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Everton Football Club 1-3 Wolverhampton Wanderers: NES vence embate luso em solo britânico

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Com o sétimo lugar da classificação em jogo, os dois treinadores portugueses da Premier League defrontaram-se em Goodison Park. Marco Silva queria aproveitar para, em casa, tirar o clube de uma fase menos boa, na qual acumulou seis pontos em cinco jogos. Já Nuno Espírito Santo procurava somar a sua terceira vitória consecutiva no campeonato.

E foi o ex-treinador do FC Porto que começou melhor, quando Matt Doherty entrou na área do Everton FC e foi derrubado por Leighton Baines, que caiu de forma atrapalhada sobre o adversário. Rúben Neves, mais habituado a remates do meio da rua, assumiu a cobrança da marca dos 11 metros e enganou Jordan Pickford, colocando os Wolves na frente aos seis minutos de jogo.

Esta entrada lançou o Wolverhampton para uns 20 minutos iniciais fulgurantes, com mais duas oportunidades claras de golo. Só aos 23 minutos é que Theo Walcott, após passe de Tom Davies, registou o primeiro remate do Everton. Mas seria outro português a conseguir o segundo golo da tarde. André Gomes, recebendo a bola a 20 metros da baliza, cavalgou para a entrada da área, onde desferiu um remate que deixou Rui Patrício sem hipótese. Estava feito o 1-1 e o primeiro golo do ex-jogador do FC Barcelona na Premier League.

André Gomes empatou o jogo à lei da bala
Fonte: Everton FC

Apesar de ter conquistado algum espaço no jogo após o empate, o Wolverhampton voltaria a capitular, já no fim da primeira metade. João Moutinho cobra um livre indireto que encontra a cabeça de Raul Jímenez, e o mexicano emprestado pelo SL Benfica fez o 2-1, garantindo que a sua equipa iria para os balneários a vencer.

Após o intervalo, a equipa de Marco Silva procurou um jogo mais ofensivo, aproveitando uma fragilização do meio campo dos Wolves, após a lesão de Rúben Neves aos 49 minutos. Mas o golo de Leander Dendoncker, aos 66 minutos, daria à equipa visitante uma vantagem de dois golos e uma nova tranquilidade.

Até ao fim do jogo, apenas a entrada de um gato preto em campo foi digna de registo. Com umas reviengas notáveis, o felino conseguiu escapar aos seguranças de Goodison Park durante cerca de dois minutos. Um símbolo de azar que resume uma tarde onde os lobos de NES uivaram em Liverpool.

Um extremo veloz, ágil e técnico. Faz falta ao Everton FC
Fonte: Wolverhampton Wanderers

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Everton FC: J. Pickford; S. Coleman (D. Calvert-Lewin 73’); K. Zouma; M. Keane; L. Baines (J. Kenny ’37); A. Gomes; T. Davies; T. Walcott (A. Lookman 60’); G. Sigurdsson; Richarlison; C. Tosun

Wolverhampton Wanderers: R. Patrício; R. Bennett; C. Coady; W. Boly; M. Doherty; L. Dendoncker; R. Neves (R. Saiss 49’); J. Moutinho; Jonny; R. Jiménez (A. Traoré 89’); D. Jota (H. Costa 77’)

O “centralismo” de Pepe ofusca Militão?

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Indiscutivelmente, a chegada de Pepe à Invicta foi uma das grandes “bombas” do mercado de janeiro. As expetativas eram elevadas e muito já se sonhava com o nascer de uma autêntica defesa de betão, constituída por Alex Telles, Felipe, Pepe e Éder Militão. Contudo, com o passar dos dias, dúvidas surgiram ao redor da vinda do central português e a visão da outrora prevista defesa de betão começava a desvanecer. Dores de crescimento ou tratar-se-á de uma não adaptação de Pepe a este FC Porto?

15 de janeiro de 2019: em jogo a contar para os quartos da Taça de Portugal, a mais recente contratação dos dragões acabaria por estrear-se numa partida de má memória para os comandados de Sérgio Conceição: frente a um Leixões SC de segunda, o FC Porto foi forçado a jogar 30 minutos adicionais para, enfim, eliminar a formação da casa.

Relativamente à sua estreia, pouco ou nada a assinalar: apesar do golo sofrido, o número 33 conseguiu passar ao lado dos principais focos de críticas dos adeptos, que incidiram, principalmente, sobre os elementos atacantes.

Na mesma semana, a dose de titularidade repetir-se-ia: frente a um Desportivo de Chaves em zona de despromoção, o campeão nacional acabaria por vencer sem muita dificuldade. Porém, apesar de uma exibição razoável, o segundo jogo de Pepe ficaria marcado pela grande penalidade cometida sobre William.

Pepe (re)estreou-se com as cores do FC Porto frente ao Leixões, em jogo a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal
Fonte: FC Porto

Daí por diante, mais duas titularidades, desta vez a contar para a Taça da Liga, onde os regulamentos favoreceram (e muito) o central vindo do Besiktas. E foi aí que as desconfianças começaram a surgir. Dois jogos onde o setor defensivo não esteve no seu melhor foram o fio condutor para toda esta “explosão”.

A volta de Militão ao centro da defesa era cada vez mais pedida, com duas justificativas principais: o facto de este não render a lateral direito e as exibições abaixo das expetativas de Pepe.

Se a defesa esteve mal, principalmente, nos dois jogos da final-four da Taça da Liga? Sim, esteve. Militão e Pepe estiveram abaixo do nível que lhes é reconhecido nas respetivas posições? Claramente. Agora, há que saber separar as coisas: era quase impossível um jogador recém-chegado como Pepe encantar o exigente  tribunal do Dragão, ainda mais se atentarmos à abstinência dos relvados de cerca de dois meses que o mesmo viveu.

E, quanto a Militão, apesar de já ter exercido a função de defesa direito no São Paulo, há que ter em conta que a realidade não é a mesma. Seria melhor optar por manter a dupla Felipe e Militão no centro da defesa? Talvez, mas não como solução a longo prazo. Como mencionado anteriormente, Pepe não foi opção na Turquia durante os dois meses que antecederam a sua chegada à Invicta. Portanto, não achei uma boa escolha optar pela titularidade do central português imediatamente a seguir à sua chegada.

Agora, as dores de crescimento são dores que têm de ser sentidas: se este quarteto defensivo é para manter (sinceramente, acho que sim), temos que começar a moldar a equipa de acordo com aquilo que queremos que seja o produto final. Se foi muito precoce a entrada do Pepe? Sinceramente, considero que sim. Se a entrada do Pepe necessariamente tinha que acontecer? Obviamente que sim. Militão rende menos a defesa direito? É possível mas, a meu ver, apesar dessa queda de rendimento na mudança de posição, haverão jogos, nomeadamente na Liga dos Campeões, que teremos que abdicar do brilhantismo de Militão pelo brilhantismo do coletivo.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Mafra 1-1 SL Benfica B: Despedidas agitadas

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A 20ª jornada da II Liga está a prometer com um belo cartaz. Na manhã deste sábado, CD Mafra (5.º lugar) e SL Benfica B (3.º lugar) empataram a um golo, num encontro entre duas equipas do topo da tabela deste campeonato. Na primeira volta, o SL Benfica B tinha vencido o CD Mafra por 1-0, no Seixal. FC Paços de Ferreira e FC Famalicão irão discutir o primeiro lugar na terça-feira.

Um dos principais enfoques da partida foi a despedida de alguns jogadores da equipa B do SL Benfica. Zlobin, Ferro e Florentino Luís (Jota não convocado) jogaram esta partida, mas vão começar a estar sob orientação de Bruno Lage, no conjunto principal. Já o recém-promovido CD Mafra continua a ser uma das sensações da competição.

Entre o vai e vem da chuva, o sol ia começando a brilhar em Mafra e foi a equipa da casa a começar a impor-se apesar de ambos os conjuntos se apresentarem num esquema 4-3-3. O meio-campo defendido pelo Benfica B era o mais ocupado porque o CD Mafra passava a bola por todos os seus elementos e em toda a largura. Quando a perdia, o conjunto de Sandro Medeiros pressionava bem alto na área “encarnada” até que surge o primeiro golo do jogo. O SL Benfica B tentava repor a bola rasteira a cada pontapé de baliza, para os defesas centrais, mas o guarda-redes russo Zlobin faz uma fífia incrível aos 21’ e oferece o golo ao ex-SL Benfica Harramiz.

Contra a pressão alta do CD Mafra, o SL Benfica ia conseguindo trocar muito bem a bola a partir de Ferro e Nuno Tavares, no lado esquerdo, com a ajuda de Florentino Luís e Tiago Dantas no meio-campo. Aqui, a boa capacidade dos jovens do Seixal guiou-os até ao golo do empate, três minutos depois. Conduzida a bola pelo lado direito, os médios “encarnados” entregam a jogada para Alex Pinto e Chris Willock. Dentro da pequena área há remate defendido por Godinho, mas incompleto e aproveitado para Zé Gomes empatar a partida (1-1). Foi o exemplo de uma das poucas jogadas do SL Benfica na primeira parte, mas efectuada a alta velocidade e com perigo. Outro lance favorável às jovens “águias” foi aos 34’ num remate frontal, na pequena área, defendido pelo guardião do CD Mafra.

Zé Gomes igualou a partida para os encarnados
Fonte: UEFA

O segundo tempo começava de forma semelhante como o primeiro a favor do CD Mafra, algo que se prolongou até aos 80’. de Bruninho para uma grande defesa de Zlobin aos 51’. Mais tarde, feitas algumas mexidas nas duas equipas, os avançados Harramiz (67’) e Zé Tiago (69’) não conseguem marcar golo a favor da equipa da casa no frente-a-frente com Zlobin. No segundo remate, o guarda-redes russo que foi promovido à equipa principal do SL Benfica defende com os pés. Estava feita a redenção para o primeiro golo muito mal consentido. O tempo passava e a ansiedade aumentava até ao apito final, especialmente nos últimos dez minutos, onde havia ataques para cada lado a favor do espectáculo, mas o empate persistiu.

Com este resultado, o CD Mafra mantém o quinto posto na II Liga, ficando à condição a um ponto do Estoril e a dois do Benfica B que é terceiro, a seis pontos do segundo Famalicão.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

CD Mafra: Godinho, Rúben Freitas, Juary, Miguel Lourenço e Ruca; Rui Pereira, Ministro (71’ João Paredes) e Cuca; Bruninho (85’ Pedro Ferreira), Zé Tiago e Harramiz (89’ Flávio).

SL Benfica B: Zlobin, Nuno Tavares, Ferro (52’ Kalaica), Pedro Álvaro e Alex Pinto; Florentino Luís, Tiago Dantas e Gonçalo Santos; Nuno Santos (52’ Bernardo), Chris Willock e Zé Gomes (74’ Pedro Henriques).

Lito Vidigal: Será esta a aposta certa?

O Boavista FC não se encontra nas melhores condições, no que diz respeito ao campeonato português. Os axadrezados encontram-se em 16.º lugar, a apenas um ponto da linha de água.

Apesar da mudança estrutural que o clube nortenho sofreu na viragem do ano, com a mudança da direção do clube, parece que o cenário não continua lá muito famoso para os panteras. Para tentar reverter esta situação menos positiva, decidiram chamar Lito Vidigal para o comando técnico da equipa. Um nome bem conhecido no futebol português. Se por boas ou por más razões, já é um pouco questionável, na minha opinião…

A carreira do técnico português tem-se pautado por alguma instabilidade, principalmente nos últimos três anos. Durante esse mesmo período de tempo, Lito Vidigal conseguiu treinar, ainda sem contar com o atual clube, quatro equipas diferentes – FC Arouca, Maccabi Tel Aviv, CD Aves e Vitória FC!

O clube onde brilhou mais foi mesmo no FC Arouca, onde conseguiu, na sua primeira época, um fantástico quinto lugar, atrás do SC Braga. Esta posição deu a garantia da participação da, na altura, sua equipa nas competições europeias. Nessa época, de 2015/2016, o Arouca conseguiu empatar com o Braga e vencer o SL Benfica e o FC Porto. Foi mesmo uma das grandes surpresas daquele campeonato. De resto, e além de um percurso interessante no comando do então CF “Os Belenenses”, o registo de Lito Vidigal não é assim tão positivo quanto isso.

Lito Vidigal assinou contrato com o Boavista até 2021
Fonte: Boavista FC

No Bonfim, o técnico angolano até começou bem a época, mas acabou por sair após a sua equipa ter estado nove jogos sem vencer. Nos restantes clubes de que falei há pouco, a sua estadia fugaz representa a falta de consistência do técnico ao longo dos últimos anos.

Já no Bessa, o objetivo passará pela manutenção no escalão principal do futebol português. Quanto a isto, parece-me mais que possível. Quanto a aspirações mais elevadas, lamento imenso, mas acho que Lito Vidigal não é a pessoa indicada para projetos mais ambiciosos. Conhece muito bem o Futebol português, sim, mas a verdade é que o nosso Futebol também o conhece muito bem, a ele e ao seu estilo de jogo. O que, na minha sincera opinião, acaba por ser um pouco mais do mesmo. E, em relação a isso, já temos visto que não tem dado lá muito bom resultado…

 

Foto de Capa: Vitória FC

As limitações coletivas de Wendel

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Wendel tem assumido, nos últimos jogos, a função de oito, na equipa do Sporting. A sua qualidade técnica é indiscutível e foi já abordada por vários comentadores e jornalistas desde a sua primeira época de leão ao peito. Os meus textos aqui no Bola na Rede foram no mesmo sentido. Com Keizer, Wendel ganhou nova vida no reino do Leão, e também um espaço e protagonismo na equipa que com Jorge Jesus não tinha.

Pese embora as suas qualidades individuais indiscutíveis, os últimos jogos têm mostrado um Wendel pouco consistente no plano coletivo. Não me refiro tanto ao plano tático pois aí penso que se apresenta bastante amadurecido. Mas no plano do jogo coletivo, no envolvimento com os restantes companheiros em campo, parece-me que ainda tem um longo caminho a percorrer.

Por exemplo, apresenta pouca capacidade de decisão no último terço e em lançar o jogo leonino no ataque. Wendel tem que ser mais rápido nas decisões com e sem bola, não pode prender-se ao esférico como tem feito. Há quem diga que no futebol a velocidade do cérebro é, por vezes, mais importante do que a velocidade das pernas. Um oito, no verdadeiro sentido do termo, quer-se rápido, tem que ter pouco tempo com a bola colada aos pés sob pena de prejudicar os movimentos atacantes da equipa.

Era assim com Adrien que mal recebia a bola, distribuía-a logo, projetando o ataque. O um-para-um, a tendência para correr com a bola atravessando muralhas deve estar mais cingido aos extremos e aos “números dez” do que aos oito. Porque um oito é um “toca e foge”, cria linhas de passe, muitas vezes em rutura entre linhas, e instiga os movimentos e dinâmicas ofensivas sempre que tem a bola nos pés.

 

Com Keizer, Wendel ganhou vida, mas se não aprender a jogar coletivamente tem os dias contados.
Fonte: Sporting CP

Esta limitação no envolvimento coletivo de Wendel foi muito notória na final da Taça da Liga, diante do FC do Porto e no último jogo para o campeonato, no Estádio do Bonfim diante do Vitória FC. Prendia a bola como se fosse dele, parece que necessita de dar nas vistas, de criar uma jogada de génio quando, na verdade, o que tem que fazer, que raios, é passar logo a bola!

Por tudo isto, das duas uma: ou Wendel aprende, de uma vez por todas, que tem que tomar decisões rápidas em campo ou terá Francisco Geraldes a morder-lhe os calcanhares da titularidade que, como se sabe, aterrou recentemente no reino do Leão. E, pelo que vi, parece-me um jogador maduro, consistente e que interpreta eficazmente esta posição do meio-campo. Isto, claro, até Rodrigo Battaglia, o senhor oito neste plantel, estar definitivamente recuperado da lesão que o afastou dos relvados desde o jogo nos Açores diante do Santa Clara. Wendel tem que saber jogar em equipa, pois não joga sozinho. Não há qualidade mais importante no futebol do que o trabalho coletivo. Ele que se cuide.

Foto de Capa: Sporting CP

3 Resultados recentes entre Sporting CP e SL Benfica

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Quando se avizinham dois jogos entre os eternos rivais, Sporting CP e SL Benfica, venho recordar três resultados, num passado recente, que com certeza os sportinguistas não se esqueceram. Apesar de ultimamente os jogos teimarem em acabar empatados, a verdade é que não há nenhum adepto leonino que não queira vencer o adversário da Segunda Circular, se possível categoricamente.

Deste modo, passo a apresentar os três resultados que considero merecedores de distinção.

Amadores

Um olhar de um adepto de desportos motorizados é sempre o de não haver suficiente. Nas veias corre-nos gasolina e se algum dia nos pudermos sentar ao volante de um carro de competição, claro está que seríamos os primeiros na fila.

Em Portugal, o desporto motorizado muitas vezes passa por debaixo do radar. Radar este que está mais que apontado ao futebol. Algumas coisas vão sendo feitas. O desporto motorizado parece estar a crescer, na minha ótica. Os ralis passam por um grande momento com a vinda da Hyundai Motorsport Portugal, trazendo Armindo Araújo, em 2018, e Bruno Magalhães, em 2019. Também foram eles que deram oportunidades a outros talentos com Diogo Gago. A Peugeot Rally Cup Ibérica surge numa boa altura e junta ainda mais competição. Nas motos, Miguel Oliveira, veio abanar o nosso mundo. Sobe ao escalão mais alto no mundo do motociclismo em 2019. Nas pistas, eu vejo as coisas um pouco mais escuras. Pistas portuguesas não estão no seu melhor. A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting anunciou a rescisão de contrato com a Full Eventos, que organizava os Campeonatos de Portugal de Clássicos, Clássicos 1300, Campeonato de Portugal Velocidade de Legends e a Supercar Series. Apesar deste contratempo, a FPAK garantiu que os três campeonatos serão realizados em 2019.

Ora bem, mas vamos ao que interessa. Apesar disto tudo, a maior parte das competições servem para os profissionais ou semi-profissionais. E se somos amadores e queremos correr à mesma, sem ter que gastar TANTO dinheiro como se gastam nestas competições. Nas pistas, existem duas soluções. A KIA Picanto GT Cup e o Troféu C1 Learn & Drive. A primeira é um troféu monomarca que junta 1 a 2 pilotos a bordo de um KIA Picanto. Em 2018 foi assim o regulamento mas sabe-se que para 2019 as rampas vão deixar de fazer parte do figurino do campeonato. Este troféu trouxe bastante visibilidade ao panorama português de velocidade. Pilotos como Manuel Gião tiveram o prazer de participar em provas como convidados. Neste primeiro ano, o vencedor do troféu foi Hugo Araújo. O piloto veio da GTACADEMY em 2012, ou seja, do virtual, venceu e convenceu em 2018. Também em destaque, não só pelas sua performances, mas também pelo seu retorno mediático que deu à prova, destaque para Hugo Marcos, que com o seu canal de Youtube deu outra dimensão à prova.

Para 2019 vai existir mais tempo em pista! As pistas do Estoril, Braga, Portimão e Vila Real acolhem outra vez os pequenos KIAs, mas este ano a passagem por Jerez tem um acrescento ao campeonato.

Mas se prefere outra vertente nos automóveis também há. O troféu C1 Learn & Drive é o conceito novo em Portugal. Troféu monomarca, como o KIA Picanto GT Cup, mas na vertente do endurance. As equipas são compostas entre 3 a 6 pilotos, com corridas de 6 horas que se realizam em Braga, Estoril e Portimão. Quanto aos carros, estes são Citroen C1 1.0, a gasolina de três portas e têm de ser anteriores a Abril de 2014. (O mercado de carros usados francês é muito apetecível para quem quiser um destes). Neste pequeno Citroen é adicionado um kit de competição integral, destinado a salvaguardar os pilotos e a fiabilidade mecânica.

C1 Learn & Drive é uma ideia importante da Grã-Bretanha que pretende abanar o desporto motorizado em Portugal
Fonte: Troféu C1 Learn & Drive

Resta-nos esperar para vermos estas duas competições em pista.

Foto de Capa: Kia Picanto GT Cup

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Rio Ave FC 2-2 CD Tondela: E a criatividade o vendaval levou

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Rio Ave FC e CD Tondela protagonizaram a partida de arranque da 20.ª jornada da Primeira Liga. O jogo, marcado pela força do vento, terminou com um empate a duas bolas.

Em Vila do Conde, a equipa da casa não conseguiu levar de vencido o Tondela. A formação de Pepa acabou por sofrer para levar o ponto, terminando o jogo com dez, por expulsão de Ricardo Alves.

Logo aos oito minutos, o Rio Ave chegou à vantagem com um golaço de Galeno. O jogador emprestado pelo FC Porto conduziu um contra-ataque rápido e, depois de tabelar com Murilo, rematou forte para o fundo das redes de Cláudio Ramos. O jogador do Rio Ave contou com a ajuda do vento, que alterou a trajetória da bola, traindo o guardião português.

Destaque ainda para um atraso de bola bastante deficiente por parte da defesa do Rio Ave a obrigar Leo Jardim a sair dos postes, que falha a interceção e quase deixa a bola para Tomané rematar para o golo do empate.

O golo do empate acabou mesmo por chegar ao minuto 24 minutos, por intermédio de Juan Delgado. O chileno respondeu ao grande trabalho de Xavier, pela direita, e cabeceou de forma certeira para dentro da baliza do Rio Ave. Estava estabelecida a igualdade no Estádio dos Arcos.

Denotava-se, nesta altura, que o Rio Ave apenas conseguia ter bola em transições rápidas. Nenhuma das equipas conseguia controlar o jogo, que era marcado por várias perdas de bola a meio campo e algumas faltas que obrigavam a várias interrupções.

Delgado fez o primeiro golo do Tondela
Fonte: Liga Portugal

A segunda parte arrancou com o Tondela a marcar. Delgado, autor do primeiro golo dos beirões, assistiu Tomané, de canto, e o avançado carimbou a reviravolta com um cabeceamento certeiro.

Os alas dos visitantes continuavam em bom plano e, pouco depois, Xavier ficou perto do terceiro. O número “7” do Tondela passou por Buatu, mas, em boa posição, disparou por cima.

Daniel Ramos não estava satisfeito com a tendência do jogo e avançou para uma dupla alteração. Tarantini e Murilo deram lugar a Ronan e André Silva e o Rio Ave passou a atuar com dois avançados.

A alteração não demorou a fazer efeito e, numa transição, os vilacondenses forçaram a expulsão de Ricardo Alves. Reduzido a dez unidades, Pepa procurou reequilibrar a equipa e fez entrar Pité e Azougha.

Em superioridade numérica, o Rio Ave tomou conta do jogo e chegou ao empate com naturalidade. Numa excelente combinação, Galeno abriu em Nadjack e o lateral assistiu Bruno Moreira, que, à boca da baliza, não perdoou.

Até ao final, os vilacondenses procuraram chegar ao golo da vitória, mas só conseguiram assustar nos descontos e sem eficácia. Primeiro, Ronan cabeceou à figura em boa posição, e depois foi Bruno Moreira a falhar a assistência quando estava em posição para marcar.

Onzes iniciais:

Rio Ave FC – Léo Jardim; Nadjack, Nélson Monte, Buatu, Mateus Reis; Tarantini (Ronan), João Schmidt, Jambor, Galeno, Murilo (André Silva) e Bruno Moreira.

CD Tondela – Cláudio Ramos; Moufi, Ricardo Costa, Ricardo Alves, Joãozinho; Bruno Monteiro, Jaquite, Xavier (Murillo), Delgado (Azougha), Pena (Pite) e Tomané.

 

Um mercado de inverno produtivo e algo dispendioso!

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Fechado que está o mercado de inverno é tempo de fazer um balanço. É de destacar que ainda existem mercados abertos, por isso, ainda podem acontecer algumas saídas do plantel. Entradas foram quatro, com maior destaque para Pepe, que voltou ao FC Porto, para terminar a carreira no seu clube do coração, sendo ainda uma grande mais-valia no plantel azul e branco.

Pepe, além da qualidade e experiência que acrescenta no imediato, prepara a saída inevitável de Militão no próximo verão. Neste momento, Sérgio Conceição tem soluções no setor defensivo para poder utilizar diversas variantes táticas em função dos momentos de forma, das características do adversário e da intensidade dos jogos. A qualidade individual do FC Porto neste setor é de top Europeu.

Para o setor defensivo, além de Pepe chegou também Wilson Manafá, proveniente do Portimonense SC. Um defesa lateral (extremo de origem) de 24 anos, que passou pela formação do Sporting CP e, que nas últimas épocas, esteve em grande plano no clube algarvio.

Pode jogar quer na direita quer na esquerda, uma polivalência, que agrada bastante a Sérgio Conceição. Rápido, poderoso fisicamente, forte nos duelos individuais, consegue dar profundidade no seu corredor, algo que o treinador portista valoriza bastante na sua ideia de jogo. Precisa de melhorar no último passe. Não será um titular indiscutível mas pode ser muito útil e não tenho duvidas que estará constantemente entes os convocados. Ter um jogador com esta polivalência no banco é uma segurança para qualquer treinador.

Wilson Manafá já começou a mostrar serviço
Fonte: FC Porto

Mamadou Loum foi o reforço de última hora e o mais dispendioso. O médio defensivo chega ao FC Porto a troco de 7.5 milhões de euros, um valor muito acima do mercado para o “curriculum” do jogador. Mais um grande negócio de António Salvador. Loum surge como alternativa direta a Danilo. É um jovem de 22 anos com margem de progressão, muito forte fisicamente, forte no jogo aéreo, com capacidade de “queimar” linhas com bola. Precisa de melhorar a receção orientada e o passe longo.

Para o setor ofensivo chegou Fernando Andrade. Um avançado móvel que encaixa na perfeição na ideia de jogo do FC Porto. Rápido, forte fisicamente, forte no ataque à profundidade, que pode jogar partindo das alas ou como segundo avançado. Com as devidas diferenças tem características semelhantes ao imprescindível Marega.

Em sentido inverso tivemos a saída de Sérgio Oliveira. É com pena que vejo um jogador Português, da formação do clube, que foi importantíssimo na época passada sair desta forma do clube. Mas as incompatibilidades com Sérgio Conceição eram evidentes e a saída era inevitável.

Uma outra nota que gostava de destacar é o número de jogadores que ao dia de hoje constam no plantel azul e branco. 30 jogadores, quando ainda existe uma equipa B é uma “barbaridade”. Talvez nos próximos dias o clube consiga colocar alguns desses jogadores.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Quando um derby não vem só

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Com o mês de janeiro terminado, cada ponto e cada jogo tornam-se cada vez mais importantes e cruciais para as aspirações das equipas. Para abrir fevereiro da melhor forma, temos, não um, mas dois dérbis lisboetas consecutivos.

O primeiro dérbi é no domingo, para a Primeira Liga. As duas equipas encontram-se a cinco pontos de distância uma da outra, estando o Benfica em segundo lugar e o Sporting CP em quarto lugar no campeonato. Como líder, está o FC Porto, a cinco e a dez pontos de distância, respetivamente.

Se para o Sporting CP o título parece estar demasiado longe para ser concretizável, para o Benfica, o primeiro lugar ainda se consegue ver – embora ao longe -, pelo que este dérbi tem uma importância acrescida para o Benfica, quando comparado ao Sporting.

Os encarnados precisam de manter a pressão no líder, esperando que o FC Porto perca pontos e que deixe as águias dependentes só delas para ultrapassar o rival. Em caso de vitória encarnada e derrota portista, a distância diminui para dois pontos, o que dá aos encarnados a possibilidade de dependerem apenas dos seus resultados para subirem ao primeiro lugar. Porém, em caso de empate, na melhor das hipóteses, colocariam a diferença em quatro pontos – caso o FC Porto perca –, ou, no pior cenário, o título ficaria longe da vista, pois encarnados e portistas ficariam separados por sete pontos. Se os leões saem vencedores, a margem pode ficar nos oito pontos, pelo que só a vitória poderá interessar ao Benfica, pois colocará pressão nos azuis e brancos, que entram em campo em Guimarães já depois do apito final do dérbi em Alvalade.

Foi João Félix quem marcou o golo do empate no dérbi do campeonato na Luz
Fonte: SL Benfica

Assim que a partida for dada como terminada, segue-se a recuperação e a preparação para o jogo seguinte, contra o mesmo adversário, mas desta vez no Estádio da Luz. Benfica e Sporting protagonizam mais um dérbi, neste caso a contar para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal.

Existe um grande relevo nesta partida, pois a segunda mão será disputada na casa verde e branca. Assim, o melhor seria mesmo levar um resultado favorecedor e confortável desde o reduto encarnado para facilitar a passagem à final da prova rainha.

Com o falhanço na Taça da Liga, caindo frente ao FC Porto nas meias finais da prova – vencida pelo Sporting –, o Benfica tem a pressão de vencer as restantes provas em que está inserido. A Taça de Portugal tem de ser um objetivo, assim como a luta constante pelo título de campeão português até à última jornada. São dois embates cruciais que poderão ditar o sucesso ou fracasso do Benfica esta temporada.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica