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Bundesliga 2013/14 – 18ª Jornada

A 18ª jornada da Bundesliga começou em Mönchengladbach, com o Borussia a receber o Bayern München e a perder por 0-2. Esperava-se um grande jogo, que opunha 3º e 1º classificado, mas a verdade é que a equipa da casa não esteve ao seu melhor nível e foi completamente dominada pela turma de Guardiola. O primeiro golo surgiu cedo, logo aos sete minutos, por intermédio de Mario Götze, que já tinha enviado a bola ao ferro minutos antes. O segundo golo apareceu no início da 2ª parte, na transformação de um pontapé da marca de grande penalidade por parte de Thomas Müller. Com estes três pontos, o Bayern reforça assim a sua condição de líder, ampliando para 10 pontos a vantagem sobre o Bayer Leverkusen, que segue em 2º lugar.

Noutro grande jogo alemão, o Schalke 04 foi vencer o Hamburgo por 0-3. Os mineiros chegaram à vantagem com um golo de Klaas-Jan Huntelaar aos 34 minutos, e depois, na segunda parte, Farfán aos 53′ e Max Meyer aos 56′ selaram o triunfo sobre a equipa de Ola John, que entrou à passagem do minuto 24, substituindo Pierre-Michel Lasogga. Com esta vitória, a equipa de Gelsenkirchen sobe ao 5º lugar, ultrapassando o Wolfsburg, que foi derrotado em casa pelo Hannover 96 por 1-3, pondo fim à série de invencibilidade que estava a passar.

No Westfalstadion o Borussia Dortmund recebeu o Augsburg, e marcou cedo, logo aos seis minutos, por Sven Bender, que viria a empatar também o jogo com um auto-golo. Nuri Sahin ainda voltou a dar a vitória a Jurgen Klöpp, mas Ji Dong-Won empatou logo a seguir, ditando o resultado final: 2-2.

Kevin de Bruyne não teve certamente a estreia que gostava, tendo sido derrotado pelo Hannover 96 / Fonte: Vfl-wolfsburg.de
Kevin de Bruyne não teve certamente a estreia que gostava, tendo sido derrotado pelo Hannover 96 / Fonte: Vfl-wolfsburg.de

Já o Eintracht Frankfurt, que vai jogar com o FC Porto para os 16-avos de final da Liga Europa, venceu pela primeira vez no seu estádio. A magra vitória diante do Hertha Berlin foi obtida através de um golo de Alexandre Meier aos 24 minutos.

Resultados:

Borussia M’gladbach – 0 x 2 – Bayern München
SC Freiburg – 3 x 2 – Bayer Leverkusen
VfL Wolfsburg – 1 x 3 – Hannover 96
FC Nürnberg – 4 x 0 – TSG 1899 Hoffenheim
VfB Stüttgart – 1 x 2 – FSV Mainz
Borussia Dortmund – 2 x 2 – Augsburg
Eintracht Frankfurt – 1 x 0 – Hertha Berlin
Werder Bremen – 0 x 0 – Eintracht Braunschweig
Hamburger SV – 0 x 3 – Schalke 04

Classificação:

Fonte: Zerozero.pt
Fonte: Zerozero.pt

Porquê o Snooker?

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cab Snooker

Quando uma pergunta é simples, a resposta não tem necessariamente de ser óbvia ou directa. No momento em que alguém descobre esta minha pequena “relação”, há sempre a pergunta standard: “como é que começaste a ver snooker?”. Ou então: “porque é que gostas de snooker?”. Essa descoberta vem sempre com uma sombra…

É o mesmo que perguntar ao Cristiano Ronaldo porque é que gosta da Irina. Fácil. A minha mente parece um quadro de Joan Miró, de cada vez que essas palavras ecoam na minha cabeça: respondo com calma ou dou-lhe um “calduço”?

O que me ajuda na resposta é um pequeno episódio especial de que me recordo vivamente. Como poderia não recordar? Foi aquele momento em que eu soube que não era um desporto como os outros, e, apesar de ser estático, tem toda a sua magia em volta dele. A final do campeonato do mundo, em 2011. Estavam na mesa John Higgins e Judd Trump, no Crucible Theatre. Jogaram-se 33 frames de 35 possíveis. Quem viu sabe como foi aquele último break. A partir daí, a história escreve-se a si mesma. Pesquisas sobre as regras, ver muitos jogos, ouvir os comentadores da Eurosport, e assim continuou a saga. Não conseguia descolar do ecrã.

Mas isto é a minha história. E a história do snooker?

Dizem que é uma história cheia de tradição. O snooker é uma derivação do bilhar. No século XV, Luís XI, Rei de França, era dono de uma mesa de bilhar. Este jogo começou, então, a ser associado à aristocracia, dando ao bilhar a imagem de ser um jogo de cavalheiros. Quando jogaram pela primeira vez, as mesas não tinham bordas nem cushions (difícil tradução para o português). Estes foram introduzidos quando os jogadores se cansaram das bolas a cair dos buracos. As bolas eram feitas de marfim e era preciso abater 12 elefantes para que um conjunto de bolas fosse feito.

A maior contribuição individual para o snooker veio de Joe Davis e do seu irmão Fred. Entre eles, dominaram o jogo por mais de 50 anos e foram fundamentais para a transição de um jogo aristocrático para um passatempo da classe trabalhadora. Joe ganhou 15 campeonatos mundiais consecutivos, enquanto Fred triunfou em 8 campeonatos mundiais.

O snooker já percorreu um longo caminho num período relativamente curto de tempo, e pode reclamar o título de ser um dos desportos com maior audiência internacional.

Euro 2014: Franceses alcançam a glória (41-32)

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cab andebol

O apoio da maioria do público dinamarquês à Espanha durante a meia-final parecia adivinhar este desfecho caso fossem os franceses a conseguir um lugar no jogo mais aguardado. A final entre a anfitriã Dinamarca e a França (32-41) teve tudo menos falta de golos, mas talvez nem os próprios franceses contassem sagrar-se campeões com tanta facilidade. Uma coisa era certa: ambas as equipas tinham ganho o Europeu sempre que conseguiram chegar à final, e ontem isso teria forçosamente de mudar.

Os primeiros minutos de jogo ajudam a explicar a confortável vantagem pontual que a França sempre teve na partida. Nikola Karabatic (5 golos marcados em 11 remates, 45% de eficácia) abriu o marcador, e Thierry Omeyer (12 defesas em 40 remates, 30% de eficácia) protagonizou duas defesas a remates aos 6m que, juntamente com o disparo para fora do lateral-direito Kasper Søndergaard (1/4, 25%), possibilitaram à sua equipa chegar aos 0-3. Ao contrário de Omeyer, Niklas Landin (4/26, 15%), nomeado o melhor guarda-redes do Europeu antes da final, não entrou bem e encaixou 3 golos acessíveis. O pivot Rene Toft Hansen (1/1, 100%) foi excluído depois de já ter visto um amarelo e o ponta-esquerda francês Michaël Guigou (10/11, 91%) aproveitou a apatia dinamarquesa para marcar 2 golos e fazer o 2-7 aos 8 minutos. O central Thomas Mogensen reduziu com um grande remate de anca sobre a linha dos 9m, mas pouco depois o treinador Ulrik Wilbek pediu o time-out.

Karabatic Euro'2014
N. Karabatic e Hansen, um duelo de titãs ganho pelo francês / Fonte: Den2014.ehf-euro.com/

Porém, a paragem não trouxe grandes melhorias para a equipa da casa. Mogensen não conseguiu marcar e, do outro lado, Landin era (mal) batido por N. Karabatic. Pouco depois, para além de não ter conseguido evitar o golo do central Daniel Narcisse (6/7, 86%), Toft Hansen foi excluído pela segunda vez. Se, no ataque, a Dinamarca tinha muitas dificuldades em suplantar a defesa francesa, na retaguarda era completamente permissiva. A consequência disso era o preocupante 4-13 que se registava aos 17 minutos a favor de França, e que motivou Wilbek a pedir novo time-out. Antes disso, o guarda-redes suplente Jannick Green (6/25, 24%) tinha entrado para substituir o desastrado Landin, mas também sem grande sucesso.

Dois golos seguidos da Dinamarca após o regresso pareciam reanimar a equipa, mas a França logo se encarregou de repor a diferença. Grande combinação entre N. Karabatic e Valentin Porte (9/11, 82%), jovem lateral-direito que esteve soberbo e que, pouco depois, aguentava duas cargas e assistia o lateral-esquerdo de origem sérvia. A Dinamarca não conseguia entrar pelo centro e precisava que os pontas aparecessem, mas Anders Eggert (1/3, 33%) marcou o seu único golo aos 20 minutos, com um chapéu a Omeyer (7-15). Após um grande golo de Narcisse, e a perder por 9, Wilbek não esperou mais e ordenou a marcação individual a Karabatic. A Dinamarca começava a marcar, mas a fraca defesa continuava a deitar por terra todas as pretensões da equipa. Aos 22 minutos Porte colocava a França a ganhar por 10, e nem o remate sem cerimónias de Mikkel Hansen (9/11, 82%) nem o primeiro golo de Hans Lindberg (6/8, 75%) conseguiam contrariar o rumo do jogo. Ainda assim, o lateral-esquerdo do PSG e o ponta-direita do Hamburgo eram quem mais se destacava na Dinamarca. Contudo a França não desarmava e, mesmo em inferioridade (exclusão de Porte), Luc Abalo (7/9, 78%) chegou ao golo. A fechar a primeira parte, o melhor golo do jogo: passe de Guigou para Porte, que rematou de primeira no ar. 16-23 ao intervalo, e já nesta altura parecia improvável que a França deixasse escapar o título europeu.

Na segunda parte nada de novo. Narcisse e Abalo aumentaram a vantagem (o ponta-direita fez um golo fantástico de costas para a baliza) e, ainda que Hansen tentasse remar contra a maré, a Dinamarca utilizava uma defesa em 6×0 que nem parava os remates exteriores nem os movimentos do pivot Cédric Sorhaindo (2/3, 67%). Os inconformados Hansen e Lindberg facturaram uma vez cada e a Dinamarca conseguiu dois golos seguidos, algo raro no jogo. No entanto, Landin confirmou estar em dia-não e sofreu um golo em apoio de Porte por baixo das pernas. Guigou continuava a sua saga goleadora e Hansen respondia com um grande remate em suspensão aos 9m. Depois Abalo foi excluído, e o que se passou a seguir ilustra bem como foi este jogo: mesmo em desvantagem numérica, N. Karabatic conseguiu descobrir Guigou sozinho na ponta-esquerda. Estava feito o 30º golo de França (22-30), ainda com 20 minutos para jogar.

Daniel Narcisse, eleito o melhor jogador da final / Fonte: Den2014.ehf-euro.com/
Daniel Narcisse, eleito o melhor jogador da final / Fonte: Den2014.ehf-euro.com/

Lindberg continuava a marcar, desta vez após um bonito passe de Hansen. Green fez uma rara defesa a remate de Porte mas, na resposta, a Dinamarca mais uma vez não conseguiu encurtar distâncias: o lateral-direito Mads Christiansen (2/6, 33%) permitiu a defesa a Omeyer. Nova defesa de Green, desta vez a remate de Abalo, e o golo do lateral-esquerdo Henrik Mollgaard (4/7, 57%) aos 43 minutos (24-30) devolvia uma ténue esperança aos adeptos da casa, naquela que foi talvez a única ocasião desde os primeiros minutos em que isso aconteceu. Se defendesse um ou dois ataques franceses e conseguisse marcar, a Dinamarca talvez ainda pudesse ter uma palavra a dizer. Mas para isso era preciso que fizessem em 15 minutos aquilo que não tinham conseguido nos outros 45, e não foi nada disso que aconteceu: a única defesa forte era a francesa, e os golos de Sorhaindo e de Guigou vieram lembrar que a vantagem da sua equipa era sólida e irreversível.

Até final, a única dúvida passou a ser por quantos golos iria a França vencer este jogo. Guigou fez o seu décimo golo na transformação de um livre de 7m e, após um remate de Hansen que parou no bloco, Narcisse ainda pôs a sua selecção a ganhar por 10. Abalo disparou um míssil para dentro da baliza e, ainda que Lindberg conseguisse concretizar o seu 6º golo perante o recém-entrado Cyril Dumoulin, (1/5, 20%), no banco gaulês já se viam muitos sorrisos. O pivot Jesper Noddesbo marcou 2 golos seguidos e reduziu para 31-39 a 3 minutos do fim, mas logo Alix Nyokas (2/2, 100%) fez o 40º da sua equipa e, depois de novo golo de Noddesbo, estabeleceu o resultado final. A França estava assim confirmada como nova campeã europeia de andebol, sucedendo à Dinamarca e alcançando o título em território rival. A equipa da casa tinha sido apontada como favorita, mas a França mostrou sempre ser mais forte. Pela primeira vez numa final de um Campeonato da Europa uma selecção atingiu a marca dos 40 golos.

 

Destaques:

-pela positiva, do lado dinamarquês sobressaíram Hansen (mais uma grande exibição de um dos melhores andebolistas do mundo), Lindberg (se Eggert lhe tivesse seguido o exemplo na ponta-esquerda, a Dinamarca teria dado muito mais luta), Mollgaard (não fez um jogo brilhante mas foi dos mais inconformados) e Noddesbo (merecia mais tempo de jogo, especialmente tendo em conta a má exibição de Toft Hansen); numa selecção francesa em que Claude Onesta praticamente não rodou os jogadores, quase toda a equipa se destacou pela positiva: Guigou (os números falam por si), Porte (uma dor de cabeça para a Dinamarca do início ao fim), N. Karabatic (bem a atacar, enorme a defender, numa exibição digna de um dos melhores do mundo), Omeyer (decisivo para a sua equipa começar a construir a vantagem desde cedo), Abalo (por algum motivo foi eleito o melhor ponta-direita da prova) e Narcisse (a serenidade em pessoa a defender, muito eficaz no ataque);

– pela negativa, toda a defesa da Dinamarca de forma geral, mas particularmente Landin (não apanhou nada), Eggert (uma sombra do que tinha sido na meia-final) e Toft Hansen (um cartão amarelo e duas exclusões nos primeiros 15 minutos, nunca atinou nem a defender nem a atacar); do lado dos campeões europeus todos estiveram bem, pelo que a escolha será sempre algo injusta. Ainda assim, talvez escolha Luka Karabatic (dos menos exuberantes, embora seja sobretudo um elemento defensivo) e Guillaume Joli (9 minutos discretos e com uma falta atacante)

 

Antes da final tinha tido lugar, no mesmo pavilhão, o jogo de atribuição do 3º e 4º lugar entre a Croácia e a Espanha (28-29 para os espanhóis). Domagoj Duvnjak (8/12, 67%) e Denis Buntic (5/7, 71%) foram dos melhores em campo, mas as excelentes exibições de Julen Aguinagalde (7/8, 88%) e Joan Cañellas (8/19, 80%) – simultaneamente o melhor pivot e o melhor marcador da competição (50/64, 78%) – ajudaram a Espanha a suplantar os adversários. Vitória de consolação para os actuais campeões mundiais, que continuam sem conseguir vencer um Europeu.

Cañellas, aqui com Roca (4) e Rivera (28), foi o melhor marcador da competição e ajudou a Espanha a levar o bronze / Fonte: Den2014.ehf-euro.com/
Cañellas, aqui com Roca (4) e Rivera (28), foi o melhor marcador da competição e ajudou a Espanha a levar o bronze / Fonte: Den2014.ehf-euro.com/

O Comandante abandona o navio

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portosentido

A ética marítima, se lhe pudermos chamar isso, afirma que o comandante de um navio é o último a abandonar o mesmo. O comandante argentino do Porto tem tudo tratado para saltar de um navio para o outro.

Sempre foi um grande fã de Lucho González. Era um jogador que me dava gosto ver jogar. A grande dupla de argentinos composta por Lucho e Lisandro fazia magia. Essa magia era transformada em golos e vitórias.

Como tal, a saída de Lucho para o Marselha deixou-me algo triste. De facto, de uma assentada o Porto perdia Lucho e Lisandro. Os meus jogadores favoritos. Na altura da saída lembro-me de ouvir o Luís Freitas Lobo dizer que se Lucho não abandonasse o Dragão iria tornar-se-ia um ícone do Porto. Lucho acabou por sair. Se a aventura por terras gaulesas foi boa ou má apenas Lucho o poderá dizer. Embora estivesse em França continuava a ter carinho por parte dos portistas.

Anos mais tarde, Lucho regressou ao Dragão. Já sem o habitual número 8, na altura nas costas de João Moutinho, passou a envergar a camisola número 3. Lucho demonstrou que quem sabe não esquece, apenas faz mais devagar. Num curto espaço de tempo, voltou a ser a engrenagem que fazia andar o relógio do Porto. Rapidamente voltou a conquistar a braçadeira, que, se formos ver, não chegou a perder. Durante a primeira volta do campeonato deste ano Lucho foi peça fulcral dentro das quatro linhas e um farol no que toca a sacrifício e dedicação.

Lucho foi um dos jogadores em destaque este ano no Porto  Fonte: zerozero.pt
Lucho foi um dos jogadores em destaque este ano no Porto
Fonte: zerozero.pt

É com grande pena que vejo, novamente, Lucho abandonar o Dragão. Aquando do regresso pensei que fosse definitivo. Que Lucho González fosse terminar a carreira no clube que sempre o apoiou e que lhe deu os grandes feitos na carreira. Porém, começa a surgir a tendência de jogadores com idade avançada rumarem a ligas menos competitivas e com maior interesse monetário. Como Lucho há já bastantes jogadores a seguir o mesmo caminho.

El Comandante” é um jogador que vai fazer falta ao Porto. Mesmo com Carlos Eduardo a crescer de dia para dia e com Josué e Quintero de reserva, a equipa de Paulo Fonseca vai sofrer um pouco com a partida de Lucho, que surge como uma surpresa, sim. Mas, como os adeptos do Sporting têm o hábito de dizer face aos maus resultados comuns: “há que levantar a cabeça“.

O Porto vai ultrapassar a saída de Lucho, tenho a certeza. Lucho foi, é e será um grande jogador. Foi uma honra vê-lo jogar em relvados portugueses. Desejo-lhe sorte no Qatar. Agora, por cá, há uma segunda volta de campeonato, eliminatórias da Liga Europa e da Taça de Portugal e as meias-finais da Taça da Liga para jogar. Não há tempo para ficar a pensar sobre o impacto de perder o comandante. É tempo de preparar o navio para o temporal que se aproxima.

Juan Mata, de Londres para Manchester

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Esta semana, visto que se deu uma jornada da Taça Inglesa sem grandes surpresas, decidi falar um pouco sobre o mercado de transferências, nomeadamente a transferência de Juan Manuel Mata do Chelsea para o Manchester United.

Primeiro, há que falar do percurso de Juan Mata pelos Blues, desde que chegou, no Verão de 2011, proveniente do Valencia. Esta transferência deu-se por 28 milhões de euros (23,5 milhões de libras), confirmando um dos grandes reforços do clube para a época que se avizinhava.

Só na primeira época, Mata contabilizou ao todo 12 golos marcados, ajudando, inclusive, o Chelsea a garantir a Liga dos Campeões. Feito inacreditável, para um Chelsea que passou grandes dificuldades ao longo da época, com a troca de Villas-Boas por Di Matteo, no início de Março. Porém, o Chelsea acabava a época num desapontante 6º lugar, acedendo à Champions apenas porque a ganhara.

Juan Mata a erguer a Taça da Champions
Juan Mata a erguer a Liga dos Campeões / Fonte: Blog Chelsea News Brasil

Na época de 2012/13, o jogador espanhol conseguiria ainda melhores resultados, com 19 golos em 63 jogos, e coroando o ano com uma Liga Europa. Esta época foi também de muitas dificuldades, com mais uma chicotada psicológica a meio da mesma, entrando Rafa Benítez para o lugar de Di Matteo. O Chelsea conseguiu, ainda assim, um estável 3º lugar, mas muito distante do campeão United.

Com a chegada de Mourinho, Juan Mata viu o seu espaço na equipa londrina encurtar-se. Apenas contabilizou 13 jogos na primeira volta e nunca com a totalidade dos 90 minutos em qualquer jogo. Previa-se que o futuro de Mata pudesse estar noutras paragens.

Na passada semana, deu-se a transferência para o Manchester United, por valores que rondam os 44,6 milhões de euros (37 milhões de libras). O negócio não só foi vantajoso a nível financeiro como também permitiu as contratações de Matic e Salah, jogadores mais à medida de Mourinho. O treinador português lamentou não ter feito de Mata um melhor jogador, muito devido ao facto de o ter posto a jogar numa posição nova, mas a verdade é que o espanhol saiu muito valorizado.

Já para o Manchester United pode ter chegado o criativo que os adeptos tanto ansiavam, capaz de mexer com o jogo dos Red Devils e levar a equipa para o caminho das vitórias, e, quem sabe, garantir mesmo o acesso à Liga dos Campeões. David Moyes afirmou que está encantado com a compra do extremo e algo surpreendido com a permissão do Chelsea em vender o jogador. Quem mais irá o treinador escocês comprar para tornar a equipa competitiva?

Juan Mata assinou pelo United
Juan Mata assinou pelo Man Utd / Fonte: Manchester United

Para concluir, pode mesmo dizer-se que a troca entre os clubes é ideal, ainda mais se tivermos em consideração que o Chelsea já fez a totalidade de jogos com o United para a Premier League, o que já mereceu críticas de treinadores como Wenger. Ao fim e ao cabo, o timing da transferência foi mais uma jogada de mestre de Mourinho, não só a mostrar que é um génio “dentro” de campo como igualmente fora dele.

PS: Também Michael Essien deixa o Chelsea para reforçar o AC Milan, depois de quase nove anos no clube Londrino.

A arte de bem especular

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camisolasberrantes

Janeiro está a chegar ao fim e já lá vão dois tiros no porta-aviões. Ola John foi, puxado por uma orelha, para o Hamburgo. E assim se perdeu uma das peças mais importantes do Benfica na recta final do ano passado. Não satisfeitos, lá foi também o desgraçado do sérvio. Matic, o «melhor médio defensivo do mundo», segundo Jorge Jesus. Chelsea dá e Chelsea tira. O dinheiro não é problema…pelo menos para os lados de Londres. Já em Lisboa a corneta apita de outra forma. E o regimento marcha com uma mão à frente e outra atrás.

Luís Filipe Vieira diria, neste momento, algo como «mas mais vale marchar do que morrer!». Tudo bem. Eu diria, contudo, que mais vale ter quem meter a marchar do que metê-los a marchar daqui para fora – perdoem as redundantes metáforas. Gastaste o que havia e o que não havia para gastar. Agora? Agora o nosso meio-campo, ainda que seja o melhor em Portugal, está ao abandono. A um nível tal que ver os últimos jogos disputados na Luz naquele relvado era como ver o (não) desenvolvimento da agricultura portuguesa no pós-Política Agrícola Comum. Um enorme batatal, mas batateiros e batatas nem vê-los. “Deixe lá, Sr. Ministro. A gente manda vir de Espanha. Ou de França”. “Mas não fica mais caro?”. “Fica”. “E não tem menos qualidade?”. “Claro”. “E não estamos a matar a nossa mecânica produtiva?”. “Sim”. “Vamos a isso então!”. Que bom é ser-se português. Tanto na política, como no futebol.

E de portugueses falemos. Mais precisamente de André Gomes. O jovem de 20 anos foi – e esta aqui não deixa de me fazer rir – “comprado” pelo empresário Jorge Mendes. O homem que também representa os célebres Cristiano Ronaldo e José Mourinho parece ter encontrado num dos futuros projectos benfiquistas…um futuro jogador para o futebol não-português. Mais precisamente para o futebol inglês. Gomes viu o seu nome associado ao Liverpool, este domingo, pelo jornal The Sunday Times. Mas já dizia Ricardo Araújo Pereira na interpretação de uma das suas maiores personagens: «Falam, falam, pá, e eu não os vejo a fazer nada! Fico chateado, com certeza que fico chateado, pá!». É que isto de “falar” em coisas é sempre interessante, mas é preciso saber fazer disso profissão. É preciso saber fazer disso arte. Aí, não há ninguém melhor do que os jornalistas. Do que a comunicação social. Mas mesmo esses têm falhas. Vejamos porquê.

"Eu já fui. E tu?" Fonte: zerozero.pt
“Eu já fui. E tu?”
Fonte: zerozero.pt

A tal notícia que associa André Gomes ao Liverpool, e que todos os grandes desportivos nacionais usaram para encher papel hoje, explica que só há interesse no médio benfiquista porque Gerrard e Lucas estão no estaleiro. Ah, e como se não bastasse, quem ilustra o artigo é o André…mas o Almeida. Poético. O mais bonito é que ainda se fala num outro possível interesse, desta feita por parte do Manchester City. Agora pergunto eu: mas alguém se lembra que em Junho André Gomes estava referenciado pelo Chelsea? Quem é que acabou por ir para lá preencher o meio-campo? Pois.

Fica aqui a prova provada de que o Benfica tem a corda na garganta. De que a sarna é muita, mas as notas para a coçar já há muito que trocaram de mãos. De que o Benfica não tem problemas em especular para valorizar e meter os seus jogadores nas bocas do mundo. E que um empresário faz e fará sempre aquilo que um empresário tem de fazer: jogar com tudo o que o rodeia para fazer dinheiro. Para quê? Para fazer ainda mais dinheiro. Mas não tem mal. Não precisamos de André Gomes, de qualquer forma. Enzo, Fejsa e Amorim chegam e sobram. Se algum partir as duas pernas, Gaitán também dá para o meio. Em último caso espeta-se lá com Markovic (finalmente!). Com certeza que nenhum dos dois últimos será necessário para jogar nas alas até porque são muitas as opções que temos. Como Salvio, por exemplo. Ou Ola John, de quem falávamos há pouco. Acima de tudo, não queremos é dar cabo da carreira a um puto que até tem o que é preciso para vingar. Sim, vamos vendê-lo até dia 31 de Janeiro por mais de 15 milhões de euros – valor pago por Jorge Mendes. Senão, não tem mal. Fica para o final da época.

E se eu disser que nem agora, nem nessa altura? É a arte de bem especular. Ou não.

Jogadores que Admiro #12 – David Beckham

jogadoresqueadmiro

Inglaterra 1 Grécia 2. Dia 6 de Outubro de 2001, jogava-se, em Old Trafford, uma partida decisiva para o futebol Inglês. A Inglaterra precisava de, pelo menos, um empate frente à Grécia de forma a garantir o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2002. Mas, já depois dos 90 minutos, estava a perder.

David Beckham teve sempre de lutar contra a falta de inteligência e contra o preconceito. Não dele, mas de quem procurou na fama uma arma para o fazer ter de provar o seu valor como se as suas qualidades assim não o fizessem. Lutou dentro de campo, claro, mas lutou em inúmeros territórios extra futebolísticos em que os seus adversários usaram estratégias desleais contra si. Talvez por isso ainda seja, hoje, questionado o seu nome quando dentro dos maiores que se viram no presente século.

A verdade é que o médio Inglês poderia ter facilitado a sua própria tarefa. Poderia ter abdicado da sua vaidade; das roupas caras que exibia; dos tiques de estrela que sempre teve; da ligação à moda e da relação com uma famosa. Mas, um pouco à semelhança de Cristiano Ronaldo, não o fez. Afinal, quando na comodidade da própria casa, todos dizemos que não devemos abdicar do que somos pelo que os outros pensam. Mas quando com uma câmara apontada à cara, quantos vamos persistir no que os outros julgam? Beckham persistiu.

Beckham bateu os dois cantos que, nos descontos, valeram a conquista da Champions ao Man United, frente ao Bayern Munique, em 1998. "Impossible is nothing", não é? / Fonte: o.canada.com/
Beckham bateu os dois cantos que, nos descontos, valeram a conquista da Champions ao Man United, frente ao Bayern Munique, em 1998 / Fonte: o.canada.com

Futebolisticamente foi sublime. Com precisão milimétrica no passe longo, com uma quase perfeição no passe curto, o melhor que alguma vez vi nos cantos, nos livres, nos cruzamentos.  Faltava-lhe intensidade para médio centro, digam. Velocidade para extremo, também. Mas pensem nos ídolos de Manchester e, sem ser o nosso Ronaldo, de quem se lembram? Poder-se-iam lembrar de Rooney, de Van Nistelrooy, de Scholes, de Ferdinand, de Giggs e de tantos, tantos outros que por lá brilharam, mas o nome em que mais de vós pensaram foi certamente o mesmo que fez, no dia 10 de Março de 2010, todos os presentes se levantarem para ovacionar o regresso de um dos seus maiores símbolos: David Beckham.

Pela sua carreira contou títulos em Inglaterra, em Espanha, nos Estados Unidos e em França. Resumidamente, em todos os sítios onde jogou excepto na Itália onde só esteve uns meses. Dez campeonatos, dez taças nacionais, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental. Individualmente, é o 3º melhor assistente da Premier League (com 152 assistências) e foi considerado, entre muitas outras coisas, o melhor jogador do Real Madrid na época de 2005-2006. Por lá jogavam os modestos Zinedine Zidane, Raúl, Luís Figo e Ronaldo. Foi o responsável pela chegada do futebol a países que dele apenas conheciam o seu nome.

Beckham
David Beckam no seu ultimo clube, o PSG
Fonte: esportes.terra.com.br

Paralelamente participou em muitas campanhas publicitárias. Numa delas, da Adidas, citou um outro campeão: Muahmmad Ali.

“Impossível é apenas uma grande palavra espalhada por pequenos homens que consideram mais fácil viver no mundo de que eles têm desistido do que explorar o poder que têm para o mudar. Impossível não é facto, é opinião. Impossível é potencial. É temporário. Impossible is nothing.”

Foi talvez inspirado por palavras como estas que, naquela tarde de 2001, Beckham partiu para um livre a 30 metros da baliza e, com um arco que só dele se espera, deixou os críticos à procura de polémicas que abafassem a felicidade do povo Inglês que viu ali como o impossível é temporário. Ali, levou o tempo que Beckham decidiu. No fim, o comentador lá exclamou: “give that man a knighthood!”. Inglaterra 2 Grécia 2.

A garra dos Bulls

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cab nba

No desporto, como em tudo na vida, é preciso saber contornar todos os obstáculos que se possam atravessar no nosso caminho. E quanto mais complicadas forem as adversidades, maior será o proveito que retiraremos para o nosso futuro. Ficamos mais fortes e com uma muito maior capacidade para perceber como somos: seja para conseguir reconhecer cada ponto forte que possamos ter, como para arranjar métodos de autodefesa para os nossos pontos fracos mais expostos. E estes podem muito bem ser os ensinamentos que podemos retirar da equipa dos Chicago Bulls, desde que são treinados por Tom Thibodeau.

Desde 2010, altura em que Thibodeau substituiu Vinny Del Negro no comando técnico da equipa, os Bulls têm dado provas incríveis de sobrevivência e de uma capacidade notável para se conseguirem reinventar. Na primeira temporada do treinador de 56 anos, os Bulls apareciam como uma das grandes potências da Conferência Este: para além da evidente melhoria a nível defensivo, contavam com um Derrick Rose na plenitude das suas capacidades, que brilhava na liga norte-americana, sendo, inclusivamente, eleito o MVP mais novo de sempre de uma fase regular na NBA. Ora, foi sem surpresas que os Bulls acabaram por chegar à final da Conferência Este, perdendo apenas para os poderosos Miami Heat. No entanto, as boas indicações dadas na temporada de 2010/2011 deixavam antever uma nova época ainda mais forte e com maiores possibilidades de sucesso. E, de facto, o ano seguinte parecia estar destinado a ser coroado com sucesso para Rose e companhia, na NBA. Depois de uma fase regular quase imaculada (com um registo soberbo de 50–16), começariam os problemas que iriam devastar a equipa de Chicago. A grave lesão de Derrick Rose no joelho esquerdo deitou por terra as esperanças de uma equipa que já estava muito dependente do base norte-americano para todas as suas manobras táticas. Num ápice, tudo mudou. Completamente destroçados, os Bulls acabariam mesmo por cair na primeira eliminatória da fase decisiva da competição, frente aos banais 76ers (4-2), que tinham tido muitas dificuldades em se qualificarem.

Tom Thibodeau e Derrick Rose. Uma dupla que tarda em ser reeditada / Fonte: Thebullshow.com
Tom Thibodeau e Derrick Rose. Uma dupla que tarda em ser reeditada
Fonte: Thebullshow.com

Com o retorno de Rose incerto, Thibodeau teve de preparar uma equipa nova para atacar a temporada de 2012/2013. Assim, sem mexer muito no esquema tático alicerçado em Noah, Boozer e Deng, foi buscar o pequeno genial Nate Robinson para a posição de Base, que estava órfã de Rose e apenas tinha Kirk Hinrich. A época acabou por ser aceitável, com os Bulls a conseguirem alcançar as semi-finais da Conferência Este, novamente caindo aos pés dos Miami Heat de Lebron James. No entanto, com a eliminação vinha uma boa notícia: Derrick Rose estava recuperado e pronto a jogar. Sem restrições, completamente recuperado e pronto para fazer a pré-época. E este era o indício concreto de que esta seria a temporada derradeira para os Chicago Bulls se afirmarem de vez como um dos sérios candidatos à vitória final. Para isso, Thibodeau teve de se desfazer de Nate Robinson e apostou tudo no regresso de Derrick Rose e numa equipa coesa e pronta a jogar em função do jovem base de 25 anos. E isso só poderia deixar qualquer adepto dos Bulls entusiasmado com as possibilidades da equipa para esta temporada. Eu próprio, confesso, achei que, com Rose, estes Bulls poderiam ter chegado muito longe. O problema é que o infortúnio voltou a atravessar-se à frente da equipa de Tom Thibodeau. No dia 22 de novembro, frente aos Trail Blazers, Derrick Rose volta a lesionar-se gravemente. E, ironia das ironias, no outro joelho. Depois de recuperar do esquerdo, Rose lesiona-se no direito e despedaça os corações dos adeptos da equipa de Chicago. E é aqui que tudo se desmorona novamente. É complicado gerir um plantel com estas contantes derrocadas. E pareceu-me que, com a lesão de Rose, os Bulls, numa primeira fase, aparentaram deitar a toalha ao chão e desistir de lutar. Começaram a perder jogos atrás de jogos, e era óbvio que Thibodeau tinha de deixar de pensar no sucesso desta época e centrar atenções para o futuro. Começar a renovar a equipa, abrir algum espaço do seu salary cap para novos jogadores e limitar-se a cumprir o que faltava do campeonato com a dignidade possível. É com este propósito que, sem muito mais a ganhar, os Bulls acabaram por trocar Luol Deng para os Cavaliers. Era a resignação total. Perder Rose e depois despachar um dos poucos jogadores que conseguiam fazer a diferença era a confirmação pública de que, em Chicago, já se pensava na próxima temporada.

Mas eis que, senhoras e senhores, os Bulls surpreenderam tudo e todos e voltaram à carga. Discretamente, foram buscar o jovem D. J. Augustin, que tinha sido dispensado dos Raptors, para a posição de base, onde só estava, novamente, o veterano Kirk Hinrich, e integraram Mike Dunleavy Jr. no lugar que pertencia a Deng no cinco inicial. E os resultados estão a ser absolutamente surpreendentes: desde que Deng abandonou o plantel, os Bulls galvanizaram-se e estão com um diferenciador positivo de 8-3 e com possibilidades muito fortes de se qualificarem para os playoffs novamente. As ausências de Rose e Deng uniram ainda mais a equipa e agora estão muito mais sólidos. Permitam-me o paralelismo com os Raptors: também eles perderam a sua principal estrela recentemente (falo de Rudy Gay) e, incrivelmente, ficaram mais fortes e com melhores resultados. Um fenómeno interessante e que começa a ser recorrente na NBA.

Jimmy Butler, D.J. Augustin e Joakim Noah têm sido alguns dos destaques dos Bulls nesta temporada / Fonte: Chicagotribune.com
Jimmy Butler, D.J. Augustin e Joakim Noah têm-se destacado nesta temporada
Fonte: Chicagotribune.com

Quem anunciava a “morte” dos Bulls para esta temporada vai ter de esperar. Porque, está visto, esta é uma das equipas mais guerreiras da NBA e aquela que, por mais adversidades que se lhes atravessem, nunca vai deitar a toalha ao chão. E, agora, dá para ver bem as potencialidades que ainda há no plantel para este continuar a lutar. Mesmo com poucos argumentos, ainda há um poste incrível chamado Joakim Noah, que é o espelho da força e do espírito de equipa que os jogadores de Chicago têm. O guerreiro Noah é o protótipo ideal daquilo que é um jogador dos Bulls. E eu, sinceramente, espero que tão cedo não abandone o barco. Para além do francês, têm o já referido reforço D. J. Augustin, que entrou forte e trouxe mais qualidade e ideias ao processo ofensivo da equipa, que carecia de ideias. Depois ainda há Boozer, que é sempre um elemento com algum peso a nível defensivo, tal como o 6th man da equipa, Taj Gibson, que se encontra num momento de forma fantástico. Finalmente, convém não esquecer Mike Dunleavy Jr., que, apesar de não ser um elemento com uma capacidade defensiva aceitável, é um grande atirador e garante qualidade nos três pontos e nas movimentações ofensivas da equipa e Jimmy Butler por quem ninguém dava nada no ano de rookie e que agora é um dos elementos mais regulares da equipa.

Se estes argumentos chegam para continuar a sonhar? Não sei, é cedo para dizer. Mas este plantel tem provado a Tom Thibodeau que, pelo menos, há capacidade para lutar. O espírito de equipa está reforçadíssimo e, apesar de não haver muito talento individual, há, no plantel de Chicago, uma força de vontade enorme e um querer inacreditável que fazem qualquer adepto ficar otimista. Venham as adversidades que vierem, em Chicago, já nada pode assustar. O pior já passou. Agora, os Bulls estão prontos. E não temem ninguém.

Força, Rapazes!

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cab futsal

O Europeu de 2014 começa na próxima semana e as expetativas depositadas na seleção das quinas são extremamente altas.

Com vista à preparação para o Europeu, Portugal estagiou em Rio Maior, onde efetuou dois jogos frente à Turquia. Em ambos os jogos saiu vitorioso por, respetivamente, 8-3 e 6-1. Foram duas boas exibições, principalmente no segundo jogo no qual demonstrou mais qualidade e equilíbrio.

A lista de 15 jogadores convocados pelo selecionador Jorge Braz mostra consistência e maturidade. Para algumas pessoas a não inclusão de Marinho ou a inclusão de Cardinal foram claramente uma surpresa. Destes 15 jogadores só 14 irão à Bélgica.

O jogador excluído da convocatória foi o ala do Sporting, Paulinho. Percebe-se a não integração do ala devido ao elevado número de jogadores para a respetiva posição. Apesar de Paulinho ser um jogador bastante veloz, não discordo da escolha de Jorge Braz.

O selecionador nacional justificou a não convocatória de Marinho devido ao facto de ele não estar na melhor forma física e porque outros jogadores se apresentam com uma maior consistência e melhor fisicamente.

Relativamente à chamada de Cardinal, concordo a 100% visto ser um pivot completo, um verdadeiro artilheiro, um jogador com números impressionantes e possuidor de grande maturidade.

Recordo que na seleção, em 70 jogos, marcou 47 golos. Ao serviço do Rio Ave (equipa mediana) marcou cerca de 29 golos na fase regular, tendo sido o melhor marcador da época 2012/2013, apesar de ter estado lesionado grande parte da época. Atualmente encontra-se sem clube, daí a “polémica” na sua chamada.

www.futsalplanet.com
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Eis a lista de convocados:

Guarda-redes: André Sousa (AD Fundão), Cristiano (Sporting CP) e João Benedito (Sporting CP);

Fixos: Gonçalo (SL Benfica) e João Matos (Sporting CP):

Alas: Arnaldo (Nikkars), Bruno Coelho (SL Benfica), Pedro Cary (Sporting CP), Pedro Costa (Nagoya Oceans), Ricardinho (Inter Movistar) e Ricardo Fernandes (SL Benfica);

Pivôs: Cardinal, Joel Queirós (SL Benfica) e Leitão (Acqua & Sapone).

Relativamente aos guarda-redes, Portugal apresenta-se bastante forte, com João Benedito e Cristiano a surgirem como os principais candidatos ao lugar, sem querer tirar mérito ao bom guarda-redes do Fundão, que no passado fim-de-semana defendeu duas grandes penalidades frente ao Sporting, contribuindo para a qualificação da sua equipa.

O selecionador português afirmou que “Cristiano é excelente nas transições, tem muita competência, joga bem com os pés”, mas eu aposto na titularidade de João Benedito devido a toda a sua experiência e inqualificável qualidade.

Os dois jogadores para a posição de fixo têm enorme qualidade, experiência e maturidade. Ambos são jogadores agressivos (no bom sentido) e estão numa boa forma física.

A posição mais abundante – daí a saída de Paulinho do leque de escolhidos – é a de ala, com jogadores muito diferentes entre si, todavia de enorme capacidade.

Arnaldo é um jogador que transpira experiência e competência, tendo já representado Portugal por 171 vezes e apresentando-se como uma mais-valia para a nossa seleção. Bruno Coelho está em excelente forma ao serviço do Benfica, está motivado e tem um comportamento exemplar.

Pedro Carry é um jogador que cumpre a sua função com eficiência, defende bem e apresenta um remate colocado e forte.

Pedro Costa, jogador de 35 anos que atua no Nagoya Oceans do Japão, regressa à seleção passados 4 anos (renunciou à seleção em 2010). Apresenta-se extremamente motivado e joga de forma muito competente e inteligente. A sua experiência tanto a nível de seleção, como clubística, é um benefício para a equipa portuguesa.

Ricardinho é um jogador que dispensa apresentações. Está entre os melhores do Mundo, tem um talento invejável, altos níveis de maturidade, dá tranquilidade a qualquer treinador, sendo capaz de resolver qualquer jogo. Não terá sido por acaso que Jorge Braz afirmou que “o Ricardinho é o Cristiano Ronaldo do futsal”.

Ricardo Fernandes rumou esta época ao Benfica proveniente do Freixieiro e apresenta-se como mais uma solução para a posição de ala.

Relativamente aos três pivôs, são todos de altíssimo nível. Joel Queiroz é um jogador fora de série – em 134 jogos pela seleção marcou 103 golos, demonstrando a sua enorme veia goleadora. Leitão é um jogador muito forte no passe, tem alguma velocidade e defende relativamente bem. Como referi anteriormente, Cardinal é um jogador que admiro muito tanto pelas grandes exibições que fez ao serviço do Sporting, bem como pelas que protagonizou ao serviço do Rio Ave e da seleção – é um atleta com características únicas que julgo ser muito importante para a seleção neste Europeu.

radiopernes.pt
Os jogadores da seleção em preparação para o Europeu / Fonte: Radiopernes.pt

O UEFA Futsal Euro´2014 disputa-se de dia 28 de Janeiro a 8 de Fevereiro em Antuérpia, na Bélgica.

Quinta-feira, dia 30 de Janeiro, Portugal defronta a Holanda, equipa difícil, que irá usar as suas armas para anular o jogo da seleção portuguesa. No sábado, dia 1 de Fevereiro, Portugal defronta a Rússia. O jogo diante da Rússia é, sem dúvida alguma, o mais difícil da fase de grupos devido ao fortíssimo plantel de esse adversário que dispõe, bem como à qualidade individual dos seus jogadores.

Para passar à fase seguinte, Portugal tem de vencer obrigatoriamente a Holanda. Recordo que passam à próxima fase os 2 primeiros classificados do grupo, sendo que seria extremamente importante e motivador que Portugal obtivesse a 1ª posição. Por isso, frente à Rússia Portugal terá de apresentar o seu jogo ao mais alto nível e anular o jogo da equipa adversária.

Arbitragem portuguesa: Quo vadis?

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milnovezeroseis

Caro leitor,

O fim de semana , que hoje termina, foi sinónimo de polémica no mundo de futebol português. Pese embora tenha havido uma pausa no Campeonato para se disputar a derradeira jornada da Taça da Liga, competição encarada pelos clubes grandes como sendo descartável, os jogos realizados não fugiram à controvérsia, com Porto e Sporting no epicentro da questão.

À partida para o terceiro jogo da fase de grupos, os rivais encontravam-se em igualdade pontual. Contudo, graças a um golo de Varela, em posição irregular, no jogo da segunda jornada frente ao Penafiel, os dragões figuravam em primeiro, com mais um golo marcado. Ditam as regras da competição que, quando duas equipas estão ainda a disputar o apuramento, os jogos de ambas têm de começar à mesma hora. Ora, esta é a primeira razão pela qual os jogos de ontem estão envoltos de polémica.

A arbitragem portuguesa está, novamente, em voga, após os casos polémicos do Porto-Marítimo / Fonte: RTP
A arbitragem portuguesa está, novamente, em voga, após os casos polémicos do Porto-Marítimo / Fonte: RTP

O jogo do Dragão, com início marcado para as 20 horas e 45 minutos, começou com um atraso de cerca de 4 minutos. Propositadamente ou não, o certo é que esta é uma situação no mínimo estranha, e que deve ser devidamente investigada. Mais caricato ainda é o facto de o penalty a favor dos azuis e brancos ter sido assinalado após o término do Penafiel-Sporting. Não querendo, de nenhuma forma, entrar em suposições falaciosas creio apenas que era obrigação da equipa de arbitragem ter apressado a entrada em campo do clube da Invicta, assim como é, agora, dever do mesmo conjunto de árbitros explicar o que realmente se passou.

Todavia, a controvérsia não se restringe ao atraso de um jogo face ao outro. O lance do qual derivou o penalty contra o Marítimo é duvidoso. Há, indubitavelmente, um puxão do defesa maritimista mas resta saber se dentro ou fora da grande área. Certo é também que a repetição fornecida via televisão, dá a entender que Ghilas tropeça no jogador dos insulares.

De facto, o Sporting já está eliminado de duas das três competições em que se viu envolvido. Quer na Taça de Portugal quer na Taça da Liga, os leões sofreram repercussões de arbitragens danosas. Não é de admirar, portanto, que Bruno de Carvalho esteja a encetar esforços para mudar o futebol português, uma atitude que, apesar de vir do seio do clube leonino, tem uma abrangência e um objectivo geral. Recorde-se que uma das propostas prende-se com uma maior profissionalização dos árbitros. Este é um plano que, para um país que detém aquele que foi considerado o melhor árbitro do mundo – Pedro Proença, leia-se -, seria inquestionável. É hora de dar um maior grau de qualificação aos árbitros portugueses, de modo a que erros como os de Manuel Mota sejam evitados. Porque os visados são constantemente os mesmos.