Início Site Página 10690

A dificuldad(€) de consumir desporto em Portugal

Pouco antes de entrarmos no século XXI, a Sport TV apresentou-se ao público nacional e tornou-se no primeiro e único canal premium desportivo em Portugal, com transmissões das competições e principais ligas europeias, assim como algumas modalidades, desportos motorizados e de combate. Contudo,20 anos depois, a Sport TV perde o monopólio que detinha fruto da entrada de uma nova empresa “neste jogo” das transmissões televisivas, a Eleven Sports.

Danny Menken, diretor-geral da Eleven Sports, é bastante claro acerca das pretensões da empresa para o mercado português, afirmando que a Eleven Sports tem como principal objetivo a longo prazo adquirir 100% da distribuição dos conteúdos desportivos e começou desde já a trilhar esse caminho ao assegurar os direitos televisivos para Portugal da Liga dos Campeões, da Youth League,da liga espanhola de futebol e de basquetebol, da liga francesa de futebol, da primeira e segunda divisão alemã de futebol, da liga escocesa de futebol, da liga belga de futebol, a Fórmula 1, 2 e 3 (a partir de 2019), a NFL, vários desportos de combate, o PGA EuroPro Golf Tour, a Barça TV, a Juventus TV e a Arsenal TV.

Menken revela ainda que este é um canal que prima pela diferença no comentário desportivo:  “os fatos e as gravatas vão dar lugar ao estilo informal” e o objetivo passará por fazer as pessoas felizes ao verem desporto, esquecendo assim o comentário rígido, antiquado e político que muitas vezes se assiste em Portugal.

Este é um panorama já vivido noutros países, com a Eleven Sports a revelar-se  muito forte financeiramente e com desejos de se internacionalizar olhando para cada país como um alvo específico. Na Polónia, por exemplo, era o Canal+ que há mais de 25 anos dominava na transmissão televisiva dos conteúdos desportivos, porém após o acordo entre a Eleven Sports e todos os operadores polacos, constatou-se uma alteração desta conjuntura que fixa hoje o seguinte dado estatístico: o Canal+ conta com 1.2 milhões de assinantes, perdendo para a Eleven Sports que já ultrapassa a barreira dos dois milhões.

Em Portugal, a grande oportunidade foi a Liga dos Campeões e a estratégia de convencer o público português passou por deter os direitos da principal competição europeia de clubes. À data deste artigo, a Eleven Sports apenas chegou a acordo com a Nowo e é a plataforma online que representa o maior número de subscrições, mas é possível desde já perspetivar que assim que haja acordo entre este novo canal e os principais operadores, vamos assistir a uma revolução no cenário do desporto televisivo.

Colocando o foco nos principais intervenientes, os espetadores, concluímos que pode ficar bastante caro assistir a futebol e a todos os restantes desportos, isto porque a Sport TV não recuou no custo da sua mensalidade e, no caso de os fãs desejarem continuar a ver na integra tudo o que viam, terão que adicionar às suas habituais despesas a subscrição da Eleven Sports.

Por último, destacar o desporto rei nesta questão…

Fonte: FPF

Afinal onde é que se vê futebol em Portugal?

Primeira Liga: Sport TV (exceto jogos do SL Benfica em casa, que são transmitidos na BTV)

Taça de Portugal/Supertaça Cândido de Oliveira: RTP

Taça da Liga: Sport TV

Premier League: Sport TV

Serie A: Sport TV

La Liga: Eleven Sports

Bundesliga: Eleven Sports

Ligue 1: Eleven Sports

Jupiler Pro League: Eleven Sports

Liga dos Campeões: Eleven Sports (a TVI vai transmitir um jogo por dia de jogo durante a fase de grupos)

Liga Europa: Sport TV (SIC transmite um jogo por jornada)

 

 

Foto de Capa: FC Schalke 04

 

Belenenses SAD 0–3 SC Braga: O topo da Liga é dos Guerreiros

0

Ao final da sexta jornada do campeonato, o Braga é o líder campeonato português e continua sem saber o que é perder. A equipa minhota venceu no Estádio Nacional do Jamor o Belenenses SAD por três golos sem resposta.

Primeiro tempo começa com ambas as equipas a querer deter a posse de bola. Lances de perigo só começam a surgir à entrada do quarto de hora de jogo no Jamor e foram para a equipa da casa. Minuto 13, cruzamento de Licá vindo da direita e Keita acerta mal perto do segundo poste da baliza do Braga.

Seis minutos depois, os arsenalistas começam a explorar muito bem as costas da defensiva do Belenenses, chegando muito rápido à baliza.  Marcelo Goiano rouba a bola a Fredy e passa logo para Dyego Sousa perto do meio campo. O avançado brasileiro passa de primeira para Wilson Eduardo, já isolado. Muriel defende no frente a frente com o camisola 7 bracarense.

O Belenenses tem as melhores oportunidades da partida no minuto 22. Gonçalo Silva cabeceia ao poste – a partir de um cruzamento de Dálcio após receber a bola de um canto curto – e à barra – após o esférico ter sido aliviado para a faixa direita do ataque. Muito azar para a equipa de cruz de Cristo.

Não marcou o Belenenses, marcou o Sporting de Braga e nunca mais se viu a equipa de Belém em toda a primeira parte. Minuto 26 e chega o golo que Wilson Eduardo já ia procurando (0-1). O avançado adiantou-se bem à marcação de Sasso para encostar ao golo após um cruzamento vindo da esquerda por Ricardo Horta, que viria a estar em destaque nos minutos seguintes.

Depois da assistência, o golo de Ricardo Horta, mas o protagonista foi Muriel. O guarda redes adianta-se a um passe longo do Braga para cortar com o peito. Uma hesitação do brasileiro fez Dyego Sousa conseguir ficar com a bola e subir até ao lado esquerdo da pequena área. Vários jogadores do Braga chegavam no entretanto à área e o avançado entrega para Horta fuzilar e dilatar a vantagem (0-2).

Wilson Eduardo no momento que faz o 0-3 a favor do SC Braga.
Fonte: Bola na Rede

O Belenenses já não sofria golos há duas jornadas, desde o jogo louco contra o FC Porto que terminou 2-3 a favor dos «dragões» no último minuto. Nos últimos dois encontros do campeonato, tinha empatado a zero em casa com o Vitória Futebol Clube e na ilha da Madeira, frente ao Marítimo.

O segundo golo do Sp. Braga foi o atenuar do desânimo da equipa do Belenenses em campo a meio da primeira parte. As bolas ao ferro podiam ter dado o golo que colocaria os lisboetas em vantagem, mas isso não aconteceu. O Braga explorou muito bem as costas do quarteto defensivo do conjunto de Belém, destacando a disponibilidade e entrega de Ricardo Horta, Dyego Sousa e Wilson Eduardo no jogo. Por outro lado, o Belenenses ficava algo nervoso em partir para o ataque e até iniciar pressão alta na primeira fase de construção do adversário. Ainda antes de terminar a primeira parte, Dyego Sousa e Ricardo Horta efetuaram um remate perigoso cada por cima da baliza de Muriel.

Centenas de adeptos do SC Braga agitaram o ambiente no Jamor.
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou como terminou a primeira. O Braga teve a partida absolutamente controlada a seu favor e ainda conseguiu fazer mais um golo, com Muriel – guarda-redes adversário – a surgir novamente como protagonista. O guardião derruba Ricardo Horta no lado esquerdo da área (há dúvidas se há de facto falta dentro de área) e o árbitro Fábio Veríssimo não teve dúvidas em marcar grande penalidade. Wilson Eduardo converteu com sucesso (3-0).

O Belenenses ainda marcou num lance de excelente execução por parte de Keita aos 85 minutos, que conseguiu fazer um chapéu a Tiago Sá rematando ainda com a bola no ar. No entanto, estava fora de jogo. Mais uma machadada na motivação do Belenenses nesta partida que tinha entrado muito bem, mas foi o Braga a vencer confortavelmente procurando fraquezas do adversário na altura certa. A próxima jornada dos bracarenses será em casa, frente ao Rio Ave, enquanto o FC Porto (com menos 1 ponto) desloca-se ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica.

Onzes iniciais:

Belenenses SAD: Muriel; Sagna, Gonçalo Silva, Sasso e Reinildo; Nuno Coelho (Zakaria 71’), Lucca, Dálcio (Matija Ljujic 45’); Fredy, Licá (Henrique Almeida 59’) e Keita.

SC Braga: Tiago Sá; Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo e Sequeira; Claudemir, João Novais, Ricardo Horta (Fábio Martins 82’) e Esgaio; Wilson Eduardo (Eduardo 73’) e Dyego Sousa (Paulinho 63’).

FC Porto 5-6 (GP) FC Barcelona: Grandes penalidades dão continuidade ao enguiço

0

Numa final entre Barcelona e Porto são cinco contra cinco e no final ganham os blaugrana. Infelizmente, para os adeptos portistas, os dragões voltaram a perder uma final diante dos espanhóis. Desta feita, a prova em questão foi a Taça Continental e apesar do jogo ter terminado empatado a 3-3 após o fim do tempo regulamentar e do prolongamento, as grandes penalidades acabaram por cair para o lado dos catalães, que marcaram três, contra, somente, dois dos azuis e brancos.

A partida teve um início animado, com ambos os conjuntos a estudarem-se mutuamente, sem que nenhuma das equipas tivesse conseguido superar a posta defensiva do adversário.

Apesar da teórica superioridade do Barcelona, foi o Porto quem mais procurou pegar no jogo e criar oportunidades para marcar, fossem as mesmas através de uma iniciativa individual ou lances coletivos. Mais na expetativa e na busca de aproveitar os erros do conjunto azul e branco, os blaugrana, quando em posse ou em situação de contra-ataque, não estavam a conseguir penetrar na organizada defesa azul e branca.

Sem conseguir perfurar a defesa espanhola, o Porto começou a fazer uso de uma das duas principais armas. As stickadas de meia distância para um desvio em cima da baliza. No entanto, as tentativas de Hélder Nunes, Gonçalo Alves e, mais tarde, de Poka, deram algum trabalho a Egurrola, mas não surtiram em qualquer fruto.

Com o avançar do relógio, o Barcelona foi conseguindo equilibrar o encontro, tendo melhorado a nível defensivo, permitindo cada vez menos movimentações ao Porto. No que diz respeito ao ataque, as melhorias também foram notórias e após um lance em que Poka obrigou Egurrola a uma enorme intervenção, Ignacio Alabart, no seguimento do jogo, fez o 1-0 através de uma bola enrolada.

Em desvantagem, o Porto foi à procura da igualdade e com cerca de seis minutos para o intervalo dispôs de uma grande oportunidade, em virtude de um cartão azul visto por Nil Roca, após uma falta cometida sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a conversão do livre-direto, tendo stickado de primeira para a defesa do guardião dos blaugrana.

Segundos depois de ter começado o período de underplay do Barcelona, Edu Castro, técnico dos espanhóis, viu um cartão azul por protestos. Algo que fez o Porto beneficiar de um novo livre-direto. Desta feita, foi Gonçalo Alves a tentar marcar, mas, por mais uma vez, Egurrola negou o golo aos dragões.

Mesmo com menos um jogador em pista, o Barcelona conseguiu aproveitar uma falha defensiva portuguesa e Pablo Álvarez, isolado diante de Nelson Filipe, não desperdiçou e aumentou a vantagem catalã para 2-0. Todavia, pouco depois de ultrapassada a marca dos dois primeiros minutos de inferioridade numérica, os portistas conseguiram, finalmente, beneficiar do elemento extra em pista e Reinaldo Garcia, com uma stickada de meia distância, reduziu a desvantagem para 2-1.

Já dentro do último minuto antes da pausa, o Porto esteve quase a chegar ao empate através de uma grande jogada coletiva, mas Egurrola conseguiu travar o desvio de Telmo Pinto com a luva direita e impediu o golo portista.

Terminado o primeiro tempo, o Barcelona estava em vantagem por 2-1. Resultado algo injusto por tudo aquilo que o Porto havia apresentado em rinque, mas que demonstrava a superior categoria de Aitor Egurrola e a natural “estrelinha” das equipas ou seleções espanholas diante de equipas ou seleções portuguesas. Contudo, no cômputo geral, nota para uma boa partida de hóquei em patins.

Reinaldo Garcia foi um dos melhores do Porto, uma peça essencial tanto a defender como a atacar
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

A segunda parte começou a um ritmo alto, com ambas as equipas a obrigarem os guarda-redes adversários a trabalhar, mas sem qualquer consequência para o resultado.

Na frente, mas sem querer arriscar muito, o Barcelona foi a equipa com mais tempo de posse de bola nos instantes iniciais dos segundos vinte e cinco minutos, tendo gerido e baixado, imenso, o ritmo de jogo e em duas ocasiões esteve quase a chegar ao terceiro. Primeiro, devido a uma iniciativa individual de Pablo Álvarez, que recuperou o esférico junto à baliza espanhol, depois, em virtude de um lance de Marc Gual que quase surpreendeu Nelson Filipe, pois, em fez de stickar por alto, o experiente jogador espanhol stickou rasteiro. Ainda assim, o guarda-redes azul e branco não foi no engodo e impediu o terceiro dos catalães.

Adormecido pela maior capacidade de ter bola demonstrada pelo Barcelona, o Porto estava a ter dificuldades em reagir e, consequentemente, em chegar à baliza de Egurrola.

Em cima da marca dos quinze minutos da segunda metade, surgiu a 10ª falta do Porto, depois de Poka cometer uma infração sobre Sergi Panadero. Pau Bargalló foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas ao tentar fazer um “bonito”, acabou por desperdiçar uma oportunidade para aumentar a diferença no marcador. Volvidos alguns instantes, o Barcelona dispôs de uma nova chance para marcar, mas Nelson Filipe voltou a levar a melhor perante Pau Bargalló.

As oportunidades falhas pelo Barcelona reanimaram o Porto que, com o passar dos minutos, foi recuperando o bom desempenho da primeira parte. Porém, apesar das oportunidades criadas, o fator Egurrola era o único elemento que mantinha a diferença no marcador.

A cerca de nove minutos do fim do encontro, Pau Bargalló cometeu a 10ª falta do Barcelona, depois de uma infração sobre Reinaldo Garcia. Giulio Cocco, especialista contratado aos italianos do Amatori Lodi, não conseguiu fazer a diferença, pois, Egurrola travou as intenções do jovem transalpino com a luva esquerda. No entanto, pouco tempo depois, dragões recuperaram a bola na sua meia pista e após um passe de Hélder Nunes, Rafa, isolado diante de Egurrola, conseguiu concretizar e empatar a partida. Passado um minuto, o Porto esteve quase a virar o marcador, mas Cocco não conseguiu dar o melhor seguimento a um grande passe de Rafa. Todavia, a igualdade não durou muito mais, pois, através de uma bela iniciativa individual, Marc Gual fez o 3-2, repondo o Barcelona na frente. Os azuis e brancos não se intimidaram e nem dez segundos depois, Hélder Nunes, com alguma sorte, merecida, à mistura, restabeleceu a igualdade.

A fase terminal do tempo regulamentar foi de respeito mútuo, sem grandes oportunidades para nenhuma das equipas, o que fez com que a final da Taça Continental seguisse para o prolongamento.

A primeira parte do prolongamento não deu nada de novo ao jogo durante os três minutos iniciais, mas, mais perto do final, o Porto acordou e beneficiou de um penalti. Porém, Gonçalo Alves, chamado à marcação da grande penalidade, não conseguiu concretizar nenhuma das três oportunidades de que dispôs e o resultado não se alterou.

O segundo tempo extra de cinco minutos foi bem mais animado do que o primeiro, com Nelson Filipe e Egurrola a serem chamados ao trabalho em algumas ocasiões. Contudo, o resultado continuou sem qualquer tipo de alteração e a partida seguiu para as grandes penalidades.

No desempate por penáltis, o Barcelona acabou por ser mais eficaz, tendo concretizado três em seis, contra dois em seis do Porto.

Assim, o Porto, apesar do bom desempenho durante o tempo regulamentar e no prolongamento, perdeu, por mais uma vez, contra o Barcelona por um total de 6-5 que, desta forma, conquistou a sua 18ª Taça Continental. É notório que a diferença já não é a mesma que foi possível presenciar na final da Liga Europeia, mas a melhoria ainda não foi a suficiente para vencer os espanhóis e acabar com a triste sina que afeta os dragões em jogos de “mata-mata” contra o Barcelona.

Onzes Iniciais e Sbstituições

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 7-Giulio Cocco, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 9-Rafa e 18-Poka

Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 3-Marc Gual, 7-Pablo Álvarez, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 24-Nil Roca, 33-Ignacio Alabart e 79-João Rodrigues

Banco: 10-Sergi Fernandez (GR) e 6-Alejandro Josep

AD Limianos 2-1 CD Mafra: a lei do mais forte não se aplicou no Minho

Depois de uma vitória folgada no Estoril, e que o segurou no quarto lugar da Segunda Liga a três pontos do líder, o CD Mafra viajou ató ao Alto Minho para defrontar a AD Limianos, equipa que milita no Campeonato de Portugal. Em jogo a contar para a segunda eliminatória, Filipe Martins mexeu no onze inicial, como seria de esperar, fazendo apenas entrar Janota para a baliza, além de Miguel Lourenço e Mauro. Por outro lado, José Carlos Fernandes apostou nas pedras mais fortes da equipa, contando com mais jogadores ofensivos do que inicialmente se podia pensar.

Num início algo apático dos visitantes, com mais posse de bola, foram os da casa os primeiros a criar perigo. Muito concentrados defensivamente e a cortar as iniciativas dos adversários, a AD Limianos chegou ao golo no primeiro lance de perigo que criou. Aos 10 minutos, Guilherme Ramos demorou demasiado a desfazer o ataque contrário e permitiu a aproximação de Ricardo Silva. O extremo roubou a bola e galgou dezenas de metros até entrar na área e com Janota pela frente rematou forte e junto ao poste esquerdo, inaugurando o marcador.

Atrás do prejuízo, o CD Mafra lançou-se rapidamente para diversos ataques, abandonando o futebol rendilhado que adotava nos primeiros minutos. Dois minutos depois, Harramiz concluiu um contra ataque com um pontapé forte, mas por cima. Alternando entre a construção simples e pragmática com futebol apoiado e mais lento, o CD Mafra tinha dificuldades em rematar à baliza e só o conseguia através de remates de longe ou bolas paradas, que Bruno Santos contrariava com segurança, nomeadamente à passagem do minuto 20).

Aos 35 minutos, a AD Limianos voltou a sondar o golo. Após alívio de Micka, Elivelton foi capaz de segurar a bola no meio campo, devolveu ao médio português que descobriu Iano na linha com um passe longo e teleguiado. O guineense recolheu com qualidade e aventurou-se no ataque, conseguindo um remate forte em zona frontal, mas ao lado da baliza adversária. Quatro minutos depois, o CD Mafra intensificou o assédio à área limiana à procura da igualdade antes do descanso. O melhor que conseguiu foram dois remates, sempre de longe, mas esbarraram na segurança de Bruno Santos.

O segundo golo de Ricardo Silva ocorreu escassos minutos depois da igualdade e devolveu a liderança aos da casa
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

A segunda parte iniciou com os mesmos intervenientes, mas com atitudes diferentes. Ainda dentro dos primeiros cinco minutos, Iano recuperou a posse e rematou forte por cima e Alvinho, depois de uma antecipação ao extremo adversário, rematou também forte, mas ao lado. Aos 50 minutos, Bruno recolheu a bola à entrada da área contrária e rematou por cima. Era um aviso para o que faria mais tarde.

Dois minutos depois, a AD Limianos teve a oportunidade de dilatar a vantagem e atribuir outra segurança à prestação defensiva que vinha a realizar. Bruno Santos bateu longo e encontrou Alvinho nas costas de Guilherme Ferreira, que devidamente pressionado cedeu a bola ao adversário. Já dentro da área, Rui Magalhães combinou com Iano e rematou com violência à figura de Janota.

Aos 55 minutos, depois do primeiro aviso, Bruno não perdoou. Após uma tentativa de alívio, Vinicius Tanque aguentou a bola ainda dentro da área e o extremo, em queda, ainda conseguiu rematar, repondo a igualdade e justificando a superioridade possessiva dos visitantes. Quando se esperava a reviravolta da equipa teoricamente mais forte, até pela posição no escalão onde atua, a equipa da casa voltou à liderança. Alvinho antecipou-se novamente ao seu opositor e queimou largos metros até à área oposta. Na cara dos defesas centrais, rasgou a defesa com um passe perfeito e bem medido para Ricardo. O camisola “11”, que já tinha apontado o golo inaugural, voltou a furar as redes à guarda de Janota e a despoletar a festa nas bancadas.

A partir de então, o CD Mafra de tudo fazia para tentar levar a partida para prolongamento, mas sem sucesso. Além disso, não se livrou de um ou outro susto. Aos 65 minutos, Ricardo voltou a rematar, desta vez de fora de área, mas o guardião mafrense só segurou à segunda abordagem. Aos 74 minutos, e com apenas três em campo, Cláudio Dantas teve nos pés o fecho da partida. Após pressão enérgica a Janota, Cláudio conseguiu roubar a bola e, ignorando uma possível falta, aguentou a carga e, em esforço, rematou ao lado.

Só aos 86 minutos é que o CD Mafra voltou a ameaçar a surpreendente vantagem canarinha. Depois de uma jogada insistente e bastante mastigada pela direita, o cruzamento forte e rasteiro encontrou Cláudio Borges e não chegou a Vinicius Tanque, bem posicionado para o empate. Com cinco minutos acrescentados ao tempo regulamentar, a AD Limianos conseguiu manter o CD Mafra bem longe da sua área, conquistando três livres consecutivos junto à linha lateral.

No entanto, os visitantes conseguiram sair para o ataque por uma última vez e dispuseram de um livre já no meio campo contrário. Figurando-se como a última oportunidade para empatar, Janota subiu à área juntamente com quase todos os seus colegas. A defesa limiana não cortou com eficácia a bola bombeada e Flávio Silva, com apenas Bruno Santos pela frente, errou escandalosamente o alvo.

Manuel Oliveira, árbitro portuense, apitou para o final da partida e consagrou, assim, um excelente e inesperado resultado para os minhotos. Após um mau momento no campeonato, a AD Limianos regressou às vitórias, enquanto o CD Mafra sentiu o sabor da derrota pela segunda vez nesta época.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Alvinho, Touré, Cláudio Borges e Jojó; Luan Sérgio, Micka e Rui Magalhães (Tiago Letras, 90’); Iano, Elivelton (Chiquinho, 75’) e Ricardo Silva (Cláudio Dantas).

CD Mafra: Ricardo Janota; Guilherme Ferreira (Rui Chaves, 60’), Miguel Lourenço (Gonçalo Abreu, 74’), Guilherme Ramos e Ruben Freitas; Cuca Fernandes, Rui Pereira (Flávio Silva) e Mauro; Harramiz, Bruno e Vinicius Tanque.

Oh Rúben, não é para quem quer, é para quem pode

0

Desde o início da semana que tinha planeado escrever sobre Ruben Ribeiro. Aliás, tinha-me sido proposto escrever sobre o desaparecimento do jogador, mas ele já apareceu e não faria sentido essa abordagem, o que me ajudou porque provavelmente não seria essa a temática deste texto.

Ajudou-me, não só o seu aparecimento como todo o discurso que ele decidiu tornar público, mas já lá vamos.

Rúben Ribeiro foi o único apanhado como os que caem naquela brincadeira de um grupo de amigos em que todos combinam saltar do “barco” e já em queda esse, o engando, percebe que foi o único que realmente saltou.

É que isto das rescisões não é para todos. Os que rescindiram estavam subdivididos por grupos tais como, “Os Indiscutíveis” que ainda incluíam campeões da Europa, e “As promessas”. Ora, se pensarmos bem, dos que saíram qual não se enquadrava em nenhum desses grupos? Quem rescindiu, ou já tinha interessados em arriscar a sua contratação (porque um clube, numa situação destas, só se arrisca se o jogador valer mesmo a pena), ou sabia que era um dos que faria falta na equipa, e se decidisse voltar seria recebido de braços abertos (isto, porque o próprio Bruno de Carvalho tinha dado essa abertura). E novamente, qual deles não se enquadrava neste cenário? Exacto.

O Rúben não tem culpa de ter chegado a um grande clube já em idade avançada, e de não ter tido tempo para se integrar na nova equipa, podendo mostrar que poderia fazer a diferença, porque convenhamos, qualidade tem.

Rúben Ribeiro foi um dos jogadores que rescindiu
Fonte: Sporting CP

Não tem é inteligência suficiente para perceber que o menos culpado de ele estar sem clube neste momento é o Sporting. Ele, por ter chegado ao mais alto nível tão tarde só tinha de aproveitar a oportunidade tardia e tentar deixar a sua marca no futebol português. Ou achava ele que algum grande clube estrangeiro se iria arriscar a contratar um jogador com a idade dele, com tão pouca experiência ao mais alto nível? Para isso teriam ido buscá-lo quando estava no seu anterior clube, que lhes sairia bem mais barato. E ao sair do Sporting, sabendo que o treinador iria mudar, corria o risco deste não o querer recuperar.

Com a entrevista que ele deu recentemente percebi que o balneário estava fracturado ( e não falo de fracturas expostas) quando ele diz que ficou surpreendido com o baixo número de rescisões (parece que havia mais jogadores a garantirem que iriam rescindir), e que também não estava à espera de que quem saiu voltasse (ao que parece até ele queria voltar). Cortaram todos a corda ao acordo que tinham. Percebi também que ele se arrependeu de ter saído, mas já vem tarde.

No fim de contas, com este mau momento do clube, para além da anterior direcção, Rúben Ribeiro foi o único que ficou a perder. Mas a ver pelo rendimento de alguns dos retornados, talvez até o Rúben pudesse dar uma perninha ali no meio campo. No lugar de quem? Deixo ao vosso critério e análise.

Só para perceberem o azar do Rúben, havia um clube disposto a contratar jogadores do Sporting, que mudou de ideias quando a direcção do clube mudou. Podia ter sido ele a tal “pequena loucura”. Era a “loucura” possível, mas até essa hipótese lhe foi negada.

Moral da história: Quando sonhamos demasiado alto, muito acima das nossas capacidades, podemos ter um tombo grande. E o Rúben foi o único que saltou sem rede.

Agora termino apenas desejando sorte ao jogador, que volte depressa ao activo, e que aproveite todas as boas oportunidades, porque como disse alguém um dia, “Há cavalos que só passam uma vez na vida”.

Foto de Capa: Sporting CP

Força da Tática: Só mais um! …Só mais um! …Só mais um!

O Chelsea FC recebeu em Londres os Reds, para a sétima jornada da Premier League, dias depois do jogo entre ambas a contar para a Taça da Liga, onde a vitória sorriu ao conjunto Blue. As expectativas para este novo confronto eram altas, e as equipas não desiludiram proporcionando um espetáculo de grande nível.

Equipas Iniciais

Chelsea FC: Arrizabalaga; Alonso, David Luiz, Rüdiger e Azpilicueta (c); Kovačić, Jorginho e Kanté; Hazard, Giroud e Willian.

A equipa da casa alinhou no seu habitual 4-3-3, com Giroud a ocupar a posição de ponta de lança e Willian sobre direita do ataque.

Liverpool FC: Alisson; Robertson, Gomez, Van Dijk e Alexander-Arnold; Milner, Henderson e Wijnaldum; Mane, Firmino e Salah.

Klopp também não realizou grandes alterações e fez entrar em campo o seu 4-3-3 habitual.

 

Pressão Red

Como vimos no confronto, em Anfield, com o PSG para a Liga dos Campeões, a pressão é uma forte componente do jogo do Liverpool, mas não aquela asfixiante que víamos Klopp realizar em Dortmund, com o intuito de ganhar a posse de bola o mais rapidamente possível.

Nos últimos tempos, particularmente frente a adversários de maior qualidade, Klopp usa a pressão como ferramenta para destabilizar a circulação e a construção do adversário desde posições mais recuadas. Naturalmente que se a oportunidade surgir para ganhar a posse de bola, a equipa aproveita, mas não é esse o objetivo primordial, é uma forma ligeiramente mais passiva.

Já tinha falado, em artigos anteriores, que esta era uma abordagem que os adversários iam ter cada vez mais frente ao Chelsea. Particularmente, na forma como procuram retirar Jorginho da fase inicial de construção, transferindo essa responsabilidade (de iniciar a construção) para os defesas centrais.

Em baixo, vemos como Firmino não procura pressionar os centrais com o intuito de recuperar a bola, a sua grande preocupação é manter Jorginho na sua sombra, tornando-o inacessível.

via GIPHY

Fonte: BT Sport

Já Salah e Mane, dividem o espaço entre o central e o lateral adversário, por isso vemos Mane mais adiantado no terreno, em comparação com Salah, já que Alonso está mais projetado que Azpilicueta.  Depois, no momento certo, Mane pressiona e força o Chelsea a jogar longo, onde a capacidade física dos jogadores do Liverpool faz a diferença e permite ao Reds ganhar a bola.

Mapa de ação de Jorginho frente ao Liverpool:

Fonte: WhoScored.com

Mapa de ação de Jorginho frente ao Cardiff City FC:

Fonte: WhoScored.com

As regras do futebol ainda não permitem cortar braços e amordaçar os adversários

Esta abordagem do Liverpool, em retirar Jorginho do jogo, teve como consequência para os centrais do Chelsea, mais tempo e espaço com a bola nos pés. Fatores, que tanto Rudiger como David Luiz aproveitaram para assumir a responsabilidade pela primeira fase de construção.

E apesar do Liverpool ter sido bastante eficaz na forma como manteve Jorginho na sombra de Firmino e como anulou a sua intervenção na primeira fase de construção, as regras do futebol ainda não permitem cortar braços e amordaçar os adversários. Assim Jorginho continuou a ter impacto tremendo no jogo da equipa. A forma como dá indicações aos colegas, usando o facto de estar na sombra de Firmino em proveito da equipa.

via GIPHY

Fonte: BT Sport

Notem, em cima, como ele não procura receber a bola naquele espaço, entre Firmino e Mane. Jorginho mantêm-se entre o brasileiro e Henderson, fixando ambos os jogadores do Liverpool, e abrindo a linha de passe vertical para Hazard.

Mesmo os golos soberbos, acontecem por algum motivo

Um problema que também aproveitei para identificar, à umas semanas, na minha série de artigos sobre Sarri, foi excessivo espaço entre a linha defensiva e o meio campo Blue. Na minha opinião, isso não é um problema, mas sim uma consequência da forma de jogar do Chelsea FC, que pode ser minimizada quando todos os jogadores tiverem no “mesmo comprimento de onda”.

Fonte: BT Sport

O Liverpool foi sobrecarregando cada vez mais o espaço entre linhas do Chelsea, o que foi desgastando mentalmente os jogadores dos Blues, principalmente dos médios, já que tinha de dividir a sua atenção entre o homem que tinha a posse de bola (na sua frente) e o que estava nas suas costas, ajustando a sua posição corporal a todo o momento.

O Liverpool foi sobrecarregando cada vez mais o espaço entre linhas do Chelsea, o que foi desgastando mentalmente os jogadores dos Blues, principalmente dos médios, já que tinha de dividir a sua atenção entre o homem que tinha a posse de bola (na sua frente) e o que estava nas suas costas, ajustando a sua posição corporal a todo o momento.

via GIPHY

Fonte: BT Sport

Vejam, em cima, como o posicionamento de Mané, entre linhas, obriga os médios do Chelsea a alternar constantemente entre recuar (para cortar a linha de passe para o senegalês) e avançar para manter a bola sobre pressão, não só isto desgasta fisicamente como deixa sempre uma janela de oportunidade para estes remates, no meio desses “sobe e desce”.

Grande pontapé de Sturridge, que acaba por marcar um golo melhor que aquele que ganhou o prémio Puskas.

Deixem jogar o Hazard

Depois do último mês, ninguém se arrisca dizer que este Chelsea não é candidato ao título.  A liberdade que Sarri deu a Hazard, transporta os Blues para um patamar que ninguém esperava, pelo menos com tão pouco tempo de trabalho.

O Liverpool procurou defender o Belga evitando que a bola lhe chegasse, ao invés de lidar com ele em posse de bola, mas Hazard está em uma forma onde é resistente a toda e qualquer forma de marcação. Procura sempre receber a bola na zona entre corredores, onde é demolidor. Essa zona, entre o corredor central e o lateral, potencia ao máximo as qualidades individuais de jogadores com a qualidade técnica de Hazard, já que colocam o adversário sempre na dúvida, sobre quem acompanha o belga. É o lateral, que têm Alonso, na sua zona, a dar largura? É o central, que têm Giroud na zona central? Ou é o médio defensivo, abandonado a importante posição central?

Toques na bola de Hazard ao longo do jogo:

Fonte: WhoScored.com

Foi essa mobilidade de Hazard que resultou no golo do Chelsea FC. O Liverpool não conseguiu cortar a linha de passe para o belga, o que obrigou Trent Alexander-Arnold a abandonar a sua posição. Sentindo que arrastou o defesa, Hazard joga no apoio e ataca imediatamente o espaço que acabou de criar.

via GIPHY

Fonte: BT Sport

Até apetece fazer uma profecia: Se Hazard receber entre linhas, no espaço entre corredores, algo desconfortável vai acontecer ao adversário, nos instantes seguintes.

O único problema destes jogos, é que não podemos escrever 5000 palavras sobre eles. Fica o essencial de um grande jogo de futebol.

 

Foto de Capa: Liverpool FC

O Orgulho dos Açores

Quinze anos depois e faz-se história. O CD Santa Clara sobe ao primeiro escalão do futebol português. Quinze anos depois, um clube dos Açores volta a marcar presença entre os maiores do nosso futebol. Uma onda de apoio ao clube faz-se sentir e os números começam a subir. Governo dos Açores, adeptos e administradores do clube lideram a luta de elevação do nome ‘Santa Clara’ pelo mundo.

Os adeptos não perderam tempo e fizeram-se sócios. O governo dos Açores impulsionou o projeto com uma ajuda de um milhão de euros e as assistências no seu estádio são bem razoáveis quando comparadas com a realidade dos clubes de menor dimensão em Portugal.

O CD Santa Clara confirma a ideia de que o futebol, de facto, une pessoas. Os açorianos estão juntos nesta luta para apoiar o clube da sua terra. Sim, aquela mesmo que fica num cantinho a oeste de Portugal Continental – os Açores. Mas esse cantinho está espalhado no coração de muitos conterrâneos que levam os Açores e o Santa Clara pelo estrangeiro fora. Até isso a direção do Santa Clara teve a inteligência de potenciar com um projeto de aproximação. O objetivo é, mais uma vez, juntar a comunidade açoriana espalhada pelo mundo para apoiar a região de que tanto se orgulham. Para isso, a direção do clube dos Açores tem feito várias deslocações à América numa tentativa de tentar cativar emigrantes.

Os açorianos estão encantados com a subida do clube da terra e, até ao verão, já houve mais 300 novos associados
Fonte: CD Santa Clara

Fora de campo, a tarefa está a ser cumprida. Dentro também, mas na medida das suas capacidades. O Santa Clara é um conjunto bem organizado e que cria dificuldades à equipa adversária, dificultando bastante o processo de criação de espaços na sua última linha. A equipa de João Henriques tem presenteado os seus adeptos com um futebol atrativo e com a raça dos seus jogadores que não têm mostrado medo de atacar. O clube dos Açores até já deu um ar da sua graça ao vencer o Boavista por 4-2 no seguimento de uma excelente exibição. E a sua primeira derrota foi apenas à quinta jornada, por 1-3, frente ao Rio Ave, onde o clube, apesar de vencido, se bateu bastante bem.

Até certa altura, houve quem chamasse ao clube dos Açores os campeões da eficácia. Os açorianos tinham a melhor média de golos por remate, ou seja, eram a equipa com mais eficácia a cada remate dos seus jogadores. Os resultados não estão a ser perfeitos, mas a verdade é que as exibições estão a ser bem melhores que os primeiros.

Dentro da realidade do Santa Clara, um clube que não competia há tanto tempo na Primeira Liga portuguesa, a manutenção será o principal foco. Quanto a isto, parece que o clube está a cumprir o seu papel. Resta-nos esperar para ver.

 

Foto de Capa: CD Santa Clara

FC Barcelona 6-2 OC Barcelos: Boa réplica do Óquei não impede a passagem do Barcelona à final

0

Perante um municipal de Barcelos muito bem composto, o Óquei, bastante limitado em termos de banco devido às suspensões de Rúben Sousa, João Almeida e do técnico Paulo Pereira em virtude de ocorrências na final da taça CERS, lutou bastante, mas acabou por perder contra o Barcelona por 4-2. Resultado que gorou as expetativas de um possível duelo português no dia de todas as decisões.

O Barcelona entrou forte e desde cedo procurou o golo. No entanto, após algumas tentativas frustradas e na sequência de um lance em que o Barcelos esteve quase a marcar, Pablo Álvarez, a passe de Pau Bargalló, fez o 1-0. Os catalães podiam ter chegado ao segundo logo a seguir, mas Marc Gual, diante de Ricardo Silva, não conseguiu concretizar.

A perder, o Barcelos tentava responder mas, apesar de estar a conseguir ter bons períodos de posse de bola, não era nada fácil entrar na defensiva do Barcelona que, por volta dos seis minutos, esteve quase a ampliar a vantagem por intermédio de Álvarez. Pouco depois, Egurrola também foi chamado ao trabalho, tendo negado o golo a Zé Pedro.

Com o passar do tempo, o Óquei ia conseguindo construir algumas boas jogadas e, perto da marca dos dez minutos, João Guimarães ficou perto de marcar em duas ocasiões. Volvidos alguns instantes, foi a vez de Gonçalo Nunes fazer uso da sua meia distância que, para infelicidade dos barcelenses, não surtiu em golo. Todavia, o Barcelona, mais experiente, sabia os momentos certos para atacar e através dos stick’s de Ignacio Alabart e João Rodrigues ficou perto do segundo. Contudo, Ricardo Silva disse não às intenções luso/espanholas e manteve a diferença no marcador.

Apesar da diferença teórica entre os dois conjuntos, o encontro estava bom, algo aberto e equilibrado, com oportunidades de golo em ambas as “porterias”.

Já com menos de dez minutos para o intervalo, o Barcelona chegou ao 2-0 através de uma jogada lateral. Pau Bargalló recebeu um passe de Alabart, conduziu e colocou o esférico em João Rodrigues que, colocado ao segundo poste, apenas teve de encostar para o segundo golo da noite.

A diferença de “armamento” era muita, mas mesmo assim, o Barcelos nunca deixou de procurar reduzir a desvantagem no marcador. O grande problema era o senhor Aitor Egurrola, há mais de vinte anos ao serviço do Barcelona, que com maior ou menor dificuldade, ia travando todas as chances de golo criadas pela equipa de Paulo Pereira.

A cerca de quarenta segundos intervalo, Marc Gual e Hugo Costa envolveram-se numa situação de desentendimento entre Pablo Álvarez e João Guimarães, o que acabou por resultar em cartão azul para ambos.

Finalizada a primeira parte, o Barcelona vencia o Barcelos por dois golos sem resposta. Não porque o Óquei não tenha tentado marcar, porque tentou e muito, mas, sim, porque Egurrola estava na baliza catalã. João Guimarães foi o jogador barcelense que mais remou contra a maré, mas nunca se conseguiu superiorizar ao espanhol. Os blaugrana, por seu lado, não estavam a realizar uma enorme exibição, mas detinham o controlo do jogo, atacando nos momentos certos e, como de costume, estavam a demonstrar eficácia.

João Rodrigues, um dos dois reforços do Barcelona para esta temporada, esteve em bom plano ao apontar dois golos
Fonte: World Skate Europe Rinkhockey

A segunda metade começou a um bom ritmo, com Barcelona e Barcelos a disporem de algumas oportunidades para conseguirem fazer mexer o marcador. Porém, voltou a ser apenas a equipa catalã a marcar. Ignacio Alabart, com somente Ricardo Silva pela frente, fez uso da sua excelente técnica e com uma “picadinha” fez o 3-0. Todavia, o Barcelos respondeu e através de uma situação de contra-ataque, Alvarinho, a passe de Zé Pedro, respondeu à letra e com uma grande “picadinha” reduziu a diferença para 3-1.

O golo despertou o público do municipal de Barcelos e reacendeu a luz de esperança da equipa do Óquei, que voltava a estar ligada à corrente após alguma quebra logo a seguir ao terceiro tento espanhol. No entanto, se bater Egurrola uma vez era difícil, duas ainda mais. Mesmo assim, o Barcelos não se entregava e procurava dar trabalho ao experiente guardião do Barcelona.

A meio dos segundos 25 minutos, João Guimarães pareceu ter sido travado em falta numa situação em que ficaria isolado perante a baliza blaugrana, mas a dupla de arbitragem mandou seguir. Na sequência do lance, Gonçalo Nunes acabou por ver um cartão azul depois de uma falta cometida sobre Nil Roca junto à tabela. Pau Bargalló assumiu a marcação do livre-direto e de forma irrepreensível atirou a contar, fazendo o 4-1 no marcador. Pouco depois, Nil Roca esteve perto de marcar, mas Ricardo Silva conseguiu evitar o quinto golo da noite.

Após várias situações onde os jogadores e adeptos do Barcelos reclamaram a 10ª falta do Barcelona, a mesma surgiu a menos de dez minutos do final, depois de uma infração de Marc Gual sobre Alvarinho. O próprio assumiu a conversão do livre-direto, mas acabou por não conseguir bisar na partida.

Com três golos de vantagem, o Barcelona começou gerir o encontro e, a cerca de sete minutos do final, Marc Gual fez uso da sua grande experiência e bateu o, também, experiente Ricardo Silva, tendo feito o 5-1. Pouco depois, foi a vez de Gual encontrar João Rodrigues que, em excelente posição, não desperdiçou e avolumou a diferença para 6-1.

Os sucessivos golos espanhóis foram acabando com as poucas forças do limitado Barcelos que, mesmo assim, nunca atirou a toalha ao chão e já perto do fim voltou a ver esse esforço recompensado. Alvarinho fez uso da sua boa meia distância e a meias com Hugo Costa, reduziu o score para 6-2.

Até ao toque da buzina, Barcelona e Barcelos ainda tiveram algumas chances para fazer mexer o marcador, mas tanto Egurrola como Ricardo Silva foram melhores e o resultado não mais se alterou.

Desta forma, o Barcelona venceu o Barcelos por 6-2, tendo carimbado o apuramento para a final de domingo. Nota para a grande réplica dada pelo Óquei que, independentemente da diferença no marcador e da limitação em termos rotação, nunca desistiu e procurou sempre o melhor resultado possível.

Na outra meia-final, o Porto venceu o Lleida, carrasco do Barcelos na Taça CERS, garantindo a qualificação para a partida de todas as decisões.

Assim, a final da Taça Continental vai ser uma reedição da final da última edição da Liga Europeia que, para não variar quando estas duas equipas sem encontram numa partida de todas as decisões, terminou com a vitória do Barcelona pelo resultado de 4-2.

A final da Taça Continental vai jogar-se domingo, pelas 17h00 e vai ser transmitida no Porto Canal e na internet através do site www.cers-rinkhockey.tv.

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 3-Marc Gual, 7-Pablo Álvarez, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 6-Alejandro Joseph, 24-Nil Roca, 33-Ignacio Alabart e 79-João Rodrigues

Banco: 10-Sergi Fernandez

OC Barcelos: 1-Ricardo Silva (GR), 4-Zé Pedro (CAP.), 7-João Guimarães, 33-Gonçalo Nunes e 74-Alvarinho

Jogaram ainda: 9-Hugo Costa e 16-Gonçalo Meira

Banco: 10-André Almeida (GR), 5-Carlos Oliveira e 6-Pedro Cruz

Sporting CP 32-35 Bjerringbro/Silkeborg: Não soma mas segue

0

O Sporting entrou em campo em primeiro lugar do grupo com duas vitórias em dois jogos. Teria pela frente a tarefa mais difícil até agora na Liga dos Campeões ao enfrentar o Silkeborg da Dinamarca.

Os leões até entraram bem no jogo e a ganhar contra o Silkeborg. No entanto, os dinamarqueses assumiram a liderança do marcador rapidamente, forçando um jogo muito físico e apostando no contra-ataque. Para se ter uma ideia do físico destes jogadores, o mais baixo tem 1,89 metros.

Aos 10 minutos da primeira parte, o Sporting já perdia por 3-7, depois de sofrer um pesado parcial de 0-4 e de passar por grandes dificuldades no jogo. Uma primeira metade difícil para os verde e brancos, que passaram por momentos de pouca dinâmica ofensiva e falta de eficácia, não só por demérito mas também pela defesa subida do Silkeborg. O Sporting chegou a estar a perder por seis golos de diferença (9-15) e acabou por chegar ao intervalo a perder por cinco (14-19).

O Sporting contou com um grande apoio por parte dos adeptos, que aderiram em peso ao jogo da Liga dos Campeões
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou mal para a equipa portuguesa que sofreu uma exclusão logo no primeiro minuto de jogo. Apesar disso, o Silkeborg não conseguiu desequilibrar em demasia o resultado. O jogo parecia sentenciado a meio da segunda parte com o Sporting a perder por seis golos de diferença. A equipa portuguesa ainda beneficiou de um período em que esteve com dois jogadores a mais mas o resultado não sofreu grandes alterações. Os adeptos acreditaram até ao fim mesmo com a diferença significativa no marcador.

Hugo Canela ainda colocou Matej Asanin na baliza, e foi uma opção certeira. Skok e Cudic não estiveram ao seu nível habitual.

Faltou neste jogo a vertente mais incisiva de jogadores como Frankis Carol ou Carlos Ruesga, que, apesar dos bons jogos, não lideraram o jogo como é costume – Ivan Nikcevic e Tiago Rocha acabaram por compensar a “ausência” do cubano e do espanhol. O ponta direita, Ghionea, também esteve em bom plano, ao atuar na segunda parte e marcar cinco golos.

O jogo esteve aceso até ao fim, acabando com a derrota do Sporting por 32-35. Grande jogo de andebol no Pavilhão João Rocha.

O Sporting acaba por provar, mais uma vez, que se pode bater na prova. A expectativa é de que a boa campanha na Liga dos Campeões vai continuar.

O jogo ficou ainda marcado pela fraca prestação da dupla de arbitragem.

Equipas iniciais:

Sporting: Ivan Nickcevic, Frankis Carol, Edmilson Araujo, Carlos Ruesga, Tiago Rocha, Fábio Shuffa, Skok

Silkeborg: Hundstrup, Knudsen, Hansen, Markussen, Skube, Nielsen, Rezar

Rio Ave FC 2-1 Boavista FC: Vinícius mantém vilacondenses junto dos grandes

Num jogo quase de sentido único, o Rio Ave recebeu e bateu o Boavista por 2-1, mantendo-se no pelotão da frente. Vinícius levou os vilacondenses para o intervalo a vencer por 2-0 e os axadrezados, que jogaram uma hora com menos uma unidade e terminaram com nove, só no final conseguiram reagir.

Na estreia de Fábio Coentrão, José Gomes surpreendeu e colocou o internacional português no lado direito do ataque. Já Jorge Simão efetuou três alterações relativamente ao onze que defrontou o Chaves.

Quanto ao jogo, o início foi aguerrido e foi o Boavista a dispor da primeira oportunidade. Rochinha, que vinha sendo o jogador em destaque, isolou Rafael Lopes com um grande passe, mas o remate do avançado saiu frouxo.

Do outro lado, o Rio Ave, que ia tendo mais bola, procurava responder e chegou ao golo aos 15 minutos. Falha incrível de Sparagna, que falhou uma receção de bola em zona proibida, e Vinícius, solto nas costas da defesa adversária, a fintar Helton e a empurrar para o 1-0.

O golo fez bem à equipa da casa e, já depois de Galeno, num disparo de longe, ter ficado perto de ampliar, Vinícius atirou à barra. O avançado brasileiro trabalhou bem sobre Sparagna já na área, mas, frente a Helton, atirou contra o travessão.

As coisas ficaram ainda mais complicadas para o Boavista à passagem da meia hora quando Sparagna viu o vermelho direto. Vinicius apareceu novamente solto nas costas da defesa axadrezada e o central, na procura do corte, acaba por rasteirar por trás o avançado e receber ordem de expulsão.

O cenário já era muito negro para a equipa de Jorge Simão, mas as coisas ainda se agravaram mais quando, perto do intervalo, o Rio Ave ampliou para 2-0. Diego Lopes isolou Vinícius com um toque sublime e o avançado bateu Helton de novo, chegando ao segundo da conta pessoal.

Vinícius fez uma exibição quase perfeita
Fonte: Liga Portugal

Já no segundo tempo, o Rio Ave entrou a controlar com bola e só Galeno, numa arrancada individual, criou perigo, mas Helton respondeu à altura.

Mas, numa altura em que o jogo estava adormecido e os minutos iam passando, o Boavista chegou ao golo de forma algo surpreendente. Leo Jardim escorrega na altura de responder a um atraso de Nadjack e deixa a bola à mercê de Rafael Costa, que dispara contra o guardião da casa. No entanto, na sequência do lance, Carraça bate o canto para Rafael Lopes que, mais alto que toda a gente, cabeceia para o 2-1.

O Boavista animou com o golo e, apenas dois minutos depois, Rafael Costa podia ter empatado de livre direto, mas o disparo do brasileiro bateu com estrondo na barra.

Os axadrezados estavam a crescer no jogo, mas sofreram nova contrariedade em cima do minuto 80. Choque de cabeças entre Rafael Lopes e Buatu e o jogador do Boavista a cair inanimado no relvado, com os jogadores de ambos os conjuntos a pedirem intervenção rápida das equipas médicas.

O avançado acabou por sair de ambulância, depois de assistido pelos bombeiros, e os axadrezados viram-se obrigados a terminar a partida com apenas nove unidades, o que dificultou o assalto final à baliza do Rio Ave.