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10 jogadores de Primeira na Segunda Liga

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Neste artigo, irei fazer um Top de jogadores que competem na Segunda Liga, mas que têm mostrado qualidade para jogar no escalão maior do futebol português. Os jogadores que actuam nas equipas B não estão incluídos.

10.

Fonte: Associação Académica de Coimbra

Yuri Matias (Académica de Coimbra) – este brasileiro de 24 anos cumpre a sua quarta temporada na Briosa. O defesa-central sempre tem sido aposta regular com os vários treinadores com quem já se cruzou e já mostrou o suficiente para dar voos mais altos.

Problemas que podem virar soluções?

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Quando há chicotadas psicológicas, ocorrem algumas mudanças encetadas pelos novos técnicos. No caso do novo treinador principal, Leonel Pontes tem integrado nos treinos da equipa principal vários jogadores provenientes dos sub-23, sobretudo na semana em que alguns atletas se encontravam nas seleções. No entanto, no Sporting CP houve duas grandes novidades: a integração de Viviano e Mattheus Oliveira nos treinos da equipa sénior.

Na minha opinião, é sempre de salutar quando se dá oportunidades a jogadores que se encontram marginalizados, ainda para mais quando não revelaram, pelo menos que se saiba, comportamentos incorretos com o clube. Contudo, resta saber se o esforço de ambos será recompensado com uma possível entrada na convocatória ou se é apenas fogo de vista.

Relativamente ao médio brasileiro Mattheus Oliveira, considero que não tem qualidade suficiente para jogar no Sporting CP. Apesar de ter um bom pé esquerdo, coloca muito pouca intensidade no seu jogo, realizando as suas ações aquém do que se exige de um jogador que procura conquistar o título. Para mim, o brasileiro é bom jogador, mas para equipas com outras ambições.

O médio brasileiro tarda em justificar a sua contratação
Fonte: Sporting CP

Quanto a Viviano, o caso é diferente. Para mim, este nunca teve oportunidades no clube simplesmente porque foi contratado pela direção de Bruno de Carvalho. Só isso justifica o facto de não ser sequer convocado, sendo ele um guarda-redes com grande qualidade, demonstrada nos muitos anos que passou em Itália. Para além disso, não vejo Viviano como inferior quando comparado com Renan, que apesar de ser bom a defender penaltis não demonstra qualidade suficiente para ser dono da baliza de uma equipa como o Sporting CP.

Gostava de pensar que as oportunidades que estão a ser concedidas a ambos os jogadores são para, de facto, lhes permitir entrar no onze assim que necessário. Ainda assim, penso que tal não acontecerá, e estarei aqui para dar a mão à palmatória caso Leonel Pontes leve a avante a atitude de convocar algum deles pelo suor derramado em cada treino.

Concluindo, aplaudo a integração dos dois jogadores, ainda que considere pouco provável a sua chamada ao onze inicial. Infelizmente, são considerados pelo presidente Frederico Varandas como excedentários, e assim será sempre. Oxalá tivessem alguma oportunidade.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

Top 10 design dos carros de Fórmula 1 do século XXI

Quando começamos a ver Fórmula 1 pela primeira vez, o que nos atrai logo à primeira vista? Para além da velocidade, a aparência dos carros é, quer se queira ou não, um dos fatores que tende a influenciar na escolha da “equipa favorita” do adepto de Fórmula 1.

Por exemplo, temos a tendência em associar a Ferrari à cor vermelha, a Mercedes ao cinzento combinado com o azul-turquesa ou mesmo a Red Bull aos tons de roxo.

A verdade é que a estética do carro revela a personalidade e distingue a identidade de cada equipa – caso contrário, todos os carros seriam iguais e não se falaria mais nisso.

No entanto, não é só da cor que falamos. Ao longo do século XXI, temos assistido à incrível mudança na forma dos carros – de maior largura à medida que os anos passam – e mesmo na componente dos carros – pneus de maior dimensão, a mudança dos motores, a introdução do halo, ajustes na aerodinâmica, entre outros.

Essa mudança continuará a acontecer, conforme as necessidades, de forma a melhorar a competitividade e a aumentar a segurança, e o maior exemplo disto é a aprovação de mais uma alteração dos carros para 2021.

A partir daqui, a título de curiosidade, decidi, através deste artigo, fazer uma selecção de dez dos carros que, para mim, se destacaram mais, esteticamente falando (e não só).

Uma Europa portuguesa, com certeza

Os portugueses andam pelo mundo, e todo o mundo passa por Portugal. Não só se têm formado alguns dos maiores jogadores do futebol mundial nas academias portuguesas, como o nosso país tem também servido de porta de entrada na Europa para várias jovens promessas.

Assim sendo, são inúmeros os futebolistas portugueses e estrangeiros que passaram por emblemas nacionais a dar cartas lá fora, mais especificamente nas duas principais competições europeias de clubes: a Liga dos Campeões e a Liga Europa.

JÁ SABES EM QUE JOGADORES E EQUIPAS PORTUGUESAS É QUE VAIS APOSTAR? ENTÃO AVANÇA! 

Ao todo (e excluindo das contas SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, Sporting Clube de Braga e Vitória Sport Clube) são 119 os atletas portugueses e que passaram por Portugal presentes nas duas principais montras do futebol europeu: 54 deles na liga milionária e 65 na antiga Taça UEFA.

Estrelinha de campeão? Não, nem por isso…

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Ditou o sorteio que, após a primeira pausa internacional da temporada, o FC Porto realizasse uma longa deslocação até Portimão, de modo a enfrentar a equipa local.

O que alguns sugeriram que seria favas contadas revelou-se um jogo verdadeiramente impróprio para cardíacos, visto que os azuis e brancos por pouco não viram os três pontos que pareciam assegurados com o 0-2 simplesmente desaparecerem. Mas, antes de apontar o dedo, comecemos pelo positivo.

Sérgio Conceição optou por alinhar com uma equipa muito semelhante àquela que defrontou, no Estádio do Dragão, o Vitória SC, substituindo, apenas, o lesionado Romário Baró por Otávio. Tal alteração pareceu, durante os minutos em que o brasileiro esteve dentro das quatro linhas, surtir um efeito extremamente positivo, uma vez que o número 25 portista foi um dos melhores em campo.

Ora pela extremidade do terreno, ora um pouco mais ao centro, facto é que Otávio foi um autêntico pesadelo para o setor defensivo algarvio, sendo esses desequilíbrios não raras vezes acentuados pela sociedade estabelecida com “Tecatito” Corona.

E assim correram os primeiros 45 minutos do encontro, com um domínio indiscutível dos visitantes, domínio esse que acabaria por justificar a vantagem que o FC Porto levou para o descanso.

Com a segunda parte, um novo FC Porto: uma equipa claramente confortável com o resultado, uma equipa que acabaria por diminuir o ritmo do seu jogo e, por consequência, diminuindo o pressing alto que estava a ser feito pela equipa durante a primeira hora de jogo. Tal acomodação fez com que o Portimonense SC crescesse no jogo e, inclusivamente, alcançasse o empate por volta do minuto 75.
O Portimonense SC chegou ao empate através de um grande golo do defesa japonês Koki Anzai
Fonte: Liga Portugal
A partir daí, a equipa comandada por António Folha esteve por diversas ocasiões perto do 3-2, contudo acabaria por ser a formação da Invicta a marcar o quinto golo do jogo, já quando o relógio se aproximava do minuto 98.

Apito final e um enorme aviso ficava dado a Sérgio Conceição e aos seus jogadores: nenhum jogo está ganho antes do último soar do apito. Conceição “complicou” o jogo? Complicou, assim como complicou muitos outros durante a época passada, ao permitir que, em algumas ocasiões, a passividade e a comodidade tomassem conta dos seus jogadores ainda antes do apito final do árbitro (o exemplo de Vila do Conde acaba por ser um dos mais expressivos).

Por último: sim, Nakajima entrou mal em campo, teve influência no renascimento dos alvinegros, contudo seria um tremendo erro queimá-lo nesta fase. Oxalá esteja errado, mas as ações do treinador no final do encontro para com o japonês demonstram que, a partir de hoje, o génio nipónico terá a vida dificultada no Dragão. Assim como um médio espanhol teve no passado…

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

CRC Quinta dos Lombos 1-3 Elétrico FC: Um problema chamado eficácia

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Duas equipas que entravam em campo para a segunda jornada com resultados bem diferentes na ronda inaugural. A CRC Quinta dos Lombos entrou a vencer, enquanto que o Elétrico FC arrancou um empate em casa com o campeão nacional, SL Benfica. Por isso, era de maneira diferente que ambas as formações olhavam para este jogo e isso foi notório nos minutos iniciais.

O Elétrico vinha com vontade de fazer mais e melhor do que na primeira jornada. Havia um grande domínio na partida por parte da formação alentejana com muita posse de bola. Quando Nem e Silvestre Ferreira estavam em campo havia um bom entendimento entre os dois, o que favorecia o Elétrico. Já a Quinta dos Lombos entrava muito na expetativa do que poderia fazer os comandados de Kitó Ferreira.

Não foi preciso esperar muito para que houvesse o primeiro golo na partida. Aos seis minutos, remate de Rodriguinho na esquerda do ataque e Renan Fuzo a aparecer bem à entrada da área para dar um toque subtil para a baliza. Estava inaugurado o marcador pelos forasteiros, que fizeram muito para alcançar este golo.

Depois do golo do Elétrico, o jogo teve poucas oportunidades de perigo, que só viriam aparecer novamente a cinco minutos do fim do primeiro tempo. O golo deixou os alentejanos muito confortáveis na partida e na expetativa do que se poderia fazer para o resto do primeiro tempo.

Primeiro foi Ludgero a ter um rasgo de génio na ala direita e a encontrar Bruno Vicente em grande posição para finalizar. Mas o número seis dos Lombos não teve a pontaria afinada e atirou a bola muito por cima. A equipa da Quinta dos Lombos não baixou os braços e foi à procura de marcar, mas de um canto a seu favor fez a sexta falta.

Silvestre Ferreira, que sofreu a falta, foi quem teve nos pés a oportunidade de marcar o segundo golo na partida para os alentejanos. Da marca dos dez metros, o jovem português não tremeu perante Paulo Ferreira e balançou as redes adversárias. O jogador emprestado pelo Benfica fez a sua estreia e marcou assim o primeiro golo nesta edição da liga.

Silvestre Ferreira não perdeu a oportunidade de marcar o segundo para o Elétrico da marca dos dez metros
Fonte: Joana Manta/Bola na Rede

O final da primeira parte contou ainda com mais duas grandes defesas de Diogo Basílio, guarda-redes do Elétrico. A faltar 20 segundos para o fim, a bola esteve perto de entrar, mas o 99 do Elétrico salvou a equipa de sofrer um golo que poderia ser fatal para a sua equipa. Assim, as formações recolheram para o intervalo com um 0-2 a favor da equipa forasteira, o Elétrico FC.

A segunda parte foi o inverso da primeira. A Quinta dos Lombos veio dos balneários com outra atitude e com vontade de mudar o resultado. Os comandados de Jorge Monteiro estavam mais perto da baliza adversária, porém, a bola teimava em não encontrar as redes da baliza adversária.

Nos minutos seguintes, três oportunidades para os Lombos, que só aproveitaram à terceira para marcar. Primeiro foi Ludgero a não conseguir encostar a bola ao segundo poste, pois Silvestre Ferreira bloqueou o remate. Depois foi Manuel Mesquita a enviar o esférico ao poste da baliza defendida por Diogo Basílio. Por fim, foi novamente Manuel Mesquita o protagonista do remate que com alguma sorte à mistura conseguiu introduzir a bola na baliza do Elétrico.

Ao minuto dez da segunda parte, reposição lateral de Eddy e Manuel Mesquita chutou de primeira. O remate embateu na cabeça de Bello e acabou por ir para dentro da baliza do Elétrico. Estava reduzida a desvantagem para a equipa de Carcavelos e o marcador mostrava 1-2 a favor dos visitantes.

A equipa da casa bem tentava chegar à igualdade, mas foi o Elétrico que aumentou a sua vantagem e selou o resultado final. Bello começou uma bela jogada de contra-ataque e descobriu Renan Fuzo, que marcou novo golo alentejano. O número 88 só teve de meter a bola para o poste mais distante da baliza e bisar na partida. Era o 1-3 para o Elétrico.

Depois o terceiro golo sofrido, a Quinta dos Lombos tentou o cinco para quatro, mas sem grande sucesso. Na verdade, esteve muito mais perto o Elétrico de aumentar a vantagem do que propriamente os Lombos de reduzir.

O resultado final foi favorável ao Elétrico FC, que continua as boas exibições e desta vez com a conquista dos três pontos. Os alentejanos sobem ao quarto lugar com os mesmos pontos do que o SL Benfica, que também venceu nesta jornada. Já a Quinta dos Lombos está em oitavo com os mesmos três pontos quando entrou para esta jornada e a derrota muito se deve à falta de eficácia que teve durante toda a partida.

CINCOS INICIAIS:

CRC Quinta dos Lombos – Paulo Pereira (GR), Manuel Mesquita, Gonçalo Sobral, Bruno Santos e Bruno Vicente

Elétrico FC – Diogo Basílio (GR), Renan Fuzo, Bello, Rodriguinho e Nem

FIFA 20 Demo – Primeiras impressões

Com a saída do FIFA 20 mesmo aí a porta, no passado dia 10 de Setembro a EA Sports lançou o Demo do FIFA 20 para PS4, Xbox One e PC Origin. De imediato, milhões de jogadores descarregaram esta versão de demonstração e tiveram oportunidade de testar o jogo já muito perto da sua versão final. A realidade, é que a Demo lançada pela EA Sports é bastante limitada do que se calhar maior parte dos jogadores estavam à espera…

Com apenas o modo Champions League para jogar uma partida de quatro minutos cada parte e ainda um jogo do novo modo VOLTA Football em que figuramos com o Vinícius Júnior e num jogo de 3v3 em Amesterdão. No modo Champions League, só temos a opção de escolha em seis equipas, são elas: Chelsea, Borussia Dortmund, Liverpool, Real Madrid, PSG e Tottenham.

Como referido, o Demo não deu tantas opções como no passado. Mas, apesar disso a experiência dá para jogarmos offline ou até contra amigos através da Shareplay PS4 ou com o Parsec, uma aplicação no PC que permite jogar no mesmo computador como se estivéssemos a jogar na mesma sala com dois ou mais comandos.

É desta forma que o menu inicial do FIFA 20 estará organizado
Fonte: EA Sports

Mas passemos aquilo que interessa que são as primeiras impressões deste FIFA 20
e aquilo que podemos esperar do jogo. Claro que estas primeiras impressões são baseadas em opiniões que recolhi de pro players de FIFA portugueses e internacionais, streamers, amigos e até da minha própria experiência do jogo. Atentem que cada um tem a sua opinião sobre a sua experiência e todas devem ser respeitadas, porque cada um experienciou o jogo à sua maneira.

No que toca aos gráficos tudo está igual ao FIFA 19 e aquilo que melhorou foi a adição de algumas real faces de muitos jogadores. O ambiente e atmosfera dos estádios melhoraram ligeiramente e sentimo-nos mais envolvidos no ambiente, nos golos e nos falhanços.

Mas vamos lá abordar aquilo que interessa, a gameplay em si.
Rapidamente aquilo que notamos são as dinâmicas da bola, apesar das melhorias sobretudo no efeito dos passes, cruzamentos e remates a bola por vezes flutua demasiado e parece que está a saltar constantemente esperemos que isso altere na versão final. Uma das melhores mudanças é sem dúvida o passe, está muito mais preciso e o próprio jogo puxa mais um estilo de jogo à base do passe curto e do chamado 1-2.

Sterling, Hazard e Sancho são algumas das estrelas para o novo FIFA
Fonte: EA Sports

WWE Clash of Champions: The Fiend ataca Seth Rollins

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Esta edição do Clash of Champions nem foi má, mas também não foi nada de especial. Assim como a maioria dos eventos da WWE hoje em dia.

Na minha opinião, os melhores combates foram o de Kofi Kingston e Randy Orton e entre Rowan e Roman Reigns (apesar do final).

De resto, houve algumas surpresas, mas também combates que ficaram muito aquém das expectativas.

Nota do evento: 7/10

Robert Roode e Dolph Ziggler vencem Raw Tag team Championships

O primeiro combate da noite demorou pouco tempo e teve a falta de entendimento previsível entre Strowman e Rollins. De resto, foi tão surpreendente ver Rollins ser derrotado tão facilmente como foi ver uma equipa que nem existia há um mês ser coroada Raw Tag Team Champion.

Nota do combate: 6,5/10

Bailey e Charlotte protagonizam combate fraco

Antes deste combate começar pensei não haver nenhuma razão para o ser mau. Mas foi. Charlotte Flair teve domínio total durante o combate e Bailey não conseguia ripostar. Só o fez quando removeu uma das proteções do canto, expondo o metal, e atirando a cabeça de Charlotte contra o mesmo. Ora isso foi suficiente para derrotar a “Queen”.

É claro que este combate terminou desta forma para dar continuidade à rivalidade, mas não deixou de ser um desperdício de talento.

Nota do combate: 2/10

Saudades do que a gente ainda não viveu: a demanda pela conquista da “orelhuda”

Quinze anos após o ano da sua fundação, o clube que veste as cores da sua cidade sagrava-se pela primeira vez campeão de França e iniciava aquela que, meio século depois, viria a ser uma caminhada dividida entre a glória e a tormenta.

No Parque dos Príncipes do futebol francês, o Paris Saint-Germain tem sido rei, e a isto não é alheia a sigla QSI. Naquele que terá sido o primeiro investimento megalómano desta década num clube de monta europeu, a Qatar Sports Investment, fundo de investimentos ligado ao governo do Catar, adquiriu o clube em 2011 e seu CEO, Nasser Al-Khelaïfi, assumiu a presidência do histórico emblema francês.

De lá para cá, foram seis os títulos de campeão nacional em oito possíveis, e muitas transferências concretizadas e por concretizar. Para a época 19/20, a equipa liderada pelo alemão Thomas Tuchel apresentou-se com um plantel composto de 29 jogadores e com um valor de mercado total de 1,06 Mil milhões €.

Sem prejuízo das inúmeras aquisições que se perspetiva que representem uma enorme mais-valia no decorrer da temporada, o protagonista do defeso tem apenas um nome: Neymar.

O menino a quem a numerosa família com quem vivia anteviu um futuro risonho, investindo o que tinha e o que não tinha num apartamento de onde se podia ver a Vila Belmiro, incubadora dos maiores talentos brasileiros que o Santos prospecionava, não defraudou as expetativas de quem nele apostou as fichas todas e aos 17 anos era já titular no Peixe, idade com que começou a acumular patrocínios.

Em 2013, 138 golos depois, empoleirou-se na varanda insegura de onde saltam os maiores talentos do futebol sul-americano e deixou-se cair no areal europeu de Barcelona. Dos calçadões de São Paulo para as ramblas da cidade condal, fez do relvado de Camp Nou o sambódromo onde já dançaram outrora nomes como os conterrâneos Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.

Após um percurso repleto de sucessos coletivos com o símbolo blaugrana ao peito, dos quais se  destaca a conquista da Liga dos Campeões em 2015, dois anos depois Neymar fez jus ao sangue brasileiro que lhe corre nas veias e viu em Paris a cidade que lhe podia proporcionar um lugar ao sol, longe da sombra argentina.

Detentor do título de transferência mais cara de sempre do futebol mundial (€222 milhões), o prodígio dos penteados excêntricos e dos dribles imprevisíveis aterrou em Paris encarnando a vontade do dono do clube que o contratou em conquistar a Liga Milionária.

De lá para cá, NeyMonstro tem dado forma ao dicotómico epíteto que carrega: 52 golos em 59 jogos com a camisola dos franceses vestida conferem-lhe uma notoriedade digna dos maiores monstros do futebol mundial; sem prejuízo destes números, monstruosa tem sido  também a quantidade de lesões, justificadas à luz de uma falta de brio gritante fora do terreno de jogo.

Se a estas maleitas juntarmos as inúmeras declarações em que manifesta a vontade de deixar o clube que o torna o jogador mais bem pago da Ligue 1, estão reunidas as condições para a fama de Cai-Cai continuar a persegui-lo.
Fonte: Paris Saint-Germain FC

No entanto, ao contrário de casos tão próximos quanto os de Anzhi ou Málaga, Nasser Al-Khelaïfi não parece disposto a deixar cair o projeto que inicialmente concebeu e, para isso, o Paris Saint-Germain esperou pelo último dia de mercado para atacá-lo em grande estilo.

De uma assentada, o campeão francês garantiu Keylor Navas, ao Real Madrid, e Mauro Icardi, ao Inter de Milão. Se no caso do costa-riquenho a aposta parece ter tudo para correr bem, dado o potencial do ex-campeão europeu e a fraca concorrência que irá encontrar na formação francesa, já a contratação do avançado argentino pode gerar uma “egotrip” no ninho de vespas parisiense.

A estes juntam-se nomes como Abdou Diallo, Idrissa Gueye, Pablo Sarabia e Ander Herrera para Thomas Tuchel não ter desculpas para não conquistar a tão ambicionada “orelhuda” e afirmar o PSG, de vez, como uma das melhores equipas europeias da atualidade.

 

Foto de Capa: Fonte: Paris Saint-Germain FC

Revisto por: Jorge Neves

A um Bruno do sucesso?

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O futebol do Sporting é, há coisa de um ano, um emaranhado de ideias (ou da falta delas) em que sobressaem escassas individualidades, com Bruno Fernandes à cabeça. Até aqui, acredito não estar a dar nenhuma novidade.

Mas se é grave estarmos totalmente dependentes da inspiração de um só membro de um plantel de vinte e poucos jogadores, ainda mais grave é sentir que todo o planeamento de época foi afetado por essa mesma premissa: a continuidade de Bruno Fernandes.

Vejamos – desde janeiro de 2019, primeiro mercado de transferências com a nova direção no poder, o Sporting vendeu/dispensou Montero, Nani, André Pinto, Raphinha, Bas Dost, Thierry Correia, entre outros (cuja importância para o raciocínio que quero que sigam é quase nula). Sempre com a escusa do alívio da massa salarial ou do encaixe necessário com a respetiva transferência em função da débil conjuntura financeira. No entanto, o ativo com mais mercado e que poderia facilmente render aos cofres do clube os milhões que nos separam de uma equipa mais equilibrada, com mais e melhores soluções, é publicamente reconhecido como inegociável pelo próprio presidente.

Ou seja, podemos concluir que a gestão de ativos do futebol profissional do Sporting se resume a colocar num dos pratos da balança o nome de Bruno Fernandes e todos os jogadores acima referidos no outro, pendendo sempre para o primeiro. E é um erro crasso, parece-me.

Bruno Fernandes é, provavelmente, o melhor médio que já vi a envergar a verde e branca. Bruno Fernandes tem golo, tem assistência, tem rapidez, agilidade, tem visão de jogo, tem tudo aquilo que se pede a um médio da sua posição. Mas Bruno Fernandes joga num dos plantéis mais fracos e mal preparados dos últimos anos e, ao contrário da época passada, a sua qualidade per se não tem sido suficiente para nos pôr no trilho das vitórias.

O Sporting, semana após semana, vai definhando um pouco mais e nem Bruno nos vale. Infelizmente, temo que nem Ronaldo ou Messi tirassem o Sporting da sofreguidão que têm sido os últimos meses.

Voltemos, portanto, aos pratos da balança. Será que Nani, com a sua qualidade indiscutível (fora de série para a nossa realidade) e capacidade de liderança, não seria bastante útil? Será que Raphinha, o extremo mais desequilibrador que tínhamos no plantel, não fará falta? Será que Montero, com uma qualidade técnica acima da média e já alguns anos de futebol português, não seria ainda preponderante na nossa equipa? Será que Dost, ponta de lança que marcou quase uma centena de golos em três épocas, tinha mesmo de sair? Será que todos os jogadores supracitados não valem um Bruno Fernandes? Valem, pois.

As falências desta equipa do Sporting são evidentes. Falta um guarda-redes com qualidade suficiente para assumir a nossa titularidade, faltam extremos que não sejam mais que refugo e dispensados crónicos de grandes clubes europeus, faltam avançados com faro de golo. Tudo culpa de um planeamento absolutamente ridículo e, em grande parte, afetado pela permanência de Bruno Fernandes.

Se tudo isso não fosse suficiente, toda a época foi planificada em sintonia (supõe-se) com uma equipa técnica que… já não está. Estamos em setembro e o Sporting já teve a sua primeira troca de treinador.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Ou seja, Keizer prepara a época com um plantel à sua medida e é convidado a sair aos primeiros desaires. Embora seja verdade que tanto a conquista da Taça da Liga como a da Taça Portugal vieram maquilhar fortemente a falta de ideias do holandês, não há como ilibar uma estrutura que mantém um treinador depois de uma pré-época miserável sem qualquer vitória e uma supertaça humilhantemente perdida. Pedia-se celeridade nas ações, algo que não aconteceu.

Para finalizar, referir que Leonel Pontes não será o salvador da pátria leonina, pelo menos, num futuro próximo. Pontes chega ao nosso comando técnico com uma equipa que não é a dele, debilitada por lesões (onde se destacam as de Vietto e Luiz Phellype) com uma pressão adicional para vencer, dada a má posição na tabela classificativa, e um calendário bastante preenchido, consequência do início das competições europeias.

Agora que o mal já está feito, tenhamos paciência com quem assumiu as rédeas, mesmo que de forma temporária. Sporting sempre!

 

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves