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A música da Supertaça: o tirolirofica e o tirolirorting

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A saudosa Amália Rodrigues, a nossa musa eterna, falou-nos certa vez de dois tipos que se juntavam na esquina e tocavam alegremente, sem preocupações, distraindo quem passava nas proximidades e quem arranjava prontamente motivo para sorrir. SL Benfica e Sporting CP fazem-no desde 1 de Dezembro de 1907, quando numa tarde tenebrosa de chuva austera se puseram os dois na Feiteira, em Carcavelos, e tocaram para todos os que ali passavam nos seus afazeres. Gentes curiosas foram-se amontoando à sua volta – não era todos os dias que por ali se juntavam dois fulanos a fazer barulho – e, a pouco e pouco, foram ficando. Pouca noção tinham de que estariam a testemunhar a mais bonita parelha do futebol luso: no Domingo, será o 307º concerto dos amigos, agora famosos e símbolos de Portugal, companheiros na longa luta pela bonitização do futebol, infelizmente tão fora de moda que a ideia agora é fazer do derby eterno um evento de ódio e confronto.

O tirolirofica e o tirolirorting assumiram-se como o dueto mais talentoso da musicalidade, chegando a fama às colónias, sedentas das paixões da metrópole: os principais fãs dão pelo nome de Eusébio da Silva Ferreira e Fernando Peyroteo, que se tornaram como o mais presente nas exibições (29 presenças) e o que mais palmas bateu (48 bolas nas redes), respectivamente. Ambos nascidos nas Áfricas, representam a larga falange de apoio aos amigos lisboetas além-mar, sinal da sua importância no contexto da portugalidade contemporânea, pontos de contacto da cultura lusitana e com grande capacidade de influência no imaginário das populações. Benfica e Sporting, em conjunto, sempre produziram as melodias mais bonitas. Tirolirofica a tocar a concertina e Tirolirorting a dançar o solidó, e vai de trocar e troca de novo, qualquer esquina é sitio para se tocar o perfeito fado do futebol português.

No Algarve, o primeiro apresenta-se em melhor estado. O agente Bruno Lage tem tratado bem da sua figura, tem-lhe entregue méritos que com uma pré-epoca em cima se encaminham para a consolidação dos apresentados em 2018/2019. Aos abandonos de Félix e Jonas, ouvinte habitual, a musicalidade do artista chegou a Espanha e Raul De Tomas aterra em Lisboa prometendo muitas palmas. A engrenagem Rúben Dias/Ferro, a dinamização do meio-campo onde se apresentam Gabriel, Samaris, Florentino, Fejsa e Taarabt para dois lugares e a manuntenção de Pizzi e Rafa nos desequilíbrios exteriores asseguram bons prenúncios.

Bruno Lage quer mostrar que a sua equipa está preparada para o primeiro grande teste da temporada
Fonte: SL Benfica

O amigo Tirolirorting é que custa a encontrar o bom caminho, ainda que o holandês Keizer tenha conseguido recompor, a pouco e pouco, a compostura do artista já metido numa série de problemas extra-palco. As enxaquecas e vícios de Tirolirorting fizeram dele um músico amorfo, afundado há anos numa espiral de futilidades várias que só são esquecidas nestes encontros: se o concerto de Domingo é importante para Tirolirofica, o seu significado e importância agiganta Tirolirorting, ansioso por concertos desta estirpe ao lado do seu amigo de sempre. Bruno Fernandes, que se perfila actualmente como seu maior fã, arrisca-se a assistir ao último certame. Outras melodias além da Mancha devem convencê-lo antes do fecho do mercado, mas que não o façam até Domingo: a sua presença é essencial na perfomance de Tirolirorting. Muita da qualidade do concerto depende de Bruno e do seu lugar na plateia. Com a sua presença na primeira fila, gritando e gesticulando de contentamento, a actuação do ídolo eleva-se para níveis fora do habitual.

APOSTA JÁ NO VENCEDOR DA SUPERTAÇA! NÃO PERCAS MAIS TEMPO!

É do interesse geral que estejam reunidas todas as condições para que a concertina e o solidó fluam da melhor forma, que os músicos sintam a confiança para explanar todo o seu talento sem quaisquer complexos. Se é verdade que a sua relação se deteriorou ultimamente – a fama não foi amiga, os parasitas espreitam a cada… esquina – a mais bonita amizade não se mete em causa por certos públicos e as suas tentativas de sabotar os concertos mais apaixonantes do futebol português.

Uma nota: excelente iniciativa da FPF, com a criação do canal 11 e a entrevista conjunta a Bruno Lage e Marcel Keizer. O futuro tem que ser este.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

As 7 conquistas do SL Benfica na Supertaça

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A Supertaça Cândido de Oliveira é a única competição nacional em que o SL Benfica não é o clube com mais troféus conquistados, podendo igualar o Sporting CP no número de títulos conquistados no próximo Domingo. Irei aqui recordar cada uma das sete Supertaças que o SL Benfica tem no seu museu.

SE ACHAS QUE OS ENCARNADOS VÃO ALCANÇAR A SUA OITAVA SUPERTAÇA, NÃO PERCAS MAIS TEMPO: APOSTA JÁ!

Ligados à Volta #3: Mikel Aristi vence segunda etapa

A etapa 2 é sinónimo da etapa mais longa desta edição da Volta a Portugal, com um trajeto de 198.5 quilómetros entre a Marinha Grande e Stº António dos Cavaleiros. Nesta chegada, encontrámos o ponto mais a sul em que a nossa Volta passa. Ao longo deste percurso, os ciclistas têm a oportunidade de passar junto à zona Oeste, uma região em que o ciclismo é uma modalidade muito amada.

Os últimos 50 quilómetros estariam marcados por um terreno bastante irregular, em que a primeira dificuldade imposta seria a subida a Salemas, com 4,6 quilómetros de extensão e 5.7% de inclinação média. Depois, até ao final, os ciclistas teriam que ultrapassar mais três colinas. A última das quais seria a culminar com a chegada, uma contagem de quarta categoria na zona de meta. Com 1400 metros de subida, com 8% de inclinação média. Esta é daquelas etapas em que não se ganha uma Volta, mas pode-se deitar tudo a perder, visto que é uma etapa propícia a cortes de tempo.

Mikel Aristi acabou por levar a melhor numa chegada típica para puncheurs, visto que era um final para homens rápidos, mas que subissem bem.

Marinha Grande- Stº António dos Cavaleiros                     
Fonte: Volta a Portugal

A fuga de hoje foi composta novamente por quatro nomes: Héctor Sáez (Euskadi Basque Country-Murias), Diego López (Equipo Euskadi), Dário António (BAI Sicasal Petro de Luanda) e Leangel Linarez (Miranda-Mortágua). A fuga teve início ao quarto quilómetro da etapa.

Esta fuga nunca conseguiu grande vantagem porque o pelotão não deixou passar dos dois minutos de diferença. O venezuelano, Leangel Liñarez, passou na frente das três metas volantes do dia, mostrando-se bem fisicamente.

A 46 quilómetros da meta, a fuga teve o seu fim. Nesta altura saltaram do pelotão: Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua), Hugo Nunes (Rádio Popular Boavista), Micael Isidoro (BAI Sicasal Petro de Luanda), Álvaro Cuadros (Caja Rural), Ibai Azurmendi (Equipo Euskadi) e Héctor Sáez (novamente). O ciclista do Miranda-Mortágua, Gaspar Gonçalves, acabou por vencer o prémio de montanha em Salemas.

Mais uma fuga a dez quilómetros do fim, com o ritmo forte do pelotão, estava previsto um sprint com o pelotão todo junto.

No final, nas rampas de acesso a Stº António dos Cavaleiros, Luís Mendonça ia na frente para a vitória, a cerca de 200 metros da meta, mas Mikel Aristi, vindo de trás, acabou por ultrapassar o português da Boavista nos metros finais, acabando por vencer a etapa. Em segundo lugar acabou Mendonça a um segundo e no terceiro lugar terminou Gustavo Veloso a três segundos.

No grupo dos três segundos, de Veloso, chegaram também: Jóni Brandão, De Mateos, Daniel Mestre, Edgar Pinto, Marco Tizza e Alejandro Marque.

Na geral individual, Gustavo Veloso assume a camisola amarela, continuando assim a W52-FC Porto na posse da mesma. Dispõe agora de três segundos de vantagem para Mikel Aristi e sete segundos para Jóni Brandão.

Gustavo Veloso conquistou a amarela em Loures                                             
Fonte: Volta a Portugal

Top 10 da etapa 2:

1º lugar- Mikel Aristi (Euskadi Basque Country-Murias) 4h:50m:05s

2º lugar- Luis Mendonça (RPB) +0:01s

3º lugar- Gustavo Veloso (W52) +0:03s

4º lugar- Jóni Brandão (Efapel) m.t

5º lugar- De Mateos (Louletano Aviludo) m.t

6º lugar- Daniel Mestre (W52) m.t

7º lugar- Edgar Pinto (W52) m.t

8º lugar- Marco Tizza (Amore&Vita) m.t

9º lugar- Alejandro Marque (Sporting/Tavira) m.t

10º lugar- João Rodrigues (W52) +0:08s

Pequenos ajustes numa solução vencedora

A discussão sobre os modelos competitivos que mais favorecem determinada modalidade é antiga e dificilmente consensual. A solução mais clássica costuma ser uma fase regular, mas temos também os playoffs ou algumas soluções mais criativas como uma segunda fase entre as seis melhores equipas, entre muitas outras.

Neste artigo, pretendo refletir sobre qual a solução mais indicada para o campeonato português de hóquei em patins. Assim, irei ter em conta algumas vertentes que me parecem essenciais para que esta análise possa ser equilibrada e, dentro do possível, concreta.

A HISTÓRIA TAMBÉM JOGA

Em primeiro lugar, o histórico da modalidade. O que com isto quer dizer é perceber quais os modelos competitivos mais utilizados no hóquei em patins, seja em Portugal e no Estrangeiro.

No que a Portugal diz respeito, o sistema utilizado é o de uma fase regular com duas voltas. O campeonato é composto por 14 equipas. Nos últimos anos, a única alteração que se registou foi o número de equipas. Em 2013-2014, ano em que o Valongo se sagrou campeão nacional, a liga era composta por 16 equipas. No último ano, a Federação Portuguesa de Patinagem chegou a ponderar uma segunda volta após a fase regular, mas tal não chegou a avançar.

Fonte: FPP

Quando olhamos para os campeonatos de maior destaque fora de portas, existem dois cenários. Em Espanha, o modelo utilizado é exatamente o mesmo. Por sua vez, em Itália a realidade é outra. Atualmente, o modelo utilizado é o de uma fase regular seguida de playoffs.

INCERTEZA É PEÇA CHAVE

O campeonato português é inúmeras vezes apelidado como o melhor do mundo. A verdade é que os dados estatísticos comprovam essa mesma afirmação. Nos últimos 10 anos, tivemos quatro campeões diferentes (Porto, Sporting, Benfica e Valongo) e inúmeros outsiders que se conseguiram intrometer na luta, nomeadamente a Oliveirense, a Juventude de Viana, entre outros clubes.

Se nos quisermos comparar com o país vizinho, vemos que o Barcelona é o crónico campeão. Os culés triunfaram em oito das últimas dez edições do campeonato espanhol.

Já em território italiano, houve quatro campeões na última década.

Podemos então concluir que a incerteza relativamente ao vencedor é muito maior em Portugal e Itália do que em Espanha.

SUCESSO FORA DE PORTAS

Um outro aspeto que penso ser essencial termos em conta é o sucesso fora de portas. No hóquei em patins, existem duas grandes competições: a Liga Europeia e a World Skate Europe Cup, também conhecida como taça CERS.

Fonte: Sporting CP

Se olharmos para os vencedores da Liga Europeia nos últimos dez anos, vemos que sete foram espanhóis (quatro vezes o Barcelona, duas o Liceo e uma o Reus) e três foram portugueses (O SL Benfica por duas vezes e o Sporting por uma). No que aos finalistas concerne, ligeira vantagem para as cores portuguesas: seis vezes o finalista vencido foi português e por quatro foi espanhol.

Relativamente à Taça CERS, existe uma maior diversidade. Na última década, houve quatro campeões portugueses (Sporting, SL Benfica e por duas vezes o OC Barcelos), cinco espanhóis e um italiano. Sobre os finalistas vencidos, temos dois portugueses (HC Braga e OC Barcelos), três italianos e cinco espanhóis.

Perante estes números, podemos concluir que as equipas espanholas têm um tremendo sucesso em competições internacionais. Contudo, as equipas portuguesas, sobretudo num passado mais recentes, têm vindo a melhorar as suas prestações.

Nesta análise, poderíamos também incluir o desempenho das seleções nacionais dos respetivos países. Nessa vertente, e olhando apenas para os últimos anos, Portugal conquistou um Campeonato da Europa e quebrou um jejum de mais de 16 anos com a recente conquista do Campeonato do Mundo.

LIMAR UMA BOA SOLUÇÃO

Assim, e perante tudo aquilo que referi anteriormente, penso que a solução que se encontra atualmente em vigor é a mais correta. A competitividade que o campeonato português apresenta, bem como o sucesso dos nossos clubes e seleções no estrangeiro comprova isso mesmo.

O número de estrangeiros de tremenda qualidade que atuam na nossa liga e que são titulares das suas seleções é outro indicador que demonstra a qualidade da nossa liga. Relativamente a este tema, a FPP tomou recentemente uma solução que impõe um mínimo de portugueses nas fichas de jogo.

Fonte: World Skate Europe RinkHockey

Esta é também uma forma de limitar um número de estrangeiros no campeonato português. Embora, na minha opinião, não me pareça que tenhamos um excesso de jogadores estrangeiro a atuar em Portugal. Nomes como Platero, Ordóñez, Cocco, entre outros, só acrescentam qualidade à nossa liga. No entanto, esta mesma regra não é assim tão limitativa e no contexto atual apenas o Sporting teria de diminuir o número de estrangeiros.

Em suma, e voltando à discussão sobre qual o modelo competitivo que mais favorece a competitividade e, consequentemente, o espetáculo, parece-me que a solução encontrada é bastante interessante. A competitividade do campeonato português permite que a fase regular seja uma boa solução no que ao modelo competitivo diz respeito. Se olharmos para os diferentes vencedores dos últimos anos, vemos isso mesmo. Na última época, por exemplo, os três grandes e também a Oliveirense perderam pontos em inúmeras partidas com as ditas equipas pequenas. A adoção de playoffs ou de uma segunda fase poderia, na minha opinião, desvalorizar o campeonato em si e, talvez o fator mais importante, prejudicar a prestação das equipas portuguesas no estrangeiro.

Fonte: FPP

Termino este artigo com uma frase que Matías Platero e Toni Pérez, jogadores do Sporting, referiram numa recente entrevista afirmando que é mais difícil ser campeão em Portugal do que ganhar a Liga Europeia. Penso que é bem ilustrativa do sucesso do nosso campeonato.

 

Foto de Capa: FPP

O ano de Paulinho

Maio de 2020: Fernando Santos anuncia os 23 convocados para o Euro 2020. E, quase a terminar a lista, lá estás tu Paulinho! O teu nome é assim soprado pelo seleccionador nacional, e faz-se justiça à temporada que agora termina, onde foram muitos os sopros de golo saídos dos teus pés.

Comecei este texto com uma hipotética visão do que acredito que acontecerá lá para o final da época que, afinal, ainda nem começou. Já aqui escrevi que não sou grande apologista da escolha de Sá Pinto para o comando técnico do SC Braga. Ainda assim, e não augurando nada de demasiado bom, acredito que o 4-3-3 de Sá Pinto poderá ter uma virtude: a de tirar o melhor que Paulinho tem para oferecer. E acredito que Paulinho tem imenso para nos dar.

Paulinho é um avançado que me enche as medidas. Móvel, letal, sabe onde há-de aparecer, antecipando-se muitas das vezes aos defesas adversários, é capaz de se dar à equipa e ao mesmo tempo de não perder a qualidade na zona de decisão, onde, na maioria das vezes, decide bem.

Paulinho será a principal referência do ataque do SC Braga na presente época
Fonte: SC Braga

Com a saída de Dyego e mesmo com o regresso de Hassan e Stojiljkovic, parece-me que Paulinho tem tudo para ser o homem golo do ataque bracarense. O ano passado, a lesão no início de época que sofreu e o grande início de Dyego, fizeram com que a época de Paulinho ficasse um pouco (muito) aquém do esperado. No entanto, este ano tudo parece que será diferente e acredito que Paulinho será uma das estrelas do nosso campeonato.

Tal como comecei, vejo Paulinho como um dos homens de ataque da selecção nacional para a defesa do título europeu. André Silva mudou-se para o Mónaco, mas nada garante que tenha uma época melhor que anterior. Dyego Sousa, assim que se tornou português, ficou de olhos em bico, louco com os milhões chineses, e acredito que enriqueça os bolsos, mas fique mais pobre no que se refere a internacionalizações pelas quinas. Éder não conta, e, caso não surja um novo João Félix, parece-me bem possível que Paulinho faça companhia a Jota, Félix e Ronaldo no ataque dos campeões europeus.

Agora, senhoras e senhores, que este Campeonato chegue rapidamente, e que Paulinho nos possa brindar, semana após semana, com autênticos gol(õ)es de champanhe que nos deixarão embebidos em toda a sua qualidade.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

A polémica de Dyego Sousa

De acordo com o presidente do clube, António Salvador, a saída de Dyego Sousa foi uma exigência de Abel Ferreira – treinador que abandonou o SC Braga para treinar o PAOK.

Aparentemente, o valor baixo da transferência – que rondou apenas os 5,4 milhões de euros enquanto que, numa entrevista em inícios de junho, o presidente do SC Braga declarou que tinha recusado propostas pelo avançado num valor entre 12 e 15 milhões de euros – de acordo com António Salvador deveu-se a exigências de Abel Ferreira. Durante uma entrevista, onde foi colocada a questão relacionada com a razão da saída do avançado, o presidente arsenalista respondeu que foi uma das condições feitas por Abel Ferreira no final da época para dar continuidade à sua liderança no comando técnico do SC Braga. E, por essa razão, antes de iniciar o estágio aceitou a única proposta existente e transferiu o jogador.

Através das redes sociais, Dyego Sousa reagiu às declarações utilizando vários emojis pensativos e não dando uso a nenhum comentário, levando o negócio a ganhar novos capítulos.

Com a polémica instalada no seio do SC Braga e de Abel Ferreira, susposto criador da polémica, o mesmo remeteu-se ao silêncio afirmando que estava ocupado com a preparação da pré-eliminatória da Liga dos Campeões frente ao AFC Ajax.

No entanto, factos foram apurados. Em termos cronológicos, a saída de Abel Ferreira do comando técnico confirmou-se no dia 1 de julho, enquanto que a venda de Dyego Sousa foi oficializada no dia 10 de julho – sendo que a contratação do novo treinador do clube, Sá Pinto, tinha sido realizada no dia 3 de julho. O que significa que Abel Ferreira já nem se encontrava no clube, apesar do anúncio oficial da transferência nem sempre acontecer no momento em que fica fechada. Também, houve fontes que confirmaram que o ex-treinador do SC Braga, numa reunião preparatória, teria aconselhado António Salvador a cumprir a promessa realizada ao avançado em janeiro devido à necessidade de não ter um jogador insatisfeito – o que poderia gerar um balneário com um problema de foco.

Apesar de não serem factos confirmados, nem comentados tanto pelo jogador em causa como o treinador do PAOK, as odes encontram-se contra António Salvador e a respetiva justificação da venda de Dyego Sousa por 5,4 milhões de euros a Shenzhen, do futebol chinês.

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting 2019/2020: upgrade defensivo com dossiers (ainda) por resolver

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Quando estamos a sensivelmente uma semana do começo oficial da temporada 2019/2020, com o pontapé de saída a ser dado no jogo da Supertaça Cândido de Oliveira que irá opor os rivais de Lisboa – Sporting CP e SL Benfica – a equipa leonina ainda apresenta algumas lacunas. Não apenas na qualidade de jogo apresentada, mas de igual forma nas escolhas que faz e que ainda tem por fazer.

Diante do Valência CF, os pupilos de Marcel Keizer deram por terminada uma pré-época muito negativa no ponto de vista desportivo: 3 empates e 3 derrotas. Este jogo, a contar para nova edição do Troféu Cinco Violinos, serviu também como o típico jogo de apresentação aos sócios. Nessa partida, os sócios e adeptos leoninos ficaram com uma clara ideia de quem irá estar entre os eleitos de Marcel Keizer. Foram apresentados os seguintes defesas: Ilori, Coates, Ristovski, Neto, Rosier, Mathieu, Borja, Nuno Mendes, Thierry Correia, Eduardo Quaresma e Bruno Gaspar. A grande ausência neste eixo defensivo é a de Ivanildo Fernandes que aparentemente estará também de saída do Sporting CP.

Com isto, é possível, à primeira vista, ver que o plantel leonino tem um claro upgrade face à época anterior. Conta com melhores opções para todas as posições do eixo defensivo, no entanto, há ainda uma com um claro problema para resolver… ainda. Comecemos por aí mesmo. O Sporting CP apresentou ontem um número algo incomum de laterais direitos, quatro. Se é certo que Ristovski está indisponível para o primeiro jogo da temporada devido a uma suspensão e que Rosier está a recuperar de uma lesão, parece-me, ainda assim, algo improvável estar a uma semana do começo oficial da nova temporada com estas questões ainda por resolver.

Creio que Bruno Gaspar dos quatro é o que terá mais hipóteses de sair. Tendo em conta que Rosier foi um investimento para ser jogador titular, resta a incógnita sobre a continuidade de Ristovski ou a subida efetiva de Thierry Correia. O jovem português tem estado a bom nível e deverá com isto garantir a sua titularidade diante do SL Benfica no próximo domingo. Creio que tem justificado a aposta e não ficaria nada surpreendido por figurar com Rosier e Correia no decorrer da época, permitindo fazer um encaixe financeiro com Ristovski e Bruno Gaspar. Tanto o lateral português como o lateral francês são claros upgrades, sobretudo no que podem oferecer com bola e no momento ofensivo leonino, apesar de ontem Thierry Correia ter estado particularmente bem no capítulo defensivo, estando atento as suas costas e a efetuar muitas dobras defensivas.

O reforço para o eixo central leonino tem sido uma das boas notícias da pré-época
Fonte: FC Zenit St. Petersbourg

No eixo central, Marcel Keizer terá de ficar satisfeito por ter à sua disposição Luís Neto. É um claro upgrade a Tiago Ilori e a André Pinto, e o internacional português ex-Zenit tem-se exibido a um bom nível na pré-época. Não ficaria nada admirado de o ver ser titular diante do SL Benfica, visto que Coates chegou mais tarde e aparenta ter menos ritmo. Gostaria de para quarta opção poder contar com Ivanildo e não com Tiago Ilori, mas depois de também ouvir as declarações de Marcel Keizer ontem na conferência de imprensa, creio que o treinador terá de usar aqueles que cargos mais elevados da direção o mandam utilizar, tendo o holandês pouca margem de manobra e de escolha.

Na esquerda, a saída de Jefferson e a permanência de Acuña e Borja, dá uma boa segurança aos leões. O colombiano poderá ainda ser uma opção válida num esquema a três centrais e o argentino poderá ainda desempenhar funções no meio-campo leonino. A polivalência é um claro sinal positivo para Marcel Keizer. É de salientar ainda que Rosier poderá desempenhar a função de lateral esquerdo de forma competente.

Comparando com os mais diretos rivais ao título – FC Porto e SL Benfica – o Sporting CP não parte em pé de igualdade, mas tem aqui cartas que podem fazer frente de forma bastante aceitável e com resultados interessantes. Foi sobretudo vital conseguir manter a espinha dorsal Mathieu-Coates. Creio que face ao jogo diante do Valência CF, Marcel Keizer irá apresentar na Supertaça apenas uma alteração no quarteto defensivo. Apesar de ter referido anteriormente a minha ideia sobre a troca entre Luís Neto e Coates, creio que será apenas na faixa esquerda que Marcel Keizer irá optar por trocar Borja por Acuña. Resta aguardar para perceber como irá o Sporting CP e a direção liderada pelo médico Frederico Varandas resolver a situação da lateral direita e que dores de cabeça terá o técnico holandês para escolher o titular nesta posição.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Em Liverpool, depois da bonança veio a tempestade?

O campeão europeu Liverpool FC tem protagonizado uma pré-época muito aquém daquilo que era expectável. Alguns resultados negativos juntam-se a exibições pálidas, chegadas (muito) tardias de peças fundamentais da máquina de Jürgen Klopp, por força dos compromissos de seleções neste verão, e indefinições quanto ao plantel final. E o tempo está a contar pois o primeiro jogo oficial é já no dia 4 de agosto, frente ao Manchester City, a contar para a Supertaça inglesa.

É verdade que não há campeões de pré-época e que os resultados nos jogos amigáveis não são garantia de coisa nenhuma, nem para o bem nem para o mal. Mas o facto é que, apesar de algumas vitórias contra adversários teoricamente mais acessíveis, nos jogos com grau de dificuldade mais elevado (Borussia Dortmund e Napoli), os reds perderam. E não só perderam, como mostraram estar ainda longe do futebol apresentado na época transata e que tanto encantou os seus adeptos.

Apesar das ausências de alguns dos jogadores mais importantes, o que é facto é que o Liverpool manteve a espinha dorsal da equipa que se sagrou campeã europeia, pelo que se esperava mais da equipa nesta fase da época.

Uma das grandes dificuldades com que Klopp teve que se debater neste defeso foi apenas poder contar com Alisson, Mané, Salah e Firmino na última semana da pré-época, a menos de uma semana do primeiro jogo oficial da época. Alisson e Firmino estiveram ao serviço do Brasil na Copa América, competição que acabaram por vencer, ao passo que Mané e Salah representaram os seus países na Taça das Nações Africanas. O treinador dos reds já sabia que teria esta contrariedade mas, ainda assim, sai prejudicado por ver estes jogadores, fundamentais na sua equipa, chegarem à Supertaça inglesa com menos de uma semana de trabalho às suas ordens.

A equipa de Jürgen Klopp tem feito uma pré-época aquém do expectável
Fonte: Liverpool FC

Relativamente à pouca atividade do Liverpool neste mercado de transferências, Klopp afirmou de forma pragmática que o clube tem que pagar contas e já investiu na equipa, mas que neste momento não o está a fazer. Ainda assim, esta semana foi anunciada a contratação de Harvey Elliott, o mais jovem futebolista a estrear-se na Premier League, com 16 anos e 30 dias. No sentido contrário, fala-se muito na eventual saída de Salah ou Mané, algo que preocupa o treinador alemão e que obriga o Liverpool a procurar soluções, tendo já sido referenciados jogadores como Neymar, François Kamano, Nicolas Pepe e Franck Ribéry.

Noutro “campo” e também apoiado por Pep Guardiola, Klopp voltou a criticar o atual “modelo” de pré-época dos clubes, que prioriza os prémios monetários e não a preparação dos jogadores para a época que se avizinha. O treinador alemão afirmou que prejudica o seu trabalho o facto de os jogadores chegarem de férias, treinarem três ou quatro dias e depois partirem em tournée para o outro lado do mundo para disputar séries extenuantes de jogos.

E a prova de que as coisas não vão bem no atual campeão europeu foi o desentendimento recente entre Van Dijk e Klopp na derrota do Liverpool frente ao Napoli. Após o jogo o defesa holandês desvalorizou o caso mas ficou a nítida sensação que em Liverpool a euforia da conquista da Liga dos Campeões deu lugar a uma fase difícil de adjetivar mas que tem sido tudo menos tranquila. Os reds não partem como favoritos para o jogo deste domingo mas já se sabe que o Liverpool é perito em fazer aquilo que ninguém espera. No domingo todas as dúvidas serão dissipadas se depois da bonança veio a tempestade ou se o Liverpool conseguiu prolongar o seu estado de graça por mais algum tempo.

Foto de Capa: Liverpool FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica: Com o bicampeonato na mira!

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A pré-temporada no futsal acabou de arrancar. O campeonato nacional da primeira divisão só arranca em setembro, mas algumas equipas já arrancaram os trabalhos com vista à época 2019/20. Desse lote destacamos o atual campeão nacional em título, o Sport Lisboa e Benfica.

Os treinos já arrancaram esta semana e a equipa do SL Benfica, comandada por Joel Rocha, parte com muita vontade de atacar o bicampeonato nacional. A época só arranca com a realização da Supertaça, entre o Benfica e o Sporting Clube de Portugal, no dia 1 de setembro, e por isso o tempo da pré-temporada é de sensivelmente um mês.

Com a manutenção da equipa técnica, que desde 2014/15 lidera os destinos das águias, comandada por Joel Rocha leva a uma maior solidez nas ideias da equipa. Em termos de alterações no plantel, houve apenas três.

A entrada de André Sousa, que foi guardião essencial na nossa única (até aos dias de hoje) conquista continental, para o SL Benfica deve-se por já não ser mais a primeira escolha nos “leões”. O guarda-redes português perdeu o seu lugar para Guitta, e até já começava a perder a sua posição na hierarquia dos guardiões leoninos para Gonçalo Portugal.

Esta troca, apesar de poder parecer uma “traição”, acaba por ser um negócio bom para ambas as partes. Para as águias porque garantiram um reforço de qualidade (uma excelente alternativa a Diego Roncaglio) enquanto que os verdes e brancos “despacham” um jogador que começava a perder espaço e minutos de jogo no plantel leonino.

Mas não ficam por aqui as trocas de lado da segunda circular. Desta feita falamos de um reforço bem mais jovem, com apenas 19 anos, o português Célio Coque. É uma das grandes promessas do nosso país e que na temporada 2018/19 já fazia parte do plantel sénior do Sporting.

Uma das grandes promessas do futsal português, Célio Coque
Fonte: SLB modalidades
O outro atleta que vem ajudar os encarnados a tentar alcançar o bicampeonato é o brasileiro Fernando Drasler. Veio de Espanha, onde foi peça-chave no sucesso do El Pozo Murcia, uma das grandes equipas do país vizinho. Na última temporada, o El Pozo chegou à final do play-off do campeonato espanhol e garantiu a presença na edição 19/20 da Liga dos Campeões de Futsal.

O plantel conta com 16 jogadores, com particular destaque para estes três novos elementos, que tudo farão para poderem constituir uma opção válida para o treinador. A vontade dos “encarnados” é chegar, claro está, ao bicampeonato. Ao longo desta pré-época vou apresentar os plantéis do principal escalão e comentar as entradas e contratações neste defeso.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Editorial BnR #5: O pontapé de saída é no Bola na Rede

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Aproxima-se a passos largos o início de mais uma época desportiva. Uma época em que, como sempre, se prevêem grandes momentos e grandes emoções. O Bola na Rede, tal como aconteceu nos últimos nove anos, acompanhará de perto os grandes destaques do desporto nacional e internacional, com rigor e qualidade.

Para esta época, reestruturamos a nossa equipa de editores, redatores e colaboradores das mais diversas secções do Bola na Rede, para podermos servir ainda melhor e com mais variedade os nossos leitores.

Dispomos de um vasto leque de artigos para ir ao encontro do teu gosto e preferência, desde a secção do SL Benfica, do Sporting CP, do FC Porto, de Futebol Nacional, de Futebol Internacional e das Modalidades. Diariamente poderás esperar do nosso site artigos de opinião, rescaldos, reportagens e entrevistas das secções acima mencionadas.

Quem serão os grandes vencedores desta época?
Fonte: Liga Portugal

Além da nossa equipa de redação, poderás contar com o rigor da nossa equipa de revisores que se compromete à revisão dos artigos, para garantir que vos chega com a máxima clareza possível. A nossa equipa de Comunicação, Multimédia e Design garante conteúdo interativo diário nas nossas redes promovendo a interação e proximidade com quem nos acompanha.

Semanalmente marcamos presença em estádios de norte a sul do país, através da nossa equipa de coberturas ao vivo, para acompanhar de perto a envolvência dos adeptos, a emoção do jogo, o festejo dos golos, bem como as conferências de imprensa, para que não te escape nada.

Aqui no Bola na Rede estamos todos a postos para a nova época. E tu, estás pronto para o que aí vem?

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Ana Ferreira