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CD Nacional 0-1 Sporting CP: Super Phellype cimenta terceiro lugar

O Sporting CP foi à Madeira vencer o CD Nacional e somar a sua sétima vitória consecutiva na Primeira Liga Portuguesa – subindo para oito consecutivas em todas as competições – sendo esta a sua melhor série sob o comando do holandês Marcel Keizer.

Numa partida dominada por completo pelo Sporting CP, este viu as suas investidas desde cedo, serem anuladas pelo guarda-redes da casa. Daniel Guimarães defendeu (quase) tudo o que conseguiu e foi mantendo a sua equipa dentro da disputa do resultado. Foi um CD Nacional bastante desorganizado a nível defensivo. Apesar disso, o Sporting CP entrou algo apático, lento e com pouca intensidade no jogo e nunca fez uma exibição acima da média, como havia feito em jogos anteriores, sendo que ainda assim foi sempre superior.

Com a ausência de Wendel, Marcel Keizer optou por colocar Doumbia no meio-campo. No entanto, por vezes foi possível verificar que ora era Gudelj na posição “6”, ora era Doumbia. Foi mais um duplo-pivot do que um 4x3x3 com um triângulo invertido. Isto prejudicou a equipa lisboeta, sobretudo no que toca a níveis de criatividade e organização. Só perto do minuto 20 se fez sentir o lance de maior perigo do ataque forasteiro. O maestro leonino Bruno Fernandes combina com Diaby – hoje titular no lugar de Raphinha – e remata à baliza, para defesa de Daniel Guimarães. Mais tarde, foi Jovane a testar a atenção do guarda-redes da casa, com um remate em arco a partir da esquerda. No entanto, foi mesmo o maliano Diaby que dispôs da melhor oportunidade na primeira parte. Isolado dentro da área, permitiu a Daniel Guimarães mais uma defesa e impedir o golo leonino.

Doumbia foi o escolhido para render Wendel no onze leonino
Fonte: Liga Portugal

Ao intervalo, o Sporting CP já contava com 15 remates, sendo que o nulo era benéfico para a equipa de Costinha que não demonstrou sinais de perigo, nunca incomodando verdadeiramente Salin – que foi titular, no lugar de Renan devido à expulsão do brasileiro no encontro anterior.

A segunda parte foi mais do mesmo e os Leões dominavam as ações do jogo, ainda que sem resultados práticos. A equipa entrou pressionante e subida no terreno. Diaby ainda tentou o golo após belo cruzamento de Doumbia mas foi apenas aos 63 minutos que a muralha madeirense se desfez. Através de uma bola parada, Luiz Phellype inaugura o marcador após cruzamento de Marcos Acuña. Com o Sporting CP em vantagem, o jogo ficou ainda mais morno e a vantagem forasteira nunca esteve em perigo. O Sporting geriu e saiu da Madeira com mais três pontos.

Um golo solitário de Luiz Phellype, foi vital para os Leões somarem os três pontos e reforçarem assim o terceiro lugar, tendo mais seis que o SC Braga que joga apenas este sábado, diante do Feirense. Já a equipa liderada por Costinha, soma a sua 17ª derrota na presente temporada e cai novamente para zona de despromoção.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Nacional: Daniel Guimarães, Nuno Campos, Júlio César, Rosic, Filipe Ferreira (Riascos, 81), Tissone, Palocevic, Vítor Gonçalves, Avto (Witi, 62), João Camacho (Okacha, 75) e Rochez.

Sporting CP:  Salin, Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña, Gudelj (Miguel Luís, 85), Doumbia, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Jefferson, 82), Diaby (Francisco Geraldes, 90) e Luiz Phellype.

CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part III

Há cerca de ano e meio, em conversa com o Mário Cagica, calhou em conversa falarmos sobre CM01/02, ou Championship Manager 01-02, em Tó Madeira e em fazer algo sobre o mesmo aqui no Bola na Rede.

Na altura seguia o trabalho que o Ian Macintosh fazia (e faz) no Set Pieces, e onde começou um projecto no Everton FC na tentativa de o levar à glória em Terras de Sua Majestade.

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part I

O início do projecto no CM0102 foi marcado por altos e baixos, mas a chegada de duas “Superstars” ao José Gomes voltou a colocar as esperanças, e as exigências, em altas.

A derrota em Coimbra contrastou com uma sequência de vitórias e, a meio de Outubro, o Estrela vive momentos de tranquilidade.

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part II

Os 5 jogadores mais influentes na época do FC Porto

O FC Porto tem realizado, até ao momento, uma excelente época. Começou por conquistar a Supertaça, atingiu a final da Taça da Liga, assegurou a presença na final da Taça de Portugal, atingiu os quartos-de-final da Liga dos Campeões e, no Campeonato, continua em luta “ombro a ombro” com o SL Benfica. Vários jogadores dos azuis a brancos tem estado em destaque realizando uma época de grande qualidade. Neste artigo desatacamos os cinco que, na nossa opinião, são os mais preponderantes na boa época portista.

CD Cova da Piedade 1-1 Leixões SC: Evandro Brandão salvou um ponto no último segundo

Cova da Piedade e Leixões chegaram à 30.ª jornada da Segunda Liga separados por apenas um ponto na tabela, com as duas formações a garantirem, praticamente, a permanência em caso de triunfo.

Vindas de vitórias pela margem mínima frente a SC Braga B e Mafra, respetivamente, os dois treinadores realizaram um par de alterações nos seus onzes, com Boubakary Diarra e Sami a jogarem de início no Piedade, enquanto Matheus Costa e André Clóvis eram aposta de Jorge Casquila.

No encharcado relvado do Estádio Municipal José Martins Vieira, o Cova da Piedade conseguiu passar boa parte dos primeiros 15 minutos no meio-campo do Leixões e podia mesmo estar em vantagem numérica logo no primeiro minuto, com Stanley a ser agarrado à entrada da área; mas o árbitro nada assinalou.

A equipa da Margem Sul esteve muito perto de abrir o marcador no quarto de hora inicial, com Pedro Coronas a subir pela direita, a cruzar ao segundo poste, onde apareceu Hugo Firmino a atirar com força; mas Tony Batista conseguiu desviar a bola, com estrondo, para a barra.

O Leixões tentava responder, mas a linha defensiva do Piedade mostrava-se sólida, a tirar com prontidão a bola de perto da área, enquanto as bolas nas costas por parte dos homens de Miguel Leal revelavam-se um verdadeiro problema para os leixonenses.

Não surpreendeu, então, que os locais inaugurassem o marcador aos 23 minutos, com mais uma corrida pela direita de Pedro Coronas a deixar a bola na área, onde Stanley atrasa para Sori Mané e o costa-marfinense assiste Hugo Firmino, que remata colocado e em força para o 1-0 do Cova da Piedade.

O Leixões não conseguia aproximar-se sequer da baliza local, com Moreira a apenas tocar na bola em ocasionais passes perdidos dos visitantes, e o Piedade aproveitava para criar perigo com um jogo direto letal para os centrais e o lateral-esquerdo do Leixões, muitas vezes apanhados em contrapé.

Aos 37 minutos, e como exemplo da dificuldade em sair a jogar dos homens de Jorge Casquilha, o Leixões recupera a bola e pode iniciar o ataque em superioridade numérica, mas os jogadores demoram muito tempo a circular a bola e a defesa local recompõe-se facilmente, perdendo-se o que poderia ser um momento de perigo.

O intervalo chegou com a vantagem do Cova da Piedade, perfeitamente merecida, e com Jorge Casquilha a ter de mudar alguma coisa para sair com pontos da Margem Sul.

Hugo Firmino voltou a estar em destaque, mas não conseguiu levar à vitória o Cova da Piedade
Fonte: CD Cova da Piedade

A segunda parte mostrou mais equilíbrio, mas o Leixões continuava com grandes dificuldades em incomodar Moreira, com um remate desenquadrado de Luís Silva e um livre de Zé Paulo a serem despachado pela defesa do Piedade e a serem as poucas oportunidades para incomodar o guarda-redes, por parte dos leixonenses.

Já o Cova da Piedade mantinha-se incisivo no jogo direto, criando imenso perigo para a baliza de Tony Batista. Aos 57 minutos, um cruzamento de Sami, na direita, chegou a Cele, que, num pontapé de bicicleta, atirou ligeiramente ao lado.

O Leixões respondia à desvantagem como podia, mas raramente mostrou assertividade para criar real perigo de golo, como aconteceu aos 60 minutos, quando Jorge Silva entra pelo meio-campo do Piedade, chega à área, mas não tem a capacidade para atirar à baliza, com a bola a acabar por circular entre vários jogadores até passar o perigo para a defensiva local.

Com o sol a aparecer em Almada, as oportunidades de golo “secaram”, com o Cova da Piedade a controlar o ritmo de jogo e a ser menos ofensivo, enquanto o conjunto de Matosinhos teimava em não conseguir passar pela barreira defensiva local, com um remate de fora da área de Felipe Ribeiro a ser um dos poucos vislumbres de perigo do segundo tempo.

Já com Anacoura na baliza, substituindo o lesionado Moreira, o Cova da Piedade entrou nos sete minutos de desconto para controlar a vantagem mínima, mas foi surpreendido na último jogada do desafio. Rodrigo Martins perdeu a bola num ataque pela direita e o Leixões partiu para o contra-ataque; houve um cruzamento largo para o segundo poste, onde um primeiro remate foi bloqueado, mas, na recarga, Evandro Brandão encostou para um empate dramático para o conjunto de Matosinhos.

Este foi um balde de água gelada sobre os adeptos locais e deixou os homens de Miguel Leal vivos na luta pela manutenção.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Cova da Piedade: J. Moreira (J. Anacoura, 88’), P. Coronas, Allef, Willyan, Evaldo, B. Diarra, T. Cele (A. Carvalhas, 62’), S. Mané, H. Firmino, Sami (R. Martins, 72’), A. Stanley.

Leixões SC: T. Batista, J. Silva, M. Costa, P. Monteiro, D. Poloni (A. Ceitil, 83’), Zé Paulo, A. Oudrhiri (F. Ribeiro, 65’), L. Silva, Erivaldo (Camará, 72’), E. Brandão, A. Clóvis.

Estoril-Praia SAD 3-1 UD Oliveirense: jogo apenas com uma parte

Estoril-Praia SAD e UD Oliveirense encontraram-se esta tarde de sexta-feira santa para medir forças em jogo a contar para a trigésima jornada da Segunda Liga.

Ambas as equipas vinham de resultados menos felizes, uma vez que ambos os emblemas haviam escorregado e perdido as últimas partidas com os seus respetivos adversários – o Estoril havia perdido 3-1 com o SC Farense e o Oliveirense saiu derrotado frente ao SL Benfica B por 2-1.

O jogo começou intenso e muito bem disputado. Ambas as equipas entraram no relvado com vontade de impor o seu jogo, mas a verdade é que o Estoril foi bem mais eficaz nisso mesmo.

Logo antes do primeiro minuto da partida, Yan desperdiça uma excelente oportunidade pela direita, onde o Estoril esteve quase a adiantar-se no marcador. A resposta do Oliveirense veio dois minutos depois, por intermédio de Miguel Sila que, à entrada da área, rematou forte mas por cima.

O início do jogo teve oportunidades de ambos os lados, mas a equipa estorilista foi sempre a autora das oportunidades mais flagrantes. Aos oito minutos, numa das investidas do Estoril, a equipa da casa vê um penálti assinalado a seu favor que é convertido em golo pelo seu capitão de equipa – Roberto.

A resposta do Oliveirense foi positiva que, logo após sofrer o golo, impulsiona um ataque pela direita através de um cruzamento de Alemão. Fati não consegue alcançar a bola ao segundo poste e a mesma acaba por sair pela linha de fundo. Poucos minutos depois, o mesmo protagonista no cruzamento, Alemão, e desta vez outro atacante perdulário: Bouldini não consegue concretizar mesmo em frente à baliza.

A equipa da linha esteve sempre pressionar alto e a não permitir que o Oliveirense passasse do seu meio campo defensivo. E a verdade é que toda a pressão foi bastante eficaz: o ascendente do Estoril tornou-se cada vez mais evidente e o 2-0 não tardou a aparecer, mais uma vez, por Roberto que bisou assim na partida.

A partir do segundo golo, a equipa do Oliveirense decaiu muito. A prematuridade dos golos prejudicou, e muito, o espetáculo. O Estoril a partir de certa altura começou a controlar o jogo com posse de bola e o seu adversário sem conseguir responder dentro de campo. Pouco antes de acabar a primeira parte, aos 41 minutos de jogo, e depois de uma inacreditável passividade dos centrais do Oliveirense consequente de um mero lançamento lateral pouco para lá do meio-campo, o Estoril consegue dilatar ainda mais a vantagem. Yan, que até ali já tinha ameaçado várias vezes a baliza de Coelho, conseguiu finalmente abanar o fundo das redes da equipa adversária.

O pouco tempo que restava da primeira parte não prometia muito, mas a verdade é que ainda houve tempo para o Oliveirense encurtar a desvantagem no marcador. Depois de uma falta no corredor direito, Diogo Clemente cobra o livre de forma exímia e Miguel Silva só teve mesmo que encostar de cabeça. Estava feito então o 3-1 mesmo no final da primeira parte.

Estoril Praia e Oliveirense defrontaram-se esta tarde em jogo a contra para vigésima jornada da Segunda Liga
Fonte: Bola na Rede

A ida para os balneários não fez grande diferença e a verdade é que o jogo pouco ou nada mudou após o intervalo. O Estoril manteve-se a equipa com mais oportunidades e só não marcou mais golos por alguma desinspiração de Dadashov que entrou para substituir Roberto aos 37 minutos. Por duas vezes, e isolado dentro da grande área, o ponta-de-lança não foi feliz a decidir e a sua hesitação foi traiçoeira nas oportunidades que teve para fazer o 4-1.

A meio da segunda parte, o ritmo já não era e nem podia ser o mesmo, mas as oportunidades continuaram a aparecer. Aos 67 minutos, Gorré ameaçou na frente de ataque, mas Coelho, muito bem a fazer a mancha, deu pouco espaço para o número 46 da equipa da casa adiantar-se ainda mais no marcador.

O Oliveirense, por sua vez, continuava a equipa tímida da primeira parte. As suas aproximações à área estorilista pautaram-se maioritariamente por lances de bola parada que em nada resultaram. Aos 75 minutos, o Oliveirense beneficiou de um livre central à entrada da área cobrado por Paraiba ao qual Thierry responde com uma defesa tranquila. A partida a partir de certa altura já estava mais do que sentenciada e os jogadores perceberam isso mesmo. O ritmo baixou substancialmente e as oportunidades também. O jogo começou também a ter muitas paragens, o que dificultou a fio de jogo de qualquer um dos conjuntos.

Ainda houve tempo para algumas investidas do Estoril, impulsionadas por Furlan que com um dos seus potentes remates ainda assustou perto da baliza de Coelho, mas que em nada resultaram. Estava então decidida a partida desta tarde no António Coimbra da Mota, onde o Estoril foi mais feliz ao vencer por 3-1.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril Praia SAD: Thierry, Basso, Cícero, J. Patrão, Roberto (Subst. Dadashov, 37’), J. Góis, Miguel Rosa, Gorré, Sandro Lima (Subst. Filipe Soares, 80’), R. Furlan, Yan (Subst. Belima, 72’).

UD Oliveirense: Coelho, Diogo Sousa (Subst. 62’, Paraiba), Sérgio, Filipe Gonçalves, Diogo Clemente, Alemão, Mathaus, Fati, Miguel Silva, Bouldini, Oliveira (Subst. Agdon, 59’)

Momento de decisões

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Já se disputaram 25 jornadas do principal escalão do futsal português, o que significa que apenas falta jogar uma ronda. Por norma, a luta pelos oito primeiros lugares disputa-se até ao último jogo mas este ano a situação foi um pouco diferente, uma vez que já conhecemos os oito apurados para o play-off. No entanto, existem vários pontos de interesse nesta derradeira jornada, seja na acesa disputa por um melhor lugar na fase seguinte, ou na luta desesperada para evitar a despromoção imediata.

Os verde e brancos ainda têm hipóteses matemáticas de terminar em primeiro lugar a fase regular
Fonte: Sporting CP

A “briga” pelo primeiro lugar nesta fase regular ainda não está encerrada, dada a diferença de dois pontos entre SL Benfica e Sporting CP, mas sobretudo pela difícil deslocação que espera o atual líder do campeonato, ou seja, uma visita ao Minho para enfrentar o sempre difícil conjunto do SC Braga/AAUM.

A equipa leonina tem um jogo teoricamente menos exigente, no campo do já despromovido Rio Ave, mas o perigo da perda de pontos está sempre à espreita. Não é expectável que a situação se altere mas ainda é matematicamente possível, pelo que teria que assinalar aqui esta situação. O terceiro lugar já está definido, e foi a equipa de Sandim, o MODICUS, a garantir o último lugar do pódio.

A luta pelo quarto lugar está animada e promete emoção até ao fim, com a AD Fundão, Leões de Porto Salvo e SC Braga a terem hipóteses de chegar ao fim do campeonato no quarto posto. A tarefa dos guerreiros do Minho não se antevê nada fácil, como já referi anteriormente, sendo que o Fundão “apenas” precisa de ganhar na receção ao FC Unidos Pinheirense para selar o seu quarto lugar na fase regular, ao passo que os Leões precisam de vencer o seu jogo em casa com a Quinta dos Lombos e esperar pela derrota dos beirões para poderem chegar ao quarto posto.

As contas dos bracarenses são um pouco mais complexas: precisam de vencer o Benfica e esperar pela derrota da Desportiva do Fundão e por um deslize da turma de Porto Salvo. Na luta pelo sétimo lugar temos o CRC Quinta dos Lombos (sétimo) e o Elétrico FC de Ponte de Sor (oitavo). Os lisboetas apenas dependem de si para manter a sua posição na tabela, no entanto tem uma deslocação teoricamente complicada e exigente a Porto Salvo. Os alentejanos recebem o já descansado MODICUS, algo que pode jogar a seu favor, no entanto necessitam de uma pequena ajuda dos Leões na última jornada.

Finalmente, a luta pela manutenção no principal escalão, que se resume a FC Unidos Pinheirense (12.º) e a Viseu 2001 (13.º). Dois pontos separam os dois emblemas com vantagem no confronto direto para o Pinheirense, pelo que apenas um triunfo dos viseenses na receção a um tranquilo CF “os Belenenses” conjugada com uma derrota dos gondomarenses na visita ao Fundão poderá evitar a despromoção dos comandados de Paulo Fernandes. Existem muitos pontos de interesse nesta última jornada pelo que vale a pena acompanhar esta última jornada bem de perto e com atenção. 

Foto de Capa: Viseu 2001 Futsal

Acendem-se as luzes do Crucible Theatre para mais uma edição do Mundial de Snooker

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Está marcada para este Sábado a tacada inicial de mais uma edição do campeonato do mundo de snooker. A competição pela qual todos os fãs da modalidade aguardam, decorrerá nas próximas três semanas no mítico Crucible Theatre, em Sheffield, Inglaterra, estando a final da competição agendada para o dia 6 de Maio.

O quadro desta competição é composto por 32 jogadores, sendo que os 16 melhores classificados do ranking mundial já tinham o seu lugar assegurado no quadro final da competição, enquanto os restantes 16 tiveram de passar por um árduo processo de qualificação e só esta semana conseguiram garantir o seu lugar no quadro principal.

Existiam 128 candidatos aos 16 lugares que ainda se encontravam em aberto e, depois de uma semana muito intensa, ficaram concluídos esta Quarta-Feira os jogos de qualificação que definiram o lote de 32 finalistas.

Esta Quinta-Feira realizou-se o sorteio que definiu o quadro final da competição, sendo que o mesmo não decorre de forma livre, existindo restrições na forma como o mesmo é efetuado, sendo a mais relevante o facto de nenhum jogador do Top-16 se defrontar nesta primeira ronda. Significa isto que, cada um dos 16 jogadores apurados nas qualificações desta semana defrontará um dos 16 já apurados por pertencer ao Top-16 do ranking mundial.

Para além disso, os jogadores que ocupam os lugares cimeiros do ranking estão distribuídos pelo quadro de forma a que só se defrontem entre si nas fases mais avançadas da competição (se alcançarem essas fases).

É evidente que, numa modalidade tão equilibrada como o snooker, qualquer um dos 32 jogadores presentes neste torneio terá qualidade suficiente para eliminar um dos restantes 31 jogadores em competição.

Isso não invalida, no entanto, que existam alguns nomes apontados como principais candidatos a levantar o troféu mais desejado do circuito no próximo dia 6 de Maio.

A prova disso está presente no quadro abaixo, que resume uma consulta de três sites de apostas desportivas distintos, de forma a comparar quais os jogadores considerados favoritos para cada um deles.

Lista de Favoritos a vencer a competição para as casas de apostas Bet365, Betway e UniBet (consultada a 17 de abril)
Fonte: Diogo Reganha

Torna-se evidente que existe alguma unanimidade no que se refere à lista dos principais candidatos a vencer o Campeonato do Mundo deste ano.

Apesar das ligeiras oscilações nas Odd’s apresentadas em cada um dos sites, a realidade é que todos eles apresentam como principais favoritos os mesmos cinco jogadores e precisamente pela mesma ordem.

Ronnie O’Sullivan, como vem sendo hábito, pelo seu estatuto e pela sua performance ao logo de toda a época, parte com uma considerável dose de favoritismo para o Crucible. O jogador, que é por muitos considerado o melhor jogador de todos os tempos, voltou a realizar uma época notável, com vitórias em diversas competições (UK Championship, Coral Players Championship, Coral Tour Championship, Shanghai Masters e Champion of Champions) e foi ainda finalista vencido no Northern Ireland Open e no Dafabet Masters.

Numa época em crescendo, voltou a bater diversos recordes, sendo talvez o mais mediático, o facto de ter alcançado o seu milésimo Century da carreira, algo que nenhum outro jogador esteve sequer próximo de alcançar.

O Rocket, que chega a esta competição na liderança do ranking, procura aqui a sua sexta vitória em campeonatos do mundo, competição que já lhe foge desde 2013.

Ronnie O’Sullivan é o favorito das casas de apostas à vitória final
Fonte: World Snooker

Na segunda posição dos favoritos à vitória final, as casas de apostas colocam Judd Trump, o que poderá ser algo surpreendente tendo em conta a época que realizou. Desde uma fase muito precoce da sua carreira que Trump lhe viu ser colocada uma fasquia muito alta. Talvez demasiado alta para aquilo que verdadeiramente conseguiu alcançar até ao momento. Aos 29 anos continua em busca da oportunidade de brilhar no Crucible e de corresponder às expectativas que lhe foram colocadas desde cedo, vencendo um campeonato do mundo.

Portugal bem encaminhado, mas ainda não qualificado

Dois anos depois da derrota na final, a seleção Portuguesa regressa a Montreux para recuperar o cetro perdido no derradeiro jogo da edição de 2017 frente à Argentina. O que colocou um travão à série de quatro vitórias consecutivas entre os anos de 2009 e 2015.

Ao início da tarde de quarta-feira teve início a 68ª edição do Torneio de Montreux, também conhecido por Taça das Nações. 

A prova arrancou com uma partida bastante interessante, referente ao grupo A, que colocou frente a frente as seleções de Espanha e Angola. A La Roja, comandada pelo argentino Alejandro Domínguez, apresentou-se na Suíça com uma equipa repleta de jovens promessas, mas da qual poucos ou nenhum deverá fazer parte dos dez que participarão nos Roller Games no próximo mês de julho. O conjunto africano, por seu lado, com muitos dos seus melhores jogadores até começou a perder, tendo estado com uma desvantagem de 3-1. Todavia, ainda antes da pausa, Angola conseguiu chegar ao empate por intermédio do experiente Martín Payero. Na segunda metade, espanhóis e angolanos proporcionaram um encontro bastante equilibrado, mas a cerca de dez minutos do fim, Payero concluiu o seu hacttrick através da conversão de um livre-direto. Apontando um golo que se veio a revelar decisivo e histórico, pois, garantiu o triunfo de Angola por 4-3. Após alguns jogos muito apertados nos últimos anos, a seleção africana alcançou, finalmente, a sua primeira vitória de sempre diante da Espanha. 

O segundo e terceiro encontros da ronda inicial do Torneio de Montreux não tiveram grande história. Na partida inaugural do grupo B, a Argentina, a campeã em título da prova, não deu qualquer hipótese ao jovem conjunto transalpino orientado por Massimo Mariotti, tendo goleado por 6-2. Uma boa demonstração de força da seleção albiceleste que, a par de Portugal, levou a solo suíço grande parte dos seus pesos pesados e é dos principais candidatos a vencer a competição. Continuando no grupo B, a França não teve qualquer dificuldade em vencer a equipa da casa, o Montreux Hockey Club, goleando a frágil formação suíça por claros 8-1. 

No jogo que encerrou o dia 1 da 68ª edição da Taça das Nações, Portugal realizou uma primeira parte a muito bom nível, demonstrando boas dinâmicas ofensivas e defensivas, tendo chegado ao intervalo a vencer a Suíça por 4-0. Nos segundos vinte e cinco minutos, apesar de ter conseguido marcar por duas ocasiões, com dois tentos suíços pelo meio a colocar o marcador em 6-2, a seleção portuguesa baixou os seus níveis exibicionais e deu algum alento ao conjunto vermelho e branco. Desta forma, suportada pelas boas exibições dos jovens irmãos Gian e Raphael Rettenmund e do também jovem guardião Tiziano Tatti, a Suíça cresceu e conseguiu reduzir a diferença para 6-4. Portugal tentou reagir, mas acabou por seu “auxiliado” com dois penaltis a seis e cinco minutos do fim, que Gonçalo Alves concretizou, colocando o marcador em 8-4. Já dentro dos últimos sessenta segundos, João Rodrigues fixou o score final em 9-4. 

Gonçalo Alves foi dos melhores da seleção portuguesa no encontro contra a Suíça
Fonte: Coupe des Nations

A ronda dois da competição teve início com mais um encontro interessante, desta feita do grupo B, mas que terminou com um resultado bem difícil de antecipar. Num duelo entre italianos e franceses, os jovens transalpinos apareceram de cara lavada e não deram qualquer hipótese à igualmente jovem França. Que ao ter sido goleada por 9-2, desperdiçou a oportunidade de selar a qualificação para as meias-finais. Por outro lado, com esta vitória, Itália reentra na luta do apuramento. A seleção gaulesa, se quiser passar, terá que vencer a Argentina. 

Após uma entrada em falso no Torneio de Montreux, a Espanha regressou à pista do Salle Omnisports transfigurada para melhor. Com um ritmo muito elevado, pressão alta e aproveitando o desgaste que a Suíça havia tido na véspera no encontro contra Portugal, a La Roja chegou ao intervalo a vencer por 4-0. O segundo tempo não trouxe nada de novo, com a Espanha a manter a intensidade e a aumentar a diferença até aos 9-0. A partir desse score, a seleção espanhola retirou o pé do acelerador, mas até ao final ainda conseguiu marcar mais dois golos, com a Suíça a fazer o seu tento de honra pelo meio. Três pontos que colocam a atual campeã mundial e da europa nas contas da qualificação do grupo A.

No principal jogo da segunda jornada da prova, Portugal e Angola protagonizaram um encontro bastante equilibrado, mas a seleção orientada por Renato Garrido acabou por levar a melhor, vencendo por 4-2. A equipa das quinas teve sempre o controlo do jogo e apesar de nem sempre conseguir alcançar a baliza angolana com qualidade, foi muito pragmática e eficaz. Girão voltou a ser importante, pois, impediu uma enorme recuperação de Angola de 0-3 para 3-3 e momentos depois, Hélder Nunes concretizou um livre-direto referente à 10ª falta do conjunto africano, colocando um ponto final no ímpeto angolano. Assim como assegurou mais três pontos para a seleção portuguesa. Mesmo com duas vitórias em dois jogos, Portugal ainda não tem a qualificação garantida. Para tal, se Angola vencer, terá de ganhar ou não perder com Espanha. Se Angola perder, a equipa lusitana está automaticamente qualificada para a fase seguinte. Os golos serão um elemento importante. 

A partida que fechou o dia 2 do torneio não foi tão interessante como o de 2017, onde Montreux deu um ar da sua graça, com a Argentina a vencer a equipa da casa por 5-1. Vitória que deixa a formação albiceleste quase nas meias-finais, numa situação parecida com a de Portugal. 

O calendário da terceira jornada da fase de grupos do Torneio de Montreux é o seguinte:

  • 14h00-Suíça vs Angola
  • 16h00-Itália vs Montreux HC
  • 18h00-Argentina vs França
  • 20h00-Portugal vs Espanha

Todos os jogos da competição podem ser vistos através do seu canal de Youtube.

Foto de Capa: Coupe des Nations

Querer é poder

No passado domingo, o Atlético Clube de Portugal, mítico clube Lisboeta de Alcântara, garantiu a segunda subida de divisão consecutiva. Perante o ADCEO, com quase 2 mil pessoas nas bancadas do Estádio da Tapadinha, o Atlético CP venceu por 2-1 e garantiu assim, a quatro jornadas do fim, a tão desejada subida de divisão da Honra para a Pró Nacional.

O jovem plantel do Atlético CP (a média ronda os 22 anos) “despachou” a subida de divisão com 22 vitórias em 26 jogos, tendo empatado três vezes e perdido apenas um jogo. Para além disso, são também o melhor ataque e defesa do campeonato, o que prova o valor da equipa, que cedo provou ter nível a mais para estas andanças.

No arranque da temporada, o discurso do presidente, Ricardo Delgado, e do treinador principal, Carlos Alves (filho do histórico João Alves, atualmente timoneiro da Académica OAF), passava pela subida ao Campeonato de Portugal nos próximos dois anos, ou seja, esta subida da Divisão de Honra não significa um sentimento de missão cumprida, mas sim de uma etapa concluída rumo à verdadeira meta do clube: regresso ao Futebol nacional em agosto de 2020.

Carlos Alves foi o escolhido para liderar a equipa até aos campeonatos nacionais
Fonte: Atlético CP

O clube, depois de baixar à última divisão do Futebol português após diferendo com a SAD, reergueu-se sob a batuta de uma presidência e estrutura responsáveis, que estão a limpar a imagem do clube, dando-lhe um verdadeiro futuro. Apesar da passagem pela Segunda Liga Portuguesa ter sido recente, o clube foi constantemente noticiado e associado a situações menos positivas. Desde manutenções garantidas na secretaria, a problemas financeiros, salários em atraso… e até ao facto de a SAD ter sido associada a um escândalo de apostas. O clube entrou numa espiral negativa e a rotura total com a SAD foi a resposta para salvar a reputação social e estofo desportivo do Atlético CP.

Essa reputação e estofo estão cada vez mais blindados. O clube dá sinais de vida, assente numa equipa orientada por um técnico experiente (conseguiu a sexta subida da carreira), com jovens valores de grande qualidade do distrito que prometem lutar pela subida na Pró Nacional da próxima temporada.

Momento do golo aos 84 minutos, que carimbou a subida de divisão
Fonte: Atlético CP

O Atlético Clube de Portugal tem um potencial enorme, localizado numa zona privilegiada, e tem como base um passado de sucesso, que o tornou um dos melhores clubes nacionais. Finalmente, o emblema consegue projetar o futuro com responsabilidade, visão e muita vontade de triunfar. Um histórico que promete voltar, rodeado de um ambiente de positividade e esperança, reunindo, pouco a pouco, condições para que o clube suba e permaneça por muitos anos nas principais ligas nacionais. Para já, os sinais são extremamente positivos, e as quase duas mil pessoas que embelezaram a subida de divisão no passado fim de semana provam-no.

O Atlético Clube de Portugal já garantiu a subida e está a apenas um ponto de garantir o primeiro lugar da série 2 da Divisão de Honra, que lhe dará lugar à finalíssima com o primeiro classificado da série 1 na disputa do título de campeão. Até lá, os Alcantarenses têm quatro jornadas para garantir esse ponto em falta e preparar a equipa da melhor forma para o ataque ao título.

 

Foto de Capa: Atlético CP

Por amor de Deus, não despeçam Luís Castro

Vivem-se tempos conturbados em Guimarães, com o Vitória SC a sofrer mais um desaire fora de portas, desta vez às mãos do Rio Ave FC, que não vencia no seu reduto desde outubro. Esta derrota fez os vimaranenses ficarem mais longe dos lugares europeus, e os constantes resultados negativos fora de casa têm levado a uma forte contestação entre os adeptos do Vitória SC, mas um possível despedimento de Luís Castro, exigido nos lenços brancos da massa associativa, pode ser um dos maiores erros de gestão de um clube nacional nos últimos anos.

Tem de entender-se aquilo que Luís Castro é enquanto treinador e gestor de homens para se ter ideia daquilo que o Vitória SC pode conquistar no futuro, e não é preciso ir mais longe que a época passada. Num GD Chaves que tentava consolidar-se entre os grandes do Futebol português, Luís Castro conseguiu praticar o melhor futebol do campeonato com um plantel limitado, mas em que as peças encaixavam umas nas outras quase na perfeição, sendo um bom exemplar do “tiki-taka” catalão em Portugal. O começo de época em Trás-os-Montes foi tudo menos feliz, mas mostrou muito bem aquilo que as equipas de Luís Castro precisam e não podem viver sem: um sector defensivo que saiba construir jogo.

Numa equipa que contava com Bressan, Pedro Tiba, Davidson, William e Matheus Pereira – muita qualidade do meio-campo para a frente -, as coisas não pareciam funcionar nas primeiras jornadas, com um futebol palpável e vulnerável. Porém, duas contratações mudariam completamente o jogo do Chaves: primeiro, Nikola Maras – central que sabe construir – integrou numa das melhores duplas de centrais do campeonato e consolidou a linha defensiva; mais tarde, foi Stephen Eustáquio, médio defensivo que também é um excelente construtor de jogo, a dar criatividade na primeira fase de construção. Estes dois fizeram dos flavienses uma das equipas que mais água na boca deixaram na temporada de 2017/18.

Luís Castro chegou a Guimarães esta época, mas está com dificuldades em chegar aos lugares europeus
Fonte: Vitória SC

Além disso, no ataque estava Matheus Pereira, o extremo do Sporting CP, que apenas sob o comando de Luís Castro conseguiu render muito, porque só o atual treinador do Vitória SC soube trabalhá-lo mentalmente para conseguir ser profissional o suficiente para mostrar todo o seu talento no relvado. Com outro treinador (Peseiro, por exemplo), Matheus ter-se-ia perdido em Trás-os-Montes, e talvez nem fosse equacionado para fazer a pré-temporada em Alvalade, perdendo-se um extremo de largo futuro.

Agora no Vitória SC, é preciso perceber o que falta aos vimaranenses para terem aquele futebol de posse tão característico de Luís Castro. É certo que se gastaram muitos milhões em reforços, que chegaram jogadores da qualidade de André André e Davidson, mas Júlio Mendes “esqueceu-se” do resto: onde está um médio defensivo que consiga construir jogo com qualidade? Onde estão os centrais com grande capacidade de passe? São posições cruciais para o Vitória SC conseguir fazer aquilo que Castro quer e dar aos adeptos vimaranenses o futebol de alto quilate que pode aproximar os conquistadores dos clubes de topo nacional.

Se há homem para confiar um projeto de longo prazo, coisa que há muito tempo falta no Vitória SC, esse homem é Luís Castro. É só preciso um pouco de paciência…

 

Foto de Capa: Vitória SC