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Belenenses SAD 4-0 CD Feirense: Resultado supera exibição

À entrada para a jornada 24, Belenenses SAD e CD Feirense encontravam-se separados por 19 pontos na tabela classificativa e ambas as formações encaravam este jogo de forma bem diferente.

Os comandados de Silas procuravam aproximar-se mais dos lugares europeus e a equipa de Santa Maria da Feira, última classificada, deslocava-se até à capital em busca de pontos preciosos na luta pela manutenção. Um domingo que convidava os adeptos a vir ver o jogo e o Estádio Nacional do Jamor até registou uma casa agradável, com 2241 espetadores.

O Belenenses SAD entrou mais forte na partida e a pressionar logo a equipa forasteira. Esta pressão inicial deu frutos rapidamente. Ainda alguns espetadores procuravam o seu lugar no estádio e já a equipa de Silas marcava o primeiro golo da tarde. Aos cinco minutos, após uma falha defensiva de Briseño, Lucca, com um remate frontal à baliza, surpreendeu a defensiva de Santa Maria da Feira e marcou o seu segundo golo na Primeira Liga portuguesa.

O golo muito precoce fez muito mal ao jogo. O ritmo da partida abrandou bastante e as duas equipas concentravam agora a sua posse de bola apenas no meio-campo. O Belenenses SAD baixou as suas linhas defensivas e acabou por deixar o CD Feirense controlar os destinos do jogo.

Ao minuto 29, João Silva, atacante do CD Feirense, caiu na grande área e pediu-se penálti, mas Luís Godinho, o arbitro de Évora, ainda esperou pela análise do videoárbitro, mas Bruno Paixão entendeu que o jogo poderia continuar. Apesar do ascendente do CD Feirense, foi a equipa da casa que conseguiu voltar a introduzir a bola na baliza.

Aos 35 minutos, Diogo Viana aproveitou uma falha defensiva de Tiago Gomes na direita do ataque e cruzou para a grande área do CD Feirense, onde estava Kikas para finalizar de cabeça. O atacante português estava no sítio certo na altura certa e marcou o segundo golo da partida.

A vantagem de dois golos não se justificava, mas o pragmatismo do Belenenses SAD e as falhas defensivas dos homens de Santa Maria de Feira foram determinantes para o desfecho do resultado na primeira parte. Ao intervalo, as equipas recolheram para os balneários com um placar de 2-0 favorável à equipa de Silas.

Golo sofrido muito cedo pelo CD Feirense condicionou o jogo e mudou a forma como a equipa encarou o resto da partida
Fonte: Bola na Rede

A entrada para a segunda parte foi um espelho do primeiro tempo, com o CD Feirense a ter mais posse de bola e controlo do jogo, mas sem critério neste domínio e, consequentemente, sem oportunidades. Reinava a inoperância ofensiva na equipa forasteira.

Quem continuava perigosa era equipa da casa, e exemplo disso foi a oportunidade aos 48 minutos. Licá aproveitou uma bola em profundidade e apareceu na cara Caio Secco, porém, o guarda-redes brasileiro fez muito bem a macha e impediu que o atacante do Belenenses SAD marcasse.

O CD Feirense, ao ver a desvantagem no jogo, subiu mais as suas linhas no campo, contudo, a defesa “fogaceira” ficou muito exposta a bolas em profundidade por parte dos médios do Belenenses SAD. A verdade é que esta situação se tornou frequente e o golo acabou mesmo por surgir.

Aos 67 minutos, Licá surge na esquerda após um passe em profundidade. O português conteve a bola e esperou pelos seus colegas, até que apareceu Kikas e faturou novamente na partida. O número “98” do Belenenses SAD não desperdiçou a oportunidade de bisar e figurava-se como o melhor do jogo.

Sem fazer muito para merecer, a equipa da casa vencia por 3-0 a equipa do CD Feirense. O pior ainda estava para vir, após uma falha defensiva. O esférico apareceu mais uma vez nas costas da defensiva da equipa forasteira e houve novo golo no encontro. A faltarem cinco minutos para os 90, Kikas centrou a bola e Licá, bem posicionado, apenas encostou para o seu primeiro golo da tarde e o quarto da partida.

Até ao término do encontro, mais nenhuma oportunidade de perigo para as duas formações. Fim do duelo, com um 4-0 algo exagerado, onde a vitória do Belenenses SAD se resumiu à eficácia. A equipa fica com os mesmos pontos que o Vitória SC, ainda que à condição, e aproxima-se dos lugares europeus. Já o CD Feirense continua a sua caminhada muito soturna e iguala o pior registo de sempre na Primeira Liga, que até aqui pertencia ao Varzim SC.

 

ONZE INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Belenenses SAD: Muriel, Gonçalo Silva (Cleylton, 82’), Nuno Coelho, Sasso, Diogo Viana, André Santos (Dalcio, 74’), Eduardo Henrique, Zacarya Bergdich, Jonathan Lucca, Licá, Kikas (Nico Velez, 86’).

CD Feirense: 

Caio Secco, Tiago Gomes, Briseño, Tiago Silva, Edson Farias, João Silva, Flávio Ramos, Crivellaro (J. Valência, 59’), Ghazal (Stivan, 68’), Sturgeon (Machado, 59’), Ofori.

CD Cova da Piedade 1-0 SC Farense: Exibição de gala de Hugo Firmino tira o Piedade da zona de descida

Respirou-se de alívio na Cova da Piedade, com o conjunto da Margem Sul a voltar a sair dos lugares de despromoção quatro jornadas depois, enquanto no Algarve pode-se ficar com a corda na garganta no final desta jornada 24 da Segunda Liga, com a derrota pela margem mínima a poder deixar os comandados de Álvaro Magalhães abaixo da linha de água.

Num duelo de grande importância na luta pela manutenção, Álvaro Magalhães protagonizou cinco alterações em relação à derrota caseira frente ao Paços de Ferreira, com Daniel Fernandes, Fábio Santos, Kadri, Carlos Moura e Alan Júnior a serem lançados de início. Já Miguel Leal seguiu a velha máxima “em equipa que ganha não se mexe” e apostou no mesmo onze que bateu o Benfica B na última jornada.

O jogo começou muito físico e com uma série de faltas a ser assinala durante os primeiros minutos, mas cedo o Cova da Piedade apareceu em terrenos ofensivos, com Cele a ser o primeiro a rematar à baliza logo aos seis minutos, mas Daniel Fernandes recolheu com facilidade. Já o Farense contou com grandes dificuldades em aproximar-se da baliza de Moreira, com os passes em zona ofensiva a saírem disparatados e com grande pressão da defesa sobre os atacantes algarvios.

Os piedenses mantiveram o ímpeto ofensivo durante grande parte do primeiro tempo, com Sami a deixar o aviso num remate de longe mas ao lado aos 25 minutos, seguido de uma excelente jogada começada por Hugo Firmino, o motor de jogo dos locais, que picou a bola sobre a defesa, Stanley apareceu nas costas e atirou em arco, com um ligeiro desvio a ser suficiente para a bola passar ao lado da baliza de Daniel Fernandes. Entretanto, o melhor que o Farense fez foi um remate de longe de André Vieira aos 28 minutos, que saiu desengonçado e fora do alvo.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, o Farense foi equilibrando o jogo, cobrindo as tentativas do ataque piedense e começou a criar perigo, primeiro num livre de Pedro Kadri que passou a barreira, mas Moreira estava no sítio certo para agarrar. Já perto do intervalo, Hugo Firmino perdeu a bola para Carlos Moura no meio-campo do Cova da Piedade, com o brasileiro a dar para Alan Júnior atirar de longe, obrigando Moreira a aplicar-se. Ao intervalo, perante as dificuldades em finalizar dos dois lados, o nulo não surpreendeu.

Os jogadores do Cova da Piedade agradeceram o apoio dos adeptos, que acudiram ao estádio numa altura difícil da equipa
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte voltou a ser o Piedade a ser mais atrevido na procura do golo, com Hugo Firmino a atirar com força aos 50 minutos para a baliza, mas um defesa meteu-se no caminho e acabou por ceder canto. Dois minutos mais tarde, uma bola sobrou para Evaldo que dentro da área e em esforço atirou para defesa difícil de Daniel Fernandes.

Continuava o Cova da Piedade a ameaçar de bola parada e Mané esteve perto de inaugurar  o marcador quando, ao primeiro poste, a tentar desviou um pontapé de canto na esquerda, mas a bola saiu ligeiramente ao lado do poste. O Farense continuava com dificuldades em criar real perigo junto da baliza de José Moreira, com o único lance de relevo a aparecer num livre de Jorge Ribeiro, com a bola a bater na barreira  e, na recarga, voltou a ser a defesa da casa a desviar a bola, após uma recarga de André Vieira.

Miguel Leal tentou dar novas dinâmicas ao ataque do Piedade, com Diarra e Dieguinho a entrarem para o lugar de Pereirinha e Sami, respetivamente. Já Álvaro Magalhães meteu Tavinho por Alan Júnior, mas continuaram a ser os locais a criar mais perigo.

Aos 74 minutos, mais perigo a rondar a baliza do Farense, com Hugo Firmino, sempre ele, a cruzar na direita, Daniel Fernandes ficou aos papéis e permitiu Stanley cabecear à baliza, mas o guarda-redes algarvio ainda conseguiu desviar a bola para canto. Seguiu-se Evaldo, de pé direito, a atirar de fora da área, mas Daniel Fernandes conseguiu a defesa fácil. Aos 78 minutos, polémica na área do Farense, com os homens do Piedade a pedir penálti, mas Manuel Oliveira não assentiu, marcando posteriormente um livre perigoso à entrada da área.

Acabou por ser na sequência do livre que o marcador iria finalmente mexer, com Mané a bater o livre, a bola sobrou para Hugo Firmino que atirou com força, fuzilando Daniel Fernandes e dando uma justa vantagem ao conjunto da Margem Sul.

Até ao final, o Cova da Piedade geriu com cabeça a vantagem e evitou todas as últimas investidas do conjunto algarvio, confirmando a segunda vitória consecutiva na Segunda Liga e fugindo aos lugares de despromoção. Já o Farense volta para o Algarve em situação perigosa e pode entrar nos lugares de descida a dez jornadas do final da temporada.

 

ONZE INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

CD Cova da Piedade: Moreira, P. Coronas, Wilyan, Allef, Evaldo, H. Firmino, B. Pereirinha (B.Diarra, 61’), S. Mané, T. Cele, Sami (Dieguinho, 64’), A. Stanley (R. Tavares, 87’).

SC Farense: D. Fernandes, F. Santos, P. Kadri, Cássio, J. Ribeiro, Fabrício, C.Moura (Alvarinho, 86’), A. Vieira (D. Bragança, 76’), F. Nunes, M. Mayambela, A. Júnior (Tavinho, 64’).

SC Covilhã 2-0 SL Benfica B: A manutenção é uma realidade

O Estádio José Santos Pinto perfilou-se com uma assistência pouco usual: muito público para receber a equipa B do Sport Lisboa e Benfica. O Sporting Clube da Covilhã num claro bom momento de forma, sete jogos sem perder, pretendia continuar esta sequência, fugindo aos lugares de despromoção que ocupou grande parte da primeira volta.

A equipa B do SL Benfica não trouxe Adel Taarabt até à serra, mas trouxe Krovinovic, com uma clara necessidade de minutos.

Aquilo que se esperava era, acima de tudo, uma manhã de bom futebol, duas equipas com ideias de jogos bem distintas, mas que põem em prática a sua ideologia com bastante eficácia.

O jogo desde cedo começou por revelar esse aspeto. O Benfica era a equipa que mais dominava a posse da bola e o Sporting da Covilhã, muito bem fechado lá atrás, com uma grande coesão defensiva, procurava partir sempre para o ataque em transições rápidas, apanhado os encarnados em contrapé.

As dificuldades que o Benfica sentia no último terço do campo na primeira parte eram notórias, principalmente pelo facto de vermos o criativo croata, Krovinovic, a buscar o jogo constantemente perto dos seus centrais.

O Sporting da Covilhã, por outro lado, era claramente a equipa mais perigosa, embora não fosse quem dominava. A partir do corredor do lateral Tiago Moreira saíam as principais jogadas de perigo.

A equipa serrana materializou esta sua estratégia em golos, e de que maneira! Após uma excelente progressão desde o meio-campo com a bola, Diego Medeiros recebe um passe e, sem dominar a bola, remata de primeira. Era o primeiro golo da partida. Um autêntico fuzilamento à baliza de Zlobin! Que grande remate do jogador do Sporting da Covilhã, forte e bem colocado, sem hipóteses para o russo. Um golo bastante importante que foi festejado fervorosamente pelos adeptos covilhanenses.

Se a equipa benfiquista já tinha dificuldades em penetrar a barreira defensiva serrana, agora é que as coisas se iam complicar ainda mais. O Benfica apenas conseguia aproximar-se com perigo da baliza de São Bento através de bola parada; de outra maneira, as coisas simplesmente não fluíam na equipa de Renato Paiva. O resultado de 1-0 ao intervalo era, por isso, justo.

Fonte: Bola na Rede

A segunda parte trouxe um jogo ainda mais entretido. O Sporting da Covilhã claramente mais recuado, ainda assim, sem parar de tentar procurar o segundo golo. A equipa do Benfica mais subida com a linha defensiva mais alta.

A primeira oportunidade de perigo deste segundo tempo coube ao avançado sérvio Saponjic, que, aos 65 minutos, apareceu isolado perante o guarda-redes adversário, mas desperdiçou a oportunidade tentando um chapéu que saiu muito alto.

O Benfica continuava com um domínio avassalador na posse de bola, mas não conseguia descobrir a melhor maneira de quebrar a estrutura defensiva serrana.

O segundo golo do Sporting da Covilhã surgiu aos 70 minutos, depois de Tiago Moreira pressionar um defesa encarnado, que infantilmente perdeu a bola e deixou o jogador serrano completamente isolado perante Zlobin. Tiago Moreira, com uma excelente execução técnica, a picar a bola por cima do guarda-redes russo. 2-0 para a equipa da casa. A coesão a marcar golos neste jogo.

Por incrível que pareça, foi o Sporting da Covilhã quem mais perto esteve de ampliar a vantagem. Gilberto, novamente isolado perante Zlobin, rematou contra o guarda-redes encarnado. A defesa benfiquista esteve muito desconcentrada nesta fase do jogo.

O Sporting da Covilhã cada vez mais confirma o seu bom momento de forma, e frente a adversários teoricamente complicados. Depois de uma vitória em casa frente ao FC Paços de Ferreira, desta vez, a vítima foi a equipa B do SL Benfica. A manutenção é uma realidade na serra.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Covilhã: São Bento, R.Vieira, Henrique, Adriano (Bonani ’85), Gilberto, Diego Medeiros, Jaime, Tiago Moreira, Kukula (Deivison ’67), Rodrigues e Leandro Pimenta (Semedo ’71) .

SL Benfica B : Zlobin, Krovinovic (Bernardo Martins ’64), Willock, Frimpong, Saponjic (Pedro Henriques ’73), Benny, Kalaica, Nuno Santos, Alex Pinto, Vukotic e Zec.

Catania BS 6-7 SC Braga: Braga sagra-se campeão mundial!

Naquela que foi uma reedição do encontro da jornada inaugural do grupo B da fase de grupos, o Braga voltou a levar a melhor diante do Catania, tendo vencido por 7-6 e conquistado o Mundialito de Clubes. Tornando-se na primeira equipa portuguesa a vencer a prova.

Numa partida que já se esperava bastante animada, o Braga foi a primeira equipa a criar perigo e, após um aviso, Léo Martins fez o 1-0 através de um pontapé de bicicleta. Momentos depois, o Catania beneficiou de um livre em zona frontal, mas Lucão acabou por rematar ligeiramente ao lado da baliza de Rafael Padilha. Contudo, passados mais uns segundos, Sydorenko teve espaço e com um grande remate restabeleceu a igualdade.

O novo empate no marcador não durou muito e na sequência de um livre, devido a uma falta de Lucão, Jordan voltou a colocar o Braga na frente. Volvidos alguns instantes, reposição rápida de Padilha e Bernardo Martins, que quase era traído por um ressalto na areia e a meias com Gentilin, aumentou a vantagem bracarense para 3-1. 

Por cima do encontro, o Braga ia sendo o conjunto mais perigoso. No entanto, no seguimento de um canto a favor do bicampeão europeu, quase que o Catania reduzia. Todavia, Padilha, com uma grande intervenção, negou o golo a Ihar Bryshtel. Passados alguns segundos, Ihar Bryshtel dispôs de um livre em excelente posição, mas o guardião minhoto voltou a levar a melhor.

Após uma fase onde o Braga tinha estado superior, o Catania parecia estar a crescer, mas apenas estava a conseguir criar perigo através de livres diretos. Porém, faltava afinar a pontaria. Não conseguiu reduzir o conjunto italiano, aumentou a equipa portuguesa. Padilha coloca a bola em Jordan, o número cinco avança uns metros no terreno, vê a posição de Léo Martins e o espaço que tem para fazer o passe, coloca a bola em Léo e o número onze do Braga desvia de calcanhar para o 4-1.

Já dentro do último minuto, o Catania usufruiu de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Bruno Xavier sobre Ihar Bryshtel. O próprio, com uma enorme oportunidade para reduzir a desvantagem da sua equipa, acabou por permitir a defesa a Rafael Padilha. 

Concluído o primeiro período, o Braga vencia por 4-1. Um resultado que demonstrava o melhor desempenho do conjunto minhoto, mas que, também, poderia ter números completamente diferentes. Isto porque os bracarenses desperdiçaram várias chances para finalizar, como Rafael Padilha já tinha sido “obrigado” a brilhar várias ocasiões.

Lucão foi a estrela do Catania ao longo do Mundialito de Clubes, tendo sido o melhor marcador da prova com doze golos
Fonte: Beachsoccer.com

Os segundos doze minutos não começaram de forma tão intensa como os primeiros mas, após algumas situações de perigo, acabou por ser através de um lance caricato que o Catania reduziu. Ihar Bryshtel fez um roubo de bola a Jordan ainda perto da sua baliza, mas o esférico levou tanta força que, em conjunto com um ressalto na areia, acabou por fazer um chapéu a Padilha. Um verdadeiro golo “à futebol de praia”.

Apesar do estranho golo sofrido, o Braga não temeu e passou a jogar de forma mais pausada, controlando melhor o ritmo da final. Todavia, quem tem Lucão está sempre mais perto de marcar. Assim, a meio do segundo tempo, após um pontapé de bicicleta que Padilha defendeu para canto, o internacional brasileiro, ao segundo poste, reduziu a desvantagem do Catania para a margem mínima. Passado um minuto, os minhotos beneficiaram de um livre em zona perigosíssima, devido a uma falta de Bokach sobre Bokinha. O número sete bracarense não deu qualquer hipótese e com um remate bem colocado fez o 5-3.

Ultrapassada uma fase mais movimentada, o jogo voltou a acalmar, mas as oportunidades de golo continuaram a surgir. O Catania mantinha uma maior aposta nos remates de meia distância, em virtude da dificuldade em chegar perto da baliza de Rafael Padilha. O Braga, por seu lado, de modo mais pausado e através do coletivo continuava a ser mais perigoso. Obrigando os italianos a defenderem-se como pudessem. Bokach que o diga, pois, chegou mesmo a ter que, a meias com Lucão, fazer de Sydorenko.

A cerca de trinta e três segundos da pausa, Gentilin, na sequência de um livre, rematou rasteiro e a areia tratou do resto, traindo Padilha e reduzindo o marcador para 5-4. Contudo, logo na jogada de saída, Bruno Xavier, com um remate algo enrolado, voltou a colocar o Braga com dois golos de vantagem. De seguida, Lucão travou mais dois duelos com Padilha, mas o guardião bracarense, com reflexos espetaculares, segurou a vantagem minhota.

Finalizado o segundo período o Braga continuava na frente, mas desta feita por 6-4. Mais doze minutos repletos de golos e onde, apesar do conjunto minhoto continuar a demonstrar ser melhor, Padilha voltou a fazer a diferença. 

Bê Martins não marcou na final, mas foi um dos principais elementos do Braga ao longo da competição, tendo sido eleito o MVP do Mundialito de Clubes
Fonte: Beachsoccer.com

A última e derradeira parte arrancou a um ritmo morno, com o Catania a dispor das melhores chances para concretizar. No entanto, Padilha, com maior ou menor dificuldade, foi mantendo a diferença no marcador. 

Após seis minutos sem grandes oportunidades para finalizar, Bokach, na sequência de um canto no lado direito do ataque do Catania, reduziu para 6-5 com uma belíssima bicicleta junto ao primeiro poste.

A mesmo de três minutos e meio do fim e no seguimento de uma rotação do quarteto de campo do Braga, uma jogada entre Bernardo Botelho e Filipe Silva terminou em golo. Excelente trabalho na retenção do esférico por parte de Bernardo Botelho e depois Filipe Silva fez o resto, assinando o 7-5. Porém, na respetiva jogada de saída, Zurlo, com um remate extremamente potente, voltou a colocar a diferença no marcador em apenas um golo.

Já dentro do último minuto, Zurlo arriscou um pontapé de bicicleta, mas Rafael Padilha, com o punho direito, segurou a vantagem minhota. A pouquíssimos segundos do toque da buzina, o Catania voltou a ter uma nova oportunidade para levar a final para o prolongamento, mas o esférico acabou por passar ao lado da baliza bracarense.

Finalizado o encontro, o Braga venceu o Catania por 7-6, tornando-se na primeira equipa portuguesa a vencer o Mundialito de Clubes. Num terceiro período que apenas começou, mais a sério, nos últimos seis minutos, os arsenalistas conseguiram ser ligeiramente superiores e a enorme exibição de Rafael Padilha foi determinante para vitória na final. Não é por acaso que a primeira pessoa que José Marques, o técnico do Braga, abraçou depois do fim da partida foi o guardião brasileiro. Sem golos não é possível ganhar, mas a verdade é que um bom guarda-redes é mais de 50% de qualquer equipa.

Desta forma, o Braga mantem-se na senda vitoriosa, acrescentando ao bicampeonato nacional e europeu a vitória no Mundialito de Clubes. Reforçando o estatuto de melhor equipa do mundo. 

No que diz respeito aos prémios individuais, o Braga não fez o pleno, mas esteve quase. Rafael Padilha foi considerado o melhor guarda-redes, Lucão foi o melhor marcador com doze golos e Bê Martins foi o MVP da competição.

EQUIPAS

Catania BS: 22-Vitalii Sydorenko (GR), 2-Bokach, 9-Emmanuele Zurlo, 18-Gentilin Junior e 19-Lucão; Jogaram ainda: 8-Francesco Corosiniti, 10-Ihar Bryshtel, 11-Paolo Palmacci e 20-Fred Costa (CAP.)

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan Santos, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins; Jogaram ainda: 2-Filipe Silva, 7-Bokinha, 8-Bruno Xavier e 13-Bernardo Botelho

Um clássico acima da média

Ponto prévio: a vitória do SL Benfica no clássico foi o resultado mais justo, tendo em conta toda a partida. Disso nem Sérgio Conceição duvidará, ainda que publicamente tenha atribuído pouco mérito ao seu principal rival na luta pelo título de campeão nacional. Os encarnados estudaram melhor a lição e Bruno Lage voltou a demonstrar que prepara o jogo como poucos treinadores em Portugal. Depois de José Mourinho ou Leonardo Jardim, podemos muito bem ter aqui outro treinador com armas suficientes para ter sucesso além-fronteiras.

Lage volta a vencer um clássico porque tem intervenientes de excelência, mas também – e talvez mais importante ainda – porque voltou a ser melhor ao nível da preparação do jogo. Em casa, os dragões tiveram muitas dificuldades para assumir o jogo, e só através de sucessivas transições rápidas nas costas da defesa – quase sempre à procura de Marega – é que conseguiram dar trabalho a uma (muito) jovem defesa encarnada, que continua a subir de nível, jogo após jogo.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Mas mais do que o resultado, é importante olhar-se para o jogo. Finalmente podemos olhar e comentar o bom futebol praticado num grande clássico português. Claro que para isto ajuda que à frente dos dois clubes estejam dois treinadores que encararam o jogo de forma positiva: Conceição através da garra e Lage através do método. Duas abordagens perfeitamente válidas e que trazem benefícios para todos. Tal como na meia-final da Taça da Liga, voltámos a ter golos, espetáculo, emoção e, claro, polémica à mistura.

Para já, temos um novo líder, mas ainda há muito para ver. O campeonato está ao rubro e o Futebol português agradece.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

CD Feirense: Uma equipa aVARiada?

Era uma vez um lugar amaldiçoado, um lugar sem cor e sem brilho… uma terra onde o coração dos seus habitantes não palpita de alegria há muito tempo.

Poderia estar a falar sobre alguns dos contos que tanto nos acompanharam durante a nossa infância, mas não. Estou apenas a referir-me ao clube que tem um castelo no seu símbolo e que me inspirou para começar este artigo desta forma – CD Feirense -, que, para o campeonato, não conquista três pontos desde 12 de agosto de 2018. Já lá vão seis meses e, com estes, já lá vão também 55 pontos perdidos para o primeiro escalão do campeonato português. Uma miséria, na verdade…

Os últimos meses têm sido mesmo tempos de angústia para os adeptos de Santa Maria da Feira. A equipa do Feirense denota-se pela ausência de ideias, pelo futebol pobre e, consequentemente, pelos seus maus resultados. Mas como bem diz a maioria, um mal nunca vem só, e ultimamente tem havido outra coisa a assombrar a equipa de Filipe Martins. Ao que parece, desde o início de 2019 que, até agora, o Feirense já viu seis dos seus golos anulados pelo vídeoárbitro. Moreirense FC, GD Chaves, Vitória SC e Sporting CP: foram estes os adversários que “beneficiaram” de tais decisões.

Então vamos por partes: no jogo contra o GD Chaves, o Feirense viu um golo anulado na sequência de um grande remate colocado de Crivellaro. A anulação prendeu-se pela posição irregular do colombiano José Valencia, que não interfere na jogada. A questão aqui assenta em perceber se, de facto, o avançado (como se diz na gíria do futebol) se terá feito ao lance. Na minha opinião, é uma jogada muito complicada de analisar, até com imagens, quanto mais a olho nu. A jogada é bastante rápida e a posição de fora de jogo do avançado é por uns minuciosos centímetros. Ainda assim, acho que a anulação do golo não deveria ter acontecido, pois, a meu ver, José Valencia não interfere com a jogada. A justiça era a continuidade do resultado, mantendo-se assim a vantagem para o Feirense.

O VAR já anulou seis golos ao Feirense, só em 2019
Fonte: CD Feirense

No jogo contra o Sporting, a anulação do golo suscita também bastantes dúvidas. O golo surgiu de um canto batido por Diga e depois um ressalto onde a bola vai ao encontro do jogador Marco Soares, que, por sua vez, consegue fazer com que esta acabe por entrar dentro da baliza. Momentos depois, o lance foi alvo de escrutínio por parte de Manuel Mota, que acabou mesmo por invalidar o lance. Mais uma vez, acho que o tento é injustamente anulado. Não vejo qualquer tipo de falta sobre o guarda-redes do Sporting e, sendo assim, o golo seria perfeitamente legal. Assim, o Feirense viu-lhe retirada uma excelente oportunidade para se adiantar no marcador frente a um dos três grandes e, vendo a tendência de o Sporting para “ressuscitar” últimos classificados, perdeu também uma excelente oportunidade para obter outro resultado neste jogo ou, quem sabe, ganhar algum fôlego perdido para o campeonato.

Já no jogo com o Vitória, a história é bem diferente. O golo marcado por Stivan Petkov foi bem anulado, uma vez que o avançado toca a bola com o braço dentro da área. Ao contrário dos dois lances anteriormente abordados, não tenho nada a apontar quanto a esta decisão do árbitro Nuno Almeida.

Por fim, em relação ao jogo com o Moreirense, e à semelhança do lance que nomeei há pouco no jogo com o Chaves, trata-se de uma posição adiantada de jogadores do Feirense em três diferentes ocasiões. Em todos os lances, à exceção do último, o jogador que marca está sempre uns meros centímetros adiantado em relação à linha defensiva adversária. Sendo assim, eram lances de análise bastante complicada. A meu ver, Manuel Oliveira avaliou bem os casos e tomou a decisão correta em todos eles. Desta vez, não se pode dizer que o Feirense tenha sido prejudicado nestes lances específicos.

Claramente a má época desta equipa não se pode justificar por erros de arbitragens. Vai mesmo muito para além disso. Ainda assim, não deixa de ser curiosa esta harmonia entre a falta de jeito e a falta de sorte que se tem notado em Santa Maria da Feira. Terra essa que, curiosamente, conta com um clube que tem tido tudo menos isso: harmonia.

 

Foto de Capa: CD Feirense

FC Porto 1-2 SL Benfica: Águia sacrificada foi eficaz e domou o Dragão

 

Foi vendido como o jogo do ano e adquirido como isso mesmo. Houve de tudo no Estádio do Dragão para a recepção do FC Porto ao SL Benfica na 24ª jornada. Equilíbrio, emoção, golos, sangue quente, expulsões, ânsia e oportunidades falhadas. Os portistas começaram a vencer, mas viram o eterno rival alterar os rumos dos acontecimentos e perderam por 1-2. É apenas a terceira derrota dos homens de Sérgio Conceição na presente edição do campeonato, a segunda em casa (a primeira foi frente ao Vitória SC) e a segunda com os “encarnados” que saltaram para a primeira posição da Primeira Liga.

As novidades no “onze” inicial dos azuis e brancos demonstravam vontade em mostrar superioridade no último terço. Sérgio Conceição pôde apostar em Marega que regressou à titularidade com algumas novas companhias – Adrián Lopéz e Wilson Manafá, que têm alinhado nos últimos compromissos dos “dragões”. Em bolas longas ou curtas, na primeira parte voltámos a ver o avançado maliano a ser altamente solicitado ao eixo e à direita do ataque do FC Porto – todas as incursões iam animando a maioria da audiência no estádio.

Na perda de bola no meio-campo do SL Benfica, os “dragões” respondiam com pressão bastante alta no primeiro terço. No entanto, os “encarnados” iam contornando a situação antevendo as acções do adversário através do posicionamento sem bola. Ao recuperar, Pizzi, Rafa e João Félix eram os mais solicitados para percorrer alguns metros até à baliza contrária. Com recuperações de bola a favor de ambas as equipas, eis que Brahimi conseguiu driblar e tirar alguns jogadores do Benfica pelo caminho e é “barrado” por Ruben Dias (sancionado com cartão amarelo) na linha da área visitante.

Chamado a bater o pontapé de livre, Adrián Lopez rematou com o pé direito contra a barreira e conseguiu na recarga rematar no fundo das redes de Vlachodimos aos 18′ (1-0). Houve muitas dúvidas se um elemento do FC Porto estava a atrapalhar a visão do guardião do SL Benfica no momento do golo, mas o video-árbitro nada apontou.

Minutos depois chegou a resposta do SL Benfica perante um FC Porto algo subido no terreno. A velocidade do jogo ia aumentando a cada minuto que passava. Pizzi, aos 21′, remata para defesa de Casillas, que também viria a intervir aos 44′, após remate de Seferovic pela esquerda e do golo do empate aos 26′.

João Félix voltou a fazer gosto ao pé depois de receber uma bola isolado no lado direito da área portista. Casillas repôs a bola rasteira, mas Gabriel pressionou um adversário. A bola chegou a Manafá, mas Seferovic roubou a bola e fez um cruzamento rasteiro do lado esquerdo. A bola chegou tensa ao jovem avançado dos “encarnados” que, no meio da área, rematou para o fundo das redes (1-1). A bola passou no meio das pernas, que podia ter feito muito melhor para afastar o perigo.

Apesar da boa reacção dos “encarnados”, o FC Porto foi quem dominou o meio-campo adversário nos primeiros 45 minutos. No entanto, notava-se que a lição estava bem estudada para o SL Benfica, que iria à partida estar mais em missões defensivas. Havia uma enorme atenção em cobrir Alex Telles e Brahimi à esquerda. A capacidade individual de ambos teve de vir muito ao de cima para desbloquear a linha defensiva das “águias”. A aposta natural era recorrer ao lado aposto, onde andou o regressado Marega nas suas habituados corridas desenfreadas entre linhas, sempre à procura do desequilibro. O maliano mostrou estar muitas vezes seguro a receber a bola dos colegas. Foi uma primeira parte que demonstrou, à sua maneira e com várias adaptações dado à importância da partida, o bom momento de ambas as equipas.

Adrián colocou o FC Porto em vantagem
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

E se o FC Porto procurou entrar no segundo tempo novamente por cima, acabou por ver o SL Benfica a colocar-se em vantagem. Rafa Silva apareceu para finalizar uma jogada que começou pela esquerda do ataque e, depois de tabelar com Pizzi, rematou forte para o fundo das redes de Casillas (1-2). A resposta azul e branca seguiu-se por Brahimi, que atirou a rasar a barra.

Perante a desvantagem e a necessidade de fazer golos, as primeiras substituições da noite vieram do banco dos dragões, com Conceição a lançar para o jogo Soares e Otávio. E a resposta à desvantagem foi mesmo a pressão e presença na frente, ainda que sem oportunidades claras. Bem posicionado a defender, o SL Benfica ia evitando aquilo que poderiam ser situações de perigo para a sua baliza.

E se a tendência do jogo empurrava o FC Porto para a frente, o minuto 77 veio contribuir para isso mesmo, com o SL Benfica a ficar reduzido a 10 unidades. O lance teve início na reposição de bola de Casillas, que serviu Otávio. O brasileiro foi puxado por Gabriel, caiu e a reação do médio encarnado acabou por provocar a confusão dentro das quatro linhas. No final, Jorge Sousa amarelou Otávio e mostrou dois amarelos a Gabriel, pela falta e pela reação.

Aos 84′ surgiu a grande ocasião para o empate do FC Porto, por intermédio de Felipe. Canto de Alex Telles e o central dos dragões cabeceou sem hipótese para Odysseas, mas a bola acabou por embater no ferro. Claramente à procura do golo, Soares voltou a estar perto do 2-2, com um cabeceamento por cima e, aos 90 minutos, valeu o guardião do SL Benfica, a negar o golo a Felipe. Marega seguiu-se nas tentativas de repor a igualdade, mas a inspiração de Vlachodimos negou o golo ao maliano.

Perante a insistência azul e branca nos últimos minutos, valeu a eficácia encarnada para evitar a divisão de pontos. Depois de já ter tido uma vantagem confortável na liderança da tabela, o FC Porto cedeu o primeiro lugar ao SL Benfica com esta derrota e cai para o segundo lugar, com menos dois pontos.

Onzes e substituições

FC Porto: Casillas, Manafá, Felipe, Pepe, Alex Telles, Herrera, Óliver (Danilo, 81′), Corona (Otávio 60′), Brahimi, Marega e Adrián López (Soares, 60′)

SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Samaris, Pizzi (Gedson, 70′), Gabriel, Rafa (Corchia, 87′), Seferovic e João Félix (Cervi, 90′)

Real Madrid CF 0-1 FC Barcelona: Catalães em serviços mínimos foram suficientes para quebrar merengues

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Quem esperava futebol espetáculo no segundo El Clásico no espaço de quatro dias, apanhou uma valente desilusão, com merengues e catalães a estarem numa noite não em termos de criatividade. Para tentar evitar nova humilhação em casa, Solari devolveu a titularidade na baliza a Courtois, com Gareth Bale a aparecer na ala em vez de Lucas Vasquez. Já Ernesto Valverde lançou Arthur de início, deixando o internacional português Nélson Semedo no banco.

Ainda estavam adeptos a entrar no Santiago Bernabéu e Toni Kroos sacou uma arrancada pelo meio-campo catalão, só sendo parado em falta, à entrada da área, por Sergio Busquets, com cartão amarelo para o médio blaugrana. Na sequência do livre, Gareth Bale atirou para as nuvens, numa ode à má temporada do galês em Madrid.

O FC Barcelona teve dificuldades nos primeiros 15 minutos para criar perigo a Courtois, com o Real Madrid a dificultar a troca de bola dos catalães e a ser mais assertivo na procura do golo, mas nem Benzema – num remate cruzado mas desviado – nem Modric – num remate de fora da área defendido por Ter Stegen – conseguiram quebrar o nulo.

Aproveitaram os blaugrana para aparecer no jogo, com Messi a dar o primeiro aviso aos 19 minutos ao aparecer nas costas da defesa e a tentar o chapéu ao guarda-redes merengue, mas a bola saiu desviada. As facilidades em colocar a bola nas costas do quarteto defensivo do Real Madrid acabou por provar-se fatal aos 26 minutos, com Ivan Rakitic a aparecer isolado a meio do meio-campo do Real e a picar a bola sobre Courtois no um-contra-um para o primeiro golo do desafio, com a defesa madrilena a ver navios.

Apanhado novamente em desvantagem frente ao grande rival, os merengues mostraram-se bastante intranquilos e cometeram vários erros na circulação de bola, com o Barcelona a aproveitar para tentar aumentar a vantagem, primeiro num livre de Messi a rasar a barra aos 37 minutos, depois com Suárez, aos 39 minutos, a rematar de fora da área para defesa de Courtois, que também bloqueou a recarga de Messi.

Sem surpresas, o intervalo chegou com a vantagem dos catalães e com o Real Madrid a parecer desprovido de ideias e a precisar de mostrar muito mais futebol para evitar perder pela segunda vez na mesma semana diante do Barcelona.

Ambas as equipas contaram com dificuldades para se aproximarem da baliza no segundo tempo
Fonte: FC Barcelona

Na segunda parte, o Real Madrid voltou a aparecer no meio-campo do Barcelona nos primeiros minutos, mas mostrou sempre grandes dificuldades para fazer Ter Stegen suar, enquanto os catalães – que pareciam ter o adversário controlado – tentavam chegar junto da baliza de Courtois com ataques rápidos, mas também a não conseguirem incomodar o guarda-redes belga.

Com o passar dos minutos o jogo começou a entrar num ciclo pouco agradável de dificuldades de parte a parte para criar reais oportunidades de golo, com as decisões no último terço a deixarem a desejar e a bola a ser despachada da zona defensiva de forma segura por ambos os lados.

As alterações também não trouxeram mudanças visíveis no jogo das duas formações, com Valverde, Asensio e Isco a serem lançados por Solari mas a, também eles, não conseguirem inverter as dificuldades ofensivas dos blancos, enquanto Arturo Vidal e Coutinho mal se viram na equipa de Ernesto Valverde.

Perante a desinspiração das duas equipas, destacava-se o jovem Vinícius Júnior no Real Madrid, com o extremo brasileiro a ser o mais inconformado com o resultado, mas continuava a não conseguir desbloquear a defesa do Barcelona para visar com real perigo a baliza de Ter Stegen.

Perante tamanha desinspiração ofensiva dos dois lados, com os únicos lances minimamente perigosos do segundo tempo a pertencerem a Dembelé, num remate cruzado ligeiramente ao lado do poste, e Benzema, num remate de fora da área bem defendido por Ter Stegen, o resultado não se inverteu e o Barcelona conseguiu mesmo a segunda vitória em quatro dias em pleno Santiago Bernabéu, afundando ainda mais um Real Madrid com uma temporada para esquecer e a precisar de pensar muito bem no que fazer para a próxima temporada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Real Madrid CF: T. Courtois, D. Carvajal, R. Varane, S. Ramos, S. Reguilón, Casemiro (Isco, 75’), L. Modric, T. Kroos (F. Valverde, 55’), G. Bale (M. Asensio, 61’), Vinícius Júnior, K. Benzema

FC Barcelona: M. Ter Stegen, S. Roberto, G. Piqué, C. Langlet, J. Alba (A. Vidal, 71’). S. Busquets (N. Semedo, 90’+2), I. Rakitic, Arthur, L. Messi, O. Dembelé (P. Coutinho, 78’), L. Suárez

Académica OAF 2-1 FC Penafiel: Banquete de emoções em dia de aniversário

Os 34 anos da Mancha Negra, claque histórica do futebol português, foram brindados com uma vitória da sua Briosa, num jogo marcado por lances polémicos (mas bem ajuízados, na nossa opinião) e muita emoção.

A impetuosidade do Penafiel (Romeu Ribeiro, Luís Pedro e Tiago Ronaldo viram cartão amarelo durante os primeiros 45 minutos) fez com que a primeira parte tivesse poucos momentos de emoção.

A Académica, presa atrás dos 30 metros defensivos do seu adversário e algo limitada pela ação de dois médios mais posicionais (Ricardo Dias e Fernando Alexandre estiveram sempre distantes do trio de apoio a Djoussé), só conseguiu assustar quando, num momento de desconcentração, Luís Pedro “ofereceu” a Júnior Sena a possibilidade de inaugurar o marcador. O jogador brasileiro deslumbrou-se com as facilidades concedidas e não conseguiu tirar proveito do lance.

Aliás, seria mesmo o Penafiel a dispôr da melhor oportunidade de golo, com Pires a obrigar Peçanha a boa intervenção. A única, porém, nos primeiros 45 minutos.

Mauro, membro da Mancha Negra, foi homenageado pela claque
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte trouxe um Penafiel mais afoito. O duplo pivô Romeu Ribeiro-Tiago Ronaldo passou a construir mais perto da àrea academista e os penafidelenses conseguiram chegar com perigo efetivo à baliza de Peçanha, num lance trabalhado por Ludovic e concluido por Vasco Braga, que ficou a centímetros do golo.

A Académica parecia não conseguir responder ao maior pendor ofensivo do seu adversário e João Alves decidiu mexer no meio-campo, retirando Fernando Alexandre para colocar Reko, mais móvel. Uma aposta que teve efeitos imediatos: passados 2 minutos, o 28 da Briosa “arrancou” o segundo amarelo a Tiago Ronaldo e a Académica passou a jogar com mais um elemento.

Não quer isto dizer, porém, que a Académica ganhasse supermacia sobre o seu adversário. Mesmo reduzido a dez, o Penafiel continua a ser perigoso e voltou a ter uma oportunidade flagrante – Ludovic e Vasco Braga estiveram perto de inaugrar o marcador, mas Peçanha, primeiro, e Yuri, depois, impediram o primeiro golo do jogo. Na sequência deste lance, a Académica, aproveitando o desposicionamento do adversário, conseguiu aproximar-se da àrea contrária e chegar… ao golo.

Mancha Negra celebrou 34 anos com coreografia especial
Fonte: Bola na Rede

Djoussé trabalhou na àrea sobre dois adversários, abriu espaço para Júnior Sena cruzar para a finalização de Jonathan Toro aos 63’. Um golo que podia ter ditado o fim da partida, dada a vantagem conimbricense no marcador e no número de homens em campo. Porém, não foi assim. O Penafiel pegou no contexto, díficil, que o jogo lhe apresentou, não se lamentou e partiu em busca de uma felicidade que viria a conseguir. Aos 77’, num lance gizado por Ludovic, Fábio Abreu ganhou espaço e rematou sem hipótese de defesa para Peçanha.

João Alves esperou por uma reação da equipa. Não a obteve e, passados 5 minutos, colocou, Diogo Ribeiro e Marinho nos lugares de Joel e Baldé, dotando a Briosa de maior presença na àrea. Ora, mais uma vez, as substituições do Luvas Pretas foram acertadas, já que, pouco depois, a Académica conseguiu uma grande penalidade fruto dessa presença na àrea. Chamado à conversão, Yuri Matias colocou a Briosa em vantagem e “fechou” o jogo.

O Penafiel sai de Coimbra com a frustração de perder um jogo onde, a espaços, foi superior, enquanto que a Académica, ainda que sem encantar, voltou a vencer na sua fortaleza e está, novamente, a 7 pontos da zona de subida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académica OAF: Peçanha, Jean Filipe, João Real, Yuri Matias, Joel (Diogo Ribeiro 82’); Fernando Alexandre (Reko 57’), Ricardo Dias; Júnior Sena, Jonathan Toro, Romário Baldé (Marinho 82’); Djoussé;

FC Penafiel: Ivo, Hélio (Pedro Lemos 76’), Vini, L. Pedro, José Gomes; Romeu Ribeiro, Tiago Ronaldo; Ludovic (Areias 89’), Vasco Braga, Fabio Abreu; Pires (Yuri 65’).

Mundial Sub-20: O passado é história, o futuro é a vitória

Portugal já conhece os adversários para o Mundial Sub-20 deste ano, que decorrerá na Polónia de 23 de maio a 15 de junho. Calhou em sorteio à seleção das Quinas, no grupo F, a vice-campeã asiática Coreia do Sul, a sempre candidata Argentina e a África do Sul, seleção que nunca defrontou Portugal neste escalão.

O jogo de estreia da nossa seleção será frente à seleção asiática, no dia 25 de maio. A Coreia do Sul é a atual vice-campeã asiática de sub-19, tendo perdido na final da competição com a Arábia Saudita por 2-1. Nesta competição, destacaram-se Jeon Se-Jin, com cinco golos, e Cho Young-Wook, com quatro, ambos avançados titulares em equipas da J-League. No entanto, a maior figura desta seleção é Kangin Lee, nascido apenas em 2001, que já vai tendo oportunidades na equipa principal do Valencia CF. Hélio Sousa, selecionador nacional sub-20, considera os coreanos uma equipa muito organizada e competente, com os jogadores habituados a jogar juntos, e que pode criar muitas dificuldades logo no primeiro jogo.

O segundo desafio será frente à Argentina, três dias depois. A equipa sul-americana é a equipa mais galardoada da prova (6 títulos mundiais no seu palmarés) e é uma das favoritas à vitória na competição. Os argentinos ficaram em segundo lugar no Sul-Americano sub-20 e apresentam jogadores que podem fazer a diferença, como Julian Alvaréz, avançado promissor do River Plate que até atuou na final da Libertadores, Pedro de la Vega, que aos 17 anos já mostra um talento diferente com pinta de craque, Santiago Sosa, Gonzalo Maroni, Thiago Almada, entre muitos outros. O duelo frente aos argentinos servirá para medir o pulso à nossa seleção e afastar a albiceleste do presumível caminho até à final.

Portugal fecha a fase de grupos com o embate frente à África do Sul, a 31 de maio. Os sul-africanos ficaram no terceiro lugar da Taça das Nações Africanas sub-20, disputada no Níger. Depois de terem sido segundos na fase de grupos, atrás da Nigéria, foram eliminados nas meias-finais pelo Senegal e finalizaram a prova vencendo o jogo da disputa do terceiro e quarto lugar, novamente frente à Nigéria. Nos cinco jogos que disputaram apenas sofreram dois golos, mas também só apontaram dois. É, teoricamente, a seleção com menos armas para lutar pela passagem, mas certamente compensará em entrega e empenho as deficiências técnicas.

Quadro completo da fase final da competição
Fonte: FIFA

Com maior ou menor dificuldade, acredito que Portugal ultrapassará a fase de grupos, uma vez que se apuram para os oitavos-de-final os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros classificados. Na fase a eliminar, os maiores adversários serão o campeão sul-americano Equador, a vice-campeã europeia Itália e a sempre perigosa França.

Ainda assim, Portugal parte como grande favorito e o alvo a abater. Apresentar-se-á na Polónia com grande parte da geração dourada de 1999, que já arrecadou o título de campeã europeia sub-17 em 2016 e de sub-19 no verão passado. Se conseguirem juntar a conquista do Mundial de sub-20, colocarão a fasquia quase inalcançável para qualquer outra geração de outro país repetir a façanha.

A grande dúvida neste momento é perceber que jogadores farão parte dos 21 eleitos por Hélio Sousa. Por um lado, Portugal tem a “vantagem” de não se ter apurado para a fase final do Europeu de sub-21, que se disputará quase em simultâneo e que condicionaria a chamada de jogadores desta geração que já eram escolhas habituais de Rui Jorge (por exemplo, Diogo Leite, Diogo Dalot ou Gedson Fernandes).

Por outro lado, a seleção A disputará no início de junho a fase final da Liga das Nações e elementos como João Félix ou Rafael Leão estão na calha para serem chamados por Fernando Santos, fruto das épocas meritórias que estão a fazer nos clubes. Por último, o facto de o torneio não se realizar nas datas FIFA faz com que os clubes não sejam obrigados a ceder os jogadores às seleções nacionais, o que é bem provável que aconteça pois, por exemplo, a estreia de Portugal neste mundial ocorre na véspera da final da Taça de Portugal, onde algum dos miúdos de 99 deverá marcar presença.

Num cenário idílico e sem constrangimentos nas escolhas dos convocados, Portugal tem todas as possibilidades de vencer o Mundial de sub-20, repetindo a façanha de 1989, na Arábia Saudita, e de 1991, em Lisboa. O maior problema da equipa será a falta de um «matador», já que Zé Gomes tarda em afirmar-se e nomes como Pedro Martelo ou Pedro Marques não têm dado sequência a alguns momentos de boa forma.

Ainda assim, é uma geração bastante equilibrada, com bons valores na baliza (Diogo Costa e João Virgínia), nas laterais (Diogo Dalot, Thierry Correia, Rúben Vinagre) e no centro da defesa (Diogo Queirós, Diogo Leite, David Carmo). No meio-campo, abundam ainda mais as opções, podendo destacar-se Florentino Luís, Gedson Fernandes, Domingos Quina, Romário Baró (de 2000) ou Miguel Luís e na frente há muita mobilidade e qualidade técnica, com nomes como João Félix, Rafael Leão, Jota ou Francisco Trincão.

A “fornada” de 99 é uma das mais promissoras da história do nosso país e esperemos que daqui a uns meses tenham escrito mais uma página de ouro na história do Futebol português.

O passado é história, o futuro é a vitória.

 

Foto de Capa: FPF