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Estará o Mar Azul em maré baixa?

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O Mar Azul (expressão oportunamente criada na época passada por Sérgio Conceição) foi fortemente caracterizado por ser uma falange de apoio incansável ao FC Porto durante a sua caminhada até aos Aliados. Contudo, nova época, nova maré; será que o tsunami gerado pelo desejo da reconquista do título de campeão nacional foi um fator extraordinário que não se repetirá? Ou o 28º campeonato nacional serviu única e exclusivamente como combustível para alimentar a euforia da nação portista?

No Estádio do Dragão:

Bom, comecemos pelos eventos que certamente estarão ainda frescos nas memórias dos portistas; comecemos pela época atual, portanto. Decorridas as 12 primeiras jornadas do campeonato, é possível extrair algo dos números das assistências e, de um modo geral, efetuar uma comparação relativamente à época de estreia deste Mar. Olhemos, então, para esses números:

Fonte: Bola na Rede

Primeiramente, ressaltar que diversos fatores contribuíram para tais resultados, como o dia de semana em que o jogo se realizou, o momento da equipa, o acesso a bilhetes, etc; contudo, de forma a realizar uma análise mais objetiva, ignoremos os aspetos referidos anteriormente. Portanto, vamos aos números: algo que nos salta à vista é a pouca oscilação verificada entre ambas as épocas. A margem de variação de público nos jogos em casa do FC Porto é mínima; para tal ilação, basta comparar as médias das duas temporadas em análise: na presente temporada, a média de assistências no Dragão localiza-se nos 43.473 adeptos por jogo, levando, assim, vantagem sobre os 42.057 da época passada. Para complementar, note-se que em apenas em um jogo da presente temporada não foi ultrapassada a barreira dos 40 mil, situação que pode ser considerada atípica, se olharmos para os números de épocas anteriores às de Conceição.

⦁ Nos jogos fora de portas:

Analisados que estão os jogos no Dragão, viremos a página. Foquemos atenções nas deslocações do FC Porto nesta época, em comparação com as da época anterior.

Fonte: Bola na Rede

No que toca às deslocações do FC Porto esta época, a assistência de todas elas encontra-se acima dos 10.000 (exceto o jogo frente ao Marítimo), porém há que salientar o seguinte: se compararmos os números de 2018/19 com os da época anterior, concluiremos que o FC Porto conseguiu levar mais adeptos ao estádio na época de estreia do Mar Azul (tal apenas não aconteceu no jogo frente ao Vitória FC). Por isso, a média de adeptos que acompanharam o FC Porto de norte a sul do país deveria ser superior na época 2017/18, certo? Mas não, não é. Muito por conta do número extremamente baixo de pessoas que viram no estádio o Vitória FC 0-5 FC Porto, a média de assistências fora de casa de 2017/18 é ultrapassada pela da época atual (21.163 e 21.254, respetivamente)

Veredito:

Após esta análise, é clara a resposta à pergunta do título: não, o Mar Azul não está em maré baixa. Pelo contrário, aliás: os números mostram que a adesão aos jogos do FC Porto têm sido ainda levemente superiores aos verificados na época passada. Portanto, o meu veredito é este: não será por falta de apoio que o FC Porto não conseguirá repetir os feitos da época anterior.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

E o Al-Hilal de Jorge Jesus, enfim, perdeu

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Foi longa a invencibilidade, mas terminou no passado sábado. Foram precisos 18 jogos para Jorge Jesus conhecer o sabor da derrota na Arábia Saudita.

O desaire até aconteceu de forma inesperada: em casa, frente ao Al-Hazm SC, equipa que vive nas posições abaixo da linha de água. A pergunta e a dúvida serão, então, tentar perceber que efeitos este revés terá na equipa comandada pelo experiente técnico luso.

Para já, tal não interferiu com a liderança do campeonato, com 32 pontos, mais três do que o Al-Nassr FC, segundo classificado. Os 13 jogos, dez vitórias, dois empates e apenas uma derrota no campeonato são dados de respeito, mas a tal deve-se juntar a campanha da equipa de Riade na Liga dos Campeões Árabes, um sólido sonho de todos os adeptos e responsáveis do clube.

LÊ MAISEstá em andamento a Liga Saudita da Era Jesus

O Al-Hilal SFC está nesta altura apurado para as meias-finais da prova, depois de eliminar o Al-Shabab SC, do Omã, e o Al-Naft SC, do Iraque.

Jesus sabe que a sua popularidade em paragens sauditas não podia ser maior e os seus incrementos na qualidade de jogo e do trabalho da sua equipa tem conhecido evolução positiva e gradual.

Num onze onde costumam alinhar os europeus Alberto Botía, Carlos Eduardo, Gelmín Rivas e Bafétimbi Gomis, o treinador tem-se esforçado para que, em paragens onde o futebol não tem a qualidade de outras partes do mundo, possa levar as potencialidades dos seus jogadores ao limite, com alta intensidade.

A formação de Riade corre no primeiro lugar da Liga Saudita e é um dos semi-finalistas da Liga dos Campeões Árabes
Fonte: Al-Hilal SFC

Al-Hilal continua na rota do título

Não me parece que este acidente de percurso, a que aludi no início do texto, vá fazer grande mossa na equipa, mas, para provar isso, até ao final do ano, os “Al-Zaeem” (como é conhecido o Al-Hilal) terão dois testes de fogo, contra equipas dos lugares cimeiros da tabela. Sábado, o embate é com o Al-Ahli Jeddah SFC e, no dia 27, há duelo português com Pedro Emanuel, que defende as cores do Al-Taawon FC.

Entretanto, os sauditas vão conhecer quem vão enfrentar nas ‘meias’ da Liga dos Campeões. Enquanto isso, Jesus continua a ser o ídolo das massas e saberá, melhor do que ninguém, que o carinho recebido no Médio Oriente será inesquecível. Contudo, e como está bem na cara, no final da época despedir-se-á…

LÊ MAIS:  E se Jesus ressuscitasse?

Já com a Supertaça do país conquistada, o treinador de 64 anos faz-se acompanhar por uma autêntica legião de portugueses na equipa técnica e procura fazer do “seu” Al-Hilal um autêntico “tubarão” da Arábia.

 

Foto de Capa: Al-Hilal SFC

 

Uma raposa a revitalizar Sacramento

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Há um ano atrás (e nos dez anteriores a este), assistir a basquetebol em Sacramento era um suplício, uma forma leve de tortura pela qual muita gente pagava para sofrer porque… bem, porque há pessoas para tudo. Se perguntassem aos adeptos dos Kings quais eram as expetativas para a nova época, eles olhariam para vocês com cara de poucos amigos, encolheriam os ombros e diriam que, se algum adversário falhar dois lances-livres no quarto período e isso der um cupão para pizza mais barata a quem assista o jogo, já é bastante bom. Se lhes dissessem que em dezembro estariam em lugar de playoff no Oeste e a jogar muito bom basquetebol, riam-se de vocês, riso este seguido de um choro incontrolável, pois isso era impossível. “Era”…

Pela primeira vez em pelo menos uma década, os Kings chegam a dezembro com reais possibilidades de prolongarem a sua época além dos 82 jogos da fase regular. E tudo isso se deve ao incrível talento do “sophomore” do ano: De’Aaron Fox. Após um ano de rookie que deixou muita gente em Sacramento a pensar no que tinham feito no draft, Fox começou a calar os críticos um por um e a mostrar-se a estrela que a capital da California há tanto tempo ansiava ter.

A solução para os problemas que Fox encontrou no seu ano de rookie foi descoberta pelo seu treinador, Dave Joerger. Se Fox gosta de correr, toda a equipa vai correr. Porque se a equipa vai ser montada à sua volta, terá de valorizar os seus pontos fortes. Faz sentido e trouxe resultados. Os Kings passaram da equipa mais lenta na NBA para a segunda mais rápida, e a fórmula é simples: abram alas para Fox. O jovem base tem melhorado em tudo o que é parâmetro ofensivo. Percentagem de lançamento interior e exterior, idas à linha de lance-livre, número de assistências, etc. Tudo o que Fox fazia, faz agora melhor e mais rápido. Mas Fox quer mais ainda. Ainda na semana passada, assumia que um dos seus grandes objetivos para a temporada era fazer parte de uma “All-Defensive Team”. Fox ainda não está a esse nível, mas tem feito também bastantes progressos na defesa, o seu calcanhar de Aquiles. E não deixa de ser interessante perceber que este é um dos grandes objetivos de um jogador tão orientado para o ataque.

Fox dominou Doncic, uma das grandes promessas e surpresas da NBA
Fonte: Sacramento Kings

Os Kings estão na luta pelos playoffs, e, embora jogadores como Buddy Hield, Bjelica ou o recém-regressado Bogdanovic venham fazendo uma boa temporada, muito do sucesso da turma de Joerger se deve ao seu base. Numa altura em que jogadores como Marvin Bagley III ou Harry Giles tardam em afirmar-se, é importante que um jogador que teve uma primeira temporada complicada se apresente a este nível. Fox está a jogar como um All-Star. Conseguirá a sua primeira presença no jogo das estrelas se continuar a este nível e isso é um enorme passo para um jogador no seu segundo ano. Ainda para mais numa conferência que conta com bases como Stephen Curry, Russell Westbrook, James Harden ou Klay Thompson. Para já, no entanto, De’Aaron Fox vai brilhando e trazendo sorrisos às pessoas de Sacramento, que começavam a achar que o pesadelo da mediocridade tinha chegado para ficar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Sacramento Kings

UEFA Youth League – o balanço até agora

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Na última quarta-feira, dia 12 de dezembro, jogou-se a última partida dos sub-19 do Benfica a contar para a fase de grupos da UEFA Youth League. Quando as Águias ainda precisavam de triunfar sobre o AEK para passarem à próxima fase, os rapazes vinham com vontade e necessidade de vencer o encontro, e assim o fizeram. Ao baterem o AEK por três bolas a zero, o Benfica consegue subir para o segundo lugar do grupo e assim ter de jogar um play-off, no qual irão defrontar os franceses do Montpellier.

Tal como o grupo da equipa sénior na UEFA Champions League, a equipa sub-19 do Benfica integrou o grupo constituído pelo Ajax da Holanda, o Bayern de Munique, e o AEK da Grécia. Logo neste sorteio o Benfica sabia que ia defrontar uma das melhores academias do mundo, na qual já se formaram jogadores de classe mundial. A academia do Ajax é temida pois produz jogadores de qualidade, que mais tarde passam a jogar nas melhores ligas de futebol. Apesar disto, o Benfica consegue vencer qualquer equipa de formação de jovens, pois também temos das melhores academias (e mais tecnologicamente evoluídas) a nível mundial.

Os sub-19 do Benfica não tiveram uma prestação boa na época passada (quase como um espelho da prestação da equipa sénior na Liga dos Campeões), e não conseguiram sequer passar da fase de grupos. Precisavam de melhorar e chegar mais longe este ano, e já superaram essa expectativa.

“Jota” Filipe foi dos jogadores mais influentes nos primeiros dois jogos dos sub-19 do Benfica na Youth League deste ano, ao marcar dois golos no triunfo frente ao Bayern e fazer uma assistência frente ao AEK
Fonte: SL Benfica

Na primeira partida o Benfica venceu os sub-19 do Bayern de Munique por três a zero no Caixa Futebol Campus. Um resultado satisfatório, e uma entrada com o pé direito na Youth League. A seguir, viajaram à Grécia para defrontar os sub-19 do AEK, e também triunfaram, desta vez por três a um. A desilusão veio nos dois jogos seguintes, ambos frente aos sub-19 do Ajax. A primeira partida foi na Holanda, e perderam por três a zero, já na segunda mão empataram a três golos. A partir daqui o trabalho de passar em primeiro lugar ficou mais difícil, e posteriormente ainda mais dado que empatámos na Alemanha por dois golos. Nesta última partida, o Benfica tinha de vencer para passar em segundo lugar caso o Bayern triunfasse sobre o Ajax (algo que se veio a confirmar).

O treinador dos sub-19 ambicionava uma passagem direta para os oitavos de final, e este segundo lugar na fase de grupos não foi o suficiente para agradar. A equipa revelou alguma falta de eficácia e consistência, mas é preciso ter em conta que foram dois jogos seguidos frente aos sub-19 do Ajax. Nada é desculpa para más exibições senão erros da equipa ou do treinador, mas é relevante mencionar que o Ajax saiu da fase de grupos com 23 golos marcados (melhor ataque até agora desta edição da Youth League) e apenas oito sofridos. Já as Águias marcaram 14 golos e sofreram nove.

A nossa academia tem o dever de fazer o melhor possível nesta competição, porque não só se promove a marca Benfica, como também a formação do clube e do país. O Benfica já esteve envolvido em duas finais da UEFA Youth League (na primeira edição em 2013/2014, e na temporada de 2016/2017), e não venceu nenhuma. Já estava na hora do Benfica mostrar que realmente está a “formar para ganhar”.

Foto de Capa: SL Benfica

FC Stumbras Kaunas – A alma Lusitana na Lituânia

A República da Lituânia, a maior das três repúblicas bálticas (tanto em extensão, como em termos populacionais), é um país situado no nordeste do continente europeu, onde o futebol não possui grande representatividade, contrariamente ao que sucede em Portugal.

O principal campeonato da modalidade, a A Lyga, decorre entre os meses de fevereiro e novembro e nele participam somente oito equipas, o que implica que cada uma delas se defronte cinco vezes. Ora, este conjunto de fatores contribui para a sua fraca competitividade e, consequentemente, reduzida visibilidade no exterior.

Assim sendo, e sem esquecer o que separa estas duas nações –  mais de três mil e 500 quilómetros -, como se justifica a conexão que se estabeleceu entre Portugal e o FC Stumbras, emblema sediado em Kaunas (a segunda maior cidade da Lituânia)?! A resposta remonta a abril de 2016, sensivelmente dois anos depois de o mesmo ter ascendido ao principal escalão do futebol lituano, quando um grupo de investidores, que incluía o treinador português (nascido em Goa) Mariano Barreto, adquiriu o clube.

A partir daí, a história do mais recente emblema a militar no principal escalão do futebol da Lituânia tem sido contada fundamentalmente em português, com Barreto a tomar as rédeas da equipa, ao mesmo tempo que acumulava as funções de diretor-geral. Consequentemente, assistiu-se à chegada de diversos futebolistas lusos, como são os casos de Alsény Bah, António Belo Andrade ou André Almeida.

Consagração com selo português

No ano passado, o FC Stumbras Kaunas conquistou o primeiro e (por enquanto) único título do seu palmarés, ao erguer a Taça da Lituânia, após vencer o FK Žalgiris. O emblema de Vilnius, a capital, vinha gozando de um período de hegemonia a nível interno, vencendo todas as competições (Campeonato; Taça e Supertaça) desde o ano de 2013. Este tratou-se, aliás, do feito mais marcante alcançado pelo clube ao longo dos seus cinco anos de existência, e possibilitou que a turma, que contava então com cinco futebolistas portugueses, assegurasse a presença na primeira ronda da fase de qualificação para a UEFA Europa League.

Com a conquista da Taça da Lituânia, a participação nas competições europeias tornou-se uma realidade
Fonte: FC Stumbras Kaunas

Assim sendo, o ano de 2018 assinalou a estreia do FC Stumbras nas competições europeias, porém, dessa participação não resultou o melhor desfecho, já que a equipa foi eliminada pelos cipriotas do Apollon Limassol FC no conjunto das duas mãos.

Se, por um lado, a temporada que terminou no mês passado trouxe alguns dissabores, por outro, a mesma pode ser recordada como sendo histórica, já que a formação orientada pelo técnico português de 61 anos alcançou a melhor classificação de sempre na A Lyga, terminando em quarto lugar (com a mesma pontuação que o terceiro classificado).

Resta-nos torcer para que esta história de sucesso possa vir a ter outros capítulos num futuro não muito longínquo.

Foto de Capa: FC Stumbras Kaunas

Sporting CP enfrenta Rio Ave FC rumo ao Jamor!

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Nesta quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe, no Estádio José Alvalade, o Rio Ave FC, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Os leões disputam assim, mais uma eliminatória rumo à final do Jamor, sendo este um dos objetivos para esta época, conquistar a 17ª Taça de Portugal do palmarés leonino.

Este será o 57º embate entre o Sporting CP e os vila-condenses, com um registo positivo para o clube de Alvalade, com 35 vitórias, 14 empates e apenas 7 derrotas. Frente a frente, vão estar duas equipas que já se defrontaram esta temporada para o campeonato, tendo o Sporting CP vencido por 3-1, no Estádio dos Arcos.

O Sporting CP venceu o Rio Ave, em jogo da 11ª jornada da Liga, com golos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Jovane Cabral
Fonte: Sporting CP

O Rio Ave FC tem realizado uma boa temporada, ocupando o 6º lugar da Liga, somando 19 pontos. O coletivo de Vila do Conde, chega a esta partida após duas derrotas e um empate nos últimos três jogos. O Rio Ave liderado por José Gomes, não poderá contar com Gelson Dala que está em Vila do Conde a título de empréstimo do Sporting CP.

Os leões vivem um bom momento, somando sete vitórias consecutivas, em todas as competições. Sob a liderança de Marcel Keizer, o Sporting CP venceu os últimos seis encontros, com um registo impressionante de 25 golos marcados e seis golos sofridos.

Para esta partida da Taça de Portugal, Keizer não poderá contar com Rodrigo Battaglia nem com Fredy Montero devido a problemas físicos. Ainda assim, tendo praticamente o plantel na máxima força, poderá fazer alterações ao onze e dessa forma gerir o plantel a pensar no próximo embate, diante do Vitória SC, para o campeonato.

Para marcar presença nestes oitavos-de-final, o Sporting CP eliminou o GS Loures e o Lusitano FC de Vildemoinhos. Por sua vez, o Rio Ave FC deixou pelo caminho o SCU Torreense e o Silves FC. Este será um dos jogos de cartaz desta eliminatória, entre dois clubes do principal escalão do futebol português.

O Sporting CP é naturalmente favorito a vencer esta partida e dar continuidade ao seu bom momento. No entanto, o Rio Ave FC é uma equipa que pratica bom futebol, que gosta de jogar em posse e por isso não se irá limitar a explorar o contra-ataque. Para vencer esta eliminatória, o Sporting tem de ser uma equipa competente, melhorar a sua consistência defensiva e continuar no bom momento no que diz respeito à eficácia na finalização.

Em jogo estará um dos objetivos do Sporting CP estar na final do Jamor mais uma vez esta temporada e lutar por vencer a 17ª Taça de Portugal da história do clube. Para seguir para os quartos-de-final, a equipa contará com o apoio dos sportinguistas no Estádio José Alvalade. Só há uma palavra para este encontro: vencer!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 4-3 Moreirense FC: Uma cabeça fresca vale mais que um corpo cansado

Pelo terceiro jogo consecutivo, os dragões ‘ofereceram’ um golo de vantagem ao adversário e, desta vez, até acabaram o jogo com o ‘credo na boca’, após boa réplica do Moreirense, que nunca se rendeu a um fim praticamente inevitável. Pelo meio, a equipa de Sérgio Conceição revelou novamente frescura mental para dar a volta a mais uma entrada em falso, até desperdiçar um sem número de oportunidades que lhe daria uma segunda parte bem mais tranquila. Isso não aconteceu e o cansaço tomou conta da equipa à medida que os minutos foram passando. Aí emergiu o génio de Brahimi e a assertividade de Marega, que se redimiu e bisou. Fabiano ainda teve de sujar o equipamento para manter vivo o sonho de conquistar a Taça.

Num quarto de hora de emoções forte se conta a história do primeiro tempo. Teixeira deu continuidade ao que têm sido os inícios dos últimos jogos do FC Porto e, aos nove minutos, estava no sítio certo para finalizar da melhor maneira uma transição rápida bem desenhada por Bruno Silva, primeiro, e Heriberto, depois.

Os cónegos adiantavam-se bem cedo no marcador, mas das bancadas do Dragão (onde estiveram quase 16 mil adeptos) nem ponta de insatisfação, não estivesse este FC Porto com uma saúde mental invejável e que lhe tem permitido dar as melhores respostas a eventuais momentos negativos no jogo. Foi o que aconteceu. Nem cinco minutos se passaram e já estava Alex Telles a descobrir a cabeça de Felipe, solto na área, para fazer o empate. Como se isso não bastasse, mais três minutos volvidos e Hernâni, que tinha acabado de substituir o azarado Otávio, agradeceu a oferta de Adrián e fuzilou Trigueira. Belo golo do português a colocar os dragões pela primeira vez em vantagem. Tudo se encaminhava para mais uma noite tranquila, mas acabou por não ser bem assim.

Os homens de Sérgio Conceição desperdiçaram um sem número de ocasiões que lhes permitiriam arrumar a questão ainda antes do descanso. Marega, nesse particular, foi o expoente máximo do esbanjar de oportunidades. Também André Pereira, servido por Hernâni e em zona frontal, não foi capaz de bater Trigueira, que fez bem a mancha. Danilo, de cabeça, respondeu a um cruzamento do inevitável Telles mas a bola saiu a centímetros do poste direito, para logo a seguir entrar em cena Moussa Marega. Mais uma vez Alex, da esquerda, a tirar um fenomenal cruzamento para o maliano falhar, de forma incrível, quando só tinha de acertar na baliza.

Felipe ainda tentou o bis, mas Trigueira também estava em noite de querer enervar as hostes azuis e brancas. Isso acabou mesmo por acontecer, no primeiro e único minuto de descontos, quando Iago mostrou o que acontece a quem esbanja ‘tanto golo’. Um livre de Bruno Silva encontrou a cabeça do central brasileiro, que saltou mais alto que toda a gente e bateu Fabiano pela segunda vez. Era o melhor que poderia ter acontecido ao Moreirense, que ia para o intervalo com um empate a duas bolas, depois de sair vivo de um festival de ocasiões desperdiçadas pelos dragões.

Hernâni entrou para substituir Otávio e foi uma das figuras
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Para o segundo tempo Ivo Vieira abdicou de um médio de características mais defensivas para colocar em campo uma unidade… ultra defensiva. Halliche entrou para revolucionar taticamente a equipa de Moreira de Cónegos, que passou a jogar numa espécie de 3x5x2, na tentativa de abafar o meio campo portista. Essa premissa não se verificou na totalidade, mas a avalanche portista que previa para a etapa complementar não se verificou, é certo. Ainda assim, Marega, quem mais, poderia e deveria ter recolocado os azuis e brancos na frente, mas foi mais uma vez protagonista…pela negativa. Hernâni correu de uma ponta à outra do campo e serviu o maliano, que com a baliza escancarada, permitiu a defesa a Trigueira.

Não gostava do que via Sérgio Conceição, que chamou imediatamente Brahimi para dar um abanão na partida. Precisamente dos pés do argelino saiu o passe milimétrico, de régua e esquadro, que isolou mais uma vez Marega que, à terceira, não vacilou e fez o 3-2. O desgaste era notório por esta altura e o Moreirense ia, de quando em vez, ameaçando com as investidas de Pato Rodríguez e Heriberto, mas haveria de ser novamente o entendimento de Brahimi e Marega a ‘fechar’ as contas. O maliano, com todo o tempo do mundo, na cara de Trigueira, picou a bola e fez um golo de classe. Era o 4-2 em cima dos noventa e a certeza quase absoluta de que tudo estava consumado. Puro engano.

Num forcing final, os cónegos ainda ameaçaram, imagine-se, com o prolongamento. Heriberto, com um pontapé de meia distância, apontou um grande golo aos 90+2 e, logo a seguir, esteve a causar suores frios aos adeptos azuis e brancos, mas Fabiano, que se mostrou algo inseguro e nervoso esta noite, segurou a passagem do FC Porto aos quartos de final da prova rainha.

Onzes iniciais: 

FC Porto: Fabiano, Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo (Sérgio Oliveira, 79’), Herrera, Otávio (Hernâni, 12’), Adrián López, André Pereira (Brahimi, 60’) e Marega.

Moreirense FC: Pedro Trigueira, D’Alberto, Ivanildo Fernandes, Iago, Bruno Silva, Loum (Schons, 70’), Pedro Nuno, Neto (Halliche, 46’), Pato Rodríguez, Heri e Teixeira.

Vitória FC 0-1 SC Braga: 120 minutos gelados de suor

Numa noite fria, em todos os aspetos, o Vitória FC recebeu o SC Braga numa partida a contar para a Taça de Portugal.

O Braga começou mais acelerado e atrevido, ao contrário dos sadinos, ainda tímidos. Isso refletiu-se logo no primeiro minuto, altura do primeiro lance de perigo do guerreiros. O jogo correu num só sentido até aos 20 minutos, mas antes do primeiro tento à baliza, o Vitória já tinha visto um amarelo (Mikel), dando ao Braga uma boa oportunidade de golo, com um livre à boca da área. A oportunidade de golo foi então de Cadiz que deixou Marafona atrapalhado.

Um minuto depois, surgiu O minuto do jogo. Aos 21′ as calques do Vitória e Braga desviaram a atenção do jogo para homenagear Nuno Pinto, que anunciou esta semana que iria interromper a sua carreira devido a um linfoma. No lado verde do estádio lia-se “Os nossos não deixamos cair” palavras de Vasco Fernandes, na conferência extraordinária dada para anunciar a trágica notícia em torno do defesa sadino. No lado vermelho podia ler-se “Força e coragem, Guerreiro”. O estádio cantou o nome de Nuno em uníssono, e o momento foi de tal maneira sentido, que, por momentos, o desfalcado Bonfim pareceu ser uma arena com milhares e milhares a gritar num só sentido.

De volta ao jogo, o Vitória ganhou ritmo e a partida foi bem disputada, equilibrada e sem mais oportunidades flagrantes de golo. As equipas saíram empatadas a zero para os balneários, sem outro resultado passível de ser justo.

A partida recomeçou no mesmo ritmo com o qual acabou: dura, partida, equilibrada. O Vitória pareceu ligeiramente mais atrevido, mas sem grandes frutos. Tudo apontava para um doloroso 0-0 no fim do tempo regulamentar. Pequenos perigos foram surgindo de parte a parte, sendo dignos de destaque o cabeceamento de Mendy que perdeu todo o seu potencial nas mãos de Marafona e um remate muito perigo de Wilson Eduardo. Aos 86′ o Braga leva Cristiano a sair para um intervenção brilhante, mas Dankler mancha o momento e faz falta sobre Palhinha. Tudo a postos para o Braga carimbar a passagem, mas Diego Souza conseguiu mandar a bola à trave, deixando o Vitória sonhar mais um pouco. No seguimento da jogada os sadinos tentam o contra ataque e Raul Silva faz uma falta dura, na tentativa de parar a fornação de Lito Vidigal e acaba por ver o segundo amarelo e ser expulso.

O Vitória foi para a frente com tudo e ao cair do pano, já em tempo de compensação, poderia ter feito o golo, mas Marafona brilhou e acabou mesmo por arrastar o jogo para prolongamento.

Com mais meia hora de futebol, o jogo foi ficando mais duro e mais intenso. Mais perigo para ambos os lados, mas menos qualidade e (ainda) mais faltas. Aos seis minutos da primeira parte do prolongamento, João Novais assumiu o canto a favor do Braga, meteu a bola no coração da área e Pablo atirou a redondinha para o fundo das redes de Cristiano. Assim, reduzido a 10, os minhotos conseguiram respirar de alívio.

A partir daí o Braga tentou gerir o resultado enquanto o Vitória procurou in(al)cansavelmente o golo do empate.

ONZES INICIAIS:

Vitória FC: Cristiano, Dankler, Jorge, Vasco Fernandes (C), Mano (A. Sousa, 102′), Semedo (André Pedrosa, 97′), Mikel Agu, Ruben Micael (Zequinha, 78′), Bessa (Hidelberto, 89′), Mendy, Cadiz.

SC Braga: Marafona, Viana, Melo da Silva, Marcelinho Goiano, Sequeira, Palhinha (Pablo, 92′), Fransérgio, Esgaio (Novais, 77′), Horta (Wilson Eduardo, 77′), Paulinho, Dyego Souza.

Foto de Capa: SC Braga

O Fim-de-semana Verde e Branco | Râguebi vence Taça Ibérica!

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Mais uma semana, mais um resumo. Destaque maior para o Râguebi, com as Leoas a fazerem história com a conquista da Taça Ibérica! Nota ainda para a dupla jornada triunfante do Voleibol feminino em Santo Tirso e para o triunfo, na raça, do Hóquei em Patins, em Viana do Castelo, que continua na liderança isolada e invicta do Campeonato Nacional! Os únicos pontos negativos foram mesmo o afastamento do Futsal feminino da Taça de Portugal após uma surpreendente derrota perante as minhotas do Santa Luzia FC e a derrota do Voleibol masculino em Ankara na primeira mão dos Oitavos-de-Final da CEV Challenge Cup perante um valoroso adversário. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol: Mais duas vitórias para o Campeonato Nacional, destacando-se de novo os muitos minutos concedidos e bem aproveitados por vários elementos das camadas jovens, nomeadamente Nuno Reis, Salvador Salvador, Gonçalo Grácio, Joel Ribeiro e Bruno Silva. Triunfos sobre o SC Horta por 30-25 (14-12 ao intervalo) na 14.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional, a primeira da segunda volta, e sobre o Boa Hora FC por 38-24 (19-11 ao intervalo) em jogo antecipado da 23.ª jornada do Campeonato Nacional. 2018 fecha com a difícil deslocação a Braga para defrontar o ABC, estando a partida agendada para as 17 horas de 22 de Dezembro, Sábado, no Pavilhão Flávio Sá Leite.

Basquetebol em Cadeira de Rodas: Os Leões somaram mais uma vitória, desta feita diante da APD Lisboa por 41-58.

Futebol feminino: As Bicampeões Nacionais regressaram aos triunfos, batendo o GDC A-Dos-Francos por 0-4, com golos de Ana Capeta (2), Nevena Damjanovic e Solange Carvalhas. Segue-se a Taça de Portugal no dia 22 de Dezembro, Sábado, com as Leoas a deslocarem-se até Viseu para defrontar o Lusitano FC de Vildemoinhos na Terceira Eliminatória da prova.

Futebol masculino: Os Leões fecharam a Fase de Grupos com uma vitória por 3-0 frente ao Vorskla Poltava e, no campeonato, mantêm a perseguição ao líder FC Porto, fruto do triunfo por 5-2 diante do CD Nacional. Resultado idêntico também sobre o Rio Ave FC, o que permitiu aos comandados de Marcel Keizer seguir para os Quartos-de-Final da Taça de Portugal. Segue-se a deslocação a Guimarães para defrontar o Vitória SC (23 de Dezembro, Domingo, 21h00) na 14.ª jornada do Campeonato Nacional.

Futsal feminino: As Leoas foram eliminadas da Taça de Portugal após a derrota nas grandes penalidades diante do Santa Luzia FC, após um empate no tempo regulamentar a cinco golos. Segue-se a recepção ao UA Povoense para a 12.ª jornada da Zona Sul da Primeira Fase do Campeonato Nacional, jogo que será disputado no Domingo, 23 de Dezembro, pelas 16 horas no Pavilhão João Rocha.

Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais venceram o CF Os Belenenses por 1-6 com golos de Alex, Cardinal, Cavinato, Pedro Cary e Erick Mendonça, sendo que os Leões beneficiaram ainda de um autogolo; para os azuis marcou Bruno Pinto. Segue-se a recepção ao Unidos Pinheirense no dia 22 de Dezembro, Sábado, pelas 15 horas no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais sofreram para vencer a AJ Viana no Pavilhão Municipal de Monserrate. O resultado final, 3-6, é enganador e não espelha as dificuldades que a turma orientada por Paulo Freitas sentiu no reduto dos minhotos, estando mesmo em desvantagem (2-1) até à entrada para os últimos 10 minutos da partida. Toni Pérez (2), Ferran Font, Pedro Gil, Henrique Magalhães e Caio foram os autores dos tentos verde e brancos; pela turma de Viana marcaram Francisco Silva, Arnau Xaus e Rémi Herman. Cai assim o pano sobre 2018, com o Sporting CP a ocupar a primeira posição da tabela classificativa, fruto de 23 pontos averbados através de oito vitórias e dois empates. O primeiro jogo de 2019 será no fim-de-semana de 5 de Janeiro ante o SC Marinhense, no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins: Reviravolta em Viana do Castelo mantém liderança isolada!
Fonte: Sporting CP

Pólo Aquático: Os Leões venceram o Cascais WPC por 11-17 na séptima jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional.

Pool Português: Vitória frente à Casa do SL Benfica de Algueirão-Mem Martins “B” por 2-9 e triunfo por falta de comparência frente à equipa C do mesmo adversário. A turma de Alvalade reforça assim o primeiro lugar desta Primeira Fase do Campeonato Nacional e na próximas jornada defronta a Casa do SL Benfica de Algueirão-Mem Martins “A”.

Râguebi feminino: As Leoas conquistaram a Taça Ibérica após triunfo sobre as Campeãs Espanholas do CR Olímpico Pozuelo por 26-8, numa partida em que estiveram sempre na dianteira do marcador. A turma Leonina escreve assim uma página a ouro na Modalidade e no Clube, sendo a terceira Modalidade a conquistar um troféu ibérico para o palmarés do Clube, sucedendo às Lutas Amadoras e ao Triatlo. No que toca a géneros, o Râguebi torna-se na segunda modalidade a conquistar uma prova internacional feminina, sucedendo assim ao Atletismo que conta nas suas vitrines com duas Taças dos Clubes Campeões Europeus de Pista e uma Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato.

Voleibol feminino: Dupla vitória no reduto do GC Santo Tirso! Sábado as Leoas apuraram-se para a Terceira Eliminatória da Taça de Portugal com um triunfo por 0-3 (17-25; 11-25; 21-25) e Domingo aproximaram-se do líder CD Aves (que perdeu 1-3 com o Vitória SC), fruto de novo triunfo, mas agora por 2-3 (16-25; 25-22; 25-21; 20-25; 11-15). A formação orientada por Rui Pedro Costa prepara agora uma jornada dupla para o Campeonato Nacional da II Divisão, com a recepção ao Esmoriz GC no Sábado, 22 de Dezembro, pelas 20h30 e a deslocação ao reduto do GDC Gueifães no Domingo, 23 de Dezembro, pelas 16 horas.

Voleibol masculino: Vitória por 3-0 na recepção ao Castêlo da Maia GC por 3-0 (25-17; 25-16; 25-20) no Pavilhão Municipal de Fiães que coloca os Leões na liderança isolada do Campeonato Nacional e derrota em Ankara, diante do Maliye Milli Piyango, por 3-0 (26-24; 25-21; 25-20) na primeira mão dos Oitavos-de-Final da CEV Challenge Cup, que obriga os comandados de Hugo Silva a vencerem na segunda mão por 3-0 ou 3-1 e a levarem de vencida a equipa turca no Golden Set (uma “negra” jogada até aos 15 pontos). Agora será a vez dos Campeões Nacionais receberem o Vitória SC para o último desafio de 2018, com a partida da 15.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional a estar agendada para as 18 horas de 22 de Dezembro, Sábado, no Pavilhão João Rocha.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uma alegre festa em Montalegre?

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Em Montalegre, vive-se por estes dias um autêntico conto de fadas. O Montalegre, clube que milita no Campeonato de Portugal, tem sido uma das maiores surpresas da presente edição da Taça de Portugal e vive agora um momento ímpar da sua história: recebe um dos maiores clubes portugueses, em casa, perante os seus adeptos.

Em terras de Barroso, por esta altura, só se pensa no jogo da próxima quarta-feira frente ao SL Benfica. O clima é de festa e já só se pensa na possibilidade de fazer uma gracinha frente ao Vice-Campeão português. Quem o afirma é Vítor Alves, antigo lateral direito do CD Santa Clara, e atual jogador da equipa barrosã.

O papel de Vítor Alves na equipa passa por tranquilizar e ajudar a sua equipa
Fonte: CDC Montalegre

O percurso do Montalegre tem algo de suis generis e não começou da melhor forma. A equipa de Vila Real não foi além de uma derrota por 3-2 frente ao Pedras Salgadas, logo na primeira eliminatória da Taça de Portugal, ainda assim, no sorteio seguinte conseguiu ser repescada, trilhando depois o seu caminho em direção aos oitavos de final, eliminando equipas como o Águeda, o Oriental e o Peniche. Estas três vitórias constituíram um facto nunca antes visto na história do clube: atingir uns oitavos de final da Taça de Portugal.

O Sorteio da Taça de Portugal ditaria assim um encontro frente ao SL Benfica, clube de outros patamares. Mas não é por isso que as gentes da barrosã se amedrontam. O clima é de festa, de alegria mas também de “enorme responsabilidade”, uma vez que esta equipa é a única do Campeonato de Portugal que ainda está em prova. Vítor Alves, lateral que na temporada passada conquistou uma subida de divisão ao serviço do CD Santa Clara, é quem assume essa responsabilidade, partilhando também da alegria de poder receber um clube grande, em casa.

Em conversa com o BnR, o lateral confessa-nos estar “convicto de que este jogo pode cair para o lado do Montalegre”. E não custa acreditar, apesar de num passado recente não terem surgido casos de equipas de divisões secundárias a eliminar grandes do futebol português. Por outro lado, importa não esquecer que num passado recente surgiu o Caldas SC, equipa que chegou às meias-finais da Taça de Portugal na época passada.

O segredo passa, segundo o experiente jogador, por “disfrutar e tirar tudo o que seja negativo da cabeça”. Mas não só. Aqui e acolá há que irritar o adversário, há que aproveitar a “ratice dos jogadores destas divisões” e fazer tudo o que estiver ao alcance para dificultar a vida à equipa orientada por Rui Vitória, é este o mote dado pelo antigo internacional pelas seleções jovens portuguesas. As individualidades do SL Benfica são uma mais valia, sim, mas não assustam. É que neste tipo de jogos não são só as qualidades individuais que contam. Aliás, Vítor Alves sugere-nos uma proposta totalmente oposta “o coletivo sobrepõe-se às individualidades”.

O Município de Montalegre prepara-se para o grande espetáculo, remodelando o estádio desde o relvado até às bancadas
Fonte: Município de Montalegre

A remodelação do Estádio do Montalegre e toda a preparação que tem sido feita para receber um grande nas terras de barroso demonstram que há uma alegria geral a pairar na vida destas gentes. Mas desengane-se quem achar que este Montalegre irá defrontar o SL Benfica em clima de festa e de alegria, há muito a disputar, há muito a demonstrar e há um Montalegre que quer continuar a fazer história.

 

Foto de Capa: CDC Montalegre

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro