um meio-campo bastante interessante e dinâmico com Fejsa, Pizzi e Gedson Fernandes. Tendo em conta os reforços contratados para a frente de ataque, quando tudo indicava que se regressaria ao 4x4x2 na nova temporada, a “novela Jonas” fez com que se deixasse essa ideia de lado e se mantivesse a táctica com três médios. Este é até o modelo táctico com que Rui Vitória se sente mais confortável a trabalhar e onde consegue incutir melhor as suas ideias.

Como referi, o meio-campo com que o SL Benfica tem enfrentado os jogos oficiais está a ter um rendimento bastante acima da média e as escolhas para cada uma das posições aparentam ser as mais acertadas. Se Fejsa é o elemento indiscutível no vértice mais recuado, no duplo-pivot da frente Pizzi e Gedson têm sabido agarrar bem as oportunidades; o transmontano mostrou ter deixado para trás a época menos boa que fez em 2017/2018  e tem-se apresentado a um belíssimo nível com golos, assistências e exibições de qualidade, enquanto que o jovem Gedson – talvez a presença mais incerta no início da temporada – tem sabido confirmar todo o seu potencial, enchendo por completo o meio-campo encarnado com um equilibrio espantoso, muitas recuperações de bola e queimando linhas, ajudando a levar a equipa para a frente.

A estes três jogadores que têm apresentado um ótimo rendimento, ainda há que juntar Filip Krovinovic – que em Outubro/Novembro estará já recuperado da lesão que sofreu –, João Félix, Keaton Parks e Andrija Zivkovic – também ele uma opção muito válida para actuar no centro do terreno. Apesar de todas estas alternativas, a Estrutura considera ser necessária a contratação de mais um médio, pelo que se tem falado com insistência em Gabriel Appelt, Ramires e Renato Sanches. Sem querer pôr em causa a qualidade destes três jogadores – todos eles com mais do que capacidade para jogar no SL Benfica –, sou da opinião que a contratação de mais um médio iria deixar-nos numa situação de excesso de jogadores para a posição, ao mesmo tempo que implicaria o atraso na evolução de um dos nossos jovens.

Pizzi voltou à forma que tantas saudades deixou e Gedson tem sabido confirmar todo o seu potencial
Fonte: SL Benfica

Ora, com o tão esperado regresso do maestro croata, o SL Benfica ficará com opções para um meio-campo de extrema qualidade, tanto para jogar em 4x3x3 como em 4x4x2. Se na táctica com três médios poderemos aliar a inteligência das movimentações de Pizzi à dinâmica e visão de jogo de Krovinovic, na táctica com dois médios poderemos colocar o transmontano e o croata nas alas e Gedson no meio, de forma a privilegiar o corredor central – onde a capacidade decisória destes três elementos poderá fazer toda a diferença – e utilizar os flancos somente como uma ferramenta para criar desequilibrios no centro do terreno ou para dar profundidade através da subida dos laterais. Além destas opções, também Zivkovic poderá ser uma solução para qualquer um dos corredores e Salvio, Rafa e Cervi continuam como soluções para as alas.

Neste momento, a contratação de mais um médio iria fazer com que um dos elementos que tão bem se têm apresentado saísse do onze. E seria isso benéfico para a equipa e para os jogadores? Nestas circunstâncias, muito provavelmente quem estaria mais perto de deixar de ser aposta seria o jovem Gedson. Como é que isto seria encarado pelo jogador, depois de ter a confiança do treinador durante toda a pré-temporada e agora nos jogos oficiais?

Os médios que temos actualmente no plantel são todos compatíveis uns com os outros em ambos os sistemas tácticos utilizados por Rui Vitória. Temos a benesse destes elementos poderem ocupar mais do que uma posição e esta polivalência é bastante importante numa equipa. Quando se consegue juntar tantos bons jogadores num onze inicial e deixar outros no banco, é sinal de que existe qualidade individual mais do que suficiente para trazer taças para o nosso Museu. O importante é como saber usá-los. E, aqui, a bola fica uma vez mais do lado de Rui Vitória.

Foto de Capa: SL Benfica

Rio Ave FC 3-1 CS Maritimo: Bruno Moreira passa com distinção

A segunda jornada da Primeira Liga marcou o regresso do campeonato a Vila do Conde. Num duelo rico em golos, o Rio Ave bateu o Marítimo e estreou-se a vencer esta temporada.

Para o primeiro embate caseiro do campeonato, José Gomes apostou em Bruno Moreira na frente de ataque e sentou no banco João Schmidt, titular na ronda inaugural.

Já do lado da equipa do Marítimo, Cláudio Braga fez jus à máxima e não mexeu na equipa que venceu o Santa Clara na primeira ronda.

A formação insular até entrou melhor, mas, contra a corrente do jogo, foi a equipa da casa a chegar primeiro ao golo. Nadjack projetou Gabrielzinho na direita e o avançado fez um belo cruzamento para Bruno Moreira finalizar ao segundo poste.

O golo acentuou a tendência da partida, uma vez que, a perder, o Marítimo subiu as linhas e controlou ainda mais o jogo, sempre com Danny no comando. O internacional português, qual maestro, assumiu a bola e ditava o ritmo dos ataques da sua equipa.

Já o Rio Ave, com as linhas baixas, procurava sair em contra-ataque, mas definia quase sempre mal.

Ainda assim, a equipa de Vila do Conde melhorou depois da pausa técnica motivada pelo calor e Gelson Dala, depois de um primeiro aviso, ampliou.

O jogador emprestado pelo Sporting intercetou um passe de Zainadine já no último terço e, depois de tabelar com Bruno Moreira, empurrou para o 2-0, que se manteve até ao descanso.

Gelson Dala fez o 2-0 antes do final da 1.ª parte
Fonte: Rio Ave FC

Para o segundo tempo, Cláudio Braga reforçou o miolo com Jean Cleber e deslocou Danny para o corredor esquerdo, fixando Joel Tageau no corredor central.

O capitão do Marítimo continuava a ser a figura central do futebol dos insulares e, perto dos dez minutos do segundo tempo, deixou Correa na cara do golo com um grande passe, mas o disparo do argentino bateu no poste.

José Gomes tentou proteger a zona central do terreno, trocando Tarantini por Jambor, mas não conseguiu evitar o anunciado golo dos insulares.

Numa bola colocada na área da equipa da casa, Correa ganha a frente do lance a Buatu e é travado em falta, conquistando uma grande penalidade. Na cobrança, Joel Tagueu enganou o guardião do Rio Ave e reduziu para o Marítimo.

A perder pela margem mínima os visitantes continuaram em busca do empate, mas perderam Danny que, esgotado, teve de dar o lugar a Ricardo Valente. Já do lado do Rio Ave, José Gomes refrescou o ataque ao trocar Gelson Dala e Gabrielzinho por João Schmidt e Furtado.

O avançado francês, de resto, precisou de apenas sete minutos para justificar a aposta e, já perto dos 90, assinou o golo da tranquilidade. Num lance caricato, o jogador recém-entrado rematou contra Rúben Ferreira e, numa carambola, acabou por deixar Abedzadeh pregado à relva e sentenciar a partida.

 

Onzes iniciais:

Rio Ave FC – Léo Jardim, Nadjack, Buatu, Borevkovic, Afonso Figueiredo; Leandrinho, Tarantini (Jambor), Gabrielzinho (D.Furtado), Gelson Dala (J. Schimdt), Galeno; Bruno Moreira.

CS Marítimo – Amir, Bebeto, Zainadine, Lucas Áfrico, Rúben Ferreira; Edgar Costa (Cléber), Danny (Ricardo Valente), Fabrício (Everton) , Jorge Correa; Rodrigo Pinho e Joel Tagueu.

Contra tudo e contra todos: Sporting Clube de Portugal

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Esta semana tivemos mais um episódio lamentável que manchou (novamente!) o bom nome do Sporting Clube de Portugal. Importará certamente noutras plataformas informativas discutir as culpas, os culpados, os oportunistas e tudo o que se relaciona com a tão falada “crise leonina”. Mas, mais do que isso, importa sobretudo destacar o espírito de esforço, dedicação, devoção e glória que a equipa de futebol dos Leões, comandada por José Peseiro, está a ter dentro das quatro linhas neste início de época. Estes leões parecem não claudicar e afirmam de peito cheio “Contra tudo e contra todos: Sporting Clube de Portugal”!

A equipa dos leões bateu ontem em Alvalade a equipa do Vitória de Setúbal por duas bolas a uma. Os sócios corresponderam ao pedido dirigido por José Peseiro e compareceram massivamente ao anfiteatro leonino. Foi um jogo que esteve muito aquém das exibições deslumbrantes e de “encher o olho” doutros jogos e doutras épocas. Mas estes jogadores têm sabido interpretar o momento em que o clube se encontra e tem dado provas e mostras de serem verdadeiros leões. Os adeptos têm ajudado imenso neste início de época positivo. Afinal, também por isto, o Sporting é um dos melhores clubes do Mundo.

Os jogadores leoninos não hesitam em apontar o caminho para a saída da crise: os sportinguistas
Fonte: Sporting CP

Mesmo quando joga fora, joga em casa: basta vermos a mancha verde que se gerou em Moreira de Cónegos a semana passada para termos uma ideia mais concreta sobre um clube verdadeiramente nacional.

Faço votos para que esta atitude dos jogadores leoninos continue por todo o campeonato, independentemente da chamada “crise” que, espero, termine rapidamente. A ver vamos se este brio em vestir a listada verde e branca se mantém nos jogadores leoninos nos próximos jogos. O próximo é já no Estádio da Luz diante do eterno rival. Vamos leões!

Foto de Capa: Sporting CP

 

Marta Pen agarrou a oportunidade em Birmingham

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Há uma semana atrás, em Berlim, no final da prova dos 1500 metros, Marta Pen falava-nos da importância de poder vir a participar em eventos Diamond League. Passado poucos dias, a oportunidade surgiu e Marta Pen agarrou-se a ela como pôde, levando um excelente resultado de Birmingham. Correu os 1500 metros em 4:03.99, baixando pela primeira vez dos 4:04, cimentando a sua posição como a segunda melhor portuguesa da história da distância, apenas atrás da grande Carla Sacramento. Antes desta temporada, o melhor pessoal da atleta portuguesa era de 4:05.71, o que permite perceber a fantástica evolução que teve num ano em que bateu recordes pessoais dos 400 aos 3000 metros. 

Na prova, a atleta do Benfica voltou a demonstrar a coragem que já havia tido em Berlim, não se deixando intimidar pelo forte field que participava na prova da cidade inglesa, relembrando que todas as suas adversárias tinham um recorde pessoal melhor que o dela à entrada para esta prova. Com tempos de passagem impressionantes, a 400 metros em 1:05.4 e a 800 metros em 2:10.9, havia a dúvida se Marta Pen iria ter capacidade de aguentar a ponta final da prova, mas a verdade é que bateu-se bem até ao final e viria a terminar forte, colada inclusive a uma queniana bastante habituada a estas andanças, Winny Chebet. 

Em declarações no final, a atleta revelou-se satisfeita com a sua prestação, considerando que havia mostrado que a oportunidade tinha sido merecida, visivelmente feliz com o seu novo recorde pessoal. As declarações completas na zona mista podem ser encontradas aqui no Planeta do Atletismo.

A prova, essa, viria a ser ganha, sem surpresa, por Sifan Hassan, num tempo de 4:00.60. Pensava-se que iria cair para um tempo abaixo dos 4 minutos, mas mesmo Hassan não conseguiu manter o forte ritmo na parte final da prova. Uma curiosidade: quando todas provas terminaram, passado quase duas horas da prova de 1500 metros, a holandesa voltou à pista para treinar! No segundo lugar, a etíope Gudaf Tsegay correu em 4:01.03 e no terceiro lugar a polaca Sofia Ennaoui em 4:02.06.

Sifan Hassan venceu, tal como esperado
Fonte: IAAF

NXT Takeover: Brooklyn 4 – Melhor era impossível!

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O cartaz foi de luxo e as exibições aumentaram a fasquia por completo! O NXT Takeover: Brooklyn 4 foi mais um grande evento da marca preta e amarela, com todos os resultados e acontecimentos a resultarem na perfeição com a história que se pretendia contar.

A emoção esteve ao mais alto nível e, para isso, contribuíram as trocas de títulos e as exímias exibições de todos os envolvidos. 

Com o evento de hoje, começa uma nova era, com novos campeões, rivalidades e histórias que prometem fazer jus ao ano de ouro que a marca está a viver.

Nota do evento: 17/20

A liberdade condicionada

O arranque da pré-temporada de hóquei em patins em Portugal está cada vez mais próximo. Grande parte das equipas já tem os seus planteis totalmente ou quase definidos, assim como vão sendo conhecidos os jogos e torneios onde vão ser dadas as primeiras stickadas da época de 2018/2019. 

Desde cedo, ainda no final da temporada anterior, que a próxima edição do Campeonato Nacional da modalidade levantou discussão no seio do mundo hoquistico português. Isto, porque a Federação de Patinagem de Portugal propôs aos clubes, no mês de maio, uma alteração ao modelo competitivo do mesmo. Sendo que as opções propostas foram as seguintes:

1 – O campeonato voltava a ser discutido numa fase regular seguida de playoff’s;

2 – O campeonato passava a ser composto por duas fases regulares. Uma para determinar os primeiros e os segundos sete classificados e uma segunda para decidir quem seria o campeão e quem desceria à divisão inferior. Tal como acontece no campeonato nacional de andebol.

Inicialmente, foi reportado que, após um entendimento com os clubes, o campeonato passaria a ser disputado em duas fases regulares, tal como ocorre no andebol. No entanto, essa decisão viria a ser cancelada, em virtude da alta carga de jogos referentes ao campeonato que, assim, passariam de vinte e seis para quarenta e com várias dessas jornadas a serem jogadas a meio da semana. Contudo, apesar de ter caído o novo modelo competitivo, o fim sorteio condicionado, algo muito desejado por muitos, manteve-se. 

Desta forma, no dia 31 de julho, na sede da Federação de Patinagem de Portugal, realizaram-se os vários sorteios dos campeonatos nacionais da 1ª divisão, 2ª divisão (zona norte e sul) e 3ª divisão (zona norte A e B; zona sul A e B).

Os resultados dos mesmos não demoraram muito a serem tornados públicos e logo na primeira jornada do campeonato, que inicialmente estava marcado para dia 23, mas que acabou por ser antecipado para dia 13, era possível notar a ausência do sorteio condicionado, pois, no pavilhão João Rocha tem lugar um dérbi entre Sporting CP e SL Benfica. Todavia, quando se começa a observar com maior atenção o calendário é possível constatar que até à sétima jornada, os quatro candidatos ao título defrontam-se.

Segundo o planeamento da FPP, as datas dos jogos entre os principais candidatos ao título são as seguintes:

  • 13 de outubro e 26 de janeiro: 1.ª/14.ª Jornada-Sporting CP vs SL Benfica
  • 27 de outubro e 9 de fevereiro: 3.ª/16.ª Jornada-UD Oliveirense vs SL Benfica
  • 3 de novembro e 20 de fevereiro: 4.ª/17.ª Jornada-SL Benfica vs FC Porto
  • 10 de novembro e 23 de fevereiro: 5.ª/18.ª Jornada-Sporting CP vs UD Oliveirense
  • 21 de novembro e 2 de março: 6.ª/19.ª Jornada-UD Oliveirense vs FC Porto 
  • 24 de novembro e 16 de março: 7.ª/20.ª Jornada-Sporting CP vs FC Porto
O dérbi entre leões e águias é o principal encontro da jornada inaugural do campeonato
Fonte: Carlos Silva Photography/Bola na Rede

Assim, tendo em conta o calendário apresentado acima, quase não parece que o sorteio condicionado foi abolido e que mesmo apenas passou para a fase inicial do campeonato. Consoante o resultado do sorteio, tendo em conta que o campeonato termina no fim-de-semana de 25 e 26 de maio, a série de jogos mais importantes para a decisão do título, que colocam frente-a-frente os principais candidatos, termina no fim-de-semana de 16 e 17 de março, a seis jornadas do fim da competição. 

Pessoalmente, considero que, sendo a favor do fim do sorteio condicionado, a bem do espetáculo e imprevisibilidade no campeonato, o sorteio deveria ter sido repetido. Isto, porque seria muito melhor que as partidas entre os principais candidatos ao título ficassem espalhadas ao longo das treze jornadas de cada volta e não apenas confinadas ás primeiras sete. Algo que pode dar origem a que uma equipa “apenas tenha de cumprir calendário” para se sagrar campeã nacional. Tal como poderia ter acontecido com o SL Benfica na fase final da temporada de 2017/2018, mas aí com apenas duas jornadas para se jogar para confirmar a conquista do título, que veio a ser alcançado pelo Sporting CP. Porém, é ainda importante relembrar que, excluindo os jogos entre eles, são poucas as partidas e os palcos onde os quatro candidatos ao ceptro nacional perdem pontos. Com o Municipal de Barcelos a ser o palco que mais pontos tem reclamado a Sporting CP, FC Porto SL Benfica e UD Oliveirense nos últimos anos.

Por exemplo, utilizando o calendário do SL Benfica, se os encarnados conseguirem um bom desempenho neste minicampeonato, sendo a equipa que termina o mesmo mais cedo (20 de fevereiro), saindo na frente, será difícil que não seja campeão nacional. Tal como um arranque em falso poderá, quase, retirar as águias da luta pelo título muito cedo. Uso o exemplo do SL Benfica, mas afirmo o mesmo em relação ao Sporting CP, FC Porto e UD Oliveirense. 

Desta maneira, reafirmo que, na minha opinião, o sorteio deveria ter sido repetido, pois, temo que este calendário possa retirar emoção e espetáculo à parte final, o que, por sua vez, pode resultar em pavilhões menos cheios e audiências televisivas mais baixas.

Foto de Capa: Federação de Patinagem de Portugal

O que é feito de André Cardoso?

André Cardoso é um nome desconhecido da grande maioria dos Portugueses, mas reconhecido por todos aqueles que acompanham Ciclismo. Para quem não o conhece, André Cardoso é um ciclista português que durante vários anos foi figura de proa no ciclismo nacional e levou a nossa bandeira pelo mundo fora. Representou a Seleção Portuguesa de Ciclismo em diversas competições, como Campeonatos do Mundo, Campeonatos Europeus e Jogos Olímpicos.

A carreira de André Cardoso começou a subir de patamar em 2011, ano em que terminou a Volta a Portugal na segunda posição, pela equipa do Tavira Prio (atual Sporting-Tavira) do escalão Continental (terceiro escalão do Ciclismo Mundial), o que lhe valeu o salto para o estrangeiro. Passou seis épocas fora de portas, duas na equipa espanhola Caja Rural do escalão Profissional Continental (segundo escalão do Ciclismo Mundial) e mais quatro no World Tour (principal escalão do Ciclismo Mundial), ao serviço de equipas como Garmin Sharp, Cannondale e Trek-Segafredo. Ao serviço da última, André Cardoso preparava-se para disputar pela primeira vez na carreira a Volta a França, contudo, em vésperas da prova, foi submetido a um controlo antidoping que se revelou positivo. O ciclista natural do Porto mantém-se desde essa altura suspenso preventivamente pela UCI (União Ciclista Internacional), aguardando por uma decisão que tarda em chegar, encontrando-se impedido de competir em qualquer prova. 

O ciclista português foi submetido a um controlo antidoping cujo resultado da Amostra A (inicial) foi positiva, tendo o mesmo reiterado inocência e solicitado análise à Amostra B, que prevalece em relação à inicial, tendo o resultado desta sido inconclusivo. De acordo com as regras da Agência Mundial de Antidopagem, quando o resultado da Amostra B não se revela positivo, o ciclista é ilibado, uma espécie de “in dúbio pro reo”. Contudo, foi algo que não aconteceu com André Cardoso, pois o resultado da Amostra B foi classificado como “resultado atípico”, o que permite à UCI ainda que de forma pouco comum, mantê-lo suspenso.

Mais recentemente, houve um caso semelhante ao de André Cardoso mas com maior protagonismo, ou não se tratasse do vencedor por quatro vezes da Volta a França, vencedor de uma Volta a Espanha e de uma Volta a Itália, Christopher Froome que acusou positivo num controlo antidoping realizado durante a Volta a Espanha do ano transato. O ciclista britânico acusou positivo tanto na amostra A como na B cerca de dois meses depois de André Cardoso mas viu o seu caso ser resolvido com grande celeridade, tendo culminado na sua ilibação, ao contrário do português que desespera por uma decisão. É caso para dizer que a UCI teve dois pesos e duas medidas, André Cardoso pelo seu historial e pelo que já deu pela modalidade, merecia que o seu caso já estivesse resolvido há bastante tempo.

Em ação na Liége-Bastogne-Liége de 2017
Fonte: Trek-Segafredo

Uma coisa é certa, aos 33 anos (completa 34 em setembro), André Cardoso faz falta ao pelotão internacional e sobretudo, faz falta ao ciclismo português, ou não estaríamos a falar de um ciclista que nas sete Grandes Voltas (quatro Voltas a Espanha e três Voltas a Itália) em que participou, terminou todas elas no top 25 da geral individual, revelando-se um ciclista completo e sobretudo um trepador de elite mundial.

Foto de Capa: Slipstream Sports

Derradeiro obstáculo: PAOK FC

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Na derradeira eliminatória de apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, os vice-campeões portugueses, SL Benfica, enfrentam os vice-campeões gregos e atuais vencedores da taça, PAOK de Salónica. Um adversário que promete vender muito cara uma possível passagem ao representante português. Importa então ficar a conhecer este oponente, num jogo de interesse para a nação benfiquista, mas também para o futebol português, após as perdas de Rio Ave FC e SC Braga nas pré-eliminatórias da Liga Europa.

Percurso

A nível de percurso, os Dikefalos Aetos (águia de duas cabeças), que ainda não iniciaram a sua campanha no campeonato nacional, já afastaram dois adversários de peso: FC Basel e FK Spartak Moscovo.

Para além de, na teoria, acabarem por afastar dois adversários que à partida eram favoritos, conseguiram fazê-lo em grande estilo, com duas vitórias caseiras e com duas boas exibições fora (0-3 na casa do FC Basel e 0-0 em Moscovo).

Em casa, pautam por assumir o jogo. Chutam bastante à baliza e são muito objetivos, empurrados por uma massa adepta ferrenha, que exige golos e espetáculo da sua equipa. Sobretudo contra o FC Basel, na sua casa (vitória por 2-1), fizeram quase 20 remates e, depois em St. Jakob Park, a jogar sobretudo em transições rápidas, conseguiram uns impressionantes três golos sem resposta.

Contra o FK Spartak Moscovo, em casa (vitória de 3-2), voltaram a jogar bastante ofensivamente (por vezes pagam caro por isso defensivamente), dando espetáculo e emoção ao jogo. Na Rússia, fizeram uma exibição de grande nível, tirando a bola aos russos e conseguindo ter bastante iniciativa de jogo, passando assim a eliminatória com nota artística (na primeira mão) e com classe e maturidade (na segunda).