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Académica OAF 0-1 FC Famalicão: Briosa de gala… congelada por um auto-golo

O frio e o horário inoportuno não afastaram os adeptos da Académica nem o bom futebol do Estádio Cidade de Coimbra. O preço do bilhete e o frio são, afinal, suportáveis quando se assiste a um jogo (e ambiente) de primeira protagonizado por duas equipas tidas como candidatas à subida de divisão.

Foi exactamente esse estatuto que Académica e Famalicão passearam no relvado. Os visitantes subiam a linha defensiva, quando em posse, à procura de sufocar os da casa, enquanto que estes, sobreavisados da qualidade do seu adversário, exploravam-lhe as costas quando estas lhe apareciam desguarnecidas. Foi assim que Júnior Sena e Djoussé apareceram isolados perante Defendi durante a primeira parte. Porém, não conseguiram desfeitar o guardião brasileiro.

Não quer isto dizer, que a Académica não tivesse imposto o seu jogo em ataque organizado (isto é, sem explorar o erro contrário). Impôs, e esteve perto do golo, também por esta via, com Romário Baldé a assumir o protagnismo em ambas as ocasiões – remate ao lado numa primeira instância, e um promenor delicioso, mais tarde, antes de oferecer uma oportunidade soberana (desperdiçada) a Júnior Sena.

Este não foi, contudo, um jogo de sentido único. De todo. A pressão ofensiva do Famalicão, quando eficaz, funcionava e os azuis estiveram perto do golo em duas ocasiões, com Walterson a desperdiçar as melhores oportunidades da turma nortenha antes do intervalo.

O regresso dos balneários não diluiu a intensidade do jogo e tanto Académica como Famalicão estiveram perto do golo nos primeiros minutos da segunda parte.

Djoussé e Fabrício, porém, não fizeram jus ao título de artilheiros das respectivas equipas.

A bola continuou a rondar as duas balizas, o jogo manteve-se aceso, mas as oportunidades foram escasseando. O Famalicão conseguiu controlar melhor a profundidade e a Académica, por via de um número 6 (Ricardo Dias) que se multiplicou no terreno, foi neutralizando as investidas do seu adversário.

Ainda assim, houve espaço para que Baldé atirasse ao ferro da baliza de Defendi e para Fabinho, na resposta, obrigar Ricardo Moura a uma enorme intervenção com os pés até que fossem operadas as primeiras mexidas no encontro… ao minuto 78!

Sylla substituiu Walterson, Djoussé substituiu Marinho e o pequenino da Briosa esteve perto do golo por duas ocasiões até final – ambas, curiosamente, de cabeça, com a primeira a ir à barra e a segunda a ser travada por Defendi.

Mancha Negra não vacilou no apoio à Briosa Fonte: BnR
Mancha Negra não vacilou no apoio à Briosa
Fonte: Bola na Rede

Era o ‘forcing’ final da Académica, em busca de um golo que fizesse esquecer a goleada consentida ao FC Porto B. Mas foi o Famalicão, num lance de bola parada batido por David Luís, a chegar ao golo, graças a um infortúnio… de Zé Castro. O central desviou a bola para a baliza errada no último minuto de compensação e selou o resultado.

A noite estava fria mas estava a ser aquecida pelo que se passsava no terreno de jogo. Era uma espécie de lareira, que aquecia todos os que estavam em seu redor. No final, porém, só os adeptos famalicenses saíram com um quentinho no coração.

ONZES INICIAIS:

Académica OAF: Ricardo Moura, Brendon, Yuri, Zé Castro, Joel; Ricardo Dias, Júnior Sena, Rúben Saldanha (Reko 89’); Jean Filipe, Romário Baldé e Djoussé (Marinho 81’).

FC Famalicão: Defendi, Kuoao (Anderson 88’), Ricardo, Ângelo, David Luís; Pathé Ciss, Hocko; Feliz, Fabinho (Filipe Oliveira 88’),  Walterson (Sylla 78’); Fabrício.

AD Limianos 2-0 Vilaverdense FC: bis de Mailó resolve duelo de aflitos

A jornada 15 da série A do Campeonato de Portugal agendou um duelo entre aflitos, a disputar em Ponte de Lima. Esperava-se um jogo animado, pela procura de pontos, e foi o que se confirmou. O domínio dos da casa não foi surpresa, que até pecaram na finalização.

José Carlos Fernandes trocou apenas Cláudio por Alvinho em relação à jornada passada, enquanto Nelito repetiu o ‘onze’ que conquistou um ponto no jogo anterior.

O início da partida mostrou um ‘Limianos’ com mais posse e muitas aproximações à baliza contrária, mas sem sucesso. Do outro lado, o Vilaverdense FC optava por obrigar ao erro do adversário e aí explorar as suas costas. Foi assim que construiu a primeira jogada de perigo, aos 11 minutos. Aldair recebeu a bola, rodou sobre Luan e serviu Rui Neves com classe. Na cara de Bruno, o remate saiu escandalosamente ao lado.

Na resposta, e através de um pontapé de canto, os da casa estiveram perto do golo por várias vezes, através de cabeceamentos de Borges e Zé Pimenta, sem efeito no marcador. Apenas três minutos depois, Rui Magalhães rasgou a defesa contrária e deixou Mailó na cara de Marco Ferreira. Embora pressionado, o cabo-verdiano ainda rematou com força, mas para a defesa da tarde. No canto que se seguiu, o mesmo Mailó cabeceou à figura.

À passagem do minuto 20, o espaço defensivo entre Alvinho e Touré foi novamente explorado; desta vez foi Paulinho a isolar Rui que, novamente, deixou que o duelo fosse vencido pelo guardião contrário. Na resposta, chegou o primeiro golo da tarde. Luan Sérgio bateu um livre no meio campo de forma rápida e convida a mais um sprint de Mailó. O avançado limiano aguentou a pressão de Miguel Almeida e fez o primeiro golo com a camisola da AD Limianos.

Os visitantes tentavam voltar ao jogo, mas apenas sete minutos depois sofrem novo golo. À passagem da meia hora de jogo, Rui Magalhães combinou com Samate que conduziu a bola até ao meio campo contrário, fletiu para o centro e voltou a desfazer a defesa contrária com novo passe em profundidade. Mailó, novamente frente a Marco, remata rasteiro e bisa na partida. O destaque vai para a excelente condução de Samate e a solução dada e bem resolvida pelo avançado.

O ritmo baixou mas ainda antes do intervalo podia ter saído novo golo para os visitados, naquele que seria um dos golos do campeonato. Pouco depois da linha divisória, Luan rematou de primeira e viu o poste esquerdo negar-lhe o primeiro golo da época.

Numa primeira parte mais esclarecida, a AD Limianos aproveitou a eficácia de Mailó num espaço de minutos e praticamente resolveu o jogo. Por outro lado, e dependentes de Aldair, os visitantes tinham dificuldades em incomodar Bruno, à exceção de dois lances que o brasileiro resolveu bem.

A equipa limiana resolveu a partida em 10 minutos e conseguiu manter as suas redes longe de perigo
Fonte: Ricardo Brito

A segunda parte começou da mesma forma, com os da casa a comandar e os vilaverdenses a apostar no contra ataque.

Apesar de um ou outro lance mais perigoso, o jogo entrara numa fase em que ambas as partes pareciam aceitar o desfecho que se aproximava. À exceção dos adeptos vilaverdenses, que sempre empurraram a equipa para o golo, o resultado parecia decidido para todos.

Sem surpresa, as oportunidades para a AD Limianos acumulavam-se, enquanto Aldair tentava trazer o Vilaverdense FC ao jogo, mas sem sucesso. Em poucos minutos, Nandinho subiu duas vezes pelo corredor direito e levou perigo à baliza de Marco. Na primeira, Mailó dominou e rematou ligeiramente por cima, na segunda Samate viu Miguel Almeida cortar na hora certa.

Aos 71 minutos, Alvinho recuperou a bola na defesa, conduziu a alta velocidade até à área contrária, deixando dois adversários pelo caminho, e já dentro da área rematou para defesa apertada de Marco.

Do outro lado, o desespero para chegar à baliza era evidente. De uma forma ou de outra, os caminhos eram bloqueados e, ainda que o remate existisse, nunca davam trabalho a Bruno. Ainda assim, aos 84 minutos, Aldair deixou a bola em Alexis que num dos poucos momentos que teve com bola, entrou na área, evitou Touré e rematou à figura.

No último lance do jogo, Nandinho solicitou uma última corrida a Mailó, que recolheu a bola junto à linha final, cruzou rasteiro e viu o recém-entrado Elivelton desviar de calcanhar ao primeiro poste, para fora.

A AD Limianos alcançou assim a terceira vitória no campeonato, a primeira em casa, e sobe um pouco na classificação, embora ainda em situação débil. Já o Vilaverdense FC volta a perder, depois de ter conquistado o empate na última jornada frente ao GD Chaves Satélite.

Ficou claro nesta partida que a equipa limiana, quando o jogo corre de feição, tem mais futebol do que aquele que tem mostrado. Do outro lado, é evidente que a criatividade e irreverência de Aldair são insuficientes para conquistar resultados e carregar todo um plantel para a manutenção.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Nandinho, Cláudio Borges, Touré e Vítor Sousa; Zé Pimenta (Elivelton, 79’), Rui Magalhães (Wanderley, 57’) e Luan Sérgio; Alvinho, Samate (Cláudio Dantas, 73’) e Mailó.

Vilaverdense FC: Marco Ferreira; Gabi, Miguel Almeida, Néné e Kiko; Rui Neves (Alexis, 68’), Paulinho, Pedro Araújo e Pedro Pereira (Tiago Vilela, 62’); Aldair e Nuno Pereira (Tomás Gama, 62’).

Galatasaray SK – SL Benfica: Destino do Cupido

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As bolas foram tiradas e os dados foram lançados. O Sport Lisboa e Benfica vai até à Turquia no dia dos namorados. À primeira vista, o sorteio da Liga Europa, realizado esta manhã, não foi terrível para os encarnados, mas a verdade é que poderia ter sido bastante melhor.

Claro está que o Benfica tem mais que obrigação de vencer ao Galatasaray, no entanto, se olharmos para a época das águias até ao momento, aquela super confiança rapidamente desvanece. Vale o que vale, mas vamos às estatísticas:

  • Os dois clubes encontraram-se três vezes e o Benfica venceu uma: uma na Taça UEFA (derrota para o Benfica, ao comando de Quique Flores) e uma vez na fase de grupos da Champions (já com Rui Vitória, onde o Benfica conseguiu vencer na Luz, mas não na Turquia)
  • O Galatasaray encontra-se em quinto lugar, igual ao terceiro (Besiktas)
  • Os turcos vieram também da Liga dos Campeões, do grupo do FC Porto (grupo D), e fizeram apenas quatro pontos: venceram o Lokomotiv em casa e arrancaram um ponto ao Schalke 04, também em casa
O SL Benfica tem obrigação de vencer o Galatasary SK e passar à fasae seguinte
Fonte: SL Benfica

Está mais que claro que a grande dificuldade será o jogo na Turquia, mas estão reunidas todas as condições favoráveis aos encarnados. E, para bem de todos, inclusive Rui Vitória, o Benfica tem de passar à próxima fase, tranquilo e sem preocupações.

Até 14 de fevereiro, dia da primeira mão, muita coisa pode mudar, até porque vem aí a paragem da época e o mercado de transferências. Talvez, e isto é um grande talvez, algo mude no clube da Luz e haja uma onda de confiança. Talvez, e isto é um grande talvez, tenhamos outro treinador – ou até mesmo um Rui Vitória de olhos mais abertos, a comandar uma equipa com ideias de jogo, estruturada, com muito mais para lá de um pontapé para a frente.

Tenho uma certeza em mim: o Benfica é melhor que o Galatasaray. A dúvida é se este poderá vencer seja o que for, seja contra quem for, neste momento. Se Rui Vitória diz que a equipa “mostrou o seu melhor” frente ao Marítimo, então, os jogos da LE (Liga Europa) são já uma derrota, ainda mesmo antes de serem jogados.

Só há duas opções: ou vai ao racha. Há uma obrigação de ser e fazer melhor, vencer confortavelmente a eliminatória. O mote é “Together to Baku” e a estrada só acaba lá. As condições existem, e o potencial também. Salva-te, Rui e salva-nos a nós.

Foto de Capa: SL Benfica

Premier League: quem ganha no fim? Os adeptos

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Já muitas vezes se questionou a verdadeira competitividade da Premier League. Depois de duas épocas em que os campeões já pareciam decididos desde o Natal – Chelsea Football Club, em 2017, e Manchester City FC, em 2018 -, este ano está a propocionar-nos um espetáculo digno daquela que é, para muitos, a melhor liga do mundo. Desde o azul bebé de Manchester ao encarnado de Merseyside, passando ainda pelo vermelho ou azul de Londres, muitas poderão ser as cores das fitas que, na jornada final, estarão penduradas no cobiçado troféu.

A derrota da semana passada do Manchester City frente ao Chelsea (2-0) veio, sem dúvida, relançar as contas de um campeonato que, para muitos, parecia feito para que os citizens revalidassem o seu título. Mas a verdade é que, ainda que sem tanto brilhantismo, o Liverpool FC de Jürgen Klopp e o Chelsea de Sarri se têm mantido no alcance dos lugares cimeiros. E foram os reds quem mais beneficiou deste deslize da equipa de Guardiola, aproveitando para bater o AFC Bournemouth por 4-0 e subir ao primeiro lugar, um ponto acima do City.

Xherdan Shaqiri celebra o golo na vitória por 3-1 frente ao Manchester United, este fim de semana
Fonte: Premier League

A juntar a este trio, temos o Tottenham Hotspur FC, de cuja consistência muitos duvidam: continuam a tentar livrar-se da alcunha pejorativa de bottlers (expressão atribuída a equipas que costuma ceder sob pressão, na parte decisiva da época) e encontram-se no terceiro lugar, a seis pontos do primeiro classificado. Depois de um verão sem contratações, que muitas dúvidas suscitou entre os adeptos, Mauricio Pochettino conseguiu pôr a sua equipa a jogar um futebol atrativo e, acima de tudo, consistente. Ainda assim, a profundidade da equipa parece ser a sua maior fraqueza: em caso de lesão de, por exemplo, Dele Alli ou Harry Kane, dificilmente a equipa teria alguém à altura para os seus lugares.

Fonte:Premier League

Também no Norte de Londres, o Arsenal Football Club conseguiu superar um período menos positivo no início da época para, sob a tutela de Unai Emery, se lançar numa série de 14 jogos sem derrotas na Premier League, durante a qual registou sete vitórias consecutivas. Lucas Torreira revelou-se como um dos melhores médios do campeonato, com um nível de trabalho defensivo e produção ofensiva que já levou muitos a chamarem-lhe “Kanté uruguaio”. Ainda que o desaire de sábado frente ao Southampton (3-2) tenha desiludido muitos adeptos, nada está perdido para os gunners, que, em trechos da época, conseguiram praticar um futebol capaz de rivalizar com os citizens de Guardiola.

Até no meio da tabela temos uma luta aguerrida, com apenas cinco pontos a separarem o sexto classificado (Manchester United – 26 pontos) do décimo terceiro (Brighton & Hove Albion FC – 21 pontos). Entre ver se o United de Mourinho consegue recuperar da situação precária em que se encontra, ou verificar se o Wolverhampton Wanderers FC de Nuno Espírito Santo consegue ascender aos lugares de acesso à Liga Europa – na sua primeira época na Premiership desde 2013 -, as partidas entre equipas nestas classificações serão muito mais do que cumprimento de calendário.

No final de contas, temos um vencedor garantido no final da época: os adeptos. Isto porque a proximidade entre as equipas se deve, acima de tudo, a uma grande qualidade de todas as partes envolvidas. Resultados como o do Chelsea – Manchester City na semana passada, ou do Southampton FC – Arsenal só provam o velho adágio de que na Liga Inglesa não há resultados garantidos.

Para muitos, o Manchester City continua a ser o favorito, porque é a equipa mais consistente e com mais opções no banco (Sergio Agüero pode ser rendido por Gabriel Jesus; Gündoğan e Fernandinho vão alternando no meio-campo; John Stones, Aymeric Laporte e Vincent Kompany preenchem a defesa, etc.). O melhor que se pode esperar é que esta competitividade e qualidade se mantenham até maio. Tudo o que queremos é chegar ao fim da época e dizer o mesmo que Sir Alex Ferguson, depois da final da Liga dos Campeões de 1999: “Football, bloody hell”.

Foto de capa: Manchester City FC

Jogadores que Admiro #101 – João Vieira Pinto

Grande parte da minha infância foi passada a assistir a um Sport Lisboa e Benfica triste, amorfo e sem a chama imensa que o caracteriza e sob a qual edificou a Gloriosa História que hoje conhecemos. Apesar de todos os sobressaltos pelos quais íamos passando e todas as desilusões que se iam somando temporada após temporada, havia uma ínfima esperança que o rasgo de uma das grandes figuras do nosso Clube nos trouxesse a glória que desejávamos. Falo, claro está, de João Vieira Pinto, avançado que chegou à Luz na temporada de 1992/1993.

JVP foi formado no Boavista FC e teve uma breve passagem de uma temporada pelo Atlético de Madrid B. A adaptação a Madrid não foi a melhor e acabou por regressar aos “axadrezados” na temporada seguinte. Peça fundamental no conjunto treinado por Manuel José, destacou-se na sua última temporada no Bessa e acabou sendo disputado por SL Benfica e Sporting CP. Quis o destino que escolhesse o caminho da Luz e chegou a Lisboa para alimentar o sonho dos Benfiquistas, que contavam agora com um dos mais promissores futebolistas nacionais. Foram oito temporadas de Águia ao peito e podemos dizer que JVP passou por tudo: risos e conquistas, desilusões e humilhações. No final da temporada de 2000, mudava-se para o outro lado da 2.ª Circular, assinando pelo Sporting CP e onde esteve durante quatro temporadas. Seguiram-se duas épocas no Boavista FC e outras duas no SC Braga, onde pôs um ponto final na carreira em 2008.

A minha memória de JVP está muito centrada na pior metade da sua estadia na Luz. Lembro-me do sacrifício de um jogador que, juntamente com o guarda-redes Michel Preud’homme, carregava às costas toda uma equipa de jogadores de qualidade bastante duvidosa. Apesar de já ser nascido, não me recordo, por exemplo, da soberba exibição que rubricou em Alvalade, na vitória por 3-6 do SL Benfica perante o eterno rival e onde apontou um hat-trick­ que o lançou para a eternidade da História Gloriosa.

O ponto alto de João Vieira Pinto no SL Benfica foi a sua soberba exibição em Alvalade, onde apontaria três dos seis golos com que as “Águias” bateriam o Sporting CP
Fonte: SL Benfica

Não é por acaso que JVP era chamado de “Menino D’Ouro”. Desde bem cedo que houve algo nele que despertaria a atenção dos apaixonados por Futebol. Avançado de extrema qualidade, destacava-se pela inteligência com que pisava cada centímetro do relvado e pela técnica que usava para tratar tão bem a bola. Apesar da sua baixa estatura (1,71m), tinha uma boa impulsão e um exímio cabeceamento que o fazia colocar o esférico com facilidade no fundo das redes.

O facto de ser um jogador tão influente levou a que o SL Benfica, pela mão do seu presidente Manuel Damásio, assinasse com ele um contrato vitalício que o manteria na Luz até ao final da sua carreira. Acreditava-se que mantendo JVP e construindo uma equipa à sua volta, o Clube poderia voltar a entrar na rota das conquistas. Manuel Damásio acabaria por dar lugar a João Vale e Azevedo e este sempre mostrou ter uma relação menos boa com a estrela da equipa, pelo facto de o considerar uma oposição e alguém muito conectado com a Direcção anterior. No final da temporada de 1999/2000, o inesperado aconteceria: o SL Benfica rescindia o contrato com JVP, que acabaria por assinar pelo Sporting CP.

Recordo-me perfeitamente das capas de jornais que noticiavam a ida de JVP para o nosso rival de sempre. Apesar de ser muito difícil suportar uma troca destas, acho que nenhum Benfiquista poderá alguma vez acusar o “Menino D’Ouro” de traição ou de não querer representar o nosso Clube. Foi completamente escorraçado do SL Benfica quando não o merecia. Nunca teve a devida homenagem e isso também me custa, pois JVP deu o que tinha e o que não tinha para carregar toda uma instituição durante várias temporadas. Nos anos mais negros, JVP foi a luz da nossa Luz.

Foto de Capa: SL Benfic

Rally Dakar 2019: Apresentação

Quando nos encontramos a menos de 30 dias (à data de publicação desta notícia) do início do maior rali do Mundo, o Bola na Rede apresenta as novidades para a 41ª edição do Rally Dakar, com início a 7 de Janeiro em Lima, no Perú, e término dia 17 na mesma cidade.

Para a edição que se avizinha estão inscritos 534 pilotos em 334 veículos. 167 motas e quads, 126 carros (incluindo 30 SxS) e 41 camiões. Participarão 17 senhoras, que fazem da edição de 2019 a que possui mais inscrições do sexo feminino, 135 pilotos e co-pilotos que participam na prova pela 1ª vez – rookies, 34 “Original by Motul” – pilotos que participam na competição sem equipa de assistência, e destaque também para Mitchel Van Den Brink, o jovem de 16 anos que participará na competição como mecânico e que é o participante mais novo na história do Rally Dakar.

A edição de 2019 realizar-se-á na íntegra em solo Peruano e a organização preparou algumas surpresas para os participantes. A competição terá um pouco mais de 5500 quilómetros, repartidos por 10 etapas, dos quais cerca de 3000 quilómetros são especiais cronometradas e 70% da corrida desenrola-se sobre areia.

A edição deste ano decorrerá de 6 a 17 de janeiro
Fonte: Dakar

WWE TLC: Tables, Ladders & Chairs – Um novo começo com os olhos postos na WrestleMania

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O último evento do ano de 2018 para a WWE correspondeu às expetativas, com bons combates, resultados surpreendentes e, acima de tudo, serviu para projetar o início para a estrada para a WrestleMania em 2019, que arranca já no próximo mês.

Em 2018, a WWE teve um ano interessante e após alguns eventos controversos, fechar com o TLC foi a chave de ouro que a empresa precisava para se despedir deste ano e arrancar o próximo com a mentalidade no Showcase of Immortals e em todos os desenvolvimentos que irão conduzir a essa altura.

Melhor combate: Becky Lynch © vs. Asuka vs. Charlotte Flair (Triple Threat Tables, Ladders and Chairs Match pelo WWE Smackdown Women’s Championship)

Pior combate: R-Truth e Carmella vs. Jinder Mahal e Alicia Fox (Final do Mixed Match Challenge)

MVP’s do TLC: Asuka, Ronda Rousey, Braun Strowman, Dean Ambrose e Natalya

Nota do evento: 15/20

Equipas de Formula 1 em 2019

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Os pilotos estão de férias e os carros em construção. Significa que é a habitual pausa de Inverno da Formula 1 em que todos nos esforçamos para fazer previsões e acertar os vencedores e perdedores da próxima época, mas ainda é cedo para isso, só quando começarem os testes em Fevereiro é que vai dar para ter mais ou menos uma ideia de onde vai estar cada equipa. No entanto, já sabemos que pilotos vão fazer parte do grid para o próximo ano, e foi uma completa revolução do grid de 2018, apenas 2 equipas mantem o seu line-up para o próximo ano.

Voto de confiança em “chuta chuta”

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Foi pelas “mãos” de Jorge Jesus, na temporada 2015/2016 que Bruno César ingressou no Sporting Clube de Portugal. Depois de ter orientado o brasileiro no SL Benfica, o ex-timoneiro leonino considerou a sua contratação uma mais-valia para a equipa que enverga o leão ao peito.

Foi provavelmente a capacidade para ocupar diversas posições do terreno de jogo, desde defesa esquerdo, médio centro ou extremo esquerdo, e ainda a sua qualidade no remate de meia distância, que fizeram com que a sua contratação se consumasse.

Ao longo das temporadas de leão ao peito, “chuta chuta” – como é também conhecido – fez jus a esta alcunha e apontou alguns golos que ficarão para sempre na sua memória e na dos/as sportinguistas, nomeadamente nos jogos para a Liga dos Campeões, diante de colossos como o Real Madrid CF, Juventus FC e Borussia Dortmund.

Bruno César foi figura em grandes noites europeias
Fonte: Sporting CP

Ao longo do tempo foi perdendo protagonismo, primeiro com Jorge Jesus e na presente temporada com José Peseiro ao leme da equipa. No mercado de transferências do Verão esteve mesmo na porta de saída para o Brasil, no entanto não se confirmou o negócio e acabou por ficar em Alvalade.

Depois da saída de José Peseiro e com a chegada de Marcel Keizer parece que surge uma oportunidade para Bruno César mostrar o seu potencial e importância para uma equipa que luta por objetivos concretos como vencer o Campeonato Nacional.

Segundo o empresário do brasileiro, Marcel Keizer informou que conta com o jogador. E a verdade é que com a chegada do técnico holandês, o polivalente jogador foi opção nos jogos com o Lusitano FC de Vildemoinhos e Rio Ave FC.

Na próxima janela de transferências, tudo indica que a administração leonina irá reforçar sobretudo o meio campo. Caso isso se confirme, considero que o melhor para todas as partes é a saída do jogador, para que este possa jogar com regularidade noutra equipa.

Força Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 5-2 CD Nacional: Ganhou o Bailinho da Holanda

“Prefiro ganhar 3-2 a ganhar apenas por 1-0”. A frase é de Marcel Keizer e ilustra tão bem a partida de hoje. O Sporting CP venceu esta noite o CD Nacional por 5-2, num jogo completamente eletrizante, dos melhores do campeonato até agora. As duas equipas entraram em campo em grande nível e ambas deram espetáculo, mesmo com algumas alterações nos onzes – Bruno César em vez do lesionado Wendel foi o caso principal.

Apesar de ter chegado há pouco, já conhecemos a filosofia de Keizer: bonito é que haja espetáculo, que haja golos e emoção até ao fim. E o que haverá de mais emocionante do que tentar uma “remontada”? Pois é. É que na primeira meia-hora o Sporting ofereceu o jogo ao Nacional e este, extremamente competente e com todo o mérito, aproveitou. Foi tudo dos insulares, num autêntico vendaval madeirense.

Costinha trouxe a lição bem estudada: pressionar logo no primeiro terço do campo, onde o Sporting do holandês começa a construir, aproveitar a falta de velocidade leonina nas laterais e muitos homens no meio a fechar o principal corredor de construção dos “leões”. Tudo com uma pressão altíssima e grande confiança. E resultou!

Foram um, dois, três, quatro… e podíamos continuar até aos oito, porque foi esse o número de remates da equipa insular nesta primeira parte. A jogada de perigo inaugural serviu até de amostra do que aí viria: ainda nem o cronómetro tinha tocado o primeiro minuto completo e já João Camacho aquecia as luvas de Renan!

Não entrou à primeira, entrou à segunda! Sexto minuto e que golaço de João Camacho. Com calma e sentido de posicionamento, fugiu à marcação e variando para o meio atirou em arco e à entrada da área para o golo. Entretanto, aos 18 minutos, Bas Dost ainda meteu a bola na baliza de Daniel, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo de Diaby. A partir daqui foi um “bailinho da Madeira”.

Rochez e Witi mantinham Renan acordado para que pudesse assistir da forma ao golo de Palocevic, o segundo do Nacional. Bom lance ofensivo dos visitantes pela direita, com Jota a cruzar milimetricamente para a cabeça do sérvio, que ainda viu a bola a bater na barra antes de beijar a rede. 2-0 para o Nacional ao minuto 25′, inteiramente merecido! Até porque o “bailinho” continuou: Palocevic voltou a assustar de livre – com grande defesa de Renan -, e depois foi Witi a rematar por cima. Que exibição dos homens de Costinha!

Só que o Sporting fartou-se de bailar e ao minuto 35′ decidiu pôr fim àquela “linda brincadeira”. Bas Dost foi derrubado na área por Vítor Gonçalves e de penálti reabria a partida em Alvalade. E de que maneira! Foi pressão e mais pressão até ao apito para o intervalo de Fábio Veríssimo. Com presença constante no meio-campo nacionalista – que se escondera -, crescia o apoio dos adeptos. Os últimos 15 minutos da primeira parte foram dos “leões”, que apesar de não terem chegado ao empate, estiveram perto, com investidas de Nani e Bruno Fernandes. 1-2 para o Nacional ao intervalo, com um grande jogo de futebol!

Na primeira parte o CD Nacional fez uma grande exibição, conseguindo mesmo dois golos de vantagem
Fonte: Bola na Rede

Na segunda-parte, e apesar de entrar com mais bola, o Sporting parecia regressar nervoso. Com pouco esclarecimento no último passe e com alguns erros do meio-campo para trás, crescia a pressão e o domínio leonino, ainda que existente e total, não tinha resultados práticos. Nani e Bruno Fernandes ainda tentaram resolver “à bomba”, de fora de área, mas tiveram o mesmo resultado que teve Júlio César do lado madeirense: a bola não entrou.

Ao minuto 70′ tudo muda: Jovane – que entrou para o lugar de Nani dois minutos antes – isola Bas Dost. O holandês atrapalha-se na cara do guardião insular, mas aparece no apoio Bruno Fernandes, que em jeito de recarga faz o golo do empate! Explosão em Alvalade!

Era um ritmo alucinante, “bola cá, bola lá”. O Sporting dominava a partida e perseguia agora o golo da reviravolta, que… não durou muito. Ao minuto 75′ houve falta de Felipe Lopes ainda a alguns metros da grande-área. Mathieu pegou na bola. Os adeptos pegaram na bola. Os sportinguistas de todo o mundo pegaram na bola. Respiraram fundo e lá foi ela. Que golaço de Mathieu! Que explosão de alegria em Alvalade! 3-2 e remontada. Keizer tinha razão.

Depois disto só deu Sporting, em grande comunhão entre os artistas da relva e os da bancada. Bruno Fernandes ainda esteve perto de matar o jogo, com uma grande jogada individual, mas Daniel parou o remate. Não conseguiu foi parar Bas Dost. Penálti discutível assinalado por Fábio Veríssimo e na segunda tentativa – a primeira foi anulada por violação de área – o holandês bisou e isolou-se ainda mais na tabela dos melhores marcadores da Liga, com 10 golos.

E ainda antes do final, tempo para mais um golo, não quisesse Mr. Keizer muitos golos. Bruno Fernandes cabeceia uma, é defendida. Cabeceia duas e faz o quinto golo dos “leões”. Sexto golo do médio no campeonato e mais um grande exibição. Dele e do Sporting! São seis vitórias consecutivas dos verdes-e-brancos orientados por Keizer, com… 25 golos marcados. São mais de quatro golos por jogo e os adeptos agradecem. O futebol é bom, os jogos são emocionantes e o Sporting lá continua: segundo lugar e cabeça no título.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan, Coates, Mathieu, Jefferson, Bruno Gaspar, Gudelj, Bruno César (Miguel Luís, 46′), Bruno Fernandes, Diaby, Nani (C) (Jovane, 68′) e Bas Dost.

CD Nacional: Daniel, Kalindi, Felipe Lopes, Júlio César, Nuno Campos, Jota, Palocevic (Hamzaoui, 80′), João Camacho (Brayan Riascos, 77′), Vítor Gonçalves, Witi e Bryan Rochez.