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Força da Tática: Uma história para contar aos meus netos

Há noites que ficam na história. Na passada terça-feira, Turim foi o palco de uma dessas noites.

Um confronto de estilos, de filosofias, entre uma velha senhora que é presente, mas que procura ser futuro e de jovens que são o futuro inspirado no passado.

O jogo não começou nada bem para o AFC Ajax. Não só pelo golo de Cristiano, mas principalmente pelo efeito que o pressing da Juventus teve na capacidade de De Jong impactar o jogo da equipa holandesa. No meu ponto de vista, até ao golo de Beek (1-1), o jogo era da Juventus FC.

Com bola, a capacidade de Emre superar linhas através da condução e a qualidade de passe de Bonucci (ligando com Dybala), permitiram à Juventus chegar com facilidade ao último terço. Em baixo, podemos ver precisamente a importância de Dybala, oferecendo-se como opção de passe mais profunda, para depois entregar no apoio frontal em um dos médios.

Fonte: BT Sport

Vemos como, dessa forma, Pjanic conseguia receber nas costas da 1ª linha de pressão do Ajax e encarar o jogo de frente, com tempo e espaço. Em resposta, o Ajax era obrigado a reagir fechado o centro, permitindo à Juventus explorar as situações de vantagem por fora.

Fonte: BT Sport

Assim, e com algumas iniciativas de Emre, a Juventus ia conseguindo quebrar a marcação orientada ao homem que o meio campo holandês realiza. Com isso, a Juventus estava mais próxima da baliza de Onana e Ronaldo dentro de área, onde é … enfim, é o que é.

Sem bola, Emre não deixou De Jong respirar. Rápido a reagir aos estímulos, vertical nos seus movimentos de aproximação, forçando o jogo constantemente até Onana, que tentava fazer a bola chegar aos seus defesas laterais (posicionados em largura), mas sem muito sucesso.

Fonte: BT Sport

Contudo, o Ajax nunca perdeu o norte, mesmo quando esteve em desvantagem. Soube sofrer e passar por alguns períodos em Organização Defensiva, defendendo em 4-5-1. Esperou o seu momento e quando ele chegou … nunca mais olhou para trás.

O golo de Beek, foi esse momento, mudou tudo. Tanto que no final, podemos falar de um resultado injusto para o Ajax. Tamanha foi a superioridade dos homens de Erik T. Hag. Não só a nível técnico-tático, como físico e mental.

Na segunda parte a forma como o Ajax reduz a Juventus, não tem explicação.

Mentira, tem explicação.

O contexto (igualdade no marcador) criou as condições para Allegri acabar por ser vítima de si mesmo. Ao retirar (intervalo) Dybala, para colocar Kean, enviou a mensagem que ia procurar agredir o adversário em Transição/Contra-ataque. Reduziu os níveis de intensidade sem bola e isso bastou para a máquina holandesa começar a trabalhar:

–  Rotações posicionais durante a fase de construção.

– Que permitia posteriormente um jogo de progressão, onde o homem com bola tinha sempre várias opções de passe. A diferentes alturas e profundidades.

– Culminando em vibrantes combinações rápidas no último terço.

Uma abordagem que permitiu à Juventus dar a volta à eliminatória anterior, mas que condenou a equipa nesta.

Porquê? Porque no Ajax, todos são capazes de jogar com a camisola 10 nas costas, pela facilidade com que jogam a um toque, sempre em progressão, criando e ocupando espaços sucessivamente.

Obrigado Champions.

Ah! E deixem-se de história de Super Ligas Europeias! Não acabem com estas histórias e com o nosso/meu jogo.

Foto de capa: UEFA Champions League

Artigo revisto por: Jorge Neves 

Eintracht Frankfurt FAG 2-0 SL Benfica: Nem golos, nem futebol bonito

Segunda mão dos quartos-de-final da Europa League e o Benfica visitou a “casa” do Frankfurt depois de vencer os alemães por quatro bolas a duas no Estádio da Luz.

A primeira parte do jogo revelou muitas dificuldades defensivas por parte da equipa encarnada. Quando se esperava que o 4-4-2 de Bruno Lage imperasse em solo alemão, o treinador encarnado improvisou um 4-2-3-1 para travar os movimentos interiores da equipa da casa. Contudo, a equipa do Frankfurt procurou sempre os movimentos exteriores na tentativa de explorar as costas de André Almeida. No centro do terreno, Fejsa mostrou algumas dificuldades na parceria com Samaris, pois muitas vezes existia descoordenação nos movimentos ofensivos, ficando na dúvida acerca de qual deles é que tinha essa responsabilidade. Sendo eles os médios da equipa, o Benfica raramente conseguiu transportar jogo com coordenação. Félix e Rafa acabaram por ser os homens de ataque, que apostaram na velocidade e no desequilíbrio para atacar a equipa adversária.

Aos 36 minutos, e após a bola beijar o ferro direito de Odysseas, Filip Kostic encostou o esférico para dentro das redes encarnadas e reduziu a diferença no marcador geral para 4-3. Após o golo sofrido, e claramente em fora de jogo, Bruno Lage acabou por ser expulso do recinto de jogo após palavras para dentro das quatro linhas. Ordem de expulsão, provavelmente, devido aos protestos com o árbitro, tendo em conta o fora de jogo do lance do golo.

Após o golo sofrido, o Benfica não conseguiu estabelecer-se no jogo e restou um jogo defensivo encarnado e uma tentativa do Frankfurt em marcar o segundo golo da partida.

Rúben Dias dividiu o centro da defesa com Jardel. O português tem sido titular indiscutível esta temporada na defesa encarnada
Fonte: SL Benfica

Dos balneários regressaram duas equipas diferentes daquelas que abandonaram o terreno de jogo. O Benfica procurou logo controlar o jogo, usando a posse de bola como principal arma. Aos dois minutos do segundo tempo, João Félix esteve perto do empate ao rematar em cima da baliza, mas a bola passou ao lado do poste mais longe do guarda-redes. Uma das melhores oportunidades do jogo.

Aos 67 minutos, o Frankfurt chegou ao tão desejado segundo golo. O médio alemão, Rode, puxou o pé direito e, de fora de área, fuzilou a baliza de Odysseas. Um golo muito procurado pela equipa alemã, que, nos minutos anteriores, esteve a procurar movimentos para chegar às redes do guardião encarnado. Segundo golo da equipa da casa que colocou os alemães na frente do marcador na eliminatória.

De imediato, a equipa encarnada tentou procurar uma melhor alternativa no banco de suplentes e fez entrar Pizzi para o lugar de Samaris, uma substituição ofensiva que nunca chegou a trazer algo de diferente ao encontro. Dois minutos depois, foi a vez de Rafa de dar o seu lugar ao regressado Salvio. O argentino voltou aos relvados depois de longas semanas de recuperação de uma lesão. Outra substituição que não trouxe nada de especial do banco de suplentes, talvez muito pela falta de forma do camisola 18 dos encarnados. Também de imedianto foi a vez de Gonçalo Paciência, ex-FC Porto, entrar para dentro do relvado, ocupando o lugar do emprestado pelo Benfica, Jovic. Uma substituição troca por troca, onde o treinador austríaco Hutter procurou um homem mais fixo na área de Odysseas.

O Benfica continuou a não conseguir explorar nem as alas nem a zona mais interior do terreno, visto que a equipa de Frankfurt atacava de imediato, sempre que um passe encarnado era efetuado. Uma estratégia defensiva que resultou, pois a equipa encarnada perdeu muitas bolas cruciais. A última substituição encarnada deu entrada a Jonas e saída do lateral André Almeida. Aos 84 minutos, o Benfica teve a melhor oportunidade de golo com Salvio a fuzilar a baliza de Trapp, mas o ferro esquerdo da baliza alemã a travar o esférico de entrar na baliza do ex-PSG.

De imediato, o Frankfurt efetuou a segunda substituição, fazendo entrar Torró e saindo o autor do segundo golo, Rode, uma substituição que tentou reforçar a zona mais central do terreno, obrigando o Benfica a esforçar-se mais para ultrapassar aquela zona do terreno. Sem ideias e sem forma de jogo, o tempo foi passando e o Benfica não conseguiu criar perigo às redes adversárias, lutando também com várias pausas de jogo devido a jogadores aleijados e paragens de velocidade de jogo por parte da equipa adversária. A última substituição foi uma troca de centrais com Fallete dando lugar a Willems.

O Benfica perdeu em solo alemão por dois a zero, ficando pelo caminho da prova da Europa League. Uma eliminatória empatada a quatro bolas, mas os golos fora da equipa do Frankfurt acabaram por favorecer a equipa alemã.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Eintratch Frankfurt FAG – Kevin Trapp, Danny da Costa, David Abraham, Makoto Hasebe, Simon Falette (Jetro Willems, 90+2′), Gelson Fernandes, Gacinovic, Sebastian Rode (Lucas Torró, 86′), Rebic, Luka Jovic (Gonçalo Paciência, 76′) e Filip Kostic

SL Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida (Jonas, 79′), Rúben Dias, Jardel, Alex Grimaldo, Fejsa, Samaris (Pizzi, 70′), Gedson Fernandes, Rafa (Salvio, 72′), João Félix e Seferovic

Pavilhão João Rocha: o palco das decisões

Soube-se, esta semana, que o pavilhão João Rocha irá receber, nos dias 11 e 12 de maio a Final Four da Liga Europeia de hóquei em patins.

A fase final, que conta com três clubes portugueses (Sporting CP, SL Benfica e FC Porto) e com o FC Barcelona, será disputada pela primeira vez no Pavilhão João Rocha. Este é um marco importante para o clube de Alvalade, que marca presença nesta fase da competição, mas também organiza a prova.

Serão os homens de Paulo Freitas capazes de conquistar mais um título?
Fonte: Sporting CP

A três pontos do FC Porto nas contas do campeonato, os homens de Paulo Freitas irão, certamente, colocar todas as fichas em jogo no decorrer desta competição e não vão querer desiludir os adeptos, que marcarão de certeza uma presença massiva no Pavilhão.

Nas meias finais, o Barcelona irá defrontar o FC Porto e o Sporting terá pela frente o SL Benfica. Na primeira meia final, o favoritismo cai para os lados dos catalães e na segunda os leões são os favoritos, tendo em conta época não tão boa dos encarnados. Todavia, estes jogos são sempre ‘jogos de tripla’ e tentar ‘adivinhar’ estes resultados é claramente uma tarefa quase impossível.

Foto de Capa: Sporting CP

FC Porto: Um adeus inevitável

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Podia ter sido um dia histórico, mas não foi. Nas bancadas os adeptos pediam e acreditavam que era possível o FC Porto dar a volta à eliminatória e derrotar o Liverpool FC.

A crença chegou até aos jogadores, ao relvado e, em boa verdade, os primeiros 25 minutos diante do Liverpool FC foram de um domínio avassalador. Faltou o golo. Ainda assim, e contra a corrente do jogo, os minutos passaram e o sonho ruiu com o primeiro golo dos reds, que não desperdiçam oportunidades… o resto já toda a gente sabe e não há nada a acrescentar. Acabou o jogo, acabou o sonho, mas de uma forma digna. A honrar os valores da instituição e do símbolo que os jogadores carregam ao peito.

A temporada 2018/2019 vai ficar marcada pelo percurso muito bem conseguido do FC Porto na Liga dos Campeões. Os portistas foram a equipa que conseguiu, na fase de grupos, o maior número de pontos: 16. Fruto de cinco vitórias e um empate. O Dragão foi uma fortaleza. Em cinco jogos, incluindo o das fases a eliminar, o FC Porto somou quatro vitórias. Apenas diante do Liverpool FC é que caiu. Mas de pé. Apesar do resultado expressivo.

O apoio dos adeptos foi sentido pelos jogadores dentro das quatro linhas
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Na fase de grupos, os portistas apenas perderam pontos com o Schalke 04, ao empatar a um golo, na Alemanha. A partir daí foi sempre a ganhar. Jogo atrás de jogo. Levou de vencido o Galatasaray SK, o FK Lokomotiv e o FCG Schalke 04. Com destaque para Marega que esteve de pé quente e com vontade de entrar para a história do clube. E entrou.

Na fase seguinte, nos oitavos de final, os dragões mediram forças com a AS Roma. Em Itália, a equipa de Sérgio Conceição perdeu por 2-1, mas em Portugal, venceu por 3-1, no prolongamento. Numa partida em que os adeptos, mais uma vez, fizeram a diferença.

Depois de uma eliminatória sofrida, saiu na rifa os ingleses do Liverpool FC. Na memória ainda estava bem presente a época passada, em que o FC Porto perdeu por 5-0 em casa, naquela que foi a maior derrota dos portistas em casa nas provas europeias… mas este ano a história foi outra, apesar de números idênticos.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

25.ª Jornada do Girabola’19: Decisão do título será até ao fim

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A cinco jornadas do seu fim, o Girabola mantém-se bastante incerto quanto à decisão do título! A ronda 25 do principal campeonato de Angola jogou-se no dia 17 de abril, e foi recheada de muitos golos!

O líder 1.º de Agosto está empenhado em resolver a questão do título o mais rápido possível, e prova disso foi o resultado robusto alcançado na jornada! Na visita à província de Cabinda, os “Militares” deram uma resposta em força frente ao Sporting local, vencendo por 2-4. A vitória nunca em causa, uma vez que o D’Agosto esteve sempre por cima do jogo, dando poucas hipóteses aos visitados em sonhar com a conquista de pontos. O triunfo permite aos comandados de Dragan Jovic continuar no topo da classificação, com 54 pontos conquistados.

Dagó fez um dos quatro golos do 1.º de Agosto na vitória por 2-4
Fonte: 1.º de Agosto

O Petro também não se queria atrasar ainda mais na luta pelo título, e conquistou também os três pontos em disputa. Naquele que foi o jogo de cartaz da jornada, o conjunto petrolífero recebeu e bateu em sua casa o Interclube pela margem mínima, graças ao tento de Manguxi já perto do apito final do árbitro. A difícil vitória alcançada permite ao Petro manter a distância de três pontos para o líder, embora tenha ainda uma partida em atraso.

O Rec. Libolo foi surpreendido em casa pela “equipa sensação” da prova, o Desportivo da Huíla. Perante o seu público, a equipa do Calulo ainda foi para o intervalo a vencer por 1-0 (golo de Kaya na conversão de uma grande penalidade), contudo, na segunda parte, os visitantes conseguiram dar volta ao resultado, devido aos tentos apontados por Lionel e Manico. O desaire impediu o Libolo de subir patamares na tabela classificativo, mantendo o sétimo lugar com 31 pontos.

O Kabuscorp venceu nesta ronda. Na ida ao terreno do Saurimo FC, os homens do bairro do Palanca mostram a sua superioridade e venceram por 1-3 – os golos foram da autoria de Yuri (auto-golo), Ebunga e Taddy para o Kabuscorp, ao passo que Agôia fez o tento de honra do conjunto caseiro. O Kabusrcorp conseguiu igualar o Interclube no quinto posto da classificação, com 35 pontos.

Nos outros jogos, Académica do Lobito e Santa Rita de Cássia empataram a um golo, houve um nulo entre Cuando Cubango FC e Sagrada Esperança e vitória do Progresso do Sambizanga sobre o ASA por 2-1. O encontro entre Recreativo da Caála e Bravos do Maquis foi adiado devido ao mau tempo.

Em jeito de balanço, podemos concluir que o título ainda não está entregue e que será uma intensa luta entre o 1.º de Agosto e Petro de Luanda. Quem é que irá sair por cima nesta disputa? Iremos descobrir nos jogos que faltam disputar!

Foto de capa: 1.º de Agosto

Artigo revisto por: Jorge Neves

São precisos mais quantos anos?

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É um facto que o futsal feminino está em crescendo no velho continente e o ano de 2019 já nos trouxe até um Campeonato da Europa Feminino, o primeiro desta modalidade. Mas é certo também que só se deram passos em frente a nível de seleções porque quanto aos clubes continuamos à espera que a UEFA consiga organizar uma competição europeia.

Enquanto isso não acontece temos já o European Women’s Futsal Tournament. A competição vai para a terceira edição e vai reunir em Múrcia, Espanha, as campeãs nacionais dos respetivos países convidados (exceto a Itália). Assim, teremos a possibilidade de ver a jogar na mesma quadra as melhores equipas de futsal feminino do continente europeu.

Em 2019, vai, certamente, ser encontrado um novo campeão visto que o Atlético Navalcarnero foi quem venceu as duas edições já realizadas. A equipa de Madrid não foi a campeã da Liga Espanhola o ano transato e por este motivo não irá participar na competição deste ano.

O Atlético Navalcarnero foi a equipa vencedora nas últimas duas edições, mas este ano não irá marcar presença na competição
Fonte: Atlético Navalcarnero

No que diz respeito à participação de equipas portuguesas, na primeira edição o FC Vermoim foi o representante nacional e depois passou a responsabilidade de representar o país para o SL Benfica, que vai ter a sua segunda participação no torneio. Na edição de 2018, as “encarnadas” alcançaram a final, porém, foram travadas pelo Atlético Navalcarnero por 5-2. Este ano, procuram levantar o troféu que escapou o ano transato.

O SL Benfica vai ficar no grupo A que conta também com a equipa ucraniana do Inter Media Service, as vice-campeãs italianas do Kick Off C5 e ainda as holandesas do TPP Rotterdam. No grupo B ficaram as russas do FC Aurora St-Petersburg, o Jimbee Roldán FSF de Espanha, as polacas do AZS UAM Poznan e as croatas do MNK Alumnus. Depois da fase de grupos, o primeiro de cada grupo terá a oportunidade de jogar a final do torneio para chegar ao troféu.

FC Porto 1-4 Liverpool FC: A dura realidade do “Shark Tank”

Questionarmo-nos sobre a justiça ou falta dela no final de um jogo de futebol acaba por ser demasiado irrelevante, porque o desfecho, esse, não se altera, consoante a vontade da razão… e do coração. Este ‘second round’ entre dragões e reds confirma a regra. Um FC Porto mandão, com bola, pressionante e com imensas aproximações com perigo da baliza de Alisson. Já aos homens de Klopp bastou-lhes serem… eles mesmos. Frios, pragmáticos e assertivos. Dois pares de subidas à área de Casillas e ficou confirmada a tese.

A missão era hercúlea e a quantidade de golos desperdiçados na primeira vintena de minutos deitava tudo ainda mais a perder. Para piorar o cenário, Conceição deixara Soares no banco, cabendo a Otávio assumir as costas de Marega. As intenções do técnico portista, contudo, acabaram por lhe dar razão e só a inexistência de um golo lhe roubou acerto total.

Do outro lado, o homólogo alemão da formação inglesa replicou a surpresa e fez ‘descansar’ Firmino. Afinal, a vantagem era relativamente confortável, mas nem se pode falar em gestão quando em campo estava uma equipa fortíssima e muito, muito experiente. No lugar do brasileiro jogou Origi, que saiu ao intervalo para que o companheiro, pouco depois, matasse a reação portista ao golo que Mané, a aproveitar a permissividade da defesa azul e branco, apontou.

Perante o golpe duro no final da primeira parte, Conceição decidiu-se por deixar no balneário Otávio e lançar, enfim, a escolha mais óbvia: Soares. O problema para o FC Porto é que o Liverpool FC voltou a aplicar a receita mortífera. Contra ataque a explorar o adiantamento das linhas adversárias, bola nas costas e Salah a fazer o que melhor sabe.

Mané abriu a contagem, fazendo cair por terra as esperanças dos dragões
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

A questão já estava mais que arrumada, mas há que enaltecer a reação portista, em forma de golo, quando a bola saiu disparada do pé esquerdo de Alex Telles para a cabeça de Militão. O brasileiro foi a melhor unidade azul e branca e percebe-se, claramente, que tem capacidade para voar noutro patamar.

Esatava prometida uma ponta final empolgante, ainda com vinte minutos para jogar, não fosse a tal regra aplicar-se… em dose dupla. Primeiro, foi estendida uma passadeira a Milner, que pressentiu a desmarcação de Firmino, e endossou-lhe a bola, para o toque de cabeça triunfal. Tudo tão simples, mas tudo tão bem feito. Isto é a Champions, meus amigos. Equipas deste calibre não são complacentes e fazem o adversário lamentar o erro da pior forma possível.

O descalabro espreitou no Dragão quando Van Dijk apontou o quarto míssil no porta aviões azul e branco, mas a coisa ficou por aí. O castigo, sem dúvidas, foi demasiado duro e injus… bem, é futebol. Melhor, é futebol do mais alto gabarito, ao qual por estas bandas estamos pouco habituados. O dragão cedeu demais à necessidade de pensar se deveria destapar a defesa ou o ataque, já que fazê-lo ao mesmo tempo poderia ter trazido resultados bem piores. Os ingleses, por seu lado, não perdem tempo com esse tipo de questões existenciais, pois estão bem mais apetrechados e não se desorganizam praticamente nunca.

A imagem final de um dragão com argumentos acabou ofuscada pelo desnível do score, mas a verdade é que ninguém poderia pedir mais a quem está numa realidade bastante diferente. O facto de em boa parte do primeiro tempo se ter acreditado que seria possível pelo menos fazer tremer este gigante inglês, por si só, já é de louvar. Nota final para a injeção de moral que se soltou da bancada para o relvado, assim que a cabeça deixou de estar focada neste jogo. Foram 49 mil almas incansáveis no apoio.

 ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Casillas, Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona (Fernando Andrade, 78’), Brahimi (Bruno Costa, 81’), Otávio (Soares, 46’) e Marega.

Liverpool FC: Alisson, Alexander-Arnold (Joe Gomez, 66’), Matip, Van Dijk, Robertson (Henderson, 71’), Fabinho, Wijnaldum, Milner, Mané, Salah e Origi (Firmino, 46’).

Manchester City FC 4-3 Tottenham Hotspur FC: jogo de loucos dita passagem dos Spurs

Surreal! O Manchester City venceu o Tottenham por 4-3, num jogo impróprio para cardíacos, mas a formação de Guardiola fica pelo caminho na Liga dos Campeões. Num autêntico festival de golos, com quatro nos primeiros 20 minutos, a equipa da casa até foi superior, mas acaba por não seguir em frente, muito por culpa da má exibição na primeira mão.

O City precisava de marcar para seguir em frente na eliminatória e, logo aos quatro minutos, Sterling tratou disso mesmo: o internacional inglês enviou a bola para o lado direito da baliza de Lloris e fez o 1-0 no Etihad.

Ainda os adeptos de Manchester estavam a festejar o primeiro e já o Tottenham empatava a partida: sete minutos decorridos e Son aproveitava o erro de Walker para restabelecer a igualdade. Fica, no entanto, a sensação de que Ederson podia ter feito mais para evitar o golo do sul-coreano.

O jogo era de loucos e as duas equipas não se importavam de se submeter à loucura. Três minutos após fazer o 1-1, Son “imitou” Sterling e fez o 2-1 com um remate colocado ao poste direito.

Quem pagou bilhete para assistir ao encontro acabou por ter direito a um festival, com golos a surgirem de todas as maneiras e feitios. Aos 11 minutos, Agüero descobriu Bernardo sozinho na área e o português, com o melhor pé, fez o 2-2. A bola ainda bateu em Rose antes de entrar na baliza.

1, 2, 3, 4 e… 5! O quinto golo do desafio chegava aos 21 minutos, e pelos mesmos intervenientes do 1-0: De Bruyne cruzou tenso e rasteiro para uma zona perigosíssima da área dos Spurs, e Sterling só teve de encostar para fazer o 3-2. Contudo, o City precisava de mais um para poder sonhar com as “meias”.

O português Bernardo Silva fez o 2-2 no festival de golos do Etihad
Fonte: UEFA

O segundo tempo começou ao mesmo ritmo do primeiro, com os citizens com o pé no acelerador, mas Bernardo, Sterling e De Bruyne não conseguiram concretizar as oportunidades que tiveram. Os números do conjunto de Guardiola só aumentaram aos 59 minutos, por intermédio de Kun Agüero: o ponta de lança argentino, bem ao seu estilo, fuzilou as redes de Lloris e fez o 4-2.

A contagem parecia não terminar e, aos 73 minutos, o Tottenham voltou a estar com um pé nas meias-finais da Liga dos Campeões: canto de Trippier, e Fernando Llorente, com a anca, fez o 4-3 em Manchester. O lance ainda mereceu a análise das imagens do VAR, mas o árbitro Cüneyt Çakır entendeu que não houve mão na bola do espanhol.

Já depois dos 90, Sterling fez o 5-3 e o golo que colocava os citizens na próxima fase da Champions. Contudo, por indicação do VAR, Cüneyt Çakır invalidou o lance devido a um alegado fora de jogo.

Após uma primeira mão em que os Spurs banalizaram a estratégia de Guardiola, o Tottenham saiu derrotado da segunda mão, mas com um sorriso na cara, num desfecho que tem muita mão de Pochettino. O técnico argentino continua o bom trabalho ao leme do clube londrino e vai agora jogar a sua primeira meia-final de Champions, frente à surpresa desta edição, o AFC Ajax.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Manchester City FC: Ederson, Walker, Kompany, Laporte, Mendy (Sané, 84’); Gündoğan, De Bruyne, David Silva (Fernandinho, 63’); Bernardo Silva, Sterling, Agüero.

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier, Alderweireld, Vertonghen, Rose (Sánchez, 90’); Sissoko (Llorente, 41’), Wanyama, Eriksen, Alli, Lucas (Davies, 82’); Son.

11 de jovens da Segunda Liga (extra-equipas B)

A Segunda Liga é um campeonato bastante competitivo. E apesar de neste a experiência ser mais predominante, também tem havido espaço para jogadores jovens se afirmarem e mostrarem o seu valor.

APOSTA JÁ NA SEGUNDA LIGA PORTUGUESA!

Como tal, irei apresentar aqui um onze de jogadores de destaque na Segunda Liga com uma idade máxima de 25 anos, que não se encontram nas equipas ‘B’ nem estão emprestados por clubes da Primeira Liga.

Jérémy Mathieu: a classe não tem idade

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Jérémy Mathieu está ao serviço do Sporting Clube de Portugal pela segunda época. Normalmente, Mathieu é uma peça-chave no clube de Alvalade, sendo um dos habituais titulares.

O defesa-central francês fez a sua formação no Sochaux, passando posteriormente pelo Toulouse. As boas exibições valeram uma transferência para os espanhóis do Valência CF, clube que representou durante cinco temporadas, tendo disputado 177 jogos e marcado 7 golos. Na época 2014/2015 ruma ao FC Barcelona a troco de 20 M€. Nos blaugrana venceu uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, duas Ligas Espanholas e três Taças do Rei. Passadas três temporadas no clube catalão, rumou ao Sporting para continuar a demonstrar a sua qualidade no futebol português.

Jérémy Mahtieu é um dos pilares do Sporting, soma 75 jogos e 6 golos
Fonte: Sporting CP

Desde a sua chegada a Alvalade, o internacional francês passou a ser um titular indiscutível para qualquer treinador. Mathieu forma com Coates a dupla de defesas-centrais que mais garantias dão ao treinador leonino Marcel Keizer. No entanto, quando o técnico do Sporting opta pelo esquema de três defesas, Mathieu mantém-se como indiscutível na estrutura defensiva do Sporting.

Jérémy Mathieu hoje com 35 anos, continua a ter condições físicas extraordinárias, sendo veloz, com qualidade de passe – o que torna importante na primeira fase de construção – com um sentido de posicionamento e capacidade de desarme muito fortes. É fundamental na equipa leonina e neste seu regresso após lesão, o Sporting soma sete vitórias consecutivas. Na última jornada da Liga, Mathieu fez inclusivamente um dos golos do Sporting, na vitória por 3-1 na Vila das Aves.

No entanto, o futuro de Mathieu ainda está por decidir. O defesa-central termina o seu vínculo com o Sporting no final da época. Dada a sua importância para a equipa, seria fundamental que o clube prolongasse a ligação com um jogador de enorme classe e qualidade.

Todavia, nesta temporada ainda há um objetivo a cumprir: vencer a 17ª Taça de Portugal do palmarés do clube. Para essa missão será fundamental contar com Jérémy Mathieu na sua melhor forma, para que assim o francês conquiste mais um título de verde e branco, após ter vencido duas Taças da Liga.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira