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FC Porto Sofarma 32-26 FC Gaia: Dragões seguem 100% vitoriosos

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Em novo jogo antecipado devido ao compromisso europeu do FC Porto no dia 22 frente ao HC Vardar, os “azuis e bancos” receberam, esta quarta-feira, a turma de Vila Nova de Gaia (FC Gaia), levando a melhor por 32-26.

A partida deu início com uma entrada fulgurante da equipa visitante, que a todo o gás, concretizou um parcial favorável de 3-0, algo que se sucedera muito por força da sua eficácia no ataque e da tamanha agressividade defensiva empregada num sistema 3:2:1.

Não conformados, e apesar das dificuldades, os portistas rapidamente igualaram o marcador em 3-3, numa altura em que já estavam decorridos os primeiros seis minutos do encontro. Após registada a paridade, os “azuis e brancos” não tardaram em assumir a dianteira da partida e, à passagem do minuto dez, já venciam por 7-4.

A turma conduzida pelo técnico sueco, vinha desde esse período procurando descolar ainda mais no placard, mas Diogo Ribeiro – guardião gaiense, que substituíra David Sousa ao minuto 12 – estava inspirado e, com defesa atrás defesa, ia adiando males maiores para o conjunto de Ricardo Costa.

Desta forma, foi preciso esperarmos até ao minuto 26, já depois da expulsão de Alexandre Relvas, para o FC Porto dilatar a diferença para 4 golos. Apanágio que se manteve até ao final do primeiro tempo, com o um resultado de 19-15.

Já regressados ao terreno de jogo, os dragões não podiam ter começado pior no que concerne ao capítulo defensivo, com Vitor Iturriza e Daymaro Salina a serem advertidos disciplinarmente, com uma sanção de dois minutos e um cartão vermelho, respetivamente. Propósito que forçou o técnico portista a solicitar um desconto técnico quando estavam decorridos apenas três minutos do segundo tempo.

Magnus Andersson pediu um desconto de tempo após ver a sua equipa a ser advertida e um dos seus jogadores levar um cartão vermelho
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ainda que nesta condição, e apesar da exibição de gala do guardião visitante, os campeões nacionais acabaram por conquistar uma diferença de cinco golos, por volta da dezena de minutos. E, aos 15 minutos já venciam por oito.

Diante este cenário, os técnicos acabaram por lançar, de parte a parte, atletas muito tenros no primeiro escalão do andebol nacional, concedendo-lhes, desta forma, alguns minutos e períodos de aprendizagem.

O FC Gaia acabou ainda por encurtar distância nos últimos cinco minutos do encontro, para uma diferença de sete golos, que se viu intacta até Final.

A partida terminou com uma vitória expressiva da equipa da casa por 32-26. O FC Porto segue apenas com vitórias para o campeonato e em igualdade pontual com o Sporting CP, que também só sabe vencer. O FC Gaia sai derrotado do Dragão Caixa, contudo, está, à condição, no quinto posto do campeonato de andebol com nove pontos.

Equipas:

FC Porto – Alfredo Bravo, Victor Alvarez, Yoan Blanco, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Angel Zulueta, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, António Areia, Bernardo Pegas, André Gomes, Fábio Magalhães.

FC Gaia – David Sousa, José Poças, Eduardo Mendonça, Mário Silva, Pedro Carvalho, Hugo Gloria, Diogo Ribeiro, Luís Carvalho, Alfredo Torres, Ricardo Santos, Miguel Salgado, Alexandre Relvas, Hugo Rosário, Henrique Figueiredo, Diogo Ferreira, Martim Costa

Club Atlético Madrid 2-2 Juventus FC: Pragmatismo italiano não chegou para vencer sangue “Colchonero”

Duelo de grandes europeus, no arranque da primeira jornada do grupo D da Liga dos Campeões. Duelo entre a “Juve” de Cristiano Ronaldo e o Atlético de João Félix. Desta vez, deu empate, duas bolas a duas. Mas ficamos com água na boca para o próximo confronto.

É também um confronto de estilos, no que aos técnicos diz respeito. Simeone é sinónimo de raça, ambição, verticalidade e contra-ataque, num jogo em que “todos atacam, todos defendem”. Do outro lado, está uma velha raposa do futebol italiano, Maurizio Sarri, que privilegia bastante o controlo do jogo com bola e segurança em todas as ações. Dinâmicas diferentes, mas em busca do pragmatismo por que ambos são conhecidos.

Apito inicial, e como seria de prever, a Juventus a querer controlar. Predominava a paciência dos italianos na construção, perante onze “Colchoneros” atrás da linha da bola. A meu ver, melhor processo que a “Juve” da época transata. Jogavam sem ideias, agora são mais rápidos na circulação e em termos de criatividade.

O primeiro lance de perigo saiu dos pés do “menino 120 milhões”, que invadiu o meio campo contrário numa jogada de “Félix contra o mundo” (10’). O contra ataque que os caracteriza…

Era impressionante o domínio do Atlético Madrid. A pressão, a circulação rápida e os cruzamentos venenosos. Ganharam a maioria dos duelos e, por momentos, fizeram a Juventus parecer uma equipa banal.

A espaços, os homens de Turim, tentavam sair de lá de trás. Mas faltava ali um elemento que fizesse a ligação entre o meio campo e o ataque… Faltava um “10”… Talvez um Dybala… Não dava por dentro, tentavam por fora: Pjanic, aos 35’ ameaçou com um remate que poderia ter traído Oblak. Aos 40’, Ronaldo, após cruzamento, cabeceou à figura do esloveno.

Na ida para os balneários, o placar mantinha-se a zeros. Primeira parte intensa e entusiasmante, mais pelo que foi feito pelos “Rojiblancos”. Um Atlético voraz e ambicioso, perante uma “Juve” na expectativa, sem muita vontade de arriscar. Só faltava o objetivo principal do desporto rei: o golo.

No regresso ao relvado, após assistência de Higuaín, e com toda a gente de olhos postos em Ronaldo, foi Cuadrado a fazer um golaço de levantar o estádio (47’). Oblak nada poderia fazer, senão vê-la a entrar. A Juventus voltou diferente, mais incisiva. Mas se não tivesse cuidado, a base podia ruir. O Atlético no contra-ataque é mortífero.

Podia ter sido o herói improvável, menção honrosa para um dos mais regulares da Juve
Fonte: Juventus FC

O jogo estava mais equilibrado no segundo tempo. Até que, aos 64’, por quem menos se esperava, a “Juve” aumentou a vantagem. Matuidi, na pequena área, disse “sim” para dentro da baliza. Dois a zero, dois marcadores improváveis.

E menos de cinco minutos depois, na sequência de um livre, Giménez ofereceu o golo a Savic, que reduziu. 1-2. Um daqueles golos que dão energia extra.

Já nos últimos vinte minutos da partida, o jogo estava como gosta o adepto comum, e como odeiam os treinadores. Bola cá, bola lá. Perigo constante, quer numa área, quer noutra. Vítolo entrou com vontade de reclamar um lugar no onze, e aos 82’, rematou em esforço para defesa de Szczeny. Dos mais inconformados na segunda parte. Em contrapartida, Félix baixou de forma.

Num momento em que tudo parecia perdido, Herrera, com um toque pouco ortodoxo (meio com a cabeça, meio com as costas) entre os gigantes, fez o empate!

E no último minuto da compensação, Cristiano Ronaldo desperdiçou uma oportunidade como não costuma falhar. Não conseguiu ferir desta vez, uma das suas vítimas preferidas.

Na soma das partes, o empate acaba por ser o resultado mais justo. O Atlético foi melhor na primeira parte, a Juventus foi melhor na segunda.

Os adeptos madrilenos, depositam todas as “fichas” em João Félix. Mas não nos podemos esquecer que apenas chegou esta época, e que os “Colchoneros” têm outros intervenientes de qualidade. A mescla de juventude e experiência, deixa água na boca para os próximos tempos no Wanda Metropolitano. Jogam curto e simples, a um/dois toques, sempre com os olhos na baliza adversária. Destaco ainda, as bolas paradas, como uma grande fonte de perigo.

Por vezes, mais com o coração do que com a cabeça, mas têm potencial
Fonte: Club Atlético Madrid

Se de um lado, estava a juventude e a irreverência, do outro esteve a matreirice italiana e jogo de controle por jogadores mais rodados a nível internacional. Danilo veio acrescentar qualidade à faixa direita da “Juve”. Mas foi Khedira, um dos que mais me impressionou. Aos 32 anos, mostra que está para as “curvas”. Ajuda a construir com maior qualidade, em comparação com a época passada, que pouco jogou. A Juventus só fica a ganhar.

Dos melhores jogos que vi nos últimos tempos, tanto a nível psicológico, como tático, físico e técnico. O futebol é isto: paixão, emoção, golos, suor até ao último minuto. Por entre as conversas de café, ouve-se: “Dá gosto ver este futebol, não é por ser a equipa “A” contra a equipa “B”. É aquele futebol que não dá sono”… Deixou-me a pensar no estado do futebol português…

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Club Atlético Madrid: Oblak, Trippier, Savic, Giménez, Lodi (Vítolo, 76’), Koke, Saúl, Thomas (Herrera, 76’), Lemar (Correa, 60’), Félix e Diego Costa.

Juventus FC: Szczeny, Danilo, Bonucci, De Ligt, Alex Sandro, Cuadrado, Khedira (Bentacur, 68’) Pjanic (Ramsey, 87’), Matuidi, Ronaldo e Higuaín (Dybala, 79’).

Olympiacos FC 2-2 Tottenham Hotspur FC: Frieza inglesa insuficiente perante o calor do Pireu

Olympiacos FC e Tottenham Hotspur FC empataram ao final da tarde a dois golos, na 1ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões. Os ingleses marcaram dois golos nos primeiros dois remates que fizeram, mas a equipa orientada por Pedro Martins, empurrada pelo ambiente escaldante do Pireu, recuperou da desvantagem e chegou ao empate já na segunda parte.

Nos primeiros 15 minutos as duas equipas encaixaram taticamente e pouco arriscaram. Sem grandes rasgos de parte a parte, Olympiacos e Tottenham estudavam-se mutuamente e tentavam perceber como desatar o nó. E como que a mostrar que a pontualidade não é só coisa dos britânicos, quando o relógio marcava o 16º minuto Semedo desarmou Kane, o Olympiacos lançou rapidamente a bola para o ataque e Guerrero, bastante desacompanhado, trabalhou para ganhar espaço e rematou para defesa fácil de Lloris.

Estava dado o aviso pela equipa da casa, que apostava em ataques rápidos e na qualidade individual dos homens da frente para tentar chegar ao golo. Pouco depois o Pireu quase gritou golo quando Elabdellaoui cruzou e Podence amorteceu de peito para Guerrero rematar de pronto, mas o poste devolveu o remate do avançado espanhol. Um susto que colocou os Spurs em sentido e deixou Pochettino extremamente irritado.

O Tottenham procurava explorar o jogo interior mas sem sucesso. O bloco defensivo do Olympiacos apresentava-se coeso, prova de que Pedro Martins preparou bem a equipa para este duelo. Kane ia-se dando à marcação mas Rúben Semedo estava a “secar” bem o avançado inglês. Assim que o avançado fugiu do miolo e começou a procurar a bola nas alas, os Spurs ganharam mais verticalidade e espaço na frente. Aos 26’, o craque do Tottenham ganhou uma grande penalidade e o próprio encarregou-se de a converter, colocando a sua equipa na frente.

Harry Kane abriu o marcador no Georgios Karaiskakis
Fonte: UEFA

A equipa de Pochettino marcava, contra a corrente de jogo, e mostrava uma eficácia tremenda. Aos 30’, Lucas Moura marcou o segundo da tarde num grande remate de fora da área, sem hipóteses para José Sá. Dois remates à baliza, dois golos marcados, enorme frieza finalizadora da equipa inglesa. O Olympiacos não deu o jogo como perdido e reduziu à beira do intervalo, num excelente remate de Podence, após boa jogada de entendimento com Valbuena. O golo do português provocou a primeira explosão de alegria no Georgios Karaiskakis e levou o Olympiacos para o intervalo a perder pela margem mínima.

A segunda parte trouxe um Olympiacos motivado com o golo já em cima do descanso e um Tottenham com muitas dificuldades em segurar a vantagem e em furar o bloco defensivo dos gregos. É difícil de perceber mas quando a equipa de Pochettino se apresenta em vantagem, sente muitos problemas em gerir a posse de bola e os tempos de jogo, assim como na organização no momento de perda da bola.

O Olympiacos sentia o nervosismo do adversário, assim como o incansável apoio dos seus adeptos, e chegou ao empate numa grande penalidade cometida de forma infantil pelo experiente Vertonghen. Na conversão, Valbuena não tremeu e provocou a segunda explosão de alegria no Pireu, empatando o jogo.

Valbuena empatou o jogo na conversão de uma grande penalidade
Fonte: UEFA

O segundo golo do Olympiacos obrigou Pochettino a mexer na equipa, substituindo o exausto Ndombele e trazendo a jogo também os criativos Son e Lamela, mas sem efeitos práticos. O Olympiacos fechou-se bem atrás e foi explorando o contra-ataque quase sempre pelo corredor direito, com Podence e Valbuena sempre em alta rotação.

Até à entrada de Son e Lamela, assistia-se a um Tottenham muito lento na organização do seu jogo. Com a entrada destes jogadores, a equipa conseguiu mais rapidez e “rasgo” no último terço, mas falhou sempre no momento da finalização. Prova disso foi a oportunidade soberana desperdiçada por Lamela aos 86’, com o avançado a rematar de ângulo apertado quando tinha vários colegas em melhor posição para marcar já perto da pequena área.

O Tottenham pode ir para casa e perceber como perdeu dois importantes pontos nesta visita à Grécia, num jogo em que o favoritismo caía para o seu lado. Pedro Martins e a sua equipa mostraram que os jogos não se vencem de antemão, provaram que o seu trabalho está a ser bem feito e que a qualidade da sua equipa permite sonhar nesta aventura europeia.

Na próxima jornada, os Spurs recebem o FC Bayern München, ao passo que o Olympiacos se desloca ao estádio do FK Estrela Vermelha.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Olympiacos FC: José Sá, Elabdellaoui, Meriah, Rúben Semedo, Tsimikas, Guilherme, Bouchalakis, Masouras (Randjelovic, 78’), Valbuena (Benzia, 69’), Podence e Guerrero (El Arabi, 89’).

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Davies, Vertonghen, Sanchez, Alderweireld, Winks, Ndombele (Sissoko, 62’), Eriksen, Dele Alli (Son, 73’), Lucas Moura (Lamela, 76’) e Harry Kane.

A dupla marca de Telles

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O jogo de domingo, que colocou frente a frente o FC Porto e o Portimonense SC, será certamente um dia de que Alex Telles se recordará pelo simbolismo que o mesmo representou para a sua carreira enquanto atleta dos dragões. O lateral brasileiro cumpriu a sua 100º partida na Primeira Liga ao serviço dos azuis e brancos, assim como o 150º jogo com a camisola do emblema treinado por Sérgio Conceição. Num encontro que em termos individuais foi do oito (marcou o primeiro golo do desafio) ao 80 (foi expulso nos minutos finais), para o atleta.

Deve-se dizer que o jogador deverá ser daqueles que conseguiu atingir este número redondo de uma forma mais acelerada, já que a sua jornada no FC Porto tem sido notada por um tremendo sucesso e em quase todas as temporadas que já cumpriu em Portugal terá sido, sem grandes margens para dúvidas, um dos mais utilizados pelos diferentes treinadores que apanhou no clube da invicta. Aliás, desde que Sérgio Conceição assumiu o comando técnico que o brasileiro tem sido, de longe, o futebolista com mais minutos e partidas realizadas.

A história entre o defesa e o emblema nortenho iniciou-se no dia 13 de julho de 2016, quando a SAD Portista anunciou a sua contratação ao Galatasary SK da Turquia. A sua aquisição não foi unânime, visto que o FC Porto contava, na altura, com Miguel Layún, que tinha realizado uma temporada satisfatória, porém rapidamente Telles se transformou num dos jogadores mais acarinhados pela “torcida” azul e branca.

Este facto, deve-se ao extremo profissionalismo que o futebolista incutiu desde do seu primeiro dia como jogador do FC Porto. No entanto, a ligação que o conecta ao clube já vai muito para além do que um profissional tem com a sua entidade empregadora. Ou seja, nota-se já uma paixão, um sentimento, um carinho que ambos nutrem um pelo outro e que foi sempre sentido e crescendo ao longo dos vários 150 jogos em que participou.

Momento em que Alex Telles oferece a camisola da sua primeira internacionalização ao museu do FC Porto
Fonte: FC Porto

Desta forma, há vários momentos que nos vem logo à cabeça, uns mais felizes do que outros, como o golo decisivo contra a AS Roma, no jogo da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. O livre fantástico que converteu, na época passada na Madeira, contra o CD Nacional  ou então aquela lesão que sofreu contra o GD Estoril. De facto, todas estas situações revelam magia, perseverança, empenho e sofrimento. Tudo aquilo que um adepto do FC Porto aprecia num profissional e a verdade é que Alex Telles já conseguiu conquistar um “legado” nos corações da massa associativa, bem como um lugar na história do clube. As palavras aquando da sua chegada parecem estar a concretizarem-se, visto que não é muito descabido afirmar que a preocupação que os adeptos têm com o defesa é quase tanta como tem com uma vitória dos “dragões” nos seus desafios.

Por tudo o que já simboliza e representa, atualmente, o atleta é um dos jogadores mais preponderantes dentro do plantel portista e em quem a equipa técnica mais confia. Deste modo, já pertence ao lote de capitães de equipa e quando um dos seus superiores não está no terreno de jogo, é ele que é merecedor de utilizar a braçadeira de capitão. Ou seja, Alex Telles já é daqueles que enverga dentro de si a tão aclamada “mística à Porto” e isso é uma peça importante para integrar os jovens talentos ou novas incorporações no grupo de trabalho.

Como se sabe, o defesa-esquerdo, pela sua competência técnica e física, é um dos maiores ativos que o FC Porto detém. Por esse facto, época após época é sempre um alvo de cobiça por parte dos emblemas estrangeiros. Contudo, o clube português tem conseguido reter esse interesse alheio por uma das suas “pérolas” e o compromisso, o profissionalismo e a alegria que o futebolista demonstra no seu dia a dia com a camisola dos portistas é algo que caí no goto de toda a gente ligada aos azuis e brancos. Também, será por isso que a renovação do internacional pelo Brasil é um dos processos prioritários em cima da mesa da direção liderada por Pinto da Costa.

Sendo assim, Telles precisou, sensivelmente, de três temporadas para chegar a esta marca, onde contabiliza até ao momento 13 golos. Por conseguinte, o internacional canarinho conta no seu currículo como futebolista do FC Porto, um campeonato e uma supertaça, um “legado” que o próprio quererá aumentar esta temporada. Por agora, resta continuar a disfrutar do seu “futebol” e que daqui a 150 jogos existam mais razões para festejar e para partilhar.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sub-23: Formar a ganhar

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A equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal está a fazer um arranque brilhante na Liga Revelação. Os leões – agora orientados por Eduardo Ferro – somam 18 pontos, conhecendo apenas o sabor da vitória e portanto mantêm-se invictos depois de seis jogos disputados. A equipa verde e branca é o melhor ataque – com 23 golos marcados – e ainda a melhor defesa da prova – tendo sofrido apenas cinco golos.

Na última jornada, o Sporting recebeu e venceu o Portimonense por 4-3, tendo estado em desvantagem no decorrer da partida e jogando com apenas 10 jogadores alguns minutos, após a expulsão de Matheus Nunes. Ainda assim, neste jogo, os leões demonstraram mais uma vez, a qualidade exibicional, mas sobretudo a atitude, entrega e raça para reagir perante as adversidades.

A equipa de Eduardo Cardoso joga habitualmente em 4-3-3, explorando a velocidade nos corredores, sendo ao mesmo tempo muito consistente em termos defensivos. Nesta equipa há vários jogadores que sendo ainda juniores jogam no escalão sub-23 e dão uma boa resposta, casos como os de Eduardo Quaresma, Bruno Tavares, Nuno Mendes, entre outros. Neste plantel há ainda um grande talento, uma verdadeira esperança da formação leonina: Joelson Fernandes, que sendo juvenil joga com os mais velhos e já soma quatro golos.

Pedro Mendes tem sido uma das figuras da equipa sub-23, sendo o melhor marcador da Liga Revelação com sete golos
Fonte: Sporting CP

Contudo, a grande figura da equipa do Sporting, nestas primeiras seis jornadas, tem sido o máximo goleador da prova: Pedro Mendes. O dianteiro leonino apontou, na última jornada, um hat-trick, que se revelou determinante para a vitória verde e branca. No total, Pedro Mendes marcou em sete ocasiões, o que perfaz uma média superior a um golo por jogo.

Na equipa sub-23 do Sporting o talento e a qualidade abundam, assim possam continuar a evoluir, tendo em vista o sonho de um dia representar a equipa principal. O objetivo da equipa sub-23 é potenciar este talento, fazer crescer os jogadores em competição e além disso, conquistar o título na Liga Revelação.

Para futuro, que a equipa de Eduardo Ferro possa dar continuidade a esta série vitoriosa com o nível exibicional apresentado. Aos jovens leões pede-se Esforço, Dedicação e Devoção para conquistar a Glória do título na Liga Revelação.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Men´s EuroVolley: Portugal desilude e está fora do Campeonato da Europa de Voleibol

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A seleção portuguesa entrava para os últimos dois jogos da fase de grupos sabendo que, caso somasse dois triunfos, seguiria para a fase seguinte do Campeonato da Europa. Após as derrotas frente a Itália, Bulgária e França, Portugal tinha agora pela frente adversários mais acessíveis e contra os quais partia como favorito. Se apresentasse o nível das três primeiras jornadas, Portugal seguiria em frente sem dificuldades de maior.

PORTUGAL 3-1 GRÉCIA: REVIRAVOLTA QUE PERMITE SONHAR

No ‘início’ do Europeu para Portugal, os comandados de Hugo Silva defrontaram a Grécia, seleção que derrotou a Roménia e que por isso tornava ainda mais obrigatória a vitória portuguesa, para que se pudesse cumprir o objetivo de passar à ronda seguinte.

O jogo começou muito equilibrado, com Portugal a estar sempre no comando até ao 12-12. Depois, a Grécia fez o 14-12 e Hugo Silva pediu para parar o jogo. O selecionador nacional pediu para que os jogadores se concentrassem, mas tal não aconteceu e muito rapidamente os gregos passaram a ganhar 20-14, tendo Hugo Silva parado o jogo pelo meio. Até ao final do set, as seleções foram trocando erros nos serviços, com o primeiro set a terminar 25-19. Para o segundo set, Portugal precisava de mostrar outra atitude, ou o sonho europeu fica terminado já nesta primeira ‘final’.

O segundo set não começou bem, com Portugal a perder 6-3 aquando da primeira paragem pedida por Hugo Silva. Mais uma vez o selecionador pediu concentração e garra aos seus jogadores, apelando à história que os jogadores portugueses podem escrever neste europeu. Após a paragem mais três pontos seguidos para os gregos, tendo depois o jogo entrado numa fase de ponto cá, ponto lá, até aos 11-6. Depois, Portugal conseguiu um parcial de 5-2, ficando a apenas dois pontos dos gregos: 13-11.

A melhoria na receção continuou a fazer-se notar e Portugal continuou a subir no marcador, com João Fidalgo e Tiago Violas a serem os motores desta recuperação, que culminaram com a passagem para a frente aos 16-15. O 17-15 obrigou o selecionador grego a parar o jogo, mas de pouco valeu, com a seleção portuguesa a conseguir manter-se na  frente do marcador. 25-21 foi o resultado final de um set que pareceu perdido a certa altura, dada a exibição que a equipa portuguesa estava a ter.

O terceiro set também começou com maior ascendente grego, mas com Portugal a nunca estar muito longe. O ponto de passagem de Portugal para a liderança deu-se aos 7-8, sendo que depois desta marca, nunca mais voltou a estar a perder, ainda que tenham existido empates pelo meio. Aos 10-13, o selecionador grego parou o jogo, de forma a parar o ascendente português, o que conseguiu, de certa forma, ao reduzir para 12-13. Mas depois, Portugal novamente aumentou a sua liderança, recuperando os três pontos de vantagem. A Grécia, depois, ainda conseguiu empatar a 19, mas os portugueses fizeram rapidamente o 19-21 e depois foi uma troca de pontos até ao 23-25. 2-1 em sets para Portugal.

Portugal entrou no quarto set decidido a fechar o jogo, e fez por isso, estando sempre na frente de forma relativamente confortável, chegando a estar a vencer por 8-14, altura em que o selecionador grego voltou a parar o jogo. De pouco serviu, e Portugal foi mantendo uma vantagem confortável, com o resultado final a ser 25-17.

Portugal está assim a uma vitória da próxima fase. A Roménia, em teoria, é um pouco mais fraca do que esta Grécia, pelo que Portugal tem tudo para estar na próxima fase, bastando uma derrota por 3-2 para que tal aconteça.

Após a vitória frente à Grécia, Portugal precisava apenas de ganhar dois sets frente à Roménia.
Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol

Ondas japonesas deixam Frederico Morais surfar nas Olimpíadas

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Se em 2016 já se tinha feito história para o Surf mundial… então agora foi tempo de Frederico Morais conseguir escrever uma bela página do Surf português. “Kikas”, como é conhecido o surfista, conseguiu uma vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Algo histórico por dois motivos: primeiro porque será a estreia do Surf e segundo pois teremos um português em prova.

No ISA World Surfing Games, em Miyazaki (Japão), havia a possibilidade de quatro surfistas de quatro continentes (África, Europa, Oceânia e Ásia) conseguirem já uma vaga para os Jogos Olímpicos. E foi aqui que Frederico Morais conseguiu concretizar um sonho inesperado.

O português foi o melhor europeu nos Mundiais de Surf, organizados pelo ISA (International Surf Association), onde terminou no sétimo lugar. Foi um sétimo lugar que chegou para ganhar um bilhete para Chiba, a cidade onde o Surf terá oportunidade de se estrear em 2020.

No pódio dos Mundiais ficaram Gabriel Medina, no lugar mais baixo, Kolohe Andino, em segundo, e Italo Ferreira, no lugar mais alto. Os surfistas brasileiros estiveram em grande numa final onde também esteve Shun Murakami, que ficou em quarto. Quanto à classificação por equipas Portugal ficou no 11º lugar e o Brasil foi o grande vencedor.

Um desporto que tem ganho cada vez mais fãs, e praticantes, em todo o país, este é um feito que poderá fazer com que o Surf ganhe ainda mais expressão. Ter a presença de um surfista português no Japão para a primeira vez do Surf nos Olímpicos será, sem dúvida, um motivo de orgulho para todos. E será também uma inspiração para aqueles estão ligados ao desporto ou até mesmo que queiram começar, tal como afirmou Frederico Morais.

 TÓQUIO ABRIU AS PORTAS DO OLIMPO AO SURF

A atribuição da organização ao Japão beneficiou (e muito) o acolhimento do Surf nos Jogos Olímpicos. Por ser cada vez mais praticado e conhecido um pouco por todo o mundo, bem como ter a capacidade para atrair muitos jovens, o Surf foi bem recebido na agenda olímpica. Para além disso, também é popular em terras nipónicas, ou seja, só pontos positivos.

Será uma boa oportunidade para vermos outro tipo de desportos na agenda olímpica visto que entrarão ainda mais quatro (skate, escalada, karaté e beisebol). E este desporto é particularmente competitivo, onde as surpresas podem surgir a qualquer momento e também não há um domínio constante de uma só nação.

Há apenas 40 vagas (20 masculinas e 20 femininas) para preencher para os Jogos Olímpicos em diversas oportunidades para conseguir um bilhete para o Japão. Falando apenas do caso masculino. Neste Mundial houve já quatro apurados: os melhores da Europa, África, Ásia e Oceânia. Para o Mundial 2020 ainda há quatro vagas para os melhores surfistas. Uma vaga nos Jogos Panamericanos e outra para o país anfitrião. As restantes vagas (dez) são atribuídas ao top dez da World Surf League de 2019.

Caso haja sucesso no ano de 2020, porque não continuar com o desporto para os próximos Jogos Olímpicos? É certo que será muito mais complicado em termos de organização do próprio evento, visto que Paris está longe de estar perto do mar… Mas os Estados Unidos em 2028 vão organizar os Olímpicos e será de esperar que os norte-americanos queiram acolher um desporto que é tão popular no país.

Fonte: International Surf Association

Para Portugal será mais uma oportunidade para conseguir implementar mais este desporto na sociedade. Somos um país muito ligado ao mar e sempre aproveitámos da melhor maneira este ponto. A ida de “Kikas” às Olimpíadas vai deixar muitos portugueses colados à televisão para ver a prestação do surfista. O orgulho português falará mais alto e até mesmo os mais desconfiados a mudanças vão receber de braços abertos o Surf em suas casas.

Resta agora esperar por 2020 para ver como tudo será organizado e em especial atenção para o nosso Frederico Morais, que vai, certamente, orgulhar os portugueses com a sua prestação nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. Parabéns, Frederico, por esta vaga história para as Olimpíadas e que as ondas japonesas te deixem brilharem.

Foto de Capa: International Surf Association

Arranca a Liga Europa para os vimaranenses!

Depois de ter conseguido os primeiros três pontos na Primeira Liga, o Vitória SC tenta agora a mesma façanha, desta feita na Bélgica, contra o Standard de Liège. Já os homens da casa, depois de terem garantido o primeiro lugar da liga doméstica – à condição, porque o Club Brugge tem menos um jogo –, procuram entrar com o pé direito, frente aos seus adeptos e (teoricamente) contra o adversário mais fraco, quando comparado com os outros dois.

Posto isto, ambas as equipas vêm de resultados positivos: o Vitória SC venceu por 5-1 no D. Afonso Henriques e o Stantard de Liège ganhou, fora de casa, ao Oostende (1-4). Esta será uma partida que previsivelmente destacará as características ofensivas de ambas os intervenientes, porque é aí que estão os seus melhores jogadores. Davidson (que vem “descansado”, depois de cumprir castigo), Rochinha, André Pereira, Lucas Evangelista e Alexandre Guedes são setas apontadas à baliza dos belgas. Já do outro lado, atenção à qualidade de Mehdi Carcela-Gonzalez (ex-SL Benfica), Lestienne, Limbombe e Emond. Orlando Sá, o único português no plantel, continua a recuperar de lesão.

ACHAS QUE O VITÓRIA SC TEM ARGUMENTOS PARA VENCER? ENTÃO, APOSTA JÁ!

Ambas deverão entrar em campo com a sua tática favoritas: 4-3-3, embora com nuances diferentes. No caso dos vimaranenses, será com um médio de cariz mais defensivo, um oito “box-to-box” e depois um terceiro elemento, funcionando mais de ligação direta com os atacantes. No caso do Standard de Liège, será com um meio-campo mais defensivo, com dois pivôs mais fixos no terreno, a arriscar pouco, e um terceiro que fica com a capacidade de ligar a defesa ao ataque e que faz precisamente o contrário dos seus guarda-costas. Aliás, este deve ser mesmo o jogador mais perigoso dos belgas, que será (aposto eu) Anthony Limbombe.

Standard de Liège em campo, na última vitória forasteira da equipa
Fonte: Standard de Liège

Se tivesse de apostar neste jogo, diria que estou à espera de golos. Estamos a falar de um relvado em boas condições (algo de que os dois conjuntos gostam), espaços para atacar – porque ambas têm dificuldade no processo defensivo –, num jogo onde acho que há pouca ou nenhuma pressão: qualquer uma das equipas não é favorita a passar, relegando essa pasta para o Arsenal e para o Eintracht de Frankfurt.

Dito isto, a minha opinião é que o Vitória SC nada deve, em termos de qualidade, aos seus oponentes. Vou até mais longe: se funcionarem em equipa e tiverem atenção à profundidade dos extremos e ponta-de-lança do Standard, podem claramente vence-los, apesar de jogarem fora de casa. Agora, tudo vai depender das mexidas dos treinadores – podem aproveitar para rodar alguns elementos – e claro, do elemento “sorte”.

O Standard de Liège vs Vitória Sport Clube decorre amanhã, dia 19 de Setembro, pelas 17h55, o “primeiro” horário da Liga Europa. À mesma hora joga o Sporting CP, enquanto no horário das 20h, entram em campos os outros dois portugueses: FC Porto e SC Braga.

Foto de Capa: Vitória SC

Um objetivo com a primeira paragem no Estádio Molineux

É já esta quinta-feira que o SC Braga inicia a sua campanha na Liga Europa. Quis a sorte, ou não, que o primeiro embate fosse frente à equipa estrangeira com mais portugueses no plantel: o Wolverhampton Wanderers. Para além da formação inglesa, os Arsenalistas lutarão com os turcos do Besiktas e ainda com o Slovan Bratislava por uma vaga na próxima fase da competição.

Após um inicio de época tremido – com três derrotas nos primeiros cinco jogos da Primeira Liga – a equipa liderada por Sá Pinto vai em busca de um começo diferente nas competições europeias. Pelo caminho vai encontrar uma equipa que tem tido um percurso semelhante na Premier League – com três empates nos primeiros cinco jogos, mas sem qualquer vitória até ao momento. Por isso, será um jogo onde ambas as equipas vão querer mostrar o seu real valor e reverter esta fase menos positiva.

DEPOIS DO DESAIRE EM SETÚBAL, ACREDITAS NUMA VITÓRIA DOS BRACARENSES? DIZ-NOS E APOSTA JÁ!

A jogar em casa, diante dos seus adeptos, a equipa comandada por Nuno Espírito Santo não costuma ser presa fácil para os seus oponentes. Uma formação que se adapta bem aos jogos em que os adversários assumem a posse, aproveitando as falhas na construção para sair em transições rápidas, terá neste jogo um desafio diferente: controlar a partida. Este facto deve-se não só à pressão que tem para ganhar o jogo, mas também para, em sua casa, mostrar uma faceta diferente daquela que tem mostrado nas competições internas.

Irá ser um duelo entre treinadores portugueses onde Sá Pinto comandará as cores da equipa portuguesa
Fonte: SC Braga

O SC Braga entrará em campo também pressionado pelos últimos resultados e, certamente, com o desejo de alterar esta situação. Para isso, terá de ser uma equipa sólida defensivamente e de aproveitar ao máximo os erros do adversário. Apesar da urgência de bons resultados, os “Gverreiros” do Minho sabem da qualidade do seu oponente e que este é, em perspetiva, o jogo mais complicado do grupo, por isso qualquer que seja o desfecho da partida, importa destacar que esta é só a primeira jornada.

Falando sobre os pontos a favor e contra que cada equipa pode ter à partida, é de realçar a vantagem que a formação dos Wolves tem pelo facto de a sua equipa ser constituída por uma equipa técnica portuguesa e por um grande número de jogadores lusos ou que já passaram pela Primeira Liga. Tal como referiu Adama Traore numa entrevista recente ao site do clube, este fator traz-lhes um maior conhecimento sobre o campeonato português e sobre a equipa do SC Braga.

Apesar deste conhecimento que o Wolverhampton possui, se falarmos de experiência, a balança tende a pender para o lado da equipa portuguesa. Finalista vencido desta competição na época de 2010/11, a experiência do SC Braga contrasta com a inexperiência dos ingleses que há trinta e nove anos não marcavam presença nas competições europeias.

O jogo que contará com a arbitragem do dinamarquês, Jakob Kehlet, será disputado no Estádio Molineux às 20h portuguesas.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers

 

 

Que papel para Nakajima?

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De um modo geral, tem sido um arranque auspicioso para a maioria dos reforços do FC Porto. Uribe pegou de estaca no meio campo e já mereceu, inclusive, os pouco habituais elogios públicos do treinador, Marcano assumiu, sem surpresas, o seu posto no centro da defesa, Marchesín, pode dizer-se, fez esquecer Iker Casillas num par de jogos, Zé Luís trouxe os golos que vão faltando a Soares e Luís Diaz, desconcertante ala colombiano, é dono e senhor da banda esquerda.

Pelo lado mais negativo importa apontar os nomes de Saravia, que ainda não mostrou argumentos suficientes para ganhar a corrida pela lateral direita da defesa e de Nakajima que, por entre o nascimento do filho e as opções do treinador, poucas oportunidades tem tido para mostrar o seu valor.

Ora, é precisamente sobre o nipónico que incide o artigo de hoje. Depois do jogo do passado domingo em Portimão, Sérgio Conceição dirigiu-se ao jogador visivelmente irritado e colocou o nome do japonês na ordem do dia. Nakajima foi o reforço mais caro da época. Custou 12M€ à SAD azul e branca mas chegou ao clube num negócio avaliado em 24M€, uma vez que o FC Porto apenas comprou metade dos seu direitos económicos. Parece-me, a mim, um negócio, no mínimo, arriscado para um jogador que apenas se destacou, muito é verdade, a jogar no SC Portimonense, sem experiência de clube grande e com claras debilidades no momento defensivo. No entanto, é um jogador de inegável qualidade e que poderá aportar fantasia, golo e qualidade de passe ao jogo do FC Porto, assim Sérgio Conceição o entenda.

Mas afinal que papel e que espaço poderá ter Nakajima no onze do FC Porto? Sabe-se que a sua posição preferencial, ou pelo menos aquela onde se destacou em Portimão, é a de extremo esquerdo. É a jogar nesta banda que se sente mais confortável, partindo da ala para o centro, privilegiando os movimentos interiores, e deixando, desta forma, a exploração do corredor a cargo do lateral. Foi, aliás, a partir da esquerda que Nakajima se apresentou a bom nível na seleção do seu país nesta última paragem para seleções. No entanto, Luís Díaz, jogador que tem vindo a alinhar nessa posição, parece encher as medidas a Sérgio Conceição e, a julgar pelas suas recentes exibições, não parece que venha a dar tréguas na luta pelo lugar, pese embora as suas limitações no momento da decisão.

Outra possível solução para o japonês poderia ser a zona central do terreno. Ainda assim, e embora considere que seria a melhor solução para o jogador e para o jogo do FC Porto, muito dificilmente Sérgio Conceição se prestará a subtrair um dos avançados (Zé Luís ou Marega) para colocar Nakajima no apoio a um deles. Está visto que o estilo do técnico portista irá sempre sobrepor a potência e a profundidade ao toque curto e circulação.

Zé Luís e Luís Díaz têm estado em destaque e não desarmam na luta por um lugar no onze
Fonte: Bola na Rede

Resta, portanto, a opção de encostar Nakajima à direita, posição que vem sendo ocupada por Romário Baró e que tem Corona como solução mais evidente assim que algum dos laterais direitos do plantel se chegue à frente. Todavia, colocar o jogador nesta posição seria um duplo erro. Por um lado, iria prejudicar a equipa, por outro, iria queimar o jogador. A falta de vocação de Nakajima para este posto é demasiado evidente e tirá-lo da zona de conforto poderia contribuir para o descrédito do jogador aos olhos dos adeptos e para aniquilar, ainda mais, os seus níveis anímicos. A menos que se encontre uma solução na qual lhe seja permitido passar a maioria do tempo na zona central, fugindo à armadilha do corredor direito, não me parece que esta seja a melhor solução.

No entanto, independentemente do espaço do terreno que pudesse vir a ocupar, parece evidente que Nakajima não oferece à equipa, no imediato, aquilo que Sérgio Conceição pretende. Descordando eu, veementemente, da atitude do treinador do FC Porto (veremos se não terá consequências gravosas na gestão do balneário) no final do encontro frente ao Portimonense, não posso deixar de compreender os motivos da sua insatisfação. O nipónico entrou no jogo displicente e cometeu erros de palmatória no capítulo defensivo. Ora a surgir em pressão em terrenos que não os seus ou a falhar na marcação ao lateral contrário, Nakajima esteve desastroso no momento defensivo. A agravar toda a situação, o japonês foi errático com bola e acabou a prejudicar a equipa dada a facilidade com que perdia a posse de bola em zonas proibidas. Isto torna-se mais difícil de compreender num jogador a quem o clube e o treinador e o clube deram a mão num momento delicado da sua vida e de quem se esperava uma atitude mais competitiva até como forma de agradecimento.

Apesar do seu enorme talento, Nakajima terá que perceber rapidamente as dinâmicas da equipa e, acima de tudo, inteirar-se definitivamente do modo de trabalhar do seu novo treinador. Está visto que o elevado preço pago pela sua contratação não será suficiente para lhe garantir um lugar no onze. Quanto a Sérgio Conceição terá que gerir esta questão com pinças. É um ativo demasiado caro e valioso para ser desperdiçado e não é com chacinas na praça pública que o jogador recuperará a confiança que parece perdida. Em último caso, se Nakajima falhar, parte da culpa terá que ser assacada ao treinador que não conseguiu, por via do treino ou do discurso, dotar um jogador talentoso de maior disciplina tática e incutir-lhe os seus princípios de jogo. Neste momento, enquanto líder, cabe a Sérgio Conceição reabilitar o jogador e não o deixar cair neste momento difícil. A qualidade está lá e é responsabilidade da equipa técnica garantir que esta é posta em campo ao serviço e em benefício do coletivo.

Assim, para concluir, não se afigura fácil o caminho de curto prazo de Nakajima no FC Porto. Resta-lhe trabalhar com afinco, debelar as suas lacunas e aguardar uma nova oportunidade que certamente chegará para demostrar toda a sua, inegável, qualidade.

Foto de capa: FC Porto