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Há espaço para playoffs em Atlanta?

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E se, de repente, o talento fosse a única característica necessária para triunfar? Estariam os Hawks mais próximos dos playoffs no seu terceiro ano de remodelação? A equipa de Atlanta era na época passada e será ainda mais na nova, uma das equipas obrigatórias para quem gosta de assistir a bom basquetebol. Resta saber se o talento e irreverência destes jovens são suficientes para se estabelecerem já, o que seria surpreendente, como uma das oito melhores equipas da sua Conferência.

Os Hawks são a equipa que mais vezes me faz questionar se eu na realidade percebo alguma coisa disto. E por isso lhes agradeço, porque muito tenho aprendido. Fui crítico de uma renovação de plantel, começada anos atrás, que não fazia sentido para mim e ainda mais crítico da troca que permitiu aos Mavericks ficaram com Luka Doncic, levando Trae Young para Atlanta.

O plantel dos Hawks não era mau o suficiente para conseguirem o que quer que fosse do draft (conseguiram John Collins, ponto para os Hawks). E Doncic era o melhor jogador na altura e aquele que, nos 14 milhões de futuros que o Dr. Strange conseguiu ver, se afigurava em todos menos uns vinte ou trinta como o jogador com melhor carreira. Mas seria aquele que encaixaria melhor na visão do novo treinador Lloyd Pierce e da direção dos Hawks? Claramente não. Ponto para os Hawks novamente.

Mas juro que aprendi com os meus erros e hoje estou completamente do lado desta equipa. O crescimento de Kevin Huerter a fazer lembrar demasiado Klay Thompson (com Trae Young na equipa, faz lembrar demasiado uma certa equipa em quem poucos também acreditaram no início), a ascensão de John Collins como um poste móvel e poderoso ou a recuperação de Alex Len são méritos de uma equipa que trabalha muito bem. Juntam-se a eles três rookies de qualidade, dois deles com um potencial tremendo.

O trio de rookies dos Hawks, da esquerda para a direita: Bruno Fernando, Hunter e Reddish
Fonte: Atlanta Hawks

De’Andre Hunter vem oferecer já a versatilidade defensiva que tantas vezes faltou à terceira pior defesa da época transata. O extremo tem pormenores interessantes no ataque, com e sem bola, mas é do lado defensivo que se destaca e onde pode comandar, tendo em conta as fragilidades da equipa.

O caso mais intrigante é mesmo o de Cam Reddish. O extremo teve uma época muito abaixo do esperado em Duke, completamente abafado por Zion Williamson e RJ Barrett mas é para muitos, eu incluído, o jogador com o maior potencial deste draft. Reddish consegue fazer tudo em campo e com aparente baixo esforço. Se conseguir ser consistente em todas as suas virtudes, que vão desde o lançamento exterior à penetração, às assistências e defesa exterior, será um jogador de elite.

Para chegarem a um nível de playoffs, os Hawks precisam de muito mais do que talento. A maturidade é chave na NBA e isso só se consegue com tempo. Mas não seria de estranhar que uma equipa que tão bem joga basquetebol e com tantos bons executantes, comandados por um Trae Young que fechou a temporada em grande forma, esteja na luta até ao fim numa conferência completamente em aberto. Deixem-nos sonhar com isso e assistam os jogos. Não se vão arrepender.

Foto de Capa: Atalanta Hawks

Revisto por: Jorge Neves

Girabola Zap 2019/20: Lubango volta a ser inverno petrolífero

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Sem a chama que lhe é característico, a semelhança das últimas sete épocas, sábado, o Petro de Luanda voltou a “tombar” no estádio do Ferroviário, Lubango, diante do Desportivo da Huíla, desta com golo solitário de Manico, a contar para a 3.ª jornada do Girabola Zap 2019/20.

À margem da primeira paragem do campeonato, que acontece no próximo fim-de-semana, devido aos compromissos dos Palancas Negras, os “petrolíferos” não tiveram forças para contrariar os “militares” da Região Sul, ao passo que 30 minutos depois do 1.º de Agosto, tetracampeão angolano, conseguiu quebrar um jejum de quatro épocas sem vencer, no Dundo, casa do Sagrada Esperança da Lunda Norte, ao derrubar a turma orientada pelo português Paulo Torres, por 1-0, com golo de Mabululu de pênalti, num jogo em que o jovem Zito Luvumbo voltou a ser a principal unidade em campo.

Em Benguela, o 1.º de Maio e Sporting de Cabinda não foram além de um empate sem golos, no Estádio Nacional de Ombaka.

No domingo, o Recreativo da Caála com bis do avançado Paizinho (43′ 73′) e Deco (79′), isolou-se na liderança ao golear, no estádio Mártires da Canhala, no Huambo, o Cuando Cubango FC, por 3-0, num jogo marcado pela expulsão de Gui Matos aos 43′, além da interrupção de, aproximadamente, dois minutos, devido a passagem pelo estádio de um enxame, numa altura em decorriam 26 minutos do desafio.

Ainda no Huambo, o Ferrovia registou um empate nulo Bravos do Maquis, quando no Uíge o avançado congolês de Brazzaville, Kaya e o internacional angolano Paty apontaram os golos com que o Interclube, orientado pelo português Bruno Ribeiro, venceu a Santa Rita de Cássia por 2-0, no estádio 4 de Janeiro.
Zito Luvumbo, do 1.º de Agosto, passando pelos adversários do Sagrada Esperança
Fonte: Claque Magazine

No estádio de Ombaka, em Benguela, o Wiliete de Benguela empatou a um golo, diante da Académica do Lobito, mas coube o Recreativo do Libolo derrotar no estádio dos Coqueiros, em Luanda, o Progresso do Sambizanga, com golo solitário de Liliano.

Disputadas as três primeiras jornadas, o Recreativo da Caála lidera com nove pontos, seguido da Académica do Lobito, dois conjuntos que ainda não perderam, beneficiando-se das vitórias administrativas na jornada inicial.

A título individual, os guarda-redes Boneco do 1.º de Maio de Benguela e Mig do Wiliete Sport Clube, por sinal dois irmãos, foram as melhores unidades defensivas da jornada, quando Deco, Paizinho (ambos da Caála), Zito (1.º de Agosto) e Manico foram as principais unidades.

Devido compromissos da seleção nacional, a 4.ª jornada será disputada no dia 14 do corrente mês.

 

Artigo redigido pelo site Claque Magazine

Zé Gomes: Uma história de golos…e da falta deles

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Lembro-me de vibrar euforicamente com a sua estreia. José Gomes, uma das maiores promessas do Seixal, tinha finalmente oportunidade de subir à equipa A, aproveitando uma série de lesões no setor ofensivo dos encarnados. Passei os últimos minutos do jogo a pedir incessantemente a sua entrada. O seu momento chegou já para lá dos 90 minutos. A placa subiu com o número 70, era esta a sua oportunidade.

Um miúdo franzino, praticamente da minha idade, tentava esconder o nervosismo enquanto colocava, timidamente, a camisola dentro dos calções, carregava às suas costas o sonha de milhares de adolescestes benfiquistas e as expectativas de tantos outros aficionados do desporto rei. Substituiu Gonçalo Guedes, outra promessa dos encarnados.

Entrou no jogo com vontade de mostrar serviço, mas a verdade é que o esférico poucas vezes passou pelos seus pés, mas no último lance do jogo esteva a milímetros de encostar a bola para a baliza do Arouca. Depois desta jogada soltei a previsão: “Este miúdo vai ser um caso sério”, acho que nunca me enganei tanto a respeito de um jogador.

O nome de José Gomes foi catapultado para as luzes da ribalta depois da sua prestação estupenda no europeu de sub17 em 2016, onde para além de ter ajudado a seleção das quinas a chegar ao título, arrecadou ainda os prémios de melhor marcador (sete golos em seis jogos) e melhor jogador do torneio.

A nível interno, o avançado de origem guineense, marcou sempre mais de 20 golos, por época, nas equipas de formação do Benfica, tendo subido de escalão, sucessivamente, todas as temporadas. Desde de cedo era possível observar um grande potencial e certas características que dificilmente são identificáveis em jovens numa fase tão prematura da carreira. Zé Gomes demonstrava uma técnica diferenciada conseguindo receber a bola com qualidade em zonas adiantadas, zonas essas onde se fazia valer, muitas vezes, da sua capacidade no um para um, sobretudo em espaço curto.

Fazendo uso da sua boa velocidade era também bastante forte nas desmarcações, procurando muitas vezes a profundidade nas costas dos defesas adversários. Mas sem dúvida alguma, as características pelas quais Zé Gomes se diferenciava eram o posicionamento ofensivo e a capacidade de finalização. Muito competente de cabeça, bom a finalizar com os dois pés, forte na conversão de grandes penalidades e sempre um dos batedores de livres na formação encarnada. Esta capacidade de finalização e a sua boa leitura do jogo, que permitia ao jogador parecer estar sempre bem posicionado hora certa, tornaram Zé Gomes exímio a fazer uma coisa: Golos. Faturou tantos golos de quinas e de águia ao peito, que chegou mesmo a adquirir a alcunha bastante sugestiva de “Zé Golo”.

É de notar, no entanto, que utilizei quase sempre o pretérito-perfeito para descrever as qualidades do, ainda bastante jovem, avançado português. Estas características ainda lá estão, o gigante potencial ainda lá está, mas a carreira de José Gomes iria ser sobretudo afetada por dois fatores: a estagnação e falta de golos.

Depois de ter sido lançado em alguns jogos na equipa principal, onde chegou mesmo a estrear-se na Liga dos Campeões, frente ao Nápoles, Zé Gomes regressou à equipa B (juntando-se, ocasionalmente, aos juniores nos jogos da Youth League), onde ainda faturou 8 golos até ao final da temporada. Era esperado que a grande promessa do Seixal evoluísse e inevitavelmente se afirmasse ao mais alto patamar. Mas de forma algo imprevisível, o camisola 70 nunca conseguiu fazer com que o seu jogo se refletisse no escalão sénior. Nas duas épocas seguintes, ainda ao serviço da equipa secundária dos encarnados, o internacional de esperanças português apontou apenas 6 golos em 52 partidas.

Zé Gomes perdeu muitas vezes o lugar no onze inicial para Saponjic, Jovic e para Pedro Henrique, já na fase final da última temporada. Os dois primeiros tiveram passagens desinspiradas por terras lusas e o terceiro vai tendo dificuldades em afirmar-se, o que ilustra na perfeição a baixa forma do avançado. Nas seleções nacionais, Zé Gomes foi perdendo também protagonismo, tendo tido prestações muito menos inauditas no europeu sub19 e no mundial de sub20. Esta má forma de Zé Gomes, levou a que o seu nome desaparecesse progressivamente das opções dos selecionadores nacionais.

Zé Gomes brilhou com a camisola das quinas, mas foi perdendo esse mesmo brilho com o evoluir da sua carreira
Fonte: SL Benfica

No início desta temporada o Benfica decidiu emprestar o jovem ao Portimonense, numa última tentativa de potenciar o jogador. É certo que José Gomes irá beneficiar em estar inserido num panorama diferente daquele que vivia no Caixa Futebol Campos, mas o empréstimo à equipa algarvia não me parece ter sido a melhor opção. A equipa conta com Jackson Martinez, o habitual titular, Tabata tem sido muitas vezes opção na frente de ataque, Marlos Moreno chega emprestado do Manchester City, Iury tem tido muitos minutos e já provou o sabor do golo. As opções de Folha são muitas e o espaço de Zé Gomes parece ser limitado. Arrisco-me a dizer que terá muito poucos minutos em Portimão, podendo a sua temporada passar pela equipa de sub23, o que, para mim, é um passo atrás a nível competitivo em relação à segunda liga. No entanto, o jogador aparenta estar confiante nas suas qualidades e diz ter capacidade para fazer uma boa temporada.

Zé Gomes apareceu muito cedo a brilhar nas equipas de formação das águias. As prestações internacionais valeram-lhe reconhecimento mundial e previsões de uma carreira única ao mais alto nível. Zé Gomes diferenciava-se imenso entre jovens da sua idade, fazia golos com uma facilidade excecional. Mas o jogador acabou por estagnar e nunca evoluiu da forma expectável. Os golos foram desparecendo e com eles a confiança que sempre foi característica do jovem.

Hoje em dia, Zé Gomes é uma sombra do jogador que “prometeu” vir a ser. Um jogador em muito má forma futebolística, mas sobretudo muito debilitado do ponto de vista mental, o que o tem impedido de ultrapassar esta “travessia do deserto”. O jogador, ainda apenas com 20 anos, mantém um enorme potencial, potencial esse que pode, pelo menos, vir a ser atingido de forma parcial. Mas para que tal se suceda é necessário que este esteja inserido no contexto ideal e haja muito esforço da parte do atleta. Ainda é possível!

Foto de Capa: SL Benfica

Revisto por: Jorge Neves

Bye bye, Mr. Keizer

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Chegou ao fim a era “Marcel Keizer” no Sporting Clube de Portugal. A SAD verde e branca e o treinador holandês chegaram a um acordo para a rescisão do contrato de trabalho que o prendia à estrutura de Alvalade desde a época transata. Esta saída é a segunda chicotada psicológica esta temporada no principal escalão do futebol nacional, depois de Filó ter abandonado o Paços de Ferreira ainda esta semana.

Keizer foi sempre Keizer e isso tanto deu para o bem como para o mal. Do lado do bem, esteve a injeção na equipa de alguns princípios táticos que eram verdadeiros oásis no futebol luso, uma autêntica lição e interpretação do que deve ser o mágico “triângulo na posse de bola”, a base onde assentam grande parte dos princípios da escola holandesa de Cruyff, que nos valeu as goleadas surpreendentes na sua primeira fase ao comando da equipa e que, aliada às exibições de encher o olho, deixavam-nos felizes por finalmente termos encontrado um treinador “à Sporting”. Convém não esquecer isto, principalmente na altura do adeus.

Este estilo abanava fortemente com a mentalidade enfadonha do seu antecessor, José Peseiro, sempre muito sóbrio e pouco ligado a um futebol de risco. Contudo, este futebol vertiginoso de Keizer durou pouco: ao longo do tempo, o holandês foi sentindo e percebendo que o futebol marcadamente ofensivo que queria implementar em Alvalade não era compaginável nem com os jogadores que comandava, nem com a estrutura, muito menos com a generalidade das mentalidades táticas enraizadas na maior parte das equipas portuguesas.

A insegurança de alguns jogadores, particularmente dos centrais, levava a que este futebol atacante rapidamente caísse num precipício sem fim, transformando-se numa autêntica avalanche de desgraças. E, neste particular, foram particularmente penosas as goleadas diante do SL Benfica em casa ainda na época passada por quatro bolas a duas e, mais recente e mais vida na memória dos adeptos, a última por cinco bolas a zero diante do mesmo rival para a Supertaça. É que nos adeptos leoninos perder jogos contra o Benfica é e sempre será o indicador mais refinado de analisar a segurança de um treinador. Os adeptos, pura e simplesmente, toleraram sempre muito pouco as derrotas diante dos encarnados e, quanto a goleadas e humilhações, quando acontecem, então a linha vermelha, literalmente vermelha, é claramente ultrapassada.

Chegou ao fim o tempo de Marcel Keizer no Sporting Clube de Portugal
Fonte: Sporting CP

Foi assim que o desaire em Alvalade diante do Rio Ave para a Liga NOS representou a gota de água num copo que há muito vinha a ficar cheio de água. Os adeptos, comentadores e até eventualmente a própria Direção do clube começaram a não perceber a razão, por exemplo, do holandês se socorrer, em certos jogos, de um sistema tático de três centrais quando durante toda a pré-temporada jogou praticamente todos os jogos em 4x4x2. O 3x4x3 era um modelo que carecia de maior afinação na máquina.

Além disso, se o estilo pacífico de Keizer perante as vitórias transmitiam confiança aos jogadores e adeptos, o mesmo não se podia dizer quando a sua calma se verificava perante derrotas e goleadas da equipa. Foi sendo difícil engolir a paciência platónica de Keizer quando tudo parecia estar descontrolado em campo e quando os jogadores mostravam clara apatia e desnorte. Exigia-se uma sacudidela na mentalidade dos jogadores – um berro para dentro do campo, caramba! – e não aquela paciência nórdica que tanto o caracterizava, que nos foi irritando profundamente e que lhe cavou a sepultura em Alvalade.

Em jeito de síntese, recordo-me que o primeiro jogo de Keizer ao leme do Sporting para o campeonato foi diante do Rio Ave, no Estádio dos Arcos. Estive lá com o meu cachecol a apoiar a equipa, querendo ver com os meus olhos aquilo que as exibições europeias do Leão mostravam pelas televisões: um Sporting goleador e de inclinação claramente ofensiva. Ganhámos por três um, com um dos golos a ser marcado por Jovane Cabral – uma bomba! – sendo posteriormente considerado o melhor golo da Liga NOS da época passada.

Jornadas mais tarde, fiz o rescaldo aqui para o Bola na Rede da deslocação do Sporting ao D. Afonso Henriques para defrontar o Vitória SC, num jogo que quebrou a veia goleadora e vencedora de Keizer. Agora, meses depois, e já com a temporada 2019-2020 a iniciar-se, estou a escrever o texto de despedida do holandês do Sporting. Entre estes três momentos fui destacando os perigos que o jogo keizeriano ia demonstrando, nomeadamente nas dificuldades da equipa em, atingir um equilíbrio técnico-tático que segurasse o carro nas alturas de maior aceleração e velocidade. Hoje, o carro, despistou-se e todos dizemos “Bye, bye, Mr. Keizer”.

Nota final: Numa altura em que se fala da importância do Sporting olhar para a formação no que aos jogadores diz respeito, talvez também esteja na altura de olhar para o treinador dos sub-23, Leonel Pontes, e da enorme eficácia que tem mostrado ao leme deste escalão da estrutura de futebol dos Leões. Quem sabe se não estará, também aí, um talento escondido.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

Roglic dá arrombo na geral depois de voar no contrarrelógio

Pois bem, num dia de contrarrelógio individual após o dia de descanso acabaram por ser ditadas grandes diferenças na geral individual. O percurso foi realizado entre Jurançon e Pau, num total de 36.2 quilómetros.

O contrarrelógio teve um tempo referência desde bem cedo, com Rémi Cavagna (Deceuninck-Quick-Step) a tirar mais de 1 minuto e meio aos outros tempos. O francês parecia bem encaminhado para a vitória, mas teve dois nomes à sua altura! Roglic (Jumbo-Visma) fez um tempo canhão de 47m:05s e Patrick Bevin (CCC) fez segundo lugar, a 25 segundos do esloveno. Cavagna ficou apenas no terceiro posto a 27 segundos de Roglic.

Nélson Oliveira acabou na quinta posição a 1m:02s! Mais uma boa prestação do português nesta Vuelta, ele que tem sido um dos homens que mais tem trabalhado no pelotão, no apoio aos seus chefes de fila na Movistar.

Nas contas dos favoritos, o ciclista que se defendeu melhor foi mesmo outro esloveno! Tadej Pogacar ficou a 1m:29s do seu compatriota. Valverde terminou a 1m:38s e Miguel Ángel López que foi dobrado na parte final por Roglic, terminou a 2m:00s do primeiro lugar. Quintana ficou apenas na 27ª posição, a 3m:06s, sendo o principal derrotado do dia de hoje.

No pódio, para além de Roglic temos Valverde na segunda posição, a 1m:52s e M.López a 2m:11s. De seguida, Quintana vem na quarta posição a 3m:00s e Pogacar a 3m:05s.

Quintana perdeu muito tempo no final do dia
Fonte: Movistar
Roglic é o sexto homem a envergar a camisola vermelha nesta Vuelta. Depois de López, Roche, Teuns, Edet e Quintana, chegou a vez do esloveno. É a décima vitória de Roglic nesta temporada, tudo em provas World Tour! Curiosamente as três últimas vitórias foram em contrarrelógios individuais, com as duas vitórias no Giro de Itália e com esta no dia de hoje.

Ainda faltam 11 dias de prova, com muita montanha pela frente, muitas mudanças estão por vir, mas uma coisa é certa, a Astana e a Movistar vão ter de atacar muito na alta montanha. A Astana vai jogar tudo na vitória de López, mas depois da queda de ontem será que vai estar nas melhores condições? A Movistar não tem estado a ter um bom desempenho a nível tático, será que vão abdicar de algum homem da geral e apostar todas as fichas em apenas um ciclista?

Top 10 da geral após o contrarrelógio:

Primoz Roglic (Jumbo-Visma) 36h:05m:29s

Valverde (Movistar) +1m:52s

Ángel López (Astana) +2m:11s

Nairo Quintana (Movistar) +3m:00s

Pogacar (Emirates) +3m:05s

Fredrik Hagen (Lotto Soudal) +4m:59s

Rafa Majka (Bora-Hansgrohe) +5m:42s

Nicolas Edet (Cofidis) +5m:49s

Dylan Teuns (Bahrain-Merida) +6m:07s

10º Kelderman (Sunweb) +6m:25s

Foto de Capa: La Vuelta

Revisto por: Jorge Neves

Os destaques da Liga

Agora que o mercado encerrou (finalmente!), serão com os atuais plantéis que os clubes terão de ir para a ‘’guerra’’, podendo perspetivar novas mudanças apenas na próxima janela de transferências. O que é um alívio para os treinadores, que agora podem contar com os atletas mais frescos mentalmente depois de passado o período sempre turbulento dos negócios.

Estes dias são também marcados pela primeira pausa dos campeonatos para os jogos das seleções. Como tal, e depois de realizadas 35 partidas, isto é, concluídas as primeiras quatro jornadas da Liga – ficando a faltar um jogo –, importa referir os principais destaques até ao momento (com o acrescento dos melhores momentos das jornadas).

Quem olhar para a tabela, não é difícil perceber que existe um conjunto em alta neste início de época. Pelo facto de ser um dos mais recentes primodivisionários e por ter estado ausente dos grandes palcos durante 25 anos, o FC Famalicão arrancou em grande e lidera o campeonato isolado. O ex-adjunto de Marco Silva, João Pedro Sousa, está a ter uma grande estreia como técnico principal e a impressionar o universo futebolístico nacional. Os minhotos são uma das formações que ainda não perderam – tendo até alcançado dois triunfos fora de portas – e tencionam manter este registo de ‘’equipa sensação’’.

Também o Boavista FC e o Moreirense FC iniciaram bem a nova Liga. As “panteras” chegaram a “dormir” na liderança nesta última ronda e ainda não registaram qualquer derrota. O facto de terem realizado uma pré-época aquém das expectativas ajuda a realçar ainda mais este começo positivo. Os cónegos já consentiram uma derrota, em Braga na primeira ronda, mas a partir daí não mais cederam e até conquistaram duas vitórias importantes em casa. A equipa sensação da última Liga continua ‘’viva’’ e a dar trabalho aos adversários.

O Boavista é uma das formações que ainda não perdeu nesta Liga
Fonte: Liga Portugal

Saliento igualmente o triunfo do Gil Vicente FC sobre o FC Porto logo a abrir e que terá espantado muita gente, com Lourency e Kraev a brilharem e a darem-se a conhecer aos adeptos (o búlgaro foi até convocado para a sua seleção).

A turma de Vítor Oliveira ainda não perdeu em casa e já defrontou dragões e bracarenses. Outro dos destaques foi o êxito do Rio Ave FC em Alvalade, que serviu para demonstrar o futebol positivo praticado pelo conjunto de Carlos Carvalhal, já evidenciado na ronda anterior na goleada aos avenses. Noutro plano, a boa imagem do SC Braga em Alvalade e a superioridade do FC Porto no primeiro clássico entre grandes, são outras das distinções deste começo de campanha.

Individualmente falando, destaco Koffi, Davidson e Zé Luís que ‘’bisaram’’ na atribuição dos prémios de melhor em campo, e, claro, o internacional português Bruno Fernandes que arrecadou este prémio em três ocasiões e é por esta altura o melhor assistente do campeonato. Por outro lado, o iraniano Mehdi Taremi logrou um hat trick frente ao CD Aves e inscreveu assim o seu nome na lista de jogadores a seguir, algo que Coates devia ter em atenção, antes de cometer três penáltis sobre este jogador. O benfiquista Pizzi é o artilheiro da prova com cinco golos, tendo arrancado a época em grande e também ele merece nota especial.

Ao mesmo tempo que existem os habituais destaques no princípio de cada época, importa estender um pouco mais essa referência e salientar, também, os melhores momentos nos jogos já disputados. Aqueles que os adeptos tanto aguardam, levam as mãos à cabeça ou empurram o colega do lado. Fiquemos com aqueles que, para mim, justificaram tais ações.

No capítulo das grandes defesas, Marchesín tem-se destacado por belas intervenções em quase todos os jogos. No entanto, foi em Barcelos que se viram as melhores, quando, num livre dos gilistas, efetuou quase ao mesmo tempo duas defesaças! Por sua vez, no encontro entre Sporting CP e SC Braga, Renan foi herói ao travar um suposto remate de Hassan em cima de pequena área. A terceira jornada foi pródiga em grandes defesas, as quais destaco a de Koffi, nos Açores, numa bela estirada depois de um remate de longe; a de Bracali, no Bessa frente ao FC Paços de Ferreira já perto do fim do jogo, a travar um remate forte e rasteiro com o braço esquerdo; e a de Douglas frente ao FC Famalicão a parar um remate de trivela de Fábio Martins.

Por fim, no capítulo dos grandes golos, realço os de Nuno Tavares, Yusupha e Wilson Eduardo na jornada inaugural; a ‘’bomba’’ de Luther Singh e o de Davidson na ronda seguinte; e o golão de Raphinha na terceira jornada. Todos eles de belo efeito, que enchem as medidas a qualquer espetador.

Foto de capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

As 5 melhores transferências deste mercado de verão

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O fecho do mercado de verão trouxe consigo os nervos de vários adeptos portugueses que esperavam ainda reforços para os respetivos clubes. Sendo que eu pertenço aos adeptos que referi em cima, sem mais demoras, apresento-vos o meu top 5 de contratações neste mercado de verão.

As 5 equipas que podem surpreender na Liga

Estamos perto de começar mais uma temporada de Futsal em Portugal, que promete ser emocionante. Vai começar a luta por um lugar nos oito melhores e, consequentemente, na fase a eliminar da Primeira Liga. Há muitas expetativas para este ano desportivo, sobretudo, porque vai haver jogos de qualificação para o Mundial de 2020. Os jogadores vão querer estar ao mais alto nível para sonharem com uma presença na seleção nacional.

Os possíveis vencedores? Sempre os mesmos todos os anos… SL Benfica e Sporting CP são sempre crónicos candidatos ao título e, na maior parte das vezes, são os dois clubes que vão à final do play-off. Porém, temos tido algumas surpresas com algumas formações a intrometerem-se neste “dérbi eterno” no Futsal, como o AD Fundão e o SC Braga/AAUM.

E não nos podemos esquecer que os dois grandes de Lisboa não jogam sozinhos na Liga e há muita qualidade espalhada pelo país. Este artigo é dedicado às equipas que têm uma forte possibilidade de conseguirem surpreender nesta época 2019/20 na Liga.

Quintana é o líder da Vuelta no primeiro dia de descanso

Encontra-se tudo em aberto na Vuelta, após nove dias de muito ciclismo foi o colombiano Quintana a levar a camisola vermelha para o dia de descanso. Ficam a faltar ainda doze etapas para o final da prova espanhola.

Tudo começou nas Salinas de Torrevieja, com um contrarrelógio coletivo de 13.4 quilómetros. Acabou por haver uma vencedora improvável, a Astana Pro Team! Fizeram o percurso em 14m:51s e bateram toda a concorrência. A Deceuninck-Quick Step ficou a dois segundos e a Team Sunweb a cinco segundos.

Neste dia, houve uma queda coletiva de uma das principais candidatas à vitória, a Jumbo-Visma, com os seus líderes (Roglic e Kruijswijk) a irem ao chão. A equipa belga da Quick-Step viu-se incomodada com um dos veículos de apoio à Jumbo-Visma e acabou por sair um pouco penalizada no seu tempo final.

Com este cenário, o primeiro líder desta edição seria Miguel Ángel López, sendo ele um dos principais candidatos à vitória final.

No segundo dia, com a chegada a Calpe foi o colombiano Quintana quem brilhou. Os ataques foram muitos entre os favoritos, mas num grupo de indecisões, foi o homem da Movistar quem se mostrou mais decidido, com um ataque nos últimos quilómetros. Seguiu sozinho até à meta, com uma diferença de cinco segundos para o grupo perseguidor (Roche, Roglic, Urán, Aru).

O grupo dos favoritos chegou a 37 segundos, liderado por Sergio Higuita e Pogacar. Na classificação da geral individual, Nicolas Roche (Team Sunweb) acabou por passar para o primeiro lugar, visto que estava apenas a cinco segundos de López e tinha feito um contrarrelógio melhor do que Quintana. Em segundo lugar ficou Quintana a dois segundos e em terceiro Rigoberto Urán (EF Education) a oito segundos.

Numa das poucas oportunidades para os homens mais rápidos, na terceira etapa, com a chegada a Alicante, foi um dia de excelência para a Irlanda. Com um final um pouco acidentado, ainda houve uma tentativa fugaz de Thomas De Gendt, mas sem efeito, sobraram alguns sprinters para discutir a vitória no final do dia.

O homem da Bora-Hansgrohe, Sam Bennett, foi o ciclista mais forte no final, batendo Edward Theuns (Trek-Segafredo) e Luka Mezgec (Mitchelton-Scott). Num dia em que Angel Madrazo cimentou mais a sua liderança da camisola da montanha e na geral individual Nicolas Roche manteve o primeiro lugar. Dois irlandeses a brilharem na maior prova espanhola.

No dia seguinte, na etapa 4, com chegada a El Puig, a chegada foi mais uma vez ao sprint. Com uma velocidade média de 43.109 km/h, sendo esta uma das etapas com melhor média desta edição, o pelotão liderado pela Deceuninck- Quick-Step e pela Bora fez um trabalho excecional para os seus sprinters. Rémi Cavagna (Quick-Step) desferiu um ataque nos quilómetros finais, mas acabou por não surtir efeito.

O lançamento de Richeze foi fantástico e colocou Jakobsen nas portas da vitória, em que o holandês acabou por não desiludir e conquistou assim a sua primeira vitória em Grandes Voltas. Bateu por centímetros o irlandês Sam Bennett e em terceiro lugar terminou Gaviria.

Jakobsen atinge a sexta vitória do ano
Fonte: Deceuninck- Quick-Step

Na geral individual ficava tudo na mesma, com Roche na liderança da Vuelta. Num dia que fica marcado também pela desistência de um dos líderes da Jumbo-Visma, Steven Kruijswijk.

Actualização final do SL Benfica no mercado: Fecho tranquilo com duas novidades

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Na madrugada desta terça-feira, fechou mais uma edição do mercado de transferências, que trouxe neste último mês ao SL Benfica muito pouco acerca de novas movimentações. Cádiz foi emprestado ao Dijon, Morato contratado para a equipa B e Chrien segue o mesmo caminho, tendo sido inscrito pelos encarnados no Deadline Day.

No que toca ao reforço de outras posições, muitos ansiavam por um lateral direito que pudesse ganhar a posição de André Almeida, por um médio centro que fizesse concorrência a Gabriel, por um avançado que viesse jogar na posição de Félix e Jonas e um guarda-redes que preenchesse de forma mais completa a baliza encarnada, chefiada por Odysseas. Porém, o derradeiro mês pouco ou nada trouxe à Luz no que a estes setores diz respeito.

Nos últimos 15 dias, falou-se muito no nome de Elias Pereyra, Gian-Luca Waldschmidt e Morato, contratado para a formação secundária das águias.

O interesse no avançado alemão foi muito mas o SL Benfica nunca pareceu sequer aproximar-se dos valores necessários para convencer o Friburgo a ponderar aceitar negociar. Já o lateral argentino parece ter sido somente um pequeno rumor a surgir na imprensa argentina.

Morato assinou, mas nunca será um reforço para esta época. Isto porque será um jogador para o futuro e constituirá uma excelente aposta a longo prazo.

À exceção do central, as últimas horas mostraram o desinteresse da direcção em reforçar a equipa de Bruno Lage, o que pode ser prejudicial às aspirações europeias do clube.

As águias inscreveram Martin Chrien, que irá ser utilizado na equipa B
Fonte: SL Benfica

Assim, Bruno Lage irá atacar esta época com um plantel sem alternativa nem competitividade na baliza. Odysseas dá garantias mas não preenche todas as necessidades do jogo colectivo da equipa.

Nas laterais tudo indica que irá avançar com três jogadores para duas posições. André Almeida continuará dono do lugar e provavelmente sem concorrência. Nuno Tavares não pode ser opção à direita e o nigeriano Ebuehi é ainda uma total incógnita – nem se sabe quando estará em reais condições físicas de jogar ao mais alto nível.

A dupla de centrais é jovem mas também sustentada por um central como Jardel. Para a Europa ficam as dúvidas se uma dupla com maturidade é suficiente para jogar a esse nível. O potencial de crescimento é tremendo mas o clássico com o FC Porto trouxe tremideira muito preocupante.

No meio-campo a equipa parece carecer de um médio que possa substituir Gabriel. Um jogador mais capaz de ter e guardar a bola, pausar o jogo e construir. Felizmente o marroquino Taarabt parece estar à altura do desafio.

No ataque é mesmo a zona central que levanta dúvidas. O segundo-avançado nunca foi contratado e, com a lesão do Chiquinho, a equipa parece necessitada de um jogador que faça a ligação defesa-ataque de frente para a baliza, cabeça levantada, visão de jogo e capacidade de aparecer em zonas de finalização. A dupla Seferovic-RDT não só não apresenta um jogador com estas competências como prejudica individualmente as capacidades de cada um deles.

No mercado, todos os reforços chegaram para o ataque: Chiquinho, Caio Lucas, Raul de Tomas e Vinícius (além de Cádiz, entretanto emprestado). Todos jogadores de qualidade, principalmente Chiquinho e RDT.

O médio português tem pés e cabeça de craque. Boa técnica, criatiividade, leitura de jogo e capacidade de decisão. Pode jogar no lugar de Pizzi ou até em parceria com este, atrás do ponta de lança. Já o avançado espanhol tem tudo para ser o jogador mais avançado da equipa. Muito bom a encontrar espaço com a bola controlada, tem um toque de futsal e pode ser mortífero dentro da área.

Caio é um extremo rápido e criativo que vai viver na sombra do Rafa e Vinícius um ponta de lança possante, com boa técnica e capacidade de finalização. Ambos jogadores para segundas linhas do ataque.

O ataque do SL Benfica ao mercado deixou muito a desejar. Não só não foram reforçadas as posições mais carenciadas como não foram atendidos os pedidos públicos do treinador.

Por fim, há a situação dos excedentários. Também aqui o clube não foi suficientemente eficaz. Svilar, Cervi, Zivkovic e Fejsa são quatro bons exemplos de jogadores que o clube teria obrigatoriamente de solucionar no próximo mercado.

Já com o mercado encerrado, estamos perante uma ineficaz abordagem ao defeso, tanto em entradas como em saídas, uma vez que seria de esperar uma maior demonstração de força dos encarnados num contexto de ataque à Europa financiado com a venda histórica de João Félix.

Foto de Capa: SL Benfica

Revisto por: Jorge Neves