Início Site Página 10656

O ano do SL Benfica em revista: Penta falhado, adeus do capitão, crise e contestação

0

2019 está prestes a chegar, mas, antes de nos despedirmos oficialmente de 2018, há que fazer uma retrospetiva de mais um ano desportivo para o Benfica. Entre vitórias, derrotas, despedidas e muitas contestações, o ano que está prestes a terminar contou com um pouco de tudo, exceto a conquista de títulos.

Sem mais demoras, fiquem com os momentos que marcaram cada mês do ano de 2018 para o Benfica.

Oh Marega, oh Marega: o dragão de 2018

0

Força, querer e golos. Talvez estas sejam as palavras que melhor definem Marega. Ganhou uma segunda vida na Invicta e é impossível recordar o título conquistado em Maio sem lhe atribuir uma boa parte do mérito por isso. Neste arranque de temporada, o maliano parece seguir o mesmo caminho e é, para a secção do FC Porto, o futebolista deste ano 2018.

Regressou ao Dragão para uma segunda oportunidade que poucos lhe quereriam dar mas que Sérgio Conceição soube aproveitar. Ainda assim, talvez não estivesse nos planos do treinador apostar em Marega de forma sistemática e enquanto titular, no entanto as circunstâncias a isso levaram e o maliano fez todos esquecerem a primeira passagem, mal sucedida, pelo clube.

Os 23 golos marcados em 41 partidas disputadas fizeram de Marega um nome incontornável na época passada da equipa azul e branca. Não, o maliano não se tornou tecnicamente dotado e continua a ser essa uma das suas principais lacunas. Mas a força e o querer ajudaram a lançar a equipa para ataques demolidores e a concretizar goleadas importantes num caminho inevitável para o título. Sérgio Conceição teve mérito na forma como geriu o plantel e o adaptou às caraterísticas daquele que foi, muitas vezes, o único avançado disponível. Marega, mesmo não fazendo magia com a bola nos pés, é uma dor de cabeça para os adversários e, com a força aliada à velocidade, parece impossível de deter.

O maliano continua a ser o goleador de serviço no FC Porto
Fonte: FC Porto

Depois de uma época de sonho e de ter conquistado a confiança e apoio dos adeptos, Marega esteve perto da saída e a sua vontade em rumar à Premier League acabou por colocar em causa o seu compromisso com os azuis e brancos, algo a que Sérgio Conceição não fechou os olhos. O maliano treinou à parte durante várias semanas na pré-época e não foi opção nos primeiros encontros oficiais, tendo que trabalhar para reconquistar a confiança do treinador e o seu lugar na equipa.

Ultrapassadas as quezílias, Marega já soma 14 golos apontados em 21 partidas realizadas e a sua importância neste FC Porto continua a ser um dado mais do que certo. Novamente perante as lesões dos colegas de posição, tem sido a referência da equipa no ataque e continua a ser uma das grandes dores de cabeça dos adversários. Para os adeptos, continua a ser um dos mais aclamados.

Com 27 anos, o maliano volta a ser uma peça fundamental no puzzle de Conceição e, sobretudo com a ausência de Aboubakar, deverá estar resguardado neste mercado de Inverno e terminar mais uma época de Dragão ao peito.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Abram Alavés para o sonho

0

Quatro anos depois de ter sido campeão da Liga Adelante, o Deportivo Alavés está a cimentar a sua terceira temporada consecutiva no principal escalão do futebol espanhol com um impressionante quinto lugar, que faz a equipa ocupar um posto europeu, à frente de equipas como o Real Betis Balompié, Getafe CF, Girona FC, Levante UD ou Valencia CF.

A formação do País Basco foi ao Anoeta, reduto do vizinho Real Sociedad, vencer, na mais recente jornada, com um golo solitário de Jonathan Calleri e, se a Liga Espanhola terminasse hoje, os babazorros atingiriam a melhor classificação de sempre do clube, superando o sexto lugar da temporada 1999/2000.

Parece assim adivinhar-se uma época mais tranquila para os comandados de Abelardo Fernández, depois dos 47 pontos que deram o 14º posto na temporada transata. Nesta altura, com 28 pontos, a um do Real Madrid CF, que tem menos um jogo, o Alavés já tem mais de metade dos amealhados em 2017/18 e ainda faltam duas jornadas para terminar a primeira volta do campeonato. Está, por isso, ao alcance o nono lugar conquistado em 2016/17, logo após o regresso ao convívio entre os grandes.

Num plantel onde a grande maioria dos jogadores são espanhóis, o Alavés faz da organização defensiva a sua arma mais explícita. Na baliza, Fernando Pacheco, formado no Real Madrid, a atravessar a quarta temporada a defender as cores dos patateros, transmite segurança à sua defesa, composta por Victor Laguardia, Guillermo Maripán, Ximo Navarro e Rubén Duarte.

O treinador Abelardo Fernández cumpre a segunda temporada ao serviço dos ‘babazorros’
Fonte: Alavés

No miolo, Tomás Pina e Mubarak Wakaso dão solidez, ao passo que, da zona intermediária para a frente, Rubén Sobrino, Jony Rodriguez, Jonathan Calleri e Borja Bastón mostram ser um perigo em lances de contra-ataque e criam muitas dúvidas na defensiva contrária pela qualidade dos seus movimentos sem bola. Prova disso foi o golo da vitória frente ao Real Sociedad, onde Borja Bastón assistiu Calleri para golo numa jogada muito interessante.

O Alavés tem uma média de um golo sofrido por jogo e, até agora, marcou 19. Não marca muitos, mas também não sofre muitos. Mais, é uma equipa, na minha ótica, muito madura e que, por isso, reúne todos os pergaminhos para, se não atingir mesmo uma posição europeia, ficar na primeira metade da tabela, como aconteceu há duas temporadas.

Já eliminados da Taça do Rei, aos pés do Girona, os babazorros têm “apenas” o campeonato e a motivação não podia estar mais encimada, sendo que o próximo jogo traz já uma receção ao Valencia, equipa que está em recuperação pontual. Dia 5, o Estádio Mendizorroza vai estar bem composto para assistir a este empolgante duelo do País Basco. Abram alas para o sonho europeu do Alavés.

Foto de capa: La Liga

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Um Natal roxo e dourado

0

Foi na noite de Natal que os Lakers foram até Oakland conseguir o resultado surpresa da noite. Sem LeBron James na maioria da segunda parte, Luke Walton levou a melhor sobre o seu mentor com os jovens Lakers e uma versão vintage de Rajon Rondo.

E eles se calhar não são assim tão maus… A turma de Los Angeles chega ao fim do ano na melhor forma da temporada e, mesmo com a lesão de LeBron cuja gravidade ainda não é conhecida, não pretendem parar. Imaginem então que, em pleno Natal, o Pai Natal se via impossibilitado de entregar os presentes. Sim, os elfos e as renas fazem um trabalho importante, mas sempre na sombra, sempre a acompanhar. Desta vez, no entanto, tinham de assumir o papel principal, mesmo no meio da tempestade.

Em Oakland, o experiente elfo Rondo juntou as suas renas e não deixou que o Natal se perdesse. As renas Zubac, Kuzma, Ball e até o irreverente Stephenson levaram os presentes a tempo, sempre comandados por Rondo, que voltou atrás no tempo. Foi uma demonstração de força e uma resposta tremenda aos críticos que constantemente olham esta equipa de lado, na altura exata em que tinham de dar o passo em frente.

Rondo e Zubac foram os principais destaques dos Lakers
Fonte: Los Angeles Lakers

Mas afinal o que significa isto para o futuro, tanto de Lakers como de Warriors? Da parte dos Lakers, é a demonstração de que há mais do que LeBron no plantel. Mas com a lesão do King a deixá-lo de fora por algum tempo, possivelmente, virá agora o verdadeiro teste para estes Lakers. A moral está em alta e há vários jogadores em muito boa forma, mas a história diz-nos que as equipas sem LeBron costumam passar mal. Para os Warriors, nada de pânico. A sua rotação de jogadores interiores é fraca no momento, mas falta um senhor de seu nome DeMarcus Cousins. Já todos vimos os Warriors em aparente dificuldade durante a temporada regular e a “rasgar tudo” nos playoffs. Mas ser humilhado em casa no primeiro jogo frente ao “LeBron do Oeste”, que mal jogou na segunda-parte, também não é bom, certamente.

No fundo, a noite de Natal trouxe a confirmação de uns Lakers melhores do que a maioria dos analistas esperaria por esta altura, mas que vai ter de mostrar agora quão bons são. Uma possível candidata? Ou uma equipa abaixo dos candidatos Warriors, mas dentro do grupo seguinte de equipas (Rockets, Nuggets, Thunder)? A gravidade da lesão de James pode ser a chave que decifra este mistério. Enquanto isso, podem e devem aproveitar uma vitória tremenda que, não sendo um milagre de Natal, é surpreendente.

Foto de Capa: Los Angeles Lakers

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

FC Internazionale Milan 1-0 SSC Napoli: El Toro resolve jogo grande do boxing day italiano

0

Em dia de Boxing Day por Terras de Sua Majestade, o campeonato italiano decidiu pôr a bola a rolar neste dia, 47 anos depois, e o Inter-Napoli no Giuseppe Meazza era o grande jogo do cartaz em perspetiva. Após o empate da Juventus FC frente à Atalanta, o segundo e terceiro classificados procuravam reduzir a desvantagem pontual em relação à Velha Senhora.

No jogo de fecho da 18ª jornada da Serie A, a primeira oportunidade saiu do pé direito de Icardi, que, do círculo central, tentou surpreender o guardião Meret com um pontapé fortíssimo. O jovem italiano mostrou, contudo, que a inexperiência não é sinónimo de desatenção.

Apesar da pressão alta do Nápoles, o Inter ia fazendo circular a bola através dos seus criativos e, aos oito minutos, após uma excelente progressão de Perišić pelo flanco esquerdo, Politano quase marcava um golo digno de levantar o Giuseppe Meazza. A bola passou apenas alguns centímetros ao lado da baliza napolitana.

Após uma entrada bem conseguida do Inter na partida, o Nápoles soube equilibrar as contas e, aos 16 minutos, na sequência de uma grande jogada de ataque organizado, Milik serviu Insigne e o avançado italiano obrigou Handanovič a uma boa intervenção.

Aos 24 minutos, quando o conjunto orientado por Carlo Ancelotti era a fonte de maior perigo em campo, o técnico de 59 anos viu na lesão de Hamšík a primeira contrariedade no encontro. Com a saída prematura da estrela eslovaca das quatro linhas, o Nápoles passou a jogar com o recém-entrado Maksimović na ala direita, Callejón a médio direito, Zieliński a médio esquerdo e Ruiz a médio ofensivo, indo este último para o lugar até então ocupado pelo capitão dos napolitanos.

Numa noite muito fria em Milão, com a temperatura a rondar os 0ºC, os homens da casa iam explorando o corredor central de forma mais inteligente. João Mário e Borja Valero eram os dois responsáveis pela transição cautelosa do esférico até à área contrária. Aos 31 minutos, no seguimento de um ressalto provocado pelo remate do médio português, Perišić colocou a bola no fundo das redes. Porém, o croata estava em posição irregular e o árbitro Paolo Mazzoleni não hesitou em apitar.

João Mário fez o sétimo jogo a titular com a camisola do Inter nesta temporada
Fonte: Inter de Milão

Em cima do intervalo, Koulibaly mostrou o porquê de ser considerado um dos melhores defesas centrais da atualidade ao não deixar Icardi ser feliz após ter conseguido contornar Meret.

No segundo tempo, os napolitanos cresceram no jogo e iam sendo capazes de condicionar a saída de bola controlada pelos médios milaneses. Com o jogo partido e com o Inter a recuar muito no terreno, a situação começava a ficar mais favorável ao Nápoles e, aos 67 minutos, Callejón testou os reflexos de Handanovič, com um tiro rasteiro de fora da área. O espanhol aproveitava o espaço concedido pelos nerazzurri para visar a baliza do esloveno.

A dez minutos dos 90, o árbitro Paolo Mazzoleni não gostou dos aplausos “irónicos” de Koulibaly e deu ordem ao senegalês – um dos melhores em campo até ao momento – para ir tomar banho mais cedo. O central de 27 anos do Nápoles recebia o vermelho direto, segundos depois de ter visto cartão amarelo por falta sobre Politano.

A formação do Nápoles, já reduzida a 10 elementos, ainda teve discernimento para chegar à baliza do Inter, e Insigne quase fez o golo, mas a sorte acabou por sorrir a Spaletti e aos seus jogadores. Quando a partida se encaminhava para terminar a zeros e o relógio já passava dos 90, a jovem promessa Lautaro Martínez apareceu no sítio certo à hora certa e empurrou o esférico para dentro das redes dos azzurri. El Toro, que havia substituído João Mário aos 83 minutos, estabelecia desta forma o resultado final em 1-0.

No último minuto da compensação, ainda houve tempo para um desentendimento entre ambas as partes, e Insigne, à semelhança do que acontecera com o colega de equipa Koulibaly, acabou por ser expulso. O Inter garantia assim os três pontos frente a um dos principais rivais da Serie A e reduzia a distância para o Nápoles na tabela classificativa para cinco pontos.

 

ONZE INICIAL:

FC Internazionale Milão: Handanovič, D’Ambrosio, de Vrij, Škriniar, Asamoah; Brozović, Borja Valero (Vecino 64’), João Mário (Lautaro Martínez 83’); Politano, Perišić (Keita 74’), Icardi.

SSC Napoli: Meret, Callejón, Albiol, Koulibaly, Mário Rui; Allan, Zieliński, Fabián Ruiz (Ghoulam 78’), Hamšík (Maksimović 24’); Insigne, Milik (Mertens 71’).

Leicester City FC 2-1 Manchester City FC: Ricardo Pereira faz de Pai Natal

0

O Boxing day em Inglaterra é o dia em que os adeptos de futebol recebem o melhor presente possível: Premier League o dia todo. No King Power Stadium, o Manchester City FC apresentou-se de orgulho ferido após a surpreendente derrota caseira na jornada passada, frente ao Crystal Palace. Já o Leicester City FC chegava a este jogo com a moral em alta, depois da vitória sobre o Chelsea FC em Stamford Bridge, na jornada anterior.

Os citizens entraram bem e a dominar, com o seu futebol de posse e apoiado, atacando com muitos elementos. O Leicester City FC apresentou-se com a lição bem estudada, entregando a iniciativa de jogo ao adversário e espreitando o contra-ataque sempre que possível. A equipa da casa defendia com muitos elementos e de forma compacta, o que dificultava a ação da equipa visitante no último terço do terreno.

Mas uma equipa que tem Agüero, Bernardo Silva, De Bruyne, Sané, entre outros, “arrisca-se” sempre a marcar. E foi o que aconteceu à passagem do quarto de hora, quando Agüero recebeu na zona central do ataque e descobriu uma linha de passe para Bernardo Silva. O jogador português dominou a bola dentro da área e colocou-a com classe no canto inferior direito da baliza, fazendo o primeiro golo do jogo.

Bernardo Silva fez o primeiro golo do jogo
Fonte: Premier League

O City colocava-se cedo em vantagem, mas a alegria dos visitantes durou pouco. Nem cinco minutos volvidos, o Leicester chegou ao empate. Centro teleguiado de Vardy do lado esquerdo do ataque, Delph não acompanhou a subida do extremo contrário e Albrighton apareceu sozinho na área a cabecear sem hipóteses para o empate.

Com o golo de Albrighton, Guardiola pediu mais à sua equipa e os citizens foram em busca da vantagem. Sempre com muita posse de bola, os pupilos de Guardiola estiveram perto de marcar aos 35’, quando Sané ofereceu o golo a Agüero, mas o avançado argentino, à entrada da pequena área, rematou por cima. No seguimento da jogada, Schmeichel falhou a reposição de bola e foi Maddison a cortar um golo certo, após passe de Sané já dentro da área.

Albrighton empatou para o Leicester
Fonte: Premier League

Apesar do domínio do City, o Leicester explorava a velocidade dos homens da frente no contra-ataque. A equipa de Claude Puel mostrou que estudou bem as debilidades do adversário aos 40’, numa jogada tirada a papel químico do lance do primeiro golo: Albrighton centrou largo a partir da esquerda, com a bola a sobrevoar o segundo poste, onde estava Choudhury, mas o médio do Leicester rematou mal e perdeu uma boa oportunidade de pôr a sua equipa na frente do marcador.

Até ao final da primeira parte, Vardy ainda esteve perto de marcar, mas, isolado na cara de Ederson, permitiu a mancha do brasileiro. As equipas foram empatadas para o intervalo, um resultado que se aceitava pelo que se passou nos primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, a toada do jogo continuou igual à da primeira. O City com mais, muito mais, bola e o Leicester sempre à espreita de uma oportunidade para um contra-ataque que pudesse dar golo.

Apesar de ter mais posse de bola (na casa dos 70%), os comandados de Pep Guardiola sentiram dificuldades em encontrar soluções para furar a muralha defensiva do Leicester. O jogo pelo ar não é uma hipótese neste City, muito por força das caraterísticas dos seus avançados, que privilegiam o jogo pelo chão, mais técnico e habilidoso.

Nem com a entrada de David Silva o City conseguiu desbloquear a defensiva do Leicester. A equipa da cidade de Manchester chegava com facilidade ao último terço do terreno, mas depois faltava sempre o “clique”, o pormenor de inspiração, muito por culpa das exibições desinspiradas de De Bruyne e Sterling.

Os minutos foram passando e isso acabou por ser um balão de oxigénio para o Leicester, que ia acreditando cada vez mais que era possível trazer pontos deste difícil jogo. A crença da equipa da casa foi recompensada à entrada dos últimos dez minutos de jogo. Um canto que parecia inofensivo tornou-se numa oportunidade de ouro para Ricardo Pereira, que aproveitou uma recarga à entrada da área para desferir um pontapé indefensável que só parou no fundo das redes do City.

Seguramente um dos momentos altos deste Boxing Day, com o King Power Stadium a entrar em erupção com o golo do internacional português. Um golo que pode parecer injusto face ao domínio do Manchester City, mas que premeia a crença, a eficácia e a capacidade de luta da equipa de Claude Puel, que nunca deixou de acreditar que era possível oferecer o melhor presente possível aos seus adeptos.

A vitória do Leicester afunda a equipa de Guardiola, que consentiu a segunda derrota consecutiva em jogos do campeonato e desce agora para o terceiro lugar da classificação. O Leicester volta a vencer um dos “gigantes” da Premier League e ocupa o sétimo lugar à condição.

Onzes iniciais:

Leicester City FC: Schemeichel, Chilwell, Wes Morgan, Ricardo Pereira, Maguire, Mendy, Ndidi, Choudhury (Gray, 63’), Maddison (Simpson, 77’), Albrighton e Jamie Vardy (Okazaki, 88’).

Manchester City FC: Ederson, Danilo, John Stones, Laporte, Fabian Delph, Gündogan, Kevin De Bruyne (David Silva, 70’), Bernardo Silva (Mahrez, 82’), Sterling, Sané e Agüero.

Atalanta Calcio 2-2 Juventus FC: Ronaldo salta do banco e salva Vecchia Signora

0

A estreia do Boxing Day em Itália foi também sinónimo de estreia de Cristiano Ronaldo no banco de suplentes da Juventus. O português havia sido titular em todos os 17 anteriores jogos da sua equipa para o campeonato, mas desta vez foi poupado, não deixando, no entanto, de ser decisivo.

A Juventus entrou a todo o gás no jogo. Logo aos dois minutos, adiantou-se no marcador com a ajuda de Djimsiti, que introduziu a bola na própria baliza com um corte infeliz. O campeão italiano podia ter avolumado a vantagem, ainda dentro dos primeiros cinco minutos, mas Berisha conseguiu fazer uma defesa espetacular a um remate de Bentancur, que ainda bateu na barra.

Depois de um início desconcentrado, a Atalanta acordou, o seu meio-campo tornou-se mais agressivo e incomodava a Juventus no momento ofensivo. Lá na frente, Zapata dava muito trabalho aos centrais adversários e, impondo o seu físico, conseguiu o golo do empate, rodando sobre Bonucci e fuzilando Sczesny.

Ao intervalo, o empate aceitava-se e criava água na boca para o que viria na segunda parte. A Atalanta, depois de um início adormecido, impôs-se e criou dificuldades que os campeões italianos ainda não tinham sentido esta época.

No segundo tempo, a toada manteve-se, pese embora os comandados de Allegri terem aumentado a agressividade. Foi, aliás, numa tentativa de recuperação de bola em zonas altas que Bentancur acabou expulso ao entrar fora de tempo sobe um adversário. Como um mal nunca vem só, dois minutos depois, a Atalanta completou a reviravolta no marcador. Foi novamente Dúvan Zapata a chegar ao golo, desta vez de cabeça, na sequência de um canto. No espaço de três minutos, a Juventus viu-se reduzida a dez unidades e em desvantagem no marcador, pairando no ar a possibilidade da primeira derrota no campeonato.

Allegri teve que puxar dos galões e lançou Pjanić e Cristiano Ronaldo. O jogo partiu um pouco, com a Vecchia Signora à procura do golo do empate e a Atalanta sempre com os olhos no terceiro golo. Acabaria por ser a Juventus a sorrir, com Cristiano Ronaldo a ser novamente decisivo, ao marcar na sequência de um canto.

Cristiano Ronaldo foi novamente decisivo
Fonte: Juventus FC

O empate parecia agradar à equipa de Turim (o que, nestas circunstâncias, se compreende) e o desgaste físico da equipa de Bérgamo não permitia ameaças à baliza de Szczesny. Até ao final, nota apenas para um golo bem invalidado a Bonucci, por fora de jogo.

O jogo cumpriu o que prometeu, com muita emoção até final. A Juventus sofreu o segundo empate no campeonato, mas segue tranquilamente na liderança. Já a Atalanta deu uma demonstração de força com um jogo muito bem conseguido, arrancando pontos ao principal candidato ao título.

Onzes iniciais:

Atalanta Calcio: Berisha,  Masiello, Djimsiti, Mancini, Hateboer, Freuler, Pasalic (Gosens 67’), Castagne, Papu Gomez, Ilicic (Pessina 77’) e Zapata.

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Bentancur, Khedira (Ronaldo 65’), Can, Douglas Costa (Pjanic 57’), Dybala e Mandzukic.

Dakar 2019: Favoritos à vitória e portugueses em competição

O Natal já lá vai e isso significa que nos aproximamos a passos largos do início de mais um Rally Dakar. Nesta pequena série de notícias sobre o rali mais duro do Mundo, o Bola na Rede começou por apresentar as novidades para a edição de 2019, e hoje apresenta os favoritos à vitória em cada uma das categorias.

Devido à imprevisibilidade de uma competição deste género, torna-se difícil apontar o candidato à vitória e, nesse sentido, apresentaremos as listas de favoritos à vitória disponibilizadas pela ASO, entidade organizadora do Rally Dakar.

Apresentados os candidatos à vitória, também daremos destaque aos portugueses em competição – 14 inscritos no total, em que um dos pilotos nas motas tem a sua participação em dúvida.

Fulham FC 1-1 Wolverhampton FC: O Boxing Day começou com um empate em Londres

0

À entrada para esta jornada, ambas as equipas vinham de resultados negativos: o Wolves tinha perdido em casa frente ao Liverpool FC; já o Fulham FC empatou no terreno do Newcastle United FC e encarava, mais uma vez, o jogo como uma final, com o propósito de sair da zona de despromoção. Relativamente aos últimos encontros, ambos os técnicos fizeram apenas uma alteração. Destaque para a ausência de Diogo Jota, do lado dos visitantes, que tem sido uma peça fundamental para a equipa de Nuno Espírito Santo.

Não podia ter começado da pior maneira este Boxing Day. Assistimos a uma primeira parte muito pobre, com pouco espetáculo e, sobretudo, com poucas ocasiões claras de golo. O Fulham teve sempre mais vontade de chegar à vantagem, com Mitrović a ser, em todas as jogadas, o grande desequilibrador.

No entanto, a primeira (e única) oportunidade foi do Wolves, com Raúl Jiménez a rematar de bicicleta. Tinha sido um golaço, se a bola não tivesse saído por cima da barra da baliza defendida por Sérgio Rico.

A partir desse momento, só deu Fulham. Primeiro, ao minuto 16, Mitrović arranjou espaço dentro de área e rematou forte, mas ligeiramente por cima. De seguida, passados nove minutos, o avançado sérvio subiu mais alto que todos os defesas e cabeceou para uma boa defesa de Rui Patrício. Três minutos depois, o homem do costume, Mitrović, não chegou a tempo para encostar a bola ao segundo poste, naquela que foi a melhor oportunidade para os comandados de Ranieri.

Antes do término do primeiro tempo, Mitrović teve mais uma oportunidade, ao minuto 41. O avançado conseguiu desmarcar-se e atirou rasteiro para uma brilhante defesa de Rui Patrício. Uma primeira parte pobre, sempre com um pendor para o lado do último classificado da Premier League.

O Wolves esteve a perder, mas consegui empatar por intermédio de Roman Saïss
Fonte: Premier League

A segunda parte não foi muito diferente da primeira. Contudo, foi o Wolves que tentou sempre chegar ao primeiro golo, isto pelo menos no início do segundo tempo. A equipa de Nuno Espírito Santo teve a primeira oportunidade da segunda parte ao minuto 51, com Jiménez a cabecear dentro da área adversária. Sete minutos depois, foi João Moutinho a tentar a sorte. O médio português ganhou espaço e rematou forte, mas a bola passou a rasar o poste direito da baliza. Logo na jogada seguinte, Raúl Jiménez recebeu um passe entre linhas e rematou fora de área. Valeu ao Fulham o guardião Sérgio Rico, que fez uma fabulosa defesa ao remate do mexicano.

Mas quem não marca, sujeita-se a sofrer… e foi mesmo isso que aconteceu, ao minuto 74. O recém-entrado Ryan Sessegnon marcou o primeiro golo, numa jogada bastante confusa na pequena área do Wolves. A resposta dos visitantes não demorou muito a chegar. Nove minutos depois do golo do Fulham, foi a vez do Wolverhampton marcar. Roman Saïss aproveitou um ressalto e encostou facilmente para dentro da baliza. O jogo voltou à estaca zero.

Na parte final, o jogo ficou partido e muito mais intenso e, até ao apito final, Mitrović voltou a ter uma grande oportunidade. O avançado conseguiu ganhar a frente a dois defesas e atirou à baliza, mas o defesa Coady tirou a bola em cima da linha com um carrinho espetacular.

O jogo terminou empatado e este é o resultado mais justo pelas poucas oportunidades que houve em toda a partida. O Boxing Day podia ter começado melhor, mas, no fim de contas, este foi apenas o início do espetáculo. 

Onzes Iniciais

Fulham FC- Sérgio Rico; Odoi;Mawson;Ream;Christie; Callum Chambers; Seri (82’ McDonald); Joe Bryan; Kamara (73’ Cairney)André Schurrle (67’ Sessegnon); Mitrovic

Wolves-Rui Patrício; Bennett; Coady; Boly; Doherty; Jonny (82’ Rúben Vinagre); Saiss; João Moutinho; Traoré (46’ Ivan Cavaleiro); Gibbs-White (63’ Hélder Costa); Raúl Jimenez

Óliver Torres: o asterisco na era Conceição

0

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento; não convém colocar em dúvida a sabedoria popular, certamente, contudo não é necessário seguir o provérbio à letra, Sérgio. Falo não só em meu nome, como também dou voz àquelas que apontam o “Caso Óliver” como o principal asterisco no percurso de Sérgio Conceição enquanto treinador do FC Porto.

É algo que, desde o primeiro segundo, me deixou com a pulga atrás da orelha: uma visão de jogo (muito) acima da média, qualidade no passe, com destaque para as longas distâncias, comprometido com o grupo, enfim, tudo indicava que era um dos jogadores que cairia no gosto do homem. Tal não aconteceu. E, aparentemente, não acontece até hoje.

No início desta época, mais do mesmo. Óliver era, indiscutivelmente, dos jogadores menos aproveitados do plantel; contudo, tudo parecia chegar a um fim quando, após a derrota na Luz, o espanhol começou cada vez mais a merecer a confiança do treinador. Confiança essa que era retribuída com assistências, com passes teleguiados, com muita classe. O seu momento tinha chegado. Era altura de vanglória, no meu caso; no meu e no dos restantes defensores fervorosos do nosso número 10.

Mas, pegando noutro ditado popular, alegria de pobre dura pouco (e considere-se pobre aquele que, assim como eu, via algo a mais no médio espanhol). Desde o jogo do Bessa, Óliver em nenhuma ocasião teve a oportunidade de estar no interior das quatro linhas durante os 90 minutos: desde substituições, quer ao intervalo (ou até antes disso) frente a Portimonense e Santa Clara, quer à hora de jogo, frente ao Boavista, passando também pelo banco, de onde não saiu frente ao Galatasaray, e pela bancada (frente ao Moreirense no último jogo no Dragão). Um verdadeiro déjà vu.

Óliver obteve uma sequência de excelentes exibições, de entre as quais frente ao Marítimo, no Funchal
Fonte: FC Porto

Após este discurso apaixonado, permitam-me que recupere os meus traços imparciais. Sejamos objetivos: a qualidade das exibições de Óliver Torres, ao longo do tempo, haviam se deteriorado. Já não era o mesmo jogador faminto por bola que, a todo custo, queria agarrar com unhas e dentes a oportunidade que o treinador lhe concedeu; pelo contrário, aliás. Não era notória a sua presença em campo, pouca interferência no jogo, menor acerto nos passes, menor lucidez.

E os resultados refletiam esses factos: nas três últimas partidas a contar para a Liga NOS, o FC Porto saiu sempre para o intervalo num cenário de empate. Talvez não haja nada de novo nessa informação e, tendo em conta que uma existem onze jogadores no terreno de jogo, não era intelectualmente honesto “culpar” o espanhol por esses resultados. Contudo, como já referi anteriormente, nessas três ocasiões Óliver foi substituído relativamente cedo no jogo; e o interessante vem agora: após a sua substituição, os dragões conseguiram dar a volta ao resultado em todos esses jogos. Definitivamente, algo que não pode ser ignorado, até porque um raio não cai duas vezes no mesmo sítio.

Conclusão? Bom, apesar de considerar-me suspeito neste assunto, julgo que Óliver consegue ser verdadeiramente uma mais valia, na medida em que as suas características não conseguem ser replicadas por nenhum dos nossos outros homens de meio campo. Entrou bem na equipa, mudou as exibições do FC Porto para melhor; todavia, baixou o seu rendimento e acaba sempre por ser o sacrificado: sacrificado visto que dificilmente outro elemento do meio campo será substituído no seu lugar (Danilo e Herrera acabam por ser intocáveis). Portanto, há que pensar no seguinte: é rentável ter um jogador com o perfil, classe, talento e valor de Óliver no banco?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira