O FC Porto teve, nos últimos anos, excelentes defesas centrais que hoje se encontram em equipas de topo do futebol mundial. Falo de Otamendi, Mangala, Marcano, entre muitos outros.
Mas, de todos estes, há uma dupla de centrais que, na minha opinião, se destacou e notabilizou, não só no FC Porto mas também na Seleção Nacional. São eles Pepe e Bruno Alves.
Dois verdadeiros portadores do que os adeptos portistas chamam a “mística” do clube, quando pisavam o relvado do Estádio do Dragão juntos, eram temidos pelos avançados adversários, tamanha era a agressividade, firmeza e excelência.
Toda a defesa precisa de um “patrão” e Bruno Alves tinha todo o perfil para assumir esse papel. Um central com uma dimensão física notável, com uma capacidade de elevação ao alcance de muito poucos, e com algo que encantava os adeptos portistas: o seu jogo destemido e agressivo que garantia segurança no eixo defensivo portista. Um dos mais notáveis capitães do clube da cidade invicta, digno sucessor de João Pinto e de Jorge Costa.
Já Pepe, talvez um dos melhores defesas centrais que já passaram pelas principais ligas europeias, era um defesa implacável. Além de ser excelente em todos os aspetos já referidos em relação a Bruno Alves, tinha também uma calma com a bola nos pés e uma assertividade no jogo pelo chão, que faziam os adeptos aplaudi-lo e idolatrá-lo. Imperial nas alturas, muito forte no jogo físico e rápido, era detentor de todas as qualidades que um adepto pode querer ver num defesa central da sua equipa. Por algum motivo se assumiu como titular no Real Madrid durante vários anos, após sair do FC Porto.
Felipe tem assumido a chefia da defensiva portista esta época Fonte: FC Porto
Nesta época, os dragões têm uma dupla que é, também, muito aclamada pelos adeptos. Felipe transitou do ano anterior e assumiu-se como o novo “patrão” da defesa portista. Com a sua determinação no ataque à bola e a sua coragem na hora do corte, é um “central moderno à moda antiga”, que parece ter vontade de prolongar a mística portista por mais uma geração.
Ao seu lado, joga Militão. Considerado por muitos o melhor reforço das últimas épocas do FC Porto, é um jovem brasileiro que chegou do São Paulo com a fama de ser polivalente. Assumiu-se, no entanto, como titular no eixo defensivo ao lado do compatriota Felipe, e tem feito exibições de alto nível. Um defesa central rápido, com um grande timing de corte, uma impressionante elevação e que sabe sair com bola, um aspeto muito importante no futebol moderno. Uma jóia para o futuro, e com muitos “tubarões” do futebol europeu no seu encalce.
Veredicto: Apesar do bom desempenho que têm tido Felipe e Militão, a minha escolha recai em Pepe e Bruno Alves, por todo o seu historial de grandes exibições lado a lado, quer no FC Porto, quer na Seleção Nacional.
O jogo de hoje entre Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Braga/Associação Académica da Universidade do Minho não teve muita história, não só pelos números finais mas também pela fraca produção ofensiva dos bracarenses, com poucos remates à baliza de Diego Roncaglio. Por falar em balizas, a do Braga esteve praticamente sempre bem guardada por Vitor Hugo, com apenas um erro no primeiro golo dos encarnados, da autoria do Robinho.
De resto, o guardião arsenalista não teve culpa nos golos e evitou uma vantagem ainda maior do Benfica com um punhado de grandes defesas. A primeira parte mostrou um Benfica a querer resolver cedo o encontro, perante um Braga a jogar na expetativa, mais concentrado em defender que a partir para contra-ataques rápidos. Assim sendo, o resultado ao intervalo espelhava aquilo que tinha sido o jogo, com três golos sem resposta a favor das águias, com dois golos de Fernandinho a juntar ao tento de Robinho, vantagem essa que podia ainda ser maior caso Vítor Hugo não estivesse tão eficaz nas defesas aos remates dos jogadores benfiquistas.
A segunda parte manteve a toada da primeira metade, com o SLB a tentar “matar” em definitivo o encontro e a tentar ampliar ainda mais a sua vantagem. Objetivo conseguido com brilhantismo, através de Robinho, que bisou na partida, e de golos de Rafael Hemni, Chaguinha e finalmente Fernadinho, que conseguiu completar um hat-trick e aumentar a vantagem para uns impensáveis sete zero. Antes do fim do encontro, os bracarenses ainda conseguiram um tento de honra, da autoria de Cássio.
Foi um jogo onde a vitória do SLB nunca esteve em causa, completando assim uma volta perfeita, com 13 vitórias em outros tantos jogos. Apesar deste deslize dos bracarenses, após uma série de cinco triunfos consecutivos, a presença na Taça da Liga já estava assegurada, juntando-se assim ao Sporting CP, MODICUS, AD Fundão, Leões de Porto Salvo, Elétrico de Ponte de Sor e Futsal Azeméis no início de 2019 em Sines.
Tamagnini Manuel Gomes Batista, ou Nené, no Mundo do Futebol. Nasceu a 20 de novembro de 1949 em Leça da Palmeira e foi provavelmente uma das maiores figuras do SL Benfica, depois de Eusébio, Coluna, Simões e Bento, começando e terminando a carreira no clube lisboeta. Para além de ser o terceiro melhor marcador de sempre da história do clube, Nené é ainda o jogador que mais vezes vestiu a camisola ao serviço do clube. Na seleção fez 65 jogos e marcou por 22 vezes.
Nené era conhecido como o homem que não sujava os calções Fonte: SL Benfica
Nené, o assassino silencioso, como era conhecido, nasceu, cresceu e viria a acabar a sua carreira no Benfica, o seu “grande amor”, como já referiu em diversas entrevistas. Nené é um dos últimos raros casos de jogadores que só conheceram uma casa. Para além da devoção e da entrega, há que sublinhar a qualidade de um dos melhores jogadores que passou pelos encarnados.
Nené era um jogador de classe, um avançado “moderno” com uma capacidade técnica assinalável, com e sem bola. Nené era um elemento com uma leitura de jogo formidável: não precisava de correr tanto, nem de chutar tanto como os outros para poder ser eficaz. Nené era “10” e “9” ao mesmo tempo, era os verbos “chutar” e “passar” com um toque de amor ao bom futebol. Nené era poesia em forma de toque de bola, era poema em forma de jogador. Nené era e será sempre lembrado pelo homem que não sujava os calções, porque não precisava, porque a bola era a melhor aliada de um craque que não será esquecido.
Onde está?
Depois de pendurar as botas, Nené optou pelo futebol da formação do SL Benfica. Foi treinador dos juniores durante dez anos, conquistando alguns títulos e contribuindo para a transmissão da mística encarnada aos mais novos. Para além disso, foi coordenador, diretor e, atualmente, permanece ainda ligado ao Caixa Futebol Campus, projeto que ajudou a elevar.
O que ganhou?
Para além dos muitos golos pelo Benfica e de ter sido o jogador a vestir mais vezes a camisola encarnada, Nené foi um dos jogadores a conquistar mais títulos pelo clube da Luz.
Nené conquistou dez Campeonatos Nacionais, sete Taças de Portugal e duas Supertaças, ao serviço do SL Benfica. Para além disso, foi o melhor marcador do Campeonato por duas vezes e o melhor marcador da Liga dos Campeões por uma vez.
Ignorando os factos estatísticos, deixou um legado no clube da Luz. Foi considerado um dos jogadores mais importantes pelos adeptos encarnados.
Nené marcou o futebol português e o coração de muitos benfiquistas Fonte: SLBenfica
E o futuro?
Prevê-se que Nené continue a transmitir a mística encarnada no Caixa Futebol Campus, dando o seu contributo para o projeto, para o qual se prevê grande crescimento nos próximos anos. Não é, de todo, provável que o antigo craque volte a assumir o comando técnico de algum dos escalões da formação do clube. Ainda assim, continua a ser uma voz ativa tanto na formação do clube, como no universo do futebol profissional.
Sábado de Taça de Portugal, a competição rainha do andebol português, onde a lei do mais forte predominou, mas com algumas surpresas a acontecerem.
Quinze foi o número de jogos que se realizaram hoje, com trinta equipas a disputarem um lugar nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Dia 2 de Dezembro já se realizara o embate entre CA Rangers Telheiras (3ªD) e CS Marítimo Madeira (2ªD), com os insulares a serem mais fortes e a passarem à fase seguinte depois de uma vitória por 35-22.
O primeiro embate deste sábado preenchido de andebol foi entre Vitória FC (2ªD) e Avanca(1ªD) e logo aí se assistiu à primeira surpresa da tarde. A equipa de Setúbal que milita na 2.ª Divisão surpreendeu o Avanca e venceu o encontro por 25-24. O jogo que se seguiu foi entre o CA Salvaterra de Magos (3.ª) e o ABC/U Minho (1.ªD). Ao contrário do embate anterior, este jogo não teve grande história, com o emblema de Braga a sair vencedor por 39-10 e a carimbar a passagem aos oitavos-de-final.
Pelas 17:30 foi altura de CD Mafra e AM Madeira AND SAD(1ªD) medirem forças. No entanto, os adeptos de Mafra viram a equipa do Funchal vencer com relativa facilidade por 34-24, o que abriu caminho para a fornada das 18 horas, onde o Estarreja (3ªD) surpreendeu o GM 1ºDezembro (2ªD) ao vencer em casa por 27-21, e o Alavarium AC(3ªD) perdeu por 22-30 frente ao CCR Fermentões (1ªD).
Quando o relógio assinalou as 19 horas, deu-se início a mais cinco partidas, com Gondomar Cultural (3ªD) a receber o Sporting CP (1ªD). Apesar da boa réplica da equipa de Gondomar, os BiCampeões Nacionais foram demasiado fortes e venceram por 22-40, com destaque para o jovem de 19 anos, Nuno Reis, autor de 9 golos. O IFC Torrense (2ªD) perdeu frente ao AD Sanjoanense (2ªD), em grande parte devido aos 9 golos de Bruno Pinho e aos 8 do jovem de 18 anos Tiago Antunes.
Em Lisboa, o FC Belenenses (1ªD) recebeu e venceu o ADA Maia/ISMAI (1ªD), por 26-24, num jogo que se pautou pela igualdade entre as duas equipas, e o AC Sismaria (2ªD) teve uma partida extremamente complicada frente à Juve Lis (2ªD), mas que acabou por vencer por 18-17. Já o Povoa Andebol Clube (2ªD) recebeu e venceu o Boa Hora FC (1ªD) por 33-26, com destaque para Ricardo Avila, que com os seus 8 golos conseguiu realizar mais uma surpresa neste Sábado de andebol.
De seguida, foi o embate entre o GC Santo Tirso (2ªD) e o SL Benfica (1ªD), onde mais uma vez a lei do mais forte predominou, com a equipa de Lisboa a vencer por uns convincentes 38-21, com o jovem de 19 anos, Francisco Pereira, a destacar-se ao apontar 11 golos.
Jovem Francisco Pereira fez a diferença Fonte: SL Benfica
Entrávamos então na parte final da eliminatória. Pelas 20:30, o CCR Alto do Moinho (2ªD) protagonizou mais uma surpresa nesta tarde de andebol ao vencer por 25-24 o AC Fafe (1ªD), o Águas Santas (1ªD) deslocou-se aos Açores para vencer o SC Horta (1ªD) por 33-22, numa partida em que Mario Lourenço fez a diferença ao apontar 9 golos, e o AD Modicus Sandim (2ªD) eliminou o Arsenal C.Devesa (1ªD) por 32-23, piorando assim a difícil época da equipa de Braga.
Por último, tivemos um derby na cidade do Porto, com o Boavista FC (2ªD) a receber o FC Porto (1ªD) naquele que foi o último jogo do dia. Apesar da boa réplica da equipa que atua no segundo escalão português, os azuis e brancos foram mais fortes, vencendo a partida por 40-26 e carimbando assim a passagem à fase seguinte da competição.
Uma tarde repleta de andebol e de surpresas, com cinco equipas a eliminarem adversários de divisões superiores, e com vários atletas a destacarem-se a nível individual. Os apurados passam assim para os oitavos-de-final, com o sorteio dessa eliminatória a realizar-se no dia 11 de Dezembro, pelas 17 horas.
Foi ao comando de João Tralhão que a equipa sub-19 do Benfica da época de 2013/2014 chegou à final da primeira edição da UEFA Youth League. Não saíram vitoriosos do torneio, mas mostraram que a formação portuguesa tem qualidade para se bater com as academias dos colossos europeus.
Nessa primeira edição da competição destinada às equipas da formação dos clubes que chegam à fase de grupos da UEFA Champions League, havia duas equipas portuguesas: o SL Benfica e o FC Porto. Os Dragões não conseguiram passar da fase de grupos; já o Benfica teve uma campanha enaltecedora.
Na primeira fase, o Benfica deparou-se com os sub-19 do Paris Saint-Germain, do Anderlecht, e do Olympiacos. Deste grupo, as Águias saíram em primeiro lugar com quatro vitórias e dois empates (um em casa frente ao Olympiacos, e o outro, também na Luz, frente ao Paris Saint-Germain). Nos oitavos de final calhou jogar frente ao Áustria de Viena e o Benfica passou para os quartos ao bater o adversário por quatro bolas a uma. Nos quartos de final o Benfica vence os sub-19 do Manchester City por dois a um, e nas meias-finais vence os sub-19 do Real Madrid por quatro a zero. Corria tudo bem até aqui, mas no final de tudo sai triunfante do torneio a equipa sub-19 do Barcelona, que vence o Benfica por três a zero.
Foi uma primeira edição promissora para o clube português e os miúdos do Seixal mostraram potencial, mas será que esse se veio a confirmar?
No onze inicial da partida frente ao Barcelona estavam: Thierry Graça, Rafael Ramos, João Nunes, Alexandre Alfaiate, Pedro Rebocho, Estrela, Gilson Costa, Rochinha, Romário Baldé, Gonçalo Guedes, e Nuno Santos.
Numa primeira análise, apenas salta à vista um nome: Gonçalo Guedes. De todos aqueles jogadores, Guedes é de facto aquele que chegou mais longe na carreira futebolística até agora. Depois de fazer toda a sua formação no SL Benfica e de atuar na primeira equipa uma época e meia, Guedes foi transferido para o Paris Saint-Germain, onde não encontrou um lugar no onze titular. Na época seguinte a ser comprado, o PSG emprestou-o ao CF Valencia, onde fez uma temporada de sonho, tornando-se num dos jogadores cruciais da equipa. Neste último mercado de Verão foi adquirido a definitivo pelo Valencia. Para além disto, já fez vários jogos pela Seleção Nacional, e começa cada vez mais a ser uma grande aposta de Fernando Santos para o onze titular da seleção das Quinas.
Gonçalo Guedes é o jogador de maior destaque do onze, tendo jogado frente ao Barcelona na final da UEFA Youth League de 2013/2014 Fonte: SL Benfica
O guarda-redes dos sub-19 do Benfica era Thierry Graça. Natural de Cabo Verde, Thierry tinha chegado ao Benfica precisamente nessa época, e apenas esteve cá praticamente mais uma. Depois de passar pelo Orlando City, Thierry foi para o Estoril Praia, clube onde se encontra há já três épocas e onde atua como titular.
O defesa direito era Rafael Ramos, que também apenas tinha chegado ao Benfica nessa época. Fez quase a formação jovem toda no Sporting CP e, depois de uma época nos sub-19 do Benfica, foi para o Orlando City. Atualmente atua no FC Twente e joga a titular.
João Nunes era um dos defesas centrais, produto total da formação do Benfica. Depois dos sub-19, ainda fez duas épocas na equipa B do Benfica e, de seguida, foi para o clube onde se encontra há três épocas e onde é titular, o Lechia Gdansk.
O outro defesa central era Alexandre Alfaiate, que também fez praticamente toda a sua formação no Benfica. Depois de três temporadas no Benfica B, Alexandre Alfaiate foi emprestado ao Académica por uma época e, de seguida, foi para o Tubize da Bélgica. Esta temporada atua no FC Lusitanos de Andorra.
Quem segurou a ala esquerda foi Pedro Rebocho. Mais um produto da marca Benfica, Rebocho ainda esteve dois anos na equipa B antes de ir para o Moreirense. Depois de apenas uma época foi para o Guingamp da França, onde joga atualmente e a ocupar o onze titular.
Estrela foi outro dos jogadores que saíram para o Orlando City depois dos sub-19 do Benfica. Ainda tendo passado pelo APOEL por uma época, Estrela voltou a Portugal, mas para o Varzim Sport Clube, clube que defende atualmente.
Gilson Costa passou pela formação dos três principais clubes do distrito de Lisboa: Sporting CP, CF Belenenses, e SL Benfica. Foi nas Águias onde esteve mais tempo e onde mais brilhou, tendo atuado na equipa B por duas épocas antes de sair por empréstimo para o Arouca. Na época passada jogou no Boavista e atualmente encontra-se sem clube.
Depois de jogar nas escolas do FC Porto, do Feirense, e do Boavista, Rochinha entrou para os escalões do Benfica, onde esteve até 2014, tendo sido emprestado aos Bolton Wanderers da Inglaterra por uma época. De seguida, foi transferido para o Standard Liége, onde esteve uma temporada, e vai já na terceira época consecutiva a vestir a camisola do Boavista, onde tem tido algum destaque na equipa.
Romário Baldé também fez praticamente toda a formação no Benfica. Passou pela equipa B e pelo Tondela (por empréstimo) quando ainda estava ligado às Águias. Acabou por ser transferido para o Lechia Gdansk e na corrente época está emprestado pelo clube polaco à Académica de Coimbra.
Por último temos Nuno Santos. O avançado fez quase toda a formação nas escolas do FC Porto e, ainda antes de vir para o Benfica, esteve um ano nos sub-19 do Rio Ave. Apenas jogou uma época nos sub-19 das Águias, pois nas duas seguintes atuou na equipa B. Em 2015 ainda chegou a entrar pela equipa principal do Benfica em duas ocasiões, acabando por ser emprestado ao Vitória de Setúbal no ano seguinte. Acabou mesmo por se transferir para o Rio Ave, clube onde joga atualmente.
Em suma, apenas Gonçalo Guedes chegou mesmo a alcançar o potencial que se esperava de uma equipa finalista da primeira edição da UEFA Youth League. Alguns jogadores, como Nuno Santos e Rochinha, ainda encontram algum destaque a nível Nacional, mas não passa disso. Penso que, em termos de qualidade e potencial, o Benfica tem na sua posse (atualmente) jogadores que irão chegar mais longe do que grande parte deste onze.
Um dos setores mais importantes numa equipa, se não o mais importante, é o setor intermediário, por todas as “tarefas” inerentes aos jogadores que ali atuam.
Para a presente temporada, o meio-campo leonino foi uma das “vítimas” para a presente temporada com a saída de alguns jogadores, nomeadamente William Carvalho (um jogador importantíssimo nas temporadas anteriores). Já com a temporada a decorrer, o argentino Battaglia (outro jogador fundamental neste setor) contraiu uma lesão o que o obrigará a ficar afastado dos relvados até final da temporada 2018/2019.
Com o holandês Marcel Keizer como treinador da equipa leonina, o meio-campo sofreu uma “pequena” alteração. Gudelj e Bruno Fernandes com os seus lugares bem cimentados no centro do terreno de jogo restava apenas uma “peça” para completar o meio-campo (mantendo o 4-3-3). E a solução acabou por recair no brasileiro Wendel…e que solução!
Logo no seu primeiro jogo a orientar a equipa leonina, confronto com o Lusitano Vildemoinhos a contar para a Taça de Portugal, o holandês optou por lançar o trio Bruno Fernandes, Gudelj e Wendel de início. Seguiram-se os jogos com o Qarabag (Liga Europa) e com o Rio Ave (Campeonato Nacional), com o tridente a repetir a titularidade.
Wendel mereceu a confiança de Marcel Keizer Fonte: Sporting CP
Fazendo uma análise ao desempenho da equipa leonina com Marcel Keizer no leme, o Sporting Clube de Portugal saiu vencedor: três partidas, três vitórias, e…o mesmo tridente no setor intermediário – quererá isto dizer alguma coisa?!
Para além das vitórias, a equipa deixou boas indicações ao Universo Leonino, e muito se deveu aos jogadores eleitos para jogarem entre os defesas e os avançados…fez-me lembrar um tridente que passou pelo clube num passado recente – William Carvalho, Adrien Silva e João Mário. Nas últimas três partidas, verificou-se uma melhoria significativa na circulação da bola e mais e melhores jogadas coletivas. Que saudades tinha de ver triangulações!
A equipa a jogar desta forma consegue estar mais próxima de zonas de finalização, aumentando as possibilidades de concretizar em golo.
A equipa do Vitória de Setúbal recebeu hoje a equipa do Benfica, em jogo a contar para a 12ª jornada da Primeira Liga. O oitavo classificado e o quarto classificado do Campeonato entraram para este jogo com o objetivo de consumar a terceira vitória consecutiva.
Para esta partida, Rui Vitória optou por lançar o mesmo onze da última jornada da Primeira Liga (receção ao Feirense). No lado sadino, Lito Vidigal fez uma mexida no onze em relação ao último jogo para a Primeira Liga (deslocação à Madeira para defrontar o Marítimo), fazendo entrar Jhonder para o lugar de Rúben Micael.
No primeiro quarto de hora, as duas equipas apresentaram-se bem organizadas defensivamente. O Vitória não facilitou e na cobrança de um livre ficou a pedir penalti por mão do defesa encarnado Jardel, com Carlos Xistra a não concordar. Ainda nos primeiros quinze minutos o árbitro da partida assinala um livre perigoso à entrada da área a favorecer o Benfica, depois do guardião sadino tocar a bola com as mãos fora da área.
Decorria o minuto dezassete quando os encarnados, numa jogada pelo corredor esquerdo chegam à vantagem, com o brasileiro Jonas a responder da melhor forma ao cruzamento do menino Gedson. O goleador brasileiro continua de pé quente.
Os sadinos reagiram bem ao golo das águias, e criaram algum perigo para a baliza de Odysseas, por intermédio de Berto, Eber Bessa e Jhonder, com o último a ser uma dor de cabeça para a defesa encarnada, um dos melhores vitorianos em campo. A equipa às ordens de Rui Vitória geriu o resultado e podia mesmo ter dilatado a vantagem, primeiramente através de Grimaldo, seguido de um remate de Zivkovic ao poste esquerdo da baliza de Cristiano.
Jonas está em grande forma Fonte: SL Benfica
As equipas entraram para a segunda parte mais destemidas e objetivas no ataque e a querer visar a baliza adversária, onde Rafa teve nos pés várias ocasiões para dilatar a vantagem, sobretudo num “chapéu” na cara de Cristiano com a bola a passar por cima do travessão da baliza sadina; exigia-se mais a Rafa neste lance.
No lado vitoriano, o suspeito do “crime” foi o mesmo do primeiro tempo – Jhonder continuou a fazer “gato sapato” da defesa encarnada, que o diga o capitão Jardel.
O Benfica ia tentando sentenciar a partida, no entanto Rafa não conseguiu faturar em mais um lance privilegiado, dentro da área rematou para defesa de Cristiano – hoje não foi garantidamente o dia do português.
A entrar para os últimos dez minutos da partida, Zivkovic descaído para a esquerda a rematar para defesa segura do guardião sadino. Na resposta, os sadinos continuavam a acrediar no empate e causaram calafrios aos encarnados, sobretudo por intermédio de Jhonder, a responder a um cruzamento da direita do ataque com um cabeceamento à baliza de Odysseas, com o grego a fazer uma defesa excecional e a afastar a bola – daquelas defesas que se festejam como golos marcados.
Os encarnados conseguiram alcançar a terceira vitória consecutiva depois da humilhação em Munique. Levam para Lisboa três pontos muito importantes para a equipa de Rui Vitória que parece voltar a ganhar o apoio da massa associativa.
Onzes Iniciais:
Vitória FC: Cristiano; N. Pinto (Zequinha 77’), V. Fernandes, Dankler e Mano; Eber Bessa, Mikel, Semedo (André Pedrosa 66’) e Berto (Rúben Micael 45’); Jhonder e Mendy
SL Benfica: Odysseas; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (Gabriel 73’); Rafa, Zivkovic (Alfa Semedo 90+2’) e Jonas (Seferovic 80’)
No encontro mais esperado do fim-de-semana, o Chelsea recebeu e venceu por 2-0 o Manchester City, e está agora a oito pontos da liderança. Num confronto marcado pelo duelo entre dois dos maiores génios do desporto-rei na atualidade – Maurizio Sarri e Pep Guardiola – o italiano levou a melhor sobre o catalão.
No jogo 161 entre as duas equipas, coube ao City ter o domínio de todo o primeiro tempo. O futebol de posse dos citizens ia remetendo toda a gente para o meio-campo do Chelsea, com a sociedade Silva a tricotar a bola por terrenos interiores.
O Chelsea de Maurizio Sarri, com uma organização muito semelhante ao Nápoles que este orientou de 2015 a 2018, jogava com Hazard mais solto na frente, de forma a abrir espaço para as diagonais de Pedro. Contudo, a excelência de Fernandinho, tanto a definir a pressão do City, como a ser o primeiro homem a dar a cara à recuperação do esférico, não dava quaisquer hipóteses aos londrinos de saírem com bola. O brasileiro revelava-se um verdadeiro tratado de como se posicionar bem em campo.
Com as ideias de Guardiola a saírem com total clarividência, a superioridade do conjunto de Manchester em todos os capítulos do jogo não deixava os blues respirar, o que começou a traduzir-se em oportunidades para golo: aos 33 minutos, em dois lances distintos, Leroy Sané teve nos pés a possibilidade de inaugurar o marcador.
No entanto, o futebol não se trata de justiça, mas sim de imprevisibilidade e de oportunismo. Em cima do intervalo, completamente contra a corrente de jogo, o Chelsea chegou pela primeira vez à área contrária, numa transição rápida, e fez o golo: Hazard passou para o sítio certo à hora certa e Kanté, numa situação que lhe é estranha, fuzilou as redes de Ederson.
O Chelsea ia para o intervalo a vencer 1-0, com um grande golo de N’Golo Kanté Fonte: Chelsea FC
O golo fez bem à turma de Sarri e os blues entraram mandões na etapa complementar: aos 49 minutos, na cobrança de um livre, Willian quase aumentava a vantagem londrina. A equipa da casa aos poucos libertava-se da teia criada por Guardiola.
No minuto 57, o City quase empatava a contagem, mas o guardião Kepa estava atento e não deixou Walker ser bem sucedido na marcação de um livre direto. A falta de eficácia dos citizens ia contrastando com o sentido de oportunidade do Chelsea, o que se confirmou a doze minutos do fim da partida, com o 2-0 a surgir em Stamford Bridge: no primeiro canto dos londrinos no jogo, Hazard cruzou na perfeição e David Luiz subiu ao 3º andar para cabecear para o fundo das redes de Ederson.
Até ao apito final de Michael Oliver, ainda houve tempo para Gabriel Jesus obrigar Kepa a mais uma boa intervenção. O espanhol mantinha, com a ponta das luvas, a baliza dos blues inviolável e o Chelsea garantia os três pontos, de extrema importância após as derrotas com o Tottenham e Wolverhampton. Já o Manchester City, que na segunda parte viu-se na obrigação de jogar pelo corredor, sem conseguir aproveitar o jogo vertical que Guardiola privilegia, perde agora a liderança para o Liverpool, ficando a um ponto da equipa de Klopp.
A grave lesão de Aboubakar, as possíveis saídas de alguns jogadores e a falta de opções para algumas posições praticamente obrigam o FC Porto a desembolsar alguns milhões no mercado de transferências de inverno. Os oitavos de final da Liga dos Campeões e a segunda volta da Liga NOS estão à porta e têm um grau de exigência ainda mais elevado o que significa a necessidade de existir um leque de opções de qualidade à disposição de Sérgio Conceição.
No entanto, as saídas no plantel vão ser praticamente inevitáveis. Brahimi e Herrera acabam contrato no fim do mês e, caso o FC Porto queira ter algum lucro, a SAD pode decidir vendê-los já este mercado. Contudo, nem todas as equipas estão dispostas a pagar por um jogador que poderá chegar a custo zero em junho/julho. Assim, elaboramos uma lista dos últimos rumores lançados quer pela imprensa portuguesa bem como pela imprensa internacional.
A equipa do Estoril SAD defrontou hoje o SC Covilhã num jogo a contar para a 11ª jornada da Ledman LigaPro. O quarto e o 17º classificado da Segunda Liga vinham de resultados negativos e procuravam, nesta manhã, encontrar um caminho mais sorridente nas suas caminhadas. O Covilhã vinha de quatro jogos sem vencer e o Estoril de uma derrota frente ao SL Benfica B.
Foi um início de jogo tímido por parte de ambas as equipas, em que o primeiro lance de perigo deu mesmo em golo. Aos nove minutos, Furlan bate o livre, pela esquerda, para o segundo o poste. Diney, de cabeça, encosta para o fundo das redes. Com mais posse de bola, mas sem ter feito muito para isso, a equipa da casa adiantou-se, desde cedo, no marcador.
Quem acha que o golo do Estoril, numa fase mais prematura, poderia vir a mexer com o jogo, está muito enganado. O duelo continuou com um ritmo muito baixo, com poucos lances de perigo e com as duas equipas a apresentarem as suas linhas muito baixas. A equipa do Covilhã parecia algo perdida em campo, inclusive. Apenas nos últimos minutos do primeiro tempo se viu algo mais da equipa de Filipe Rocha. A partir dos 35 minutos, houve uma resposta, ainda que tímida, à desvantagem no marcador. Quatro remates: dois deles impulsionados por Mica e outros dois por Diney e Quiroga. Houve um ligeiro ascendente, sim, mas o resultado manteve-se inalterado até ao final da segunda parte.
Quarto e décimo sétimo classificado da LedMan LigaPro defrontaram-se, esta manhã, no jogo a contar para a 11.ª jornada Fonte: Bola na Rede
Já na segunda parte, continuou a faltar brio ao jogo de ambas as equipas. Esta não foi, de todo, uma manhã muito inspirada para os dois conjuntos. Ainda assim, o SC Covilhã entrou com uma postura diferente no segundo tempo. A equipa mostrou-se mais pressionante e com uma linha defensiva mais alta. Após esta mudança de atitude, os “Leões da Serra” conseguiram criar perigo na área estorilista. Porém, faltou critério na finalização. Aos 55 minutos, Mica foi bastante perdulário e falhou mesmo em frente à baliza, rematando muito por cima da baliza defendida por Thierry. O Covilhã teve ainda hipótese de igualar a partida nos últimos minutos, mas a mancha bem feita pelo guarda-redes do Estoril dificultou a ação de Deivison, que não conseguiu finalizar da melhor maneira.
Por sua vez, o Estoril baixou muito de rendimento na segunda parte. Só criou perigo através de lances de bola parada e faltaram ideias à equipa da linha. Poucos foram os lances de grande evidência. Aos 50 minutos, Sandro Lima rematou cruzado pela esquerda. A bola passa perto da baliza, mas sem criar grande perigo. Outra investida veio por parte de Furlan, muito ativo durante todo o jogo, que remata à entrada da área para a defesa do guarda-redes São Bento.
Foi um jogo francamente pobre, em que as duas equipas estavam algo adormecidas. O resultado impôs-se logo aos nove minutos e não se alterou desde aí. Isso diz muito do que foi a partida entre estes dois emblemas. Ainda assim, o Estoril arrecada mais três pontos e segue na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa. Já o Sporting da Covilhã mantém-se abaixo da linha de água, ao arrecadar a sétima derrota em onze jogos.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Estoril Praia SAD – Thierry, Filipe (Subst. Marcos António), Dadashov (Subst. Kléber), Gonçalo, Diakhité, J. Góis, Diney, Wallyson, Aylton, Sandro Lima, R. Furlan.
SC Covilhã – São Bento, R. Vieira, Henrique G. (Subst. G. Jahfort), Adriano, Gilberto, Deivision, Makouta, Jaime, Quiroga (Subst. Zarabi), Mica, Bonani (Subst. Onyeka).