2018 foi um excelente ano, cheio de emoções fortes e grandes momentos. Ainda assim, para os próximos 12 meses queremos ainda mais e melhor.
Então, aqui ficam os desejos da equipa de Modalidades do Bola na Rede para 2019.
O FC Porto desloca-se, este domingo, ao Jamor, para defrontar o Belenenses SAD, na terceira e derradeira jornada do grupo C da Taça da Liga. Este jogo pode valer a Sérgio Conceição o recorde de vitórias consecutivas da história do clube e mais dois jogos para disputar em janeiro.
O Belenenses já criou muitas dificuldades aos dragões e por isso é um oponente a ter em atenção. De relembrar que o FC Porto já visitou o palco do Jamor esta época, em partida a contar para o campeonato, e venceu o Belenenses por três bolas a duas, com Alex Telles a decidir a partida aos 95 minutos na marcação de uma grande penalidade.
Os azuis do Restelo vêm de uma goleada por cinco bolas a duas aplicada ao CD Aves e de uma série de quatro jogos sem perder, tendo sofrido precisamente a última derrota frente aos portistas, no Dragão, em jogo a contar para a Taça de Portugal.
Os comandados de Sérgio Conceição chegam à última jornada do grupo na pole position do grupo, com quatro pontos, e, precisamente no lado oposto da classificação, está o adversário deste domingo, o Belenenses. Pelo meio estão Chaves, com quatro pontos à semelhança dos dragões, mas com menor diferença de golos e Varzim, com três pontos.
Sendo assim, o FC Porto vence o grupo se conseguir bater o Belenenses, que já não tem hipótese de apuramento e marcar e sofrer os mesmos, ou até se marcar menos um golo, que o Chaves. Os flavienses seguem em frente se obtiverem um resultado melhor que o do FC Porto ou no caso de marcarem mais dois golos que os portistas e sofrerem os mesmos. Já o Varzim tem de esperar que os azuis e brancos não ganhem no Jamor e estão obrigados a vencer o Chaves.


No caso de vencer no Jamor, Sérgio Conceição tornar-se-á detentor do recorde de vitórias consecutivas em todas as competições da história do clube, com 16 vitórias consecutivas, ultrapassando o registo de Artur Jorge na época 1984/85. Recorde este que, apesar de não ser prioritário para Sérgio Conceição, certamente estará nas cogitações do treinador português.
No caso de ultrapassarem o Belenenses, os dragões acumularão mais dois jogos no atarefado mês de janeiro, que conta para já com seis jogos, mas que se poderão estender a oito, ultrapassando o mês de dezembro, em que a equipa mostrou bastante fadiga derivada dos sete jogos disputados.
Belenenses SAD e FC Porto entram em campo no domingo, dia 30 de dezembro, pelas 17 horas, no Estádio Nacional do Jamor.
Foto de Capa: FC Porto
Com o Marcolino de Castro praticamente esgotado, o Sporting CP teve de puxar todas as suas valências para vencer um CD Feirense aguerrido. O resultado fixou-se em 4-1, em partida a contar para a terceira jornada do grupo D da Taça da Liga e o Sporting segue, então para a final four da competição.
O Feirense entrou em campo na primeira posição do grupo, com seis pontos, bastando apenas um empate para selar a passagem à final four da competição. Já o Sporting precisava de vencer e obter uma maior diferença entre golos marcados e sofridos do que o Estoril, que se encontrava em situação semelhante aos leões, com três pontos, para conseguir corresponder ao favoritismo atribuído aquando do sorteio dos grupos e seguir em frente.
Nuno Manta Santos fez três alterações em relação à última jornada do campeonato, em que sofreu uma derrota caseira diante do Portimonense, promovendo as entradas de Diga, Nascimento e Luís Machado para as saídas de Mesquita, Briseño e Cris. Keizer, do outro lado, promoveu cinco alterações depois da derrota frente ao Vitória SC. Saíram Renan, Bruno Gaspar, Gudelj, Jovane Cabral e André Pinto para as entradas de Salin, Ristovski, Coates, Petrovic e Raphinha.
O jogo começou com grande intensidade e com bastante equilíbrio entre as duas formações, mas o Sporting chegou cedo à vantagem. Raphinha, aos quatro minutos, tirou Vitor Bruno do caminho e colocou a bola na “gaveta”. Estava desfeito o nulo no marcador.
O Feirense respondeu assertivamente e, numa bola parada, aos seis minutos, Bas Dost tirou o “pão da boca” aos da casa, ao cortar a bola em cima da linha de golo.
O Sporting acabou por pegar no jogo e, aos 21 minutos, Bruno Fernandes, depois de um passe a “queimar” as linhas defensivas do Feirense de Ristovski, finalizou com classe, fazendo um “chapéu” a Brígido, aumentando, assim, a vantagem leonina no encontro.
O Feirense não se contentou e, logo de seguida, chegou à área adversária. Petrovic fez falta sobre Crivellaro e Rui Costa apontou para a marca de grande penalidade. Tiago Silva foi chamado a bater e concretizou. Os fogaceiros restabeleciam a margem mínima no encontro.


O Sporting lançou-se em busca do terceiro golo e, aos 26 minutos, após um grande cruzamento de Acuña pela esquerda, Bruno Fernandes cabeceou como mandam as regras e obrigou Brígido a uma magnífica intervenção.
O jogo manteve-se com um ritmo elevado, mas sem mais oportunidades de golo na primeira parte. As equipas recolheram aos balneários com 2-1 para o Sporting.
O Feirense veio da cabine com vontade de fazer a partida regressar à estaca zero e causou alarme à defesa leonina aos 55 minutos. Luís Machado, numa primeira instância, arrancou pela esquerda e Mathieu foi providencial a cortar.A bola sobrou para Vitor Bruno, que atirou a rasar a barra de Salin.
Aos 58 minutos, Philipe Sampaio agarrou ostensivamente Bas Dost na área e Rui Costa assinalou penálti. O avançado holandês, chamado a marcar, concretizou no cara a cara com Brígido e aumentou novamente a vantagem dos sportinguistas.
Aos 66 minutos, Miguel Luís entrou pela área do Feirense, rematou para defesa de Brígido, mas a bola tabelou em Luís Machado e entrou na baliza do Feirense. Estava feito o quarto da noite para o Sporting, com alguma sorte à mistura.
Aos 74’ esteve à vista o quinto dos leões. Jovane, recém entrado, rematou demasiado colocado e a bola embateu com estrondo no poste da baliza fogaceira.
Aos 76’ Tiago Silva foi expulso por se ter excedido em protestos com Rui Costa e deixou o Feirense a jogar com dez. Na sequência da jogada, de canto, Bas Dost atirou para uma soberba intervenção de Brígido.
O Sporting controlou a partida a partir desse momento e carimbou a passagem à próxima fase da competição.
O Sporting segue, então, para a final four da Taça da Liga, a disputar-se entre 22 e 26 de janeiro em Braga. Os leões enfrentam, nas meias-finais, os anfitriões, SC Braga, no dia 22.
Terminou desta forma 2018 para as duas equipas. Os homens de Nuno Manta Santos entram em 2019 com um jogo frente ao Chaves, em casa dos flavienses, enquanto os comandados de Marcel Keizer entram no novo ano civil com uma partida em casa diante do Belenenses
Onzes iniciais:
CD Feirense: Brígido; Vitor Bruno, Philipe Sampaio, Nascimento, Diga ( 69’ Valencia); Tiago Silva, Babanco, Luís Machado, Crivellaro ( 79’ Marco Soares), Sturgeon(84’ Brian); Edinho.
Sporting CP: Salin; Acuña( 88’ Jefferson), Coates, Mathieu, Ristovski(82’ Bruno Gaspar); Raphinha ( 69’ Jovane), Petrovic, Bruno Fernandes, Miguel Luís; Diaby, Bas Dost.
O ano civil aproxima-se do final, o que significa que a época desportiva na maioria dos países europeus se encontra praticamente a meio. Tempo por isso de olhar para aquilo que se passou no ano de 2018 e para metade da época já findada, para traçar alguns desejos que gostaria de ver concretizados em 2019, no Futebol Internacional.
No final de mais um ano civil, é altura de fazer um balanço e uma reflexão daquilo que se passou. É igualmente altura de fazer uma previsão daquilo que será o ano vindouro. Este texto é isso mesmo, uma prognose daquilo que poderá ser o ano de 2019, ou melhor, daquilo que devia ser.
As cinco premissas abaixo assinaladas são mais desejos do que previsões daquilo que deve e pode ser o futebol português, das atitudes e das posições que devem ser tomadas para que a valorização do espetáculo seja uma constante.
O treinador português vem atingindo uma imagem de grande expressão no panorama mundial do futebol. Temos vários técnicos ao leme de seleções nacionais, como Carlos Queiroz (Irão), Paulo Bento (Coreia do Sul), ou Rui Águas (Cabo Verde). Em contexto europeu, são vários os treinadores portugueses encarregues de orientar equipas das principais ligas. À exceção de seleções, Pedro Caixinha também tem mérito no trabalho que tem vindo a desempenhar no México (Cruz Azul). Vitor Pereira tem também grande brio em ter vencido o título chinês este ano.
Há um país da europa que vem contando bastante com os serviços de técnicos nacionais: Inglaterra. Mesmo com a saída de José Mourinho, a Premier League dispõe de dois treinadores lusitanos! Marco Silva e Nuno são os timoneiros de duas equipas de menor expressão (em relação aos gigantes), mas mesmo assim são equipas com poder económico suficiente para sustentar as ideias dos ditos com a matéria prima indispensável para o efeito desejado: jogadores de qualidade acima da média.


Nos últimos anos temos visto a ida de treinadores lusos com uma missão em comum: “salvar” o clube da descida. Aconteceu com Marco Silva no Hull, com Carvalhal no Swansea. Missões essas que se revelaram falhadas, mas mesmo assim a reputação e a qualidade reconhecida aos mesmos não foi afetada… antes pelo contrário.
Parece paradoxal, visto que a razão pela qual foram chamados não foi obtida. Mas lembremo-nos: Marco Silva e Carvalhal obtiveram pontos considerados impossíveis ao comando das respetivas equipas. No caso do Swansea, Carlos Carvalhal encontrou a equipa muito afundada em relação às que compunham também essa parte da tabela classificativa, e conseguiu chegar à linha de água! Isto foi considerado um feito incrível na altura.
Em pleno Dezembro, foi resgatado de Portugal José Gomes (Reading). Pelos vistos, foi do agrado do Reading a forma de jogar incutida pelo técnico no Rio Ave. Tem a missão de, à imagem de Marco e Carlos, elevar a prestação da equipa, visto que o Reading se encontrava na 22ª posição do Championship. Curiosamente, mal chegou, foi derrotado pelo Millwall, equipa também em zona de despromoção e caiu para a 23ª… que era ocupada pelo Millwall!
Em Inglaterra, o treinador português parece ser visto como um bombeiro: chega para tirar o clube da zona de desconforto e apontar o caminho a seguir.
Foto de capa: Reading FC
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro
2018 esteve longe de ser um ano perfeito para a WWE. O acordo com a Arábia Saudita criou muitas dúvidas, Brock Lesnar ainda é campeão, e os ratings dos programas semanais têm vindo a descer consideravelmente. A empresa também se pode queixar de azar, sobretudo devido ao afastamento de Roman Reigns.
Assim, a divisão masculina do main-roster não teve um bom ano. Tirando AJ Styles, foram poucos os lutadores que criaram momentos inesquecíveis e combates fantásticos. Mas, felizmente, a WWE alberga o melhor talento feminino de todo o mundo, e o NXT continua a provar ser a melhor brand de toda a empresa (como se vai perceber ao longo desta lista).
Dito isto, aqui estão os melhores combates da WWE em 2018!
A turma avense esteve com o apuramento na mão, mas o tento de Seferovic garantiu a qualificação do Benfica para a Final Four da Taça da Liga, em Braga. CD Aves e SL Benfica empataram esta noite a uma bola.
Rui Vitória efetuou três trocas no onze inicial relativamente à goleada diante do Braga, com Vlachodimos, Grimaldo e Jonas a cederem o lugar a Svilar, Yuri Ribeiro e Seferovic. O Aves precisava de vencer para seguir em frente e não tardou a mostrar as suas intenções de vencer. Logo aos sete minutos, Amilton serviu Derley de bandeja, mas o nº33 avense errou o alvo. Dois minutos depois, novo aviso do Desportivo das Aves: Mamá Baldé, numa correria louca, colocou o esférico em zona de perigo, mas Derley voltou a não conseguir finalizar nas melhores condições.
Após um início frenético, o Aves controlou as operações nos primeiros 30 minutos. A turma de Rui Vitória não conseguia encontrar um fio de jogo, optando por se organizar defensivamente em busca de um erro da turma da casa. Os lisboetas conseguiram contrariar a superioridade da equipa da Vila das Aves: os encarnados subiram as linhas, focando os seus ataques pelo lado esquerdo. Yuri Ribeiro e Cervi exploravam as debilidades da defesa avense: na Primeira Liga, o Aves tem o pior registo defensivo com 28 golos sofridos.
O francês Beunardeau, de volta à titularidade na baliza avense, respondia com segurança às investidas do Benfica e mantinha as redes invioláveis. Apesar de um ligeiro ascendente por parte dos encarnados, a equipa da casa criou as oportunidades mais perigosas, em busca do bilhete para Braga. O nulo teimava em prevalecer e o Benfica tinha um pé na Final Four da Taça da Liga.
A segunda parte começou com o SL Benfica a aparecer na área avense, mas foi mesmo a formação da casa a abrir o marcador e a colocar-se na frente. Aos 49’ Rodrigo apareceu na direita do ataque e cruzou para a área, onde apareceu Mama Baldé para fazer o 1-0 e colocar o CD Aves em vantagem, não só no jogo mas também no grupo.
A precisar de correr atrás do prejuízo e de repor, pelo menos, a igualdade, Rui Vitória deu ordem de entrada a Jonas, o homem golo da equipa. Ainda assim, e antes da substituição ser efetivada, o Desportivo das Aves voltou a aparecer com perigo junto da baliza de Svilar, aos 57 minutos, com Baldé a ficar perto do bis.


Os avenses aproveitaram situações de contra-ataque para incomodarem Svilar, com Amilton aos 63 e Baldé aos 68 minutos a ameaçarem o 2-0, mas foi mesmo o SL Benfica a fazer o golo e a restabelecer a igualdade, por intermédio de Seferovic ao minuto 70. Num primeiro momento o suíço falhou a receção ao cruzamento de Zivkovic, mas no segundo toque conseguiu fazer a bola passar por Beunardeau e fazer o um igual. Os encarnados colocavam de novo o pé na Final Four da prova.
Sem conseguir ter o domínio do jogo, o SL Benfica foi permitindo que o Aves ameaçasse o segundo e mantivesse a partida em aberto. Ao minuto 80 Seferovic esteve perto de fazer auto-golo e, no minuto seguinte, foi Falcão a falhar por pouco a baliza de Svilar, após canto batido na direita do ataque. O Desportivo das Aves ainda pressionou, mas não conseguiu reverter o resultado e a eliminação.
Eficácia poderá mesmo ser a palavra-chave deste encontro, com o SL Benfica a aproveitar uma das poucas vezes em que chegou com perigo à área de Beunardeau para fazer o golo e, com o 1-1, garantir o acesso à Final Four da Taça da Liga. Do lado avense fica a persistência e ficam as oportunidades criadas, com a turma de José Mota a fazer por merecer o segundo golo ao longo da segunda parte.
Onze inicial CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Jorge Felipe, Vítor Costa, Falcão, Rúben Oliveira (Fariña 71’), Vítor Gomes (Elhouni 82’), Baldé, Amilton (Nildo 75’) e Derley
Onze inicial SL Benfica: Svilar, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Yuri Ribeiro, Fejsa, Pizzi (Alfa Semedo 90+1’), Gedson, Zivkovic, Cervi (Jonas 59’) e Seferovic (Salvio 85’)
Vivem-se momentos atribulados na Madeira. O CS Marítimo está a atravessar uma fase crítica e, neste momento, já igualou o pior registo da década com 13 jogos sem vencer (nove deles fizeram parte das contas para o campeonato). Os insulares estão numa zona delicada, muito próximos dos lugares de despromoção.
Petit chegou ao comando técnico do Marítimo há apenas quatro semanas e ainda não conseguiu melhorias ao nível de resultados. É verdade que o estilo de jogo do Marítimo tem vindo a melhorar desde então, mas o que realmente interessa para as contas, que são os três pontos, esses tardam a aparecer.
Recordo o jogo com o SL Benfica. O Marítimo teve uma grande postura frente a um dos três grandes. Todos sabem que a equipa insular é bastante complicada de derrubar em casa e dessa vez não foi exceção: os encarnados não tiveram a tarefa facilitada.
Nunca é o momento ideal para se sofrer um golo, é verdade, mas ir para o intervalo a perder daquela maneira acaba sempre por afetar a equipa na entrada para a segunda parte. E foi o que efetivamente aconteceu. Nesse jogo, o Marítimo criou oportunidades, mas houve muita falta de critério no último terço do campo. O Benfica esteve sempre sob pressão de uma equipa que se mostrou bastante determinada, cheia de qualidade e de entrega. Contudo, nunca conseguiu ir para além disso e mexer com o resultado.
Já o último jogo, contra o CD Tondela, também foi mais um balde de água fria para a equipa da Madeira. Arango, perto dos minutos finais, foi o carrasco do Marítimo e deu o triunfo ao Tondela. Na primeira parte, a equipa de Petit entrou algo adormecida e nunca conseguiu ganhar segundas bolas. À falta de inteligência dentro da área em alguns lances juntou-se, dessa vez, a pouca agressividade e qualidade de jogo. Mesmo depois da expulsão e de mais três situações de perigo, o Marítimo continuou a mostrar a sua maior fragilidade – o último passe – e acabou por sofrer ainda um golo de bola parada, onde, na teoria, até poderia levar vantagem por ter jogadores altos.
Este jogo foi de extrema importância porque o Tondela é neste momento um concorrente direto do Marítimo e conseguiu sair por cima no confronto direto, distanciando-se da linha de água, onde paira lá perto um Marítimo cada vez mais em crise.


A convocatória é excelente para o jogador, mas Petit vai ter aqui um novo desafio para além daqueles com que se tem deparado. Ricardo Valente e Fábio China foram dois dos jogadores que ficaram lesionados e não puderam fazer parte das contas madeirenses.
Para além disto, o médio Danny decidiu terminar ligação com o clube, por achar que a sua saída viria a ser benéfica para os seus colegas. O internacional português acredita não estar a dar o contributo que deveria à sua equipa.
A juntar-se a Danny, veio o brasileiro Ibson, que também rescindiu contrato poucos dias depois.
Jogadores lesionados, saídas já anunciadas, resultados negativos… as coisas não estão nada fáceis para os insulares, mas o mercado de inverno pode ser uma porta aberta, depois de tantas outras que se têm fechado. É hora de arrumar a casa, como se costuma dizer. Fazer sair jogadores não tão utilizados e ir buscar jogadores experientes, que possam ajudar a equipa a evoluir.
É tempo de refletir na Madeira, e perceber o que está a causar estes maus resultados. Esta pausa natalícia pode ser desculpa para isso mesmo, porque a qualidade já foi mostrada, ainda que timidamente, a níveis exibicionais, agora faltam os resultados.
Foto de Capa: CS Marítimo
Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem perdido muito em qualidade técnica, resultado de gestões amadoras nos clubes do país e do limitado poder económico, comparado à China e alguns países da Europa. Essa situação, no entanto, é extremamente agravada pela forma como a Confederação Brasileira de Futebol – CBF – organiza seus campeonatos, sufocando as principais equipas com maratonas de jogos durante o ano. Essa política faz com que os clubes brasileiros, mesmo aqueles considerados fortes, fiquem em desvantagem em relação às equipas de outros países sul-americanos, como as argentinas e chilenas, por exemplo.
O modelo de temporada no Brasil, diferente do modelo europeu e de diversos países sul-americanos – que é de julho a junho -, além de colidir com a agenda da FIFA, também faz com que as equipas brasileiras cheguem às finais das competições internacionais com uma certa desvantagem em relação aos adversários, porque em outubro, novembro e dezembro os emblemas brasileiros estão no final da temporada com um número de jogos elevado, maior desgaste físico, lesões e desfalques devido à janela de transferência de inverno. Na Taça Libertadores deste ano, por exemplo, na meia-final, a SE Palmeiras tinha disputado 70 partidas, enquanto o CA Boca Juniores apenas 49. No jogo entre CA River Plate e Grêmio FBPA, na mesma fase da competição, a equipa brasileira perdeu os seus dois principais jogadores por lesão: Everton Cebolinha e Luan.


O calendário de jogos no Brasil é tão desorganizado que até os jogos da própria Seleção Brasileira acabam por causar problemas aos clubes nacionais. Quando há convocatórias, algumas equipas brasileiras são desfalcadas numa fase importante do campeonato. Este ano, Tite, o selecionador brasileiro, foi alvo de diversas críticas por ter convocado titulares do CR Flamengo e do SC Corinthians (Lucas Paquetá e Fagner) para um amigável, durante as semifinais da Taça do Brasil.
A solução para esse problema parece estar longe de acontecer, uma vez que a CBF parece não abrir mão da temporada de janeiro a dezembro, mas uma solução paliativa, que poderia amenizar um pouco a amarga situação das grandes equipas brasileiras, seria diminuir a carga de jogos nos campeonatos estaduais, que decorrem no início da temporada. A disputa estadual, apesar de fomentar a rivalidade regional e ser um bom atrativo do futebol brasileiro, é inexpressiva e tem pouca relevância nos cenários nacionais e internacionais e por isso não devia ser um “peso” para os clubes que ainda têm que disputar Campeonato Brasileiro, Libertadores, Taça do Brasil e Taça Sul-Americana.
Enquanto nada for feito em relação a isso, as equipas brasileiras continuarão a entrar em campo com mais dificuldades nas competições internacionais, com desgaste físico, lesões, desfalques ou tendo que administrar outros campeonatos, em simultâneo. Um dos inúmeros reflexos dessa desorganização é que não há nenhum clube brasileiro entre os cinco maiores vencedores da Taça Libertadores da América, principal competição do continente. Se o Brasil ainda pretende voltar a ser protagonista no futebol mundial, é necessário acabar com a desorganização e arrumar a própria casa primeiro.
Foto de capa: CBF
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro