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Sporting CP 2-0 CS Marítimo: O baile da Madeira foi ao ritmo do leão

O Sporting CP venceu hoje o CS Marítimo por 2-0, em jogo a contar para a 6ª Jornada da Primeira Liga. Os “leões” sabiam da oportunidade que representava a partida de hoje, depois do empate do SL Benfica, e não desperdiçaram. Assim, e mesmo com a ausência de Nani, José Peseiro manteve as caraterísticas ofensivas da equipa, com a entrada no onze de Jovane Cabral. Mais atrás houve igualmente alteração face ao último jogo, com a saída de Battaglia e a entrada de Petrovic. No lado do CS Marítimo, Cláudio Braga fez igualmente duas alterações face à última partida, retirando Tagueu e Marcão, dando entrada a Pinho e Marcos Silva.

Com uma casa muito boa em Alvalade – apesar da hora tardia do jogo – a equipa leonina decidiu presentear o esforço dos adeptos e começou a partida “à leão”. Com apenas uma mão cheia de minutos, já Gudelj ensaiava para o primeiro golo, à meia-distância, mas saiu ligeiramente ao lado. De seguida foi Montero a tentar, desta vez de cabeça, mas a sorte foi a mesma do sérvio.

Batia o relógio os dez minutos de jogo, quando Jovane – quem mais poderia ser – tirou um coelho da cartola: pegou na bola a meio-campo, arrancou dali para fora e terminou com um passe em desmarcação perfeito para Raphinha, que foi depois derrubado na área. Penálti para o Sporting e Bruno Fernandes a não falhar na marca dos 11 metros: 1-0 para os “leões” com apenas uma dezena de minutos.

Porém, e como é já apanágio dos verdes-e-brancos, a aceleração inicial desapareceu após o golo. Montero ainda fez um remate por cima à passagem do minuto vinte, mas foram 25 minutos de pouca emoção, com o Sporting a dar até algum espaço aos madeirenses para subir, sempre sem conclusão prática.

Mas se parecia que o “leão” poderia estar a dormir, depressa tratou de mostrar que estava apenas a fazer uma sesta. Trinta e cinco minutos e canto para os da casa: bola na área, confusão e, de repente, uma perna colombiana a aparecer. Era o segundo golo do Sporting, assinado por Fredy Montero – finalmente, disseram os sportinguistas, num abraço coletivo ao avançado que perdeu um filho há um mês.

O Sporting saía assim para o intervalo com uma vantagem de dois golos, mas podia nem ter sido assim: mesmo em cima do apito de final do primeiro tempo, o Marítimo entrou na área de Salin como bem quis, mas Danny, de baliza aberta, não foi suficientemente rápido para acertar na bola que foi então cortada por Acuña. 2-0 para os “leões” ao intervalo.

A união da equipa foi visível no momento do primeiro golo
Fonte: Bola na Rede

Os “leões” vieram do balneário motivados para fazerem o terceiro tento e quase o conseguiam. A jogada começou com um livre batido por Bruno Fernandes que foi aliviado para a entrada da área onde apareceu Acuña, que rematou de onde estava, com a bola a passar perto da baliza de Amir. Do outro lado, a resposta veio dos pés de Rodrigo Pinho que se conseguiu virar de frente para a baliza e rematar, estando Salin atento. Fábio China tentou também a sua sorte pouco tempo depois, mas sem perigo para o Sporting.

O ímpeto ofensivo leonino não dava tréguas, apesar de estar pouco concretizador. Prova disso foram duas jogadas seguidas, com a bola a começar de ambas as vezes nas alas, mas com os finalizadores a chegarem tarde.

A meio da segunda parte, os maritimistas tentaram chegar novamente perto da baliza de Salin, uma vez por Pinho, outra por Edgar Costa, que substituiu o capitão Danny, e uma terceira por Bebeto, esta a mais perigosa de todas; contudo, esta não era a noite de sorte dos insulares e nenhuma das ações levou perigo ao guarda-redes gaulês.

Apesar da baixa de intensidade por parte do Sporting, este acabou por conseguir levar este resultado a bom porto e sair com uma vitória que cura as mazelas do jogo frente ao Braga. Sorte ainda pelo facto de o Marítimo não estar numa noite inspirada e de mal conseguir levar a bola avante. Sendo assim, os “leões” enfrentam o próximo jogo, para a Liga Europa, de forma mais tranquila.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Salin, Acuña, André Pinto, Coates, Ristovski; Petrovic, Gudelj, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Misic, 76′), Raphinha ( Carlos Mané, 90′) e Montero (Diaby, 86′).

CS Marítimo: Abedzadeh, Bebeto, Marcos Silva, Zainadine, China; Correa, Fabrício, Jean Cleber, Barrera (Joel Tagueu, 76′); Pinho e Danny (Edgar Costa, 65′).

Chelsea FC 1-1 Liverpool FC: Mas que belo jogo em Londres

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Depois de se terem defrontado, a meio da semana, para a Taça da Liga Inglesa, Chelsea FC e Liverpool FC voltaram a medir forças, desta vez para a sétima jornada do campeonato inglês. O jogo foi disputado na casa dos blues, em Stamford Bridge, ao contrário do jogo da passada quarta-feira que foi em Anfield. Ambas as equipas estavam pressionadas pelo rival Manchester City, que tinha vencido o Brighton, e fizeram de tudo para ganhar e assumir a liderança do campeonato.

Ambos os técnicos fizeram oito alterações nos onzes iniciais, em relação ao jogo de quarta-feira. Na equipa londrina, destacou-se a entrada de Eden Hazard, que marcou um golaço no jogo a contar para a taça. Já na equipa do Liverpool, Mohamed Salah e Roberto Firmino juntaram-se a Sadio Mané, na frente de ataque dos reds.

O primeiro tempo foi, claramente, típico de um jogo entre clubes ingleses. O jogo começou com um ritmo muito alto e com uma grande intensidade de parte a parte. Apesar de muito disputado no meio campo, muitas foram as tentativas de ambas as equipas para chegar à área adversária. Os londrinos tiveram mais posse de bola, até porque se apresentaram melhor no capítulo tático – muito por culpa de Maurizio Sarri – embora o Liverpool tivesse criado mais perigo, digamos assim, na parte inicial da partida. Nos primeiros dez minutos, os comandados de Jurgen Klopp conseguiram entrar na área de Kepa Arrizabalaga, guarda-redes do Chelsea, por duas vezes devido à elevada pressão feita após a perda da bola.

O Liverpool estava mais perigoso, mas foi o Chelsea que beneficiou da primeira grande oportunidade de perigo. Ao minuto 22 foi Alisson que evitou o golo de William, que apareceu na cara do guarda-redes compatriota. Primeiro a ameaça, depois o golo: três minutos depois, Eden Hazard, a estrela londrina, fez um grande golo de pé esquerdo, depois de uma grande combinação no meio campo. A resposta do Liverpool surgiu ao minuto 31, quando Salah apareceu na área contrária e fintou o guarda-redes. No entanto Rudiger conseguiu impedir o golo do empate.

Uma primeira parte muito bem disputada e equilibrada. Um jogo muito disputado no meio campo e que contou com duas grandes oportunidades para cada lado. O Chelsea saiu para o intervalo a vencer, com um golo marcado por Eden Hazard ao minuto 25.

Fonte: Premier League

A segunda parte não foi muito diferente da primeira. Contudo, foi o Liverpool que tentou sempre chegar ao golo da igualdade. Os reds tiveram a primeira oportunidade da segunda parte ao minuto 57 com Kepa a fazer uma grande defesa ao remate de Sadio Mané, já dentro de área.  Seis minutos depois, Hazard voltou a assustar os adeptos do Liverpool. Valeu Alisson, que mais uma vez fez uma grande defesa e impediu o segundo golo dos blues. Ao minuto 70, Shaquiri, que tinha substituído Salah, não teve capacidade para empurrar a bola para dentro da baliza do guarda-redes Kepa. Na jogada seguinte, o Liverpool voltou a ameaçar e desta vez foi David Luiz que tirou a bola em cima da linha de golo, depois do cabeceamento de Roberto Firmino.

Nos últimos dez minutos, o Liverpool fez de tudo para chegar ao empate. Com algumas alterações, a equipa de Klopp pressionou muito e no último minuto do jogo, Daniel Sturridge, que tinha entrado, marcou um golaço de pé esquerdo e empatou a partida.

O jogo terminou empatado e este empate é o resultado mais justo pelas oportunidades criadas pelo Liverpool na segunda parte. Com este desfecho, quem agradeceu é o Manchester City, de Pep Guardiola que viu assim os rivais perderem dois pontos.

ONZES INICIAIS:

Chelsea FC: Kepa, David Luiz, Rudiger, Azpillicueta, Marcos Alonso, Kovacic (Barkley 81′), N’Golo Kanté, Jorginho, Hazard, Willian (Victor Moses 73′) e Giroud (Morata 65′).

Liverpool FC: Alisson, Van Djik, Arnold, Joe Gomez, Robertson, James Milner (Daniel Sturridge 86′), Henderson (N. Keita 78′), Wijnaldum, Salah (Shaqiri 66′), Firmino e Sadio Mané.

Juventus FC 3-1 SSC Napoli: Ronaldo é homem-assistência em Turim

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Que bela tarde de futebol em Turim! A Juventus recebeu e venceu por 3-1 o Nápoles, no Allianz Stadium, e é cada vez mais líder na Serie A, somando já sete vitórias noutros tantos jogos.

Relativamente ao jogo, foi o Nápoles que entrou com tudo, e, logo aos 6 minutos, Zieliński atirou forte ao poste direito da baliza de Szczęsny. A primeira oportunidade do encontro cabia aos homens de Carlo Ancelotti.

Os napolitanos iam jogando bem, sem dar qualquer hipótese à Juventus, e inevitavelmente acabaram por chegar ao golo: erro grosseiro de Bonucci, com a bola a sobrar para Allan, que de imediato a passou para Callejón; o espanhol, com toda a calma do mundo, colocou de bandeja em Mertens, que só teve de encostar. Estava feito o 1-0 para os visitantes.

A Juve procurava remar contra a pressão avassaladora do meio-campo do Nápoles, mas com muitas dificuldades. A inconformidade de Cristiano Ronaldo era visível, com o português a testar por mais do que uma vez a atenção de Ospina.

E, aos 26 minutos, CR7 acabaria por estar na jogada do empate: trabalho espetacular sobre Hysaj, cruzamento para o coração da área, e Mandžukić a aparecer sozinho para, de cabeça, fuzilar as redes de Ospina. A igualdade estava restabelecida em Turim. Ronaldo fazia a sua terceira assistência pelo clube italiano.

Até ao final do primeiro tempo, a Juventus foi superior, apesar dos muitos passes falhados pelos pupilos de Allegri.

Na segunda parte, a Velha Senhora deu continuidade ao futebol que vinha produzindo, e chegou ao segundo no encontro, aos 49 minutos: remate poderosíssimo de Ronaldo a embater no poste esquerdo da baliza do Nápoles, e a bola a sobrar para os pés de Mandžukić, que, com a baliza à sua mercê, não facilitou. O croata fazia o bis na partida, com Ronaldo a estar novamente na origem do golo.

Fonte: Juventus FC

Aos 58 minutos, um outro português haveria de ser protagonista, mas desta vez pela negativa: falta dura de Mário Rui sobre Dybala, e o árbitro Luca Banti a expulsar o lateral esquerdo do Nápoles. A equipa de Ancelotti ficava reduzida a 10 elementos para a meia hora que se seguia.

Os napolitanos, mesmo com menos um, iam mais uma vez aproximar-se com muito perigo da baliza da Juve: 72 minutos decorridos, 2-1 no marcador e Callejón, na cara de Szczęsny, a não conseguir ser feliz.

Quatro minutos volvidos, e o Nápoles, para cumprir o ditado “quem não marca sofre”, acabou mesmo por conceder o terceiro: canto para o recém-entrado Bernardeschi, Ronaldo a desviar de cabeça para o segundo poste e Bonucci, à ponta de lança, a meter o esférico no fundo das redes. 3-1 para a Juventus, com Cristiano a dizer “presente” mais uma vez.

O internacional português de 33 anos, nos minutos finais, quase que metia o seu nome na ficha de marcadores, mas o resultado permaneceria inalterado. A Velha Senhora arrancou com tudo na liga italiana, e dá ares de quem caminha convictamente para o seu octocampeonato.

 

ONZES INICIAIS:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro; Emre Can (Bentancur 61’), Matuidi, Pjanić; Dybala (Bernardeschi 64’), Mandžukić (Cuadrado 84’), Ronaldo.

SSC Napoli: Ospina, Hysaj, Koulibaly, Albiol, Mário Rui; Allan, Hamšík (Ruiz 69’), Callejón, Zieliński (Malcuit 61’); Insigne, Mertens (Milik 61’).

Moreirense FC 1-0 CD Feirense: Valeu Nenê numa tarde desinspirada

O Moreirense FC regressou às vitórias este sábado depois de bater por 1-0 o CD Feirense. Nenê marcou o único golo numa partida com pouca história.

Um mês e dois dias depois, o Moreirense FC regressou a casa, na ressaca de duas derrotas fora de portas, para defrontar um rival direto na luta pela manutenção: o CD Feirense. Os fogaceiros chegavam a Moreira de Cónegos enquanto melhor defesa do campeonato, mas sem conseguir marcar um golo há 2 jogos..

Ambas as equipas entraram em campo com estreias absolutas no eixo da defesa: Halliche, ex-Estoril, do lado do Moreirense, e Philipe Sampaio, ex- Akhmat Grozny, do lado do Feirense.

Como é habitual em encontros entre equipas que competem pelos mesmos objetivos, o jogo começou lento, com ambas as formações a jogar cautelosamente, quase como que a estudar o adversário e tentar perceber como é que este vai abordar o jogo. A isso juntaram-se algumas paragens devido a queixas musculares, o que também não ajudou ao ritmo do jogo. Dos primeiros 20 minutos apenas uma boa ação de Tiago Silva, que descobriu Edinho a fugir entre os centrais, chamou a atenção das bancadas. O avançado português tentou o chapéu mas a bola acabou por sair bem longe da baliza de Jhonatan.

O jogo assim seguiu, lento, com muitas paragens, até ao intervalo. De assinalar apenas algumas iniciativas individuais dos irrequietos Luís Machado e Pato, sempre sem grande perigo, e um cabeceamento de Halliche a dar seguimento a um canto que passou a centímetros do poste esquerdo de Caio Secco.

Os 1551 adeptos presentes no Parque Comendador Almeida Freitas viram o jogo chegar ao intervalo com um nulo
Fonte: Bola na Rede

Na entrada para a segunda parte, o nulo pareceu deixar de agradar ao Moreirense FC: Mais irrequietos e rápidos nas ações ofensivas, forçaram o Feirense a responder com a mesma intensidade e o jogo, agora com mais espaços para explorar, ganhou algum interesse.

Bilel e Tiago Silva foram os principais obreiros desta mudança no ritmo de jogo. Rápidos, criativos e decididos, foram uma verdadeira dor de cabeça para os defesas. Ainda assim, de ambos os lados, mantinha-se a incapacidade de criar oportunidades de efetivo perigo.

Ao minuto 67 o CD Feirense consegue finalmente provocar um arrepio na espinha de Jhonatan. No seguimento de um canto, a bola sobra para o segundo poste onde Luís Machado estava sozinho. O extremo português, provavelmente deslumbrado com tamanha oportunidade, não conseguiu finalizar.

Estava visto que era nas bolas paradas que o jogo seria decidido. Era unicamente nesses lances que as equipas estavam a conseguir criar perigo. E foi mesmo na sequência de uma bola parada que o marcador foi inaugurado. Depois de um canto, a bola sobrou para D’Alberto que cruzou para o cabeceamento certeiro de Nenê. 1-0 ao minuto 73.

Com o golo, o Moreirense FC continuou a pressionar e Heriberto podia mesmo ter feito o golo ao minuto 76. Bilel descobriu o extremo emprestado pelo SL Benfica isolado, valeu a atenção de Caio Secco à equipa de Santa Maria da Feira.

Aproximava-se a passos largos o final da partida e, naturalmente, o Moreirense FC começou a recuar mais no terreno e a fazer com que o tempo fosse passando. Do outro lado, o CD Feirense não conseguia fazer nada acontecer. Assim foi até ao final da partida. De realçar apenas um cabeceamento de Edinho que testou os reflexos de Jhonatan à passagem do minuto 84.

Com esta vitória o Moreirense FC soma agora sete pontos e sobe à condição ao oitavo lugar. O CD Feirense mantém os oito pontos e o sétimo lugar, também à condição.

Onze inicial Moreirense FC: Jhonatan; Rúben Lima, Ivanildo, Halliche, D’Alberto; Neto, Luom, Pedro Nuno (Chiquinho 64’); Pato (Heribeto 58’), Bilel e Nenê (Abarhoun 89’)

Onze inicial CD Feirense: Caio Secco; Edson Farias, Briseño, Philipe, Vitor Bruno; Tiago Silva, Cris, Crivellaro (Babanco 35’); Sturgeon (Brian 71’), Luís Machado (João Silva 84’) e Edinho

O pequeno Otávio está a tornar-se cada vez maior

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O pequeno “25” do Porto está a ter um dos melhores arranques de temporada da sua carreira. Otávio Edmilson da Silva Monteiro, nasceu no Brasil e tem 23 anos. Desde o início do seu percurso no futebol que só esteve ligado contratualmente a duas equipas. Tudo começou no SC Internacional. Em 2012, com 17 anos, estreou-se a nível profissional. Seis anos depois, a afirmação no FC Porto foi tardia, mas chegou. Otávio é agora um dos melhores jogadores ao serviço dos “azuis e brancos” e tem sido muito importante no esquema tático de Sérgio Conceição.

O “baixinho” do FC Porto nem sempre teve vida fácil no clube. Em 2014, com 19 anos, saiu do clube que o viu crescer para ingressar num dos maiores clubes da Europa. Nessa altura, já era visto como uma jovem promessa brasileira e a SAD portista adquiriu parte do seu passe por 2.5 milhões de euros. Era um grande passo para a carreira de Otávio, que na altura podia mostrar todo o seu potencial nos grandes palcos da Europa. No entanto, Julen Lopetegui, na altura treinador dos dragões, decidiu não utilizar Otávio na equipa principal e, desta forma, o médio foi remetido para a equipa B. Na segunda metade da época, foi emprestado ao Vitória SC, onde conseguiu dar mais nas vistas.

Otávio tem vindo a destacar-se cada vez mais ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

Na temporada seguinte, foi de novo transferido a título de empréstimo para o Vitória de Guimarães. Teve uma temporada em grande, sendo que esteve envolvido em 15 golos da equipa, mais concretamente, fez seis golos e nove assistências. Nuno Espírito Santo viu então potencial no miúdo brasileiro e na temporada 2016/2017 foi utilizado 33 vezes que resultaram em três golos e dez assistências. Nada mau para Otávio, mas a lesão que contraiu a meio da época desmotivou-o e tanto a qualidade como o tempo de jogo não foram regulares.

Na época passada, com Sérgio Conceição no comando da equipa, Otávio esteve um pouco aquém das expetativas muito por culpa das lesões contínuas que sofreu. Foi obrigado a parar 17 jogos e, consequentemente, perdeu a oportunidade de se mostrar a um novo treinador. Ainda assim, ajudou o FC Porto a ser campeão e em 15 jogos na Liga Portuguesa fez dois golos e uma assistência.

Nova temporada para Otávio no FC Porto, nova oportunidade para ser indiscutível na equipa. E pode-se dizer que “Otavinho” (como é conhecido no Brasil) agarrou essa oportunidade com unhas e dentes. Em nove jogos, leva já dois golos e quatro assistências. As suas exibições têm vindo a melhorar de jogo para jogo e sempre que tem a bola é capaz de criar perigo para a baliza adversária. A falta de consistência e regularidade que o jogador sentia é cada vez mais um problema do passado e o brasileiro assenta que nem uma luva no 4-4-2 que Sérgio tem utilizado. Caso não sofra qualquer lesão durante a temporada, tem tudo para se afirmar num dos principais atletas do clube e no futuro ser uma estrela a nível mundial.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Momento verde e branco: O dia em que os milhões não chegaram para fazer história

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Um momento, de facto, verde e branco. No dia 15 de março de 2012 o Sporting foi a Inglaterra disputar a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa. Depois de terem batido o Manchester City na primeira mão em Alvalade com um golo de Xandão, os leões defrontaram os citizens na derradeira partida da eliminatória.

Enquanto Sá Pinto escolheu Rui Patrício, Xandão, Daniel Carriço, Polga, Insúa, Schaars, Pereirinha, Izmaylov, M. Fernández, Capel e Wolfswinkel, Roberto Mancini optou por Joe Hart, Richards, Savic, Touré, Kolarov, Pizarro, Adam Johnson, Yaya Touré, David Silva, Balotelli e Aguero. Duas equipas muito distintas, mas que mesmo assim proporcionaram um excelente espetáculo de futebol.

Com um penalti que ficou por assinalar a seu favor, os homens de Sá Pinto sempre se mostraram muito concentrados, coesos defensivamente e letais no ataque. À passagem da meia hora de jogo o Sporting colocou-se na frente do marcador (e de que forma!). Matigol, na cobrança de um livre direto, atirou forte e colocado. Sem dar hipóteses ao guardião, o médio chileno levou os milhares de adeptos sportinguistas presentes no Etihad.

Pouco depois, aos 40 minutos de jogo, foi a vez de Wolfswinkel ferir os homens de Mancini. Aproveitando um erro de Kolarov, Marat Izmailov viu o avançado holandês à ‘boca da baliza’ e cruzou tenso. Após o cruzamento do russo, o ponta de lança foi exímio e aumentou a vantagem no marcador.

Ao intervalo, o sonho parecia já uma realidade e os milhões de sportinguistas festejavam todos os segundos daquela eliminatória. O Sporting era um claro vencedor e soube travar todos os ímpetos ofensivos dos homens de Mancini.

Contudo, a segunda parte não correu de feição aos homens de Sá Pinto. À passagem da hora de jogo, Touré desmarcou Aguero com um passe soberbo e o avançado argentino, letal e após uma boa receção, atirou a contar, reduzindo assim a vantagem dos leões.

Quinze minutos depois, e já com Jeffren, Renato Neto e Carillo em campo, Balotelli empatou a partida. Após uma falta cometida por Renato Nato já na área, o italiano enganou Rui Patrício e fez o segundo dos homens de Inglaterra. Logo de seguida, Pereirinha viveu um momento arrepiante. Após um choque com o Edin Dzeco, o ala português caiu e deslocou o ombro. Com as três substituições já efetuadas, Pereirinha, hercúleo, jogou o resto da partida bastante condicionado.

O City renasceu com o empate e a nove minutos do fim Aguero bisou na partida: após um canto batido por Kolarov, Dzeco desviou ao primeiro poste e o avançado argentino, completamente solto de marcação, colocou os citizens pela primeira vez na frente do marcador.

O Sporting ainda sofreu muito até ao final e a prova disso momento é o último lance da partida. Já aos 94 minutos, e apenas a um golo de ficar na frente da eliminatória, Joe Hart (sim, o guarda redes!) subiu à área e aproveitando um cruzamento de De Jong cabeceou para uma gigante intervenção de Rui Patrício. Os pensamentos insidiam todos no mesmo: só mesmo o Sporting para ser eliminado graças a um golo do guarda-redes adversário. Porém, a sorte esteve do nosso lado e o destino acabou mesmo por sorrir aos leões.

Foto de Capa: Sporting CP

O Novo Braga de Abel

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Ao longo dos últimos anos o SC Braga tem tido um crescimento exponencial em Portugal. A revolução liderada por António Salvador no clube minhoto, levou a que o SC Braga se assumisse com um dos candidatos ao título, por diversas vezes, nas últimas edições do campeonato.

Desde a chegada de Jesualdo, passando por Jesus, Domingos Paciência, Leonardo Jardim ou Paulo Fonseca, o SC Braga tem conseguido formar e atrair bons treinadores – com alguma inconstância pelo meio.

Abel Ferreira, o homem que comanda as rédeas minhotas é desde há duas temporadas o responsável por uma das equipas que melhor futebol pratica em Portugal. O antigo lateral direito conseguiu acumular bons trabalhos na equipa B dos minhotos que lhe permitiram chegar à ‘cadeira de sonho’ – e depois de uma temporada onde liderou os guerreiros do Minho em cinco partidas e da temporada passada, acima da média, Abel apresenta para esta temporada uma equipa com um estilo de jogo diferente e que poderá estar mais próxima do que nunca de poder ombrear na luta com os três ‘clássicos’ grandes pelo título de campeão nacional.

O Braga de Abel Ferreira parece estar preparado para lutar pelo título até ao fim do campeonato
Fonte: SC Braga

A temporada do SC Braga não começou da melhor forma com a eliminação precoce na 3.ª Pré-eliminatória da Liga Europa frente aos ucranianos do Zorya. O SC Braga demonstrou ter sempre mais argumentos do que os ucranianos mas algum nervosismo acabou por deitar abaixo a equipa liderada por Abel Ferreira.

Depois da primeira vitória no campeonato frente ao CD Nacional, os minhotos foram surpreendidos nos Açores frente ao CD Santa Clara com um empate a três, depois da equipa ter estado em vantagem por igual número de golos. A verdade é que depois disso a equipa conseguiu dar a volta por cima e somou vitórias em todos os jogos disputados. A vitória desta segunda-feira frente ao crónico candidato Sporting CP acabou por confirmar que este Braga de Abel Ferreira está diferente – com mais posse de bola, com mais controlo sobre o jogo, a arriscar menos no jogo mas a consolidar o seu processo defensivo.

O plantel dos minhotos sofreu algumas mexidas mas as pedras basilares mantiveram-se na pedreira – Matheus, entretanto lesionado, Goiano, Raúl Silva, Wilson Eduardo, Esgaio, Horta e Dyego Souza. A estes craques juntaram-se ainda nomes como: Novais, Claudemir, Palhinha, Eduardo Teixeira, Murilo ou Pablo Santos. A equipa do SC Braga está recheada de qualidade e de jogadores que conseguem, individualmente, resolver o jogo – basta ver o caso de Dyego Souza, melhor marcador do campeonato ou de jogadores como Horta e Wilson Eduardo que conseguem acrescentar qualidade e assumir protagonismo em quase todos os jogos.

Dyego Souza tem sido um dos maiores destaques da equipa de Abel e já é o melhor marcador da Primeira Liga
Fonte: SC Braga

Se isso já não bastasse, a equipa funciona como um todo no seu coletivo e é, atualmente, a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. O novo SC Braga de Abel mais cauteloso, mais frio e calculista está mais próximo daquilo que uma equipa grande quer ser. Depois da temporada de 2009/2010 em que Domingos Paciência lutou taco a taco com Jorge Jesus para ser campeão, Abel Ferreira tem tudo para discutir o título com os três grandes.

A juntar à boa prestação do SC Braga há que olhar para um FC Porto que se apresenta uns furos abaixo do que apresentou outrora, um SL Benfica irregular e que ainda está à procura da sua equipa base e de um Sporting CP que está numa nova fase, com um novo presidente e com novas ideias.

Até lá o que podemos afirmar é que este SC Braga vai ser um osso duro de roer. Os guerreiros do Minho prometem lugar até ao final do campeonato pelo título, o que seria inédito. Resta agora saber que roupagem vai assumir a equipa de Abel daqui para a frente, se a equipa vai manter o estilo que tem apresentado neste início de campeonato ou se vai voltar ao estilo de jogo mais vertiginoso da época passada – que apresentou bons espetáculos, mas que aqui e acolá fez a equipa perder pontos desnecessários.

Foto de Capa: SC Braga

Força da Tática: Andaluzia, A Song of Red and Green (Episódio 2)

Clica para leres a PARTE 1

A época passada foi certamente uma das que mais alegrias deu aos adeptos do Betis. Não só pelo apuramento europeu, através do sexto lugar, mas principalmente por a equipa ter acabado a época na frente do Sevilha FC.

Ao comando dos Verdiblancos, continua Quique Setién. Um apaixonado pelo Xadrez, que assume só entender o jogo através da bola. O jogo de posse, dominando adversário através do controlo do corredor central, com a bola em permanente contacto com a relva, recusando a maltratar através do “chutão” para a frente, mesmo quando sobre pressão, são ideias sobre as quais o treinador espanhol não prescinde.

Este amor pelo futebol ofensivo, sempre a “brincar” com o risco, têm um custo. Esse cifrou-se em 61 golos sofridos na época passada, o mesmo número do Málaga que acabou o campeonato na última posição. Se olharmos para o valor nesta época, notamos uma diferença clara já que o Betis apenas sofreu quatro golos em seis jogos. Na minha opinião, isso deve-se ao tempo que Quique Setién teve para trabalhar, nesta pré-época, o sistema 3-4-2-1 que implementou em janeiro quando Bartra chegou ao Benito Villamarín. Mudança que mudou a época dos Verdiblancos, já que antes da chegada de Bartra (e da implementação do 3-4-2-1) ocupavam a 13ª posição com 44 golos sofridos em 21 jogos, ou seja, mais de dois golos sofridos por jogo.

A paixão encontrou a sua ordem

Iniciar a construção desde trás, através dos defesas e do guarda-redes, mesmo sobre pressão e independentemente do adversário, triangulações rápidas, um coletivo sem problemas em assumir o risco. Risco apresenta-se como sendo um ingrediente essencial para Setién, mas havia a necessidade de tornar a equipa mais sólida defensivamente para materializar esse futebol em resultados.

A transferência do 4-3-3 para o 3-5-2 (3-4-2-1) foi essencial para alcançar essa solidez defensiva. Principalmente pelo aumento da solidez defensiva no corredor central, com a colocação de um homem extra. Permite, como vemos em baixo, a saída de um elemento da linha defensiva para pressionar o portador da bola forçando-o a jogar para zonas laterais, sem comprometer a estabilidade do corredor central. Os dois alas laterais, garantem a cobertura dos espaços entre corredores.

Fonte: La Liga

Se compararmos esta imagem com outra, da jornada nº12 da época passada, onde o Betis ainda jogava em 4-3-3, as diferenças são notórias no que diz respeito à solidez defensiva e ocupação do corredor central.

Fonte: La Liga

A invencibilidade de Shaunae Miller-Uibo

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Foi campeã olímpica no Rio em 2016 e conta já com importantes medalhas e troféus no seu palmarés. Nunca, no entanto, Shaunae Miller-Uibo havia tido um ano tão dominador em duas disciplinas em simultâneo, não tendo perdido uma única prova das que participou em todo o 2018! Na distância pela qual é mais conhecida (400 metros) fez a sua melhor marca de sempre e nos 200 metros bateu todos os grandes nomes, incluindo a campeã mundial em título e também a campeã olímpica. O que poderemos esperar da atleta das Bahamas para os desafios que se avizinham?

Uma campeã em formação

Foi a 15 de Abril de 1984 que Shaunae Miller nasceu em Nassau, nas Bahamas, um pequeno país composto por mais de 700 ilhas, com uma população inferior a 400.000 pessoas. Vinda de uma família com ligações ao desporto, desde muito cedo começou a dar nas vistas e já aos 6 anos participava em provas de Atletismo. Com apenas 16, surpreendeu o mundo e tornou-se campeã mundial sub-20 em Moncton na distância dos 400 metros e foi aí que muitos de nós percebemos o diamante que estava por lapidar sob a forma da atleta que ainda hoje confessa ter apenas um sonho: ser a melhor!

Com 16 anos, Miller já era campeã mundial júnior!
Fonte: IAAF

Um ano depois, sem surpresas, foi a Lille vencer os Mundiais no escalão abaixo (de juvenis, sub-18) na mesma distância. Recordar este início da carreira de Miller é, também, perceber que a sua evolução foi contínua e os seus grandes resultados não apareceram apenas na idade adulta. 

A fácil transição, o Ouro Olímpico e o desequilíbrio de Londres

Participou pela primeira vez em eventos globais seniores em 2012 nos Jogos de Londres com apenas 18 anos (lesionou-se e não terminou), mas foi nos Mundiais do ano seguinte, aos 19, que começou a provar que não seria um daqueles casos de difícil transição para atleta sénior. Nesse ano, em Moscovo, foi 4ª classificada, ficando à beira do pódio na prova de 200 – que nem era a sua especialidade – com uns impressionantes 70 metros finais. Olhando para os 3 nomes desse pódio (Shelly-Ann Fraser-Pryce, Murielle Ahouré e Blessing Okagbare) percebe-se o feito de Miller, numa final que tinha também nomes como Allyson Felix (que não terminou, lesionada) ou Jeneba Tarmoh (que foi 5ª). Um ano depois, a sua primeira medalha global apareceu e foi em pista coberta, com o Bronze nos 400 metros dos Mundiais de Sopot. Em 2015 baixou pela primeira vez dos 50 segundos nos 400 metros (em Lausanne com 49.92) e depois foi aos Mundiais de Pequim, conquistar a Prata em 49.67 segundos. Apesar da vitória de Allyson Felix em fantásticos 49.26, a marca de Miller não deixava dúvidas: ela seria a “next big thing” em pista.

Allyson Felix e Shaunae Miller após a final de Pequim
Fonte: IAAF

A manta protectora de um azul carregado de sonhos

Esta é a história recente de um clube que teima em querer fazer história. Esta é a história de um clube que há pouco mais de quatro meses recebia na última jornada da Primeira Liga o Estoril-Praia SAD, sabendo que uma derrota o atiraria de novo para a 2.ª Liga. Esta é a história desse mesmo clube que no dia 13 de Maio de 2018 garantiu, pelo terceiro ano consecutivo, a permanência histórica na Primeira Liga, ao empatar a zero com os estorilistas.

Volvidos quatro meses este clube prepara-se para ter na sua história um novo capítulo: e que capítulo! Um capítulo que se deseja pintado a ouro, com letras azuis, de um azul igual ao céu de Verão. O mesmo céu que tem descido ao Marcolino de Castro em cada dia que a sua equipa ali joga, reflectindo-se nas camisolas azuis de cada um dos seus 11 guerreiros.

Este é o novo capítulo de uma história que se deseja perdurar nas vozes das gentes da Feira mesmo depois da memória se esquecer.

Este capítulo começa numa baliza escondida por um guarda-redes que tem secado quase todas as tentativas (frustradas) de atingir as suas redes.

Um capítulo que na segunda página começa com um extremo agora tornado defesa direito. Com um defesa esquerdo que outrora também ele fora consagrado como homem de ataque. O mesmo homem que saiu há um ano pela porta das traseiras, e que regressa agora pela porta principal.

Uma história que nas páginas centrais prossegue com os cortes de dois defesas tão desconhecidos quanto decisivos na caminhada imperial de uma defesa que tão somente é a menos batida dos Campeonatos Profissionais de Portugal. Uma dupla de todo improvável, ou não fosse um deles à poucos meses um crónico suplente da equipa fogaceira.

A meio deste capítulo, na sua página seis, não cabem “homens de cabedal”. Nesta página viajamos para bem perto, onde habita um homem da casa de seu nome Cris. Formado na Feira, voltou há seis anos e faz do meio campo do Feirense o seu habitat natural.

Estará o CD Feirense a caminho de um feito histórico?
Fonte: CD Feirense

Ainda nas páginas centrais vamos, desta vez, mais além. Aterramos em Cabo Verde, guiados pelos pés de dois homens que são somente os capitães desta história de encantar. Com eles é-nos oferecida a objectividade, a clareza, e o realismo que a ambição também necessita. Nos pés de Babanco, ou mesmo de Marco Soares, está a consciência das necessidades imediatas da equipa a cada momento do jogo numa prova expressa de maturidade.

Esta é a história de uma equipa onde a criatividade rodeia aqueles que outrora foram renegados. Nas páginas onde a fantasia se confunde com o terreno, a bola aconchega-se nos pés de Crivellaro e Tiago Silva. Estes dois médios em uníssono cozinham as delícias que poucos acreditavam ser possíveis de sair dos seus pés.