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Frente a Frente: Felipe vs Pepe

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Pepe e Felipe. Dois autênticos “patrões” da defesa, frente a frente. Ambos nasceram no Brasil. Felipe decidiu continuar a vestir o amarelo da canarinha, no entanto, Pepe nutriu um sentimento especial pela seleção das quinas e traz às costas um título de campeão europeu. Durante o mercado de transferências deste verão, foram vários os órgãos de comunicação social que noticiaram o regresso de Pepe ao FC Porto para fazer dupla com Felipe. Neste duelo frente a frente, qual dos centrais ganhará?

Dados estatísticos dos dois centrais
Fonte: Bola na Rede

São dois dos defesas-centrais mais duros que já passaram pelo FC Porto. A quantidade de cartões amarelos e vermelhos de ambos é, no mínimo, um facto curioso. Ambos têm exatamente 23 cartões amarelos e 1 cartão vermelho ao serviço dos azuis e brancos. No entanto, Felipe tem mais jogos do que Pepe de dragão ao peito, o que faz com que o português tenha uma média maior de cartões amarelos por jogo. Felipe e Pepe acabam por ser a prova viva de que os centrais têm de jogar “durinho”.

A maior diferença entre os dois acaba por ser a idade com que chegaram ao FC Porto. Felipe chegou proveniente do SC Corinthians com 27 anos, ou seja, chegava já como um jogador com maturidade, pronto para mostrar o seu melhor futebol e assentar como titular. Já Pepe chegou à cidade Invicta com 21 anos oriundo do CS Marítimo e era um jogador ainda em fase de evolução e com muito para aprender. Tendo em conta que saiu do FC Porto para o Real Madrid CF com 23 anos, obviamente que não conseguiu alcançar todo o seu potencial como alcançara em Madrid.

Felipe fez o jogo 100 pelo FC Porto frente ao SL Benfica
Fonte: FC Porto

A nível de palmarés, em dois anos de FC Porto (e uma época a decorrer), Felipe conquistou apenas uma Liga Portuguesa e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Infelizmente, o brasileiro chegou numa altura em que o FC Porto se reconstruía de forma a conquistar títulos tal como acontecia no passado, ou seja, tal como acontecia no período em que Pepe militava nos Dragões. Képler Laveran Lima Ferreira, mais conhecido por “Pepe”, conquistou duas Ligas Portuguesas, uma Taça de Portugal, duas Supertaças Cândido de Oliveira e uma Taça Intercontinental. Algo de monstruoso para apenas três anos a jogar no Estádio do Dragão.

Estoril-Praia 2-2 Varzim SC: Tantos golos quanto autogolos

Depois de bater a equipa da Académica de Coimbra por uns esclarecedores 7-2, a equipa do Estoril Praia, melhor ataque da prova, recebeu, em jogo a contar para a sétima jornada, a equipa do Varzim, que vinha de três derrotas consecutivas.

Comparativamente com os jogos da jornada anterior, ambos os treinadores operaram duas alterações nas respetivas equipas. Enquanto Luís Freire lançou Wallyson e Matheus para os lugares de Gonçalo Santos e Marcos António, Nuno Capucho optou por Ruan Teles e por Chérif em vez de Broetto e Ruster.

O jogo começou com um Estoril a manter mais a posse de bola e mais criativo, mas que pecou muito no último passe. Jogadas de qualidade não faltaram à equipa da linha, contudo, faltou pragmatismo à equipa de Luís Freire em alguns momentos do jogo. Já o Varzim começou muito mais tímido e sempre à espera do erro do adversário.

Apesar de não ter procurado assim tanto o golo, foi mesmo a equipa do Varzim que se adiantou no marcador. Aos 22 minutos, Jonathan trabalhou na ala esquerda e atirou colocado para dentro da baliza.

Com a possibilidade de alcançar o primeiro posto da tabela classificativa nesta jornada, o Estoril não tardou a reagir ao golo. Aos 28 minutos, numa jogada conduzida pelo lado direito, Aylton, até em então sempre inconsequente nas suas investidas, apareceu isolado com Emanuel e, com tudo para fazer o golo, atirou para uma boa intervenção do guardião varzinista.

Porém, o golo do empate acabou mesmo por chegar. Aos 38 minutos da partida, um canto batido do lado esquerdo, Stanley acabou por introduzir a bola na própria baliza e restabeleceu, ainda que involuntariamente, a igualdade no marcador.

Fábio Melo apitou para intervalo e terminou assim com uma primeira parte algo pobre em termos de jogo. O primeiro tempo valeu apenas pela massa associativa presente no António Coimbra da Mota: se, pro um lado, é de louvar a presença dos adeptos estorilistas num domingo de manhã, é ainda mais de louvar a presença dos adeptos da equipa nortenha, que iniciaram a sua deslocação às 4 horas da manhã.

Foi um jogo muito pobre no Estádio António Coimbra da Mota
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou e foi ainda pior do que a primeira. Aos 56 minutos, após um canto a favor do Varzim, Soares, completamente sozinho e de forma infantil, acabou por marcar golo na própria baliza. O defesa colocou, assim, o Varzim novamente na frente do marcador.

À exceção das substituições e de alguns cartões amarelos, só ao minuto 87 é que voltou a haver um lance digno de registo. Após um lance muito confuso na área do Varzim, a bola sobre para Roberto, que, já na pequena área, falhou escandalosamente, atirando muito por cima.

Um minuto depois, Stanley, que já tinha feito um autogolo, voltou a estar em evidência e outra vez pelos piores motivos: tentou enganar a equipa de arbitragem, colocando a mão na bola para fazer o golo. Fábio Melo não teve outra decisão a tomar sem ser expulsar o jogador.

Ainda assim, o Estoril conseguiria mesmo chegar ao golo do empate. No último lance da partida, Soares voltou a ser protagonista, tendo em conta que voltou a fazer golo, mas desta vez na baliza certa.

O jogo terminava assim empate com sabores distintos para as duas equipas. O Varzim vinha de três derrotas consecutivas e empatou com um sério candidato à subida. Por sua vez, os canarinhos voltaram a marcar passo em casa.

ONZES INICIAIS 

Estoril Praia: César, Gomes, J. Vigário, Matheus (Subst. Dadashov), Wallyson, Filipe (Subst. Patrão), Roberto, P. Queirós, Diney, Aylton (Subst. Gustavo) , Sandro Lima.

Varzim SC: Emanuel, Mário Sérgio, Agra, Silvério, Payne, Juan Teles (Subst. Ruster), Nelsinho, Estrela, Chérif (Subst. Bakoro), Jonathan (Subst. Pavlovski), Stanley.

Não há três sem quatro: os convocados benfiquistas para a seleção portuguesa

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Ainda antes do jogo frente à Polónia foi anunciado que Rafa Silva teria sido convocado pela seleção portuguesa, dada a lesão de Gonçalo Guedes, que atua no Valência, no jogo frente ao Barcelona. O extremo entrou a titular, mas esteve em campo apenas 11 minutos ao ter de ser substituído por lesão.

Rafa é então chamado e junta-se aos outros três benfiquistas que já tinham sido convocados anteriormente: Pizzi, Gedson Fernandes, e Rúben Dias. O Sport Lisboa e Benfica é o clube mais representado na convocatória da seleção portuguesa.

Estes quatro fazem parte de uma escolha de 23 jogadores que iriam defrontar a Polónia a contar para a Liga das Nações (jogo já realizado), e a Escócia num amigável, no próximo dia 14 de outubro. E a meu ver são quatro jogadores que merecem a convocatória tendo em conta as exibições neste início de época.

Rúben Dias já é um dos centrais titulares do Benfica desde a época passada. Já conta com muitos minutos em campo, e a sua evolução exibicional tem sido notória. Apenas com 21 anos de idade e já começa a ser uma das opções óbvias para a seleção nacional em termos de defesas centrais. Para além de Pepe (que a meu ver ainda tem a qualidade necessária para jogar pela seleção) não há muitos outros centrais com a qualidade que iguale (neste momento) a de Rúben Dias.

Viu-se no jogo frente ao Porto o porquê de Rúben Dias já ser um central muito bom, e o porquê de ter uma margem de progressão bastante larga. Antes do jogo contra o Porto, Rúben Dias tinha sido expulso na partida a contar para a Liga dos Campeões, frente ao AEK da Grécia. Uma marca que acaba sempre por ser negativa para um central que se queira afirmar a nível mundial. Já no jogo seguinte, em 90 minutos, Rúben Dias fez apenas uma falta no clássico frente aos Dragões, que teoricamente seria um jogo para muitas faltas dada a intensidade e importância de tal encontro. Para além disso, foi mais uma exibição excelente, com muitos cortes de qualidade e recuperações de bola por parte de Rúben Dias. É, portanto, uma escolha mais que óbvia para Fernando Santos.

Pizzi é mais um jogador que merece a convocatória pelo arranque de época fantástico pelo Benfica. Tem sido crucial no meio campo encarnado, contando até agora com 79% de eficácia de passes na liga portuguesa (85% na Liga dos Campeões) alguns deles sendo passes a servir os avançados para o golo (são já quatro assistências). Pizzi não tinha fechado a época passada da melhor forma ao baixar o nível exibicional, mas entrou nesta temporada com o pé direito, merecendo então a aposta do selecionador.

Gedson é outro médio benfiquista convocado para a seleção. Apesar de ter deixado a intensidade exibicional baixar um pouco em relação aos primeiros jogos da época, Gedson continua a ser uma aposta de Rui Vitória. Falhou os jogos contra o Desportivo das Aves e contra o Porto, mas esteve presente nos jogos todos a contar para Liga dos Campeões. Tem uma média de eficácia de passes parecida com a de Pizzi, mas tem um pouco de mais interceções, mais perdas de bola e menos duelos ganhos. Apesar de ter sido convocado, não foi utilizado frente à Polónia.

Rafa é o quarto convocado benfiquista depois da lesão de Gonçalo Guedes
Fonte: SL Benfica

E por fim, Rafa Silva que aparece para substituir um dos extremos de revelação mundial da formação do Benfica, Gonçalo Guedes. E terá sido uma boa escolha? Para mim sim, Rafa só não é titular no Benfica porque Rui Vitória deve ter uma paixão por Salvio, que até teve um bom início de época, mas que a meu ver falha em muitas ocasiões e momentos cruciais. Rafa não é um marcador de golos nato, mas muito provavelmente é o jogador mais rápido que o Benfica tem no plantel, para além de ter um ótimo drible e obrigar a defesa adversária a cair em cima dele. Apesar de ter singrado muito mais ao serviço do Braga, Rafa continua a ter muita qualidade e merece a convocatória.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

CD Fátima: Um santuário de futebol

Em Santarém, mora uma das equipas cuja história mistura religião com futebol: o CD Fátima. A equipa, que um dia foi treinada por Rui Vitória e que há cerca de dez anos eliminou o FC Porto da Taça de Liga, é um dos casos interessantes do futebol português.

Sem aparente tradição no futebol português e sem um investimento considerável, o CD Fátima conseguiu um percurso verdadeiramente notável com Rui Vitória ao leme entre 2006/2007 e 2009/2010, começando na II Liga da altura (hoje o atual campeonato de Portugal) e culminando o seu percurso num brilhante oitavo lugar de estreia na Liga Vitalis. Pelo meio, fica uma histórica participação na Taça da Liga de 2007/2008, eliminando o bi-campeão FC Porto, caindo apenas aos pés do Sporting CP, nos quartos de final da competição.

Importa também enumerar alguns dos nomes que passaram pelo Fátima durante estes anos dourados da história do clube: William Carvalho, Mário Rui, Héldon, Sami, David Simão, Marco Matias, André Santos, Rafael Costa e Zequinha.

Rui Vitória comandou a equipa de Fátima entre 2006 e 2010, marcando assim um momento deveras importante no clube
Fonte: CD Fátima

A juntar a esta jornada epopeica, há que sublinhar o facto do clube ser presidido… por um Padre, algo pouco usual nos dias de hoje. Aliás, o caráter religioso profundamente vincado na história do clube vê-se com o nome da casa que acolhe a equipa de Ourém: Estádio Papa Francisco. Já num passado mais recente, a equipa de Fátima passou a ser representada por uma SAD, constituída pelo Kaaki Sports Group.

Nos últimos anos, a equipa de Fátima esteve perto de subir à II Liga por duas vezes. Primeiro em 2011/2012 e já mais recentemente em 2016/2017, ficando a escassos pontos de alcançar o objetivo nas duas vezes.

Pelo meio, há que sublinhar a descida de divisão aos distritais de Santarém, escalão onde a equipa permaneceu apenas por uma temporada (2015/2016), depois de uma temporada também ela histórica onde a equipa não somou qualquer derrota. Era João Henriques, atual treinador do CD Santa Clara, o timoneiro da equipa de Fátima.

O atual plantel do Fátima mantém-se na eliminatória da Taça de Portugal
Fonte: CD Fátima

Já nesta temporada, a equipa de Fátima pretende voltar a lutar pelo acesso à II Liga. Para já a equipa de Fátima, agora treinada por Kata, ex-jogador do clube, encontra-se no 10.º lugar da Série C do Campeonato de Portugal, a 10 pontos do primeiro classificado e com menos um jogo.

Na Taça de Portugal, a equipa treinada por Kata foi uma das boas surpresas, eliminando  a UD Oliveirense da prova e estando de olhos postos no próximo adversário: o Boavista FC.

Será que esta temporada vamos voltar a ter um tomba-gigantes vindo da cidade santa na prova rainha do futebol nacional?

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O domínio germânico no Dardo masculino

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Os alemães têm o Ouro olímpico, o Ouro mundial e o Ouro europeu. Têm, no ativo, dois dos três atletas que mais longe lançaram o engenho e ainda têm um terceiro que é o campeão nacional e que também se juntou ao clube acima dos 92 metros nesta temporada, sendo o oitavo melhor de sempre. O domínio alemão parece inegável. Mas chegará para quebrar um recorde mundial que dura há mais de 22 anos? Que ameaças enfrentarão ao seu domínio?

A tradição germânica no Lançamento do Dardo não é recente. Basta falarmos do nome de Uwe Hohn para sabermos que quando falamos de Dardo, a língua germânica é de imediato uma das primeiras que nos vêm à cabeça. Hohn, que representava a RDA, foi um dos principais responsáveis pela alteração do engenho para o atual, facto que aconteceu em 1986. Antes disso, já há algum tempo que se falava na reformulação do Dardo, uma vez que existia alguma polémica nas medições com o engenho anterior (a ponta nem sempre furava o solo) e com a distância a que o engenho já vinha sendo lançado, colocando em perigo a segurança dos espectadores. Quando o alemão lançou 104.80 metros em 1984 (o único homem a lançar a mais de 100 metros), todo o processo foi acelerado até à modificação em 1986.

Uwe Hohn, recordista “para sempre” com o anterior engenho
Fonte: Wikicommons

Aí passamos a ter um engenho com um centro de gravidade mais à frente, o que provocava uma redução na elevação atingida e um aumento da curvatura do arco para baixo no arco da queda, fazendo o engenho cair de forma mais vertical. Na fase anterior do Dardo não foi apenas Hohn o alemão a destacar-se, sendo que nomes como Detlef Michel, Michael Wessing ou Klaus Wolfermann alcançaram sucesso internacional no masculino, embora estes últimos representassem a outra Alemanha ainda antes da unificação dos dois lados. 

Após a mudança de engenho e apesar de vários títulos globais conquistados no feminino, no masculino, a Alemanha apenas viria a conquistar o primeiro evento global, com Matthias de Zordo, nos Mundiais de Daegu em 2011, na altura com 23 anos. Zordo muito prometeu, mas nunca passou dos 88.36 metros, que alcançou nesse mesmo ano, havendo pouco a assinalar do resto da sua carreira. Antes de Zordo, os alemães tiveram dois homens que até ultrapassaram os 90 metros com o atual engenho, mas tanto Raymond Hecht como Boris Henry nunca conquistaram um grande campeonato – falando de Europeus, Mundiais ou Jogos Olímpicos. Depois de alguns anos com algumas presenças em pódios (principalmente a nível continental) e do Ouro de Zordo em Daegu, foi em 2016 que as coisas definitivamente se alteraram e viraram o tabuleiro por completo a favor da supremacia alemã.

Holanda 3-0 Alemanha: A laranja à noite mata

Na Arena de Amesterdão perspetivava-se um grande desafio de futebol, a contar para o grupo A da Liga das Nações: frente a frente, Holanda e Alemanha foram em busca dos três pontos, de forma a aproximarem-se da França na tabela classificativa.

No 40º jogo entre as duas seleções, foi a Mannschaft que teve a primeira grande oportunidade de golo, aos 17 minutos: Toni Kroos passou bem para o centro, e Muller atirou com o pior pé para uma excelente defesa de Cillessen.

À meia hora de jogo, numa fase em que as duas equipas iam proporcionando um excelente espetáculo, com lances bem estudados, a seleção holandesa chegou ao golo: canto batido do lado direito por Depay, Babel cabeceou à trave, e Van Dijk, também de cabeça, inaugurou o marcador.

Van Dijk, capitão da “Laranja Mecânica”, inaugurou o marcador na Arena de Amesterdão
Fonte: UEFA

Até ao apito para o intervalo, a Holanda superiorizou-se sobre a Alemanha, com Frenkie de Jong a espalhar classe por toda a largura do campo. O camisola ‘7’ ia mostrando toda a sua inteligência e calma na hora de transformar um passe em algo mais.

No segundo tempo, após a entrada de Sané em campo, os alemães estiveram muito próximos do empate, quando o extremo do Manchester City disparou ao lado da baliza holandesa, aos 65 minutos. O jovem de 22 anos, cuja ausência na convocatória para o Mundial 2018 foi muito contestada, ia tentado contrariar o bom momento vivido pelo conjunto de Ronald Koeman.

Se terminou a geração Robben, pode muito bem dizer-se que começou a geração Memphis. Para coroar uma exibição notável, o avançado do Lyon fez o segundo da noite para a “Laranja Mecânica”: Promes guiou o contra-ataque rápido dos holandeses, encontrou Depay à sua esquerda e o ex-Manchester United não vacilou no cara-a-cara com Neuer. 87 minutos decorridos em Amesterdão, e a contagem parecia não querer ficar por ali.

Wijnaldum e Depay fizeram a cabeça em água aos alemães
Fonte: UEFA

Após alguns anos de uma laranja ácida, o doce acabou por chegar em pleno no terceiro minuto da compensação: grande trabalho individual de Wijnaldum na área alemã, que acabou com o médio do Liverpool a fazer o terceiro e último golo do encontro. O resultado final era de 3-0 para a Holanda e, acredite-se ou não, o gigante acordou e promete estragar muitas noites nos próximos tempos.

Holanda: Cilessen, Dumfries, de Light, Van Dijk, Blind; Wijnaldum, de Roon, de Jong (Aké 77’); Bergwijn (Groeneveld 68’), Babel (Promes 68’), Depay.

Alemanha: Neuer, Ginter, Boateng, Hummels, Hector; Kimmich, Kroos, Can (Draxler 57’); Müller (Sané 57’), Werner, Uth (Brandt 68’).

Andebol Sporting CP: Reforços leoninos para garantir o “tri”

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Na passada quarta-feira, a equipa de andebol do Sporting conheceu o sabor amargo da derrota. Foi em terras maiatas diante do ADA Maia – ISMAI que os bicampeões nacionais perderam por uns impressionantes 26-25. Estive no pavilhão e vi uma formação leonina apática e muito perdulária nas alturas de finalização. Apesar da derrota foi uma boa ocasião para observar ao vivo o desempenho de alguns reforços da equipa de Hugo Canela para esta época.

O ponta-direita Fábio Chiuffa parece ser um jogador mais dotado para o espetáculo do que para a eficácia e execução do remate. A sua contratação visou fazer esquecer o internacional português Pedro Portela que rumou para terras gaulesas para representar o Tremblay. Mas a tarefa não tem sido fácil para o internacional brasileiro. Apesar da experiência que Chiuffa apresenta, nomeadamente no campeonato espanhol ao serviço do Ciudad de Logroño, o que é facto é que tem vindo a perder rendimento de jogo para jogo.

Já o pivot Luís Frade (ex-Águas Santas) parece ser um jogador bastante eficaz, apesar de no jogo contra o ADA Maia-ISMAI estar aquém daquilo que tem mostrado noutras partidas. Mário Oliveira, ex-companheiro de Frade na formação maiata, não poupa elogios ao jogador sportinguista: “Estamos a falar do melhor pivot do mundo da sua idade, por isso as qualidades são muitas”. Como principal característica de Frade, Oliveira destaca as qualidades mentais do jogador: “Destaco a sua capacidade mental, onde ele é muito forte, e foi o que lhe permitiu jogar nos seniores (do Águas Santas) a um excelente nível desde os 16 anos”. Um outro reforço de Hugo Canela para esta temporada é o lateral direito bósnio Neven Stjepanovic. Atuava no Catar e parece ser um jogador com excelentes argumentos físicos (tem 1,97 m de altura) o que impõem respeito aos adversários, principalmente nos momentos defensivos.

Valentin Ghionea tem sido um dos destaques da formação sportinguista. Será certamente um reforço importante para que os Leões consigam o tricampeonato nacional
Fonte: Sporting CP

Mas, do meu ponto de vista, o melhor reforço é o romeno Valentin Ghionea que atuava, na época transata, nos polacos do Wisla Plock. No jogo contra o ADA Maia, apesar da derrota da sua equipa, esteve ao seu melhor nível, apresentando excelentes índices de concentração nos momentos defensivos e elevada potência física nas alturas de finalização atacante. Estas suas qualidades já foram evidenciadas noutros encontros, com destaque para o jogo frente aos rivais do SL Benfica onde a formação verde e branca ganhou por 24-23. O jornal O Jogo destacou, na sua edição de 4 de outubro (dia após o jogo contra o SLB), o jogador romeno dos leões como o destaque do encontro: “O ponta-direita romeno dos leões foi, mais uma vez, crucial na reação da equipa a um resultado adverso. Mais confiante, depois da grande atuação frente ao Silkeborg, para a Champions, Ghionea foi eficaz frente ao Benfica, apontando oito golos”.

Mais uma vez o Sporting reforçou-se muito bem para esta temporada. Mas resta saber se a qualidade “galática” do seu plantel tem correspondência em campo. Vamos todos acreditar que o que se passou no Pavilhão Municipal da Maia foi um mero despiste de percurso. Agora que o Leão se levantou novamente e lambeu as feridas deve prosseguir o seu caminho tendo como foco principal a conquista do tricampeonato nacional.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Renascido Seferovic

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Esta semana falo-vos de Seferovic. SeferoSolução, digamos.

Seferovic é a nova cara do ataque do Sport Lisboa e Benfica. O suíço chegou ao clube da Luz no passado verão de 2017 para reforçar um ataque que tinha perdido Mitroglou e que era composto por Raul e Jonas. Depois de um arranque surpreendente, onde fazia par de ataque com o brasileiro Jonas, Rui Vitória optou por tirar o ponta-de-lança e apostar num novo esquema tático de 4-3-3.

Depois dessa época, onde quase nunca mais se viu o jogador em destaque, o número 14 das águias viu-se com a vida complicada com a chegada de duas caras ao plantel encarnado. Ferreyra e Nicolas Castillo. Contudo, com a lesão do camisola 10, Jonas, e com a má forma de Ferreyra e misteriosa ausência de Castillo, o treinador do Sport Lisboa e Benfica viu-se obrigado a usar a opção Seferovic para atacar o objectivos da equipa.

Assim sendo, apresento-vos, o renascido Seferovic.

Este Seferovic é um jogador muito mais completo que aquele que conhecemos na temporada passada. Na temporada passada vimos um avançado ponta-de-lança que aguardava bolas de Jonas ou dos extremos. Hoje, temos um Seferovic mais falso 9 que joga com muita facilidade de costas para a baliza e que rapidamente se torna uma flexa para a baliza adversária. O internacional helvético é hoje um jogador para a equipa, semelhante a Jonas, onde a sua função além de matador, como qualquer avançado, é também dar apoio ao meio campo e aos extremos. Ao meio campo de uma forma a que a bola não seja perdida no processo ofensivo, aos extremos para que estes possam fazer diagonais para o centro e serem assim jogadores mais próximos do último terço do terreno.

Seferovic foi a figura do jogo frente ao FC Porto
Fonte: Bola na Rede/Carlos Silva

A questão agora é se Rui Vitória tirará Seferovic para a colocação de Jonas nos onzes iniciais. Seferovic está a render golos e bom futebol, está a agradar os adeptos e simpatizantes do clube mas acima de tudo está a ter o efeito que Rui Vitória pretende.

Mas e voltar a juntar Seferovic com alguém? Seria claramente com Jonas mas… Será que o rendimento da equipa seria o mesmo? Já vimos que Jonas apoia bem e que assim, com o suíço solto na área, temos um Jonas mais distribuidor de jogo do que avançado e sem dúvida que, com uma defesa sólida, a equipa rende com o esquema tático de 4-4-2.

 

Foto de Capa: Bola na Rede/Carlos Silva

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Muito mudou, mas o essencial está lá

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Ninguém pode estar completamente satisfeito com o início de época do FC Porto. Se a equipa fez o que lhe competia ao vencer a Supertaça e dessa forma dar continuidade à retoma iniciado com a conquista do último campeonato, a verdade é que, desde então, o nível não mais se manteve e, neste momento, em apenas sete jornadas de Primeira Liga, a equipa já conseguiu igualar o pior registo da temporada passada: duas derrotas.

A verdade é que um conjunto de fatores (já explorados até ao tutano) determinou a situação atual em que a equipa se encontra. Desde logo, a necessidade de reformular um setor que perdeu duas (que acabaram por ser três) peças chave para aquilo que de melhor se havia visto no ano passado, o equilíbrio defensivo. Se aposta em Éder Militão acabou por ser certeira, a verdade é que Maxi acabou por ser a solução de recurso face aos tiros ao lado que foram Janko e João Pedro. Em Mbemba estão depositadas as últimas esperanças de que a afinação seja total no quarteto à frente de Casillas. Estou em crer que, quando estiver em condições, o congolês assumirá uma parelha com Felipe e Militão acabará desviado para a direita por forma a oferecer maior acutilância e velocidade no ataque, algo que Ricardo tão bem fazia.

Nos restantes, os problemas parecem essencialmente um claro sub-rendimento ao já demonstrado do que, propriamente, falta de opções. É certo que uma ou outra peça viria a calhar, mas homens como Herrera, Brahimi e, por que não?, Marega, têm sido autênticas sombras daquilo que se lhes conhece. Também os adversários este ano bem mais preparados para anular as forças evidenciadas pelo FC Porto 17/18, que teimou em entrar na nova época com as mesmas dinâmicas.

Brahimi tem sido o rosto maior do sub-rendimento que vem assolando alguns jogadores azuis e brancos
Fonte: FC Porto

Sérgio Conceição – e é aqui que quero chegar – reconheceu esse problema e adiantou que busca diariamente imprimir novas variantes na dinâmica da equipa. É esse o segredo (como se isto fosse algo de novo). Porém, as comparações com o passado são inevitáveis e obrigam o próprio SC a constantes reinvenções, até porque, mais importante do que ter sido campeão, é revalidar esse estatuto. Muita coisa mudou, mas o essencial permanece inalterável: Sérgio continua igual a si próprio e enquanto assim for, há razões para continuar a sonhar. O tempo é de recolhimento. Aguardemos por um regresso à competição verdadeiramente à dragão!

 

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

A classificação final da Primeira Liga 2018/2019

Porque fácil é acertar no fim de estar feito ou quando se está bem perto de tudo estar consumado, e porque o Bola na Rede vai mais além, decidi testar os meus dotes de vidente, e deixar aqui, a cada um dos leitores e meses antes do terminus da nossa Liga, aquela que será a Classificação Final da época 2018/2019.

Não precisam ficar demasiado ‘extasiados’ porque não falei com nenhum daqueles senhores que adivinham o futuro num simples abrir e fechar de olhos.

Fixei-me antes na bola de cristal que o BnR tem aqui bem guardadinha somente para consumo interno, olhei para o que se tem passado nestas primeiras sete jornadas, nos indícios que têm sido dados e transpus para estas linhas aquilo que acontecerá.

No entanto, não vos quero tirar a emoção do futebol e aconselho cada um de vós a não perder pitada do nosso campeonato, que semana após semana faz mover montanhas (e não só).

Aí está a classificação final da Primeira liga época 2018/2019!