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CUL 18/19 – AEFEUNL 1-0 AEISEL: penálti tardio evita o nulo no sintético 7

Em mais um jogo dos Campeonatos Universitários de Lisboa, estiveram frente a frente a AEFEUNL e a AEISEL. Numa primeira parte sem golos, e com pouco a contar, coube aos homens de Economia a melhor oportunidade para inaugurar o marcador: em cima do intervalo, um remate vistoso dentro da área quase obrigou o guardião do ISEL a uma grande defesa.

Já no segundo tempo, foi a vez de os “Engenheiros de Chelas” estarem muito próximos do primeiro na partida: aos 57 minutos, na sequência de um canto, o guarda-redes da Nova mostrou estar atento. E a atenção voltou a ser exigida oito minutos depois quando, novamente num canto, os jovens do Politécnico de Lisboa ameaçaram as redes adversárias. As bolas paradas iam sendo a principal arma utilizada pelas duas equipas.

O jogo não sorriu para a equipa do ISEL
Fonte: Jorge Martins/ADESL

Nos últimos dez minutos do desafio, os “Economistas de Carcavelos” tanto insistiram que desbloquearam o nulo existente. Na conversão de uma grande penalidade, Ricardo Soyoye não tremeu e fez o único tento da noite. 1-0 para a AEFEUNL e os três pontos a irem para os rapazes de vermelho e branco, que ficam à condição no segundo posto da tabela, com quatro pontos. Já os engenheiros encontram-se no sexto lugar, com apenas um ponto.

Flash interview:

Jogo completo:

Foto de Capa: Jorge Martins/ADESL

Projetando os 20 melhores “Power Forwards” da nova temporada

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Os melhores “Power Forwards” têm “migrado”, nos últimos anos, para a posição de “Center”, devido à maneira como o jogo se tem tornado mais rápido e mais orientado para os jogadores mais completos e com melhores capacidades de jogo interior. Assim sendo, esta posição tem apresentado um decréscimo de qualidade na NBA, embora comecem a surgir vários jovens de qualidade.

França 2-1 Alemanha: Num duelo entre campeões de mundo, levou a melhor a atual campeã

Em mais um jogo da Liga das Nações, a França recebeu e venceu a Alemanha por 2-1. No Stade de France, os campeões do Mundo queriam garantir o segundo triunfo na prova e cimentar a liderança no grupo 1 da Liga A, perante a Mannschaft que procurava a primeira vitória na competição e deixar uma melhor imagem do que aquela demonstrada na derrota por 3-0 frente à Holanda.

Quanto aos onzes iniciais, Didier Deschamps apostou num 4-5-1, com um pivot ofensivo, sendo essa posição desempenhada por Griezmann, à frente da dupla de meio-campo Kanté  Pogba e atrás do avançado Giroud. Já Joachim Löw utilizou o 4-4-2, com Kroos e Kimmich no meio-campo e Gnabry e Werner na frente de ataque.

O jogo começou a um bom ritmo, com os franceses a ter mais iniciativa de jogo, a controlar a posse de bola e a querer chegar rapidamente à baliza adversária, perante uma Alemanha que tentava jogar no erro dos gauleses e lançar-se em busca do golo inaugural. E foi num desses lances rápidos que os alemães se adiantaram no marcador: Sané, ao tentar cruzar rasteiro para a área, viu Kimpembe a jogar a bola com a mão e o árbitro assinalou de imediato para a marca de grande penalidade – Lloris ainda adivinhou o lado, mas Kroos foi eficaz e fez o primeiro da partida antes dos primeiros 15 minutos.

A Alemanha aproveitou a vantagem conseguida, e esteve perto de marcar por duas vezes:  primeiro, ao minuto 19, por Timo Werner após um excelente passe de Sané, mas Lloris saiu rapidamente do poste e impediu que a bola chegasse aos pé do avançado alemão. Na segunda, o guardião francês voltou ao estar em evidência com uma fabulosa defesa ao minuto 24, ao defender um remate de Ginter, na sequência de um canto.

A reação francesa ao golo sofrido era muito tímida e tardava em surgir, e a Alemanha ia aproveitando para controlar a posse de bola e manter o seu opositor longe da baliza de Neuer, num jogo que ia entrando num ritmo mais lento e com os jogadores quase à espera do intervalo, que chegou com a vantagem mínima para os anteriores campeões do Mundo. Era pedido mais e melhor aos comandados de Deschamps para o segundo tempo.

Toni Kroos a celebrar o 14.º golo na 90.ª internacionalização, que permitiu à Alemanha ir em vantagem para o intervalo
Fonte: UEFA

No recomeço do segundo tempo, os dois selecionadores optaram por manter os jogadores que atuaram nos primeiros 45 minutos. O início do segundo tempo foi bastante morno, sem aparecerem boas e flagrantes ocasiões para o marcador se alterar, mas com a França a dar algumas mostras de querer ter mais bola e alcançar o golo do empate, e conseguiu à passagem do minuto 62: num belo cruzamento tirado por Lucas Hernández, Griezmann cabeceou e colocou a bola no canto direito da baliza de Neuer, que bem se esticou mas não conseguiu anular o empate.

O golo empolgou os visitados, que partiram à procura do golo da reviravolta, mas foi a Alemanha que esteve perto de voltar a marcar: ao minuto 67, Gnabry rematou forte à entrada da área para mais uma boa intervenção de Hugo Lloris. À entrada dos últimos 10 minutos do encontro, a França consomou a reviravolta: Griezmann fez o segundo golo, desta vez de grande penalidade, com a bola para um lado e Neuer para o outro.

Até ao apito final do árbitro, a Alemanha tentou evitar a derrota mas sem sucesso. A França conseguiu garantir o segundo triunfo na prova, e está em excelente posição para garantir a passagem à Final Four. Num duelo entre campeões de mundo, levou a melhor a atual campeã em título!

 

Onzes Iniciais

França: Hugo Lloris; Benjamin Pavard; Presnel Kimpembe; Raphael Varane; Lucas Hernández; Paul Pogba; Antoine Griezmann (Tanguy Ndombele 90+1’); Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé 86’); N’Golo Kanté (Steven N’Zonzi 90+3’); Blaise Matuidi; Olivier Giroud

Alemanha: Manuel Neuer; Matthias Ginter (Julian Brandt 83’); Mats Hummels; Niklas Sule; Nico Schulz; Thilo Kehrer; Toni Kroos; Joshua Kimmich; Leroy Sané (Julian Draxler 75’); Sèrge Gnabry (Thomas Muller 88’); Timo Werner

Sporting: a Festa da Taça!

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O Sporting Clube de Portugal inicia no próximo sábado a sua caminhada na Taça de Portugal, frente ao Loures, em jogo a contar para a terceira eliminatória. A partida irá disputar-se em casa emprestada, no Complexo Desportivo Alverca FC, sendo o Loures na qualidade de visitado.

José Peseiro tem para esta partida, algumas baixas, nomeadamente Mathieu, Raphinha e Bas Dost, devido a problemas físicos. No entanto, o treinador leonino deverá dar minutos aos jogadores menos utilizados, podendo estrear alguns atletas como Bruno César, Viviano, Marcelo, entre outros.

O Grupo Sportivo de Loures, tem a curiosidade de ter no seu plantel um atleta que fez a formação em Alcochete, tendo inclusivamente jogado na equipa “B”, Luis Eloi. Os lourenses disputam o Campeonato de Portugal, série C, ocupando o 13º lugar com sete pontos somados nas primeiras oito jornadas. Na última jornada, o Loures perdeu em casa por 1-0, com o Torreense. Para chegar a esta terceira eliminatória, o adversário do Sporting deixou pelo caminho o Portalegrense e o Oleiros.

Montero já foi feliz na Taça de Portugal
Fonte: Sporting CP

Os leões já defrontaram o Loures numa eliminatória da Taça de Portugal. Decorria a temporada 1982/82, tendo o Sporting vencido por 3-0, com golos de António Oliveira e Mário Jorge. Numa época em que o Sporting conquistou a “dobradinha” e brilhavam com a listada verde e branca nomes como Manuel Fernandes, Jordão, Carlos Xavier, entre tantos outros.

O Sporting é naturalmente favorito a para à próxima fase da prova rainha, onde as ambições são claras, vencer a Taça de Portugal. É fundamental, que seja o início de uma caminhada vitoriosa para vencer a 17ª Taça de Portugal do palmarés do clube. Tendo vencido pela última vez o troféu, na temporada 2014/15, numa final decidida nos pontapés de penálti, com os dois golos a serem marcados nos 120 minutos, por Slimani e Fredy Montero.

Assim, esta partida é uma boa oportunidade para testar os jogadores menos utilizados. No entanto, com respeito pelo adversário, aqueles que forem os escolhidos devem dar Esforço, Dedicação e Devoção, para caminhar com o objetivo de conquistar a Glória no Jamor.

Foto de Capa: Sporting CP

Desnorte

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Quando aqui escrevi sobre as periclitantes situações contratuais de Brahimi e Herrera pedi (quase implorei) para que a estas fosse conferido estatuto de prioridade máxima e requeri um tratamento minucioso das mesmas (julgo que a expressão utilizada na altura foi “com pinças”) tal era a sua sensibilidade e importância para o futuro próximo do clube.

Se as minhas preces foram ouvidas (ou lidas no caso) foram integralmente ignoradas. Prova-se, mais uma vez, que reina o desnorte na SAD azul e branca.
Muitos estarão, por esta altura, a preparar punhais e pedras revoltando-se para com esta afirmação. Antes que o façam, permitam-me uma explicação.

Um clube jamais pode ficar refém de um qualquer jogador. A instituição será sempre maior do que qualquer um daqueles que a representam, sejam dirigentes, treinadores ou jogadores. Está claro que se Herrera exigiu 6M€ para renovar o contrato (tomemos as declarações do presidente como verosímeis) a única postura que o FC Porto poderá ter perante tal exigência será recusar e renegociar. Em caso de intransigência por parte do jogador está, para mim, claro que a decisão da SAD terá sempre que ser perentória.

Agradecer ao jogador o contributo que deu ao clube e deixa-lo seguir o seu caminho num qualquer outro lugar e clube. Uma vez mais, o clube está acima de qualquer colaborador. Mais, estou totalmente de acordo com aqueles que recordam que o rendimento de Herrera ao longo da sua passagem não foi regular e, na grande maioria do tempo, foi, até, insuficiente. Esta época tem sido exemplo disso mesmo. Não é menos verdade, ainda assim, que Herrera terá sido um dos melhores, senão o melhor, e mais importantes jogadores do plantel que na temporada passada se sagrou campeão nacional.

Portanto, o desnorte a que me refiro não se prende com a postura intransigente da SAD face à hipotética exigência do jogador, mas sim pela forma como o fez e como decidiu tratar o assunto na praça pública.

Primeiro, tanto a situação de Brahimi como de Herrera deveriam ter sido precavidas com antecedência e jamais os jogadores poderiam entrar numa última época de contrato. É sabido que, principalmente no caso dos jogadores mais importantes, é quase obrigatório recorrer a negociações e renovações de contrato dois ou três anos antes do seu terminus para evitar que empresários externos plantem na cabeça dos jogadores a ideia de prémios de assinatura chorudos. Chegados a esse tal último ano torna-se, então, fundamental o máximo rigor. Exigem-se esforços financeiros suplementares e já aqui escrevi que considero que o FC Porto poderia e deveria fazer de ambos os jogadores os mais bem pagos do nosso campeonato.

Há, no entanto, limites que os tais 6M€ por temporada ultrapassam em larga escala e que apenas se justificam no improvável caso de já existir um comprador para o jogador no próximo verão. Improvável porque qualquer clube interessado começará, agora, a negociar diretamente com o empresário do jogador. Parece, portanto, inevitável que os jogadores deixem o clube sem gerar mais valias em mais uma amostra de incompetência e gestão danosa de uma SAD que se arrisca, cada vez mais, a sair do clube pela porta pequena depois dos grandiosos feitos que atingiu no passado.

Herrera depois de marcar o decisivo golo no Estádio da Luz que empurrou o FC Porto para o título
Fonte: FC Porto

Mas, o que maior perplexidade me causou foram as declarações de Jorge Nuno Pinto da Costa, revelando à comunicação social a tal exigência (a ser verdade é mais do que legítima, diga-se) de Herrera. Um exercício assassino que não serviu para mais do que alterar o foco da ira dos adeptos. Para proteger uma SAD que, pelo enésimo exercício consecutivo, apresenta prejuízo, que fez escalar o passivo do clube para perto dos 500M€, que após promessas de redução da massa salarial do clube apresenta um máximo histórico, que pelo segundo ano consecutivo vai deixar sair jogadores importantes sem qualquer contrapartida para o clube e que, perante tão perigosa situação financeira, vê os membros que a compõem aumentarem largamente os seus principescos vencimentos anuais, o Presidente preferiu vulnerabilizar o plantel e apontar armas ao capitão de equipa. E assim, em mais uma jogada reprovável consegue que uma cega nação portista prefira atacar um jogador que nada mais fez do que marcar o golo que deu o título de campeão nacional e pedir um legítimo e, até, merecido aumento de vencimento (seguramente menos do que, somando salário e prémio de assinatura, vai receber no seu futuro clube) em vez de reprovar a gestão de uma SAD que (está visto) não pede autorização a ninguém para aumentar o seu e que conduziu o clube a uma situação de pré-falência e à alçada do fair-play financeiro da UEFA.

Herrera não nasceu no Porto, provavelmente não conhecia o FC Porto até ter sido abordado para uma eventual transferência. Aprendeu a gostar do clube, todos os treinadores que o orientaram atestam o seu compromisso e, mesmo com um rendimento discutível a verdade é que foi sendo utilizado por todos eles. A carreira de futebolista é curta e ninguém pode julgar um jogador nestas condições por querer ir à procura de um melhor contrato. Deixa o clube sem contrapartida e, por isso, é natural que exista uma mais do que justificada mágoa nos adeptos mas está longe de ser o suficiente para que se enforque o jogador e se perdoe os verdadeiros prevaricadores.

E assim, para finalizar, passa-se a batata quente para as mãos do treinador. Sérgio Conceição fica, agora, com a espinhosa missão de estabilizar a cabeça do jogador e um plantel desestabilizado, imagine-se, pela estrutura diretiva do clube. Era uma vez o clube no qual o seu treinador era pago exclusivamente para treinar. Era uma vez o clube com uma estrutura forte que não olhava a meios para blindar o balneário. Era uma vez…

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

5 equipas que eliminaram o FC Porto na Taça de Portugal nos últimos anos

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Para recordarmos a última final ganha pelo FC Porto na Taça de Portugal, temos de voltar aos tempos de ouro, à época 2010/2011 liderada por André Vilas Boas numa época em que os azuis e brancos conquistaram também a Liga da Europa e o Campeonato Nacional.
Depois disso, passaram-se cinco épocas em que os dragões chegaram apenas por uma vez à final em 2015/2016 que culminou com uma derrota frente ao SC Braga. Pela falta de eficácia nesta prova nos últimos anos, elaborámos a lista das principais derrotas na prova rainha dos azuis e brancos ao longo dos últimos anos.

Na tour asiática, foram os Homens de Leste que sorriram mais

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A Final do Masters 1000 de Xangai ditou, no passado domingo, o fim da tour asiática que levou quase todos os melhores tenistas do mundo a competir em solo Chinês e Japonês durante quatro semanas. Entre os que viajaram até terras orientais contaram-se nomes como Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray, Juan Martin Del Potro e o português João Sousa, sendo que a grande ausência foi mesmo a do líder do ranking mundial Rafael Nadal, que recupera de lesão em Maiorca.

Se os torneios que se disputam na primeira das quatro semanas passam um pouco despercebidos – não só para o público estrangeiro como para os locais, a avaliar pelos estádios constantemente vazios quer em Chengdu como em Shenzhen – o único motivo de destaque relativo a esta semana só pode mesmo ir para o desempenho de João Sousa que reencontrou o seu bom nível e alcançou as meias-finais em Chengdu, depois de três vitórias conseguidas “a ferros” frente a Tim Smyczek, Vasek Pospisil e Malek Jaziri, sempre em três sets, perdendo apenas para aquele que viria a ser o campeão do torneio chinês, o australiano Bernard Tomic – que parece que voltou a desfrutar de jogar ténis, e nas últimas semanas tem vindo a registar um progresso bastante interessante.

Na segunda semana da tour pela Ásia, os atletas distribuíram-se entre Pequim e Tóquio, cidades onde se disputaram dois torneios Masters 500 em simultâneo.

O georgiano que nunca sorri acabou por levantar o troféu em Pequim
Fonte: China Open

Em Pequim, Juan Martin del Potro e Alexander Zverev partiam como grandes favoritos ao título apesar das presenças de Dimitrov, Coric ou Fognini (que havia disputado a Final em Chengdu, frente a Tomic). No entanto, quem surpreendeu tudo e todos e merece o destaque desta semana foi o 34.º classificado da hierarquia mundial, o georgiano Nikoloz Basilashvili, que aos 26 anos de idade atravessa (de longe) o seu melhor período enquanto tenista profissional.

Depois de passar por Jack Sock em três partidas no encontro inaugural, o georgiano não cedeu mais nenhum set em todos os quatro jogos que teve pela frente, derrotando Fernando Verdasco, Malek Jaziri, Kyle Edmund e por fim o gigante de Tandil Del Potro assegurando assim o seu segundo título na carreira, ambos em 2018 (o Masters 500 de Hamburgo também foi vencido por Basilashvili). No Japão, Daniil Medvedev foi o responsável por lançar um grande balde de água fria sobre as expectativas dos fãs nipónicos que, ao verem o seu compatriota Kei Nishikori chegar a mais uma final, sonharam com o tri do japonês ao repetir a façanha de 2012 e 2014. Porém, o jovem russo de apenas 22 anos revelou que está muito próximo do seu pico de forma e levou o troféu, somando-o aos outros dois que já conta na sua coleção, alcançados este ano em Sidney e em Winston-Salem.

Paco Alcácer: “O Suplente de Luxo”

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Quem é Paco Alcácer? Pelos vistos é o novo goleador dos alemães do Borussia Dortmund, esta época. Mas há um facto importante e sobre o qual devemos estar atentos: o avançado espanhol é o melhor suplente que o técnico Lucien Favre (treinador do Dortmund esta temporada) podia ter. Mais lá para a frente vai perceber o porquê. 

Até lá vamos recuar a 2010, quando Francisco Alcácer García, mais conhecido por Paco Alcácer, fez a sua estreia como jogador profissional. Foi ao serviço do Valência Mestalla (as reservas da equipa espanhola) que o avançado começou a sua carreira. Entretanto subiu à equipa principal Che, com apenas 17 anos, isto porque já dava nas vistas no terceiro escalão do futebol espanhol. No entanto, até se assumir na Liga Espanhola, foi emprestado ao Getafe onde marcou o seu primeiro golo como profissional.

Na temporada 2013/14, Paco regressou do empréstimo e conquistou o lugar na primeira equipa do Valência. Tornou-se uma peça fundamental ao marcar 43 golos nos dois anos e meio que esteve no Mestalla. O seu bom desempenho no ataque despertou o interesse do FC Barcelona, clube que Paco Alcácer reforçou em 2016.

Os catalães pagaram 30 milhões de euros pelo goleador. Parecia ser o verdadeiro desafio para o espanhol, mas a concorrência de Lionel Messi e Luís Suárez fizeram com que o avançado não fosse utilizado com muita regularidade. Ainda assim marcou 10 golos pelo Barça. 

A pouca utilização – ou melhor – a falta de espaço no ataque dos blaugranas resultou no segundo empréstimo da careira do avançado espanhol. Com 25 anos, Paco Alcácer viajou até à Alemanha para representar o Borussia Dortmund, por empréstimo. E é aqui que fazemos a ligação com o início deste artigo. Lembra-se de como comecei o texto? “o avançado espanhol é o melhor suplente que o técnico Lucien Favre podia ter.” Paco Alcácer tem sido o grande trunfo do treinador suíço, uma vez que nos últimos dois jogos do campeonato foi lançado ao minuto 60 e com apenas meia hora de jogo conseguiu resolvê-los.  

O avançado espanhol que pertence ao FC Barcelona está atualmente emprestado aos alemães do Borussia Dortmund.
Fonte: BVB Dortmund

Primeiro marcou dois frente ao Bayer 04 Leverkusen (numa altura em que o jogo estava empatado a dois) nos últimos cinco minutos de jogo. Na última partida, frente ao FC Augsburg, Paco marcou um hat-trick e deu a liderança do campeonato aos auri-negros. Apesar da veia goleadora (7 golos em 4 jogos) o espanhol não foi utilizado por Favre em todos os jogos do Dortmund. No entanto e depois destas últimas três exibições (frente ao Bayer Leverkusen e Augsburgpara o campeonato e AS Mónaco, para a Liga dos Campeões)o técnico suíço terá de repensar as suas escolhas para o último homem do onze.  

O internacional espanhol – conta com 15 internacionalizações e nove golos na seleção – é um jogador capaz de dar uma maior mobilidade ao ataque, juntamente com Marco Reus, Jadon Sancho, Mário Gotze e Maximilian Phillip, o que o distingue dos habituais pontas-de-lança que atuam no campeonato alemão.  

A sua versatilidade, mobilidade e o seu “faro” para o golo fazem com que Paco Alcácer seja o líder da tabela de melhores marcadores da liga. A questão que fica é: ganhou o Borussia Dortmund um novo “matador” ou quererá o FC Barcelona o regresso do avançado espanhol? 

 

Foto de Capa: BVB Dortmund

 

Olheiro BnR – Wanderson Galeno

O futebol português é rico em jovens jogadores estrangeiros que rumam ao nosso país em tenra idade em busca de novas oportunidades, sendo que algumas dessas oportunidades são nos escalões inferiores.

Um desses casos é o de Wanderson Galeno. Aos 18 anos, o jogador brasileiro rumaria ao nosso país para ingressar na equipa B do FC Porto. Chegado ao então actual campeão da Segunda Liga, apesar do campeonato menos conseguido da equipa B azul e branca em termos colectivos, o extremo brasileiro foi uma das principais figuras ao marcar 13 golos em 40 jogos, tendo conquistado ainda a Premier League Internacional Cup U23.

Na época 2017/2018 começou a integrar o plantel principal azul e branco, tendo disputado quatro jogos e marcando um golo na Taça de Portugal ao Lusitano GC. Mas actuaria sobretudo pela equipa B, com cinco golos em 18 jogos, até que em Janeiro teria a sua primeira oportunidade na Primeira Liga ao serviço do Portimonense SC, realizando sete jogos.

Esta época, o avançado brasileiro prossegue a sua carreira na Primeira Liga, sendo emprestado ao Rio Ave FC, sendo actualmente a figura de proa de uma equipa na qual ainda pairam algumas dúvidas. O camisola 90 do emblema vila-condense tem actualmente quatro jogos e duas assistências em nove jogos.

O camisola 90 tem sido o protagonista da equipa de José Gomes
Fonte: Rio Ave FC

Wanderson Galeno é um extremo que pode jogar tanto na ala direita como na esquerda, sendo bastando habilidoso na condução de bola, causando muitos desequilíbrios. Tanto gosta de centrar para o coração da área, como gosta de flectir para zonas interiores procurando situações de finalização.

Quanto ao futuro, se Galeno continuar a sobressair desta forma no emblema vila-condense, terá sérias hipóteses de integrar o plantel azul e branco na próxima época. Outro factor a ter em conta é que Brahimi está em final de contrato e de momento, não existem indícios de renovação, tendo em conta as limitações financeiras do actual campeão nacional. Esse factor pode jogar muito a seu favor quanto a uma possibilidade de vir a afirmar-se de Dragão ao peito.

 

Foto de Capa: Rio Ave FC

Espanha 2-3 Inglaterra: Eficácia extrema dita derrota da equipa mais forte

A Inglaterra foi rainha em Espanha e, com apenas três remates enquadrados com a baliza de De Gea, marcou três golos.

A equipa espanhola entrou mandona no jogo e, logo aos 5 minutos, Marcos Alonso na sequência de um pontapé de canto, viu o guarda-redes da equipa dos três leões negar-lhe o golo no remate ao canto inferior esquerdo da baliza de Jordan Pickford. Apesar do domínio inicial,foi a Inglaterra a abrir as hostilidades, aos 16 minutos, por intermedio de Raheem Sterling com um remate soberbo a entrar no canto superior esquerdo da baliza de David De Gea.

Aos 30 minutos de jogo, a equipa Inglesa volta a contrariar a maior iniciativa atacante de “nuestros hermanos” e volta a marcar desta vez por intermédio de Marcus Rashford. O jovem pupilo de José Mourinho no Manchester United aproveitou o espaço entre o central e o lateral e atira para golo a passe de Harry Kane. Cerca de 8 minutos depois o placard viria a mexer novamente e de novo a favorecer a equipa Inglesa. Aos 38 minutos Raheem Sterling, servido numa bandeja de prata por Harry Kane, faz o mais fácil e encosta para o terceiro para completar uma primeira parte surpreendente no Benito Villamarin.

O início da segunda-parte viu novamente a seleção Espanhola a entrar mais forte e a correr atrás do prejuízo. Aos 58 minutos na sequência de um pontapé de canto o acabado de entrar Paco Alcácer ataca o primeiro poste e, livre de marcação, cabeceia para o fundo das redes da baliza de Jordan Pickford. Um golo de belo efeito do atacante espanhol.

O jogo viria a sofrer depois um período atribulado com várias interrupções provocadas pelas lesões de Sergio Ramos e Harry Kane (que viriam a regressar prontamente ao terreno de jogo) e mais tarde pela lesão de Harry Maguire que viria a regressar também à partida. Só aos 90 minutos viríamos a ter outra ocasião flagrante no jogo para a seleção espanhola que viu um remate de Marcos Alonso embater no poste. Aos 90+7 Sergio Ramos viria a rematar para o fundo das redes e a fechar o placard num 2-3 que parece absurdo se olharmos para as estatísticas do jogo.

Uma vez mais conseguimos perceber que a posse de bola não dita vitórias e as estatísticas não dão pontos.Um domínio completo por parte da seleção espanhola foi insuficiente para a prestigiada Inglaterra que apesar de tanto sofrimento conseguiu somar três pontos preciosos na Liga das nações.

Onzes Iniciais:
Espanha: De Gea; Marcos Alonso; Jonny Castro; Nacho; Sergio Ramos; Thiago Alcantara; Busquets; Saúl (Paco Alcácer 56’); Aspas(Ceballos 57’); Rodrigo(Morata 72’) e Asensio.

Inglaterra: Pickford; Trippier(Alexander-Arnold 85’); Maguire; Gomez; Chilwell; Barkley(Walker 75’); Dier; Winks(Chalobah 90’); Sterling; Rashford e Kane.