A uma semana de se iniciar mais uma edição do US Open, os melhores tenistas do mundo juntaram-se no Masters 1000 de Cincinnati, torneio também ele disputado em solo americano. Daniil Medvedev e David Goffin acabaram por ser as figuras do torneio, tendo em conta que disputaram a grande final. Mas para lá chegar tiveram que deixar grandes nomes do ténis pelo caminho.
PERCURSO DE DANIIL MEDVEDEV
32avos de final : Daniil Medvedev 2-0 Kyle Edmund
16avos de final : Daniil Medvedev 2-0 Benoit Paire
Oitavos de final : Daniil Medvedev 2-0 Jan Lennard Struff
Quartos de final : Daniil Medvedev 2-0 Andrey Rublev
Meia – Final : Daniil Medvedev 2-1 Novak Djokovic
Daniil Medvedev não podia estar em melhor forma neste momento e a sua caminhada até à final prova isso mesmo. Nas cinco partidas que disputou, apenas cedeu um set perante o líder do ranking ATP. Nesse mesmo jogo, Daniil Medvedev perdeu o primeiro set, no entanto operou a reviravolta e confirmou o triunfo. Para além de ter garantido um lugar na final, o tenista russo alcançou o feito de derrotar, por duas vezes na mesma época e em diferentes superfícies, Novak Djokovic. Algo só conseguido por Roger Federer, Andy Murray e Rafael Nadal.
Daniil Medvedev venceu Novak Djokovic na meia final e apurou-se para a grande final Fonte: ATP World Tour
PERCURSO DE DAVID GOFFIN
32avos de final : David Goffin 2-1 Taylor Harry Fritz
16avos de final : David Goffin 2-0 Guido Pella
Oitavos de final : David Goffin 2-0 Adrian Mannarino
Quartos de final : David Goffin – Yoshihito Nishioka ( David Goffin ganhou a partida, devido à desistência de Yoshihito Nishioka )
Meia – Final : David Goffin 2-0 Richard Gasquet
Tal como Daniil Medvedev, David Goffin também cedeu um set no seu percurso. Nota para o facto de o tenista belga ter realizado menos um jogo nesta prova, aproveitando a desistência do seu adversário nos quartos de final. Já na meia final, David Goffin foi mesmo a jogo e derrotou o francês Richard Gasquet, apurando-se, desta forma, para a sua segunda final esta época.
David Goffin confirmou a presença na sua segunda final esta temporada Fonte: ATP World Tour
Após um 2018/19, no geral, dececionante, era altura de arrumar a casa no Estádio do Dragão. Isto porque diversas saídas, muitas das quais de jogadores bastante influentes naquilo que era a estratégia de Sérgio Conceição, ilustraram o período solarengo do universo azul e branco. Honestamente, sempre considerei uma missão muito difícil repor todas as lacunas que haviam sido deixadas no grupo de trabalho, contudo teria de ser adotada uma estratégia de gestão dos estragos, de maneira a minimizar todas estas saídas.
A partir daí, assistimos à chegada de sete reforços: os argentinos Marchesín e Saravia, os colombianos Uribe e Luis Díaz, um “velho conhecido” de seu nome Iván Marcano, uma “paixão antiga” japonesa chamada Nakajima, juntamente com o cabo-verdiano Zé Luís.
Bom, comecemos pela baliza: inicialmente, acreditava que este poderia ser o ano de afirmação de Diogo Costa a defender as nossas redes. Contudo, essa aposta efetiva no jovem português parece ter sido adiada para um futuro próximo após a chegada de Marche à cidade Invicta: um guarda-redes seguríssimo, decisivo e que não acusou a pressão de substituir um nome como Iker Casillas. Mostrou estar em alto nível sempre que foi chamado a intervir, parecendo estar preparado para o desafio.
Quanto ao seu compatriota, Renzo Saravia, pouco mostrou durante os minutos que lhe foram dados pelo treinador, exibindo diversas fragilidades a nível defensivo, sobretudo no jogo frente ao FK Krasnodar. Acredito, sinceramente, que Conceição lhe dará mais oportunidades, inclusivamente no onze inicial, apesar de, por enquanto, não ter demonstrado capacidade para assumir a posição de lateral direito.
Ainda no setor defensivo, Iván Marcano foi “cara nova” na preparação para a época 2019/20. De novo, o central espanhol trouxe mediocridade ao centro da defesa do FC Porto e a certeza de que será preciso um outro nome para substituir devidamente Felipe e/ou Éder Militão.
O colombiano Matheus Uribe, responsável pela difícil tarefa de substituir Hector Herrera, parece entrar que nem uma luva no esquema tático do FC Porto. Apesar de estar há apenas alguns dias em território português, o colombiano parece já ter interiorizado o que Sérgio Conceição pretende dele dando aquando da sua utilização boas réplicas.
Matheus Uribe, juntamente com Luis Díaz, foram duas das contratações realizadas pelo FC Porto em 2019/2020 Fonte: FC Porto
No que diz respeito às posições mais ofensivas, três foram as novidades para o ataque à presente temporada. E, devo admitir, todos têm-me surpreendido positivamente, destacando Zé Luís.
O avançado, que já tinha no currículo passagens por clubes portugueses, vem adicionar uma nova faceta ao ataque do FC Porto, na minha opinião, sendo uma nova solução no jogo aéreo, com técnica, oportunismo e capacidade de decisão. Sem dúvida, o reforço que era necessário para a frente de ataque.
Mas não só de Zé Luís é feito o lote de opções para o setor mais ofensivo do FC Porto: a esse lote, foram adicionados nomes como os de Luís Díaz e de Nakajima. Este último, apesar de ainda não ter tido um número de oportunidades condizente com a sua qualidade, já foi capaz de demonstrar muita personalidade no seu jogo, chamando para si a responsabilidade no jogo da Liga dos Campeões, mostrando-se sempre disponível para receber a bola um pouco mais atrás no terreno e de consigo arrastar a equipa para o ataque. Apesar de ainda pecar um pouco no momento da decisão, poderá vir a ser um elemento muito importante para o que resta da época.
Outro elemento que poderá vir a ganhar protagonismo no Dragão é Luis Díaz. O extremo colombiano surge como um jogador dotado tecnicamente, que consegue desequilibrar toda uma defesa com apenas um movimento. Personalidade em assumir o jogo, em correr em direção à área contrária: um verdadeiro diamante, que, como outros que elogiei anteriormente, terão ainda que ser bem lapidados, com o objetivo de ajudar o FC Porto a reconquistar o campeonato.
Já se sente o friozinho na barriga, o coração já bate mais forte, já se roem as unhas! O dia do clássico aproxima-se… Um jogo SL Benfica x FC Porto é como um feriado nacional. O país para por 90 minutos para ver uma rivalidade histórica, seja na TV ou no estádio.
A edição 2019/2020 da 1ª divisão do campeonato português de andebol – vulgarmente conhecido como Andebol1 – irá contar com a presença de mais dois emblemas do distrito do Porto e um do distrito de Setúbal, são estes: FC Gaia, Boavista FC e o Vitória FC, respetivamente.
Contrariamente àquilo que tem vindo acontecer nos últimos anos, a presente época irá contar com a subida de três equipas à divisão de elite do andebol nacional. Duas por entrada direta – como é o caso dos gaienses e dos axadrezados (1º e 2º classificados da principal prova do 2º escalão) – e uma de forma indireta, em detrimento da desistência do CCR Fermentões que, dessa forma, deixou o seu lugar à disposição.
Assim, ainda que tendo ficado em 4º lugar, atrás do FC Porto B, com um número de pontos insuficiente para garantir o acesso à 1ª divisão, os sadinos puderam festejar à mesma, após a sua 3ª presença numa fase final nos últimos cinco anos.
Isto porque, tanto o Arsenal Devesa como o AC Fafe, recusaram o convite da federação para permanecer na liga, deixando assim, o seu legado para o 4º classificado do 2º escalão, uma vez que em 3º classificado ficou a equipa B dos dragões, e esta nunca poderia subir.
Os “Sadinos” vão participar na 1ªdivisão este ano Fonte: Vitória FC
Numa altura em que as suas participações na mais ilustre prova nacional estão em contagem decrescente, os três clubes conjuntos recém-chegados não perderam tempo, e, como já seria esperar reforçaram-se em peso, fazendo-se sentir impetuosamente no mercado de transferências deste verão.
Os boavisteiros, por exemplo, abriram mão de seis jogadores, tendo contratado nove.
Neste lote, o destaque vai para o regresso de Nuno Pimenta, pivô de 38 anos (ex-Águas Santas), que regressa ao Bessa 15 anos depois.
O FC Gaia, por sua vez, optou deixar sair seis elementos, e somou nove caras novas no plantel, entre as quais estão a de Hugo Rosário e Tiago Heber, dois jogadores que merecem particular atenção, tanto pelo sua envergadura e capacidade física, como pela sua vasta experiência no andebol nacional.
Por último, o Vitória FC, dos três promovidos o mais discreto na hora de vender e comprar jogadores. Registou apenas três saídas do plantel, e contratou oito praticantes, cinco a título definitivo e três por empréstimo do clube da luz, como é o caso de Tiago Costa, Tiago Silva e Joaquim Nazaré, todos com uma idade inferior aos 20 anos.
Resta agora esperar pelas jornadas inaugurais para perceber quais as metas com que os três clubes (FC Gaia, Vitória FC e Boavista FC) podem sonhar. Uma coisa é certa, emoção não vai faltar!
Com fundação em 2016, a Federação Portuguesa de Desportos Eletrónicos, mais conhecida como FPDE após mudança de nome, só nestes últimos dois anos se mostrou mais ao mundo do gaming e dos eSports.
Com o seu foco no Desporto Eletrónico, a FPDE tem como principais objectivos educar a população sobre o que são desportos eletrónicos, promovendo a sua prática de forma saudável, equilibrada e sustentável. Pretende igualmente promover os valores e o desenvolvimento do desporto eletrónico com a agregação de equipas, instituições e jogadores.
Outro grande objectivo é a profissionalização dos desportos eletrónicos, criando condições para que atletas e equipas possam desenvolver-se. Assim que consigam fazer o seu próprio percurso dos escalões mais amadores até a profissionalização desta modalidade.
Feitas as apresentações, é fundamental destacar a definição do Desporto Eletrónico que se refere a competições organizadas de videojogos, entre indivíduos ou equipas, e que são disputadas utilizando computadores, consolas ou dispositivos móveis. E perceber que existem diferenças entre o gaming e os eSports.
O gaming consiste no ato de uma pessoa jogar um videojogo, de forma regular ou esporádica, sem uma componente competitiva organizada. Quando falamos de desporto eletrónico (esports) trata-se de uma pessoa ou equipa jogar um videojogo, de forma regular ou esporádica, de forma necessariamente competitiva e organizada.
Fonte: FPDE
Um dos grandes avanços na evolução da FPDE passa pelo “Plano Estratégico para o eSports em Portugal”. Documento este de 27 páginas que conta com a história dos eSports, a evolução da modalidade e como este pode ser considerado um desporto, bem como, toda a potencialidade que este mercado apresenta e profissionalização. Refere ainda as missões da FPDE e propostas para o futuro com a criação de associações nacionais e grupos de coordenação para os diferentes tipos de videojogos.
Recentemente no mês de julho, a FPDE celebrou também uma parceria com a Sociedade Abreu Advogados no qual indicam que a profissionalização nacional dos eSports passa muito por este tipo de associações.
Para além disto, várias organizações e instituições desportivas tem-se associado á FPDE através do sistema de fichas de inscrição do seu site oficial. Entre elas, podemos desde já destacar os Grow uP eSports, o SC Braga eSports, o Boavista FC eSports, entre outros…
Fonte: FPDE
A Federação Portuguesa de Desportos Eletrónicos tem marcado também a sua presença em eventos importantes no mundo dos eSports, como a DreamHack Spain, os prémios eSports em Portugal ou até a Swiss Esports Federation, em Lausanne. Conferência essa que reuniu 18 países a falar sobre eSports um pouco por toda a Europa.
Posto isto, é essencial indicar as reportagens feitas pelo Diário de Notícias e o Jornal Económico que ambas à sua maneira permitiram à FPDE expor o seu projecto e perceber que o mundo dos eSports em Portugal está a crescer apaixonando um milhão de gamers no seu país e atraindo actualmente marcas como a Altice, Worten, Allianz, Huawei, entre outras.
Além dos objetivos já mencionados a FPDE pretende organizar fases de qualificação nacional para mundiais e campeonatos internacionais registados na Federação Internacional de Desportos Eletrónicos e promover a prática desta modalidade.
Terminamos com a importante mensagem para seguirem a FPDE nas suas redes sociais: Facebook e Twitter
E acompanharem de perto todo o trabalho realizado pela Federação que pretende levar os eSports cada vez mais longe!
É mais um grande nome do futebol que se aposenta. Depois de Van Persie e Arjen Robben terem anunciado o fim das suas carreiras futebolísticas (Maio e Julho deste ano), Sneijder também se junta ao duo que tantas vezes “destruiu” defesas adversárias. 35 anos depois o holandês decide iniciar o seu descanso depois de anos glórios em grandes clubes europeus.
Para trás deixa um histórico invejável para qualquer jogador de futebol. Foram mais de 710 jogos e 189 golos marcados durante 17 anos de carreira. O palmarés? Enormíssimo e que será referido mais à frente.
Os clubes e a “Laranja Mecânica”
Seis clubes representados em toda a sua carreira: Ajax, Real Madrid, Inter de Milão, Galatasaray, Nice e Al-Gharafa. A estes não nos podemos esquecer dos 15 anos na Seleção Holandesa, a tão conhecida “Laranja Mecânica”. O seu ponto alto foi a final do Mundial 2010 em que saiu derrotado pela Espanha. Retirou-se no ano passado com 133 jogos nas pernas, detendo assim o recorde do jogador com mais internacionalizações pelo país. Os 31 golos marcados fazem-no fechar o Top-10 dos mais goleadores de sempre.
Sneijder não é um desconhecido no mundo do futebol mas à sua grandiosidade nunca foi reconhecida devidamente. Talvez um título internacional pela sua Seleção ter-lhe-ia dado outra visibilidade.
Fonte: The Netherlands Football Team
Sneijder, o melhor do mundo em 2010?
É um tema que hoje em dia ainda é discutido pelos amantes do futebol. Uns dizem que nesse ano o holandês foi o melhor da seleção vice-campeã do Mundial (a par de Müller foi o melhor marcador com cinco golos) e do Inter treinador por José Mourinho que venceu Liga dos Campeões, Campeonato Italiano e Taça de Itália. Outros assumem que o nível individual de Messi era superior e merecedor desta distinção. Na verdade, os primeiros são os que têm mais razão, na minha opinião. Merecia pelo menos estar no top-3, algo que não se veio a suceder pois foi 4º com 14,48% dos votos. Messi foi 1º com 22,65%, Iniesta 2º com 17,36% e Xavi 3º com 16,48%. Estes votos foram atribuídos por treinadores e capitães de equipa.
Se o formato da atribuição da Bola de Ouro fosse igual ao de 2009 (votos só de jornalistas), Sneijder teria vencido, Iniesta seria 2º, Xavi 3º e Messi 4º. Mesmo não conseguindo a premiação máxima, o holandês fez parte da Equipa do Ano da UEFA.
O referido caso é sobre viciação de resultados e, portanto, corrupção no mundo do futebol e envolve a FIFA, a UEFA, a Federação Turca de Futebol (“TFF”) e dois clubes da Superliga da Turquia.
As esperanças do Trabzonspor de anular o resultado da Superliga Turca de 2010/2011 parecem ter terminado após o recurso ter sido rejeitado pelo Tribunal de Arbitragem do Desporto.
Na época 2010/2011 da Super Liga turca, o clube turco Fenerbahçe conquistou o primeiro lugar, enquanto o Trabzonspor ficou em segundo.
No entanto, mais tarde, em 2011, várias pessoas são presas na Turquia por manipulação de resultados e, em agosto de 2011, a Federação Turca retira o Fenerbahçe da Liga dos Campeões da UEFA 2011/2012 e substitui-o pelo Trabzonspor.
Em dezembro de 2011, a Federação Turca publica um relatório que contém vários atos de manipulação de resultados envolvendo funcionários (incluindo o Presidente e o Vice-Presidente) de Fernerbahçe, e, subsequentemente, sancionou os 3 oficiais, em 2012, mas não puniu o Clube.
Entretanto, o Trabzonspor apresentou um recurso à Federação Turca para ser assim declarado campeão da época 2010/2011. A resposta da Federação Turca: uma vez que apenas alguns funcionários da Fenerbahçe (incluindo o presidente e vice-presidente!) estavam envolvidos na manipulação de resultados, não ficou provado que os outros membros da direcção estavam cientes dessas actividades e, portanto, não poderiam ser responsabilizados. Em 2012, a Federação Turca decidiu que o Trabzonspor não tinha o direito de recorrer contra uma decisão de sancionar outro clube.
Enquanto isso, o tribunal penal turco descobriu que uma organização criminosa havia sido formada sob a liderança de Aziz Yildirim, o presidente da Fenerbahçe e que a atividade de manipulação de resultados e incentivos por parte do clube havia ocorrido com relação a 13 jogos durante o ano de 2010/2011. O presidente do Clube foi condenado a 6 anos de prisão, mas foi, após passar 1 ano na cadeia, por recurso às instâncias superiores, em 2015, absolvido junto com outros 35 arguidos por falta de provas.
Após a recusa do recurso pela Federação Turca de Futebol, o Trabzonspor solicitou em 2012 à UEFA que sancionasse Fenerbahçe pela manipulação de resultados. A UEFA abriu processos disciplinares contra o Fenerbahçe, mas não contra a Federação Turca.
Em 10 de julho de 2012, o organismo de recursos da UEFA excluiu Fenerbahçe de duas competições consecutivas da UEFA por violação do princípio de lealdade, integridade e desportivismo (art. 5, Regulamentos disciplinares da UEFA) que o CAS confirmou em 2013 (processos CAS 2013 / A / 3256). No entanto, a UEFA recusou-se a intervir a nível nacional na Turquia para declarar o Trabzonspor campeão da época 2010/2011, alegando falta de competência. O CAS confirmou sua decisão. (Proceedings CAS 2015 / A / 4343). Em 2015, o Trabzonspor fez uma petição à UEFA para sancionar a Federação Turca, uma vez que não sancionou Fenerbahçe a nível nacional.
Por carta de junho de 2011, o Trabzonspor informou o presidente da FIFA, Blatter, da história da manipulação de resultados e, em 2013, o Trabzonspor apresentou uma queixa oficial à FIFA solicitando que intervenha de acordo com o Código Disciplinar da FIFA e retire o título do Fenerbahçe na época 2010/11 e declarando que a Federação Turca de Futebol havia violado os estatutos da FIFA. A FIFA respondeu mais de um ano depois afirmando que, desde que a UEFA esteve envolvida, a intervenção do Comité Disciplinar da FIFA foi “inoportuna”. Em julho de 2017, o Trabzonspor apresentou uma queixa formal ao Comité de Ética da FIFA e ao Comité Disciplinar da FIFA (“FIFA DC”) contra a Fenerbahçe e a TFF.
O Trabzonspor apresentou uma queixa oficial à FIFA de Blatter para retirar o título do Fenerbahçe na época 2010/11, mas pouco ou nada foi feito Fonte: UEFA
Em 2018, o Secretário da FIFA DC enviou uma carta ao Trabzonspor a informar que não estava em posição de intervir, uma vez que “parece que o caso foi processado em conformidade com os princípios fundamentais da lei” depois de ter analisado cuidadosamente os documentos relevantes, em particular, as decisões do Comité Disciplinar do TFF prestadas em maio de 2012 e a decisão da Câmara de Apelações do TFF proferida em 4 de junho de 2012. (Desde quando o “não sancionamento-match-fixing” é o cumprimento dos princípios fundamentais de direito, realmente FIFA?).
Em abril de 2018, o Trabzonspor interpôs recurso junto do Comité de Apelação da FIFA. No entanto, por carta, datada de 27 de abril de 2018, o vice-secretário da FIFA AC escreveu ao Trabzonspor, dizendo que “de acordo com o artigo 118.º do Código Disciplinar da FIFA, uma vez que o Trabzonspor não era parte no processo, Trabzonspor não podia recorrer da decisão.
Em maio de 2018, o Trabzonspor apresentou recurso no CAS contra a recusa da FIFA DC em intervir na viciação de resultados, tendo sido ouvido em Março deste ano. Por comunicado o Tribunal Arbitral do Desporto disse: “Tendo considerado as provas conclui-se que o Trabzonspor não tinha legitimidade para processar a FIFA e, consequentemente, não tinha legitimidade para recorrer contra ela.”
Depois desta decisão do tribunal Arbitral do Desporto, só podemos concluir que a tolerância zero contra a corrupção da UEFA, da FIFA e do Tribunal Arbitral do Desporto é uma falácia.
No primeiro jogo oficial da temporada em Alvalade, o Sporting levou de vencida a equipa do SC Braga por 2-1. O treinador leonino, Marcel Keizer, apostou no 4x3x3 com Doumbia na posição de trinco, Wendel e Bruno Fernandes à frente do costa-marfinense e a maior novidade foi a inclusão de Diaby no onze inicial, jogando na esquerda e Raphinha na direita.
A turma leonina entrou muito bem no jogo, jogando fluido e com bom jogo entrelinhas, e deu o primeiro sinal de aviso aos quatro minutos por intermédio de Bruno Fernandes, com um remate à figura do guarda-redes Matheus, estando a “afinar” a mira para mais tarde.
Após o primeiro remate no jogo por parte do Sporting de Braga, o Sporting viria a chegar ao golo à passagem do minuto quinze. Depois de um cruzamento de Raphinha, Luiz Phellype apanhou a bola perdida dentro da área e, com um toque subtil, assistiu Wendel para o primeiro golo da noite.
A resposta do clube minhoto só viria aos 25 minutos, com uma boa jogada de envolvimento no corredor esquerdo que resultou num bom cruzamento para o segundo poste, só que Fransérgio não conseguiu concretizar. A partir deste momento, a equipa leonina continuou a ter mais bola e melhor futebol, contudo foi permitindo lances de perigo.
Quatro minutos mais tarde, canto para o Sporting de Braga e a meias com Coates, Pablo Santos cabeceou para uma excelente intervenção de Renan Ribeiro, sendo o primeiro remate com perigo para a baliza leonina. Corria o minuto quarenta, cruzamento na direita para a equipa Bracarense e novamente Renan a mostrar serviço na baliza verde e branca, defendendo para canto o bom cabeceamento de Hassan. No seguimento desse mesmo canto, Hassan com tudo para fazer o golo em frente a Renan, atirou para uma grande intervenção do guarda-redes leonino.
O médio brasileiro inaugurou o marcador em Alvalade Fonte: Liga Portugal
Passados três minutos, surgiu o segundo golo do Sporting por autoria de Bruno Fernandes. O capitão leonino “roubou” a bola a Claudemir no meio campo, cavalgou rumo à grande área, passou com classe pelo central bracarense e atirou para o fundo da baliza, aumentando por isso para dois golos a vantagem leonina.
A superioridade leonina era evidente, apesar de alguns momentos de perigo do Sporting de Braga.Na segunda parte, durante o minuto quarenta e nove, Luiz Phellype apareceu na área com boas condições de finalizar, mas quando tentou driblar Matheus, o guarda-redes bracarense saiu de forma segura e agarrou o esférico. Aos sessenta e dois minutos, boa jogada de envolvimento na esquerda do ataque do clube minhoto e com alguma sorte, Ricardo Horta apareceu isolado em frente a Renan e desperdiçou uma das melhores oportunidades do Sporting de Braga durante o jogo, atirando para fora.
O golo do clube bracarense só chegaria à passagem do minuto setenta e dois, com um remate forte e cruzado de Ricardo Horta ao poste, e estando no sítio certo Wilson Eduardo atirou para o fundo da baliza leonina, reduzindo assim a desvantagem.
O treinador do clube minhoto, Ricardo Sá Pinto, quis ir em busca de um resultado mais favorável e fez duas substituoções, Murilo por Fransérgio e Paulinho por Hassan. Marcel Keizer depois do golo, mandou a equipa recuar a linha de pressão, colocando inclusive Luis Neto em jogo para substituir Diaby, dando claramente indicações para defender.
O Sporting de Braga, a precisar de pelo menos mais um golo, massacrou a defesa leonina até ao final do jogo. Dez minutos depois, outro remate perigoso de Ricardo Horta pela esquerda, passando muito perto do poste da baliza leonina. Da parte do Sporting, nota para as entradas de Luciano Vietto e Eduardo Henrique, em prol de Luiz Phellype e Wendel.
Terminava assim a partida, com a primeira vitória da turma de Alvalade para o campeonato. Marcel Keizer continua a não querer assumir o jogo e em vez de ordenar a equipa a procurar o terceiro golo, jogou pela defensiva e o Sporting de Braga aproveitou muito bem esse momento e tentou capitalizar em golos, contudo não foram eficazes e o resultado acabou por não se alterar, muito por culpa de Renan Ribeiro que efetuou um excelente jogo com várias boas defesas.
O FC Porto esteve ativo no mercado de transferências que fecha no dia 31 deste mês. Depois da saída de vários titulares da época transata, dez reforços (entre subidas de escalão e transferências) chegaram ao Dragão com vontade de triunfar. Vejamos os que melhor sucederam até ao momento.
Um Wanda Metropolitano a rebentar pelas costuras ansiava pelo início de jogo que punha frente a frente o Atlético de Madrid, contra o Getafe equipa sensação da época passada do campeonato espanhol.
E a expectativa era enorme, derivada ao grande investimento feito pelos colchoneros especialmente com a contratação de João Félix os madrilenos estavam ansiosos para ver os reforços em ação, especialmente o português.
E perdoem-me a generalização mas todos nós portugueses estamos com grande expectativa de ver o puto a jogar, seja para elogiar, seja para criticar, a verdade é que Félix é indubitavelmente a grande sensação desta época. Inclusive foi notório nas bancadas o apoio ao número 7 dos colchoneros. quer em forma de cânticos, quer em forma de cartazes.
Mas nem tudo gira à volta de João Félix, e nesta partida o Atleti apresentava no onze inicial apenas 2 reforços a par de João Félix, Trippier e Lodi, Simeone manteve o núcleo duro da época passada como aposta para este primeiro jogo.
O mesmo fez o técnico do Getafe Pepe Bordalás , fiel ao seu estilo de jogo apenas jogou com um reforço,Faycal Fajr.
Um jogo muito atado nos primeiros dez minutos talvez por as equipas encaixarem tacticamente uma na outra, muitas bolas divididas e muito pouco futebol.
Nas bancadas aí sim se fazia a festa, grande ambiente que os adeptos colchoneros proporcionaram e que motivaram a que a equipa da casa começasse a chegar com perigo à área adversária. E foi com esse embalo que aos 20 minutos chegou a primeira oportunidade do jogo. Grande lance do Atleti pela direita com cruzamento de Trippier para o coração da área mas David Soria a antecipar-se e a segurar o esférico, negando a possibilidade de Félix se estrear a marcar.
Fonte: Atlético Madrid
Era a motivação que os colchoneros precisavam e mais uma vez pela direita, após cruzamento de Trippier, Morata com um belo cabeceamento colocava a bola no fundo da baliza do Getafe, inaugurando o marcador do encontro!
Esperava que o jogo abrisse mais depois deste golo mas não, pelo contrário o jogo tornou-se mais agressivo, com muitas faltas de parte a parte e não foi surpresa que o árbitro tivesse que mostrar por duas vezes o cartão vermelho.
Primeiro para Molina, o avançado do Getafe com uma pisadela involuntária sobre Partey, teve o lance analisado pelo VAR que não teve dúvidas e decretou que o árbitro voltasse atrás com a sua decisão e mostrou vermelho directo ao invés do cartão amarelo.
Já Lodi, foi vítima da sua agressividade e das sucessivas faltas e no espaço de dois minutos o brasileiro levou dois amarelos e consequente expulsão.
18 faltas em toda à primeira parte, nunca um intervalo veio em tão boa altura!
Não iria mudar muito o panorama da segunda parte, ou não fosse este jogo um dérbi, muitas faltas e pouco futebol mostrado.
Só que um fenómeno que dá por nome de Furacão Félix, apareceu do nada, e num arranque do meio campo conseguiu desfazer toda uma estrutura do Getafe acabando derrubado na grande área conquistando uma grande penalidade para a sua equipa. Toda a genialidade num só lance mostra que estamos perante um grande talento!
Só que Morata não iria aproveitar esta oferta do seu colega de equipa e o penalti seria defendido por Soria com grande qualidade.
A partir deste lance o chip do jogo mudou. Não que as faltas tivessem diminuído,pelo contrário mas sim pela forma como as equipas abordaram o jogo após este lance.
Antes disso, João Félix sairia com problemas musculares e talvez tenha sido também um dos motivos para a baixa de rendimento que se viu no Atleti.
Notou-se mais intensidade no Getafe e mais intencionalidade no seu jogo, viu-se também que o Atlético veio a baixo animicamente e Simeone tudo fez para puxar pela equipa e sobretudo, pelos adeptos que começavam a demonstrar alguma ansiedade.
Não era para menos, a poucos minutos do final do jogo Angel (Getafe) atira à barra e por momentos gelou o Wanda Metropolitano, que tiraço! Oblak estava batido se a bola fosse à baliza.
Em jeito de resposta o Atlético respondia minutos mais tarde, com Vitolo a ser desmarcado por Morata mas o remate encontrava Soria que negava o golo com uma bela mancha!
Até ao final do jogo não houve mais jogadas de perigo, e o resultado não sofreu mais alterações.
Este novo Atleti não deslumbrou no seu primeiro jogo do campeonato mas mostra que vai ser uma equipa muito consistente e há que contar com eles para as contas do título, “Cholo” Simeone tudo fará para isso acontecer.
ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Atlético Madrid – Oblak, Renan Lodi (vermelho), Gimenez, Savic, Trippier, Lemar (subst. Vitolo), Thomas Partey (subst.Mário Hermoso), Saul, Koke, Morata, João Félix (subst.Llorente).
Getafe CF – Soria, Nyom, Gonzalez,Dakonam, Cabrera (subst.R. Garcia), Suarez (subst.Angel) Arambarri, Fajr, Cucurella, Mata (subst. Gallego), Molina(vermelho).