Início Site Página 10666

Força da Tática: Os lobos que não gostam de ovelhas

Dias depois de ter perdido em Cardiff, Nuno Espírito Santo (NES) enfrentava, no Molineux Stadium, o Chelsea FC de Sarri, um desafio especialmente difícil para Wolverhampton Wanderers FC, pela pressão inerente às cinco derrotas nos últimos seis jogos.

Dando sequência ao já emocionante mês de Dezembro na Premier League, Raúl Jiménez e Diogo Jota marcaram os golos que permitiram ao Wolves vencer os Blues, a primeira vitória em quase dois meses (6 Outubro venceram o Crystal Palace FC).

Arsenal FC, Manchester United FC, Chelsea FC e Manchester City FC, quatro leões na selva inglesa – e europeia – que não conseguiram vencer este Wolverhampton. O mesmo Wolverhampton que perdeu frente à frágil equipa de Neil Warnock (Cardiff City FC) e que foi derrotado em casa pelo Huddersfield Town AFC.

Será que estes lobos não gostam de ovelhas? Só de leões?

O momento do Wolverhampton

Depois de terem sido a melhor equipa no Emirates Stadium, frente ao Arsenal FC, o Wolverhampton perdeu de forma surpreendente frente a Huddersfield e Cardiff. Surpreendente, pela diferença de qualidade – individual e coletiva – entre as equipas.

No jogo frente ao Huddersfield, o Wolves sentiu muitas dificuldades em lidar com a superioridade numérica do meio campo de quatro homens do adversário, particularmente porque exigia de Hélder Costa e Ivan Cavaleiro missões defensivas, que os portugueses têm dificuldades em cumprir.

No País de Gales, Neil Warnock abdicou do seu habitual 4-1-4-1 e mudou para um sistema de 3-1-4-2. A razão? Sobrecarregar o meio campo. Uma mudança de sistema que permitiu ao Cardiff dominar, através da superioridade numérica, o meio campo Moutinho-Neves.

Para o jogo de ontem, NES tinha perfeitamente identificados os problemas dos últimos jogos, mas o facto de não poder contar com um dos seus melhores lobos – Rúben Neves – em nada ajudava a missão da alcateia.

Vs Chelsea | Equipas

Maurizio Sarri realizou várias alterações à sua equipa inicial, apesar de não mudar o seu sistema (4-3-3). Jorginho e David Luiz nem saíram do banco dos suplentes, enquanto que Kovačić e Pedro entraram no decorrer do jogo. Fabregas ocupou a posição de médio defensivo, com Kanté e Loftus-Cheek ao seu lado. Christensen fez companhia a Rudiger no centro da defesa. Na frente, Willian jogou sobre a direita com Morata na posição de ponta de lança.

NES elegeu Saiss para fazer dupla com Moutinho no meio campo, um onze sem lugar para Hélder Costa, Ivan Cavaleiro e Traoré. Na frente, fazendo companhia a Jiménez, alinharam Jota e Gibbs-White. Curiosamente o homem mais adiantado não foi o mexicano, mas sim Gibbs-White. Apesar dos rumores, Bennett voltou a ser aposta ao lado de Coady e Boly na defesa (Dendoncker continua à espera). No papel de ala lateral, Rúben Vinagre (qual Cancelo a extremo esquerdo) e Doherty.

Wolverhampton | Um agradável cheiro a Vinagre

A lesão de Jony abriu espaço para Rúben Vinagre no onze inicial, o português que já vinha ameaçando o lugar de ala lateral esquerdo desde o início de época. Em Organização Defensiva, em resultado da preocupação do Wolves em proteger o corredor central, era exposto constantemente a situações 2vs1 quando o Chelsea FC rodava o centro de jogo. Azpilicueta/Willian recolhiam a bola dos centrais e avançavam no flanco, onde Vinagre não caía na tentação de ir pressionar a bola, aguenta a posição e tentava atrasar o Chelsea, até ter o apoio de Jota ou Saiss.

Fonte: Sport TV

Esta imagem, serve para ilustrar o bom acompanhamento que Vinagre fazia aos ataques à profundidade pelo Chelsea, mas principalmente o comportamento questionável de Boly. Inteligente a reconhecer os estímulos para pressionar, para depois encurtar rapidamente. Bolas altas, ou passes demasiado longos, têm a particularidade de terem uma trajetória previsível, logo, são excelentes estímulos para a equipa que está a defender pressionar, assim mesmo que não intercepta a bola, não dá espaço, nem tempo ao recetor do passe. Vemos em baixo com o passe sai “feio” dos pés de Rudiger, e Vinagre reconhece este estímulo para pressionar. Deixou espaço nas suas costas? Sim, mas Azpilicueta não consegue aceder a esse espaço pela rapidez com que Vinagre reconhece este estímulo.


Fonte:Sport TV

Ofensivamente, o Wolverhampton cheirava a Vinagre a 100%. Parece que está a jogar na rua, pela forma rebelde com que “vai para cima”, sem medo, coloca a sua qualidade individual ao serviço da equipa no último terço. Aqui, sem respeito pelo capitão dos Blues, a fazê-lo bailar.


Fonte: Sport TV

Vinagre “casa” bem com Jota, já que o camisola 18 gosta dos espaços interiores e procura os espaços entre o defesa central e o lateral direito do adversário, criando uma separação entre ambos. Separação, que dá a o corredor lateral a Vinagre para situações de 1vs1.

Depois do golo de Loftus-Cheek, NES subiu Vinagre ainda mais no corredor esquerdo, com o português a atuar quase como extremo esquerdo. Este posicionamento, fez o Wolverhampton mais perigoso, na medida em que fixava a linha defensiva do Chelsea mais atrás. Moutinho e Coady começavam a fazer uso da sua brutal capacidade de passe de média/longa distância para começar as jogadas do lado direito e rapidamente, com recurso a essa capacidade, procurar Vinagre no lado contrário.


Fonte: Sport TV

Saiss, no início de construção do Wolves, flutuava para o corredor esquerdo, junto a Boly, precisamente para Vinagre ocupar a posição de extremo esquerdo, dando também cobertura e controlo às posições transições ofensivas do Chelsea.

Vemos isso aqui, Saiss junto ao corredor esquerdo:


Fonte: Sport TV

Finalmente, como também podemos ver em cima, a colocação de Jiménez sobre o lado direito, e não no centro do ataque. Precisamente para tirar partido dos cruzamentos de Vinagre no lado esquerdo, aparecendo no segundo poste para finalizar ou servir companheiros como Diogo Jota, que têm o condão de fazer muitos golos deste tipo de situações, segundas bolas, espaços curtos ou finalizações ao primeiro toque.

Gibbs-White também procurava tirar partido do “trabalho” de Jiménez, chegando tarde á grande área, explorando a entrada. Vemos também a importância de Saiss, para controlar (Aqui matar) os possíveis contra-ataques do Chelsea FC.


Fonte: Sport TV

Considerações Finais

Apesar de não ser o objetivo de este artigo, por isso não falei, o Chelsea está a revelar vários problemas que falarei em um próximo artigo. Assim que o Wolverhampton chegou a vantagem conseguiu colocar em prática o momento do jogo onde é mais forte, Organização Defensiva, e levou os três pontos.

Apesar da vitória, questiono-me sobre a capacidade de Boly e Bennett em levar a equipa para o nível seguinte ou talvez esteja eu a julgar mal pela paixão que tenho por Coady. Mesmo marcando na própria baliza e não tendo feito o melhor jogo da sua vida ontem, está vários degraus acima dos dois companheiros da linha de três.

O lobo não gosta de ovelhas, é evidente, mas para sobreviver têm de alterar essa situação e ir às compras no Natal.

Foto de capa: Wolverhampton Wanderers FC

Revisto por: Jorge Neves

A responsabilidade de um campeão Europeu

Era uma vez um país de “coitadinhos”. Era uma vez um país dos “quases”. Mas houve uma vez que, por incrível que pareça, o caso mudou de figura. Em 2016, a Europa e o Mundo começaram a ver o nosso país com outros olhos. Portugal, o país periférico no cantinho mais ocidental da Europa, deixou de ser tão periférico quanto isso. Ao invés, começámos a ser os detentores do título de campeão europeu. No fundo, passámos, finalmente, a fazer parte das contas. Mas esta conquista representou e representa muito mais do que isso. Foi uma mudança de mentalidade, tanto de dentro, como de fora. Portugal, um país pequeno? Só no mapa e na mente de algumas pessoas.

Achei importante começar este artigo desta forma, para introduzir o tema de que realmente vou tratar hoje – o sorteio do grupo da fase de apuramento para o Euro 2020 e o porquê de termos, pela primeira vez na história do nosso país, a obrigação de manter o estatuto de campeão europeu. Com isto, não quero dizer que a revalidação do título vá acontecer, até porque não o acho. Simplesmente é mais do que obrigação exibir uma equipa e praticar futebol à imagem de uma das melhores seleções da Europa. Porque, no fundo, é o que somos, não é verdade?

Ucrânia, Sérvia, Lituânia e Luxemburgo – foram estas as seleções que o sorteio do passado domingo ditou. Sendo que, neste caso, passam duas das cinco equipas, digamos que é um grupo mais do que acessível às aspirações da equipa das quinas. Segundo Fernando Santos, neste grupo até há três candidatos para dois lugares e Portugal quer um deles. Como disse anteriormente, está mais do que ao alcance da nossa equipa.

A estratégia de Fernando Santos tem passado por uma renovação gradual e calculada. Apesar de não haver muito brilhantismo em termos de jogo, o certo é que tem corrido bem, a nível de resultados, até agora. Portugal conseguiu uma meritória presença na Liga das Nações, onde pudemos contar com outros nomes a brilhar na equipa. Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Rúben Dias, Gelson Martins e André Silva são jogadores que têm rejuvenescido a equipa e que nos dão certezas de que Portugal não estará mal entregue, numa era pós-Ronaldo.

Portugal ficou inserido no grupo B, frente a equipas como a Ucrânia, Luxemburgo, Lituânia e Sérvia
Fonte: UEFA

Ainda assim, Ucrânia e Sérvia são duas excelentes equipas. Se repararmos, ambas as equipas subiram de divisão na Liga das Nações. Estas seleções vão, sem dúvida, dar trabalho a Fernando Santos e a todo o seu conjunto, sobretudo em Kiev e Belgrado. A Sérvia da qualificação do Euro 2016, por exemplo, contava com vários jogadores campeões do mundo de sub-20. É preciso dizer mais alguma coisa? Para além disso, também há que salientar o facto de a tarefa na Lituânia não ser nada fácil.

Olhamos para uma Europa diferente, futebolisticamente falando. O ranking tem sofrido bastantes mudanças e a conjetura deste Euro reflete justamente estas alterações. Portugal é o atual Campeão Europeu e até me atrevo a dizer que pode estar a beneficiar disso mesmo. Esperemos que isto se continue a espelhar em resultados.

 

Foto de Capa: UEFA

Perdidos no Tempo: Ibson

0

Ibson chegou ao FC Porto na época 2004/05 com apenas 21 anos durante o mercado de inverno, proveniente do CR Flamengo, tendo o FC Porto desembolsado cerca de dois milhões de euros. Uma época de grande nível despertou o interesse dos azuis e branco. Ibson foi um dos jogadores em maior destaque no Brasileirão de 2004.

Um médio de grande qualidade técnica, capacidade de transporte de bola, intensidade nos duelos, um típico médio box-to-box. Apesar de toda a qualidade nunca foi um indiscutível no FC Porto tendo permanecido no clube até 2007, quando voltou ao CR Flamengo por empréstimo dos portistas. Tendo o clube brasileiro pago uma taxa de cerca de 700 mil euros pelo empréstimo.

Pelo FC Porto realizou 56 jogos onde conquistou dois Campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. No Brasil fez uma carreira de sucesso onde foi campeão brasileiro em 2009 e onde conquistou também quatro Campeonatos Cariocas ao serviço do CR Flamengo.

Ibson nunca foi um titular indiscutível no Dragão face à forte concorrência
Fonte: conversas redondas

Ainda ligado contratualmente aos azuis e brancos voltou à Europa para representar o FK Spartak de Moscovo em 2009 tendo o FC Porto recebido cerca de quatro milhões de euros. No Brasil representou ainda clubes de topo como o Santos FC e o SC Corinthians com alto rendimento também nestes clubes com a conquista de Campeonatos Paulistas.

Depois teve uma breve passagem pelo Futebol Italiano, pelo Bologna FC sem grande sucesso. Atualmente encontra-se na MLS ao serviço dos Minnesota United onde nas últimas quatro épocas foi uma peça fundamental da equipa.

A sua afirmação no FC Porto não foi totalmente conseguida mas a concorrência não era fácil de ultrapassar, jogadores como Lucho, Raul Meireles, Paulo Assunção nunca deixaram muito espaço ao jovem brasileiro. Um excelente jogador mas que no Dragão não conseguiu mostrar todo o seu potencial.

Foto de Capa: MLS soccer

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting: um clube tão grande como os maiores da Europa!

O arranque desta temporada desportiva tem sido marcado pelo sucesso europeu do ecletismo do Sporting Clube de Portugal. O clube de Alvalade compete nas maiores competições da Europa, em várias modalidades.

No andebol, o Sporting fez história. Pela primeira vez, uma equipa portuguesa passou aos 1/16 de final da EHF Champions League. Num grupo extremamente forte, com o Matalurg da Macedónia, os turcos do Besiktas, o Chekhovskiye Medvedi, o Tatran Presov e os dinamarqueses do Silkeborg, os leões liderados por Hugo Canela, onde brilham vários craques do andebol internacional, apurou-se no segundo lugar deste grupo C. No play-off, ditou o sorteio que irão defrontar o Dínamo de Bucareste da Roménia e poderão continuar a sonhar em conquistar a Europa. Tendo ainda como grande objetivo a conquista do Tricampeonato.

A festa da passagem a “final-four” da UEFA Futsal Champions League, no Pavilhão João Rocha, após eliminar o Benfica
Fonte: Sporting CP

No futsal, os tricampeões nacionais carimbaram o passaporte para estar, pela terceira vez consecutiva, na final-four, desta feita na UEFA Futsal Champions League. Numa ronda de elite realizada no Pavilhão João Rocha, o Sporting eliminou o eterno rival, Benfica, num ambiente extraordinário, com o apoio dos sportinguistas. Os leões vão disputar o título de campeões europeus de futsal, em conjunto com Inter Movistar, Barcelona e Kairat Almaty. O grande sonho dos sportinguistas, vencer o título que falta ao longo palmarés do futsal leonino que já conta com mais de 100 troféus. Os objetivos são claros, lutar pelo título europeu e vencer o Tetracampeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal. Para isso, Nuno Dias tem à sua disposição um coletivo muito forte e que se reforçou para esta temporada, que tem vindo a crescer e a assimilar os processos e o modelo de jogo pretendido.

– O Sporting procura na Liga Europeia, melhorar o registo da temporada passada e conquistar o título europeu
Fonte: Sporting CP

No Hóquei em Patins, o Sporting liderado por Paulo Freitas está a fazer um arranque de temporada interessante. À passagem da sétima jornada, o Sporting lidera o campeonato nacional. Na Liga Europeia, os leões continuam a lutar pela glória europeia somando três jogos e outras tantas vitórias e liderando o grupo B. O grupo do Sporting é composto pelos italianos do Forte dei Marmi, pelos espanhóis do Liceo da Coruña e os alemães do Herringen. Recorde-se que, na temporada passada, a equipa leonina voltou a estar na meia-final da Liga Europeia, cerca de 30 anos depois. O objetivo esta temporada, além de revalidar o título nacional, é chegar o mais longe possível na Liga Europeia e lutar por conquistar o troféu.

Além destas três modalidades, recorde-se que no futebol feminino o Sporting disputou a Liga dos Campeões; o voleibol fez história ao passar aos oitavos-de-final da Challenge Cup, ao ganhar ao Stroitel de Minsk. O clube de Alvalade faz parte da elite do desporto europeu ainda no ténis de mesa, no atletismo com vista à participação da Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Vamos ter saudades do ‘Fenómeno Didier’

0

Desta vez foi a sério e, depois de alguma dúvida e especulação, Didier Drogba decidiu-se mesmo a terminar a carreira. Como quando um capítulo, ou, neste caso, uma era termina, o que ficará indelével na história será aquilo que nós pensamos em primeiro lugar quando recordamos alguém.

No caso de Didier Drogba é impossível esquecer a sua forma de ser dentro do campo, sim, forma de ser, mais para além da de estar. O ponta-de-lança natural de Abidjan, a maior cidade da Costa do Marfim, tinha em si tudo o que um defesa mais temia. Arranque, velocidade estonteante e aliar isso a capacidade técnica de excelência fizeram de Drogba um dos melhores números 9 que o futebol africano trouxe para o mundo. Sem esquecer o seu jogo de cabeça e virtudes físicas portentosas, Didier era e é exemplo no que concerne a sua personalidade forte que faziam dele um líder que puxava a equipa para a frente. Fora das quatro linhas, Drogba é outro exemplo a seguir de solidariedade para com os mais necessitados e exemplo disso é a existência da sua fundação que auxilia os seus compatriotas costa-marfinenses…

Mas este artigo serve para louvar os seus méritos futebolísticos, que não foram poucos. Saído muito cedo da sua Costa do Marfim para viver em França, bem longe dos seus pais, o ‘craque’ cumpriu formação no Levallois SC e no Le Mans, onde iniciou carreira sénior. Depois foi no Guingamp que deu nas vistas e assim chegou ao topo do futebol francês pela porta do Marselha. Em 2003/04, chegou à final da Taça UEFA com os marselheses e Mourinho não o deixou fugir, levando-o para o Chelsea. Os dois jogos entre FC Porto e Marselha na fase de grupos da ‘Champions’ nessa época foram mais que suficientes para tirar as dúvidas a José Mourinho…

A 19 de maio de 2012, Drogba viveu a sua noite mais gloriosa de sempre
Fonte: Chelsea FC

E foi em Inglaterra que o costa-marfinense foi mais feliz e onde jogou mais anos, com duas passagens, pelo Chelsea. Se quando chegou a Stamford Bridge, os londrinos não venciam a Liga Inglesa há 50 anos…Didier almejou levantar a ‘Premier League’ por quatro ocasiões, mais quatro Taças de Inglaterra, 3 Taças da Liga e duas Supertaças.

A 19 de maio de 2012, vive a sua noite mais gloriosa de sempre. Marca no tempo regulamentar e converte o penálti decisivo que deu a até agora única Liga dos Campeões aos ‘blues’, contra o Bayern de Munique, em plena Allianz Arena. Já tinha deixado o clube quando, na temporada seguinte, o Chelsea ergueu o troféu da Liga Europa.

China, Turquia, Canadá e EUA foram outras paragens do africano quando a a carreira já se aproximava da sua curva descendente. No Shangai Senhua esteve poucos meses, no Galatasaray venceu todas as competições domésticas, ao passo que Impact Montréal e Phoenix Rising foram as últimas etapas da carreira de Drogba.

A nível de seleção ficou o amargo de boca de, por duas ocasiões, ter perdido a competição mais cobiçada do continente africano nas grandes penalidades. Assim foi em 2006, contra o Egito, e, em 2012, diante da Zâmbia. Quanto a Mundiais, Drogba esteve presente em três fases finais, 2006, 2010 e 2014, mas sem nunca passar a fase de grupos. Outra mágoa…

Individualmente, Didier Yves Drogba Tébily foi considerado, por duas vezes, jogador africano do ano, melhor jogador a jogar em França, venceu um ‘Golden Foot’, esteve, por duas ocasiões, na melhor equipa da CAN, duas vezes melhor marcador da Premier League, no melhor onze a jogar em França, FIFA team of the year e melhor marcador da Liga Europa.

Por todas estas razões e outras mais dizemos, já nostálgicos, que vamos sentir saudades do fenómeno Drogba dentro do campo e de aprender como uma força da natureza sabia e podia sorrir contagiantemente como uma criança.

Foto de capa: Chelsea FC

Revisto por: Jorge Neves

O problema do booking da WWE

0

No dia 26 da última semana, foram apontadas muitas críticas à WWE por ter produzido, na opinião de muitos, o pior Monday Night Raw de sempre. Embora possa parecer exagerado, a verdade é que foi um episódio aborrecido, previsível, e que nada acrescentou às storylines em curso. Infelizmente, tem sido assim nos últimos meses.

E isto é preocupante para algo que se intitula como “entretenimento”. Aquele que é o principal programa semanal da WWE não é considerado must-see TV, e dá a sensação de que apenas vale a pena ver o PPV’s na Network.

Entretanto, o SmakDown tem apresentado bons programas, com histórias melhor contadas, e com um melhor aproveitamento dos lutadores (mesmo não sendo perfeito). No entanto, não está isento de críticas e continua longe (tal como o Raw) de ser algo que prenda os espectadores aos ecrãs.

Tudo isto leva-nos a uma pergunta inquietante: Que factos levam a WWE a produzir programas banais, e às vezes muito maus, todas as semanas?

SL Benfica 2-0 FC Paços de Ferreira: Um jogo básico, mas tolerável no pós-quase-destituição de Rui Vitória

No segundo jogo desde o alarido que houve na Luz quanto à saída ou permanência do treinador Rui Vitória, o SL Benfica recebeu o FC Paços de Ferreira na segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga.

A partida começou e acabou com domínio dos encarnados, como é sempre de esperar num encontro que opõe as duas equipas no reduto das águias. Porém, a equipa que se apresentou aos poucos adeptos (comparando à habitual massa adepta no Estádio da Luz) foi um onze diferente àquele que iniciou a derradeira partida do renascimento de Rui Vitória. João Félix, Alfa Semedo, Yuri Ribeiro, Krovinovic, Seferovic e Svilar foram as seis alterações no onze. Os únicos resistentes foram André Almeida, Jardel, Zivkovic, Gedson e Rúben Dias.

Depois do 4-0 contra o CD Feirense – numa reação positiva à manutenção do técnico encarnado como treinador principal –, os adeptos esperavam que, no mínimo, a equipa vencesse a partida para dar início a uma possível sequência de resultados positivos. O resultado foi um jogo tolerável quando comparado ao anterior apesar das fragilidades, que se mantiveram ligeiramente encobertas devido à diferença qualitativa dos dois adversários.

O jogo pode ser resumido nos golos: o primeiro, de Seferovic aos 12 minutos, foi na sequência de uma boa troca de bola na linha, com cruzamento de Alfa Semedo para o avançado encostar; o segundo, a fechar a primeira parte, foi pelo jovem João Félix, que, numa recarga, rematou em força para ampliar a vantagem final dos encarnados.

Houve ainda uma bola ao poste pelo suíço do Benfica, num grande remate de longe, que merecia um final feliz. De resto, o jogo foi básico, numa velocidade “de taça da liga” e com o Paços de Ferreira a tentar fazer a surpresa, embora sem sucesso.

Seferovic contabilizou o sexto golo esta temporada em todas as competições pelo Benfica
Fonte: SL Benfica

As jogadas entre colegas encarnados continuam a precisar de melhorar, mas já se veem lances mais coesos do que aqueles que existiram nos jogos que antecederam a luz que Luís Filipe Vieira viu (que lhe disse para manter o treinador).

O Benfica que se viu foi suficiente para ganhar pela vantagem que venceu o jogo, mas muito se deve ao adversário, que se focou demasiado em defender e jogar pelo seguro do que em atacar.

Foi apenas mais um jogo. Uma vitória normal que pelo menos deu para satisfazer o facto de ter sido a segunda consecutiva e de não ter sido sofrida.

Com este resultado, os encarnados estão a um passo da final four da Taça da Liga.

Onzes Iniciais:

SL Benfica: Mile Svilar; André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Yuri Ribeiro; Alfa Semedo, Gedson Fernandes (Gabriel, 77′), Filip Krovinovic; Andrija Zivkovic (Franco Cervi, 81′), João Félix e Seferovic (Nicolás Castillo, 59′)

FC Paços de Ferreira: Carlos Henriques; Diego Medeiros, Rui Correia, Marcos Valente, Paulo Henrique; Abbas Ibrahim, Vasco Rocha (Uilton Silva, 46′), Andrézinho (Pedrinho, 46′); Sodiq Fatai (Paul Ayongo, 80′), Christian e Douglas Tanque

Manchester United FC 2-2 Arsenal FC: «Cães raivosos» de Mourinho travam Arsenal em boa forma

0

No Teatro dos Sonhos, o cartaz prometia um serão bem passado. E não desiludiu. Atores do mais alto nível e dois dramaturgos famintos por vitórias, proporcionaram um espetáculo emotivo, de parada e resposta.

As duas equipas apresentaram-se em 3-4-3, com muita mobilidade ofensiva e com destaque, nos da casa, para a estreia a titular de Diogo Dalot em jogos da Premier League. Mourinho, depois do empate em Southampton, acusou os seus jogadores de falta de atitude e de agressividade, dizendo mesmo que queria “cães raivosos” na sua equipa. Ora, os diabos vermelhos devem ter ouvido as declarações do seu técnico e entraram de garras afiadas, a pressionar em cima da defesa adversária e condicionando a saída do adversário. No entanto, o Arsenal conseguiu sucumbir a pressão inicial adversária e foi numa fase de equilíbrio que chegou à vantagem, através de um cabeceamento de Mustafi e com muita ajuda de De Gea, que não conseguiu segurar uma bola fácil.

A vantagem dos londrinos só durou 3 minutos, já que Martial restabeleceu a igualdade, na sequência de uma defesa incompleta de Leno a um livre de Rojo. Até ao intervalo, a fase mais feia do jogo, com muitos lances impetuosos que valeram a mostragem de 5 cartões amarelos e lesões a Holding e Ramsey.

Jogo muito discutido em Old Trafford
Fonte: Manchester United FC

A segunda parte também começou equilibrada, com as duas equipas a estudarem-se e os treinadores a ensaiarem as primeiras mexidas. No entanto, com um golo tudo reabriu. Foi aos 68 minutos que Rojo perdeu a bola em zona proibida, Mkhitaryan combinou com Lacazette e este bateu De Gea, num lance em que ainda ficou com mazelas. Se a reposta do United ao primeiro golo demorou 3 minutos, a do segundo demorou… menos de um minuto! A bola foi ao centro, Rojo despejou na frente, os defesas do Arsenal atrapalharam-se e Lingard apareceu na cara de Leno para fazer o 2-2. Que emoção!

O jogo continuou aberto e emotivo, com «bola cá, bola lá» e oportunidades nas duas balizas. O Arsenal foi quem esteve mais perto de voltar novamente para a frente do marcador, mas Aubameyang permitiu duas boas defesas de De Gea e Mkhitaryan desperdiçou à boca da baliza.

Pouco depois, apito final soou e o empate pode aceitar-se. O jogo nem sempre foi bem jogado, longe disso, mas a entrega dos jogadores em cada lance foi notável, havendo vários períodos de êxtase e loucura tal a intempestividade de aproximações a cada uma das balizas.

O Manchester United volta a empatar, desta feita com uma equipa do seu nível, mas que já está oito pontos à sua frente. Já o Arsenal continua em crescendo, somando já 20 jogos sem perder em todas as competições, 13 se só olharmos à Premier League.

 

Onzes Iniciais:

Manchester United FC: De Gea, Baily, Smalling, Rojo (Fellaini 72’), Dalot, Herrera, Matic, Darmian, Lingard (Pogba 75’), Martial (Lukaku 63’) e Rashford.

Arsenal FC: Leno, Mustafi, Holding (Lichtsteiner 36’), Sokratis, Bellerín, Torreira, Guendouzi, Kolasinac, Ramsey (Mkhitaryan 45’), Iwobi (Lacazette 65’) e Aubameyang.

O 11 ideal do Brasileirão 2018

O campeonato brasileiro chegou ao fim e coroou o Palmeiras como o grande campeão. Tivemos grandes jogos e muitos jogadores se destacaram e, inclusivé, interessam ao futebol europeu. Após algumas análises, decidi montar a seleção do campeonato brasileiro.

Olheiro BnR – Fernando Andrade

0

Por norma, quando um clube português é promovido à Primeira Liga, este costuma fazer uma revolução no seu plantel, reforçando-o com muitos jogadores com experiência no principal escalão do futebol português. O CD Santa Clara não seguiu esse caminho, optando por segurar a espinha dorsal que levou a equipa açoriana a subir de divisão. Um dos elementos dessa espinha dorsal é o avançado Fernando Andrade.

Este brasileiro de 25 anos foi formado no AD São Caetano e, depois de uma curta passagem pelo futebol japonês, viajou para Portugal, no ano de 2015, para ingressar no Oriental. Depois de ter dado nas vistas do clube de Marvila e no Penafiel, na temporada seguinte, o avançado rumou aos Açores, em 2017, tendo sido um dos jogadores mais influentes na campanha que os levou de regresso à Primeira Liga, 15 após a última presença, contribuindo com 11 golos em 35 jogos. Nesta temporada, o avançado continua a desempenhar um papel influente na equipa orientada por João Henriques, com três golos e uma assistência em 11 jogos.

Fernando Andrade é a principal referência ofensiva dos açorianos
Fonte: CD Santa Clara05

Podendo também jogar a extremo, Fernando Andrade é um jogador bastante rápido e móvel, que gosta de descair para as alas e de espreitar uma oportunidade para explorar as costas da defesa. Possui também boa qualidade técnica, sabendo tabelar com os colegas de equipa, e é dono de um forte remate.

A sua influência no conjunto açoriano foi recentemente premiada, com o seu contrato a ser renovado até 2021. Aos 25 anos, Fernando Andrade tem condições para construir uma carreira sólida na Primeira Liga.

 

Foto de Capa: CD Santa Clara