Início Site Página 11658

O Fim-de-semana Verde e Branco | Râguebi vence Taça Ibérica!

0

Mais uma semana, mais um resumo. Destaque maior para o Râguebi, com as Leoas a fazerem história com a conquista da Taça Ibérica! Nota ainda para a dupla jornada triunfante do Voleibol feminino em Santo Tirso e para o triunfo, na raça, do Hóquei em Patins, em Viana do Castelo, que continua na liderança isolada e invicta do Campeonato Nacional! Os únicos pontos negativos foram mesmo o afastamento do Futsal feminino da Taça de Portugal após uma surpreendente derrota perante as minhotas do Santa Luzia FC e a derrota do Voleibol masculino em Ankara na primeira mão dos Oitavos-de-Final da CEV Challenge Cup perante um valoroso adversário. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol: Mais duas vitórias para o Campeonato Nacional, destacando-se de novo os muitos minutos concedidos e bem aproveitados por vários elementos das camadas jovens, nomeadamente Nuno Reis, Salvador Salvador, Gonçalo Grácio, Joel Ribeiro e Bruno Silva. Triunfos sobre o SC Horta por 30-25 (14-12 ao intervalo) na 14.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional, a primeira da segunda volta, e sobre o Boa Hora FC por 38-24 (19-11 ao intervalo) em jogo antecipado da 23.ª jornada do Campeonato Nacional. 2018 fecha com a difícil deslocação a Braga para defrontar o ABC, estando a partida agendada para as 17 horas de 22 de Dezembro, Sábado, no Pavilhão Flávio Sá Leite.

Basquetebol em Cadeira de Rodas: Os Leões somaram mais uma vitória, desta feita diante da APD Lisboa por 41-58.

Futebol feminino: As Bicampeões Nacionais regressaram aos triunfos, batendo o GDC A-Dos-Francos por 0-4, com golos de Ana Capeta (2), Nevena Damjanovic e Solange Carvalhas. Segue-se a Taça de Portugal no dia 22 de Dezembro, Sábado, com as Leoas a deslocarem-se até Viseu para defrontar o Lusitano FC de Vildemoinhos na Terceira Eliminatória da prova.

Futebol masculino: Os Leões fecharam a Fase de Grupos com uma vitória por 3-0 frente ao Vorskla Poltava e, no campeonato, mantêm a perseguição ao líder FC Porto, fruto do triunfo por 5-2 diante do CD Nacional. Resultado idêntico também sobre o Rio Ave FC, o que permitiu aos comandados de Marcel Keizer seguir para os Quartos-de-Final da Taça de Portugal. Segue-se a deslocação a Guimarães para defrontar o Vitória SC (23 de Dezembro, Domingo, 21h00) na 14.ª jornada do Campeonato Nacional.

Futsal feminino: As Leoas foram eliminadas da Taça de Portugal após a derrota nas grandes penalidades diante do Santa Luzia FC, após um empate no tempo regulamentar a cinco golos. Segue-se a recepção ao UA Povoense para a 12.ª jornada da Zona Sul da Primeira Fase do Campeonato Nacional, jogo que será disputado no Domingo, 23 de Dezembro, pelas 16 horas no Pavilhão João Rocha.

Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais venceram o CF Os Belenenses por 1-6 com golos de Alex, Cardinal, Cavinato, Pedro Cary e Erick Mendonça, sendo que os Leões beneficiaram ainda de um autogolo; para os azuis marcou Bruno Pinto. Segue-se a recepção ao Unidos Pinheirense no dia 22 de Dezembro, Sábado, pelas 15 horas no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais sofreram para vencer a AJ Viana no Pavilhão Municipal de Monserrate. O resultado final, 3-6, é enganador e não espelha as dificuldades que a turma orientada por Paulo Freitas sentiu no reduto dos minhotos, estando mesmo em desvantagem (2-1) até à entrada para os últimos 10 minutos da partida. Toni Pérez (2), Ferran Font, Pedro Gil, Henrique Magalhães e Caio foram os autores dos tentos verde e brancos; pela turma de Viana marcaram Francisco Silva, Arnau Xaus e Rémi Herman. Cai assim o pano sobre 2018, com o Sporting CP a ocupar a primeira posição da tabela classificativa, fruto de 23 pontos averbados através de oito vitórias e dois empates. O primeiro jogo de 2019 será no fim-de-semana de 5 de Janeiro ante o SC Marinhense, no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins: Reviravolta em Viana do Castelo mantém liderança isolada!
Fonte: Sporting CP

Pólo Aquático: Os Leões venceram o Cascais WPC por 11-17 na séptima jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional.

Pool Português: Vitória frente à Casa do SL Benfica de Algueirão-Mem Martins “B” por 2-9 e triunfo por falta de comparência frente à equipa C do mesmo adversário. A turma de Alvalade reforça assim o primeiro lugar desta Primeira Fase do Campeonato Nacional e na próximas jornada defronta a Casa do SL Benfica de Algueirão-Mem Martins “A”.

Râguebi feminino: As Leoas conquistaram a Taça Ibérica após triunfo sobre as Campeãs Espanholas do CR Olímpico Pozuelo por 26-8, numa partida em que estiveram sempre na dianteira do marcador. A turma Leonina escreve assim uma página a ouro na Modalidade e no Clube, sendo a terceira Modalidade a conquistar um troféu ibérico para o palmarés do Clube, sucedendo às Lutas Amadoras e ao Triatlo. No que toca a géneros, o Râguebi torna-se na segunda modalidade a conquistar uma prova internacional feminina, sucedendo assim ao Atletismo que conta nas suas vitrines com duas Taças dos Clubes Campeões Europeus de Pista e uma Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato.

Voleibol feminino: Dupla vitória no reduto do GC Santo Tirso! Sábado as Leoas apuraram-se para a Terceira Eliminatória da Taça de Portugal com um triunfo por 0-3 (17-25; 11-25; 21-25) e Domingo aproximaram-se do líder CD Aves (que perdeu 1-3 com o Vitória SC), fruto de novo triunfo, mas agora por 2-3 (16-25; 25-22; 25-21; 20-25; 11-15). A formação orientada por Rui Pedro Costa prepara agora uma jornada dupla para o Campeonato Nacional da II Divisão, com a recepção ao Esmoriz GC no Sábado, 22 de Dezembro, pelas 20h30 e a deslocação ao reduto do GDC Gueifães no Domingo, 23 de Dezembro, pelas 16 horas.

Voleibol masculino: Vitória por 3-0 na recepção ao Castêlo da Maia GC por 3-0 (25-17; 25-16; 25-20) no Pavilhão Municipal de Fiães que coloca os Leões na liderança isolada do Campeonato Nacional e derrota em Ankara, diante do Maliye Milli Piyango, por 3-0 (26-24; 25-21; 25-20) na primeira mão dos Oitavos-de-Final da CEV Challenge Cup, que obriga os comandados de Hugo Silva a vencerem na segunda mão por 3-0 ou 3-1 e a levarem de vencida a equipa turca no Golden Set (uma “negra” jogada até aos 15 pontos). Agora será a vez dos Campeões Nacionais receberem o Vitória SC para o último desafio de 2018, com a partida da 15.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional a estar agendada para as 18 horas de 22 de Dezembro, Sábado, no Pavilhão João Rocha.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Uma alegre festa em Montalegre?

0

Em Montalegre, vive-se por estes dias um autêntico conto de fadas. O Montalegre, clube que milita no Campeonato de Portugal, tem sido uma das maiores surpresas da presente edição da Taça de Portugal e vive agora um momento ímpar da sua história: recebe um dos maiores clubes portugueses, em casa, perante os seus adeptos.

Em terras de Barroso, por esta altura, só se pensa no jogo da próxima quarta-feira frente ao SL Benfica. O clima é de festa e já só se pensa na possibilidade de fazer uma gracinha frente ao Vice-Campeão português. Quem o afirma é Vítor Alves, antigo lateral direito do CD Santa Clara, e atual jogador da equipa barrosã.

O papel de Vítor Alves na equipa passa por tranquilizar e ajudar a sua equipa
Fonte: CDC Montalegre

O percurso do Montalegre tem algo de suis generis e não começou da melhor forma. A equipa de Vila Real não foi além de uma derrota por 3-2 frente ao Pedras Salgadas, logo na primeira eliminatória da Taça de Portugal, ainda assim, no sorteio seguinte conseguiu ser repescada, trilhando depois o seu caminho em direção aos oitavos de final, eliminando equipas como o Águeda, o Oriental e o Peniche. Estas três vitórias constituíram um facto nunca antes visto na história do clube: atingir uns oitavos de final da Taça de Portugal.

O Sorteio da Taça de Portugal ditaria assim um encontro frente ao SL Benfica, clube de outros patamares. Mas não é por isso que as gentes da barrosã se amedrontam. O clima é de festa, de alegria mas também de “enorme responsabilidade”, uma vez que esta equipa é a única do Campeonato de Portugal que ainda está em prova. Vítor Alves, lateral que na temporada passada conquistou uma subida de divisão ao serviço do CD Santa Clara, é quem assume essa responsabilidade, partilhando também da alegria de poder receber um clube grande, em casa.

Em conversa com o BnR, o lateral confessa-nos estar “convicto de que este jogo pode cair para o lado do Montalegre”. E não custa acreditar, apesar de num passado recente não terem surgido casos de equipas de divisões secundárias a eliminar grandes do futebol português. Por outro lado, importa não esquecer que num passado recente surgiu o Caldas SC, equipa que chegou às meias-finais da Taça de Portugal na época passada.

O segredo passa, segundo o experiente jogador, por “disfrutar e tirar tudo o que seja negativo da cabeça”. Mas não só. Aqui e acolá há que irritar o adversário, há que aproveitar a “ratice dos jogadores destas divisões” e fazer tudo o que estiver ao alcance para dificultar a vida à equipa orientada por Rui Vitória, é este o mote dado pelo antigo internacional pelas seleções jovens portuguesas. As individualidades do SL Benfica são uma mais valia, sim, mas não assustam. É que neste tipo de jogos não são só as qualidades individuais que contam. Aliás, Vítor Alves sugere-nos uma proposta totalmente oposta “o coletivo sobrepõe-se às individualidades”.

O Município de Montalegre prepara-se para o grande espetáculo, remodelando o estádio desde o relvado até às bancadas
Fonte: Município de Montalegre

A remodelação do Estádio do Montalegre e toda a preparação que tem sido feita para receber um grande nas terras de barroso demonstram que há uma alegria geral a pairar na vida destas gentes. Mas desengane-se quem achar que este Montalegre irá defrontar o SL Benfica em clima de festa e de alegria, há muito a disputar, há muito a demonstrar e há um Montalegre que quer continuar a fazer história.

 

Foto de Capa: CDC Montalegre

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Ó, mãe! Olha! Um Mitsubishi!

Numa das minhas pausas do meu estudo, navegava pelo Facebook quando vi que o Pedro Vale vendeu o seu Mitsubishi Evo IV, que já tinha pertencido ao falecido Horácio Franco. Aí bateu saudade, e fui ver resumos antigos do SATA Rallye Açores, a única prova que o piloto de Ponta Delgada nunca ganhou. O design de 2008, com o capô laranja, ou as cores da Fábrica de Tabaco Micaelense, ficaram sempre na minha memória. Com isso pensei – como está a classe RC2N em Portugal?. A conclusão é: morta. Houve um único participante no CPR RC2N – Fernando Teotónio.

Arranjar uma alternativa e urgente
Fonte: FPAK

No Campeonato de Portugal de Ralis, o parque automóvel está cada vez melhor, com uma enorme quantidade de pilotos a terem ao seu dispor as mais recentes máquinas da categoria R5. Nas regiões, também cada vez mais se intensifica o parque automóvel de R5. Na Madeira, existem três equipas que inscrevem carros desta categoria, e nos Açores duas equipas fazem o mesmo.

Mas ainda existem muitos mais pilotos que não conseguem dar o salto dos R2 para os R5 devido, lá está, aos custos. Ora bem, a FIA criou a classe R4 para servir de ponte, mas falamos de valores ainda elevados. Agora, caro leitor, pense comigo: podemos sempre recorrer ao Mitsubishi Evo. Bem, a última geração de Evo, o Evo X, foi lançada em 2007, há onze anos atrás… Aqui podem entrar as viaturas N5.

Os N5 são feitos com base em carroçarias de carros de série, ou seja, Renault Clio, Peugeot 208, 308, Ford Fiesta, Citroen DS3, até já existe o Kia Río, pois estes carros não têm obrigatoriamente de ser modelos com homologação FIA.

Renault Clio N5
Fonte: RMC Motorsport

Apesar de serem carros de homologação nacional, a construção obedece aos regulamentos de segurança FIA.

Contam com motores 1.6 turbo, caixa sequencial de 6 velocidades e tração integral, sendo que os elementos em comum em todos os modelos já produzidos advêm de um Kit de Homologação.

O balneário de cartas

0

Já todos fizemos castelos de cartas. Começamos por colocar duas cartas a suportar-se uma à outra, juntamos outro par e colocamos uma na horizontal por cima destes dois pares de forma a fazer a base para que nova pirâmide de duas cartas seja feita, com a maior delicadeza possível. Repetir o processo até ter um belo castelo de cartas grande e majestoso, mas frágil e vulnerável.

Este é o balneário do Benfica construído por Rui Vitória. Cada carta foi colocada no castelo pelas suas mãos e algumas vezes foi descuidado e deixou que quase todo o castelo caísse. O que vale é que a base é a estrutura do Benfica – sim, a mítica estrutura que muito se falou quando Jorge Jesus saiu para o rival de Lisboa.

Rui Vitória desde a primeira vez que esteve a falar para as câmaras como treinador do Benfica, na sua apresentação no Estádio da Luz, que tem um discurso brando e a saber a pouco. Num breve discurso, o português a ser apresentado como o treinador das águias endereçou agradecimentos aos clubes por onde passou, aos pais, disse que tinha imenso prazer em representar o Benfica e deixou apenas uma frase aos adeptos “Darei a vida por este clube”. Continua na defensiva, esquivando-se sempre da promessa de ser campeão na época de estreia, e diz apenas que está “convencido que vamos criar uma grande equipa”. Mais tarde reforça a promessa, não de conquistas, mas de que a equipa vai “dar a vida pelo Benfica”. Repete-se.

Em cerca de vinte minutos, temos uma espécie de resumo daquilo que é o treinador encarnado com as palavras. Um técnico não é pago para falar, claramente que não se pede que um treinador seja o melhor com as palavras – pensei em Jorge Jesus que até surgem piadas de que nem a língua nativa consegue articular – mas com toda a certeza, um treinador é mais do que tática.

Podemos usar precisamente Jorge Jesus como exemplo: o homem que dizia as coisas certas da maneira errada. De facto, era isso mesmo. O agora treinador do Al-Hilal sempre teve dificuldade em se expressar, mas aquilo que dizia tinha fundamento ou, pelo menos servia de injeção motivacional para os jogadores no balneário. Afirmava segurança, força, confiança!

Embora a força do treinador pareça fraca, o grupo continua unido como sempre foi
Fonte: SL Benfica

Falando neste último, é impossível não lembrar José Mourinho, um dos treinadores mais confiantes na altura de falar. Chegou ao FC Porto a meio da época e disse assertivo que ia ser campeão. Aliás, reafirmava isso na célebre frase “Em condições normais, vamos ser campeões; em condições anormais, também vamos ser campeões”. Palmada na mesa e sai da conferência de imprensa. Que jogador vê esta atitude confiante e assertiva e não se deixa conquistar por ela?

Porém, Rui Vitória tem outra atitude. Muito mais académica, muito mais parental, que não cai bem em balneários de clubes com grandes ambições e grande pressão para atingir objetivos mínimos época após época, sempre renovando o plantel com novas aquisições – devido à necessidade do clube português de vender as suas pérolas do onze inicial. Enquanto não há vento, o castelo de cartas aguenta, mas assim que aparece uma brisa, a coisa começa a mexer.

O discurso de Rui Vitória só demonstra a fraqueza que ele impõe no balneário, ainda para mais em tempos de crise. Não consegue manter os jogadores unidos numa visão, confiante do seu alcance, assertivo nas suas palavras. É sempre politicamente correto mesmo quando é necessário dar uma palmada na mesa e sair para o balneário e convencer os jogadores de que vão ganhar. Com a entrada de reforços alheios àquilo que é o Benfica e o que está à volta do clube, o discurso de “dar a vida pelo Benfica” deixa de funcionar porque para Castillo, Ferreyra, Gabriel ou Corchia – mencionando alguns dos reforços desta temporada – essa frase não é suficiente para os convencer porque não têm a total noção do que é vestir o manto sagrado. Para eles não passa de vestir uma camisola vermelha, quando na verdade é muito para além disso. E se Rui Vitória não consegue fazer passar essa mensagem de forma assertiva aos novos reforços nem renovar esse foco aos mais antigos jogadores, dificilmente eles se sentiram motivados e com garra quando mais é preciso.

Rui Vitória sempre teve um discurso fraco e repetitivo. No Benfica vencedor – tendo em conta que no fim resultava, pois os títulos chegavam – era apenas um pormenor, na forma literal da palavra. No entanto, agora que as coisas estão mais difíceis, nota-se que a mensagem precisa de nova força. Alguém que faça um castelo de cimento.

Apesar de tudo isto, não há uma única desconfiança de que o grupo não está unido e isso terá de se louvar. Mas até que ponto se consegue unir um grupo apenas pelo carinho dos adeptos e a vontade de honrar a camisola? Quem será o melhor pai: aquele que sempre está lá para abraçar o filho mesmo quando ele faz asneiras, ou aquele que abraça quando deve ser e disciplina quando é necessário?

Foto de Capa: SL Benfica

Falcão, o Eterno 12

0

Alessandro Rosa Vieira, mais conhecido por Falcão, no mundo do Futsal, terminou a sua carreira após 25 anos a espalhar magia nas quadras brasileiras e internacionais. No dia 6 de dezembro, vestiu a camisola do Magnus Futsal e fez o último jogo da carreira contra o SC Corinthians Paulista.

Por todos os clubes por onde passou, tornou-se ídolo e ganhou todos os troféus que havia para ganhar. É considerado por muitos o melhor jogador de todos os tempos deste desporto e, por vezes, é chamado de “Pelé do Futsal”.

Falcão começou a sua carreira em 1991, envergando a camisola do AACC Guapari de São Paulo. O astro brasileiro levou ao peito o emblema de 11 clubes de futsal como jogador profissional, contabilizando um total de 904 partidas realizadas e contando com 1273 golos marcados. Números que ficam para a eternidade do futsal brasileiro e que permitem afirmar que Falcão era, realmente, um dos melhores jogadores de sempre da modalidade e quiçá o melhor de todos os tempos.

Com o Magnus Futsal venceu os últimos títulos da sua carreira, do qual se destaca o Mundial de Clubes conquistado na Tailândia em 2018.
Fonte: Magnus Futsal

Falcão tem um palmarés invejável – são vários e é impossível enumerar todos. A nível de clubes, conquistou 55 títulos, e o primeiro título, o Campeonato Paulista de Futsal, foi conquistado em 1995, com a camisola do SC Corinthians Paulista. A partir deste momento glorioso para o jogador, o sentimento de vitória foi-se generalizando, e a imagem de Falcão com algum troféu era já habitual.

Um Valente desafio na Segunda Liga

O Varzim Sport Clube tem sido uma das desilusões da temporada na Segunda Liga até ao momento. Com aspirações a subir de divisão, o conjunto orientado por Nuno Capucho não estava a corresponder às expectativas, o que acabaria por levar à saída do antigo campeão mundial de juniores.

Para o seu lugar, a aposta recaiu em Fernando Valente, um nome desconhecido para grande parte dos adeptos de futebol. O treinador de 59 anos teve passagens por clubes como o Paredes, Lousada, Sporting de Espinho, CD Aves e CD Santa Clara, e também uma curta passagem pelo futebol chinês.

Mas, então, o que é que me leva aqui a falar deste treinador desconhecido para o grande público? Porque aqueles que têm acompanhado o seu percurso vêem Fernando Valente como um treinador que valoriza o espetáculo e que é adepto de um futebol apoiado que assume a iniciativa e o domínio do jogo. Como tal, as ideias de Fernando Valente podem ser uma lufada de ar fresco para o conjunto poveiro e podem levar o Varzim SC a encontrar o seu espaço na Segunda Liga, afirmando-se como um candidato à subida.

O Varzim procura reafirmar-se como um candidato à subida
Fonte: Varzim SC

Como o próprio Fernando Valente já assumiu numa entrevista, este defende um tipo de ideias diferente do jogo que se pratica no nosso país e que quando reconhecem que o seu futebol e as suas equipas são diferentes é sinal que o seu trabalho tem sido destacado. Apesar deste nunca ter treinado na Primeira Liga, acredita que pode lá chegar, visto que as suas ideias valorizam o jogo e o jogador e estas são necessárias ao futebol português.

O treinador de 59 anos estreou-se com uma vitória no reduto do FC Arouca por 1-0 e o Varzim ocupa atualmente o décimo lugar na Segunda Liga. E aqui poderemos observar o que Fernando Valente irá dar ao jogo e ao futebol português.

Dadas as circunstâncias, estou curioso para ver o desenrolar da época para os lados da Póvoa do Varzim.

 

Foto de Capa: Varzim SC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Liga Europa: Duelo ibérico contra adversário em crise

0

O sorteio realizado esta segunda-feira em Nyon, ditou que o Sporting CP irá defrontar os espanhóis do Villarreal CF nos 16 avos de final da Liga Europa. Os leões jogam a primeira mão no Estádio José Alvalade, em Lisboa, a 14 de Fevereiro de 2019, e a segunda em Espanha, no dia 21 do mesmo mês de Fevereiro. Apesar de a eliminatória só se realizar em Fevereiro, a equipa orientada por Luís Garcia enfrenta grandes dificuldades e tudo indica que será um adversário ao alcance dos leões de Marcel Keizer. Os leões acabaram por conseguir fugir aos principais nomes que estavam no Pote 1 como SSC Napoli, FC Internazionale Milano, Valência CF, Chelsea FC, Real Bétis Balompié, Bayer 04 Leverkusen ou Sevilha FC.

O Villarreal CF chega aos 16 avos de final da Liga Europa depois de vencer o Grupo G, com apenas 10 pontos, os mesmos do SK Rapid Viena, que também se qualificou, mais quatro do que o Rangers FC e cinco face ao FK Spartak Moscovo. Mas na liga espanhola, os adversários dos ‘leões’ seguem num dececionante 17.º posto, imediatamente acima da ‘linha de água’, com apenas 15 pontos e apesar de contar com nomes sonantes como Carlos Bacca, Gerard Moreno ou Pablo Fornals, a crise tomou conta do Submarino Amarelo que não consegue ganhar sequer dois jogos seguidos.

Leões já conhecem adversário para discutir a passagem à próxima eliminatória da Liga Europa
Fonte: Sporting CP

Já o Sporting chega a esta fase da Liga Europa depois de bater o seu recorde de pontos nas competições europeias, tendo acumulado 13 pontos no Grupo E e ficado em segundo lugar, superiorizando-se ao Qarabag FK e ao FK Vorskla Poltava, mas não ao Arsenal. O segundo lugar obtido impediu a equipa de alcançar o Pote 1, encarando este sorteio com o estatuto de não cabeças de série.

O sorteio não parece ter agradado ao Villarreal CF. Pelo menos é isso que deixou claro José Manuel Llaneza, vicepresidente do clube espanhol, que exprimiu que os leões não eram um oponente desejado para os lados espanhóis, sendo que a única vantagem é o facto da viagem ser curta. Esta será a primeira vez que Sporting CP e Villarreal CF se encontram em jogos oficiais e o Sporting irá procurar afundar um submarino que tenta não ir ao fundo a todo o custo, procurando estabilizar-se e tranquilizar-se, fazendo uso da experiência e qualidade do seu plantel.

Foto de Capa: UEFA.com

artigo revisto por: Ana Ferreira

Académica OAF 0-1 FC Famalicão: Briosa de gala… congelada por um auto-golo

O frio e o horário inoportuno não afastaram os adeptos da Académica nem o bom futebol do Estádio Cidade de Coimbra. O preço do bilhete e o frio são, afinal, suportáveis quando se assiste a um jogo (e ambiente) de primeira protagonizado por duas equipas tidas como candidatas à subida de divisão.

Foi exactamente esse estatuto que Académica e Famalicão passearam no relvado. Os visitantes subiam a linha defensiva, quando em posse, à procura de sufocar os da casa, enquanto que estes, sobreavisados da qualidade do seu adversário, exploravam-lhe as costas quando estas lhe apareciam desguarnecidas. Foi assim que Júnior Sena e Djoussé apareceram isolados perante Defendi durante a primeira parte. Porém, não conseguiram desfeitar o guardião brasileiro.

Não quer isto dizer, que a Académica não tivesse imposto o seu jogo em ataque organizado (isto é, sem explorar o erro contrário). Impôs, e esteve perto do golo, também por esta via, com Romário Baldé a assumir o protagnismo em ambas as ocasiões – remate ao lado numa primeira instância, e um promenor delicioso, mais tarde, antes de oferecer uma oportunidade soberana (desperdiçada) a Júnior Sena.

Este não foi, contudo, um jogo de sentido único. De todo. A pressão ofensiva do Famalicão, quando eficaz, funcionava e os azuis estiveram perto do golo em duas ocasiões, com Walterson a desperdiçar as melhores oportunidades da turma nortenha antes do intervalo.

O regresso dos balneários não diluiu a intensidade do jogo e tanto Académica como Famalicão estiveram perto do golo nos primeiros minutos da segunda parte.

Djoussé e Fabrício, porém, não fizeram jus ao título de artilheiros das respectivas equipas.

A bola continuou a rondar as duas balizas, o jogo manteve-se aceso, mas as oportunidades foram escasseando. O Famalicão conseguiu controlar melhor a profundidade e a Académica, por via de um número 6 (Ricardo Dias) que se multiplicou no terreno, foi neutralizando as investidas do seu adversário.

Ainda assim, houve espaço para que Baldé atirasse ao ferro da baliza de Defendi e para Fabinho, na resposta, obrigar Ricardo Moura a uma enorme intervenção com os pés até que fossem operadas as primeiras mexidas no encontro… ao minuto 78!

Sylla substituiu Walterson, Djoussé substituiu Marinho e o pequenino da Briosa esteve perto do golo por duas ocasiões até final – ambas, curiosamente, de cabeça, com a primeira a ir à barra e a segunda a ser travada por Defendi.

Mancha Negra não vacilou no apoio à Briosa Fonte: BnR
Mancha Negra não vacilou no apoio à Briosa
Fonte: Bola na Rede

Era o ‘forcing’ final da Académica, em busca de um golo que fizesse esquecer a goleada consentida ao FC Porto B. Mas foi o Famalicão, num lance de bola parada batido por David Luís, a chegar ao golo, graças a um infortúnio… de Zé Castro. O central desviou a bola para a baliza errada no último minuto de compensação e selou o resultado.

A noite estava fria mas estava a ser aquecida pelo que se passsava no terreno de jogo. Era uma espécie de lareira, que aquecia todos os que estavam em seu redor. No final, porém, só os adeptos famalicenses saíram com um quentinho no coração.

ONZES INICIAIS:

Académica OAF: Ricardo Moura, Brendon, Yuri, Zé Castro, Joel; Ricardo Dias, Júnior Sena, Rúben Saldanha (Reko 89’); Jean Filipe, Romário Baldé e Djoussé (Marinho 81’).

FC Famalicão: Defendi, Kuoao (Anderson 88’), Ricardo, Ângelo, David Luís; Pathé Ciss, Hocko; Feliz, Fabinho (Filipe Oliveira 88’),  Walterson (Sylla 78’); Fabrício.

AD Limianos 2-0 Vilaverdense FC: bis de Mailó resolve duelo de aflitos

A jornada 15 da série A do Campeonato de Portugal agendou um duelo entre aflitos, a disputar em Ponte de Lima. Esperava-se um jogo animado, pela procura de pontos, e foi o que se confirmou. O domínio dos da casa não foi surpresa, que até pecaram na finalização.

José Carlos Fernandes trocou apenas Cláudio por Alvinho em relação à jornada passada, enquanto Nelito repetiu o ‘onze’ que conquistou um ponto no jogo anterior.

O início da partida mostrou um ‘Limianos’ com mais posse e muitas aproximações à baliza contrária, mas sem sucesso. Do outro lado, o Vilaverdense FC optava por obrigar ao erro do adversário e aí explorar as suas costas. Foi assim que construiu a primeira jogada de perigo, aos 11 minutos. Aldair recebeu a bola, rodou sobre Luan e serviu Rui Neves com classe. Na cara de Bruno, o remate saiu escandalosamente ao lado.

Na resposta, e através de um pontapé de canto, os da casa estiveram perto do golo por várias vezes, através de cabeceamentos de Borges e Zé Pimenta, sem efeito no marcador. Apenas três minutos depois, Rui Magalhães rasgou a defesa contrária e deixou Mailó na cara de Marco Ferreira. Embora pressionado, o cabo-verdiano ainda rematou com força, mas para a defesa da tarde. No canto que se seguiu, o mesmo Mailó cabeceou à figura.

À passagem do minuto 20, o espaço defensivo entre Alvinho e Touré foi novamente explorado; desta vez foi Paulinho a isolar Rui que, novamente, deixou que o duelo fosse vencido pelo guardião contrário. Na resposta, chegou o primeiro golo da tarde. Luan Sérgio bateu um livre no meio campo de forma rápida e convida a mais um sprint de Mailó. O avançado limiano aguentou a pressão de Miguel Almeida e fez o primeiro golo com a camisola da AD Limianos.

Os visitantes tentavam voltar ao jogo, mas apenas sete minutos depois sofrem novo golo. À passagem da meia hora de jogo, Rui Magalhães combinou com Samate que conduziu a bola até ao meio campo contrário, fletiu para o centro e voltou a desfazer a defesa contrária com novo passe em profundidade. Mailó, novamente frente a Marco, remata rasteiro e bisa na partida. O destaque vai para a excelente condução de Samate e a solução dada e bem resolvida pelo avançado.

O ritmo baixou mas ainda antes do intervalo podia ter saído novo golo para os visitados, naquele que seria um dos golos do campeonato. Pouco depois da linha divisória, Luan rematou de primeira e viu o poste esquerdo negar-lhe o primeiro golo da época.

Numa primeira parte mais esclarecida, a AD Limianos aproveitou a eficácia de Mailó num espaço de minutos e praticamente resolveu o jogo. Por outro lado, e dependentes de Aldair, os visitantes tinham dificuldades em incomodar Bruno, à exceção de dois lances que o brasileiro resolveu bem.

A equipa limiana resolveu a partida em 10 minutos e conseguiu manter as suas redes longe de perigo
Fonte: Ricardo Brito

A segunda parte começou da mesma forma, com os da casa a comandar e os vilaverdenses a apostar no contra ataque.

Apesar de um ou outro lance mais perigoso, o jogo entrara numa fase em que ambas as partes pareciam aceitar o desfecho que se aproximava. À exceção dos adeptos vilaverdenses, que sempre empurraram a equipa para o golo, o resultado parecia decidido para todos.

Sem surpresa, as oportunidades para a AD Limianos acumulavam-se, enquanto Aldair tentava trazer o Vilaverdense FC ao jogo, mas sem sucesso. Em poucos minutos, Nandinho subiu duas vezes pelo corredor direito e levou perigo à baliza de Marco. Na primeira, Mailó dominou e rematou ligeiramente por cima, na segunda Samate viu Miguel Almeida cortar na hora certa.

Aos 71 minutos, Alvinho recuperou a bola na defesa, conduziu a alta velocidade até à área contrária, deixando dois adversários pelo caminho, e já dentro da área rematou para defesa apertada de Marco.

Do outro lado, o desespero para chegar à baliza era evidente. De uma forma ou de outra, os caminhos eram bloqueados e, ainda que o remate existisse, nunca davam trabalho a Bruno. Ainda assim, aos 84 minutos, Aldair deixou a bola em Alexis que num dos poucos momentos que teve com bola, entrou na área, evitou Touré e rematou à figura.

No último lance do jogo, Nandinho solicitou uma última corrida a Mailó, que recolheu a bola junto à linha final, cruzou rasteiro e viu o recém-entrado Elivelton desviar de calcanhar ao primeiro poste, para fora.

A AD Limianos alcançou assim a terceira vitória no campeonato, a primeira em casa, e sobe um pouco na classificação, embora ainda em situação débil. Já o Vilaverdense FC volta a perder, depois de ter conquistado o empate na última jornada frente ao GD Chaves Satélite.

Ficou claro nesta partida que a equipa limiana, quando o jogo corre de feição, tem mais futebol do que aquele que tem mostrado. Do outro lado, é evidente que a criatividade e irreverência de Aldair são insuficientes para conquistar resultados e carregar todo um plantel para a manutenção.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Nandinho, Cláudio Borges, Touré e Vítor Sousa; Zé Pimenta (Elivelton, 79’), Rui Magalhães (Wanderley, 57’) e Luan Sérgio; Alvinho, Samate (Cláudio Dantas, 73’) e Mailó.

Vilaverdense FC: Marco Ferreira; Gabi, Miguel Almeida, Néné e Kiko; Rui Neves (Alexis, 68’), Paulinho, Pedro Araújo e Pedro Pereira (Tiago Vilela, 62’); Aldair e Nuno Pereira (Tomás Gama, 62’).

Galatasaray SK – SL Benfica: Destino do Cupido

0

As bolas foram tiradas e os dados foram lançados. O Sport Lisboa e Benfica vai até à Turquia no dia dos namorados. À primeira vista, o sorteio da Liga Europa, realizado esta manhã, não foi terrível para os encarnados, mas a verdade é que poderia ter sido bastante melhor.

Claro está que o Benfica tem mais que obrigação de vencer ao Galatasaray, no entanto, se olharmos para a época das águias até ao momento, aquela super confiança rapidamente desvanece. Vale o que vale, mas vamos às estatísticas:

  • Os dois clubes encontraram-se três vezes e o Benfica venceu uma: uma na Taça UEFA (derrota para o Benfica, ao comando de Quique Flores) e uma vez na fase de grupos da Champions (já com Rui Vitória, onde o Benfica conseguiu vencer na Luz, mas não na Turquia)
  • O Galatasaray encontra-se em quinto lugar, igual ao terceiro (Besiktas)
  • Os turcos vieram também da Liga dos Campeões, do grupo do FC Porto (grupo D), e fizeram apenas quatro pontos: venceram o Lokomotiv em casa e arrancaram um ponto ao Schalke 04, também em casa
O SL Benfica tem obrigação de vencer o Galatasary SK e passar à fasae seguinte
Fonte: SL Benfica

Está mais que claro que a grande dificuldade será o jogo na Turquia, mas estão reunidas todas as condições favoráveis aos encarnados. E, para bem de todos, inclusive Rui Vitória, o Benfica tem de passar à próxima fase, tranquilo e sem preocupações.

Até 14 de fevereiro, dia da primeira mão, muita coisa pode mudar, até porque vem aí a paragem da época e o mercado de transferências. Talvez, e isto é um grande talvez, algo mude no clube da Luz e haja uma onda de confiança. Talvez, e isto é um grande talvez, tenhamos outro treinador – ou até mesmo um Rui Vitória de olhos mais abertos, a comandar uma equipa com ideias de jogo, estruturada, com muito mais para lá de um pontapé para a frente.

Tenho uma certeza em mim: o Benfica é melhor que o Galatasaray. A dúvida é se este poderá vencer seja o que for, seja contra quem for, neste momento. Se Rui Vitória diz que a equipa “mostrou o seu melhor” frente ao Marítimo, então, os jogos da LE (Liga Europa) são já uma derrota, ainda mesmo antes de serem jogados.

Só há duas opções: ou vai ao racha. Há uma obrigação de ser e fazer melhor, vencer confortavelmente a eliminatória. O mote é “Together to Baku” e a estrada só acaba lá. As condições existem, e o potencial também. Salva-te, Rui e salva-nos a nós.

Foto de Capa: SL Benfica