Portugal, 31ª seleção do mundo, regressou aos Europeus de Voleibol, depois da última presença remontar a 2011 e tem como grande objetivo passar a fase de grupos.
Itália, França e Bulgária são as equipas mais fortes do grupo de Portugal. Roménia e Grécia são as restantes equipas do Grupo A sendo também as mais ao nível da seleção portuguesa, pelo que é contra estas duas equipas que Portugal precisa de ganhar para passar esta fase grupos, como foi assumido pelo selecionador português, Hugo Silva.
O primeiro jogo foi contra a Itália, terceira no ranking mundial, ainda que no último europeu tenha sido eliminada nos quartos-de-final. Os transalpinos já foram campeões europeus por seis vezes, sendo a segunda seleção com mais títulos europeus e também a segunda com mais pódios, 13 em 30 possíveis. No duelo entre as duas seleções, a Itália leva clara vantagem, com a última vitória portuguesa a ter ocorrido nos anos 50 do século passado.
Após a pausa internacional para seleções, a Primeira Liga está de regresso e ditou a visita do Sporting CP ao Estádio do Bessa para defrontar os “axadrezados” do Boavista FC. Os Leões estavam proibidos de perder mais pontos, após um desaire caseiro na jornada anterior diante da formação do Rio Ave FC e também após os seus mais diretos rivais terem vencido as suas partidas. Já o Boavista FC chegava até esta jornada como uma das boas surpresas do campeonato, sendo das poucas equipas que ainda não tinha perdido nesta presente edição da Primeira Liga.
Um jogo que gerou enorme expetativa em torno dos Leões após o despedimento de Marcel Keizer, sendo assim a estreia de Leonel Pontes como treinador interino. O novo treinador dos Leões promoveu algumas alterações (forçadas) no onze titular e não foi assim o único a estrear-se: Rosier, Neto, Gonzalo Plata e Bolasie foram chamados a jogo. Já o treinador Luís Vidigal promoveu também algumas alterações de forma a conseguir montar melhor a sua estrutura de 5x4x1 na fase defensiva e uma equipa mais virada para o contra-ataque e na expetativa.
E quem começou melhor foi a equipa da casa que entrou na partida praticamente a vencer. Aos sete minutos de jogo, Marlon faz o 1-0 após um excelente remate na cobrança de um livre direto sem hipóteses para Renan. O Sporting CP foi surpreendido e apesar de desde cedo ter o maior domínio da posse de bola – como seria de esperar – raramente sabia o que fazer com a mesma, praticando uma posse de bola lenta e sem ideias, facilitando a tarefa ao Boavista FC que defendia de forma organizada e aguerrida. O único lance de destaque é quando Bruno Fernandes descobre Bolasie que dentro da área remata para defesa apertada de Bracalli. O Sporting CP dominava a posse de bola, mas traduzia em pouca qualidade de jogo e em poucas situações de golo, chegando ao intervalo a perder por 1-0.
Na segunda parte, Leonel Pontes lança de imediato Jesé Rodriguez para o lugar de Borja. E foi novamente a equipa da casa a criar perigo por intermedio de Stojilkovic que rematou fraco para a defesa de Renan.
Borja foi um dos elementos menos em foco na partida Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
O Sporting CP tardava em conseguir assentar o seu jogo e cada vez com mais dificuldades. No entanto, a formação de Alvalade chega ao golo do empate ao minuto 62. Bruno Fernandes bate um livre direto e com alguma felicidade engana Bracalli após a bola mudar de trajetória na barreira do Boavista FC. O Sporting CP ficou galvanizado com o empate e aos 70 minutos numa jogada individual, Yannick Bolasie dispara um grande remate que ainda toca na trave da baliza axadrezada. Aos 72 minutos o congolês falha a bola por pouco, após cruzamento de Jesé.
Aos 78 minutos após um livre da esquerda cobrado por Rafael Costa, é invalidado um golo à equipa da casa por fora de jogo de Fabiano. Aos 81 minutos, Bruno Fernandes faz um belo remate em zona frontal, mas Bracalli atento, defende sem dificuldade. O Sporting CP até ao final arriscou tudo em busca do golo da vitória, mas sem sucesso, sofrendo ainda alguns calafrios através de contra-ataques da equipa caseira. Bruno Fernandes acabou por ser expulso ainda antes do final da partida por acumulação de amarelos.
O Sporting CP volta assim a tropeçar e a perder terreno, somando agora oito pontos ao fim de cinco partidas estando já a cinco pontos do líder FC Famalicão que visita Alvalade na próxima jornada. O Boavista FC continua sem perder e soma agora nove pontos estando num tranquilo 4.º lugar antes de visitar o terreno do Gil Vicente FC.
“Obrigado, Miguel, pela coragem de voltares à mota apesar das dores”. Começo este rescaldo com o agradecimento de Poncharal ao português Miguel Oliveira. Apenas e só para nos lembrarmos de que este desporto é feito de pessoas, de sentimentos e de justiça.
Mas vamos falar de ação. É para isso que aqui estamos.
O mundial de motociclismo viajou até ao circuito de Misano, lugar onde Valentino Rossi é rei, mesmo sem ganhar corridas.
Marc Márquez voltou a fazer das suas, numa pista que não é muito favorável para o piloto espanhol da Honda. Mas foi Viñales a ocupar a primeira posição logo nos primeiros segundos da prova, seguido de Quartararo e Morbidelli, que acabou por ser ultrapassado em pouco tempo por Marc Márquez.
Já Viñales tinha uma estratégia simples: aumentar o ritmo nas primeiras voltas, cavar um fosso para os restantes rivais e parecia que só Quartararo o conseguia acompanhar. Volto a repetir: parecia.
Enquanto Quartararo assumia a liderança da prova, por lá vinha Marc Márquez a correr atrás do prejuízo e a mostrar que teria uma palavra a dizer nesta corrida. Já Viñales foi perdendo gás e acabou por ser ultrapassado pelo espanhol da Honda.
Valentino Rossi procurava brilhar em casa, mas nem aqui a sua Yamaha estava a responder à vontade e ao desejo do italiano. Miguel Oliveira era 15º, depois de ter partido da 19ª posição, mas acabou por cair. Não se dando por vencido, voltou à pista para tentar pontuar e acabou em 16º. Atitude que lhe valeu um elogio público de Poncharal (já mencionado logo no início deste texto).
Se a meio da tabela, as coisas eram normas, lá na frente assistíamos a mais uma daquelas corridas de loucos que nos fazem saltar do sofá. Marc Márquez e Quartararo estavam separados por três décimas e o piloto da Yamaha mostrava-se bastante sólido na liderança e sem cometer erros, mesmo que estivesse a ser pressionado pelo líder do mundial.
Mas Márquez voltou a fazer o que de melhor tem feito nos últimos anos: estudar, estudar muito o adversário da frente, mesmo que tenha mais ritmo e meios para assumir a liderança da prova. Foi o que fez hoje, mais uma vez.
Quartararo bateu o pé a Marc Márquez Fonte: MotoGP
O piloto espanhol da Honda esperou até à última volta para atacar Quartararo e para nos dar mais um final de prova emocionante e frenético. Ultrapassou o gaulês da Petronas, que não baixou os braços e ripostou a ultrapassagem na curva quatro.
Mas Márquez estava decidido a ser Rei na casa de Valentino Rossi, e voltou a atacar Quatararo na curva oito. Os dois pilotos quase que se tocaram e o gaulês não conseguiu recuperar, deixando Márquez isolado no primeiro lugar. Viñales acabou por fechar o pódio.
Portimonense SC e FC Porto encontraram-se em Portimão, em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. Os algarvios ainda não tinham sentido o sabor da vitória em casa e procuravam senti-lo contra os dragões, que eram cem por cento vitoriosos em partidas entre estas duas equipas. O FC Porto partia como favorito e levou mesmo os três pontos para a Invicta, perseguindo assim o Famalicão na luta pela liderança do campeonato.
O FC Porto entrou forte, com a posse completa da bola, obrigando o Portimonense a recuar linhas. A primeira oportunidade dos dragões surgiu aos 12 minutos, com Luís Diaz, junto ao vértice esquerdo da área, a fletir para o meio e a rematar ao poste da baliza algarvia.
O FC Porto chegou à vantagem à passagem do minuto 24. Luís Diaz tocou para Otávio, que cruzou rasteiro e a bola embateu no braço de Jadson. Rui Costa assinalou grande penalidade e Alex Telles converteu, desta forma, o primeiro golo dos portistas na partida.
Dois minutos depois, Danilo falhou uma ocasião clara de golo. Corona cruzou a partir da direita depois de uma incursão de Otávio e o capitão portista, sozinho ao segundo poste, rematou com o peito, mas a bola acertou em cheio no poste esquerdo de Ricardo Ferreira.
Depois de uma primeira parte de sentido único, em cima do intervalo, num cruzamento com conta, peso e medida de Uribe, e depois de um ligeiro desvio de Marega, Zé Luís esticou-se ao segundo poste para fazer o segundo golo dos dragões.
O FC Porto chegou, assim, ao intervalo em vantagem e com um domínio confortável da partida.
O mar azul inundou Portimão, transformando o Municipal de Portimão num pequeno Estádio do Dragão Fonte: FC Porto
As equipas voltaram dos balneários e tudo se manteve à exceção da atitude do Portimonense. Os homens de António Folha voltaram com maior determinação e mais vontade de ter bola, mas foi Marega quem teve a primeira oportunidade de golo da segunda parte. O maliano apareceu sozinho na área da formação da casa e atirou com potência para defesa de Ricardo Ferreira.
O FC Porto geria a partida de forma tranquila e chegava à baliza do Portimonense com facilidade, mas a eficácia não era a melhor arma dos dragões. Não ampliou o FC Porto, reduziu o Portimonense no primeiro lance de perigo que criou. Aylton cruzou a partir da esquerda, Dener ganhou nas alturas no coração da área e empurrou com determinação para o fundo das redes de Marchesín.
O Portimonense ganhou ímpeto com o golo e lançou-se para a frente, empatando dois minutos depois por Anzai. O lateral direito japonês fletiu para o meio e rematou com efeito para o fundo da baliza portista. Em apenas dois minutos o Portimonense empatou a partida nos dois únicos remates que fez.
Aos 86’ foi Jackson quem teve oportunidade para fazer a reviravolta no marcador. O colombiano recebeu em zona frontal, mas atirou fraco à figura de Marchesín.
O FC Porto foi para cima dos homens da casa nos últimos minutos e foi apanhado em contra pé, com Marlos Moreno a isolar-se e Alex Telles a derrubá-lo à entrada da área quando seguia para a baliza. Rui Costa assinalou fora de jogo numa primeira instância mas, com a ajuda do VAR, reverteu a decisão e o brasileiro foi expulso.
Os homens da Invicta lançaram-se nos últimos instantes para a área algarvia e Marcano, já no fim da compensação, num pontapé de canto batido por Corona à esquerda, Marcano saltou mais alto que todos os outros e carimbou a vitória portista, levando à apoteose total dos adeptos portistas.
O FC Porto iguala assim o SL Benfica no segundo lugar, com um ponto a menos do que o FC Famalicão.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Portimonense SC: Ricardo Ferreira; Anzai, Jadson, Rodrigo, Júnior Tavares; Lucas Fernandes(Cevallos, 72′), Pedro Sá, Rómulo (Dener, 53′); Bruno Tabata(Marlos Moreno, 64′), Jackson Martínez, Aylton Boa Morte
O Sporting CP fez hoje a sua estreia na EHF Champions League 2019/2020 frente ao HC Eurofarm Rabotnik. Os leões estão inseridos no grupo C da competição juntamente com o Sãvehof (Suécia), Bidosa (Espanha), Presov (Eslováquia), Cocks (Finlândia) e o Eurofarm Rabotnik (Macedónia do Norte). Adivinha-se um grupo bastante equilibrado onde o Sporting CP, juntamente com os espanhóis e também com os eslovacos, deverá lutar pela passagem à fase seguinte. Recordo que apenas os dois primeiros de cada grupo seguem em frente.
PRIMEIRA PARTE POUCO CONSEGUIDA
O Eurofarm Rabotnik fazia a sua estreia na competição, mas nem por isso apresentava uma equipa menos competitiva. Nota para Neven Stjepanovic, que, na última temporada, alinhou na equipa verde e branca. Num grupo tão equilibrado, as vitórias fora de casa assumem particular importância. Assim, este jogo assumiu particular importância.
A partida começou equilibrada e decorridos 12 minutos o marcador encontrava-se igualado a seis. Apesar de algumas faltas técnicas para ambos os lados, o equilíbrio era a tónica dominante. A equipa de Thierry Anti aposta forte no capítulo defensivo e também no ataque rápido. Todavia, o ataque organizado parece ainda algo por afinar na estratégia do treinador francês e precisamente essa situação de jogo ia dando origens a inúmeros contra-ataques do Rabotnik. Apesar disso, 20 minutos passados e a igualdade mantinha-se (11-11). Insatisfeito com a prestação da sua equipa – os macedónios abriam uma vantagem de dois golos – Anti pediu um desconto de tempo e corrigiu alguns aspetos, nomeadamente a agressividade e profundidade defensiva. A equipa respondeu bem e voltou a igualar o encontro.
Ao intervalo, o Rabotnik liderava por um golo, mas ficava a sensação de que a equipa do Sporting CP podia fazer muito bem. Nesta primeira parte, destaque para Valentin Ghionea com cinco golos (todos eles de sete metros) e ainda para Stjepanovic com três.
SEGUNDA PARTE DE LUXO VALEU VITÓRIA MUITO IMPORTANTE
Na segunda parte, a história seria diferente. Certamente nada contente com a prestação dos seus jogadores, Anti deve ter dito das boas aos seus comandados. Assim, nos primeiros 14 minuto da segunda metade, o Sporting CP inverteu uma desvantagem de um golo e passou para a liderança por três. A defesa leonina estava agora bastante mais profunda e roubava inúmeras bolas que davam origem a contra-ataques rápidos. Os macedónios já não tinham tanto espaço para rematar de fora e a sua eficácia diminuía abruptamente. O treinador do Rabotnik pediu o seu desconto de tempo, mas as suas tentativas para travar a maior dinâmica leonina não estavam a surtir efeito.
Quando faltavam apenas 10 minutos para o final da partida, os macedónios aproximavam-se no marcador e estavam agora a apenas um golo. No entanto, Thierry Anti pediu um desconto de tempo e chamou a atenção dos seus jogadores para o momento ofensivo, mas reforçou que era na defesa que o Sporting CP ia ganhar o jogo. A pausa técnica surtiu efeito e os leões voltaram a abrir uma vantagem de três golos.
A verdade é que essa mesma vantagem revelou-se decisiva e os leões não mais saíram da liderança. Apesar da aproximação do Rabotnik nos últimos minutos, o Sporting CP geriu bem a vantagem e conquistou uma vitória muito importante. A segunda parte leonina foi excelente e Anti começa a mostrar as razões pelas quais foi contratado. No capítulo individual, Ghionea marcou uma dezena de golos e, juntamente com o guarda redes Cudic, foram peças essenciais no triunfo verde e branco.
O Sporting CP defronta na próxima jornada (dia 21 às 18:30 no Pavilhão João Rocha) os eslovacos do Tatran Presov. Um jogo extremamente importante no que às contas finais deste grupo C diz respeito.
EQUIPAS INICIAIS
Eurofarm Rabotnik – Nikola Mitrevski (GR), Bojan Madzovski, Milan Djukic, Marin Vegar, Lovro Jotic, Nikola Markoski e Neven Stjepanovic
Sporting CP – Aljosa Cudic (GR), Luís Frade, Frankis Carol, Pedro Valdez, Carlos Ruesga, Valentin Ghionea e Arnaud Bingo
Depois da paragem para seleções a quinta jornada juntou o CD Santa Clara e o Moreirense FC na disputa para arrecadar mais 3 pontos na tabela classificativa. João Henriques, técnico da equipa açoriana, fez algumas mudanças no onze inicial deixando qualquer amante do futebol curioso com os onze bravos açorianos escolhidos. Vítor campelos preferiu recorrer ao seu confortável onze, não procedendo a grandes alterações.
O jogo começou com ambas equipas a apresentarem-se organizadas e a não incorrer em muitos riscos. Ainda assim, e pese embora o facto de estar a atuar num esquema-tático completamente novo, com a inclusão de três centrais, procurou ter mais iniciativa de jogo ofensivo. Para isso, em muito contribui a profundidade concedida pelo lado direito, devido às constantes incursões de Patrick (a atuar, pela primeira vez, como ala).
Apesar dos primeiros minutos parecer um jogo mais equilibrado e sem muito perigo, a equipa da casa acabou por conseguir ser mais eficaz através da construção de linha de passe o que ajudou a construir maior posse bola. A todo o custo alcançar a baliza adversária e chegar à superioridade numérica no marcador. Essa superioridade viria a comprovar-se já no tempo complementar através da assistência de Lincoln para Zé Manuel que inaugura o marcador ao fechar esta primeira parte.
Fonte: Bola na Rede
O Santa Clara mostrou-se mais dominante na primeira parte da partida e acabou por manter a superioridade no marcador.
Se, na primeira parte, o Santa Clara foi dominante, a segunda parte foi altura da equipa visitante mostrar que estavam prontos para mudar o marcador. As alterações na equipa do Moreirense fizeram com que esta se tornasse mais dinâmica conseguindo mais ocasiões de perigo.
Aumentando as suas linhas de passe, para tentar chegar o mais próximo da baliza da equipa vermelha e branca e, assim, granjear o golo que permitisse restabelecer a igualdade, a equipa visitante passou a ter mais inciativa ofensiva (e para isso, muito contribuíram as alterações feitas por Vítor Campelos). Todavia, e um pouco contra a toada do jogo, os “Bravos Açorianos” conseguiram adiantar-se no marcador através dum auto golo de Fábio Abreu aos 75 minutos.
A partir desse momento, a equipa do ainda tentou do Moreirense mudar o resultado, mas sem efeito.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Santa Clara: Marco, J. Lucas (79’ Zaidu), F. Cardoso, João Afonso, César M., Lincoln (69’ Osama Rashid), Nené, Francisco R., Patrick, T. Santana, Zé Manuel (76’ Carlos JR);
Moreirense FC: M. Pasinato, Abdu (62’ D’Alberto), Iago, S. Vitória, J. Aurélio, Bilel A., F. Pacheco (76’ Nenê), Alex Soares, Filipe S., Pedro Nuno (56’ Luther Singh), Fábio Abreu.
Em campo, na segunda jornada do nosso campeonato de futsal, entravam duas equipas com ânimos bem diferentes. De um lado, o SC Braga, motivado pela vitória na jornada inaugural e a tentar igualar o MODICUS e o Sporting CP no topo da tabela. Do outro, o SL Benfica ferido no orgulho, por ainda não ter conseguido triunfar nos dois jogos oficiais desta nova temporada (derrota na supertaça com o grande rival Sporting e empate na primeira jornada da Liga, com o Elétrico FC).
Como seria expetável, coube ao Benfica assumir as despesas do encontro, com os guerreiros do Minho sempre à espreita de uma eventual transição rápida, fruto de um erro das águias. Os minutos iniciais foram decorrendo sem golos, mas com espetáculo junto das duas balizas, embora sem nenhum lance de grande perigo. Até que, sensivelmente a meio da metade inicial, o golo surgiu mesmo, através do brasileiro Fits, numa jogada de insistência que começou com um remate exterior de Miguel Ângelo, defendida para a frente por Vítor Hugo, sobrando esta para Fits que tentou marcar de calcanhar, mas o guarda-redes português dos arsenalistas voltou a suster o remate e a bola voltou a sobrar para o pivot brasileiro, que desta vez marcou mesmo.
Antes do intervalo, destaque também para um remate ao poste de Fernandinho e um remate perigoso de Cássio, jogador bracarense que obrigou Diego Roncaglio a aplicar-se e a ir ao chão defender a bola com a perna . Pese embora eu ter destacado um lance para cada formação, foi o Benfica que, jogando em casa, teve mais caudal ofensivo e criou mais situações junto da baliza defendida por Vítor Hugo, como já tinha escrito anteriormente. Uma palavra para o Braga, que embora tivesse o bloco um pouco mais baixo que o habitual, nunca abdicou de procurar a baliza de Diego Roncaglio, mesmo quando o placard assinalava uma igualdade a zero.
O marcador ao intervalo registava um 1-0 favorável à equipa da casa, Na segunda parte, com cerca de cinco minutos, Rafael Hemni optou por uma jogada individual e saiu-se bem e apontou o segundo golo, num lance com algumas culpas de Vítor Hugo, aparentemente mal batido, ao deixar passar a bola por entre as suas pernas. Esta vantagem de dois golos obrigava o Sporting de Braga a procurar um golo que relançasse a partida e a incerteza no marcador.
Outra questão importante, que poderia fazer toda a diferença no marcador final, é que o Benfica bem cedo acumulou quatro faltas, algo que poderia originar livres diretos ao seu adversário, algo aparentemente decisivo num jogo equilibrado (a partir da sexta falta, todas dão origem a livres diretos de dez metros sem barreira). A oito minutos do final, Tiago Correia surge isolado na cara de Roncaglio e num lance um pouco fortuito acaba por introduzir a bola na baliza do Benfica, abrindo completamente a discussão.
Grande jogo em Lisboa, com incerteza até ao último segundo. Fonte: SCB/AAUM futsal
Só que Vítor Hugo toca a bola com a mão alegadamente fora da área, infração prontamente assinalada pelo árbitro. Cartão amarelo para o guardião e um livre à entrada da área, muito perigoso. Desta bola parada saiu uma jogada estudada, que culminou com um bom golo de Fernandinho.
A três minutos e meio, surgiu a quinta falta para o Benfica e o fantasma do livre direto voltava a pairar sobre a cabeça dos benfiquistas. A dois minutos, e já com o guarda-redes avançado, o Braga volta a reduzir, através de um golo de Coelho e teve uma grande oportunidade para marcar, mas desta vez Roncaglio defendeu uma bola difícil, redimindo-sedo falhanço no segundo golo minhoto.
O resultado final assinalava 3-2 favorável ao Benfica, num jogo muito difícil e muito bem jogado de parte a parte, num resultado justo pois os benfiquistas foram mais equipa nos 40 minutos, mas que foi muito sofrido no final.
O último dia de mercado trouxe a Alvalade novas caras e sobretudo dois nomes de renome: Jesé Rodriguez e Yannick Bolasie. Carregam protagonismo e mediatismo, mas também a responsabilidade de uma carreira que pretende ser relançada após alguns – especialmente os últimos – anos de más memórias e de muitas incertezas.
O espanhol chega proveniente do PSG, a título de empréstimo. Conta também no seu historial com uma passagem pelo Real Madrid. Passou de jovem prodígio para uma promessa que tarde em afirmar-se. Desde cedo o seu potencial foi evidente, mas a sua falta de compromisso e responsabilidade acabaram por atraiçoar a carreira do espanhol. No entanto, corrigindo e ultrapassando esses problemas de carácter psicológico, Jesé é sem dúvida um nome sonante no futebol português e poderá causar um enorme impacto, não só em Alvalade, mas também no futebol português.
Apesar do Sporting CP sentir a falta de um avançado mais puro, Jesé é um jogador que pode jogar nas alas – sobretudo na faixa esquerda, pois gosta de jogar de fora para dentro e usar os movimentos interiores para rematar à baliza – mas também pode aparecer por dentro como segundo avançado ou mesmo até como único avançado. Poderá trazer características que faltam ao futebol dos Leões pois é um jogador com uma capacidade e critério acima da média, bastante assertivo e com excelente execução. É bastante rápido e demonstra técnica e habilidade no um contra um. Apesar de contar com números nada famosos nos últimos anos, o campeonato português e o Sporting CP são o contexto ideal para relançar a sua carreira, ainda que já na sua passagem pelo Bétis tenha dado sinais mais positivos, sobretudo na sua faceta profissional e que pode ser um sinal positivo para os Leões.
Num curto período, as asas leoninas sofreram profundas alterações Fonte: Sporting CP
Quanto a Yannick Bolasie, o extremo já foi um dos melhores jogadores da Premier League e um dos desequilibradores natos da competição. Chega com 30 anos a Alvalade – Jesé neste aspecto aparenta ter alguma vantagem para relançar a carreira visto ter “apenas” 26 anos. O Everton pagou cerca de 30 milhões de euros, mas as lesões fizeram com que o extremo congolês perdesse espaço e fosse assim cedido ao Aston Villa e ao Anderlecht, onde até deu alguns sinais positivos já na parte final da sua passagem pela Bélgica. Na teoria a sua velocidade, explosão, potência, poderio físico e técnica são capazes de fazer a diferença no campeonato português e pode certamente fazer estragos. Um jogador com características únicas e distintas no plantel leonino, será também um upgrade ao ataque leonino.
Mas como já referi anteriormente (noutro artigo), volto aqui a reforçar a ideia de que até a bola começar a rolar, serão sempre reforços teóricos e que enquanto não demonstrarem o valor que lhes é reconhecido na prática, serão sempre incertezas e um risco que o clube de Alvalade terá de correr. Recentemente os dois reforços deram entrevistas onde demonstram ter ganas de começar, onde demonstram estar motivados e com uma enorme vontade de confirmar todo o seu potencial. Resta esperar já pelo primeiro jogo dos Leões, onde ambos estão convocados e ao que tudo indica até podem ser titulares face às ausências de Vietto e Luiz Phellype.
A confirmar-se o empenho com que ambos afirmam estar serão certamente duas contratações de nível por parte do Sporting CP, sendo que não é todos os dias que jogadores deste calibre e com estas características chegam ao campeonato português e que poderá assim permitir ao Sporting CP ganhar maior mobilidade no seu ataque, poder físico e profundidade, mas também conseguir equilibrar melhor com os seus adversários diretos.
Ultrapassado o principal obstáculo ao terceiro campeonato nacional consecutivo, o Braga apenas tinha de vencer o GRAP para garantir mais um título e não falhou. O foco e a vontade eram bem visíveis nos rostos dos jogadores bracarenses que, com maior ou menor dificuldade, venceram no GRAP por 8-3 e confirmaram a conquista da Divisão de Elite do futebol de praia português pela sexta ocasião na história do clube.
A precisar de apenas um ponto para confirmar a conquista de mais um título nacional, o Braga entrou forte e na sua terceira tentativa de golo, Jordan levantou o esférico e com um belíssimo pontapé de bicicleta fez o 1-0.
O diferencial de qualidade das equipas era notório e com os minhotos focados esse desequilíbrio era ainda mais claro. De tal forma que o GRAP quase nem conseguia ter a bola em sua posse e quando a tinha, sofria uma pressão muito alta que, quase sempre, terminava com o esférico a pertencer aos arsenalistas. Só mesmo de livre a equipa de Sandro Brito conseguia visar as redes minhotas, mas ainda assim sem grande perigo, pois o remate de Diogo Oliveira passou ao lado da baliza de Padilha.
Com cerca de sete minutos para se jogar até à primeira pausa, o Braga quase fez o segundo, mas Tiago Gordalina conseguiu defender uma bicicleta de Bokinha. Pouco depois, na sequência do canto, foi Felipe a tentar a sua sorte, mas Tiago Gordalina voltou a impedir o avolumar do marcador.
O intervalo estava cada vez mais próximo e com o andamento do relógio o GRAP parecia conseguir, ligeiramente, equilibrar as contas. Apesar de já ter a bola em alguns momentos, somente através de livres assustava Padilha. Por outro lado, a formação bracarense, pese embora o alto volume de criação ofensiva, estava a falhar imenso na finalização e atrasar a sua tranquilidade. Porém, a cerca de um minuto do intervalo, mau controlo de bola de Miguel Carvalho e Bokinha, com o esférico à sua mercê, rematou forte e assinou o 2-0. Volvidos alguns segundos, Bokinha ficou solto em terrenos interiores próximos da baliza do GRAP e com um remate rasteiro fez o 3-0. No retomar da partida, Cristiano Matos quase finalizou uma bela jogada do GRAP, mas Padilha impediu o tento da formação que veste de amarelo e negro.
Terminado primeiro período, o Braga cumpria a sua missão e vencia o GRAP por 3-0. Estando, praticamente, a vinte e quatro minutos do tricampeonato. Os arsenalistas entraram fortes, mas demoraram a conseguir alcançar uma vantagem segura. O GRAP, com armas bem diferentes, fez o que pode e ainda assustou a defesa dos comandados de André Marques em algumas situações.
Léo e Bê Martins, dois dos principais jogadores do Braga e da seleção nacional Fonte: Nazaré Beach Events
Os segundos doze minutos quase começaram com um golo do GRAP, mas Miguel Carvalho, à meia volta, rematou ao lado do poste direito das redes à guarda de Padilha. Não marcou Miguel Carvalho, marcou Cristiano Matos. Boa movimentação da equipa da região de Leiria e Cristiano Matos, a passe de Tiago Clemente, levantou o esférico e com uma bicicleta reduziu a desvantagem para 3-1.
O bom momento do GRAP continuava, mas apesar de ter o esférico em sua posse, já não conseguia dispor das mesmas chances de golo dos instantes iniciais. Ainda assim, em cima da marca dos dezasseis minutos, Miguel Carvalho sofreu uma falta em zona frontal e próxima às redes minhotas. Miguel Carvalho, com uma enorme oportunidade para colocar o resultado na margem mínima, rematou cruzado, mas Rafael Padilha, com uma excelente estirada, negou o tento ao capitão do GRAP.
A formação minhota tentava reagir ao ímpeto do GRAP e quase que, com cerca de oito minutos para mais um intervalo, voltou a marcar. Todavia, Tiago Gordalina parou o cruzamento/remate de Bruno Xavier, tendo tirado ainda o “pão da boca” a Bokinha que aparecia no segundo poste para finalizar.
Quem quase voltou a marcar foi o GRAP, mas Padilha disse não a um pontapé de bicicleta de Diogo Oliveira. Filipe respondeu na mesma moeda, mas Tiago Gordalina negou o quarto tento do Braga ao internacional canarinho.
Numa altura em que o jogo até estava algo morno, Cristiano Matos, ao tentar assistir um colega que aparecia ao segundo poste da baliza minhota, acabou por fazer um remate extremamente perigoso, mas Padilha, sempre bastante atento, defendeu e impediu um novo golo do GRAP. Não reduziu o GRAP, aumentou o Braga. Triangulação entre Jordan e os irmãos Martins e Léo, virando de costas para a baliza, deu o melhor seguimento ao passe de Jordan e de calcanhar apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, Bê Martins ao reparar no adiantamento Makê, que havia entrado pouco antes para o lugar de Tiago Gordalina, executou um chapéu perfeito e fez o 5-1.
Finalizado o segundo período, o Braga vencia o GRAP por 5-1. O GRAP regressou muito bem da pausa, tendo marcado e disposto de outras chances para reduzir, ainda mais, a diferença no marcador, mas não conseguiu.
Os minhotos, após terem sofrido um pouco na fase inicial, fizeram valer a sua superior qualidade técnica e em dois belos lances marcaram dois tentos que, praticamente, selaram a conquista do Tri e terminaram com a esperança do GRAP em conseguir fazer alguma “gracinha”.
Os derradeiros doze minutos quase começaram com o sexto tento minhoto, mas Makê travou um forte remate de Jordan. Contudo, passados alguns segundos, mau atraso de André Lourenço para Makê e servido por Léo Martins, Jordan apenas teve de encostar para fazer o 6-1.
Sem nada a perder, o GRAP procurava marcar mais algum(s) golo(s), mas apesar de algumas boas oportunidades de finalização, estava a faltar um maior acerto com a baliza de Padilha.
O Sotão sagrou-se Campeão da Divisão Nacional ao vencer o Chaves na final por 6-3 Fonte: Nazaré Beach Events
A cerca de seis minutos do final, Miguel Carvalho sofreu uma falta de Bernardo Botelho em excelente posição para visar as redes arsenalistas. Novamente com uma enorme chance para marcar, desta feita, Miguel Carvalho não desperdiçou e com um remate rasteiro, diminuiu a diferença para 6-2. Pouco depois, situação idêntica, mas de maneira reversa. Bruno Xavier, com possibilidade para fazer “gosto ao pé”, rematou cruzado e assinou o 7-2. O GRAP tentou responder de imediato, mas Padilha, em dois lances quase seguidas, negou o golo a Diogo Oliveira. Pouco depois, João Cintra quase reduziu para o GRAP, mas David Assunção, que havia entrado à instantes, impediu o terceiro da equipa de Sandro Brito. Porém, volvidos alguns segundos, numa jogada semelhante, David Assunção nada pode fazer e João Cintra reduziu o marcador para 7-3.
A faltarem quase dois minutos para o fim, na sequência de um livre ainda longe da baliza do GRAP, Filipe disparou uma bomba para fazer o 8-3. Golaço!
Concluída a partida, o Braga venceu o GRAP por 8-3 e conquistou o seu segundo Tricampeonato Nacional, o sexto campeonato do seu historial. Com um primeiro período muito forte, os minhotos conseguiram construir uma almofada de conforto, mas o GRAP nunca desistiu e ainda assustou Padilha em várias situações.
No entanto, a vitória bracarense nunca esteve em causa e graças aos seus jogadores de qualidade superior, golos em alturas fundamentais ajudaram a confirmar a conquista do Tri. Boa réplica do GRAP que, após uns doze minutos iniciais menos conseguidos, equilibrou o encontro e ficou perto criar algumas dúvidas na mente dos guerreiros do minho.
CINCOS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
GR Amigos da Paz: 22-Tiago Gordalina (GR), 2-Diogo Oliveira, 5-André Lourenço, 7-Ricardo Costa e 8-Tiago Clemente
A Espanha é campeã do mundo de basquetebol. Os espanhóis derrotaram a Argentina na final disputada em Pequim e fecharam o torneio só com vitórias, juntando esta vitória à de 2006, mantendo-se invencíveis em finais de Campeonatos do Mundo da modalidade. Foi um domínio avassalador, do início ao fim, de uma seleção que prima pela facilidade com que controla cada partida, algo que ficou demonstrado novamente na final.
O primeiro período começou e terminou da mesma maneira: com a defesa espanhola a complicar a velocidade dos bases argentinos. A Espanha esteve quase sempre no controlo dos primeiros dez minutos, ditando o ritmo do jogo e conseguindo mais facilmente impor tanto o seu ataque como a sua pressão defensiva. Pelo meio houve ainda uma resposta argentina, proporcionada por um aumento da agressividade defensiva, o que trouxe contra-ataques do outro lado.
O segundo quarto do jogo continuou igual ao primeiro, com a Espanha a iniciar a todo o gás. A defesa espanhola voltou a criar problemas, principalmente a Luis Scola, que terminou a primeira-parte do jogo sem pontos. Depois, o maior número de opções de qualidade dos europeus ajudou ao aumento da vantagem e, por isso, a resposta dos argentinos foi rapidamente travada.
A Espanha chegou ao intervalo com uma vantagem de doze pontos, dominando em quase todas as vertentes do jogo e parecendo claramente no controlo da final. O esforço espanhol era coletivo e a vantagem devia-se a esse facto, porém, Rudy Fernandez, Ricky Rubio e Willy Hernangomez eram quem mais brilhava. Do lado argentino, Nicolas Laprovittola, Nicolas Brussino e Facundo Campazzo iam mantendo a sua equipa dentro do jogo, mas a Argentina precisava de mais do que apenas contra-ataques e pequenos parciais.
Rudy Fernandez, aqui a assistir Marc Gasol, foi a figura maior da primeira-parte de domínio espanhol Fonte: FIBA
Na segunda-parte, a Espanha não só manteve o que já vinha fazendo como ainda conseguiu melhorar e colocou o jogo fora de alcance logo no terceiro período. A dupla Gasol-Rubio apareceu e logo o jogo acabou. Já não houve resposta argentina, a defesa dos espanhóis controlou sempre os melhores jogadores da seleção sul-americana e tudo estava resolvido quando ainda faltavam dez minutos para jogar.
O quarto período ainda trouxe uma Argentina à procura de um milagre, mas nunca a vitória da Espanha esteve em dúvida, com a vantagem a nunca descer dos doze pontos. No fim, a força da seleção espanhola simplesmente acabou com a energia dos argentinos e a diferença pontual reflete bem aquilo que se passou na partida.
Ricky Rubio, Sergio Llull e Marc Gasol acabaram por ser demasiado para a equipa argentina, com os dois bases em destaque na organização do ataque e Gasol, que garante títulos na NBA e Mundial na mesma época, a comandar uma defesa que não deu hipóteses. Na Argentina, Gabriel Deck, Laprovittola e Campazzo ainda tentaram, mas a seleção espanhola foi demasiado forte.