Foi a sexta vez que o UFC realizou um evento na China. Desta vez, a cidade escolhida foi Shenzhen. No combate principal Weili Zhang tornou-se na primeira campeã chinesa ao nocautear Jessica Andrade em apenas 52 segundos. Jingliang nocauteou, após uma excelente performance, Elizeu dos Santos no terceiro assalto.
Jessica Andrade vs Weili Zhang
O combate principal da noite tinha muita importância a nível de marketing para o UFC. Caso Zhang vencesse tornar-se-ia na primeira campeã chinesa da história da promoção. Isto traria imensa atenção desse país para o UFC e também novos fãs.
Jessica Andrade fazia a sua primeira defesa de título, depois de nocautear Rose Namajunas em maio.
Com apenas três combates no UFC, Weili Zhang conseguiu uma chance pelo título. Apesar de ser a #6 no ranking da divisão de peso-palha, a escolha pareceu acertada devido ao local do evento.
Zhang entrou agressiva no combate, e acertou cedo um cruzado de direita que abanou Andrade. Numa situação de corpo a corpo a chinesa lançou vários cotovelos e joelhos. Conseguiu finalizar a sequência com outro cruzado de direita e terminou dessa forma o combate.
Zhang celebra ser a nova campeã Fonte: UFC
Dois dias após a vitória, Zhang foi a mais pesquisada na China, foi das mais mencionadas nas redes sociais do país com cerca de 300 milhões de hashtags e vídeos da luta tiveram cerca de 40 milhões de visualizações no total. Números impressionantes avançados por Dana White, presidente do UFC, no seu Instagram.
Jingliang Li vs Elizeu dos Santos
O combate de Jingliang foi um dos mais antecipados da noite. O estilo de luta do chinês já lhe valeu alguma fama nos EUA, e o público esteve entusiasmado durante o combate: cantaram por ele durante todos os 15 minutos.
Elizeu dos Santos podia ser um lutador para “estragar a festa” a Jingliang. O brasileiro vinha de sete vitórias consecutivas.
No primeiro round Santos lançou golpes variados, a juntar socos e pontapés. Jingliang lançava e acertava socos melhores colocados que o adversário. Conseguiu inclusive uma knockdown com um direto.
No segundo round Jingliang esteve irrepreensível no aspeto da defesa: evitou grande parte dos golpes do adversário através de movimentações de entrar e sair na distância. Sempre que lançou acertou golpes limpos e bem colocados.
O terceiro round foi exímio para Jingliang: novamente esteve muito forte no aspeto da defesa, e foi muito calculista na forma como lançou os golpes. Conseguiu o KO já a 10 segundos do fim, naquilo que foi uma performance fantástica.
O segundo TakeOver da marca NXT UK será lebrado por ter sido uma das melhores noites de wrestling de todo o ano. Teve combates incríveis, o público foi fantástico e, algo cada vez mais raro, a equipa de comentadores foi brilhante.
Apesar do main-event ser sem sombra de dúvida um dos melhores combates do ano, não é justo esquecer os outros combates que tornaram este evento tão especial.
“André Horta? Vamos jogar com dez?” “Não, com nove, o Hassan também é titular”. Apesar do exemplar arranque de temporado do SC Braga (apenas o empate com o Gil Vicente se pode considerar um mau resultado), nem todos os adeptos dos minhotos estavam confiantes com as escolhas de Sá Pinto para o segundo embate dos arsenalistas com um dos três grandes neste início de época, depois da derrota em Alvalade.
Tivessem ou não razão os interlocutores desta conversa, o jogo não seria tarefa fácil, já que pela frente estaria o Campeão Nacional, um Benfica forte e com intenção de vingar o orgulho ferido pela queda aos pés do FC Porto na última jornada, registando a primeira derrota para a Liga sob o comando de Bruno Lage.
O encontro começou rápido e com ambas as equipas com uma postura ofensiva, procurando criar espaços e também não hesitando em recorrer à falta, forçando o árbitro a intervir bastantes vezes na partida. Contudo, este grande caudal atacante de parte a parte não era correspondido em claras oportunidades de golo, ainda que proporcionasse um bom espetáculo.
A meio da primeira parte, uma jogada ofensiva do Benfica que parecia resolvida resultou num grande problema, com o árbitro a apontar para a marca dos 11 metros. Vista a jogada da bancada de imprensa, fica a dúvida se é ajustado o castigo máximo ou se deveria antes ter sido livre indireto, mas Nuno Almeida não teve dúvidas. Com tranquilidade, Pizzi colocou a bola do lado oposto ao para o qual Matheus se lançou e inaugurou o marcador.
Florentino no chão e penalti para o Benfica Fonte: José Baptista/Bola na Rede
A vontade dos da casa de ripostar fez com que o jogo se abrisse ainda mais, dando espaço à criação de maior perigo junto das balizas de Matheus e Vlachodimos. Aos 33’, Seferovic teve tudo para aumentar a vantagem, mas, com a baliza aberta, deixou-se surpreender por um dos defesas bracarenses, que cortou para canto. Pouco depois, aos 37’, Ricardo Horta surgiu isolado, mas respondeu a bom cruzamente com uma bola ao poste. E, a encerrar o primeiro tempo, Seferovic voltou a desperdiçar ocasião soberana, atirando muito por cima só com Matheus pela frente.
Sá Pinto mexeu duplamente ao intervalo, lançando Fonte e Murilo, mas não conseguiu sequer perceber a influência das mexidas no conjunto arsenalista antes de novo golpe. Novamente Pizzi a faturar, desta vez aparecendo de trás na área para responder da melhor forma a cruzamento a meia altura do lado direito do ataque benfiquista.
Ainda não havia o Braga digerido o segundo e já estava a sofrer o terceiro. Cruzamento rasteiro do lado esquerdo e Bruno Viana, tentando desviar a bola, acaba por enganar Matheus e colocar a bola no fundo das redes da própria baliza.
Foi como um golpe de misericórdia. Os Guerreiros do Minho nunca mais se encontraram e o jogo entrou num estado mais abúlico, com um Benfica sem vontade ou necessidade de acelerar e um Braga sem capacidade mental para o fazer.
Aos 72’, chegou-se a um estado de quase humilhação, quando o Benfica se encontrou de novo a aumentar a vantagem graças a um autogolo, desta feita por Esgaio. A partir daí, não houve mais que valha a pena contar, ambas as equipas limitando-se a contar os minutos até poderem finalizar o jogo.
Se o Benfica se reencontra com os triunfos, o Braga soma o terceiro encontro consecutivo para o Campeonato sem ganhar e conta apenas com quatro pontos ao fim de igual número de jogos, manifestamente pouco para as ambições arsenalistas, ainda que com o consolo de já terem defrontado águias e leões. Nota final para o pouco público presente no estádio (15499 espetadores). Meia casa é manifestamente pouco para um jogo com dois dos mais fortes conjuntos da nossa Liga.
Há pouco mais de um ano que o SL Benfica criou uma equipa de futebol feminino e a época de estreia não podia ter corrido melhor. A equipa conquistou a Segunda Divisão sem qualquer contestação e ainda conquistou a Taça de Portugal, depois de ter eliminado o SC Braga nas meias-finais. Para além do mais, ainda foi a melhor equipa nacional em todos os escalões (sub-15, sub-17 e sub-19).
Para a nova época, a estrutura do futebol feminino do Benfica sofreu algumas alterações, a começar pela saída de Ana Filipa Godinho do cargo de Team Manager. O comando técnico da equipa também sofreu alterações, com João Marques a aceitar o desafio de treinar a recém-criada equipa do FC Famalicão, sendo sucedido por Luís Andrade. O antigo médio, que representou o clube entre 1998 e 2003, já tinha chegado ao clube a meio da época passada, onde ocuparia na altura o cargo de Secretário Técnico.
O plantel também sofreu algumas alterações, com o objectivo de atacar todas as competições nacionais. Saíram as brasileiras Ana Alice, Rilany e Maiara, bem como a guarda-redes Catarina Bajanca, a defesa-central Filipa Rodrigues e a extrema Jassie Vasconcelos. As jovens Carolina Vilão e Carlota Cristo foram emprestadas ao Valadares Gaia.
Em termos de contratações, o Benfica voltou a apostar no mercado internacional, mas também em jovens promessas nacionais. Nesse sentido, o clube contratou duas jovens em destaque no último campeonato: as avançadas Lúcia Alves e Catarina Amado, oriundas do Valadares Gaia e GD Estoril Praia, respectivamente. Contrataram ainda a defesa-central Ana Seiça (ex-Condeixa) e a guarda-redes Adriana Rocha (ex-Ribeirão 1968), que foi titular pela equipa das quinas no Europeu de sub-17. A nível de estrangeiras, o Benfica contratou a guarda-redes brasileira Dida, e contratou para o ataque as brasileiras Annaysa Silva e Nycole Raysla e a canadiana Cloe Lacasse.
Lúcia Alves foi uma das aquisições para a época 2019/2020 Fonte: SL Benfica
A aposta nestes mercados e o perfil das jogadoras contratadas mostra bem o que o Benfica pretende no futebol feminino. As defesas-centrais Sílvia Rebelo e Raquel Infante são as únicas jogadoras de selecção nacional que o Benfica conseguiu recrutar. Como tal, a aposta a nível nacional passa por recrutar a formar as novas pérolas do futebol feminino de modo a construir uma base para o futuro. Sendo que depois essa aposta na prata da casa é doseada com a contratação de jogadoras estrangeiras, sejam elas jovens de grande potencial (Pauleta, Geyse, Ana Vitória) ou jogadoras experientes com tarimba internacional (Dani Neuhaus, Daiane Rodrigues, Darlene Souza).
Os reforços contratados para esta época também são na grande maioria, jogadoras jovens que serão apostas a médio prazo, mas com pretensões de acrescentarem qualidade a uma equipa que já tem uma espinha dorsal bem definida, com Dani Neuhaus na baliza, Daiane, Sílvia Rebelo e Yasmin na defesa, Pauleta e Ana Vitória no meio campo, e Evy Pereira, Geyse e Darlene no ataque.
A época oficial irá ter início no próximo dia 8 de Setembro, com a disputa da Supertaça contra o SC Braga. Um desafio que não será nada fácil, tendo em conta aquilo que a equipa arsenalista já mostrou na Champions. Vai ser necessário um Benfica no seu melhor para ganhar no dia oito, bem como para se superiorizar nos confrontos mais importantes da época.
Numa semana em que os dois grandes rivais do Minho se qualificaram para a Liga Europa, o FC Porto recebe em casa um dos carrascos da época passada, o Vitória SC. Na última temporada os vimaranenses surpreenderam tudo e todos com uma reviravolta no Estádio do Dragão (os azuis e brancos ganhavam por 2-0 ao intervalo e acabaram por perder 2-3). Desta vez os dragões levaram a melhor e venceram a turma de Ivo Vieira por 3-0.
O jogo começou bastante quente. Tapsoba foi expulso no primeiro minuto da partida por derrubar Marega, que seguia isolado para a baliza após um erro no passe de Denis Poha. Os vimaranenses ficaram com menos um desde muito cedo e a equipa de Guimarães acusou a falta do defesa-central Tapsoba. No seguimento da expulsão, Alex Telles foi chamada a cobrar a falta, bem perto do interior da grande área. A bola foi direta para a baliza, mas saiu um pouco ao lado. Foi assim a primeira oportunidade de um jogo de uma partida com duas expulsões e três golos.
Foram necessários apenas 14 minutos para Marega inaugurar o marcador. Corona teve muito mérito na assistência, mas o maliano, após parecer ter o lance como perdido, surpreendeu com uma excelente finalização. Tudo começou do lado direito, onde “Tecatito” bombeia a bola para Marega que recebe de uma forma “atrapalhada”, mas encontra de imediato o esférico e simula o remate até fazer o primeiro golo da partida. Era o terceiro golo oficial nas contas de 2019/2020, mas ainda estava por vir mais um. Muitos poucos minutos depois, Rochinha, número 16 do Vitória SC, rematou para uma grande defesa de Agustín Marchesín. De realçar o excelente passe de Davidson do lado esquerdo do ataque para o extremo direito da turma de Ivo Vieira.
Marcano aos 29 minutos marcou presença e ameaçou a baliza de Miguel Silva, deixando já a mensagem de que queria fazer o golo neste encontro (uma espécie de premonição). A bola saiu bastante tensa do lado direito, e mais uma vez Corona mostrou ter uma excelente visão de jogo e bombear a bola para a cabeça do espanhol, mas esta não levou o rumo certo e passou por cima.
Num curto espaço de tempo, antes do intervalo, duas lesões para cada lado. Do lado do conjunto da casa foi Pepe quem se lesionou e Mbemba entrou para o seu lugar. Do lado da equipa visitante, foi Al Murati quem saiu para a entrada de João Carlos Teixeira, ex- FC Porto.
Corona queria fazer mais uma assistência à força toda, mas Zé Luís não quis fazer o golo. O remate com o pé esquerdo não saiu da melhor forma e a bola levou muito efeito para a bancada do Estádio do Dragão. Acabava assim uma primeira parte em que o FC Porto estava por cima do resultado, mas que podia dilatar a vantagem na segunda parte, tendo em conta a expulsão que ocorrera na primeira parte e a superioridade de ocasiões.
A vitória do FC Porto foi folgada, mas os últimos minutos foram decisivos na conquista dos três pontos Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
A segunda parte tinha tudo para ser do FC Porto, mas quem quis marcar primeiro foi mesmo o Vitória SC. Rafa Soares, também ele ex-FC Porto, marca o livre do lado direito para a grande área portista, e um desentendimento com Zé Luís e Marchesín quase dava golo para a formação vitoriana. Foi por pouco que não se fazia o empate. Mbemba não quis ficar atrás e no canto, aparece nas alturas para cabecear sem qualquer marcação, mas acaba por atirar ao lado.
O FC Porto estava muito interventivo na partida e Marega também. Romário Baró saiu em contra-ataque e deu um grande sprint pelo lado direito com bola, enviando a bola para o centro da área. Marega recebe o esférico, após alívio da defensiva do Vitória SC, e remata, mas saiu muito à figura do guarda-redes minhoto.
Azuis e brancos continuavam a sair na pressão à defesa vimaranense e a estratégia quase ia resultando. Romário Baró ganha no primeiro tempo, a bola ainda fica na posse do Vitória SC e Marega recupera, passando para Baró. A jovem promessa rematou com força, mas Miguel Silva defendeu apenas com uma mão. O Vitória SC saiu em contra-ataque e numa jogada coletiva, Lucas Evangelista tenta finalizar, mas Marchesín mostrou-se imponente e a bola não entrou.
O conjunto de Guimarães procurava fazer o empate, mas o FC Porto não deixava por nada e isso fez com que os ânimos se exaltassem para os lados da equipa visitante. Davidson protestou com o árbitro e este deu-lhe ordem de saída do campo. Jogavam agora com apenas nove jogadores e o empate estava mais longe.
Marega esteve quase a fazer o segundo golo do jogo, não fosse uma noite inspirada de Miguel Silva. Excelente passe de Otávio para a desmarcação do avançado, que remata cruzado. Marcano ameaçou mais uma vez de cabeça, mas sem sucesso e Marega com mais uma oportunidade, logo de imediato, não consegue finalizar, pois Miguel Silva continuou um autêntico “muro de betão”. Que o diga Danilo, que mandou uma autêntica bomba, quase indefensável, e viu-lhe o golo a ser negado. Cheirava a golo no Dragão.
No entanto, o muro alguma vez tinha de cair. Marcano, que já tinha ameaçado durante a primeira e a segunda parte, fez o tão procurado segundo golo, numa recarga após a defesa de Miguel Silva ao remate de Romário Baró. A porta estava aberta e ninguém merecia mais marcar na partida do que Moussa Marega. Boa jogada do FC Porto, Otávio no último passe para o maliano que faz o que melhor sabe: marcar golos. Aos 96 minutos ainda deu para Marchesín brilhar após remate de João Carlos Teixeira. Acabava assim uma partida de várias oportunidades, que podia ter sido por uma vantagem ainda maior. O FC Porto sobe ao segundo lugar à condição, logo atrás do surpreendente FC Famalicão.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
FC Porto: Marchesín, Tecatito, Pepe (Mbemba 45′), Marcano, Alex Telles, Romário Baró (Otávio, 77′), Danilo, Matheus Uribe, Luis Díaz, Zé Luís (Soares, 77′) e Marega.
Vitória SC: Miguel Silva, Sacko, Tapsoba, Bondarenko, Rafa Soares, Al Musrati (João Carlos Teixeira, 39′) Poha (Florent Hanin, 82′), Rochinha, Pêpê (Pedro Henrique, 5′), Lucas Evangelista e Davidson.
A quarta jornada da Premier League trouxe-nos o primeiro North London Derby desta época. Mas, nesta tarde de futebol no Emirates Stadium, o orgulho não era a única coisa em jogo. Ambas as equipas vinham de uma derrota e procuravam recuperar o seu rumo contra o rival histórico.
A qualidade do futebol era patente. Dos dois lados, temos visto futebol de encher o olho. O Arsenal tem tido particular destaque por isto mesmo. Empurrados pelos adeptos da casa, os homens de vermelho deram os primeiro sinais de perigo, com um remate de Lacazette a sair em rosca. Mas, na sequência deste lance, o Tottenham fez o que faz melhor: contra ataque rápido, incisivo, com Harry Kane a dar para Heung-Min Son. O coreano temporiza na perfeição o passe para Lamela, que remata com pouca força à baliza. Bernd Leno, que tem recebido muitos elogios neste último mês, fica mal na fotografia, ao não conseguir agarrar a bola, deixando-a à mercê de Christian Eriksen. O dinamarquês aproveitou para fazer o seu primeiro golo neste dérbi e dar a vantagem aos Spurs.
Depois de o alemão se redimir, era a vez de um suiço errar. Granit Xhaka, aos 39 minutos, faz uma entrada escusada sobre Son dentro da grande área. O árbitro não teve dúvidas, soprou o apito e, aos 40 minutos, Kane convertia a grande penalidade e fazia o 2-0.
Com o 2-0, a vitória dos Spurs parecia o resultado mais óbvio Fonte: Tottenham Hotspur
O jogo caminhava a passos largos para o intervalo, mas uma segunda parte que se afigurava fácil para os homens de Pochettino tornou-se incerta. Isto porque, aos 45 minutos, uma perda de bola desnecessária no meio campo permitiu a Nicolas Pepe isolar Lacazette, que passou no meio de Vertonghen e Alderweireld e fuzilou a baliza de Hugo Lloris, para reduzir a desvantagem.
Para o adepto neutro, isto foi a melhor coisa que podia ter acontecido, pois a segunda parte teve um início frenético. Três hipóteses para o Arsenal, incluindo um falhanço de Kolasinac, e uma para o Tottenham, quando Kane disparou ao poste. O ambiente no Emirates deixou os Spursnuma situação desfavorável, com vários jogadores a cometerem erros poucos característicos. A entrada de Delle Alli, por troca com Lamela, veio dar alguma tranquilidade ao meio campo, que assim passava a contar com cinco homens.
Mas, a 20 minutos do fim, Guendouzi tirou um coelho da cartola (ou, melhor dizendo, do farto cabelo que já possui). Progrediu cerca de 10 metros no meio campo adversário e encontrou Aubameyang no meio de Vertonghen e Rose. O gabonês só teve de encostar e fazer o 2-2.
Daqui para a frente, só deu Arsenal. O início superior do Tottenham parecia uma memória distante, com os homens de Pochettino incapazes de montar um contra ataque ou completar uma incursão ao meio campo contrário. O terceiro golo parecia uma questão de tempo, e acabou mesmo por surgir, por intermédio de Sokratis. Mas Kolasinac, que fizera a assistência, encontrava-se em fora de jogo, e o Tottenham escapou ileso.
Num jogo com duas partes muitos distintas, os rivais londrinos acabaram por empatar. O Tottenham bem se poder dar por sortudo ao conseguir o empate, mas aumenta para três a sua série de jogos sem vencer. O Arsenal perdeu a hipótese de subir ao terceiro lugar.
Naquele que foi um dos fins de semana mais negros dos últimos anos da Fórmula 1, após o falecimento de Anthoine Hubert na corrida de Fórmula 2 de sábado, Charles Leclerc (Ferrari) conseguiu a sua primeira vitória na Fórmula 1, um momento agridoce para o monegasco tendo em conta a sua amizade com o piloto francês. O piloto da Ferrari aguentou uma investida tardia de Lewis Hamilton (Mercedes) que terminou no segundo lugar do pódio seguido de Valteri Bottas (Mercedes).
A primeira volta cumpriu a tradição de Spa-Francorchamps, com um pouco de caos, sendo os mais afetados pela confusão Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Max Verstappen (Red Bull) que chocaram na primeira volta, com o holandês a retirar-se com danos na suspensão. Um incidente onde a culpa não pode ser colocada totalmente em nenhum dos lados, Kimi não conseguia ver Max e o piloto da Red Bull apenas atacou um espaço aberto, que do nada foi fechado.
Após o período do Safety Car, Leclerc e Vettel tentaram criar uma vantagem segura, mas em ritmo de corrida os Mercedes apenas perdiam nas retas, tendo uma clara vantagem no segundo setor que possui mais curvas. Vettel foi o primeiro a agir para mudar de pneus quando os macios começaram a ceder, e com os médios mostrou-se bastante mais rápido do que o colega de equipa. Tão rápido que quando Charles parou para mudar de pneus, Vettel passou para a frente da corrida, o que não durou muito tempo, graças aos pneus mais frescos de Leclerc, e ao facto de a Ferrari tomar a decisão estratégica acertada, dizendo a Vettel para ceder a posição a Charles.
Sebastian Vettel a ceder passagem a Charles Leclerc… Fonte: Formula 1
Já por várias vezes nesta temporada a Mercedes provou que o seu carro é muito superior a cuidar dos pneus, e notou-se uma clara diferença quando estes passaram ao ataque, sendo muito mais rápidos do que Sebastian Vettel, que acabou por fazer o papel de segundo piloto e atrasar os ‘flechas de prata’. Com os pneus a voltar a ceder, Sebastian voltou às boxes para uma segunda paragem, que lhe permitiu conseguir a volta mais rápida e um ponto extra.
A quinta posição teria ido para Lando Norris (Mclaren), que fez uma corrida muito solitária e segura, porém uma falha do motor na última volta fez com que essa posição fosse cedida a Alexander Albon (Red Bull), que começou no fundo da tabela, mas subiu para quinto após várias ultrapassagens fascinantes.
Alexander Albon a deixar uma impressão muito boa na primeira corrida pela Red Bull. Fonte: Formula 1
O sexto lugar ficou para Sergio Perez (Racing Point), o melhor resultado da temporada para o mexicano, num fim de semana onde o carro se apresentou muito mais rápido, e finalmente ao nível do topo do pelotão. Daniil Kvyat (Toro Rosso) fez uma corrida silenciosa, mas muito eficaz, começando em 19º, e terminando em sétimo. Mais uma prova da fantástica consistência e velocidade do russo. Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) teve nas mãos o seu melhor resultado da carreira em oitavo, mas despistou-se na última volta da corrida, sobrando a posição para Nico Hulkenberg (Renault).
A nona posição ficou para Pierre Gasly (Toro Rosso) , que fez uma excelente corrida, com bonitas batalhas, e mostrou que o problema foi a adaptação à Red Bull, pode ser que consiga reconstruir-se de novo na Toro Rosso. A fechar os pontos tempos Lance Stroll (Racing Point), que foi mais um dos que receberam penalizações na qualificação, mas se apresentaram em grande durante a corrida.
Para quem dizia que a Fórmula 1 estava em declínio na qualidade das corridas, tem outra prova de que não é verdade. Já vamos em cinco corridas em que a qualidade é no mínimo boa. Este Grande Prémio da Bélgica foi mais um exemplo, uma corrida muito tensa na frente, com os primeiros lugares em disputa até à última curva, muita intriga tática e com grandes batalhas pelo resto da tabela. Que continue assim.
Homenagem a Anthoine Hubert (nº19 na F2) na volta 19 da corrida. Fonte: Formula 1
É pena que sobre este fim de semana paire a sombra da morte de um piloto que, muito possivelmente, iria subir à Fórmula 1 no futuro. Não se pode descontrair, por muitas medidas de segurança que se implementem, é sempre um desporto com veículos a mais de 300 quilómetros por hora. Todos estes pilotos que agarram um volante, são como disse Lewis Hamilton, heróis. Anthoine Hubert era um jovem com imenso potencial, e estará no pensamento de todos os fãs de desporto motorizado, que desejam certamente muita força para a família e aqueles que lhe eram próximos. Descansa em paz, Anthoine.
A quarta jornada da Premier League tinha como “jogo grande” o dérbi do norte de Londres, mas os holofotes lusos estavam virados para o embate entre Everton e Wolverhampton, devido à presença de técnicos e jogadores portugueses. A equipa de Liverpool contou com André Gomes a titular, como principal pensador do seu jogo, enquanto que os “lobos” tiveram Rui Patrício, Rúben Vinagre e Rúben Neves de início. Ambos os clubes ambicionam intrometer-se na luta pelo “top six” durante esta época, tendo em mira o acesso às provas europeias, mas a luta com as principais potências deste campeonato será tudo menos fácil.
O jogo começou com o Everton a marcar logo aos cinco minutos após um desentendimento de Coady e Rui Patrício, com este último a colocar a bola em Richarlison e a ver o brasileiro atirar para o primeiro golo da partida. No entanto, esta vantagem durou apenas quatro minutos, pois Saiss (que habitualmente é suplente de João Moutinho) aproveitou um ressalto na pequena área e encostou para golo, após uma grande arrancada pela direita de Adama Traoré, que mais uma vez demonstrou a sua velocidade estonteante. Se pensam que isto acalmou então desenganem-se: minuto 12, cruzamento perfeito de Sigurdsson e Alex Iwobi a corresponder da melhor forma, com uma finalização de cabeça de alto nível. Três golos em 12 minutos permitiam perguntar: “are you not entertained?”
A partida continuou sem que uma equipa se sobrepusesse à outra, tendo Raúl Jiménez e Patrick Cutrone a sua mira apontada às redes de Pickford e, no lado oposto, Moise Kean e Richarlison às de Rui Patrício. Sem que existissem mais oportunidades relevantes, o jogo chegou ao intervalo com o 2-1 no marcador, a favor dos “Toffees”.
Fonte: Premier League
No reatar da partida, os comandados de Nuno Espírito Santo entraram com vontade de pegar no jogo e tentaram controlar a posse de bola, mas quem o fez no imediato foi a equipa de Marco Silva. Ainda assim, a partir da hora de jogo, o Wolves conseguiu assentar o seu jogo e começou a chegar mais vezes à área do Everton. Este trabalho deu frutos ao minuto 75, quando Raúl Jiménez, num ato corajoso, colocou a cabeça na bola sem se deixar intimidar pelo pé de Lucas Digne. A bola acabou na baliza, repondo a igualdade, mas o mexicano ganhou um “galo” na cabeça.
Como neste jogo as vantagens tenderam em não durar muito, este caso não foi exceção: cinco minutos depois do golo dos “lobos”, o Everton voltou a colocar-se em vantagem, de novo por intermédio de Richarlison, que cabeceou para golo perante a oposição de Boly e na sequência de um cruzamento de Digne. 3-2 para os “Toffees” aos 80 minutos.
Até final, o Everton conseguiu manter a bola em sua posse e longe da sua baliza, evitando correr riscos desnecessários. Destaque ainda para a expulsão de Willy Boly, já no período de compensação, por acumulação de amarelos. Marco Silva levou a melhor sobre o compatriota Nuno Espírito Santo num jogo cheio de golos e que terminou com justiça no resultado.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Everton – Pickford; Coleman; Keane; Yerry Mina; Lucas Digne; André Gomes; Fabian Delph; Richarlison; Sigurdsson; Alex Iwobi (Bernard, 76’); Moise Kean (Calvert-Lewin, 76’).
Uma das coisas que tem distinguido este mercado dos demais é o facto de haver uma aposta mais vincada em mercados “exóticos”. Mehdi foi um dos jogadores que veio do Irão para Portugal neste Verão.
Mehdi Taremi nasceu no dia 18 de Julho de 1992 na cidade de Bushehr. Seria ao serviço do clube da cidade-natal, o Shahin Bushehr, que Taremi se estrearia enquanto profissional. Em 2013 transferiu-se para o Iranjavan FC, onde após 12 golos em 22 jogos, se transferiu no ano seguinte para o Persepolis FC, um dos principais clubes do país.
Foi ao serviço deste clube que Mehdi Taremi se afirmou como goleador. Em três temporadas e meia ao serviço do Persepolis FC, Taremi realizou 134 jogos e marcou 67 golos (média de 0,5 golos por jogo) e conquistou o campeonato iraniano nas temporadas de 2016/2017 e 2017/2018.
Seria a meio da época 2017/2018 que Medhi Taremi abraçou o seu primeiro desafio fora do seu país ao mudar-se para o Al-Gharafa do Catar. No ano e meio serviço do emblema catari, marcou 21 golos em 42 jogos. Até ao dia em que se transferiu para o Rio Ave e já deu um ar da sua graça.
Taremi é presença assídua na selecção iraniana Fonte: FIFA
No emblema vila-condense, Taremi fez o gosto ao pé logo no jogo de estreia contra a UD Oliveirense, em jogo a contar para a Taça da Liga. No campeonato, conta com três golos marcados em igual número de jogos, fruto do hat-trick apontado ao CD Aves. Mas mais do que os golos, Taremi tem-se destacado também pela dupla dinâmica que forma como Bruno Moreira, onde ora o iraniano joga em apoio e o português sai na profundidade, ora vice-versa. Ao serviço da selecção do Irão, Taremi conta com 42 internacionalizações e 19 golos, tendo marcado presença no Mundial de 2018 (3 jogos) e na Taça Asiática (5 jogos e 3 golos).
Mehdi Taremi é um avançado bastante inteligente a movimentar-se em campo, sabendo-se colocar-se entre linhas para procurar combinações e apoios frontais, e sabendo também sair na profundidade explorando o espaço nas costas da defesa (podendo também jogar a extremo). Para além disso, é um jogador que dotado de vários recursos técnicos que o tornam letal em frente à baliza, podendo finalizar tanto com a cabeça (mede 1,97m), como com os dois pés. É um avançado completo.
Apesar de já ter 27 anos, a forma como o avançado iraniano se tem destacado no emblema vila-condense mostra que ele ainda vai muito a tempo de dar o salto para um clube de maior dimensão. E mantendo o nível que tem mostrado neste início de época, o mais provável é que não permaneça em Vila do Conde na próxima época.
O Estoril Praia SAD recebeu esta manhã o Varzim SC em jogo a contar para a jornada quatro da Segunda Liga. Ambos os emblemas procuravam os três pontos: o Estoril procurava manter o registo da jornada passada, depois de regressar às vitórias frente ao Casa Pia. Já o Varzim SC procurava finalmente conquistar os três pontos (coisa que não consegue fazer desde a primeira jornada). Parece que não foi desta…
A primeira parte começou até bem mais positiva para equipa de Paulo Alves. O Varzim dominou o primeiro tempo com qualidade e conseguiu mesmo converter essa superioridade aos 25 minutos por intermédio de Willian Dias. Através de uma abertura para Ricardo Barros, a assistência é feita para Willian que encosta para o fundo das redes do Estoril. Estava feito então o 1-0.
A primeira parte permaneceu com o ascendente do Varzim SC. O Estoril Praia SAD deu uma primeira parte de avanço. Durante o primeiro tempo foi muito pouco competitiva, sem alma, sem ambição. Nem sequer foi a organização que pecou mais na equipa da casa no primeiro tempo. Foi mesmo a falta de garra e ambição. O Estoril mostrava-se uma equipa apática e sem capacidade de reagir ao longo de toda a primeira parte.
O discurso de Tiago Fernandes deve ter sido soberbo ao intervalo, porque o Estoril entrou e nem parecia a mesma equipa. A equipa estorilista conseguiu retificar os erros da primeira parte e entrou de rompante no segundo tempo. Os primeiros 15 minutos foram realmente muito interessantes por parte da equipa da casa. E também não é por acaso que foi durante esse mesmo período que os canarinhos conseguiram fazer a reviravolta no marcador.
Aos 50 minutos, uma excelente combinação entre Rafael Barbosa e Daniel Bragança nomeio-campo permite uma jogada de perigo para a equipa do Estoril. Depois de uma excelente troca de bola entre os dois atletas, Rafael Barbosa passa a Roberto que, por sua vez, devolve a Bragança. Remate à entrada da área e lá vai ela: a bola afundou a baliza do Varzim e foi assim que começou a reviravolta no marcador.
Dois minutos depois, foi a vez de Juninho carimbar o 2-1 e deixar então a sua equipa cada vez mais confortável com o resultado. O Estoril entrou incessante de marcar golos no inicio da segunda parte e a verdade é que conseguiu fazê-lo de forma bastante eficaz.
Depois de estar em desvantagem, Paulo Alves ainda tentou reagir ao colocar mais um avançado dentro de campo, mas a estratégia pouco surtiu efeito. Faltou critério nas zonas de definição e isso foi fatal para a equipa nortenha. Por sua vez, o Estoril, cada vez mais confortável com o resultado e com o avançar do jogo, começa a fechar os seus espaços e baixar um pouco o seu bloco.
Ainda assim, houve apenas uma oportunidade de golo para equipa do Varzim procurar outro resultado. Era uma equipa perdida, sem ideias, principalmente em terrenos mais avançados. Por fim, o Estoril acaba por “matar” o jogo aos 82 minutos com o golo de Kady e confirmar assim que hoje seria uma manhã feliz no Coimbra da Mota. Nos minutos finais, o Varzim era já uma equipa completamente perdida e já reduzido a nove unidades depois das expulsões de Alan Henri e Cerveira.
Uma entrada, de rompante, para a segunda parte, fez toda a diferença, onde os 10/15 minutos iniciais foram essenciais para o desfecho do jogo. O Estoril ganhou com justiça por uma segunda parte onde foi uma equipa mais esclarecida e com uma circulação de bola de se “tirar o chapéu”. Neste sentido, foram essenciais Rafael Barbosa e Daniel Bragança que deram uma consistência ao meio-campo muito importante para o controlo da partida.
Os três pontos ficaram em casa, onde a equipa da linha conseguiu dar então continuidade ao registo vitorioso que havia conseguido frente ao Casa Pia. Já o Varzim vai ter de continuar a procurar por melhores resultados nesta que é a Segunda Liga Portuguesa. Como bem diz o título, a história desta vez inverteu-se e a lebre que esteve a dormir durante toda a primeira parte até conseguiu acabar por ganhar a corrida.
Rafael Barbosa e Daniel Bragança foram peças-chave no meio-campo da equipa do Estoril Praia SAD Fonte: Estoril Praia SAD
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Estoril Praia SAD – Daniel Figueira, Marcos Valente, Philipe Maia, João Góis, Gonçalo, Daniel Bragança (Subst. Kady), Miguel Crespo (Subst. Miguel Crespo), Rafael Barbosa, Belima, Jonata (Subst. Juninho) e Roberto.
Varzim SC – Lekbab, Luis Pedro, Alan Henrique, Tiago Cerveira, Rui Coentrão (Subst. Baba Sow), João Amorim (Subst. Lumeka), Pedro Ferreira, Rui Moreira, Minhoca, Willian Dias, Ricardo Barros.