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Alerta Tacuara

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Cardozo parece estar enfim recuperado – quase três meses e 13 jogos separaram o paraguaio dos relvados. Lesionou-se frente ao Sporting, a 9 de Novembro, em jogo a contar para a Taça de Portugal. Titular indiscutível no Benfica, o “Tacuara” não sai do clube da Luz por nada (se depois do episódio da Taça de Portugal do ano passado não saiu, então Cardozo está de pedra e cal no clube encarnado). E, agora, um dos avançados mais temidos do nosso campeonato está de volta. Será só voltar a ocupar a posição?

Desde que Cardozo deixou de alinhar na equipa do Benfica, algumas alterações se verificaram no onze e na dinâmica do grupo. Comecemos por Rodrigo. Não podemos dizer que o jovem avançado “apareceu” agora, mas teve agora uma luxuosa oportunidade de afirmar a sua qualidade, com um excelente momento de forma que teve início quando o paraguaio deixou de entrar nas contas de Jesus. Rodrigo despertou os olhos da Europa com as suas fantásticas exibições, com a sua veia goleadora, com raça e com luta. Foi uma estrelinha que tardou a chegar, mas que finalmente encontrou o brasileiro naturalizado espanhol. Uma estrelinha que Rodrigo merecia encontrar. Outra alteração significativa aconteceu na baliza. O responsável pelas redes da “gaveta” do Benfica, quando Cardozo deixou de jogar, era um e, agora, no momento de voltar, é outro. Oblak é, agora, o “patrão” da baliza encarnada e tem um registo intocável – o esloveno não sofreu ainda um único golo de águia ao peito. Mas que quero eu dizer com isto? Que Cardozo não vai mais tirar o lugar a Rodrigo? Que a dupla Rodrigo-Lima é mais eficaz do que qualquer outra dupla em que se inclua o paraguaio? Que será Lima a ceder o seu lugar a Cardozo? E Oblak, que relação tem com os avançados?

O Tacuara está de volta, em vésperas de embate com o Sporting – o leão que se cuide Fonte: Público
O Tacuara está de volta, em vésperas de embate com o Sporting – o leão que se cuide
Fonte: Público

Aquilo que pretendo vincar é, na verdade, bastante genérico. Sou do Sport Lisboa e Benfica de coração e se há vitórias que quero ganhar são as do meu clube. Como escrevi aqui, na semana passada, acima do Benfica não está nem pode estar nenhum jogador, nenhum treinador, nenhum dirigente – não é por eles que vamos à bola. O Benfica somos nós: uns cumprem na bancada, outros cumprem no relvado, mas nenhum está acima do outro. O que quero dizer com isto é que Cardozo tem lugar no Benfica se o seu contributo for maior do que o de Rodrigo ou Lima, e o mesmo acontece com estes últimos. Cardozo tem lugar no Benfica se compreender melhor o sistema táctico ou se se enquadrar melhor nele, se for uma arma mais perigosa, se desequilibrar mais as estratégias adversárias, se agarrar dois centrais com mais eficácia. No entanto, o contrário também pode acontecer, porque os milhões não devem falar dentro de campo. E sim, caro leitor, eu acho que Cardozo tem lugar no Benfica. Não por ser o “Tacuara”, mas por ser quem me deixa mais perto das glórias do meu clube. Não fosse esse o meu pensamento e, ainda hoje, queria ter o Rui Costa de águia ao peito.

Balls in the net

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relacionamentodistancia

Confesso que é com algum desprazer que escrevo o artigo de hoje. Ainda à boleia da palhaçada (prometo que vou tentar pensar num termo melhor) que se passou na fase de grupos da Taça da Liga, o espaço Bola na Rede tornou-se numa espécie de recreio de escola primária de aldeia remota.

Após um merecido facelift ao design do site (parabéns a quem de direito), engane-se o utilizador que, inocentemente, poderá pensar que alguns artigos publicados recentemente foram colocados na categoria errada. Muito se escreve sobre o Sporting na página do FC Porto, demasiado mesmo. Porquê, não sei. Sei duas coisas…:

Sei que, sendo alguém convidado para escrever uma rubrica sobre o seu clube e esse alguém não ser capaz de arranjar nada para dizer sobre o mesmo, das duas uma: ou algo de muito sério se passa com o clube ou então algo de ainda mais grave se passa com o redactor.

Sei que insultar pessoas que perdem tempo (sim, “perdem” neste caso é o verbo mais correcto) a ler e a comentar aquilo que escrevemos é provavelmente a coisa mais atrasada mental a fazer por alguém que, vá-se lá saber porquê, de repente tem um espaço para expressar a sua opinião, e não é capaz de ler e engolir opiniões diferentes das suas – porque desde que angariemos muitos “likes” podemos ser todos o próximo Luís Freitas Lobo.

As minhas desculpas, em nome do Bola na Rede, ao Henrique Buescu e outros que foram menos bem tratados.

Passando à frente.

Esta semana está interessante no que diz respeito ao mercado. Confirma-se a activação da opção de compra de Fredy Montero, até 2018, por um valor a rondar os dois milhões de euros. Shikabala, Dramé e Matias Perez vêm reforçar os plantéis A e B, os dois primeiros a custo zero e Perez por empréstimo. Falando nos dois primeiros, são atletas reconhecidos como extremamente talentosos mas ambos tiveram problemas disciplinares no passado. Matias Perez, de apenas 20 anos e 1,93m de altura, deu nas vistas campeonato sul-americano de sub-20 e estava a ser seguido por muitos clubes, entre os quais Benfica e Porto. Os três novos Leões têm agora a oportunidade de mostrarem aquilo que valem neste Sporting de cara lavada.

Também esta semana, sopraram-se velinhas de parabéns a Augusto Inácio e Paulinho. Enormes Sportinguistas, enormes profissionais. Os meus enormes Parabéns.

E só uma nota final que merece ficar esclarecida. Eu não sou imparcial. Nunca fui. Nunca o afirmei ser. Nunca quis dar a entender que o fosse. Se eu fosse imparcial e de facto me apresentasse como tal, não só estaria a ser eticamente correcto como também responsável pelas as minhas opiniões. Se eu me apresentasse como imparcial e depois publicamente “cuspisse” nesse próprio termo através das minhas opiniões, então poderia ser correctamente apelidado de hipócrita. E se, de facto, fosse um hipócrita, e alguém me chamasse hipócrita, chamar-me hipócrita não seria um insulto, seria uma observação. Uma das boas, por sinal.

O histórico dérbi de Itália

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No contexto futebolístico, a palavra dérbi remete-nos, desde logo, para um embate entre duas equipas que pertencem à mesma cidade ou região. Exemplos disso são os nossos bem conhecidos Benfica vs Sporting ou Vitória de Guimarães vs Braga, que estão associados a Lisboa e ao Minho, respectivamente.

Contudo, em Itália, o dérbi extravasa os limites de uma cidade ou região para se estender a todo o território nacional. Juventus e Inter de Milão protagonizam o aclamado e histórico dérbi de Itália. Já no próximo Domingo, dia 2 de Fevereiro, os dois clubes irão defrontar-se pela 216ª vez na sua história, num embate marcado para Turim e que faz parte do elenco da 22ª jornada da Serie A.

O primeiro capítulo desta já longa história de dérbi de Itália foi escrita há mais de 100 anos. A data de 12 de Novembro de 1909 ficará marcada, para sempre, como o pontapé de saída nos duelos entre bianconeri e nerazzurri. O termo “Dérbi de Itália”, contudo, só viria a saltar para a boca dos apaixonados do futebol muitos anos mais tarde, mais concretamente em 1967, quando o jornalista italiano Gianni Brera ousou denominar de dérbi este encontro entre Juve e Inter.

Foi no período entre a I e a II Guerra Mundial que o dérbi Italiano ganhou uma expressão que fez dele um dos duelos mais apetecíveis do futebol europeu. Recorde-se que Itália sagrou-se campeã do Mundo precisamante nesta era, mais concrectamente em 1930 e 1934. Dois obreiros desses títulos mundiais foram os capitães de Juve e Inter naquela altura. Giuseppe Meazza equipava pela formação de Milão, ao passo que Giampero Combi capitaneava a equipa de Turim. Dois históricos, dois homens fundamentais para o futebol transalpino e para as equipas onde jogaram, fazendo com que o dérbi ganhasse esta conotação de maior duelo futebolístico daquele país.

Guiseppe Meazza (à direita), num dos muitos dérbis de Itália que jogou / Fonte: Wikipédia
Guiseppe Meazza (à direita), num dos muitos dérbis de Itália que jogou
Fonte: Wikipédia

Passados todos estes anos, a estatística sorri à Juventus, que venceu 94 dos 215 jogos realizados. O Inter soma 67 vitórias, ao passo que o número de empates é de 54. Dos 575 golos marcados neste dérbi, 306 foram obtidos pela equipa de Turim, ao passo que os milaneses “apenas” somaram 269. É também a Juve que domina no que a goleadas diz respeito, já que, em 1961, logrou vencer o seu rival de sempre por uns expressivos 9-1.

As últimas épocas têm confirmado este ascendente bianconero, apesar de o último jogo entre estas duas formações ter ditado um empate a uma bola. Mauro Iccardi, para o Inter, e Arturo Vidal, para a Juventus, foram os autores dos dois últimos golos do dérbi de Itália, que volta já este Domingo.

 

Vidal a ganhar um lance a Alvarez e Taider, no último dérbi de Itália / Fonte: http://www.cbc.ca/sports
Vidal a ganhar um lance a Alvarez e Taider, no último dérbi de Itália
Fonte: cbc.ca/sports

A jogar em casa e com surpreendentes 23 pontos de vantagem sobre o Inter, a bicampeã Juventus parece ser claramente favorita para esta partida que se avizinha. O domínio claro do campeonato por parte da formação de Antonio Conte tem contrastado com o péssimo registo da equipa de Walter Mazzarri, que, ainda há uma semana, empatou, em casa, perante o lanterna vermelha Catania.

Mas o dérbi de Itália é muito mais do que uma simples partida de futebol. É, acima de tudo, um encontro onde o peso histórico joga e onde todos os intervenientes sonham fazer parte como um dos protagonistas. De Meazza a Zanetti, de Combi a Buffon, a história escreve-se, ano a ano, sempre com capítulos diferentes, mas sempre com a mesma vontade de triunfar por parte dos dois emblemas. Que seja um grande jogo de futebol, no dérbi do país europeu com mais títulos mundiais.

Staminal Wawrinka: chegou a hora do patinho feio suíço

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cab ténis

Stanislas Wawrinka, também conhecido como Staminal Wawrinka pelas horas que aguenta em court, venceu o Australian Open 2014, vencendo o todo-poderoso Rafael Nadal e conquistando assim o primeiro Grand Slam da sua carreira.

Já aqui teci, neste mesmo espaço, muitas considerações acerca de Stanislas Wawrinka. Sou um confesso admirador do seu jogo, da sua pessoa e da sua história enquanto profissional do ténis. Wawrinka foi aquele que viveu na sombra de Federer, sem por isso reclamar, tendo até conquistado uma medalha de ouro olímpica ao lado do seu compatriota.

Wawrinka foi aquele que deixou a sua mulher e a sua filha para se dedicar inteiramente à sua carreira enquanto tenista. Há quem o critique, há certamente, mas eu não serei um deles. O resultado está à vista. O ex-nº2 suíço tem uma das esquerdas mais vistosas do circuito mundial, tem um lugar entre os três melhores do mundo e tem o seu nome para sempre marcado na história do ténis mundial. Se há sacrifícios que valem a pena, este é certamente um deles.

O tenista suíço está agora a atravessar a melhor fase da sua carreira e, embora já não vá para novo, Wawrinka atravessa aquele momento em que sabe que é temido por todos, em que sabe que sempre que entra em campo, seja qual for o adversário, a vitória pode cair para o seu lado. Basta acreditar e lutar como Stan the Man o tem feito ao longo dos encontros.

Wawrinka conquistou o primeiro Grand Slam da sua carreira  Fonte: China Daily
Wawrinka conquistou o primeiro Grand Slam da sua carreira
Fonte: China Daily

Embora não seja um dos quatro mosqueteiros do ténis (Nadal, Djokovic, Murray e Federer), Wawrinka está no meio deles e, numa fase em que Roger Federer está longe de ser o que era, Wawrinka tem sido o grande porta-estandarte do ténis suíço no circuito mundial.

Stanislas Wawrinka está “aí para as curvas” e este será certamente, o grande ano do suíço. E por falar em Wawrinka, que venceu recentemente o Portugal Open, surgiu nos últimos dias uma notícia que entristeceu os fãs do ténis em Portugal: João Lagos afirmou que lhe falta 60% do orçamento necessário para levar a cabo mais uma edição do Portugal Open, isto quando estamos a pouco mais de três meses do início do torneio. Não há jogadores, não há estrutura, não há bilhetes à venda. Dificilmente se conseguirá pôr este Portugal Open de pé e, anos depois de ter “encerrado” o Vale do Lobo Grand Champions, 2014 pode marcar o afastamento definitivo de Portugal do circuito mundial de ténis.

Custa ainda mais num ano em que João Sousa venceu um torneio do circuito mundial e em que Portugal, com Nuno Marques à cabeça, quer subir de grupo na Taça Davis. Assim será mais difícil ainda. No entanto, e porque em cada fã português de ténis está um hipotético director de prova do Portugal Open, num outro artigo dissecarei aqui quais as minhas medidas para recuperar o mítico torneio tenistico português.

Aconteça o que acontecer, Portugal tem uma dívida eterna para com João Lagos. Obrigado, Sr. Ténis!

Novo record já para este fim-de-semana?

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cab Surf

Fez no passado dia 28 de Janeiro um ano desde que o havaiano Garret McNamara apanhou a maior onda de sempre. Onda essa que rebentou na costa portuguesa, mais propriamente na Nazaré, com cerca de 30 metros de altura e que levou Portugal aos confins do mundo.

Com uma tempestade marítima prevista já para o próximo fim-de-semana, a Nazaré volta a ser palco de mais um espetáculo oferecido pela mãe natureza. Um espetáculo que já começa a ser habitual no país luso e que reúne centenas de portugueses e estrangeiros. Será que um ano depois o havaiano conseguirá bater novo record? Garret, que já se encontra em Portugal, afirmou que vai entrar sem expectativas e o que tiver de acontecer, acontece.

O que é facto é que os fotógrafos já estão quase a postos para a corrida à melhor fotografia que correrá mundo. Tal como estes, os media também fazem os seus preparos para divulgarem no planeta inteiro.

Previsão para o próximo fim-de-semana Surftotal.com
Previsão para o próximo fim-de-semana
Fonte: Surftotal.com

Com o mau tempo que se fez sentir em quase todo o mês de Janeiro, o período de espera do SUMOL NAZARÉ SPECIAL EDITION POWERED BY ZON 2014 foi alargado por mais 10 dias. Anteriormente, o período era entre 3 e 30 de Janeiro. Agora, estender-se-á até dia 9 de Fevereiro. Uma vez que até agora as condições não foram consideradas perfeitas, a organização tomou esta decisão para que o evento se realize com as condições épicas e seguras.

Este fim-de-semana realiza-se o primeiro estágio da seleção nacional de surf na cidade que acolhe uma das etapas do WCT, Peniche. O grande objectivo é a convocação das jovens promessas para representar Portugal no campeonato do mundo júnior. Alguns dos surfistas presentes neste primeiro estágio são: Vasco Mónica, Guilherme Fonseca e João Moreira.

O Sistema do Choro

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dosaliadosaodragao

Por mais que a minha preferência vá para a discussão sobre o jogo – o verdadeiro! – que se desenrola dentro das quatro linhas relvadas, certas vezes temos de abrir excepções. Esta semana, exactamente, assistimos a uma situação que, mais do que qualificar, merece preencher esse conceito de excepção.

Por entre factos e conjecturas, suposições e esquecimentos, o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, disparou em todas as direcções no final do Penafiel-Sporting, encontro que o seu clube até venceu por 1-3. Motivação? O facto nº 1: o Sporting foi incapaz, no total das três jornadas da 3ª fase da Taça da Liga, de marcar mais golos do que o FC Porto. Mesmo depois da goleada infligida aos Dragões, naquele 0-0 em Alvalade, o Sporting terminou com 7 pontos (os mesmos que o FC Porto) mas com 6 golos (menos um do que o Tri-Campeão nacional).

Haveria então Bruno de Carvalho, o novo ícone de um emblema renascido das cinzas, de, em mais uma mítica conferência de imprensa, justificar a eliminação do clube a que preside com dois factos (segundo Bruno): um penalty inventado no último minuto do jogo do Dragão e a circunstância de o FC Porto-Marítimo ter começado desfasado em quatro minutos em relação ao Penafiel-Sporting, argumentando que no momento do apito final do encontro em Penafiel o Sporting estava apurado. Desprezando as ironias, os sarcasmos e os clichés habituais, é uma linha argumentativa interessante vindo de alguém que costuma invocar a idade e estado físico-intelectual de seu pai para atacar os que com ele partilham a similitude geracional.

Voltemos, então, e de novo, aos factos (segundo Bruno). Para o Presidente do Sporting, o lance que envolveu Ghilas e Igor Rossi só poderia redundar em castigo máximo utilizando o “’intensómetro’ criado pelos “senhores inteligentes”. É normal que Bruno tenha alguma dificuldade em compreender que um lance destes pode dar azo a grande penalidade, uma vez que o argelino do FC Porto não se encontrava entre a linha de fundo e os placards publicitários; de todo em todo, não vi ninguém ter opinião divergente da de Manuel Mota – diria mesmo que é um daqueles casos que, de tão inequívoco que é, deixa – quem o invoque – mal na fotografia.

Prosseguindo no show de Penafiel (com continuação ao longo dos últimos dias através de capas e comunicados), o Presidente do Sporting invoca o atraso no começo do jogo FC Porto-Marítimo em relação ao disputado em Penafiel. Mesmo não sendo o referido atraso de quatro minutos (na realidade, foi de 2m47s), é óbvio que os jogos deveriam ter começado à hora marcada. Como deve ser sempre, aliás.

Os atrasos de Ontem I  Fonte: Mais Futebol
Os atrasos de Ontem I
Fonte: Mais Futebol

Mas depois chegamos ao momento em que surgem as conjecturas, as suposições e os esquecimentos. O “intensómetro”, segundo Bruno, que teria de ser utilizado para descortinar o penalty sobre Ghilas caiu no goto (tal como a referência ao quarto golo portista diante do Penafiel obtido, inquestionavelmente, em fora-de-jogo); mas, com tanta assertividade, esperava de Bruno – um defensor veemente da verdade desportiva – uma referência à grande penalidade que ficou por marcar por falta de Igor Rossi sobre Carlos Eduardo ao minuto 56. Ou ainda uma pequena alusão aos dois penalties não assinalados a favor do Marítimo no jogo diante do Sporting (por Dier, ao minuto 30, e por Slimani, ao minuto 70) em pleno Alvalade. Ou mesmo uma menção à forma peculiar como Carlos Eduardo foi expulso no clássico de Alvalade. Neste ponto, confesso a minha desilusão.

No entanto – e dado que a referência ao lance de Ghilas não ‘colou’, de tão patética que foi –, a questão centrou-se em torno da celeuma do atraso. Segundo Bruno, estamos perante “coincidências que sempre acontecem” ou “mais uma jogada de mestre sempre na mesma lógica, de não olhar a meios para atingir os fins pretendidos”. Dado que o Marítimo pouco incomoda o Sporting (ao contrário da época passada…), as palavras parecem ter um alvo bem definido: o FC Porto. Ora, com tantas sentenças atiradas para o ar, ainda ninguém conseguiu responder a uma simples e tão óbvia questão: é o FC Porto o culpado pelo atraso no início do jogo (atrasos que, bem ou mal, sempre vão acontecendo em todo o tipo de competições, em todo e qualquer estádio)? Todavia, concedo: se se provar que sim, puna-se! Se houver dolo associado, ainda mais, tal como dita o artº. 116º do Regulamento Disciplinar da LPFP. Contudo, esta teoria da conspiração não fica abalada quando percebemos que, aquando do reatamento do jogo, a primeira equipa a surgir no relvado do Dragão para iniciar a segunda parte foi, precisamente, a do FC Porto? Então no começo da partida tinha interesse em atrasar e, ao intervalo, com um resultado que lhe era desfavorável (1-2), já tinha por vontade comparecer em tempo adequado para o reatar da segunda parte?

Neste pequeno vídeo fica claro, a partir do minuto 1:12, qual foi a primeira equipa a subir ao relvado do Dragão para iniciar a 2ª parte do encontro (25 segundos após o fim do tempo regulamentar do intervalo). Creio, ainda assim, que Bruno há-de ter uma qualquer teoria sobre isto, por certo.

Os atrasos de Ontem II  Fonte: TSF
Os atrasos de Ontem II
Fonte: TSF

Mais, toda esta sequência de argumentos desemboca numa conclusão interessante. Segundo Bruno, no momento do apito final em Penafiel, o Sporting estava nas meias-finais da Taça da Liga. No fundo, a reclamação do Presidente do Sporting prende-se com o desenlace das partidas. Mas, afinal, pelo facto de duas partidas começarem em simultâneo, isso significa, per si, que elas tenham de terminar também ao mesmo tempo? Calculo que Bruno prefira assistir aos jogos do Sporting do que aos do FC Porto (esta época, até eu, confesso), contudo a realidade é que o jogo do Dragão não deveria ter acabado depois do encontro de Penafiel. Na verdade, deveria ter terminado muito tempo depois! A segunda parte do FC Porto-Marítimo foi repleta de paragens e interrupções, quase sempre provocadas por jogadores do emblema insular (desde lesões do guarda-redes, ao lateral direito que se lesiona fora de campo mas, percebendo-o, dá uma cambalhota e volta ao recinto de jogo até à demora na saída de campo aquando das substituições), pelo que o tempo suplementar indicado pelo árbitro deveria ter sido bem mais largo do que os quatro minutos concedidos.

Centremo-nos, ainda e sempre, no essencial. Já aqui o disse e reitero: se se provar que o FC Porto actuou de maneira premeditada e consciente por forma a atrasar o arranque da partida com o intuito de prejudicar o Sporting (em suma, dolosamente) deve ser punido – e tão-só porque as regras devem ser cumpridas. Agora, e independentemente desta questão, de forma objectiva: haverá uma relação causa-efeito entre estes dois factos? Haverá um nexo de causalidade? Ou seja, alguém acredita que o FC Porto só venceu o Marítimo por 3-2 porque o jogo entre estes dois clubes se iniciou às 20:47? O FC Porto decidiu jogar poucochinho (talvez o sufixo ‘-inho’ seja demasiado exuberante para este FC Porto) e, no meio da anarquia táctica, em tempo de descontos, aos trambolhões, apenas logrou obter um penalty que, por acaso, lhe deu a vitória e a qualificação porque a bola começou a rolar mais de dois minutos e meio depois da hora suposta? É isso?

A cada ponto perdido, a cada eliminação, enfim, a cada desaire, lá surge Bruno com acusações tão gratuitas quanto fortuitas, sempre contestando e culpando essa entidade metafísica chamada de ‘Sistema’. Percebemos, pois, a cada intervenção sua que também ele tenta instituir um sistema muito próprio: o do choro. Ou a percepção de que – pelo menos por agora – vais continuar a ser segundo, Bruno

A potência de Manchester

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É oficial: a força que assola o futebol mundial e que ameaça, como Ícaro, voos mais altos esta época passou para o primeiro lugar no campeonato às custas de um Tottenham um tanto quanto passivo em White Hart Lane: 1-5 resultado final. E não digo que a culpa seja de facto dos homens previamente comandados por Villas-Boas. A culpa, para mim, é mesmo da máquina de futebol ofensivo do Manchester City, que já deu provas de que consegue golear qualquer adversário, seja em que campo for. Tendo, inclusive, perdido apenas um jogo nos encontros com os 3 primeiros – contra o Chelsea.

Os principais concorrentes pelo título do principal escalão do futebol inglês, na sua maioria, já provaram do veneno que a equipa da cidade de Manchester distribui sob a forma de goleadas. Confirma-se, portanto, o que todos esperavam. O City é primeiro, agora resta saber se há quem lhe bata o pé e não se contente com um desfecho provável, o de a equipa de Pellegrini ser, de facto, campeã. Para isso, há um rol de equipas que se estende, a meu ver, pelo menos até ao 4º lugar que se pode intrometer nas contas pelo campeonato desta temporada.

No segundo lugar, a apenas um ponto, vem o Arsenal. Pretende recuperar agora a liderança, embora tenha um calendário extremamente complicado nos próximos dois meses, onde, entre outros jogos, tem que medir forças com Liverpool, United, Tottenham, Chelsea e City. Ou seja, muito provavelmente o sucesso ou o insucesso da campanha dos Gunners na Premier League ficará definido com o desempenho da equipa nos próximos dois meses.

Conseguiram os Gunners  voltar à liderança? Fonte: soccerlens.com
Conseguirá Wenger voltar a ser campeão inglês?
Fonte: soccerlens.com

No terceiro lugar, a 3 pontos, vem o Chelsea. E com o Chelsea vem, inevitavelmente, o nome de Mourinho. Mourinho, que nos brindou esta semana com uma conferência de imprensa no pós Chelsea–West Ham “à Mourinho”, acusando a equipa dos Hammers de defender com  onze e de perder tempo do primeiro ao último minuto. Sejam as teorias do técnico português fundamentadas ou não, o que é facto é que o Chelsea perdeu 2 pontos que se podem revelar cruciais nas contas finais. Esperamos para ver. Agora com a integração de Matic e, provavelmente, Salah no onze londrino, veremos até onde o Chelsea poderá chegar nesta primeira época de Mourinho de volta ao clube. (Nota: Ter em mente que as equipas de Mourinho atingem o pico na sua segunda época à frente do clube.)

Por último, nesta pequena lista de candidatos, em quarto lugar vem o Liverpool.  Já a uma distância considerável (7 pontos), é a casa de um dos mais mortíferos avançados da actualidade: Suarez – tem “carregado” o Liverpool ao longo da época. Não sozinho, como é óbvio, mas se o jogador conseguir manter o nível exibicional que tem demonstrado, por que não sonhar com lugares cimeiros? O histórico Liverpool parece reerguer-se das cinzas feita fénix e a razão reside em Suarez. Esperemos, para bem do Liverpool e do futebol, que não se lesione.

Suaréz
Suaréz carrega o Liverpool na luta pelo título
Fonte: premierleaguebrasil.com.br

Para concluir esta reflexão, as exibições e consequentes goleadas do Manchester City deixam um sério aviso à equipa que vão defrontar para a Liga dos Campeões e que dominou o panorama internacional num passado recente – o Barcelona de Messi, Iniesta, Xavi e companhia. Se a equipa catalã quiser passar a eliminatória (que quer, obviamente), terá que se apresentar ao melhor nível para levar de vencida a equipa de Agüero, que está numa forma tremenda, devo acrescentar. Será um embate apetitoso e uma final antecipada da presente edição da liga milionária.

Podem ser campeões, por favor?

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Terceiro Anel

Madrugada de 30 de Janeiro de 2014, um frio de rachar, e eu, aqui, a escrever, expressando por palavras aquilo que me vai na alma. De facto, não consigo estar mais do que cinco minutos sem pensar no Benfica, neste clube que, desde os meus cinco anos de idade, me empurrou para um vício inexplicável. Eu até me tento abstrair, por momentos, do Sport Lisboa e Benfica, mas na televisão só se fala de praxes e de rescaldos sobre aquilo que se vai passando na “Casa dos Segredos”. Portanto, e para meu grande contentamento, lá me volto eu a debruçar sobre o popular clube da Luz.

Tenho estado para aqui a pensar, a matutar, a reflectir, a conjecturar, a vaguear de um lado para o outro pensando no assunto, e cheguei a uma conclusão: o Benfica tem de ser campeão nacional nesta temporada 2013/2014! Sim, eu sei que o Benfica tem sempre de ser campeão nacional; sim, eu sei que também se disse o mesmo nas duas últimas épocas, quando o Benfica tinha o campeonato nas mãos, e o título lá foi parar à Invicta; sim, eu sei que, se não formos campeões, eu e muitos mais adeptos iremos contribuir para um decréscimo da população portuguesa. Mas, nesta temporada, e analisando friamente a situação, vejo que o Benfica tem, como raramente aconteceu, de longe, o melhor plantel do futebol nacional. Sim, Matic foi para o Chelsea, mas mesmo assim as soluções que temos para o meio-campo, a meu ver, chegam e sobram para as provas nacionais. Eu vejo um Jorge Jesus que se pode dar ao luxo de colocar toda a habitual equipa titular a descansar, colocando antes em campo uma fornada excepcional de jovens, que me deliciou, no sábado passado, no desafio disputado frente ao Gil Vicente, para a Taça da Liga. Vejo um Benfica que está claramente a subir de rendimento, e isto quando Cardozo, ponta-de-lança de méritos sobejamente reconhecidos, já não joga há mais de dois meses e meio. E, como se não bastasse, vejo um Benfica que ainda tem um Salvio na cartola, podendo desfrutar da sua utilização a partir de Março.

Isto vai repetir-se daqui a uns meses, não vai? Fonte: Revista Sábado
Isto vai repetir-se daqui a uns meses, não vai?
Fonte: Revista Sábado

Além disso, penso que o Benfica poderá aproveitar alguma eventual distracção de Sporting e FC Porto, que tão entretidos têm andado nesta polémica do atraso do começo da partida no Dragão (já agora, caros sportinguistas, não eram vocês que desvalorizavam a Taça da Liga? É que ainda não compreendi este vosso choro compulsivo, quais salas de cinema à pinha aquando da estreia do filme Titanic. Mas pronto, poderemos falar disso noutra ocasião…).

Contudo, Sport Lisboa e Benfica, tenho de te pedir uma coisa: por favor, sê campeão antes da última jornada do campeonato. Eu não quero estar, no dia 17 de Maio de 2014, a ver-te a disputar o título no Estádio do Dragão. Depois daqueles dias horripilantes em Maio do ano passado, não me sinto minimamente preparado para sofrer muito mais, mesmo que o desfecho seja positivo. Vai ganhando os jogos, vai beneficiando com os tropeções dos rivais, vai alargando vantagens e despacha-me o campeonato antes da última ronda.

No próximo sábado, frente ao Gil Vicente, vence-me a partida, deslumbra. Certamente que terás um estádio repleto de adeptos benfiquistas, a fervilhar de entusiasmo. Ganha balanço, o derby com o Sporting já se aproxima, nada te poderá parar, Benfica. Não te sintas pressionado, até porque eu, rapaz de 25 anos que tu não conheces, não tenho a capacidade de te pressionar. Mas tens de te capacitar, maior clube português, de que, se não fores campeão este ano, mais vale acabares com a secção de futebol e dedicares-te ao campismo e à columbofilia.

A hora das verdadeiras provas

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A última jornada do Campeonato Nacional de hóquei em patins trouxe verdadeiros testes aos candidatos ao título. Um Benfica-Porto importante para os encarnados, que não podiam deixar escapar mais os adversários, e um Oliveirense- AD Valongo, no primeiro grande teste ao super-líder.

O Benfica estava proibido de perder mais pontos, sob a ameaça de ver os adversários afastarem-se ainda mais. O Porto queria aproveitar o embate entre Oliveirense e Valongo para poder encurtar distâncias e afastar ainda mais os encarnados. No pavilhão da Luz, era dia de clássico entre Benfica e Porto. O jogo grande do Campeonato Nacional, um jogo de muitas emoções, como sempre. Em Oliveira de Azeméis, duas equipas que querem afirmar-se ainda mais nesta luta pelo título. A verdadeira prova para ambas. De um lado a Oliveirense, que depois de se impor frente ao Benfica, mostrando que tinham de contar com aquele grupo de trabalho, e de uma derrota pela margem mínima no Dragão Caixa, queria agora mostrar, frente ao líder, que não vai ser presa fácil na luta pelo título. Do outro lado, o incrível líder AD Valongo, só com vitórias, e que tinha neste jogo o seu primeiro teste a sério às suas capacidades enquanto comandante deste campeonato. Jogos diferentes, as mesmas ambições, as mesmas emoções.

Na Luz, o Benfica atropelou o campeão nacional, mostrando o seu valor e avisando a concorrência de que o 4º lugar é apenas um acidente de percurso. O campeão nacional caiu com estrondo. 6-1 foi o resultado. Um resultado que diz tudo. Um Benfica mais personalizado, com mais ambição, que desde cedo soube o que pretendia. Valter Neves (3 vezes), João Rodrigues (duas vezes) e Tuco derrubaram o Porto. O campeão nacional saía da Luz vergado com uma goleada, ferido no orgulho, e quer no próximo jogo afiar as garras, mostrar as insígnias de campeão e provar que foi um dia mau. Destaque para algo que tem sido comum nos jogos do Benfica e apontado por grande parte dos adeptos encarnados: o grande desperdício de livres. Esta jornada foi mais uma demonstração do sucessivo não aproveitamento desses lances, que por vezes podem mudar o resultado. Falta de especialistas não será. Será falta de treino? Uma situação que tem de ser analisada pela equipa técnica do Benfica.

Valter Neves ajudou na goleada ao FC Porto Fonte: besthoquei.blogspot.com
Valter Neves ajudou na goleada ao FC Porto
Fonte: besthoquei.blogspot.com

Em Oliveira de Azeméis, o mesmo grau de importância, as mesmas ambições do jogo na Luz e um resultado parecido. O líder Valongo perdeu pela primeira vez e perdeu de maneira estrondosa. A derrota algum dia ia chegar mas de certeza que os homens de Paulo Pereira não esperavam uma derrota com estes números, principalmente pela forma como decorreu o jogo. 9-3 foi o resultado. O Valongo entrou a ganhar mas desde cedo se perdeu no pavilhão e viu a Oliveirense dominar por completo a partida, chegando a ganhar por 5-1 e 8-2. Um nome tem de ser referido nesta partida: Gonçalo Alves. Foi o homem que liderou a Oliveirense neste ataque ao líder, ao marcar 7 golos. Está a ser uma época brilhante para o jogador português. Assim, a Oliveirense afirmava-se cada vez mais e metia a nu algumas fraquezas do Valongo, que continua líder (36 pontos), mas que perdeu 3 pontos para Oliveirense (33 pontos) e Benfica (32 pontos).

 

Gonçalo Alves foi a figura do jogo. Fonte: udo-fans.blogspot.pt
Gonçalo Alves foi a figura do jogo
Fonte: udo-fans.blogspot

Sempre que as equipas surpresas perdem, questiona-se a capacidade de aguentarem a pressão de estar no topo. Cabe ao Valongo provar que veio para ficar, já no próximo jogo frente ao Benfica. Derrotas destas acontecem, ninguém é perfeito. Há dias piores. Mas não será esta derrota a apagar tudo o que de bom o Valongo tem feito no campeonato.

Griezmann: “Le Petit Diable”

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Quando se tem, no mesmo campeonato, jogadores como Cristiano Ronaldo, Leonel Messi, Neymar, Gareth Bale e Diego Costa, é difícil sobrar espaço para falar dos outros jogadores com menor prestígio. Porém, não podia deixar passar mais uma semana sem escrever um artigo sobre uma das grandes figuras desta edição da Liga BVVA. Falo de Antoine Griezmann.

Nascido em 1991, na França, em Mâcon (região da Borgonha), Griezmann desde cedo revelou uma paixão futebolística muito própria. De facto, desde criança que procurou juntar-se a alguns clubes europeus de renome. De experiência em experiência, de clube em clube, o resultado era sempre o mesmo: rejeição. Foi então que a Real Sociedad viu no jovem francês aquilo a que mais ninguém teve capacidade de atentar e, em 2005, Griezmann ingressou nos escalões de formação do conhecido clube basco.

Na época 2009/2010, Le Petit Diable, como é conhecido em França, foi chamado à equipa principal da Real Sociedad e ajudou o clube a subir à primeira divisão espanhola.

Antoine Griezmann ao serviço da Real Sociedad  Fonte: Foot Mercato
Antoine Griezmann ao serviço da Real Sociedad
Fonte: Foot Mercato

Começava uma história com muitos golos: na época após a subida de divisão, já entre “os grandes”, Griezmann marcou 7 golos em todas as competições. Em 2011/2012 aumentou o registo para 8 golos, e, em 2012/2013, bateu novamente o seu recorde, faturando 11 golos.

Esta época, o jogador da Real Sociedad contabiliza uns incríveis 17 golos em 32 jogos. É, no mínimo, notável. Na verdade, a notoriedade de Griezmann subiu de tal forma que o site Transfermarkt avalia, atualmente, o jogador em 25 milhões de euros – em 2010 o valor era de apenas 1 milhão de euros.

As razões para tal valorização devem-se aos golos, mas não só. Griezmann é um extremo, com capacidade para jogar a avançado, dotado de um pé esquerdo fabuloso. Aliando a velocidade a uma técnica apuradíssima, o jovem jogador é extraordinariamente eficaz no 1 para 1. Ao jogar na linha mais avançada, Griezmann revela possuir um remate colocado e uma distinta aptidão para fazer golos. Quando descaído sobre uma linha, exibe-se com passes e cruzamentos capazes de fazer corar David Beckham.

A nível defensivo, o facto de jogar numa equipa que utiliza, em diversas ocasiões, o contra-ataque como modelo de jogo, obriga o francês a evoluir taticamente e a ser uma mais-valia nas transições defensivas – algo extremamente importante no futebol atual.

No que toca às lacunas, Griezmann tem como grande ponto negativo a fragilidade física. Com 176 cm de altura e apenas 68 kg, o avançado francês tem sérios problemas em situações de choque e disputas de bola que exigem uma estrutura corporal mais forte.

Porém, a debilidade física não parece afastar os grandes clubes europeus, já que, aos 22 anos, a grande estrela da Real Sociedad tem visto o seu nome constantemente ligado a clubes como o Manchester United, o Arsenal, o Lyon e até a Juventus.

Griezmann é o ídolo dos adeptos da Real Sociedad  Fonte: Foot Mercato
Griezmann é o ídolo dos adeptos da Real Sociedad
Fonte: Foot Mercato

Creio que, tendo em conta as características físicas de Griezmann, a Liga Inglesa ou a Liga Italiana não seria a escolha acertada para o jogador. A opção de permanecer em Espanha ou de se transferir para uma liga de menor exigência física – como é o caso da Liga Francesa – parece-me a melhor para o jovem craque.

O que é certo é que, no próximo verão, Antoine Griezmann será um dos “must have” do mercado de transferências.