Se tivesse a oportunidade de falar consigo iria pedir-lhe para que fizesse com que os jogadores mantivessem os pés bem assentes no chão.
Quanto aos adeptos nada é possível fazer, pois em dois jogos marcar 10 golos e não sofrer nenhum não está ao alcance de todos.
Um dos jogos ficará durante muitos anos na memória dos adeptos, pois ganhar por cinco aos nossos rivais da Segunda Circular não é todos os dias e nem seguramente todas as épocas.
Começar a ganhar dois jogos consecutivos a praticar um bom futebol pode significar tudo mas também pode não significar nada. Uma vez, o mister disse que o jogo mais importante é sempre o próximo. Não podia estar mais de acordo consigo!
Pois de que adianta pensar em derrotar o FC Porto à terceira jornada se não passarmos no teste do Jamor? Afinal, apesar da rivalidade com os nortenhos, cada jogo vale sempre o mesmo: três pontos.
Como diz o bom ditado popular, quanto maior é a subida, maior é a queda.
Peço então a cada um dos jogadores que entrem em todos os jogos a dar tudo, como muito bem tem sido feito até aqui, desde que o treinador natural de Setúbal está ao comando.
Talvez este receio seja fruto de um passado sofrido. Lembro-me tão bem daquela vitória nos Barreiros e dos festejos no centro do relvado quando ainda faltavam nove pontos para conquistar. E a verdade é que nada foi conquistado.
Bruno Lage tem feito um excelente trabalho à frente dos encarnados. Em muito pouco tempo conquistou tudo e todos.
Luís Filipe Vieira disse que muitos benfiquistas iriam sentir falta do mister Rui Vitória. Pois bem, caro Presidente, apesar de lhe estar muito grato por tudo que fez pelo SL Benfica e de desejar que continue por muito tempo a desempenhar as funções que lhe competem quero dizer que desta vez não teve razão. Não por demérito de Rui Vitória pois não me considero um adepto de memória curta, mas porque Bruno Lage é um treinador de excelência. É sem dúvida o homem certo para colocar em prática todos os desejos do presidente.
Dá-me um imenso gozo ver o SL Benfica ganhar um derby com três elementos de uma defesa de quatro homens formados no Seixal. E isso só é possível com o mister Bruno Lage.
Chiquinho foi um jogador determinante nos dois jogos com um golo e uma assistência Fonte: SL Benfica
Mas também sei que nem tudo irá ser um mar de rosas como tem sido até aqui. Um dia, como todas as equipas, o SL Benfica irá ter um jogo mau e um dia menos conseguido. É aí que o meu receio entra. Não por uma derrota, mas sim na reação à mesma. Uma derrota, duas derrotas, todas as equipas tem durante uma época, mesmo as mais fortes.
O problema é que se isso acontecer espero que a equipa não entre numa espiral negativa. Saiba reagir e volte a ter aquelas exibições que fazem os adeptos levantarem-se das cadeiras vezes sem conta.
Até aqui o entusiasmo tem sido enorme, mas como você disse mister, o entusiasmo é de fora e não de dentro.
O caminho até ao sucesso é longo. Conto com este plantel e equipa técnica para me voltarem a fazer chorar de emoção e no fim voltar a gritar no Marquês: “Campeões allez”.
Os adeptos do Famalicão reuniram-se todos na noite desta sexta feira para assistirem ao jogo que opunha a equipa famalicense à do Rio Ave a contar para a segunda jornada do campeonato.
A expectativa no estádio era grande e culimina com um triunfo da equipa recém-promovida que soma a segunda vitória em igual número de jogos, reafirmando a melhor entrada possível no campeonato após 25 anos sem jogar no escalão máximo do futebol português.
Foram precisos apenas três minutos para haver a primeira chance de perigo de jogo. Tymon a subir no flanco esquerdo a cruzar rasteiro para o segundo poste onde apareceu Tony Martinez perto de conlcuir o lance da melhor forma.
A resposta vilacondense chegou no minuto nove através de um cruzamento. Nuno Santos cruzou para a entrada da grande área e Filipe Augusto tentou rematar de primeira, mas o remate saiu fraco e sobrou para Bruno Moreira que disparou à meia volta para a malha lateral da baliza.
À entrada para o primeiro quarto de hora de jogo foi a vez de os famalicenses ameaçaram, mais uma vez, a baliza defendida por Kieszek. Tony Martinez surgiu mais alto do que qualquer outro adversário e cabeceou, ao primeiro poste, demasiado alto.
O ambiente no estádio estava bastante cordeal até que Pérez tem uma entrada mais dura no meio campo sobre Bruno Moreira e o caos se instalou. Toda a situação obrigou o árbitro, Rui Costa, a recorrer ao VAR para visualizar uma aparente agressão de Tarantini, acabando por mostrar o cartão amarelo ao capitão do Rio Ave FC.
Por esta altura assistia-se a uma fase mais faltosa da partida. Ambas as equipas abordavam os lances com agressividade e não davam bolas por perdidas e pbrigavam, por isso, o árbitro a recorrer aos amarelos para estabelecer a calma dentro de campo.
Um jogo disputado em Famalicão Fonte: Famalicão FC
A segunda parte reatou algo adormecida e a onda faltosa da primeira parte prolongou-se no início da segunda, quando Messias Junior faz falta sobre Tony Martinez e vê o consequente cartão vermelho direto, por falta sobre um jogador isolado. Na cobrança do livre mesmo à entrada da área, em posição frontal à baliza, Guga a não conseguir conlcuir da melhor forma, com a bola a passar ligeiramente por cima da barra.
Após a expulsão, Carlos Carvalhal viu-se obrigado a efetuar as primeiras substiuições, lançando Borevkovic e Carlos Mané para os lugares de Gabrielzinho e de Diego Lopes.
O Famalicão FC favoreceu de outro livre em posição frontal à grande área, mudando desta vez o marcador do livre. O central Patrick William surpreendeu o estádio e desferiu um golpe podereso no esférico que ainda é inteceptado por Kieszek, mas vai com demasiada força para o polaco conseguir mantar a bola fora da baliza.
As bolas paradas foram até este momento o fatpor decisivo da partida. Todos os lances de perigo foram criados através da conversão ou de cantos ou de livres. O único golo do jogo não foge a esta tendência e em seguida foram, mais uma vez, os famalicenses que quase marcaram na conversão de um canto com a bola a ser cabeceada e a passar perto do poste esquerdo de Kieszek.
O conjunto da casa ia-se limitando a não cometer erros e esperar por erros dos vilacondenses e saía com perigo em transição para o ataque. Prova disso foi o lance, ao minuto 76’ por intermédio de Lameiras que consegue rematar cruzando e rasteiro para uma defesa apertada do guardião rioavista.
Mesmo em desvantagem e a jogar com dez, o Rio Ave FC foi à procura do golo da igualdade e conseguiu um penálti ao minuto 89’. Na conversão go castigo máximo, Filipe Augusto remata ao poste e vê desfeita aquela possibilidade de empatar a partida.
Bruno Moreira teve, já nos descontos, outra oportunidade de ouro para empatar a partida, mas, à boca da baliza, não conseguiu desviar a bola para o fundo das redes para desespero de todos os rioavistas no estádio.
O jogo termina com uma vitória sofrida para o Famalicão, que viu o Rio Ave chegar muito perto do empate, por duas ocasiões. Com este resultado, o Rio Ave entra no campeonato a perder e o Famalicão conquista a segunda vitória em dois jogos, ficando com seis pontos acumulados.
ONZES INICIAS E SUBSTITUIÇÕES:
FC Famalicão: Defendi, Lionn, Guga (Racic 87’), Lameiras, Fábio Martins (Diogo Gonçalves 80’), Gustavo Assunção, Nehuen Perez, Tony Martinez (Anderson 84’), Tymon, Pedro Gonçalves, William
Rio Ave FC: Kieszek, M. Reis, N. Monte, F. Augusto, Tarantini, B. Moreira, D. Lopes (Borevkovic 59’), Nuno Santos, Junio (Mehdi 78’), Messias Junior, Gabrielzinho (Carlos Mané 59’)
Uma das grandes questões deste início da temporada benfiquista foi a frente de ataque. Com as saídas de Jonas e João Félix, abriram-se vagas que só muito dificilmente serão colmatadas a curto prazo. Numa tentativa de manter os níveis de genialidade nos mínimos aceitáveis, houve o regresso de Chiquinho, a manuntenção da aposta em Jota e 20 milhões em cima da mesa por Raul de Tomas. O espanhol tem sido, até agora, a escolha primordial de Bruno Lage para emparelhar com Seferovic, mas a dúvida subsiste: será a dupla funcional? Terá De Tomas características suficientes para jogar no apoio ao ponta-de-lança ou o seu habitat natural é a grande área?
PERCURSO DOS AVANÇADOS NAS ÚLTIMAS CINCO ÉPOCAS
As realidades e contextos de crescimento dos intervenientes em nada se comparam, assim como as suas etapas evolutivas no último lustro. Seferovic explodiu definitivamente no SL Benfica e apenas na última época, a caminho dos 28 anos. Depois de experiências um pouco por toda a Europa, assimilando contextos tão diferentes como a Serie B italiana ou a obsessão técnica da Liga espanhola, onde partilhou balneário com Griezmann e Carlos Vela no país basco, Seferovic chegou a Frankfurt para se consolidar num futebol completamente confortável para as suas características físicas. De 2014 a 2017, o suíço contabilizou 86 jogos na Bundesliga, mais oito na Taça alemã, colocando a bola na rede 20 vezes, números ainda longe do que realmente poderia fazer e que o seu potencial indicava. Fruto das suas competências técnicas apreendidas nos anos anteriores, tanto Thomas Schaaf como Armin Veh, ou ainda Niko Kovac na última temporada de Alemanha, olharam para o atleta não apenas como avançado de área, jogando inúmeras vezes com o suíço em zonas de apoio ofensivo: extremo esquerdo (como Rui Vitória chegou também a fazer em situações de desespero), extremo direito, segundo avançado. Se estas variações deixaram Seferovic mais longe da baliza adversária, limitando a sua capacidade finalizadora, também potenciaram o jogador que é hoje, tornando-o no avançado possante e móvel que Lage tanto aproveitou, em constantes e mortíferos ataques á profundidade adversária.
Raul de Tomas, por outro lado, fruto também da sua idade, ainda agora procura espaço a nível de topo para explanar toda a sua qualidade que até agora ainda só teve uma temporada de liga primodivisionária, o que aos 24 anos dá urgência por outro estímulo competitivo que nas Vallecas era impossível alcançar. Em 2014/2015 ainda estava na etapa B da formação madridista, estreando-se num jogo da Copa d’el Rey, 14 minutos oferecidos por Ancellotti. Com Benzema, Ronaldo, Bale, James e Lucas Vazquéz a assumir preponderância nas primeiras escolhas, 2015/2016 foi altura de rumar a Córdoba, na segunda divisão, ainda que sem grande impacto. É no Valladolid que Raul dá o salto em termos quantitativos na estatística do golo. Somou 14 na conta pessoal e 1946 minutos na segunda divisão que o colocavam como uma das figuras e um dos candidatos a dar o salto para a primeira. Mas o Rayo Vallecano queria regressar ao convívio dos grandes e nada melhor que juntar De Tomas a Óscar Trejo, formando do Boca Juniors, dupla que deu origem a 36 golos dos 67 marcados pela equipa em toda a competição. Ficaria dificil falhar a subida, facto que aconteceu com relativa facilidade com o plantel ao comando de Michel, homem da casa que iniciava a sua carreira como técnico principal. Na Primeira Divisão, o avançado espanhol continuou a mostrar a veia goleadora, não se inibindo de demonstrar credenciais junto dos mais fortes, com 14 golos em 33 jogos.
A evolução acentuada na explosão de Seferovic Fonte: Transfermarkt
Torna-se, portanto, um processo ambíguo a comparação entre dois avançados modernos, com capacidade de jogar entre linhas, ainda que essa não seja a sua competência primária. Ambos se sentem melhor como último homem, uns metros mais à frente, e é aí que se sentem mais confortáveis. A dupla vai tendo rendimento no futebol benfiquista, levam 10 golos em dois jogos, com participação activa dos membros da frente (um golo e uma assistência para Seferovic, 153 minutos impactantes de um Raul a quem só falta marcar), mas fica a impressão de que não se estão a aproveitar completamente as capacidades dos dois. A presença de Jota ou Chiquinho como trequartista, para ligar em zonas interiores com os avanços dos desequilibradores Pizzi e Rafa, é algo que em teoria resultaria da melhor forma, aproveitando as melhores características de De Tomas, que tem o killer instinct que o suiço nunca conseguiu demonstrar de forma recorrente, apesar da Bota de Prata do ano transacto. A eficácia não é o seu forte, apesar dos 23 golos da temporada transacta; as oportunidades desperdiçadas em catadupa não costumam fazer mossa numa equipa com o caudal ofensivo como tem o Benfica de Lage, mas as exigências da Champions obrigam a um maior cuidado aquando da escolha do matador de serviço.
Os dados das últimas cinco épocas. Não faltaram minutos nas pernas Fonte: Transfermarkt
Veredicto: Seferovic como suplente dá enormes garantias, enquanto que, De Tomas, se confirmar a evolução que tem vindo a demonstrar, pode se tornar um caso muito sério de proximidade com as balizas contrárias. Qualidade técnica, bom remate com os dois pés, visão de jogo, tem características ideias para se juntar á orquestra que se espera ser o ataque do Benfica. Com três criativos nas costas, não faltam hipóteses para Raul suceder a Seferovic como melhor marcador da Liga Portuguesa, assim seja a vontade de Bruno Lage.
“A única coisa que posso prometer é construir uma equipa competitiva e corajosa (…) tenho a certeza que vamos construir uma equipa com a qual os adeptos podem ficar orgulhosos. Vai acontecer, tenho a certeza. Uma equipa corajosa e ambiciosa. E se tens esses ingredientes, tens mais possibilidades de ganhar”.
Foi este o discurso de Paulo Fonseca na sua apresentação como novo técnico da AS Roma, histórico clube da capital italiana. Determinado, com vontade de jogar um futebol atrativo e dinâmico, que catapulte os giallorossi de novo para a alta roda do futebol italiano, Paulo Fonseca tem entusiasmado os adeptos romanos nesta pré-época com vitórias, futebol empolgante e eficaz integração dos reforços que recebeu neste defeso, sinónimo de que a direção da AS Roma espera muito desta época.
No que toca à Serie A, Paulo Fonseca terá como missão fazer melhor que o sexto lugar alcançado por Eusebio Di Francesco na temporada transata, ao passo que na Taça de Itália o treinador português tentará melhor que a saída nos quartos-de-final, após derrota humilhante por 7-1 com a AC Fiorentina. A nível europeu, o objetivo passará por alcançar as rondas mais avançadas da Liga Europa, não só pela experiência do clube nas competições da UEFA mas também pela profundidade do plantel à disposição de Paulo Fonseca.
Não será indiferente para o clube a saída do histórico capitão dos romanos, De Rossi, para o Boca Juniors, assim como de Gerso, que se juntou ao Flamengo de Jorge Jesus. Para além destes, Paulo Fonseca viu outras referências deixarem o clube, como Manolas que rumou ao SSC Napoli, Lucas Pellegrini para a Juventus FC, El Shaarawy juntou-se ao Shanghai Shenhua, Marcano regressou ao FC Porto e Ezequiel Ponce deixou os italianos para se juntar aos russos do Spartak Moskovo.
A AS Roma derrotou o Real Madrid esta pré-época Fonte: AS Roma
No sentido inverso, a AS Roma viu chegar Leonardo Spinazzola por 30 milhões de euros, Pau López por 23,5 milhões e Amadou Diawara por 21. Para a equipa orientada por Paulo Fonseca chegou também o francês Jordan Veretout, por empréstimo da Fiorentina, com opção de compra obrigatória no final da época. Para além disso, o clube da capital italiana conseguiu segurar elementos chave da equipa, como Zaniolo e Cengiz Ünder, que estavam na mira de vários tubarões europeus. Atualmente há ainda a possibilidade de saírem N’zonzi (Galatasaray) e Olsen (SL Benfica, entre outros, na corrida), ao passo que Icardi é alvo para o ataque, apesar das notícias mais recentes apontarem a preferência do jogador pela Juventus.
Relativamente ao trabalho de Paulo Fonseca propriamente dito, a AS Roma obteve bons resultados nos jogos de pré-época, com particular destaque para a vitória frente ao Real Madrid, que permite ao treinador português manter-se invicto desde que chegou ao comando da equipa. Pelo que apresentou na pré-época, o sistema base da AS Roma de Paulo Fonseca deverá ser o 4-3-3, com Pau López na baliza e quarteto defensivo composto por Florenzi, Fazio, Juan e Kolarov. No meio-campo a três, Diawara, Pellegrini, Cristante e Zaniolo irão lutar pela titularidade, enquanto que na frente a referência é Edin Dzeko, apoiada por dois extremos muito verticais, que poderão ser, Ünder, Perotti ou Kluivert. O futebol apresentado pela equipa assentou em transições ofensivas rápidas e um futebol direto, com poucos passes, apostando fortemente na mobilidade dos extremos da equipa, algo que tem encantado os exigentes adeptos giallorossi.
A caminhada para a AS Roma começa no dia 25 de agosto, quando receber o Genoa no Stadio Olimpico para a primeira jornada da Serie A. Paulo Fonseca chegou à capital italiana com muitos créditos após a passagem pelos ucranianos do Shakhtar Donetsk e as primeiras impressões que deixou foram muito positivas, pelo que a expetativa é grande para ver o que irá fazer ao comando deste histórico do futebol italiano.
Neste momento em que te escrevo, passam poucas horas após a brilhante vitória do nosso clube ante o FC Porto. Que alegria! Que orgulho! Que equipa e que grande jogo nós fizemos.
Não foi fácil roubar ‘o rei das subidas’ aos muitos que te desejavam. Mas com esforço e com diálogo tive o prazer de te apertar a mão e te dar as boas-vindas. Eu e todos os gilistas ávidos de voltar às grandes tardes e noites de futebol num estádio que injustamente se viu privado, durante treze anos, dessas mesmas maravilhosas tardes/noites que ficam na nossa memória durante muitos e bons anos.
Assim sendo, começámos há algumas semanas este projecto que se pode dizer que foi quase que o nascimento de uma nova equipa. E o que é certo é que nasceu um bebé forte, um bebé sem receio do novo mundo, capaz de olhar esse mesmo mundo com confiança e coragem e com uma qualidade inata. E esse bebé foi concebido por ti, Vítor.
É fantástico ter-te connosco. Um dos melhores treinadores nacionais, e sem dúvida, o mais injustiçado, demonstrou, se ainda alguém tivesse dúvidas, que não ganhas só ao segundo classificado da Segunda Liga (porque o primeiro és quase sempre tu), mas ganhas também ao segundo da Primeira Liga.
Vítor Oliveira continua a espalhar ‘magia’ pelo Futebol Português Fonte: Portimonense SC
Como colocar uma equipa totalmente nova a jogar à bola num mês e pouco, devia ser o título do capítulo desta tua obra que teve o seu epílogo no passado Sábado. Realmente, jogadores jovens e mais experientes, portugueses, brasileiros e de outras nacionalidades, ainda com pouco conhecimento um dos outros mostraram uma enorme capacidade, união, solidariedade e capacidade futebolística que só é possível graças ao seu timoneiro. Bravo, Vítor!
Por tudo isto te digo que, se quiseres renovar por mais dois ou três anos, é só dizeres que podemos já tratar de tudo. Serás, sem dúvida, a voz do nosso galo que só agora se voltou a fazer ouvir. E o quanto ele cantou maravilhosamente…
Um grande abraço com todo o orgulho,
Francisco Dias da Silva.
Foto de Capa: Regiao-sul.pt
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência
Comecei por destacar, há duas semanas, o “alvo a abater” no campeonato 2019/2020, o atual campeão em título (SL Benfica). Desta feita, vou apresentar a maior ameaça no caminho dos encarnados rumo ao bicampeonato: nada mais, nada menos, que o atual campeão europeu em título, o Sporting CP.
A hegemonia que vinha tendo ao longo dos anos mais recentes em Portugal foi interrompida com a perda do troféu nacional, mas amplamente compensada com a conquista da Liga dos Campeões de Futsal no longínquo Cazaquistão, a primeira vez que uma equipa portuguesa conquista a competição fora de portas (em 2010, o SL Benfica foi campeão em Lisboa).
Para a próxima época, o principal objetivo passa por ganhar todas as competições em que o clube leonino estiver presente, com especial destaque para a reconquista do campeonato nacional. A equipa técnica mantém-se, chefiada por Nuno Dias, que assume a equipa desde a temporada 2012/13, período no qual somou uns impressionantes 16(!) títulos. A pré-época ainda está a decorrer até ao fim deste mês, mas já deu para ver que a equipa leonina não está para brincadeiras e parece decidida a não dar descanso ao seu eterno rival, pois entrou muito forte e autoritário na preparação da nova época desportiva, com a conquista do Torneio Vila de Cascais, com uns impressionantes 20 golos marcados em dois jogos, contra o CRC Quinta dos Lombos (12-1) e o CF ”Os Belenenses” (8-2).
A pré-temporada começou da melhor maneira, com a conquista do Troféu Vila de Cascais Fonte: Sporting CP Modalidades
Os reforços são apenas dois, mas vêm, ao que tudo indica, acrescentar ainda mais qualidade a um plantel fantástico. Vindo do vice-campeão europeu, Taynan da Silva é um jogador recheado de qualidade, uma contratação sonante há muito anunciada de um jogador brasileiro, mas naturalizado cazaque, e que aos 26 anos dá o salto para Portugal após duas temporadas ao serviço do Kairat Almaty.
Com 25 anos, Pauleta é o outro reforço para esta época. Oriundo da AD Fundão, é um jogador português cheio de qualidades e que era dos jogadores extra “grandes” que mais se destacavam no nosso campeonato, ao ponto de ser convocado para alguns encontros da nossa seleção nacional enquanto esteve no clube da Beira Baixa.
Nesta próxima temporada, os leões já não vão contar com um dos históricos dos últimos anos do futsal português, o algarvio Pedro Cary, que embarcou numa aventura pelo futsal espanhol, mais concretamente no Fútbol Emotion Zaragoza, mas creio que essa ausência de peso será compensada com as contratações cirúrgicas dos dois jogadores acima referenciados.
Estamos com uma semana de pausa verão na Fórmula 1. Apesar disso, oficializou-se, na última segunda-feira, uma mudança na equipa da Red Bull Racing.
Esta mudança era previsível para alguns, mas inesperada para outros: O piloto tailandês da Scuderia Toro Rosso, Alexander Albon, irá substituir Pierre Gasly no line-up da Red Bull, e, consequentemente, o piloto francês retornará à equipa italiana, na qual esteve durante duas temporadas.
Lembro que algo parecido já aconteceu nos últimos anos na equipa sediada em Milton Keynes, quando, em 2016, Daniil Kvyat foi despromovido, devido aos maus resultados, dando a oportunidade de subida a Max Verstappen.
A ascensão de Albon à Red Bull torna-se, simultaneamente, na desilusão de Gasly. Quem diria que o francês não aguentaria um ano na equipa, e que o tailandês já subiria à equipa principal depois de meia época no seu ano de estreia na Fórmula 1?
A verdade é que, das maravilhas que vimos na performance de Pierre Gasly na Toro Rosso nas últimas duas temporadas, nunca pensaria que a sua época de estreia na Red Bull seria tão decadente como tem sido.
O facto de Pierre Gasly não ter conseguido um único pódio pela Red Bull acaba por pesar na decisão da equipa. Fonte: Red Bull Racing
O que não ajudou o piloto também foram os constantes bons resultados do colega de equipa, Max Verstappen, que contrastam com os seus maus resultados – 181 pontos de Verstappen (terceiro lugar) contra 63 de Gasly (sexto lugar) conseguidos esta época – que acabaram por dar oportunidade à equipa de formar um termo de comparação.
Já pelo contrário, Alexander Albon demonstrou, durante o seu ano de estreia na Fómrula 1, um potencial arrebatador, destacando-se entre os rookies deste ano. Tem-se caraterizado como um piloto que, desde cedo, tenta tirar o máximo do partido do carro e do seu desempenho, e a prova está nos já 16 pontos adquiridos no campeonato – de salientar que está melhor posicionado do que alguns pilotos experientes como Romain Grosjean ou Robert Kubica.
Tendo acompanhado as últimas 12 corridas, apercebemo-nos de que Gasly, não estava, de todo, preparado para a exigência e pressão do que é ser um piloto da Red Bull. Para além de não ter cumprido os objetivos propostos pela equipa até meio da época, a pressão interna que trazem os resultados incríveis de Max Verstappen também acabam por influenciar na decisão e no regresso do piloto francês para a sua antiga equipa.
Mas, por outro lado, será que Albon está preparado? Afinal de contas, o piloto tailandês, apesar de se notar no seu desempenho uma força de vontade gigante e, mesmo estando a postos para abraçar o novo desafio, é ainda rookie no mundo da Fórmula 1. Será que vai conseguir lidar com esta mesma pressão? Novo colega de equipa, novas e mais significantes exigências (principalmente por uma equipa que outrora já foi campeã), que, certamente, vão obrigar o piloto a desencadear mais rápido a sua experiência e habilidades.
Alexander Albon (à direita) com o seu novo colega de equipa, Max Verstappen (à esquerda). Fonte: Red Bull Racing
Acabamos por perceber que, com estas mudanças, a Red Bull tem esperanças, não só de voltar a ter um piloto campeão – a última vez que aconteceu foi com Sebastian Vettel, em 2013 -, mas também de voltar a ganhar o campeonato de construtores. E a decisão de ter no seu line-up Verstappen/Albon comprova-nos isto mesmo.
No entanto, não terá a Red Bull se antecipado, ao recorrer desta decisão, a meio da temporada? Não poderia ter sido algo decidido para a próxima época?
Do que percebemos, aqui estamos para ver o que se sucederá a seguir. O que é certo é que, será um desafio tanto para os pilotos como para a Red Bull, em que esta decisão, acaba por ser “um tiro no escuro” – um risco que, para a equipa, vale a pena correr. E já.
Escrevo esta crónica depois do empate na Madeira diante do Marítimo, na jornada inaugural do Campeonato. A resposta à questão que titula este texto seria, não fosse a limitação de caracteres, bastante densa e extensa, tendo eu muito para dizer sobre o que falta neste Sporting versão 19/20. Mas vou tentar ser resumido e curto na análise, correndo o risco inevitável de ficar muito, mas mesmo muito, para dizer sobre o tema.
Começo por dizer que não me convenço que Bruno Fernandes, o melhor jogador do nosso campeonato, não tenha sido transferido para qualquer colosso europeu. Tal situação não se deve apenas aos “desvarios do mercado”, como tenho ouvido e lido por aí como justificação para tudo e mais alguma coisa quando algo de estranho acontece no futebol. Não sejamos preguiçosos na análise. Acho que os dirigentes leoninos não estiveram à altura do dossier Bruno Fernandes, pois todos sabemos que além de se vender o peixe, o que se torna às vezes inadiável é saber vendê-lo.
O Tottenham levou uma nega de Varandas, tendo os Spurs avançado com 45M€ mais objetivos para levar Bruno Fernandes para Londres, num valor que poderia chegar facilmente aos 60M€ mais objetivos cumpridos. Os dirigentes do Tottenham jogaram com as conhecidas dificuldades financeiras do clube de Alvalade: numa situação económica que coloca em causa o normal funcionamento da tesouraria dos Leões, os Spurs acenaram com valores abaixo dos exigidos a ver se a coisa cola. Varandas, quer se concorde ou não, não foi na cantiga. Mas isso deixou-o num dilema: ficar com um jogador no plantel a “fazer o frete”, antevendo-se em sub-rendimento e, mais grave ainda, desvalorizando-se a ele e desvalorizando um ativo da SAD. Mas são opções, como tudo na vida. É que Varandas pode ter rejeitado uma proposta de 45M€ imediatos e, no futuro, poderá ser obrigado a vender o jogador maiato por 20 ou 15M€ (!!). Talvez o dirigente leonino prove, nessa altura, o veneno que ele próprio criou.
Mas não fica por aqui o meu “puxão de orelhas”. Não consigo conceber como é que com Thierry Correia no plantel – ele que fez, aliás, uma excelente exibição diante do Benfica – ainda se foi ao mercado contratar um lateral direito. É que Valentin Rosier, ex-Dijón, foi contratado neste defeso por 5M€ e ainda está no estaleiro. Não se percebe. Alguém me explica? Mas este caso é apenas mais um dos muitos exemplos do que falta neste Sporting: a urgência de valorizar os jovens da sua formação, algo que os seus rivais mais diretos estão a fazer já há algum tempo, nomeadamente o SL Benfica. É tempo do Sporting acordar.
Nesta nova temporada, os sorrisos tardam em manter-se por Alvalade Fonte: Sporting CP
Mas falta sobretudo atitude nesta equipa e staff. É claro que a equipa do Sporting é inferior, repito, inferior, relativamente às equipas dos seus rivais diretos. Andarmos afastados da entrada na Liga dos Campeões é, na minha opinião, a principal razão do fosso financeiro e, por consequência, desportivo, entre a formação verde e branca e o FC Porto e o SL Benfica. Mas ter a equipa mais fraca do que estes rivais não pode justificar tudo. Não pode justificar, por exemplo, que se perca cinco a zero contra o SL Benfica, nem como um mísero empate nos Barreiros que poderia bem terminar em derrota clara para a formação verde e branca.
O que faltou então? A atitude que referi. É um problema já antigo no clube: os jogadores chegam a Alvalade, proferem palavras que fazem perceber aparentemente, repito, aparentemente, a grandeza do clube onde estão mas, rapidamente, salvo raras e boas exceções, isso perde-se no tempo e a atitude resvala para níveis, grosso modo, medíocres. Não pode ser. Há alturas em que penso que o Sporting pode até ter a melhor equipa do Mundo, os melhores jogadores e treinadores do Mundo mas enquanto a mentalidade e a atitude da equipa não se alterarem isso pouco valerá.
Mas talvez o que falta neste Sporting é perder certos tiques burgueses que perduram eternamente no clube. Falo das atitudes do “Sporting Clube de Belas” ou então do “Campo Grande Futebol Clube”, pois aqueles piqueniques de final de tarde em Alvalade antes dos jogos lembram-me o ambiente aristocrático do Ramalhete descrito nos Maias de Eça de Queirós que arrepiam a minha convicção marxista. Esta leve atitude de ser sportinguista, misturando jogos de futebol com passeios à beira mar ou com piqueniques nos grandes jardins é algo que me faz imensa confusão. Mas às vezes os adeptos, às vezes, têm o clube que querem. Ah, e que merecem.
A época ainda agora começou e as perdas já parecem irreversíveis. Uma entrada em falso no campeonato, com uma derrota surpreendente em Barcelos, foi só o início do descontentamento portista.
Quando tudo parecia encaminhado para os dragões marcarem presença na próxima pré-eliminatória da Liga dos Campeões, eis que surge mais um percalço. Uma derrota em casa frente ao FK Krasnodar, equipa fundada há cerca de onze anos. Uma derrota pesada, não só pelos números, mas pelas conclusões que se podem tirar.
Uma defesa que parece não ter norte, um meio-campo sem criatividade e um ataque sem pontaria. É o resumo de um dos piores arranques de temporada da história do FC Porto.
Sérgio Conceição tem sido alvo de várias críticas durante esta semana por parte dos adeptos Fonte: Bola na Rede
O treinador Sérgio Conceição assumiu posição e disse prontamente que não é um problema para o clube. Se é ou não é, trata-se de uma questão que depende da perspetiva, mas o que é certo é que há ideias de jogo e jogadores que não têm correspondido. A equipa está diferente, o modelo de jogo tem de se adaptar às valências de cada um, mas falta entrosamento, qualidade e, acima de tudo, vontade de fazer a diferença.
Em todos os setores há problemas, há baixas e há falta de rendimento, mas o ataque tem tido destaque.
No terceiro jogo do ano entre portugueses e espanhóis, Portugal voltou a ser superior, tendo derrotado a Espanha por 4-2. Desta maneira, a seleção portuguesa conquistou o seu sétimo Mundialito e pela segunda ocasião, sagrou-se bicampeão da prova.
A necessitar de vencer no tempo regulamentar para ainda poder sonhar com a vitória no Mundialito, Chiky obrigou Andrade a esticar-se e a evitar o golo, logo no primeiro remate da tarde. No entanto, passados alguns segundos, uma combinação entre André Lourenço e Rúben Brilhante a terminou com 1-0, por intermédio do jovem nazareno. Instantes depois, Portugal beneficiou de um livre em zona frontal, ainda longe da baliza de Pablo Molina, mas Torres rematou muito por cima.
Entrada forte de Portugal, que estava no comando da partida, com boas movimentações onde, por vezes, apenas faltava uma melhor definição.
Com cerca de quatro minutos jogados, Von sofreu uma falta em zona muito perigosa para as redes espanholas. Contudo, jogador da Casa do Benfica de Loures rematou forte e à figura de Molina. Na recarga cabeceou fraco e para as mãos do guardião espanhol.
A perder, a Espanha procurava construir jogo desde o seu guarda-redes, mas a seleção portuguesa pressionava bastante e dificultava a tarefa espanhola. Porém, num lance onde Rúben Brilhante falhou a marcação, Javi Torres efetuou a recarga a um remate de Cintas defendido por Andrade e restabeleceu a igualdade. Pouco depois, Chiky sofreu uma falta em zona extremamente favorável. Com uma boa chance para virar o marcador, rematou cruzado, mas Andrade, com uma excelente estirada, negou o segundo tento da La Roja. Passados alguns instantes, foi Von a voltar a dispor de uma grande oportunidade para marcar. Todavia, o remate saiu muito torto.
A faltar pouco mais de um minuto para o intervalo, a Espanha esteve quase a passar para a frente do marcador, mas Andrade, quem mais, com uma defesa algo ortodoxa, impediu o golo espanhol.
Terminado o primeiro período, Portugal e Espanha empatavam a 1-1. A seleção portuguesa entrou melhor, mas com o desenrolar do encontro, os comandados de Joaquin Alonso melhoraram o seu desempenho e não estivesse Andrade inspirado, o marcador poderia indicar o resultado bem diferente.
Casa cheia no Estádio do Viveiro. Esta foi a imagem habitual ao longo dos três dias de competição Fonte: Nazaré Beach Events
Logo nos instantes iniciais da segunda parte, André Lourenço cometeu uma falta sobre Javi Torres em zona frontal à baliza de Andrade. Contudo, o remate do número nove espanhol passou ao lado das redes portuguesas. Segundos depois, Jose Arias teve nos pés a possibilidade de adiantar a Espanha no placard, mas não conseguiu dar o melhor segundo a um passe de Chiky.
Jogados cerca de dezasseis minutos, Torres, sem qualquer linha de passe, “sacou um coelho da cartola” e com um belíssimo pontapé de bicicleta fez o 2-1 para Portugal. Um dos melhores, senão mesmo o melhor golo da 23ª edição do Mundialito de Futebol de Praia. No entanto, a vantagem portuguesa esteve para durar muito pouco. Porém, Adri Frutos não conseguiu aproveitar um bom passe de Pedro Garcia. Pouco depois, Madjer tentou um pontapé acrobático, mas o mesmo passou ao lado da baliza de Dona, que havia substituído Pablo Molina.
Portugal estava melhor e colecionava oportunidades, mas os jogadores portugueses continuavam a pecar na finalização. Sem conseguir aumentar a vantagem, a cerca de dois minutos de nova pausa, a Espanha quase empatou. Remate desde muito longe de Dona defendido por Andrade e na recarga, mesmo no chão, o guarda-redes português levou a melhor num duelo contra Pedro Garcia. Momentos depois, Adri Frutos dispôs de um livre bem ao jeito do seu pé esquerdo, mas rematou ao lado da baliza portuguesa.
Com pouco mais de um minuto da segunda metade para se jogar, na sequência de um cartão amarelo por simulação visto por Jose Arias, a equipa das quinas beneficiou de um livre em zona frontal e Jordan, com possibilidade de fazer o terceiro, não falhou e assinou o 3-1.
Finalizado o segundo período, Portugal vencia a Espanha por 3-1. Vantagem justa, tendo em conta o maior número e qualidade de oportunidade de finalização criadas pelos jogadores liderados por Mário Narciso. Doze minutos equilibrados e físicos, mas onde a formação lusa foi ligeiramente melhor e quando se apanhou em apuros, Andrade resolveu.
Andrade e Jordan foram os vencedores dos prémios individuais Fonte: Nazaré Beach Events
Os derradeiros doze minutos quase começaram com o quarto golo português, mas apesar de estar bem posicionado e do esférico estar em feição ao seu pé esquerdo, André Lourenço rematou ao lado da baliza espanhola.
Já com menos de dez minutos para o fim do encontro, Javi Torres viu um segundo amarelo e respetivo vermelho, em virtude de uma falta sobre Belchior. Com um livre numa zona excelente, o número dez de Portugal não desperdiçou e apontou o 4-1. Pouco depois, na sequência de uma recuperação de bola, Belchior ficou isolado perante Pablo Molina, mas não conseguiu aumentar a vantagem portuguesa. Não marcou Portugal, marcou a Espanha. Pontapé de bicicleta de Chiky e a diferença estava reduzida para 4-2.
O relógio registava cada menos tempo para se jogar, mas nenhuma das seleções conseguia construir grandes oportunidades de golo. O peso das várias competições de seleções e clubes, nomeadamente desde o mês de abril, fazia-se sentir. A exceção à regra foi uma iniciativa individual de Belchior, que apenas não terminou em golo, porque a bola beijou o poste da baliza espanhola. Pouco depois, Chiky sofreu uma falta de Belchior em boa posição para visar a baliza de Andrade, mas ao tentar replicar uma folha do belo livro de memórias do jogador português, acabou por entregar a bola a Portugal.
Concluído o terceiro período, Portugal venceu a Espanha por 4-2 e confirmou a conquista do 7º Mundialito de Futebol de Praia do seu historial. Mesmo sem construir muitos lances de perigo, a seleção nacional foi aproveitando alguns dos livres de que foi dispondo para garantir a vitória final na 23ª edição do mítico torneio. Que em 2020 vai voltar a realizar-se na Nazaré. Cidade que vai continuar a receber a Euro Winners Cup e uma etapa da Euro Beach Soccer League nos próximos três anos.
Assim, Portugal volta a sagrar-se bicampeão do Mundialito, feito que apenas havia conseguido por uma ocasião, entre os anos de 2008 e 2009, quando em Portimão conseguiu derrotar o Brasil na “final”.
No outro jogo do dia, o Senegal derrotou o Japão por 3-2 no prolongamento, terminado o Mundialito na segunda posição com 5 pontos. A Espanha ficou-se pelo terceiro lugar com apenas três, enquanto que o Japão ficou em último sem nenhum ponto somado.
No que diz respeito a prémios individuais, Andrade foi considerado o melhor guarda-redes e Jordan o melhor marcador com quatro golos e o MVP do Mundialito de 2019.
Naquele que é o ano com o calendário mais preenchido de sempre, Portugal volta à competição já no dia 26 de agosto. Iniciando a participação nos Jogos do Mediterrâneo, que se vão realizar em Patras, Grécia. No entretanto, regressa o Futebol de Praia de clubes. Nos próximos fins de semana disputam-se a 3ª eliminatória da 1ª edição da Taça de Portugal, mas, também, a 5ª e 6ª jornadas da fase regular da Divisão de Elite.