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La vergüenza del fútbol mundial

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Bem-vindos à “Melhor final do Mundo”. Assim ficou conhecida a final da Libertadores de 2018 entre River Plate e Boca Juniors. Mas o que tinha tudo para se tornar a maior final de Libertadores da história, acabou por se tornar a maior vergonha da história da competição. Então vamos corrigir a nomeação. Bem-vindos à “Final mais vergonhosa do Mundo”.

O episódio que ocorreu na tarde de sábado em Buenos Aires é de conhecimento de todos. Então não precisamos de continuar a mencionar as ações dos “selvagens”, pois todos viram o covarde ataque que sofreu o autocarro da comitiva do Boca Juniors quando se aproximava do Monumental de Núñez. Este não foi o primeiro, nem será o último episódio de ataques bárbaros que acontecem no futebol argentino. Há poucos dias, um torcedor do San Martín de Tucumán foi assassinado por adeptos do Boca Juniors e, na última quarta-feira, 50 adeptos do All Boys (clube da terceira divisão nacional) agrediram policias e afugentaram-nos do local onde trabalhavam. Todos esses lamentáveis episódios refletem bem a podridão que existe no futebol argentino e, inclusive, na atual sociedade argentina. Atualmente, Boca Juniors contra River Plate deixou de ser uma rivalidade, para se tornar numa questão de ódio.

A Conmebol também teve a sua parcela de culpa no fiasco desta final se ter se tornado ainda maior. Após as agressões que os jogadores do Boca Juniors sofreram, era evidente que não haviam condições de jogo. O Mundo sabia disso. O próprio River Plate sabia disso. Mas parece que a Conmebol não. A entidade queria forçar o Boca a entrar em campo. O locutor do estádio anunciava constantemente que o jogo iria ocorrer, o que gerou euforia e aumentou as expectativas dos 60 mil espetadores presentes no Monumental de Núñez. Após duas horas e meia de atraso, a Conmebol anunciou o adiamento da partida. Houve uma revolta nas arquibancadas e armou-se uma grande confusão. Por sorte, não houve relatos de pessoas feridas com maior gravidade.

Fonte: River Plate

Na próxima terça-feira, dia 27, os dirigentes dos dois clubes e a Conmebol vão reunir-se na sede da entidade, no Paraguai. Dessa reunião saíra a decisão sobre o desfecho da Libertadores. O Boca Juniors exige ser declarado campeão e relembra o episódio que ocorreu em 2015 entre as duas equipas rivais, na Libertadores: dois adeptos xeneizes lançaram gás de pimenta nos atletas do River Plate, quando os mesmos iam para o balneário no intervalo do jogo. Como punição, a Conmebol excluiu o Boca da competição e o River avançou. A grande questão que a Conmebol enfrenta é que essa final foi vendida ao mundo inteiro. Até o dia e o horário do jogo foram adequados para se adequarem ao mercado europeu. A final também aqueceu o calejado mercado argentino, gerando empregos e impostos. Agora resta aguardarmos o que acontecerá. A única certeza que temos é que a “maior final da história” se tornou na maior vergonha da história do futebol mundial.

Foto de capa: River Plate

As 10 maiores revelações da Liga dos Campeões

Numa altura em que a fase de grupos da Liga dos Campeões caminha para o fim, é interessante perceber quem foram, até ao momento, as surpresas mais positivas da competição. Desde golos a assistências, passando por defesas monstruosas, cortes de levantar um estádio e passes milimétricos, há muito por onde pegar para esta análise. Foram, portanto, escolhidos os dez jogadores nascidos depois de 1 de janeiro de 1996 que mais têm surpreendido nas grandes noites europeias de futebol.

Herança de leão guia a nova geração

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Para equipa técnica que iniciou a presente temporada, a administração do Sporting Clube de Portugal decidiu reconhecer o trabalho realizado por Tiago Fernandes ao serviço das camadas jovens do clube leonino. Foi eleito para Treinador Adjunto de José Peseiro, e desempenhou essa função até ao momento da saída do técnico leonino, demitido por Frederico Varandas depois da derrota para a Taça da Liga frente ao Estoril-Praia.

Para fazer face à demissão de José Peseiro, o Presidente leonino decidiu e bem na minha opinião apostar em Tiago Fernandes para orientar a equipa principal até chegar a acordo com o novo técnico leonino – Marcel Keizer.

Fazendo um balanço de Tiago Fernandes como treinador interino, considero positivo o trabalho realizado, com três jogos no leme da equipa obteu duas vitórias importantíssimas para o Campeonato Nacional (nos Açores frente ao Santa Clara e na receção ao Desportivo de Chaves) e um empate para a Liga Europa (contra o Arsenal em Londres).

Indicações para o sucesso
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Após a contratação do holandês Marcel Keizer muito se especulou sobre o futuro de Tiago Fernandes, com muitas notícias que apontavam o Estrangeiro como a “paragem” mais provável para o técnico verde e branco. No entanto, o futuro próximo será no Sporting Clube de Portugal, a orientar a equipa sub-23 dos leões, substituindo José Lima.

Depois do bom trabalho realizado, quer nas camadas jovens quer na equipa principal, era importante reconhecer isso mesmo, e por isso considero que foi uma boa opção, tanto para o Sporting como para Tiago Fernandes. Acredito que poderá dar muitas alegrias aos/às sportinguistas.

A equipa sub-23 leonina encontra-se na sétima posição da Liga Revelação sub23.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gigantes!

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O Sporting, o Porto e o Madeira Sad conseguiram seguir em frente nas competições europeias. Prestações gigantes para as equipas portuguesas que têm agora mais trabalho pela frente. O Benfica não teve a mesma sorte e foi eliminado da Taça EHF.

O Sporting nem precisou de jogar as duas finalíssimas que completavam o calendário da fase de grupos da Liga dos Campeões. Bastou uma frente ao Besiktas Mogaz para levar os leões à próxima fase da prova – um feito inédito, que nenhuma equipa portuguesa alcançou até hoje no novo formato da competição. O Tatran Presov acabou por ser derrotado pelo Chekhovski Medvedi, antecipando o apuramento dos verde e brancos, que asseguraram o 2º lugar do grupo. Agora falta o playoff de acesso aos 1/8 de final.

O rendimento do Sporting na prova é, de facto, espetacular – em nove jogos, registaram sete vitórias e duas derrotas (ambas em casa), e um total de 276 golos marcados (segundo melhor registo do grupo) e 248 sofridos (terceira melhor defesa do grupo) – um saldo positivo de 28 golos.

O caminho até agora é impressionante e destaco, ainda, a posição de Carlos Ruesga na lista de melhores marcadores. O espanhol é o 8º jogador com mais golos da Liga dos Campeões, com 46 tentos (16% dos golos do Sporting): um pilar essencial do plantel, treinado por Hugo Canela.

O Benfica e o Porto tinham uma tarefa muito complicada na 3ª eliminatória da Taça EHF.

O Porto, ao contrário daquilo que seria esperado, conseguiu virar a eliminatória frente ao 2º classificado da Bundesliga, Magdeburg, e apurar-se para a fase de grupos. Uma exibição de excelência premiou os dragões com uma vitória por 34-27. Os alemães, que já venceram a Liga alemã e eram favoritos, traziam uma vantagem de 3 golos do 1º jogo, mas o Porto mostrou um andebol de excelência e de grande eficácia. O Magdeburg foi finalista da Taça EHF no ano passado, ficando, nesta fase, pelo caminho. Com base naquilo que o Porto mostrou nesta eliminatória, é justo dizer que a equipa portuguesa pode ter uma palavra a dizer nesta competição.

O Porto tinha pela frente uma tarefa quase impossível: eliminar os alemães do Magdeburg
Fonte: FC Porto

O Madeira Sad também tem motivos para festejar. Os madeirenses venceram os dois jogos da 3ª eliminatória e garantiram um lugar nos 1/8 de final da Taça Challenge. Frente ao JD Techniek Hurry-Up, o Madeira Sad venceu por 21-37 no 1º jogo e por 32-28 no 2º –domínio da equipa portuguesa, com um resultado bastante expressivo no agregado das duas mãos (69-49).

Já o Benfica foi eliminado pelo Hannover-Burgdorf, que ocupa o 10º lugar da Bundesliga. Os alemães venceram o 1º jogo da eliminatória por cinco golos, o que acabou por sentenciar as águias – um empate no 2º jogo a 33 golos não serviu para o Benfica seguir em frente na prova.

O Benfica sentiu grandes dificuldades frente aos alemães do Hannover-Burgdorf
Fonte: SL Benfica

A prestação das equipas portuguesas é, até agora, muito positiva: o Sporting apresenta o maior destaque ao alcançar uma vitória inédita do andebol português. É um grande sinal para o futuro. O Porto tinha uma tarefa quase impossível, mas conseguiu surpreender o Magdeburg e chegar à fase de grupos da Taça EHF, contrariando a teórica superioridade dos alemães. O Madeira Sad correspondeu às expetativas e o Benfica acabou por cair perante outra equipa alemã, o Hannover-Burgdorf.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Sporting CP

Sporting CP 5-3 FC Porto: Sporting vence clássico e consolida liderança

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Naquele que foi o principal e derradeiro encontro da 7ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, o Sporting venceu ao ter derrotado o Porto por 5-3. Assim, em virtude do empate a 3-3 entre Barcelos e Benfica na noite de sábado, os leões lideram a tabela classificativa de forma isolada, tendo mais dois pontos somados que o Óquei.

A disputar o terceiro jogo de alto nível num espaço de nove dias, o Porto foi a equipa que entrou melhor, tendo mais tempo de posse de bola. Porém, nunca conseguiu criar uma chance de golo. O Sporting, a seu jeito, procurava defender bem e aproveitar situações de contra-ataque, sobretudo através do stick de Ferran Font.

Com cerca de cinco minutos jogados, o Porto dispôs de um lance de dois para um, mas Girão realizou uma enorme estirada, tendo negado um golo certo a Rafa. Pouco depois, Reinaldo Garcia fez uso da sua técnica e “obrigou” o guarda-redes verde e branco a uma nova defesa.

Após um timeout pedido por Paulo Freitas, o Sporting começou a aparecer mais e de forma perigosa em zonas ofensivas. No entanto, Nelson Filipe respondeu sempre bem. Em virtude de um erro do conjunto portista durante o ataque, Toni Pérez teve uma grande oportunidade para inaugurar o marcador, mas, isolado diante do guardião portista, acabou por enrolar o esférico por cima do travessão. Pouco depois, numa situação semelhante, foi a vez de Font ficar sozinho perante Nelson Filipe, mas também não conseguiu marcar.

O Sporting tanto avisou, que acabou por marcar. Com o relógio a indicar doze minutos para a pausa, Pedro Gil fez uso da sua temível meia distância e assinou o 1-0. Contudo, volvidos treze segundos, Gonçalo Alves imitou o experiente jogador dos leões e restabeleceu a igualdade.

Os golos vieram mexer com a partida, visto que a mesma se tornou ainda mais rápida, tendo sido o Porto a construir as melhores chances de golo, mas sem fazer mexer o marcador. Sem capacidade para chegar perto da baliza portista, os leões apostaram na meia distância de Pedro Gil, que, apenas por alguns milímetros, não fez mais estragos.

A cinco minutos da pausa, Pedro Gil fez um passe que poderia ter sido prejudicial para a sua equipa, pois a bola foi parar ao stick de Rafa. Ainda assim, “apenas” com Girão pela frente, o número nove dos dragões não conseguiu concretizar. Minutos depois surgiu a 10ª falta do Porto. Ferran Font, chamado à marcação do livre-direto, não deu qualquer hipótese de defesa e, com uma “picadinha” magistral, apontou o 2-1 para o Sporting. Passados alguns instantes, Gonzalo Romero esteve quase a fazer o terceiro, mas Nelson Filipe, com uma excelente macha, defendeu.

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia o Porto por 2-1. Se é possível afirmar que os dragões foram quem mais vezes estive perto de marcar, os leões foram quem melhor aproveitou as suas oportunidades. Os vinte e cinco minutos iniciais ficaram ainda marcados por um jogo muito tático, com duas equipas bastante encaixadas, cujos golos resultaram de lances individuais, todos eles espetaculares. Girão, por mais uma vez, esteve em grande e a vantagem leonina muito se devia a ele.

Reinaldo Garcia foi um dos principais agitadores dos dragões
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Logo nos instantes iniciais do segundo tempo, o Porto teve uma grande chance para chegar ao empate, mas Gonzalo Romero disse ‘não’ a um passe açucarado de Rafa para Hélder Nunes.

Tal como havia ocorrido na primeira metade, os dragões foram quem entrou melhor, tentando visar a baliza de Girão de todas as maneiras. O Porto insistiu e, em cima da marca dos trinta minutos, conseguiu empatar. Stickada em zona frontal de Gonçalo Alves e Rafa, em cima de Girão, desviou o esférico e fez o 2-2.

A nova igualdade poderia somente ter durado alguns segundos, mas Henrique Magalhães, ao segundo poste, não deu o melhor seguimento a um passe de João Pinto. Minutos depois, Gonzalo Romero ganhou espaço, deitou Nelson Filipe, mas enrolou a bola por cima.

A quinze minutos do fim, os leões cometeram a sua 10ª falta. Giulio Cocco, jovem especialista dos azuis e brancos, bem tentou tirar Girão do lance, mas não conseguiu bater o internacional português. Momentos depois, Henrique Magalhães quase fez o terceiro, mas não acertou na baliza portista.

O jogo aqueceu e surgiu o primeiro cartão azul da tarde, visto por Reinaldo Garcia, ao ter cometido uma falta sobre Pedro Gil. Ferran Font voltou à marca do livre-direto e apostou numa nova “picadinha”, mas, desta feita, Nelson Filipe defendeu.

Em situação de superioridade numérica, o Sporting nunca conseguiu criar uma real oportunidade de perigo. Retomado o cinco para cinco, o Porto esteve quase a virar o marcador, mas Girão, com uma excelente defesa com a máscara, impediu o golo de Poka. Pouco depois, foi a vez de Gonçalo Alves quase marcar, mas Girão manteve o empate, tendo, porventura, segundo as imagens da transmissão televisiva, retirado a bola já do interior da baliza.

Com menos de cinco minutos para serem jogados, o conjunto sportinguista beneficiou de um contra-ataque de dois para um, e Toni Pérez, solto ao segundo poste e a passe de Gonzalo Romero, fez o 3-2. Segundos depois, Pedro Gil ficou isolado diante do guardião portista, mas Nelson Filipe impediu males maiores para a sua equipa. Contudo, volvidos alguns segundos e na sequência de um lance onde o Porto reclamou falta sobre Gonçalo Alves, Toni Pérez, a passe de Pedro Gil, aumentou a vantagem verde e branca para 4-2. Pouco depois, os dragões beneficiaram de uma grande penalidade devido a um corte com o patim de Gonzalo Romero. Gonçalo Alves, chamado à marcação, não desperdiçou e reduziu para 4-3.

A cerca de dois minutos do fim, Gonçalo Alves cometeu um erro fatal para a sua equipa ao perder a posse do esférico para Gonzalo Romero. O internacional argentino aproveitou a oferta e, isolado perante Nelson Filipe, fez o 5-3, sentenciando o clássico. Pouco depois, o Porto cometeu a sua 15ª falta. Ferran Font voltou a ser o escolhido para a marcação do livre-direto, mas o guardião portista voltou a levar a melhor.

Finalizado o clássico, o Sporting venceu o Porto por 5-3, tendo ascendido e acabando por consolidar a liderança do campeonato nacional, com dezassete pontos. Apesar de os dragões terem começado sempre melhor, os verde e brancos conseguiram equilibrar o jogo, tendo sido eficazes ao aproveitar alguns erros dos portistas. A juntar a estes parâmetros, existiu ainda outro muito importante interveniente chamado Girão, que, mais uma vez, realizou uma enorme exibição.

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR), 4-Ferran Font, 8-Caio, 17-Matías Platero e 57-Toni Pérez; Jogaram ainda: 9-Pedro Gil, 16-João Pinto (CAP.), 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

CRC Quinta dos Lombos 4–5 SL Benfica: Até ao último segundo!

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SL Benfica, líder do campeonato, e CRC Quinta dos Lombos, nono classificado, entravam para a 11ª jornada da Liga Sport Zone com uma diferença pontual de 14 pontos. Os encarnados vinham do desaire na UEFA Futsal Champions League e com vontade de manter a invencibilidade no campeonato. Já o conjunto de Carcavelos procurava voltar às vitórias nesta liga. Apesar do dia chuvoso, o Pavilhão da Quinta dos Lombos esteve bem composto e, na grande maioria, estiveram presentes adeptos da CRC Quinta dos Lombos, colorindo o recinto.

O início do jogo começou como já seria de esperar: o SL Benfica começou a pressionar a equipa da casa e foi em busca do primeiro golo. Os encarnados entraram muito rematadores na partida, e Bruno Coelho, aos dois minutos, conseguiu introduzir a bola na baliza à terceira tentativa, inaugurando o marcador. Paulo Pereira, guarda-redes da CRC Quinta dos Lombos, fez diversas defesas e aguentou o resultado com a diferença de um golo. Ao minuto cinco, o CRC Quinta dos Lombos, numa jogada algo confusa no ataque, acaba por empatar. Ivo Oliveira aproveitou um ressalto após o remate de Eddy e introduziu a bola na baliza.

O SL Benfica não baixou os braços e voltou a carregar sob a equipa caseira numa tentativa de se adiantar novamente no jogo. Diego Roncaglio, guarda-redes do SL Benfica, chutou do meio da rua e a bola só parou nas redes adversárias. O brasileiro, que já tinha sido decisivo em Viseu com um golo semelhante, marcou o segundo golo da partida da mesma forma. Aos dez minutos, Fernandinho, com a baliza completamente aberta, rematou para novo golo, aumentando a vantagem benfiquista. As equipas foram para os balneários com um 1-3 para o SL Benfica.

Um jogo intenso entre as duas equipas, que só ficou decidido nos últimos segundos da partida
Fonte: BnR

A segunda parte começou como a primeira: SL Benfica a pressionar e à procura de aumentar a vantagem que já tinha. A equipa de Joel Rocha chegou ao golo aos cinco minutos. Uma boa jogada dos encarnados pelo lado esquerdo e o toque subtil de Chaguinha fizeram o quarto para o SL Benfica. A CRC Quinta dos Lombos, sem muitos argumentos para conseguir travar o líder do campeonato, mudou a sua estratégia e, aos 6 minutos da segunda parte, Hugo Eduardo entrou para guarda-redes avançado.

A estratégia adotada por Jorge Monteiro deu frutos: a equipa da casa chegou mesmo a incomodar o SL Benfica. Ivo Oliveira, melhor em campo da equipa do CRC Quinta dos Lombos, rematou do meio da rua e reduziu a desvantagem para dois golos, surpreendendo assim o guarda-redes Diego Roncaglio. Aos quatorze minutos da segunda parte, Manuel Mesquita ganhou a bola a Bruno Coelho e fez o terceiro da CRC Quinta dos Lombos, metendo a equipa sonhar com o empate.

O melhor estava mesmo guardado para o final. O empate apareceu nos últimos segundos da partida, faltando nove segundos para o término do jogo quando Ivo Oliveira fez o hat-trick. Quando se pensava que o empate seria o resultado final, Robinho pegou na bola e fez sozinho o golo da vitória do SL Benfica. O atleta russo foi decisivo no jogo, dando os três pontos à equipa da luz. O resultado final foi uma vitória sofrida do SL Benfica por 4-5 contra a CRC Quinta dos Lombos.

Foi um jogo impróprio para cardíacos e disputado até ao último segundo. Venceu a equipa que, teoricamente, era a favorita para levar os três pontos. O SL Benfica suou, mas venceu mais um obstáculo e mantém assim a invencibilidade na Liga Sport Zone.

Cincos iniciais:

CRC Quinta dos Lombos: Paulo Pereira, Eddy, Bruno Vicente, Manuel Mesquita e Bruno Santos

SL Benfica: Diego Roncaglio, Bruno Coelho, Fábio Cecílio, Tiago Brito e Rafael Hemni

SC Braga 2-1 SC Praiense: Ainda deu para acreditar

Dois anos depois, a festa da Taça está de regresso à Pedreira. Eliminado por Covilhã e Rio Ave ainda cedo na prova nos últimos dois anos, o Braga queria acabar com esse registo negativo e voltar a sorrir numa prova em que recentemente disputou duas finais consecutivas (vencendo uma). 

Pela frente, tinha os açorianos do Praiense, do Campeonato Nacional de Séniores, que quereriam deixar uma boa imagem e tentar aproveitar esta oportunidade única para inscrever o seu nome na história do futebol nacional.

Braga cedo tomou conta do meio campo adversário
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Desde cedo se percebeu que o Braga estava dominador, com este a instalar-se no meio-campo adversário. No entanto, as boas trocas de bola não resultavam em jogadas de perigo e até foi a equipa visitante que, aos 22’, mais se aproximou do golo após uma defesa incompleta de Marafona, mas a defesa arsenalista foi mais rápida a responder.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Braga aumentou a pressão e colocou a bola bem perto da baliza de Tiago Maia, especialmente através de bolas paradas, mas não conseguiu acertar com o golo.

A segunda metade do encontro começou com o Braga a, finalmente, dar substância ao seu domínio, chegando à vantagem por Novais. Tudo parecia encaminhado para os da casa, mas assim não o seria. Aos 64’ o Praiense chegou perto e um remate de meia distância foi parado por Marafona. Na sequência, o canto daria uma bola no poste.

Pouco depois, Fonseca aproveitou um erro no início da construção do Braga e tentava isolar-se quando foi travado em falta por Raul. O brasileiro levou um amarelo que bem poderia ter sido mais avermelhado. Na marcação da bola parada, os açorianos levaram a bola à trave, mas de pouco importou, porque Novais fez falta e o árbitro aportou para a marca dos onze metros. Chamado a converter, o capitão João Peixoto assim o fez e colocou tudo de novo igualado.

Já está! Peixoto converte e Praiense empata
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

A partir daí, o Braga tentou retomar o controlo, mas acusava a pressão e não se conseguia organizar da melhor forma. Quando já pairava no Estádio o espectro do prolongamento, o inevitável Paulinho respondeu da melhor forma a cruzamento da esquerda em livre de Sequeira e permitiu a este repórter e aos 3349 espectadores escapar a mais meia hora ao frio.

O vencedor foi mesmo o esperado, mas um Praiense muito bem organizado deu muita mais luta do que o esperado e sai do Minho de cabeça erguida.

SC Braga: Marafona; Sequeira, Raul, Bruno Viana, Goiano; Fábio Martins (Eduardo Teixeira 67’), Palhinha, Novais (Fransérgio 87’), Murilo; Paulinho, Wilson Eduardo (Ricardo Horta 79’)

Vitória FC: Tiago Maia; Careca, Cristiano, Moniz, Magina (Fonseca 71’), Celso Raposo, Vitinha, Danny, Forbs (Buba 58’), Itto Cruz, João Peixoto 

CD Santa Clara 1-2 GD Chaves: Os Valentes Transmontanos lutaram e seguiram rumo aos oitavos

Mais um domingo de futebol no Estádio de S. Miguel em que se disputava a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Ambas as equipas ambicionavam marcar presença na prova rainha.

CD Santa Clara ocupa, de momento, a nona posição da tabela classificativa referente à Primeira Liga. Por sua vez, o CD Chaves é, atualmente, o 18.º e último classificado da referida tabela, com apenas sete pontos amealhados em dez encontros já realizados.

O jogo começou com muita intensidade por parte da equipa local que, aos 6 minutos de jogo, Fernando Andrade fez pontaria para a baliza adversária para tentar a sua sorte. No entanto, acabou por não o conseguir. Nos primeiros 20 minutos, o Santa Clara destacou-se pela intensidade e agressividade demonstrada. Apesar disso, na segunda metade da primeira parte, o GD Chaves conseguiu mostrar maior eficácia na linha e finalização, acabando por inaugurar o marcador aos 25 minutos.

A equipa da casa tentou ainda reagir ao golo, mas sem efeito, acabando por sofrer o segundo golo aos 29 minutos.

Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte, a formação açoriana deparou-se com uma equipa flaviense mais retraída no seu meio campo, mas ainda assim soube reagir mostrando uma clara melhoria no seu rendimento.

A equipa açoriana ainda conseguiu reagir aos 57 minutos através de um golo marcado por Fábio Cardoso, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Osama Rashid. O jogo permaneceu equilibrado, havendo algumas situações de perigo porém insuficientes para a equipa vermelha e branca, que até ao final do tempo regulamentar tentou pressionar para chegar à igualdade.

É de salientar que, nesta disputa pelo lugar nos oitavos de final, este foi um jogo marcado pela agressividade e intensidade que ambas as equipas mostraram. No entanto, o GD Chaves foi mais eficaz o que se refletiu nesta vitória.

Wolverhampton Wanderers FC 0-2 Huddersfield Town FC: A força do passado

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Se, pelo presente, o Wolverhampton Wanderers FC partia como favorito, fruto do 11º lugar e dos 16 pontos obtidos até ao momento na Premier League, contra o 19º classificado, com sete pontos, o Huddersfield Town FC, o passado dava um claro favoritismo aos visitantes: nas últimas três visitas ao Molineux, o Huddersfield Town FC venceu sempre por 1-0; nos últimos 12 confrontos entre as duas equipas, para o campeonato (Premier League e Championship), o Huddersfield venceu dez.

O Huddersfield apresentou duas alterações no seu onze inicial em relação ao último jogo, com as entradas de Tommy Smith e Erik Durm para os lugares de Mathias Zanka (suspenso) e Chris Lowe (lesionado). Do lado do Wolverhampton de Nuno Espírito Santo, apenas uma mudança: Rúben Vinagre entrou para o lugar do lesionado Johny e fez a sua estreia como titular na Premier League.

Os Wolves apresentaram-se com o seu habitual 3-4-3, com os alas bem abertos e a integrarem o movimento atacante da equipa sempre que possível. Do lado do Huddersfield, um 3-5-1-1, com Pritchard no apoio ao irrequieto Mounié.

O jogo começou com os Wolves a tomarem uma postura mais ofensiva. O estreante Rúben Vinagre esteve em destaque na ala esquerda, com arrancadas que puseram em sentido a equipa do Huddersfield. Mas seriam os visitantes a inaugurar o marcador na primeira ocasião de perigo que criaram. À passagem do sexto minuto, Durm, uma das novidades no onze dos azuis e brancos, recupera a bola, combina com Billing e centra atrasado para a entrada da área, onde aparece Mooy a rematar de primeira, sem hipótese para Rui Patrício.

Mooy celebra o primeiro golo da tarde. Fonte: Premier League

Balde de água fria numa tarde gelada no Molineux. A equipa de Nuno Espírito Santo foi tentando reagir, mas a equipa do Huddersfield abdicava de pressionar na primeira zona de construção dos Wolves, esperando pelos homens de laranja e negro no seu meio-campo, aplicando, aí, uma pressão aguerrida que não deixava João Moutinho e Rúben Neves pegar na batuta.

Os erros a nível de passe e posicionamento por parte da equipa de Nuno Espírito Santo foram aproveitados pelos visitantes, que efetuaram vários contra-ataques e estiveram perto de marcar o segundo. Num desses ataques rápidos, os visitantes ganharam um canto, que Mooy bateu tenso para o coração da área, onde estava Mounié a cabecear para uma defesa atenta de Patrício. Pouco depois, o mesmo Mounié rematou a uns bons 25 metros da baliza, com Patrício novamente a segurar.

Mesmo em cima do apito para o intervalo, novo canto de Mooy, e Mounié, na zona de penalty, dispara de cabeça. Doherty evita o 0-2 com um corte quase em cima da linha de golo.

Equipa dos Wolves esteve em dia não
Fonte: Premier League

Na segunda parte, o Wolverhampton entrou determinado a dar a volta ao resultado e Jiménez, aos 55 minutos, esteve perto de marcar por duas vezes: excelente trabalho na direita do recém-entrado Traoré, que cruza largo para o segundo poste, onde está Jiménez a cabecear, para um corte em cima da linha de Billing. Na recarga, o avançado mexicano cabeceia outra vez para uma defesa segura de Lossl.

Na jogada seguinte, foi a vez de Billing (excelente exibição) chegar perto do golo, com um remate de fora da área que passou a centímetros do poste da baliza de Rui Patrício.

Os minutos passavam e os da casa não conseguiam furar a barreira defensiva do Huddersfield. Com o relógio a avançar rapidamente, os nervos foram tomando conta dos homens de Nuno Espírito Santo, que não conseguiam traduzir a posse de bola em lances de verdadeiro perigo. Prova deste desacerto foi a perdida incrível de Jiménez, ao minuto 65: isolado na área, o ex-Benfica preferiu passar para o lado, onde estava…ninguém.

Mooy aproveita o “buraco” na barreira para fazer o seu segundo golo
Fonte: Premier League

O Huddersfield mostrou uma eficácia tremenda à passagem do minuto 73, quando Mooy bate um livre direto por fora da barreira e faz a bola entrar caprichosamente na baliza de Rui Patrício. O médio australiano aproveitou a (des)organização da barreira e colocou a bola entre os quatro jogadores dos Wolves em linha e Hélder Costa. Difícil entender a disposição dos jogadores de Nuno Espírito Santo para defender este livre. O Huddersfield aproveitou e, pela primeira vez desde 24 de fevereiro, marcou dois golos num jogo da Premier League.

Os comandados de Nuno Espírito Santo tentaram reagir até ao fim, mas já não havia forças nem discernimento para mais. O único destaque vai para um lance individual de Diogo Jota, já na grande área, com o português a trabalhar bem sobre os defesas adversários e a rematar para uma defesa apertada de Lossl.

O Wolverhampton continua a série de maus resultados, sendo este o quinto jogo sem ganhar da equipa de Nuno Espírito Santo. O Huddersfield obteve a primeira vitória fora de casa em nove meses para jogos do campeonato e sai dos lugares de despromoção, ocupando o 14º lugar à condição.

Onzes iniciais:

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Bennett, Coady, Boly, Doherty, João Moutinho (Gibbs-White, 46’), Rúben Neves, Rúben Vinagre, Hélder Costa (Diogo Jota, 74´), Ivan Cavaleiro (Traore, 45’) e Raul Jimenez.

Huddersfield Town FC: Lossl, Hadergjonaj, Smith, Schindler, Kongolo, Durm, Hogg (Stankovic, 90+2’), Billing (Williams, 90+1’), Mooy, Pritchard (Mbenza, 90+2’), Mounie.

Conhece as quatro equipas que subiram à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro

Terminou este sábado a Série B do Brasileirão e quatro equipas ganharam o acesso à elite do futebol brasileiro. Foram elas o Fortaleza, o Centro Sportivo Alagoano, o Avaí FC e o Goiás EC, emblemas que já fizeram parte do primeiro escalão da competição.

O regresso do Mito

Campeão da Série B, o Fortaleza, comandado por Rogério Ceni, foi sem dúvida o melhor dos vinte candidatos. Numa campanha com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas, a equipa cearense terminou o campeonato com 71 pontos (nove à frente do segundo colocado, o CSA).

Um dos grandes responsáveis pela promoção foi o ídolo do São Paulo FC, Rogério Ceni, ou “Mito”, como é conhecido. O treinador, com o seu estilo de jogo moderno e ofensivo, mostrou que o seu nome ainda vai dar muito que falar no futebol brasileiro. Mesmo com propostas de outros clubes da Série A, espera-se que Ceni permaneça no Fortaleza e tente chegar ainda mais longe.

No entanto, longe de ter um ótimo plantel, a equipa de Ceará precisará de reforçar todos os setores, principalmente o ataque, uma vez que o “artilheiro” da Série B, “Gustagol”, vai retornar ao SC Corinthians.

31 anos de espera

Maceió, capital do pequeno e pobre Estado de Alagoas, está em festa. Na raça, e talvez na sorte, o Centro Sportivo Alagoano (CSA) garantiu, na última jornada, acesso à Primeira Divisão do Brasileirão, após 31 anos fora da elite do futebol nacional. O clube alagoano também foi o primeiro a ir da quarta à primeira divisão em três temporadas.

O emblema de coração da melhor jogadora do mundo, Marta, e a primeira equipa a ser treinada pelo consagrado Luiz Felipe Scolari, o CSA, fará sua terceira participação na Série A do Campeonato Brasileiro. As duas últimas aconteceram quando o sistema de divisões e de pontuação do Campeonato eram diferentes.

O “azulão alagoano” foi vice-campeão da “Segundona”, com 17 vitórias, 11 empates e dez derrotas, e será o único representante do Estado de Alagoas na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Na campanha dos alagoanos, o destaque foi Didira, bom médio ofensivo, o melhor marcador da equipa com sete golos.

Atacante do CSA comemora golo contra o Juventude                                                                          Fonte: Centro Sportivo Alagoano

Velho conhecido

Sob comando do técnico Geninho, o Avaí, de Santa Catarina, sofreu para ficar na terceira posição da Série B. Foi somente no último jogo, um suado empate a 0 com a Associação Atlética Ponte Preta, que o clube da Ressacada pôde comemorar. Mesmo com um investimento pífio em 2018, o Avaí conseguiu 16 vitórias, 13 empates e nove derrotas.

O último acesso do Avaí à Série A tinha acontecido em 2014. No ano seguinte, no entanto, com uma péssima campanha, a equipa voltou à Série B. Agora, passados três anos, o velho conhecido da Série A terá mais uma chance para se manter entres os grandes.

Durante toda a competição, o Avaí foi uma das equipas mais regulares, estando sempre entre os primeiros classificados. Na reta final do Campeonato, porém, com uma enorme queda de rendimento, viu o acesso ao escalão principal ser ameaçado. O Avaí, assim como Fortaleza e CSA, terá de fortalecer todos os setores do plantel, pois apesar da boa posição na Série B, a equipa ainda é muito frágil, principalmente na defesa. O maior destaque foi, sem dúvidas, o treinador Geninho, que, mesmo com um plantel limitado, conseguiu fazer um bom trabalho tático e de organização.

O gigante está de volta

A Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2019 será marcada pelo regresso de um dos maiores e mais tradicionais clubes do Centro-Oeste brasileiro. O Goiás, que desde 2015 estava fora da principal competição do Brasileirão, ficou em quarto lugar na “Segundona” deste ano, com 18 vitórias, seis empates e 14 derrotas. Apesar do quarto lugar, a equipa esmeraldina foi a segunda que mais venceu na competição, ficando somente atrás do campeão, Fortaleza.

O maior destaque do Goiás foi o segundo melhor marcador da competição: o atacante Lucão, que provavelmente se mudará para o futebol chinês. Com um remate preciso e perfeição nas jogadas aéreas, Lucão consegui fazer golos importantíssimos para a vitoriosa campanha do “verdão do oeste”. Se mantiver o futebol jogado em 2018, com a força da sua gigante massa adepta, o Goiás será certamente uma pedra no sapato de muitos clubes ricos da Série A.

Foto de capa: Fortaleza Esporte Clube