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5 Jogadores que podem ‘dar o salto’ no mercado de Inverno

Devido à falta de argumentos financeiros dos clubes portugueses, ao aumento do fosso para os gigantes da Europa e às mudanças de estratégia no mercado internacional, as transferências internas são, atualmente, uma realidade cada vez mais frequente.

Longe dos tempos em que Portugal era a porta de entrada dos maiores talentos sul-americanos na Europa (cada vez mais os ‘tubarões’ vão buscar os futuros craques diretamente ao seu país de origem), os clubes lusos são obrigados a virar-se para dentro na hora de procurar reforços.

Assim, depois de casos de sucesso como Marega, Soares ou, mais recentemente, Raphinha, eis cinco jogadores que podem ser os próximos a subir o nível no mercado de Janeiro.

Obrigado, Capitão!

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Luisão, foste um dos jogadores que mais deu a esta casa e, hoje, é o dia de todas as homenagens. 16 anos de águia ao peito, mais de 500 jogos realizados e um recorde de mais títulos com a camisola encarnada (20) não se esquecem tão facilmente e, por este motivo, a que se juntam os golos e toda a contribuição dentro e fora de campo, o teu nome ficará para sempre gravado na história do SL Benfica.

Acreditando ou não, esta decisão era inevitável e, mais tarde ou mais cedo, iria acontecer. Pessoalmente, era um dos que acreditava que este dia não iria chegar. Como benfiquista, custa-me saber da tua despedida, não só pela forte influência que exerceste interna e externamente, mas também por teres sido um jogador verdadeiramente inspirador.

O dia de hoje marca o fim de um longo percurso e o início de outro ainda melhor, com o manto encarnado sempre ao peito, porque benfiquista é benfiquista até morrer.

É um dia para agradecer tudo o que nos deste e fizeste ao longo de 16 anos. És o nosso eterno capitão e uma verdadeira referência para os benfiquistas do passado, presente e futuro.

O capitão vai deixar saudades
Fonte: SL Benfica

É impossível negar o alto impacto da tua presença no seio benfiquista, mesmo quando não estiveste a 100%. Apesar de tudo, és eterno no SL Benfica e ficarás ligado a esta casa para todo o sempre.

Com os teus golos, os benfiquistas vibraram efusivamente. Com a tua presença no centro da defesa, os teus colegas e os nossos adeptos ficaram seguros, porque depositaste neles a confiança necessária para tal. Com a tua despedida, deixas o teu legado, que serve de inspiração para todos os jogadores e equipa técnica que defendem o símbolo encarnado nas mais variadas competições.

No final, sobram os incansáveis agradecimentos da indescritível carreira e do profissional que és, foste e sempre serás, ainda que fora das quatro linhas. Daqui para a frente, só se pode esperar o melhor e que nunca te esqueças dos longos anos que aqui passaste.

As emoções estão à flor da pele de tão especial que é este acontecimento. Acima de tudo, fica o legado e o agradecimento profundo pelo teu trabalho, dedicação e paixão pelo SL Benfica.

Obrigado, Capitão! Obrigado, Luisão!

Foto de Capa: SL Benfica

Diogo Leite e Éder Militão: Diferentes estados de maturação

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Pouco antes do arranque da temporada agora em curso, escrevi neste espaço, um artigo elogioso, mas cauteloso, sobre Diogo Leite. As exibições na pré-época eram satisfatórias e a falta de opções anunciava uma titularidade conquistada não só por competência, mas, também, por necessidade. Mais tarde, o “meteorito” Militão caiu para os lados do Dragão e o jovem português ficou relegado a um papel secundário, tendo sido apenas utilizado, após a estreia do brasileiro, na receção ao Chaves para a Taça da Liga.

Não retiro uma vírgula ao que disse acerca de Diogo Leite. Tem, parece-me, um enorme potencial, mas comete, ainda, erros típicos de quem por cá anda há pouco tempo. Falha, por vezes, no posicionamento, mas é na saída de bola que apresenta as maiores lacunas. Tal como referi na altura, parece-me que os erros se sucedem mais por ansiedade do que por falta de qualidade. Pedi paciência aos responsáveis técnicos do clube e hoje peço serenidade ao Diogo.

Diogo Leite já se estreou a marcar com a camisola principal do FC Porto na vitória sobre o Belenenses. Éder Militão ainda não fez o gosto ao pé (ou cabeça)
Fonte: FC Porto

Éder Militão, apesar de apenas um ano mais velho do que Diogo Leite, chega a Portugal e ao FC Porto com outra maturidade e experiência. Era já uma referência no São Paulo e no Brasileirão é considerado um dos valores mais seguros do país do futebol. As portas da seleção estavam escancaradas e bastou um par de jogos em Portugal para que Tite (selecionador brasileiro) o chamasse ao Escrete (já vai na segunda convocatória seguida). Estava e está, portanto, numa fase bem mais avançada do seu desenvolvimento enquanto futebolista e, consequentemente, mais preparado para as exigências de uma equipa com os pergaminhos do FC Porto.

Militão tem sido, na minha opinião, o melhor jogador da equipa desde que se estreou, sendo a exibição frente ao Schalke 04 para a Liga dos Campeões, o ex libris da sua, ainda curta, estadia na cidade invicta e no clube. Com uma excelente capacidade física, tem excedido as expectativas em todos os capítulos do jogo. Impecável a dobrar Felipe e Alex Telles quando necessário, te demonstrado uma excelente leitura de jogo e enorme competência a nível de posicionamento. Apesar de, tal como Diogo Leite, não ser propriamente alto para a posição que ocupa (186cm) tem dominado com tranquilidade o jogo aéreo e mostra qualidade de passe acima da média. A todas estas valências, acrescenta uma polivalência (pode jogar como defesa direito ou, até, como elemento mais recuado do meio campo) que pode vir a revelar-se extremamente útil para Sérgio Conceição.

Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, parece-me que Militão pode ser uma boa notícia para Diogo Leite, permitindo-lhe trabalhar com mais tranquilidade durante esta temporada, protegendo-o dos exigentes holofotes de uma temporada inteira como titular. Impede-se, assim, que se queimem etapas e poderemos vir a assistir no futuro, quem sabe, a uma dupla composta pelos dois jovens, caso Felipe venha a abandonar o clube em busca de um melhor contrato.

Antes de concluir, resta lembrar que sobram, ainda, Mbemba e Chidozie que acalentam expectativas, nomeadamente no caso do primeiro, de virem a ser pedras importantes ao longo da temporada azul e branca. A saída do nigeriano em Janeiro poderá ser a solução para a sobrelotação do eixo central portista.
Em suma, são dois jovens com excelentes qualidades e enorme potencial que se encontram em estados de maturação distintos e que, certamente, darão muitas alegrias aos adeptos do FC Porto. Um já no curto-prazo (Éder Militão) e outro (Diogo Leite) como aposta de futuro.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. O destaque positivo vai para o Andebol que conseguiu uma importantíssima vitória na Rússia, sendo que no campo negativo surge o Futebol masculino que sofreu a primeira derrota oficial da temporada.

Andebol | Mais dois triunfos para os Bicampeões Nacionais: 35-20 (17-9 ao intervalo) frente ao AC Fafe na quarta jornada da primeira fase do Campeonato Nacional e 22-23 (14-10 ao intervalo) no reduto do Chekhovskie Medvedi, com a turma verde e branca a selar uma épica reviravolta com um parcial de 5 golos sem resposta nos últimos cinco minutos, sendo o derradeiro tento apontado por Carlos Ruesga numa impressionante execução na marcação de um livre de 9 metros, último lance da partida. Seguem-se mais dois encontros: deslocação ao reduto do FC Porto (Quarta-Feira, 26 de Setembro, 20h30) e recepção ao Bjerringbro-Silkeborg (Sábado, 29 de Setembro, 18h30).

Ciclismo | O Sporting CP terminou a segunda Volta à China no nono lugar a dois minutos e 17 segundos do vencedor. Individualmente, o ciclista leonino Alex Marque foi o vencedor da prova.

Futebol feminino | As Bicampeãs Nacionais venceram o CF Benfica por 0-1 na segunda jornada do Campeonato Nacional, com o golo a surgir aos 85 minutos de jogo por intermédio de Carlyn Baldwin. Na próxima jornada as Leoas recebem o GD Estoril, estando o encontro marcado para as 15 horas de 14 de Outubro, Domingo, no Estádio da Academia Sporting.

Futebol masculino | Semana com resultados distintos para a formação orientada por José Peseiro: vitória para a Liga Europa na recepção ao Karabakh por 2-0 e derrota para o Campeonato Nacional no terreno do SC Braga por 1-0. Segue-se a recepção ao CS Marítimo no dia 29 de Setembro, Sábado, pelas 21 horas.

Cavinato em destaque na goleada do Futsal!
Fonte: Sporting CP

Futsal masculino | Os Tricampeões Nacionais golearam o CF Unidos Pinheirense por 0-7 na segunda jornada da fase regular do Campeonato Nacional. Os golos da partida foram apontados por Leo, Cavinato (5) e Merlim. Segue-se a recepção à AD Modicus Sandim, com o encontro a estar marcado para as 16 horas de 30 de Setembro, Domingo, no Pavilhão João Rocha.

Hóquei em Patins | Os Campeões Nacionais prosseguiram os trabalhos de preparação para a temporada que se avizinha com mais quatro encontros de preparação:

USC Paredes 0-8 Sporting CP

CI Sagres 3-10 Sporting CP

Sporting CP 2-3 UD Oliveirense – 2.º classificado do Torneio Cidade do Porto

Sporting CP 3-2 SC Tomar – Troféu Stromp

Seguem-se os últimos três encontros de carácter particular, a contar para a Elite Cup, sendo que nos quartos-de-final os Leões defrontam o HC Turquel.

Paintball | Caiu o pano sobre o Campeonato Nacional, com os Leões a terminarem a prova no 3.º posto da tabela classificativa, com 424 pontos somados.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O xadrez leonino: como se mexem as peças de Peseiro (Parte 2)

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Na primeira parte do texto, abordámos alguns aspetos táticos visíveis pelos pupilos de José Peseiro neste inicio de temporada. Analisámos as rotinas e o processo defensivo dos leões e agora iremos continuar a analisar esses aspetos, mas mais focados na vertente ofensiva e na sua organização.

A nível ofensivo a equipa tem estado melhor, mas não muito melhor. Apesar de contar com uma média de dois golos por jogo, existem muitas dificuldades em chegar ao golo. Na pré-época as ideias de Peseiro passariam por ter um estilo de jogo mais vertical e vertiginoso e tinha jogadores para isso, era visível um 4x2x3x1 que se transformava em 3x4x3 muitas vezes, dando espaço para os laterais se projetarem nas laterais e permitindo aos extremos procurarem espaços mais interiores. Esse arriscar que criava espaços e tabelas, onde tínhamos opções de passe sempre perto do portador da bola, que apesar de criar desequilíbrios defensivos, dava frutos a nível ofensivo, parece ter dado um passo atrás. A equipa vive muito das individualidades e dos desequilíbrios que os jogadores mais técnicos conseguem criar. Montero tem estado a um bom nível, bastante ativo e móvel, saindo da zona do ponta de lança quer seja para buscar jogo ao meio ou nas linhas, permite aos extremos procurarem mais zonas interiores, ainda que se perca uma maior referencia na área. Este dinamismo e com a chegada também dos médios, principalmente Bruno Fernandes, ou dos laterais nas sobreposições, tem sido uma das vantagens e se não a única maneira do Sporting chegar aos golos.

Nos primeiros jogos da época, era visível o número 6 – neste caso seria Battaglia – baixar para o meio dos centrais a buscar jogo. Ultimamente essa ideia de jogo parece ter mudado. É visível agora os centrais procurarem sair a jogar, tentando conduzir a bola. Os médios centros ficam muito estáticos, ou seja, não existe a tal referência e o baixar para procurar jogo, ficando um jogo sem ideias e menos fluido, sendo necessário recorrer ao jogo directo. No jogo do Sporting-Feirense deu para observar isso várias vezes. Os centrais ou quem estivesse na primeira fase de construção despejava muitas bolas directas, demonstrando que o Sporting estava sem ideias. Sendo Montero um pouco fraco nos duelos, o Feirense foi ganhado sempre no jogo aéreo e depois também as segundas bolas. Reparando nisso, sobretudo na segunda parte do jogo, na saída de bola de Salin os homens da Feira, pressionavam os centrais do Sporting, obrigando Salin a bater longo, sabendo então que iriam ganhar os duelos. O Sporting chega ao golo na sua melhor jogada do encontro, onde foi tudo definido com critério e com passes curtos, onde Jovane finalizou.

Mathieu descobre Bruno Fernandes entrelinhas, deixando logo 3 homens do Qarabag – visíveis no meio da imagem – de fora do lance
Fonte: Frame SIC

Como já foi dito, as melhores jogadas do Sporting têm sido fruto das individualidades. No último jogo com o Qarabag, no segundo golo foi Montero que não deu o lance por perdido e demonstrando toda a sua técnica criou praticamente 70% do golo. No entanto, olhando para o primeiro golo é fácil de perceber quem são os envolvidos no lance e relembrar o que destaquei no inicio do texto: Mathieu, Bruno Fernandes, Nani e no final Raphinha. Os tais jogadores de maior qualidade individual que se destacam dos demais.

Em suma, o Sporting tem apresentado melhores resultados que propriamente níveis exibicionais. Existem lacunas defensivas e muito poucas ideias a nível ofensivo e coletivo. Apesar da pausa internacional ter feito bem ao Sporting, pois foi visível que a coesão era outra, sobretudo comparando o jogo contra o Feirense e agora os dois contra Marítimo e Qarabag, a equipa vive muito refém do que as individualidades podem dar ao jogo. Vejo uma equipa pouco dinâmica, com os médios muito estáticos, principalmente o 6 e o 8 – Battaglia e Gudelj – que não se mostram muito ao jogo, não dando linhas de passe, fazendo ou que os centrais batam longo ou com que a equipa seja obrigada a jogar por fora pelos laterais. Vejo uma equipa que não consegue diversificar o seu jogo, aparecendo apenas a espaços durante a partida. Jovane Cabral tem feito a diferença quando entra, pois consegue mexer com o jogo, acrescentando o que falta à equipa: velocidade – acredito que quando joga a titular não rende tanto. Battaglia garante mais agressividade no miolo, mas faz a equipa perder critério na saída de bola e na primeira fase de construção, limitando as ações da equipa. Creio que existem jogos em que a dupla poderia ser perfeitamente Wendel e Gudelj, ou até mesmo baixar Bruno Fernandes para o meio, para ter mais critério na saída de bola e mais ideias, podendo Nani fazer a ligação ao avançado em zonas mais centrais e não jogar tão colado à linha.

O onze que o Sporting deverá apresentar na próxima partida, e que em virtude de algumas lesões, será o onze tipo do Sporting para os próximos encontros. Nani e Raphinha procuram trocar de lados com o decorrer do jogo, tendo uma maior liberdade criativa

Esta falta de ideias e este jogo mais parado irá prejudicar o Sporting contra as equipas mais pequenas e mais fechadas, pois não havendo criatividade, a equipa defendendo mais baixa, coesa e compacta, irá complicar o Sporting pois irá procurar usufruir bastante do jogo direto e sobretudo agora que não conta o Bas Dost, terá ainda mais dificuldades.

A verdade é que com resultados a motivação é outra e as coisas saem com maior naturalidade e as vitórias dão confiança, mas é notório que existe ainda muito espaço para melhorar e José Peseiro terá de meter mãos à obra, alterando este Sporting de pouca construção para um Sporting de ideias e de criatividade, um Sporting que terá de lutar para não perder o comboio da frente e conquistar o que todos querem: o campeonato nacional.

Foto de Capa: Sporting CP

Até onde vai o D’Agosto na Liga dos Campeões?

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O passado dia 21 de setembro foi um dia importante para o futebol angolano: o 1.º de Agosto conseguiu assegurar presença nas meias-finais da Liga dos Campeões africana. Pela primeira vez na sua história, o clube militar conseguiu chegar a uma fase tão adiantada da prova de clubes mais importante do continente africano, o que é um feito importante para esta equipa, que tem vindo a assentar a sua posição como a “Melhor Equipa Angolana”, ao vencer as últimas três edições do Girabola.

A jogar a segunda mão no estádio do TP Mazembe da Rep. Democrática do Congo, os comandados de Zoran Maki estavam obrigados a marcar fora, depois de terem empatado a zero no seu terreno. E o jogo começou da pior forma para o campeão angolano, já que os congoleses se adiantaram no marcador logo nos primeiros 15 minutos, graças ao golo de Muleka, mas a reação militar surgiu por intermédio de Mongo, ao minuto 34, que num excelente remate, após um livre ensaiado, empatou a eliminatória. Mas a passagem do D’Agosto foi de proporções épicas graças a um nome: Tony Cabaça. O guardião angolano protagonizou uma assombrosa exibição, defendendo tudo o que havia para defender e, sobretudo, parou duas grandes penalidades, que lhe valeram não só o título de “Melhor em Campo”, mas também a possibilidade de figurar no Onze Ideal para a CAF, a organização que tutela o futebol em África.

Tony Cabaça foi a figura do jogo em Lubumbashi, ao defender duas grandes penalidades                    Fonte: 1.º de Agosto

A passagem à próxima fase além de merecida, pode ser justificada pelo excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela direção do 1.º de Agosto, que, ano após ano, tem conseguido formar uma equipa baseada em dois pilares (experiência com juventude), que além de ser a atual força dominante em Angola, começa a dar cartas fora de portas da banda, e a prova disso mesmo está no apuramento histórico para as meias-finais da Liga dos Campeões.

O próximo obstáculo no percurso do 1.º Agosto até à final é o Espérance de Tunis da Tunísia, que eliminou o Étoile Sahel também da Tunísia. É uma equipa que na atual edição da prova tem tido um percurso quase imaculado: em 12 jogos, perdeu só uma vez e sofreu apenas seis golos, o que demonstra que o Espérance tem uma boa organização defensiva, aliada à qualidade ofensiva evidenciada nos jogos com 18 golos marcados. O clube tunisino, ao contrário do D’Agosto, tem historial na Liga dos Campeões, uma vez que já venceu esta competição por duas vezes (1994 e 2011), o que prova que o próximo obstáculo do atual tricampeão angolano não será nada fácil.

Com a primeira mão a ser disputada no dia 2 de outubro, o certo é que o 1.º de Agosto terá de batalhar imenso caso queira atingir a presença na Final da Liga dos Campeões, o que acontecer seria ainda mais épico para o único representante angolano nas competições africanas. Será o D’Agosto capaz de ultrapassar o Espérance de Tunis? Como se costuma dizer, o sonho comanda a vida, e o certo é que os comandados de Zoran Maki puseram os seus fiéis adeptos a sonhar com a ida à Final…veremos até onde vai o conjunto militar na Liga dos Campeões!

Foto de Capa: 1.º de Agosto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

São Paulo, Palmeiras e Internacional são as melhores equipes do Brasileirão

O Campeonato Brasileiro de 2018 já é o mais disputado da era dos pontos corridos no país, tendo à 26ª jornada três equipas com chances reais de conquistar o título: São Paulo, Palmeiras e Internacional. Com toda esta disputa, alguns detalhes acabam por fazer muita diferença, como o tamanho do plantel e as competições simultâneas em que algumas equipas estão a participar.

O São Paulo, líder da competição com 50 pontos já esteve em situação bem melhor, mas agora tem somente um ponto a mais do que o vice-líder e o terceiro colocado, Palmeiras e Internacional respectivamente. A equipe paulista está pressionada e precisa de dar uma resposta positiva ao seus adeptos, já que empatou duas vezes nos últimos dois jogos. O que pesa em favor da equipa do Morumbi é que a sua atenção está voltada apenas para o Brasileirão, ao contrário das outras equipas que estão na luta pelo título.

O Palmeiras, único dos cinco possíveis campeões que tem ainda chances reais em três competições simultâneas – Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores – é a equipa que mais cresce no campeonato. Mesmo usando o onze secundário nos jogos do Brasileirão a equipa de Luiz Felipe Scolari vtem vindo a obter bons resultados e não perde há 11 jogos. Na vice-liderança, a equipe alviverde terá um confronto direto com o líder São Paulo daqui a duas jornadas, jogo no qual poderá assumir a liderança da competição. Uma das principais dificuldades do Palmeiras é manter a intensidade nas três provas que disputa, mas por enquanto tem-se dado bem com essa situação.

Disputa de bola no jogo entre Internacional x Palmeiras,  válido pela 21.ª rodada do Brasileirão
Fonte: SE Palmeiras

Já o Internacional, que já chegou a ser líder do Brasileirão, hoje ocupa a terceira posto e procura voltar ao topo. Assim como o São Paulo, a equipa gaúcha oscilou nos dois últimos jogos. A queda de rendimento deve-se ao desgaste físico dos jogadores, uma vez que o banco do Inter não está ao mesmo nível do onze inicial.

Vale salientar ainda que o Flamengo e o Grémio, respectivamente 4.º e 5.º classificados, também sonham com o título e ao faltarem doze partidas para o fim do campeonato tudo pode acontecer.

As próximas jornadas do Brasileirão certamente serão emocionantes, disputadas ponto a ponto, num campeonato que será decidido apenas nos últimos instantes. Vale muito a pena acompanhar o que resta do Brasileirão 2018.

Foto de Capa: São Paulo FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

SC Braga 1-0 Sporting CP: Candidatura ao título apresentada

Com o SL Benfica a ter derrotado o CD Aves, a receção do Braga ao Sporting não era só um jogo entre candidatos aos lugares cimeiros, mas também um teste à capacidade de ambas as equipas de continuar a ombrear com os encarnados no topo da tabela. De ambos os lados, os destaques nos onzes iniciais eram as ausências, especialmente dos lesionados Bas Dost, Mathieu e Raul Silva e de Palhinha, impedido de jogar por estar emprestado pelos verde e brancos aos arsenalistas. Por outro lado, Paulinho estava no banco bracarense e poderia finalmente estrear-se esta época, após paragem por lesão.

Os da casa começaram melhor e dominaram os primeiros minutos da partida e só por volta do quarto de hora se estabeleceu algum equilíbrio e também o primeiro lance de perigo, com um excelente remate de Raphinha à entrada da área, que saiu ligeiramente por cima da barra. Esta seria a tónica do resto da primeira metade, com forças bastante equiparadas e apenas um ou outro lance a assustar os guarda-redes. Em destaque, um remate bracarense ao lado aos 29 minutos e uma excelente defesa de Tiago Sá aos 35’ a um cabeceamento após livre. Também de referir, uma saída mal calculada de Salin pouco depois, mas que não causou grandes danos.

O segundo tempo começou da mesma forma, mas aqueceu aos 56 minutos, quando uma grande arrancada de Dyego Sousa apenas foi parada por uma intervenção de qualidade de Salin. A partida começava a abrir mais e aos 64’, num rápido contra-ataque, o Sporting ficou a centímetros de inaugurar o marcador. E, como quem não marca, sofre, Dyego Sousa deu vantagem ao Braga passados dois minutos. Após vários ressaltos, a bola foi parar a Eduardo Teixeira que com um excelente trabalho na ala colocou a bola à disposição do avançado brasileiro que só teve de encostar.

Dyego Sousa marcou, mas foi Eduardo quem construiu o golo
Fonte: SC Braga

José Peseiro recorreu ao banco para tentar dar uma outra corrente ao jogo, mas o Sporting não conseguia mais que assustar, ainda que Jovane Cabral tenha estado bem perto, valeu Tiago Sá. Mas, no contra-ataque até podia ter sido o Braga a aumentar a diferença. O resultado não se alterou e o Braga voltou a derrotar o Sporting em casa, afirmando inequivocamente a sua candidatura ao título. 

E assim terminou uma boa partida de futebol, mas com muito poucos nas bancadas. Apenas 16 mil espectadores para um jogo entre candidatos ao título é um mau sinal para o futebol português.

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 79‘), Novais, Claudemir, Esgaio; Wilson Eduardo (Eduardo Teixeira 61’), Dyego Sousa (Fransergio  85‘)

Sporting CP: Salin; Ristovski, Coates, André Pinto, Acuña; Battaglia, Gudelj (Diaby 85’), Bruno Fernandes; Nani (Jovane Cabral 71’), Raphinha, Montero (Castaignos 71’)

‘The Best’: Hegemonia Messi-Ronaldo terminada

Londres voltou a receber, mais um ano, a elite do futebol mundial. A capital do país que outrora nos deu este apaixonante desporto, é agora o palco onde se presta homenagem a quem mais se destacou, individualmente, na passada temporada desportiva.

Este ano prometia ser especial, e foi. O prémio de futebolista europeu do ano já deixava antever que este podia ser o ano da transição em termos de prémios individuais e a FIFA decidiu seguiu o exemplo da UEFA, atribuindo o prémio de melhor futebolista do mundo ao astro croata, Modrić. Um ciclo de 10 anos foi quebrado. Pela primeira vez, desde 2008, nem Messi nem Ronaldo subiram ao palco do Royal Festival Hall para dar o seu discurso de coroação.

O dia de hoje é, por isso, um dia “estranho” para os adeptos de futebol. Este não deixa, no entanto, de ser o dia de Luka Modrić. Um prémio que assinala a excelente época que o mágico croata realizou ao ter ganho a Liga dos Campeões, ao serviço do Real Madrid, e de ter chegado à final do Mundial 2018, com a “sua” Croácia. Pode-se dizer que a excelência e a mestria foram galardoadas por um prémio que nos últimos anos tinha vindo a premiar principalmente quem marca golos. O Modrić fechou assim a temporada transata com chave de ouro, no que a prémios individuais diz respeito, o croata, para além de vencer o ‘The Best’, venceu o prémio de melhor jogador do Mundial 2018 e de melhor futebolista europeu do ano.

Modrić era o vencedor esperado da noite
Fonte: FIFA

Os croatas têm agora um motivo para festejar depois tristeza da derrota na final do Mundial 2018, eles que já tinham visto Davor Šuker ficar bem perto de ser coroado o melhor do mundo, terceiro lugar no FIFA World Player of the Year 1998 e segundo lugar no prémio atribuído pela France Football, Ballon d’Or.

A Croácia pode por isso afirmar hoje orgulhosamente: O melhor do mundo é nosso, é croata!

 

 Foto de capa: FIFA

O xadrez leonino: como se mexem as peças de Peseiro

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Após uns meses conturbados, possivelmente um dos períodos mais negros da história do clube, num período de alguma desconfiança a começar por despedimento de treinadores, agressões, mudança de direção, entre outros, é com uma grande vitalidade e com grande esperança e confiança, que o novo leão respira em Alvalade. Um novo presidente, um novo ciclo, mas com os mesmos objetivos de sempre. Apesar de ainda só se terem jogado quatro jogos para o campeonato, há uns meses atrás, ninguém esperaria que José Peseiro – uma escolha muito criticada no universo leonino – estivesse a liderar o rumo dos acontecimentos desta forma. Iremos olhar para isso, analisando os jogos, os jogadores e destacando os aspetos positivos e os aspetos negativos e aquilo que existe para melhorar.

O Sporting começou com uma enorme expectativa o seu campeonato, onde todos esperavam ansiosamente para ver o comportamento do clube face aos acontecimentos que tinha sido vitima, para ver se o clube realmente teria força para se reerguer. E foi aí que o Sporting disse presente. Foi aí que o Sporting começou a justificar que não merecia tantas críticas como as que teve. Como referi, o Sporting conta então com quatro jogos para o campeonato, onde obteve três vitórias – Moreirense (fora), Setúbal (casa) e Feirense (casa) e com um empate frente ao eterno rival Benfica, obtido no Estádio da Luz. Podemos verificar que o sistema de jogo de José Peseiro se baseia num 4x2x3x1 mas que poderá por vezes se metamorfosear num 4x4x1x1 ou num 4x4x2, dependendo do adversário, das opções disponíveis ou também mudando por exemplo da organização ofensiva para a organização defensiva. Ao longo destes quatro jogos, os onze escolhidos sofreram algumas alterações, fruto de algumas lesões ou de contratações que chegaram mais tarde e sem ritmo. A verdade é que apesar do Sporting chegar à quinta jornada – onde jogará contra o SC Braga na Pedreira – com bons resultados e o plantel estar cada vez mais motivado face a esses mesmos resultados, é bem visível a falta de qualidade de jogo em muitos dos momentos por parte da equipa do Sporting, sendo que existem vários aspetos a melhorar no que toca a organização da equipa em campo tanto ofensivamente como defensivamente.

Peseiro não foi uma escolha consensual dentro do ambiente leonino
Fonte: Sporting CP

Neste momento, é importante realçar que apesar de não existirem tantas ideias de jogo, de por vezes a equipa parecer meio desconectada e apesar de existir vontade, raça e querer fazer as coisas bem e ganhar, o Sporting vive muito das individualidades dos jogadores e do que eles são capazes de fazer nos momentos cruciais, nos momentos em que de facto conseguem fazer a diferença. Temos por exemplo Bruno Fernandes, Bas Dost, Nani, Montero ou até mesmo Mathieu, que possuem uma capacidade de classe mundial capaz de fazer diferença ou contar ainda com a versatilidade, velocidade, capacidade de decisão, fluidez e capacidade para mexer com o jogo por parte de Raphinha ou Jovane Cabral. O Sporting pagou muito pela pré-época atípica que teve e está a pagar por isso, com falta de coesão e por vezes de intensidade no jogo, algo que por exemplo Benfica e Porto estão num nível muito superior.