A uma distância considerável do primeiro lugar após o empate em Setúbal, os leões lutam pelo objectivo dos milhões da Champions League frente a um adversário directo e naquela que é uma luta a três, porque o SC Braga de Abel Ferreira promete dificultar as ambições dos grandes de Lisboa. Uma derrota poderá, eventualmente, deixar a equipa de Keizer a lutar apenas pela Europa League
Assim, vamos analisar posição por posição os jogadores de Sporting e Benfica de forma a conseguirmos um 11 ideal para o dérbi de domingo.
GUARDA-REDES
Renan Ribeiro vs. Vlachodimos – Os dois guardiões estão em óptima forma e dão garantias às suas respectivas equipas. Contudo, o guarda-redes do Sporting foi o herói da final-four de Braga e leva vantagem sobre o internacional grego.
O ano de 2019 foi um ano de aprendizagem, erros, crescimento e até de superação.
No ano que agora está a findar lançámos o Bola na Rede TV, mudámos a nossa forma de comunicar nas redes sociais e continuámos a formar novos jornalistas para outros Orgãos de Comunicação Social de referência. Com a ajuda de todos, somos cada vez mais um dos bons exemplos de que se pode fazer um jornalismo positivo, não alinhando em polémicas desportivas e que não é preciso não ter clube desportivo para se ser isento.
Ainda assim, e apesar de termos atingido grande parte dos objectivos a que nos propusemos, queremos mais para 2020. O planeamento que temos para o próximo ano é ambicioso, mas acreditamos que com todos juntos, contando com cada fotógrafo, redator, revisor ou editor, que conseguiremos fazer crescer o jornalismo desportivo em Portugal.
Contudo, tudo isto apenas é possível se continuares desse lado, a apoiar-nos e criticar construtivamente cada erro nosso. És a nossa maior força e acreditamos que cada feedback é importante para o nosso caminho. Que 2020 seja o ano de conquistas, de superação e, porque não, de revalidação do Europeu de Futebol!
Na semana passada, a NBA anunciou os 10 jogadores titulares do jogo All-Star. Os capitães LeBron James e Giannis Antetokounmpo vão escolher, a 7 de fevereiro, de entre os restantes oito, as suas equipas. Mas precisarão de suplentes. Kyrie Irving, Kemba Walker, Kawhi Leonard, Joel Embiid, Stephen Curry, James Harden, Paul George e Kevin Durant já lá estão. Quem se junta? É isso que vamos tentar prever.
Portugal e Brasil enfrentaram-se no Pavilhão João Rocha no primeiro dos dois jogos de preparação entre a formação canarinha e os actuais campeões. No vigésimo primeiro jogo entre as duas equipas, a equipa de Jorge Braz queria conquistar a primeira vitória frente ao todo poderoso Brasil.
A equipa sul-americana, com alguns jogadores que actuam no Sporting CP no elenco (Guitta, Alex e Dieguinho), entrou da melhor forma no encontro e, à passagem do terceiro minuto, colocou-se em vantagem. O capitão de equipa Rodrigo entrou na quadra para bater um livre e, na transformação da bola parada, marcou o primeiro no João Rocha.
Já falámos de quatro jogadores brasileiros, mas este Brasil de Marquinhos Xavier tem outro craque que merece especial destaque: Ferrão. O pivot do FC Barcelona recebeu o legado de Falcão e é agora a figura maior do futsal brasileiro.
Nesta noite, Ferrão foi o claro destaque da constelação de estrelas que é esta selecção brasileira e brilhou a um nível superior a todos os outros, onde se inclui Ricardinho.
A formação sul-americana jogava com o guardião Guitta adiantado, jogando em 5×4 e pressionando os portugueses logo à saída da sua área, obrigando ao erro e não deixando que Portugal conseguisse construir com perigo ou que Ricardinho usasse a sua magia. Ao mesmo tempo, Portugal acumulava faltas e o seu melhor jogador era, neste momento, o guardião Vítor Hugo.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Com sete minutos para jogar na primeira parte, os canarinhos chegam ao segundo. Um erro defensivo lusitano fez com que a bola chegasse redonda aos pés de Dieguinho, tendo o pivot do Sporting apenas encostado para o fundo das redes. Um segundo golo merecido pelo trabalho que os visitantes mostravam em campo.
Em desvantagem, Portugal voltou a subir as linhas e conseguiu criar um momento de perigo por Erick, na sequência de um canto cobrado por Ricardinho. O universal do Sporting pegou na bola de primeira mas a bola saiu ao lado da baliza do seu colega de clube, Guitta.
Alguns momentos depois do segundo tento, o Brasil tentou recriar a jogada de sucesso mas Vítor Hugo remediou o erro do segundo golo e conseguiu antecipar-se aos intentos adversários.
O 0-3 chegou já dentro dos últimos minutos da primeira parte. Ferrão recebe a bola na direita e faz magia. O jogador do Barça finta André Coelho e remata forte e colocado, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião português.
Na segunda parte, a equipa de Jorge Braz entrou com vontade de lutar pelo resultado e foi a primeira a criar perigo. Márcio Moreira tentou a sua sorte com um bom remate mas o inspirado Guitta voltou a negar os intentos portugueses.
Aos 23′, foi a vez de Arthur – mais um jogador do FC Barcelona – marcar e aumentar para 0-4 o resultado. Leo Santana consegue chamar a si dois jogadores portugueses e, com o desequilíbrio alcançado, serve um isolado Arthur que só tem que colocar a bola fora do alcance de Bebé, que tinha entrado ao intervalo na equipa de Portugal.
Portugal não baixou os braços e continuou a procurar o golo que já merecia. Fábio Cecílio, jogador do SL Benfica, tentou num belo remate mas o guardião brasileiro parecia intransponível na baliza.
A dez minutos dos quarenta, e já com Portugal a jogar no 5×4 com Tiago Brito como guarda-redes avançado, o Brasil chegou à mão cheia, com o capitão Rodrigo a bisar na partida. O fixo do Magnus Futsal aproveitou uma perda de bola no ataque luso e rematou fácil para o 0-5.
A equipa campeã europeia nunca mostrou ser tão inferior à sua congénere brasileira mas a qualidade dos elementos do escrete foi o factor decisivo na diferença existente no marcador.
O tento de honra português surgiu aos 36′, por Tiago Brito. A jogar como guarda-redes, o jogador do SL Benfica recebeu um passe de Ricardinho e fuzilou, em zona frontal, Guitta. Um golo muito merecido e festejado pelos mais de 2000 espectadores que estiveram no João Rocha. De referir também o apoio brasileiro nas bancadas que motivou os jogadores e que foram merecedores dos festejos do sexto golo canarinho.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Guitta, um dos heróis da partida, defendeu um remate frouxo e à figura de Ricardinho e chutou da sua área para uma deserta baliza portuguesa. Assim que marcou, o guarda-redes leonino correu até à bancada contrária e festejou com os seus compatriotas.
Num jogo com um resultado algo “mentiroso”, o Brasil de Marquinhos Xavier contou com as suas estrelas num nível bem alto e conseguiu contrariar o futsal português e a inspiração do melhor jogador do Mundo, Ricardinho.
Segue-se novo jogo na próxima sexta-feira. Desta vez, o encontro será no Pavilhão da Luz e onde Portugal poderá mostrar uma nova face e mostrar que continua com a qualidade que levou a equipa nacional ao título europeu.
CINCO INICIAL E SUPLENTES
Portugal: Vítor Hugo; Fábio Cecílio, André Coelho, Bruno Coelho e Ricardinho.
Suplentes: Bebé; Erick, Nílson, João Matos, Tiaguinho, Márcio Moreira, Pany Varela, Tiago Brito e Tunha.
Brasil: Guitta; Léo Santana, Dyego, Arthur e Ferrão.
Suplentes: Roncaglio, Rodrigo, Nando, Lino, Marcel Marques, Alex, Gadeia, Pito e Dieguinho.
Obrigado a uma resposta firme depois da frustração na Taça da Liga, o campeão nacional não perdeu tempo e começou a resolver as coisas cedo, evitando dissabores que a chuva, o frio e o estado do terreno poderiam trazer. Brahimi, Militão e Soares fizeram os golos, num jogo em que Óliver esqueceu o erro cometido frente ao Sporting CP com uma bela assistência. Manafá estreou-se com a azul e branca vestida, frente a um Belenenses SAD que não surpreendeu… porque jogou como sempre. Futebol agradável e positivo aquele pratica a equipa de Silas. Merecia sair do Dragão pelo menos com um festejo.
A chuva fez questão de dar uma enorme trégua assim que os artistas se preparavam para meter a bola a rolar e isso só poderia ser um bom sinal. Diminuiu a intensidade, mas fez questão de dizer sempre presente. Até por isso, o estado do relvado não aconselhava a grandes aventuras pela circulação de bola sobre o chão. Não estavam reunidas as condições para a fluidez de que Sérgio Conceição tanto gosta.
Quem também não estava para grandes paciências era Corona, que fez ver aos defensores do Belenenses SAD que o momento não era de trocar a bola de pé para pé. Pleno de oportunidade, lá estava o mexicano a interceptar um passe em zona privilegiada e a servir inteligentemente Brahimi com um passe atrasado para a zona de penálti. O argelino fez o que melhor sabe e atirou a contar. Durou cinco minutos a resistência dos lisboetas.
Soares, num par de ocasiões, ainda esteve perto de resolver o assunto antes do primeiro quarto de hora, mas para isso seria necessário calibrar a mira, tanto do cabeceamento como do pé direito. Do outro lado, a turma de Silas não abdicava da sua identidade, insistindo no futebol rendilhado, o que lhe ia valendo algumas perdas de bola em zonas sensíveis. Tinha, no entanto, razão o técnico visitante, já que foi numa dessas jogadas construída a um e dois toques que Licá esteve perto de cometer uma pequena traição. Acertou, porém, nas malhas laterais.
Óliver fez esquecer a final da Taça da Liga com uma assistência Fonte: FC Porto
Eram os primeiros sinais de impaciência da plateia azul e branca que logo Éder Militão tratou de acalmar. Não só o central/lateral direito diga-se, mas toda a equipa, a começar por… Sérgio Conceição. Sim, porque o segundo golo dos dragões tem dedo da equipa técnica e demonstra muito trabalho de laboratório. Como? Simples. Um livre perto do meio campo foi batido de forma curta para Óliver Torres, que rapidamente despachou a bola para a esquerda onde estava Alex Telles a cruzar com a medida certa para a entrada de rompante de Militão. Tudo isto enquanto a chuva voltava a cair com força para dificultar ainda mais a tarefa dos jogadores. Corona e Diogo Viana, antes do descanso, ainda tentaram o golo, com belas iniciativas individuais. Os guarda redes, esses, estão lá para alguma coisa, não é assim?
Falando já da etapa complementar, foi pela primeira vez tempo – porque a oportunidade assim ditou – de lançar a velocidade de Marega nas costas da defesa, mas a bola travou tanto que no momento do remate o maliano já não teve a força necessária para bater Muriel que, diga-se, ainda fez uma boa defesa. Na resposta foi Henrique, de pé esquerdo e em zona frontal, a atirar rasteiro, bem perto do poste de Casillas.
Este FC Porto, já se sabe, não é equipa de fazer uma gestão passiva do jogo, pelo que o jogo não perdeu interesse em nenhum momento. Às investidas dos azuis e brancos, rapidamente respondia o Belenenses SAD com saídas rápidas a tentar aproveitar ainda uma ligeira desarticulação entre Felipe e Pepe.
Não obstante, seriam os dragões a dar a estocada final, num golo que ganha muita importância se atendermos a quem o construiu. Óliver tinha a medida certa na ponta da bota quando cruzou para o cabeceamento certeiro de Soares. Um castigo duro para os visitantes mas também uma prenda que o futebol devia ao número dez dos dragões. Só lhe faltou o golo, que esteve perto de aparecer em cima dos 90’, numa altura em que os portistas se iam recriando com a bola e acumulando oportunidades para desnivelar ainda mais o resultado.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
FC Porto: Casillas, Militão (Manafá, 80’), Pepe, Felipe, Alex Telles, Herrera, Óliver, Corona (Otávio, 72’), Brahimi, Marega e Soares (Fernando Andrade, 78’).
Depois da saída de Lito Vidigal para o Boavista FC, o Vitória FC apresentou-se frente ao Sporting CP com Sandro Mendes, antigo jogador e diretor desportivo do clube, no banco. Os sadinos vinham de uma série de nove derrotas (sete delas para a liga) e surgiram em campo com cinco alterações em relação ao jogo com o Aves. A partida começou debaixo de chuva miudinha, mas esta intensificou-se no decorrer da primeira metade.
A primeira oportunidade surgiu logo aos três minutos por parte de Cádiz. O Vitória entrou ligeiramente melhor que o Sporting. Bas Dost foi o homem bomba dos leões, tendo levado o perigo por várias vezes à baliza de Cristano.
Ao quarto de hora o Sporting tentou impor-se, com a defensiva vitoriana a dar muito espaço a Bas Dost para aparecer entre os centrais. Ainda assim, a falha defensiva não era grave o suficiente para dar o golo que o camisola 28 tanto desejava.
Aliás, o Vitória recompôs-se e, sem medo do Sporting, não se escondeu atrás da linha de meio campo, provando ser mais eficaz que o adversário. Aos 24 minutos, Cádiz não perdoou e numa grande jogada individual, iniciada depois de um passe de Ruben Micael, marcou o primeiro golo da partida.
Como seria de esperar a equipa de Marcel Keizer não se deixou levar pelo golo sadino e foi recuperando terreno ao Vitória, sem grandes oportunidades de empatar a partida (a registar apenas uma grande intervenção de Cristiano, que sacudiu a bola, aos 41′). Fica a nota de um Sporting muito lento e previsível na primeira metade.
O Vitória mostrou-se mais eficaz que o Sporting na primeira metade Fonte: Bola na Rede
Os leões entraram muito melhor na segunda parte, mais pressionantes e rápidos. O jogo encaminhava-se bem para o Sporting, mas, aos 55 minutos, viu-se reduzido a dez unidades. Ristovski, depois de acabar mal tratado numa disputa de bola, viu o cartão vermelho, direto, por palavras. O jogador leonino reagiu de cabeça quente e Hélder Malheiro não hesitou na punição.
Se o jogo já estava complicado para os homens de Keizer, mais complicado ainda ficou. A partir desse momento o Sporting passou a jogar mais com o coração do que com a cabeça – perigoso, mas pouco organizado, com intensidade, mas sem eficácia.
Marcel Keizer foi obrigado a mexer na equipa e poucos minutos depois, foi a vez de Sandro. Segundos depois de lançar André Pedrosa, o jovem lesionou-se sozinho, obrigando o treinador sadino a esgotar as suas subsituições.
Aos 80′ o coração falou mais alto e Bas Dost, finalmente, conseguiu meter a redondinha para dentro das redes! Estabeleceu-se assim a igualdade no Bonfim, a dez minutos do final da partida. Golo merecido por parte do Sporting, que foi a equipa que mais procurou o golo da segunda parte, e por parte de Bas Dost, que foi sempre o homem mais perigoso dos leões.
O Sporting de dez unidades mostrou-se melhor que o Vitória de 11 e o jogo correu num só sentido. Já em tempo de compensação, Nani perde uma bola infantilmente e o Vitória esteve muito perto de marcar outra vez.
A partida terminou aos 97′ empatada a uma bola, com uma primeira parte bem conseguida pelo Vitória e uma segunda metade dominada por um Sporting reduzido a dez.
Deixamos correr o tempo, porque Deus tem mais para dar do que o diabo para tirar e quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele. Se o seguro morreu de velho, Bruno Lage é esperança, e a esperança é o sonho do homem acordado.
A pobre não prometas e a rico não devas. Promessas leva-as o vento e os adeptos só perdoam a quem amam, Rui Vitória. Não penses, no entanto, que barriga cheia, companhia desfeita. Não esquecemos o que de bom nos deixaste, mas barco parado, não faz viagem.
Foi o Benfica um pai para ti ou chamas à vida madrasta? Saíste na hora certa, quem te segurou a porta aberta? A sorte ajuda às vezes, outras vezes dá-se um empurrãozinho. Um contrato repentino chegado na hora certa, teria a casa a porta aberta?
O SL Benfica ocupa a 2ª posição a cinco pontos do líder FC Porto Fonte: Bola na Rede
Nesta vida, um dia é da caça, o outro do caçador. É preciso manter um olho no peixe e o outro no gato, porque nada depende apenas só de nós. Seremos capazes, no futuro, de lavrar em campo fraco, com lavrador forte, porque a esperança é a última a morrer.
E como a sorte protege os audazes, boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia. Para evitar bolsa despejada, casa amargurada, com a prata da casa se resolve esta alhada. Bruno Lage salva a honra do convento.
Temos que avançar, não adianta chorar sobre o leite derramado e, águas passadas não movem moinhos. O futuro a nós pertence e água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Furaremos defesas e redes porque a união faz a força.
A cada dia que passa, não podemos desperdiçar golos, a ocasião faz o ladrão e há que estar à espreita das oportunidades. De livre, penalidade ou ao ataque, porque a cavalo dado não se olha a dente e a culpa não morre solteira.
Ainda nada está perdido no Campeonato Português e o SL Benfica corre na luta pelo título Fonte: SL Benfica
A fama longe soa, e mais depressa a má que a boa, não nos podemos, por isso, deitar-nos a dormir. Nem sempre a fome é a melhor cozinheira, mas no nosso caso, abre o apetite e, não, a galinha da vizinha, não é mais gorda que a minha!
Cada cabeça sua sentença, cada cor, seu paladar, cada macaco no seu galho, porque é hora de mudar. E se cada maluco com a sua mania, mudam-se as táticas, mudam-se as vontades. De 4x3x3 passou-se para 4x4x2 e cada um sabe as linhas com que se cose.
Mudar só para melhor e melhor foi a mudança. Casa que não é ralhada, não é bem governada. Estalou-se o chicote com mão de ferro e os cinco dedos da mão contam-se um a um em subtração.
E porque a esperança é o sonho e o sonho comanda a vida, a ti treinador, uma oração:
Uma das tradicionais provas de início de temporada, a Tropicale Amissa Bongo tem, regra geral e por razões culturais, sempre uma boa participação francesa, dando uma oportunidade aos corredores africanos de enfrentarem ciclistas de nível superior e permitindo aos europeus começar bem o ano.
Depois de em 2018 ter sido Joseph Areruya (Rwanda) a vencer a prova, a edição deste ano era muito menos acidentada e, por isso, mais propícia aos sprinters. E, à partida, as três formações Pro Continentais francesas – Arkea-Samsic, Direct Energie e Vital Concept – dividiam o favoritismo.
A grande questão é que não se limitavam a disputar a corrida, mas também a tentar ganhar uma vantagem na luta pelos dois wildcards ainda por atribuir para o Tour de France de forma a poderem juntar-se à compatriota Cofidis e à belga Wanty.
A Direct Energie foi quem se saiu melhor, com o seu reforço italiano, Niccolo Bonifazio, a estrear da melhor maneira as novas cores, conquistando três etapas e a Geral.
Já a Vital Concept levou duas tiradas e foi a única a triunfar por intermédio de um francês. Lorrenzo Manzin conquistou as duas primeiras vitórias do ano de ciclistas do seu país e deu à equipa uma bonita efeméride. Nos seus dois anos de existência, foi em ambas as ocasiões a que deu a primeira vitória da época à França, já que havia sido Julien Morice a fazê-lo em 2018.
Por outro lado, a Arkea-Samsic, que tinha em Andre Greipel o mais cotado dos velocistas presentes, só a muito custo conseguiu picar o ponto, com o alemão a vencer na penúltima etapa.
Manzin, Bonifazio e Greipel: os três que dominaram a Tropicale 2019 Fonte: Tropicale Amissa Bongo
Direct Energie e Arkea-Samsic continuam a ser as grandes favoritas para garantir um lugar no Tour, mas se a Vital Concept conseguir manter este nível nos próximos desafios poderemos ter uma surpresa.
Fora dos conjuntos gauleses, Biniyam Ghirmay foi a principal figura. Com apenas 18 anos, o eritreu é um dos maiores talentos em bruto do ciclismo africano e fazia aqui a sua estreia no pelotão internacional, já que até à época passada era junior. Respondeu de uma forma incrível e deixou muitos boquiabertos, vencendo uma etapa e ainda se intrometendo noutros sprints.
A posição de guarda-redes é a posição mais específica do futebol e, nos dias em que correm, está a sofrer imensas alterações, quer nas funções do próprio guarda-redes em campo, quer no valor que se atribui ao guardião (esta época, bateram-se recordes atrás de recordes em transferências de guarda-redes), quer na própria gestão da posição.
Há quem defenda o pensamento mais tradicional, ou seja, há um a titular e outro a suplente à espera da sua oportunidade (muito usado nas equipas alemãs, onde o titular do momento joga os jogos todos até perder esse estatuto), há quem prefira atribuir uma competição a cada (a clássica rotação nas Taças) e, bem menos habitual, há quem dê dois jogos a cada um, independentemente da competição, nível do adversário ou grau de importância do jogo. A única condição é manter o bom nível nos treinos e no seu par de jogos e, enquanto assim for, continuará a ser dois jogos para cada um.
Esta arrojada e rara situação acontece no histórico e candidato à subida à Segunda Liga Portuguesa, Clube Oriental de Lisboa. Os Guerreiros da Marvila estão a apenas dois pontos dos lugares de subida da Série D do Campeonato de Portugal Prio, contando com um plantel curto, mas recheado de qualidade, sobretudo na baliza, onde brilham David Grilo e João Manuel. Dois jovens talentos, extremamente cobiçados, que fim de semana após fim de semana, seja um ou seja o outro, dão espetáculo.
Esta situação foi promovida pela mítica dupla Toni Pereira (treinador principal) e Carlos Pereira (treinador de Guarda-Redes), que muitas alegrias deram ao serviço de outro histórico de Lisboa, o Atlético Clube de Portugal. Agora no Clube Oriental de Lisboa, esta dupla de técnicos decidiu apostar nesta fórmula desde o primeiro jogo oficial da temporada, com excelentes resultados à vista. Aliás, entretanto, Toni Pereira saiu para o Real Sport Clube de Massamá e o novo treinador principal, João Silva, decidiu continuar a respeitar esta gestão dos seus guardiões.
David Grilo contrariou o estatuto apriori de titular de João Manuel. O jovem guarda-redes, vindo das distritais de Lisboa, foi uma das maiores revelações da temporada passada no CPP Fonte: David Grilo
David Grilo contabiliza 12 jogos oficiais e apenas oito golos sofridos, enquanto João Manuel conta com 10 presenças, sendo que os próximos dois jogos são dele, também com oito golos encaixados. Ambos com passagens na formação do Sporting Clube de Linda-a-Velha e com menos de 1,85 (quem disse que a altura era importante mesmo?), são dois dos guarda-redes mais valiosos da divisão e com qualidade para muito mais.
Aliás, para quem não acompanha a equipa, basta uma rápida passagem nas redes sociais do clube ou das páginas dos adeptos para perceber que, em grande parte dos jogos, os dois guarda-redes são sempre eleitos como uma das melhores unidades da partida.
David Grilo tem apenas 22 anos e foi formado no Sporting Clube de Linda-a-Velha, Atlético Clube de Portugal e Vitória Futebol Clube. Cumpre a segunda temporada no COL, tendo jogado no SC Linda-a-Velha e no Atlético Sport Clube de Reguengos de Monsaraz a nível sénior.
Apesar de só ter 24 anos, João Manuel conta com imensa experiência, tendo já jogado na Primeira e Segunda Liga Portuguesas Fonte: João Manuel
João Manuel, reforço de verão do COL, que já jogou um jogo oficial na Primeira Liga Portuguesa, tem 24 anos, tendo sido formado no SC Linda-A-Velha, Casa Pia AC, CF “Os Belenenses”, Sporting CP e GD Estoril-Praia. A nível sénior representou o próprio GD Estoril-Praia, Atlético Clube de Portugal, Sertanense FC, SU 1.º de Dezembro, Sport Benfica e Castelo Branco e também conta com uma passagem em Angola, onde jogou no Recreativo de Caála.
O COL não sofre golos há cinco jogos oficiais consecutivos e vai lutar pela subida de divisão até ao fim, com estes magníficos guarda-redes em constante destaque.
Em maio do ano passado, Marco Silva assumiu funções como treinador principal do Everton FC, de Liverpool. E logo afirmou que o grande objetivo seria voltar a colocar os Toffes nos lugares cimeiros da tabela.
Depois de boas passagens por Hull City AFC e Watford FC, o jovem treinador chegou à cidade de Liverpool com algum curriculum e bem visto pela direção do Everton.
A escolha de um treinador jovem e com ideias “frescas” foi a aposta feita pelo proprietário do clube, o iraniano Farhad Moshiri. Para cumprir as expetativas e atingir aquele que tinha sido o compromisso feito com a direção e com os adeptos (que queriam voltar a ver o Everton intrometer-se entre os maiores dos maiores na Premier League), Marco Silva foi ao mercado de transferências.
Começou por trazer o extremo Richarlison, um craque brasileiro que já tinha sido treinado por si no Watford. Depois seguiu-se o Yerri Mina, o Lucas Digne e o André Gomes (empréstimo) do FC Barcelona, o Bernard do Shakhtar Donetsk, treinado por Paulo Fonseca, e ainda o central francês Kurt Zouma, que chegou por empréstimo do Chelsea FC.
Com uma equipa bastante equilibrada em todos os setores, com as estratégias do português já adquiridas e com a pré-epoca realizada, o grande desafio de toda a carreira do treinador português estava prestes a começar. Será o técnico, natural de Lisboa, capaz de conduzir o Everton FC aos palcos europeus?
Apesar do início “promissor”, podemos dizer assim, de Marco Silva e da sua equipa, com resultados positivos e com alguns pontos conquistados (inclusive, frente ao Chelsea FC), os Toffes estão a passar por um mau momento. Aquele que era o objetivo inicial para Marco Silva está agora cada vez mais difícil de alcançar. O Everton não é capaz de se manter constante nas vitórias e isso faz com que neste momento permaneça no décimo lugar da tabela, a 10 pontos do quinto classificado, o Arsenal FC.
O Everton FC tem de fazer melhor se quiser sonhar com um apuramento paras as competições europeias. Fonte: Premier League
Com a segunda volta já iniciada a tarefa para a equipa de Merseyside vai-se tornando cada vez mais difícil. No entanto, e depois de terem sido eliminados na Taça de Inglaterra (3-2 frente ao Millwal do Championship), têm agora uma boa oportunidade para se redimirem e fazerem uma segunda volta diferente. E quem sabe, que ajude os adeptos dos blues a sonharem com um apuramento europeu.
Marco Silva tem estado sempre durante toda a sua carreira entre o limiar do sucesso e do fracasso. Já fracassou nuns, foi bem-sucedido noutros, mas este clube inglês é sem dúvida a grande rampa de lançamento para o português. Só depende de ele próprio para construir o seu futuro enquanto treinador de futebol consagrado. Para isso acontecer tem de dar muito mais de si e fazer mais, em termos de resultados.
No futebol, o treinador tem uma posição muito ingrata, é certo, mas o Marco tem experiência e sabe que um bom trabalho no Everton FC, pode ser o necessário para vir a ser mais um dos técnicos portugueses a ser falados até no fim do mundo.