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Portugal 3-1 Suíça: Ronaldo emenda aVARia

O Estádio do Dragão encheu-se por completo para receber a primeira meia-final da Liga das Nações. Portugal defrontou a Suíça, jogando em casa, mas previa-se um jogo extremamente equilibrado. Os XI inicial escolhido por Fernando Santos reuniu, nas horas que antecederam o jogo, a satisfação da grande maioria dos portugueses e o grande motivo de destaque seguiu para a titularidade de João Félix, naquele que foi o seu primeiro jogo oficial pela seleção nacional. Do outro lado, eram várias as caras conhecidas com especial relevância para Seferovic, o melhor marcador da Liga NOS.

Portugal, como já nos tem habituado, não entrou dominante no jogo e por isso mesmo foi a Suíça quem nos primeiros dez minutos da partida mais bola teve, mais atacou e praticou o jogo no seu meio campo ofensivo, sem nunca criar grande perigo para a baliza de Rui Patrício.

A equipa das quinas conseguiu restabelecer-se, equilibrou a partida, mas foi constante a superioridade da Suíça no capítulo da posse de bola, ataques e número de oportunidades. O jogo perdeu-se no setor intermediário e entrou num registou pouco atrativo, onde apenas contrastaram as tentativas de golo de Ronaldo e Seferovic.

Aos 25 minutos, o inevitável Cristiano Ronaldo voltou a marcar a diferença e na cobrança de um livre de longa distância, colocou Portugal na frente do marcador.

O golo trouxe confiança aos portugueses e impulsionou o movimento ofensivo, permitindo pela primeira vez na partida que a seleção nacional tivesse controlo e assumisse as rédeas do jogo, embora nunca conseguindo derrubar a linha defensiva adversária.

Não obstante a toada de jogo mostrasse um Portugal mais confiante e seguro de si próprio, foi mesmo a Suíça que em cima do apito para intervalo esteve perto de marcar com Seferovic rematou à barra da baliza de Rui Patrício, na melhor oportunidade do primeiro tempo.

Portugal seguia em vantagem para o intervalo, num resultado que se devia unicamente a uma inspiração individual do suspeito do costume.

Ronaldo faz o primeiro da partida na cobrança de um livre
Fonte: UEFA

A forma como a primeira parte demonstrou as fragilidades de Portugal perante a Suíça, deixava bem patente a ideia de que a eliminatória estava longe de estar resolvida e os helvéticos estavam bem cientes dessa realidade.

Repetindo-se o cenário dos primeiros 45 minutos, a Suíça voltou a entrar bem em campo e poucos minutos depois chegou à igualdade num dos lances mais estranhos da história recente do futebol. Num lance em que Nélson Semedo corta nitidamente com a cabeça, o Var e o árbitro da partida, Felix Brych, assinalaram grande penalidade. Na conversão, Ricardo Rodriguez não vacilou e fez o 1-1 na partida.

Num filme já antes visto, a seleção portuguesa mesmo sem fazer por merecer, deixa escapar a vantagem conquistada e por estar claramente abaixo do seu potencial encaminha o jogo para um verdadeiro impasse. Assim, a Suíça continuou atrevida no ataque e acreditou que podia causar surpresa no Dragão, mas mais uma vez chegou o super-homem do filme:

Cristiano Ronaldo. Quem mais poderia ser?

Aos 88 minutos, numa jogada brilhante, Bernardo Silva recebeu de forma eximia o passe de Rúben Neves, cruzou para a entrada da área e Cristiano Ronaldo lançou Portugal para a final de Domingo.

Bem à sua maneira, Ronaldo não ficou satisfeito e em cima do minuto 90 fez o hat-trick, com uma típica jogada sua em que flete da ala para o centro e remata para o ângulo mais distante.

Mais uma vez Portugal não foi dominante, mas mais uma vez também mostrou que a esperança é o que move o país e por isso esta foi mais uma noite em que a seleção nacional foi feliz já próximo do final da partida.

Fernando Santos volta a fazer sofrer os portugueses, mas o que é certo é que Portugal marcará presença na primeira final da Liga das Nações.

Onzes e substituições

Portugal

Rui Patrício; Nélson Semedo; Pepe (Fonte´56); Rúben Dias; Raphael Guerreiro; Bruno Fernandes (Moutinho´91); William Carvalho; Rúben Neves; Bernardo Silva; João Félix (G. Guedes´70); Ronaldo

Suíça

Sommer; Mbabu; Schar; Akanji; Ricardo Rodriguez; Zakaria (E. Fernandes´71); Xhaka; Freuler (Drmic´89); Zuber (Steffen´83); Shaqiri; Seferovic

Não o estraguem, por favor

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É sobretudo prudência o que se pede nas exigências que se vão multiplicar daqui por umas semanas, quando a época começar e a nova coqueluche azul e branca estiver à procura do seu espaço entre os mais velhos.

Podemos olhar para os números e logo reparar nos 33 golos que apontou em 39 partidas realizadas pela equipa de juniores do FC Porto, entre campeonato e youth league, provas que a formação às ordens de Mário Silva venceu de forma brilhante.

As marcas do jovem de 16 anos (completa 17 daqui a cerca de um mês) são verdadeiramente impressionantes, mas não deixam de estar ligadas a um contexto competitivo muito específico. É certo que Fábio Silva sempre esteve um passo à frente dos demais, que é como quem diz, andou sempre um patamar acima e isso serve, essencialmente, para atestar a competência de quem tem muito para dar ao clube e ao futebol português.

Fábio Silva renovou esta semana, até 2022, o contrato que o liga ao FC Porto
Fonte: FC Porto

A realidade que o espera no início do próximo mês (não é oficial, mas tudo indica que seja um dos quatro jovens da formação a fazer a pré época com o plantel principal) é substancialmente diferente daquela a que esteve e está habituado. Que deixe de sonhar acordado quem está à espera que o goleador de 16 anos seja a solução para todos os problemas de eficácia. Fábio Silva vai e tem de ser integrado, naturalmente, de forma progressiva e em contextos favoráveis, que lhe permitam ganhar a confiança necessária para encarar o grande desafio que o espera de maneira tranquila e livre de pressões (desnecessárias).

Não deve ser novidade para o leitor que estamos perante um prodígio de características só comparáveis aos melhores avançados do futebol mundial. Fábio Silva tem presença, movimentação, faro e, acima de tudo, frieza no momento da definição. Um excelente jogo de cabeça e capacidade para atirar à baliza com os dois pés. Isto é tudo o que já sabemos sobre Fábio Silva, em contexto de formação, onde o erro é tolerável uma, duas e três vezes. Aquilo que ainda falta saber é a resposta que o jovem dará no momento em que tiver de suportar o peso de 40 mil nas bancadas e as milhares de objetivas que estiverem apontadas sobre si. E quão mau seria se, à primeira dificuldade, o mundo desabasse sobre os seus ombros.

É o contexto, meus amigos, o contexto…

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal com forte presença nos areais da Nazaré

Pelo terceiro ano consecutivo, a Praia do Norte, na Nazaré, está a receber a Euro Winners Cup. A principal competição europeia de clubes de Futebol de Praia. O SC Braga foi o grande vencedor das duas primeiras edições da prova e este ano procura manter a senda vitoriosa, depois de se ter sagrado Campeão Mundial na Rússia, no passado mês de fevereiro.

Esta prova está interligada a outras duas. A Euro Winners Challenge, através da qual oito equipas não qualificadas de forma direta conseguiram garantir o seu lugar na Champions da modalidade e a versão feminina do torneio.

Na Euro Winners Challenge, que arrancou no passado dia 31 de maio, participaram um total de vinte e quatro equipas, treze delas portuguesas. No formato habitual de fase de grupos, onde muitos foram compostos por duas ou até três formações nacionais, mais de metade dos oito lugares disponíveis na Euro Winners Cup foram alcançados por conjuntos lusos. O GDP da Costa da Caparica, vencedor do Grupo A, o GD de Sesimbra, vencedor do Grupo B, e o GD de Alfarim, vencedor do Grupo E, garantiram a qualificação direta. O CF Chelas (Grupo A) e a AD Buarcos (Grupo B) foram os dois melhores segundos classificados e também asseguraram um lugar na Euro Winners Cup.

Porém, os oitos clubes apurados não fazem parte da prova de forma direta, pois integram dois grupos exclusivamente para si e amanhã, em horário por determinar, os vencedores de cada grupo vão decidir o campeão da Euro Winners Challenger. Só a equipa que vencer esta final entra para o torneio principal. Fazendo a sua “estreia” logo nos quartos de final.

A Euro Winners Cup teve início no sábado, com a realização de apenas um jogo, sendo disputada por um total de trinta e seis formações, cinco delas de origem portuguesa: SC Braga, Sporting CP, Casa do Benfica de Loures, CD Nacional e ACD “O Sotão”.

Ao contrário de anos anteriores, o elevado número de equipas a participar na competição, levou a que o critério de apuramento para as eliminatórias fosse bem diferente em relação ás duas primeiras edições. Assim, todos os primeiros, segundos e terceiros classificados apuraram-se de forma direta, conjuntos a quem se juntou o quarto melhor classificado.

Desta forma, Braga, Sporting e Casa de Benfica de Loures, que venceram os seus respetivos grupos, mantiveram a companhia do Sotão, equipa da casa, e do Nacional que, apesar de terem finalizado a fase de grupos na terceira posição, também seguiram em frente na Euro Winners Cup.

Os jogos da fase a eliminar, que começa hoje, foram conhecidos ontem à noite, tendo o sorteio determinado os seguintes encontros (Resultados finais até ao fecho deste artigo):

16 Avos-de-final:

  • GWP Cservy 4-1 CD Nacional
  • BSC Vybor 7-6 MFC Spartak
  • KP Lodz 4-3 (AET) Grodnooblsport
  • FC Delta 3-1 BSC Boca Gdansk
  • Levante UD 5-5 (3-1 APS) CD Bala Azul
  • BSC Artur Music – Ercis Belediye
  • Alanya – BSC Chargers
  • BSC Kristall – Cartel-Waterloo
  • Catania BS – FC Baggio
  • Sporting CP – SK BO EU Teplice
  • SC Braga – CS Djoker
  • Casa de Benfica de Loures – Grande Motte
  • BSC Spartak Moscovo – ACD “O Sotão”
  • Euroformat-Bodon – CF La Nucia

Jovens leões regressam para mostrar as garras a Keizer

Na temporada que fiindou, o Sporting Clube de Portugal emprestou alguns jovens atletas que agora poderão lutar por um lugar na equipa principal. Entre os principais destaques estão Domingos Duarte, Ivanildo Fernandes, Mama Baldé, Matheus Pereira, Daniel Bragança, Rafael Barbosa, Elves Baldé e Gelson Dala.

Além destes jovens poderão ainda regressar a Alvalade nomes como Emiliano Viviano, que esteve ao serviço da SPAL, em Itália; o lateral-esquerdo Lumor Agbenyenu que vestiu a camisola do Goztepe da Turquia; o médio Josip Misic que venceu o campeonato grego com o PAOK; o escocês Ryan Gauld que representou o Hibernian; Matheus Oliveira que regressou ao Vitória SC; Carlos Mané que voltou a aventurar-se no futebol alemão, conquistando a subida de divisão pelo FC Union Berlin; e por fim João Palhinha, que tem um vínculo de empréstimo com o SC Braga até ao verão de 2020.

Domingos Duarte representou o RC Deportivo de La Coruña, sendo fundamental na luta pela subida a La Liga, que continua bem acesa. O jovem leão vestiu a camisola do Depor por 37 ocasiões e marcou quatro golos. Esta é já a terceira época de empréstimo depois de representar o Belenenses e o GD Chaves, somando 64 jogos e um golo na Primeira Liga Portuguesa. Domingos é um defesa-central muito forte no jogo aéreo, com bom sentido de posicionamento, forte no desarme e nas situações um contra um. O jovem defesa-central de 24 anos tem contrato com o Sporting até 2022 e uma cláusula de rescisão de 45M€.

Ainda para o eixo da defesa leonina, poderá chegar mais um reforço formado na Academia de Alcochete. Aos 23 anos, Ivanildo viveu a sua primeira época no principal escalão do futebol português ao serviço do sensacional Moreirense FC. Em Moreira de Cónegos, o defesa-central disputou 26 jogos e marcou um golo. Ivanildo é um defesa-central rápido, apesar do seu 1,94m, forte no jogo aéreo, eficaz no desarme e com bom sentido de posicionamento. Nesta temporada, o jovem leão afirmou-se no futebol português, ganhou experiência em termos competitivos e regressará, com certeza, mais forte ao Sporting CP, onde lutará por um lugar na equipa principal. Ivanildo Fernandes tem um vínculo válido até 2022 com o Sporting, com uma cláusula de rescisão de 45M€.

Mama Baldé foi o grande destaque da equipa do Aves esta época
Fonte: CD Aves

Mama Baldé foi o principal destaque do Desportivo das Aves na presente época, contribuindo com 10 golos em 35 jogos que se revelaram fundamentais para a manutenção da equipa de Augusto Inácio na Primeira Liga. O guineense tem alinhado praticamente toda a temporada a extremo, embora de origem seja lateral direito. O jovem leão tem na velocidade a sua principal arma, sendo também forte tecnicamente e no um contra um. Desta forma, deverá ser uma certeza para o plantel do Sporting na época 2019/2020, onde poderá ser uma alternativa para o lado direito, quer da defesa, quer em zonas mais subidas do terreno. Baldé tem um contrato válido com o Sporting até 2022 e uma cláusula de rescisão fixada nos 45M€.

Matheus Pereira é visto pelos sportinguistas como um grande talento – mais um formado na Academia de Alcochete. Esta temporada esteve ao serviço do FC Nuremberg, no entanto o clube não atingiu o seu objetivo e foi relegado para a Bundesliga II. O jovem brasileiro não se conseguiu afirmar como titular absoluto na equipa alemã, ainda assim realizou 20 jogos, nos quais marcou três golos e fez duas assistências. Na temporada 2017/2018, Matheus esteve por empréstimo ao serviço do GD Chaves, onde foi indiscutível e demonstrou a sua qualidade em 30 partidas e com oito golos apontados. É um extremo que poderá alinhar do lado esquerdo ou do direito, com uma enorme qualidade técnica, forte no um contra um e com um extraordinário pé esquerdo, cruzando e finalizando com qualidade. O jovem formado na Academia de Alcochete tem contrato com o Sporting até junho de 2022 e uma cláusula de rescisão na ordem dos 60 M€.

Daniel Bragança é um dos atletas em quem se depositam mais esperanças. Após onze temporadas no Sporting, o jovem médio viveu a sua primeira aventura no futebol sénior na Segunda Liga ao serviço do SC Farense. O médio leonino realizou a primeira metade da época ao serviço da equipa sub-23, onde realizou 20 jogos e marcou cinco golos. No mercado de inverno, o clube de Alvalade cedeu o jovem talento ao Farense, onde desde então disputou 16 jogos e fez dois golos. Estamos perante um médio com um extraordinário pé-esquerdo, que se destaca pela sua qualidade de passe e visão de jogo, com boa meia distância e bom sentido posicional. Um talento que poderá vir a ser aposta do Sporting para o futuro da equipa principal e que tem contrato válido até 2023, com uma cláusula de rescisão de 45M€.

Rafael Barbosa está ligado ao Sporting há uma década e aos 22 anos viveu um bom momento de forma ao serviço do Paços de Ferreira. O jovem formado na Academia de Alcochete, está pela segunda vez cedido por empréstimo, já que em 2016/2017 esteve ao serviço do União da Madeira. Esta temporada, a sua aventura no Portimonense não correu de feição rumando por isso, no mercado de inverno, ao Paços de Ferreira. Ao serviço dos pacenses Rafael foi um dos heróis da subida, ao principal escalão do futebol português, com um golo e duas assistências, em 16 jogos disputados. O extremo leonino é muito veloz, forte no um contra um e tecnicamente evoluído, com boa meia distância e ainda, cruza com conta, peso e medida para os seus colegas. Um atleta que poderá realizar a pré-época com a equipa principal e lutar por um lugar no plantel.

Elves Baldé acompanhou Rafael Barbosa na glória da subida de divisão do Paços de Ferreira. O internacional sub-20 por Portugal realizou, na Segunda Liga, 13 jogos e marcou três golos, confirmando a qualidade que havia demonstrado nos escalões de formação. O jovem é forte no um contra um, finaliza e cruza com qualidade e tem na mudança de velocidade a sua principal arma. Elves Baldé tem uma cláusula de rescisão de 45 M€ e um vínculo de longa duração ao Sporting.

Já em relação a Gelson Dala, o internacional angolano foi, nesta época, um dos jogadores mais influentes na equipa do Rio Ave FC. O jovem avançado representou os vila-condenses em 26 jogos, apontou sete golos e somou ainda oito assistências. Aos 22 anos, Dala soma 22 internacionalizações e 11 golos pela seleção angolana, sendo uma das maiores promessas do futebol do seu país. O ponta-de-lança de 22 anos tem neste momento as condições necessárias para lutar por um lugar no plantel de Marcel Keizer. É um dianteiro móvel, com uma enorme frieza a finalizar e uma apurada qualidade técnica. Gelson Dala tem contrato válido com o Sporting até 2022 e uma cláusula de rescisão fixada em 60 M€.

A pré-época do Sporting Clube de Portugal irá arrancar no início de julho. Para além dos jovens apresentados acima, os atletas que representaram os sub-23, casos de Bruno Paz, Pedro Marques, Abdu Conté e Thierry Correia, terão também a sua oportunidade de demonstrar o seu valor ao treinador Marcel Keizer. Até dia 31 de agosto poderão haver entradas e saídas do plantel leonino, no entanto estes jovens continuam a confirmar a qualidade da formação da Academia de Alcochete. Que estes jovens talentos possam confirmar a sua qualidade e dar o seu contributo para vitórias e títulos do Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Atalanta BC: Uma Época Histórica.

Sensacional. Épica. Brilhante. Histórica. Podemos definir a temporada da Atalanta de qualquer uma destas formas.

O 3° lugar conquistado na Serie A, a consequente qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época e a presença na final da Taça de Itália dão à equipa, treinada por Gasperini, o “título” da equipa sensação do ano em Itália. Não esquecendo também que foram o melhor ataque da Serie A com 77 golos marcados. O colombiano Zapata de 28 anos foi o melhor marcador da equipa com 23 golos marcados, 2° melhor marcador da Serie A, ultrapassado em 3 golos pelo italiano Quagliarella, da Sampdoria. Curiosamente Zapata foi emprestado no início do ano pela Sampdoria, num empréstimo com a duração de 2 anos e com opção de compra na ordem dos 14M. Já se pode dizer que vale todo o dinheiro que será gasto na sua aquisição definitiva.

Mas esta época de sucesso teve também uma enorme contribuição por parte de jogadores como Iličić que marcou 12 golos e assistiu para outros 7 e Alejandro Gómez que marcou 7 e assistiu para 11, isto tudo somente na Serie A.

A 20 de janeiro Duván Zapata frente ao Frosinone marcou 4 golos na vitória por 0-5.
Fonte: Atalanta BC

De valorizar o enorme trabalho que Gasperini fez com estes jogadores pois estamos a falar se jogadores que desde sempre mostraram qualidade mas nunca foram aproveitados da melhor. Zapata de 28 anos, Iličić e Gómez de 31 tiveram uma época excelência.

Convém não esquecer também do suíço Remo Freuler e do holandês Marten de Ron, os dois meios-campistas que em muito contribuíram para a estabilidade defensiva e ofensiva do jogo praticado pela Atalanta.

Nunca os 111 anos de história do clube viram uma época tão bem conseguida como esta. A ansiedade em ver esta equipa jogar a “Liga Milionária” é grande. Será curioso também ver o que a equipa de Gasperini fará no mercado de verão. Conseguirá ele manter o núcleo forte da equipa? Rumores falam no interesse da Atalanta nos serviços de Tiquinho Soares, jogador do FC Porto, significando assim uma saída de Zapata?

Foto de Capa: Atalanta BC

O Triplo Salto da glória e o Triplo Salto da polémica

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O último sábado ficou marcado pelo Triplo Salto a nível nacional e a nível internacional, embora por diferentes razões. Se em Portugal, o grande destaque foi a nível desportivo no feminino; a nível internacional, a disciplina foi notícia por diferentes e mais polémicas razões no masculino.

1, 2…3 portuguesas no Triplo de Doha!

Depois dos Europeus de Berlim, os Mundiais de Doha e os Jogos de Tóquio…no Triplo!
Fonte: Evelise Veiga

Foi cedo nesta temporada que Patrícia Mamona e Susana Costa conseguiram a qualificação para os Mundiais de Doha, que se realizam entre 27 de Setembro e 6 de Outubro deste ano. Ambas as atletas brilharam na temporada em pista coberta, alcançando recordes pessoais (no caso de Susana Costa, foi mesmo absoluto, ar livre ou pista coberta) e só não chegaram às medalhas nos Europeus Indoor de Glasgow, porque a prova atingiu níveis há muito não vistos. A dupla de sucesso portuguesa é um dos casos mais felizes do desporto nacional, somando ambas importantes presenças em grandes competições internacionais, finais e medalhas (Mamona até já alcançou o Ouro nos Europeus de Amesterdão, em 2016).

https://www.youtube.com/watch?v=fGDlvE1wwBw

Era difícil pensar num contingente maior para os Mundiais, mas se algum nome pudesse despertar uma maior curiosidade seria o de Lecabela Quaresma. Ora, a atleta especialista nas provas combinadas, tinha no ano passado atingido os 13.90 metros (+1.1) no ano passado e até ventosos 14.19 metros (+2.6), tendo se qualificado para os Europeus de Berlim, como a terceira portuguesa a saltar mais longe na história da disciplina.

Em 2018, também Evelise Veiga já tinha deixado boas indicações nesta disciplina, quando saltou 13.65 metros (+0.3) em Jesolo – com direito a Prata nos Campeonatos do Mediterrâneo Sub-23 – mas todos olhavam para o Triplo como um bom complemento e um importante treino para a sua evolução no Comprimento, a sua especialidade (foi oitava nos Europeus do ano passado). Poucos previram que a atleta fizesse o que foi fazer no passado sábado à Maia: saltar 14.32 metros (+0.6)! A marca garante à atleta do Sporting marca de qualificação para os Mundiais de Doha e também para os Jogos Olímpicos de Tóquio do próximo ano e, com certeza, lhe dará ainda mais confiança para alcançar o mesmo no Salto em Comprimento. A marca aumenta o anterior recorde pessoal de Evelise em incríveis 67 centímetros!

A atleta sobe a terceira melhor portuguesa da história e terceira a passar (com vento legal) acima dos 14 metros, apenas atrás de Patrícia Mamona (recorde pessoal: 14.65) e Susana Costa (recorde pessoal: 14.43). É também a segunda melhor no Comprimento (recorde pessoal: 6.61), embora aqui bem mais longe de Naide Gomes (recorde pessoal: 7.12). Iremos ver a atleta de 23 anos em ambas as disciplinas nos Mundiais de Doha? Ainda que, para já não tenha marca no Comprimento, assim o esperamos. No programa, ambas as provas ocorrem numa fase tardia da competição, com as eliminatórias do Triplo a decorrerem a 3 de Outubro, com final a 5 de Outubro e as eliminatórias do Comprimento a 5 de Outubro (poucas horas antes da final do Triplo), com a final a 6 de Outubro, último dia do evento.

Giro de Itália: Carapaz vence 102ª edição

Faltava uma semana de Giro, Carapaz tinha que manter a sua liderança face aos seus rivais. Todas as camisolas ainda estavam em disputa, no entanto, algumas classificações estavam quase garantidas.

A semana começa com a 16ª etapa, não houve a subida do Passo Gavia, devido às grandes paredes de neve, que poderiam colocar em risco a segurança dos ciclistas. No entanto, não deixou de ser uma etapa duríssima, pois houve bastante subida, incluindo o Mortirolo, com a sua pendente média de 10.8% numa distância de 12.1km. Esta etapa revelou-se excelente para a fuga, visto que Giulio Ciccone ( um dos protagonistas desta Volta a Itália) foi o vencedor final, ao concluir com sucesso a escapada.

Vimos um Nibali de outros tempos, ao ataque, enquanto que Roglic, Yates e M.A.López perderam tempo para os restantes rivais. Carapaz mantinha-se na liderança, mas Nibali ultrapassava Roglic, no segundo lugar da geral individual.

A etapa seguinte, a fuga voltou a vingar, desta vez, foi Nans Peters quem concluiu com sucesso. O francês da AG2R conquistou a primeira vitória da carreira e que vitória! Ainda por cima a sua equipa nesta temporada carece de triunfos.

Na fuga, tivemos a presença de Amaro Antunes, num grupo bastante numeroso. Bakelants e Thomas De Gendt estavam irrequietos na fuga, mas foi aos 16 km que Peters saiu, sem que ninguém o alcançasse. No final da etapa, Mikel Landa ainda ganhou tempo, mais tarde saíram Carapaz e M.A.López, acabando por ganhar alguns segundos a Roglic e Nibali.

Na etapa 18, a fuga para variar, voltou a ganhar.  Era a última tirada ao sprint, nesta edição do Giro. Durante quase toda a etapa, a equipa da Bora-Hansgrohe esteve ao trabalho, isto porque, Arnaud Démare detinha a camisola dos pontos.  No final da etapa, manteve-se a incerteza se a fuga chegaria a ser bem sucedida ou não. Juntamente com a Bora, a equipa da Lotto Saudal colocou-se ao trabalho também e por estranho que pareça, a própria Groupama-FDJ, equipa de Démare, que só tinha a beneficiar com a chegada da fuga, acabou por ajudar nos quilómetros finais. Ackermann fez segundo lugar e Démare acabou apenas em oitavo, tínhamos aqui um novo líder dos pontos. No final, dos homens da fuga, o único que acabou por não ser alcançado, foi Damiano Cima, da equipa italiana, Nippo-Vini Fantini, que alcançou a vitória mais importante da sua carreira.

Esteban Chaves está de regresso às vitórias
Fonte: Giro d’Italia

Na 19ª etapa e pela quinta vez consecutiva, a fuga acabaria por vingar. Foram nove fugas, a serem bem sucedidas, neste Giro! Esteban Chaves voltou às vitórias, praticamente um ano depois, visto que a sua última vitória tinha sido no Giro 2018. Acabou por salvar a prestação da Mitchelton-Scott, sendo que foram colocadas altas expetativas na equipa, após a boa prestação do Giro em 2018. Amaro Antunes foi um dos homens da fuga e acabou por alcançar um pódio, ficando em terceiro lugar na etapa. Relativamente aos homens da geral, M.A.López ganhou quase 45 segundos para os rivais mais diretos.

A peça que (ainda) sobra

Após as vendas de Militão e Felipe, e do provável término de carreira de Iker Casillas, a defesa do FC Porto parte para 2019/2020 órfã de três dos seus esteios. Assim sendo, da defesa que mais jogos realizou na temporada transata, restam apenas Alex Telles e Pepe. No entanto, destes, só Pepe parece ter lugar garantido no plantel uma vez que o assédio a Alex Telles é enorme, sendo o principal pretendente o Atlético de Madrid.

Tendo em conta a previsível sangria que o plantel do FC Porto vai sofrer no próximo mercado, segurar Alex Telles deve ser uma das grandes prioridades da SAD para este defeso.

Formado na Juventude, modesto clube de Caxias do Sul no Brasil, foi no Grémio FBPA que Alex despontou. Após um ano num dos maiores clubes de Porto Alegre e depois de ter sido considerado o melhor Lateral-esquerdo do Brasileirão, deu o salto para a Europa, transferindo-se para os turcos do Galatasaray S.K com apenas 20 anos. Após duas épocas regulares no clube turco, cumpriu uma temporada por empréstimo no gigante italiano Inter de Milão, onde as coisas não lhe correram de feição. No verão de 2016 transferiu-se, a troco de 6,5M€, para o FC Porto e já soma 3 épocas de dragão ao peito.

Alex Telles voltou a evidenciar-se no capítulo das assistências
Fonte: FC Porto

Não se pode, de todo, dizer que esta última temporada foi a mais exuberante. De qualquer forma voltou a fazer uma época muito regular e foi capaz de manter um nível alto ao longo de todo o ano. Acresce que voltou a ter uma enorme preponderância na equipa, tanto no que concerne às bolas paradas como pela profundidade de que dá ao lado esquerdo do ataque. Sem substituto à altura, Alex voltou a ter que cumprir quase a totalidade dos jogos da equipa e, como tal, mais se deve valorizar a capacidade do lateral em manter um nível elevado de rendimento mesmo não tendo direito a descanso. Seja o brasileiro capaz de melhorar e corrigir algumas debilidades no momento defensivo e pode tornar-se num lateral de referência a nível mundial. Resta perceber se esta foi, ou não, a sua última época a vestir de azul e branco.

Assim sendo, seria fundamental convencer o lateral brasileiro a ficar pela cidade Invicta pelo menos mais um ano. Apesar do mercado e da alta cotação que tem no velho continente, só lhe faria bem mais uma época em Portugal. É uma das pedras basilares da equipa que (ainda) sobra. Pela qualidade, importância e peso no balneário seria da mais elementar justiça colocar Alex no patamar dos mais bem pagos do plantel e do nosso futebol e assumir a promessa de que a sua saída será facilitada no verão de 2020. Para já, a Alex deve ser conferido o rótulo de intransferível.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Desilusão polaca

Portugal acaba de ser eliminado do Mundial de sub-20 realizado na Polónia, um desfecho que estava longe das previsões iniciais, que apontavam a equipa das quinas como uma das favoritas a ganhar a competição. Hélio Sousa optou pela mesma espinha dorsal que venceu os europeus de sub-17 e sub-19, convocando ainda Diogo Dalot, Diogo Leite, Gedson Fernandes e Rafael Leão, que não estiveram presentes na conquista do ano passado.

Portugal estava inserido num grupo com Coreia do Sul, Argentina e África do Sul, um grupo complicado, mas que estava perfeitamente ao alcance de uma equipa que era vista como uma das mais fortes e talentosas do mundial. No final, a derrota contra a Argentina e o empate contra a África do Sul enviaram os jovens lusos mais cedo para casa.

Uma das coisas que mais se fez sentir na competição por parte da equipa das quinas foi a ausência de Domingos Quina. O médio do Watford ficou fora dos convocados devido a lesão e a sua ausência desmontou completamente a equipa. Sem ele, a equipa sempre mostrou grandes dificuldades em atacar de forma organizada, ficando visível o grande espaço entre o meio campo e o ataque.

Portugal era visto como uma das equipas mais fortes da competição
Fonte: Selecções de Portugal

Miguel Luís, para muitos o elo mais fraco da equipa na competição, não foi capaz de estabelecer a ponte entre o meio campo e o ataque, sendo que Hélio Sousa apostou em Nuno Santos para desempenhar esse papel no jogo contra a África do Sul, mas estranhamente, o médio do Benfica seria o primeiro a ser substituído nesse jogo.

As dificuldades em jogar de forma apoiada fazia com que a equipa estivesse muito dependente daquilo que o trio atacante composto por João Filipe, Francisco Trincão e Rafael Leão era capaz de fazer. Perante o cenário dos acontecimentos contra a Argentina e a África do Sul, Hélio Sousa substituía um médio pelo ponta-de-lança Martelo, colocando a equipa a jogar em 4-4-2 e a implementar um estilo de jogo assente em chuveirinho e cruzamentos para a área.

Ficou à vista que estes métodos básicos não eram os mais indicados para esta equipa. Para além das questões técnico-tácticas, o factor mental também falhou na competição, ficando visível a quebra de confiança em alguns jogadores, nomeadamente Jota.

Espero que esta experiência negativa na curta carreira dos jogadores os ajude a crescer e a tornarem-se mentalmente mais fortes. E que o desafio que o Hélio Sousa irá abraçar no Bahrein o faça aprender e implementar coisas novas no seu jogo.

 

Foto de Capa: Selecções de Portugal

Posições a reforçar

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Com o encerramento de mais uma época desportiva, reabre o mercado de transferências em Portugal e muitos outros países na Europa. É nesta altura que todos os adeptos sonham com aquela venda que dará muitos milhões e a vinda de um craque que poderá levar os seus clubes a cumprir os objetivos – ou quem sabe a excedê-los. Os adeptos leoninos não fogem à regra, e por isso serve este texto para dar a minha opinião acerca das posições que precisam, neste momento, a meu ver, de ser reforçadas.

Porque uma equipa é feita desde trás, lanço já o meu primeiro perecer controverso. Para mim, o Sporting CP precisa de um novo guarda-redes que seja um titular indiscutível. Apesar de Renan ter “oferecido” duas Taças aos leões, na minha opinião não é um jogador que dê totais garantias na baliza. Penso que se deveria apostar num guarda-redes com créditos firmados no futebol. Viviano não seria uma má solução, mas desde cedo se percebeu que não contava, nem conta, para a direção e treinador do clube de Alvalade.

Relativamente à defesa, penso que com a vinda de Luís Neto o corredor central está bem apetrechado. O problema prende-se mais com as laterais: Bruno Gaspar e Jefferson não servem para o Sporting CP. Já se na direita Thierry Correia pode ser aposta, a esquerda encontra-se um pouco fragilizada, já que Borja é o único lateral esquerdo de raiz no plantel.

A renovação de Mathieu é já uma das grandes contratações da nova época
Fonte: Sporting CP

No meio-campo residem as maiores dúvidas. Ainda não se tem a certeza da continuidade de Gudelj e na minha opinião, a sua contratação não deveria ser prioritária. Com Doumbia no plantel, poder-se-ia contratar um médio defensivo que desse uma maior qualidade à equipa na fase de construção, uma vez que essa é uma das limitações do sérvio. Se Bruno Fernandes for vendido, acho que o seu dinheiro deveria ser investido noutro jogador que fosse já considerado top. Quando se falam de quantias a rondar os 60 ou 70 milhões, penso que pelo menos 20 milhões poderiam ser usados na contratação de um médio de excelência como é o internacional português. Mas essa contratação, claro, só deveria surgir caso Bruno Fernandes fosse vendido.

Por último, a frente de ataque. Na minha opinião, Gelson Dala e Matheus Pereira deviam fazer parte do plantel da próxima época, uma vez que seriam mais valias para a equipa. Caso Bas Dost fosse vendido (penso que esta é a altura ideal), devia-se contratar outro ponta de lança mais jovem que o holandês, que pudesse no futuro render milhões aos cofres de Alvalade. Também é importante adquirir um extremo, na minha visão, pois se de um lado Raphinha tem dado boa conta de si, Diaby foi uma nulidade ao longo da época.

Em conclusão, penso que seria obrigatório contratar, pelo menos, um defesa esquerdo, um médio defensivo e um extremo de qualidade. Todas as outras posições por mim referenciadas deveriam ser analisadas apenas caso houvesse vendas. Relativamente à baliza, tenho noção que Renan deverá ser o titular da próxima época, contudo a vinda de um guarda-redes de outra craveira seria benéfica. Não nos podemos esquecer que no Sporting CP têm de jogar os melhores e o próximo ano tem de ser de luta para alcançar o título de campeão. É o sonho de todos os sportinguistas.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira