Vimaranenses impuseram nova perda de pontos ao campeão nacional, que assim vê a vantagem sobre o SL Benfica diminuir para três pontos. Douglas evitou como pôde o golo dos azuis e brancos e, quando nada podia fazer, a trave e Frederico Venâncio mantiveram tudo a zeros.
O Vitória SC é a primeira equipa, em ano e meio de Sérgio Conceição à frente do FC Porto, a roubar pontos aos dragões por duas vezes na mesma época.
São já quatro os pontos perdidos para o mais direto perseguidor em outros tantos jogos do campeonato. A mais recente ‘queda’ do FC Porto teve no Vitória SC um dos culpados, mas não o principal.
A equipa de Luís Castro monitorizou as iniciativas dos azuis e brancos mas ainda assim viu os avançados do FC Porto desperdiçarem três, quatro, cinco ocasiões flagrantes para saírem de Guimarães com um resultado positivo. À atenção de Sérgio Conceição.
O Vitória SC, montado num 4-1-4-1 no momento defensivo, fechava o corredor central, nomeadamente o raio de ação de Herrera e Óliver. O espanhol, de resto, teve de se movimentar por outras zonas de ação para ganhar maior relevância no futebol portista.
Brahimi foi o primeiro a tirar as medidas à baliza de Douglas, mas a mira, logo ali, revelou o desacerto que se haveria de estender até ao fim do jogo. Logo a seguir, Soares foi infeliz. Num belo movimento rotativo e bem fora da área, o ponta de lança brasileiro atirou forte e em arco, mas a bola esbarrou com estrondo na trave.
Os alarmes soaram para os da casa, mas as respostas de Rafa e Tozé não foram suficientemente afirmativas para causar distúrbios na baliza de Casillas, que teve uma noite algo tranquila.
O assalto ao castelo intensificava-se à medida que o tempo ia passando e foi já na segunda metade dos últimos 45 minutos que os dragões desenvolveram esforços ainda maiores, multiplicando-se nessa fase as aproximações perigosas junto de Douglas. Primeiro foi Soares a mergulhar ao primeiro poste para responder a um cruzamento de Telles, mas o guardião brasileiro afastou com facilidade.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Os homens da casa fizeram valer nesta fase uma grande entreajuda defensiva, espreitando de quando em vez a oportunidade de sair com transições rápidas que o quarteto mais recuado dos portistas foi sempre relativizando. Marega esteve quase a fazer explodir a festa, mas Venâncio não estava para aí virado e salvou a pele de Douglas em cima da linha de golo.
Seria, contudo, uma dezena de minutos depois que todos levaram as mãos à cabeça quando Corona, com tudo para fazer o golo na pequena área, a beneficiar de uma bola perdida, não conseguiu dar a volta a uma tremenda mancha de Douglas.
Era o tudo por tudo azul e branco e, nos sete minutos de compensação, Otávio haveria de ser o último a embater de frente contra a terrível realidade azul e branca. Não era a noite deles. Após um canto da esquerda, a bola sobra para a entrada da área e o brasileiro, sem deixar cair, atirou um forte remate que tirou tinta ao poste. Suspiraram de alívio os conquistadores, em contraste com a frustração azul e branca.
Afinal, o que há três semanas parecia uma viagem tranquila rumo ao bicampeonato, ganhou agora mais interesse, depois de quatro pontos perdidos para o SL Benfica.
Segue-se nova visita, desta vez à sensação do campeonato, o Moreirense FC, e a margem de erro é cada vez mais diminuta.
Manchester City FC e Arsenal FC encontraram-se no EtihadStadium, em Manchester, em jogo a contar para a Premier League 2018-19. O jogo grande da 25ª jornada revestia-se de grande importância para ambas as equipas, separadas por nove pontos na tabela classificativa, mas ainda com diversos objectivos a perseguir na presente temporada. O City continua a sua perseguição ao líder Liverpool FC na tentativa de revalidar o título inglês conquistado na época passada. O Arsenal tentava aproximar-se do topo da classificação e garantir um lugar, pelo menos, nos quatro primeiros lugares que dará acesso à Liga dos Campeões, já que a questão do título já era praticamente impossível. Os onzes iniciais escolhidos por Pep Guardiola e Unai Emery e respectivos desenhos tácticos indiciaram desde logo as intenções dos treinadores. Guardiola, arrojado e sempre à procura de soluções inovadoras que lhe garantam o domínio do jogo em posse, apostou apenas em três defesas (Walker, Otamendi e Laporte), com um dueto no miolo constituído por Fernandinho e Gundogan, De Bruyne e David Silva na zona de criação por dentro, Bernardo Silva e Sterling nas alas e Aguero no eixo do ataque. Foi uma espécie de 3-2-2-3 (WM) em momento ofensivo, que se convertia num 4-4-2 em momento defensivo, com Fernandinho a juntar-se à linha defensiva de quatro.
Já Emery foi bastante mais conservador, apostando num 4-4-2 rígido quer atacar, quer a defender, mas sempre predisposto para se posicionar num bloco baixo e expectante, em que à linha recuada de quatro (Lichtsteiner, Mustafi, Koscielny e Monreal), se juntavam à sua frente a dupla de médios Torreira/Guendouzi, mais o defesa Kolasinac a actuar como médio pela esquerda. Analisando as características dos jogadores, pode dizer-se que Guardiola apostou em seis jogadores iminentemente ofensivos, contra apenas três de Emery (Iwobi, Lacazette e Aubameyang). Logo aqui, os técnicos mostraram ao que iam…
Aguero foi a estrela maior da partida Fonte: UEFA
O jogo foi aquilo que se esperava à partida: os citizens com a completa iniciativa em posse, a apostar maioritariamente no ataque posicional e com um pressing alto e intenso após a perda; e os gunners na expectativa, passivos, à espreita do erro do adversário para tentar lançar ataques rápidos através do ataque à profundidade sobretudo de Aubameyang e Lacazette. A estratégia de Emery não funcionou conforme o pretendido nos vários momentos do jogo. Nem conseguiu, por um lado, sair em transição com qualidade, nem, por outro lado, logrou manter os jogadores do City mais longe da sua baliza. É verdade que a toada do jogo ainda nem estava definida e já o City estava a ganhar, com um golo madrugador de Aguero aos 48 segundos! No entanto, nem mesmo a perder, o Arsenal foi capaz de ser mais corajoso e audaz, tendo sido completamente subjugado ao domínio territorial do City. O golo com que Koscielny empatou a partida foi apenas um pormenor num desafio de sentido único: City a atacar, Arsenal a defender. O segundo golo de Aguero, já perto do intervalo, após magnífica jogada a envolver vários jogadores, veio dar justiça e lógica ao marcador, num lance que é o sonho de qualquer treinador, por toda a dinâmica colectiva que lhe está subjacente. A segunda parte foi mais do mesmo e nem a perder o Arsenal trouxe outra predisposição das cabines. O golo com que Aguero completou o seu décimo hat-trick ao serviço do Manchester City (devia ter sido anulado pois a bola foi jogada com a mão) foi o corolário da superioridade dos homens de Guardiola sobre o seu adversário.
Somente a perder por 3-1, o Arsenal tentou ser mais afoito e subiu o seu bloco, procurando jogar mais no meio-campo ofensivo, mas é de referir que o City também decidiu que era hora de entrar em modo de gestão, baixando um pouco o bloco e esperando mais atrás, mas sem nunca deixar de lançar ataques rápidos e continuar a ser ameaçador. Aliás, há que dizer que o City ficou a dever a si próprio mais alguns golos, diversas foram as oportunidades criadas. Já o Arsenal, mesmo tendo tentado ser um pouco mais corajoso após estar em desvantagem por dois golos, quase nunca conseguiu levar perigo à baliza de Ederson. Tanto assim é que na segunda parte não conseguiu efectuar qualquer remate! Muito pobre. Deste jogo fica uma superioridade táctica enorme do Manchester City sobre o Arsenal. Os posicionamentos altos adoptados desde o início, a dinâmica imprimida com movimentações constantes, a retirar referências ao adversário, assim como o pressing intenso, nomeadamente aquele que condicionou a primeira fase de construção do Arsenal, foram factores de sucesso bastante visíveis. Com Sterling e Bernardo a conferirem largura mas vindo para dentro, David Silva e De Bruyne a movimentarem-se no espaço interior e a apostarem em frequentes rupturas nas costas da defesa, e Aguero competentíssimo na zona de finalização, mas sempre a baixar em apoio, o Arsenal, com a sua rigidez posicional, nunca conseguiu acompanhar esta dinâmica avassaladora de passe e toque. Os dados estatísticos, nem sempre explicativos do comportamento das equipas, desta vez espelham bem o cariz do jogo: 19-4 em remates, 59-41 em % de posse de bola, 4-2 em cantos, 614-433 em passes, 88-79 em % de acerto no passe, tudo a favor do Manchester City. Vitória clara da melhor equipa, numa lição táctica de Pep Guardiola ao seu compatriota Unai Emery.
Onzes iniciais e substituições:
Manchester City FC: Ederson; Walker, Otamendi, Laporte; Fernandinho, Gundogan; De Bryune (Mahrez 86’), David Silva; Bernardo Silva, Aguero (Gabriel Jesus 80’), Sterling.
O SL Benfica foi ao estádio José de Alvalade derrotar o Sporting CP por 2-4 e voltou ao segundo lugar da Primeira Liga, empurrando o eterno rival para mais longo da luta pelo título. A partida revelou-se bastante invulgar pelo resultado final invulgar, como raramente se tem visto em dérbis. Ambas as equipas chegaram a marcar mais golos, mas todos acabariam por ser anulados, e a expectativa para o próximo encontro entre os adversários da 2ª Circular já na quarta-feira, na Luz, para a 1ª mão das meias finais da Taça de Portugal.
O SL Benfica começa o jogo com uma estratégia bem visível: aproveitar a verticalidade de Rafa e atacar pela esquerda, ou melhor, a direita defensiva do Sporting a cargo de Bruno Gaspar, no lugar do castigado Ristovski – por expulsão na jornada anterior frente ao V. Setúbal.
Logo aos 4’, os “encarnados” avisaram com um cruzamento de Rafa, onde só faltou Seferovic encostar. O suíço chega mesmo ao golo ao minuto 11: Gabriel deixa a defesa dos “leões” em contrapé com um passe para Grimaldo que subia a ala esquerda. O espanhol cruza de primeira para Seferovic cabecear para o fundo das redes (0-1). Renan Ribeiro não se fez ao lance.
Apesar de paupérrima, a resposta do Sporting CP apareceu pouco depois, aos 14’, com um livre de Bruno Fernandes que passou bem perto da baliza do SL Benfica, mesmo depois de ter batido na barreira. Os “leões” tentavam reagir, mas deu-se lugar a uma sessão de muitos passes falhados a meio campo onde as “águias” também participaram por algum tempo até que as redes de Renan são agitadas novamente aos 22’ por João Félix. No entanto, o árbitro Artur Soares Dias anulou o golo porque entendeu que o jovem avançado dos “encarnados” tinha feito falta sobre Wendel antes do remate certeiro.
Não houve golo, mas o SL Benfica cresceu e muito ao longo da primeira parte e João Félix marca mesmo a valer. Aos 36’ Seferovic encontra o camisola 79 isolado nas costas da defesa do Sporting CP a entrar ao centro da grande área para fazer o 0-2. Contra a corrente de jogo, os “leões” conseguiu reduzir a diferença antes do intervalo. Samaris perde a bola onde não devia, a meio campo, para Nani fazer um passe rasteiro do vértice esquerdo da área para Bruno Fernandes à direita rematar de primeira ao poste mais distante de Vlachodimos (1-2). A defesa benfiquista estava subida no terreno e foi apanhada em contrapé.
Para o início da segunda parte, Marcel Keizer lançou logo Diaby no lugar de Nani, para tentar aproveitar a velocidade do maliano nas transições ofensivas, só que o SL Benfica dilatou a sua vantagem: aos 46’, num livro descaído do lado batido por Pizzi, Rúben Dias saltou mais alto que a defesa leonina e cabeceou para o 1-3. O terceiro golo quase que derrubou a estratégia idealizada pelo técnico holandês para a segunda parte.
Rúben Dias fez o terceiro golo do SL Benfica
A partir daí, o que se assistiu foi um SL Benfica confortável na partida, a conseguir manter longe o Sporting CP da sua área, que ia tentando criar lances de perigo, embora sem resultados práticos, tendo mesmo só conseguido assustar Vlachodimos aos 61’, através de um livre de Raphinha. Os “encarnados” voltariam a marcar, desta feita de grande penalidade, num lance em que João Félix contorna Renan Ribeiro, mas é derrubado pelo guardião – Pizzi fez o quarto tento aos 72’, embora com alguma sorte à mistura, já que o número 40 defendeu mal a bola.
O jogo voltou a ganhar outro interesse à entrada dos últimos cinco minutos, quando foi assinalada grande penalidade a favor do Sporting – Bas Dost liberta-se bem da marcação e tenta encostar, só que Vlachodimos derruba o avançado holandês e, após consulta do VAR, o guardião recebeu ordem de expulsão -, que foi bem convertida pelo ponta de lança. Ainda houve a expectativa de se assistir à recuperação da equipa da casa, contudo faltou vontade para tal acontecer.
Poucos instantes depois, Artur Soares Dias deu por terminado um encontro repleto de golos, algo que não acontecia desde 2013 – nessa altura, houve sete golos num dérbi para a Taça de Portugal.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan Ribeiro; Bruno Gaspar, André Pinto (89’ Luiz Phellype), Sebastian Coates e Jefferson; Gudelj, Wendel e Bruno Fernandes; Nani (45’ Diaby), Raphinha (85’ Jovane Cabral) e Bas Dost
SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; André Almeida, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo; Samaris, Gabriel, Pizzi (90+2’ Eduardo Salvio) e Rafa (87’ Svilar); João Félix (76’ Franco Cervi) e Seferovic
Mais um início de tarde de domingo juntou milhares de famílias e amigos no Estádio de São Miguel para o confronto entre CD Santa Clara e Portimonense SC. Ambas as equipas encontravam-se em posições similares na tabela classificativa, o que trouxe um ambiente mais quente entre as duas equipas.
O início da primeira parte mostrou-se muito dividido. Ambas as equipas tinham controlo sobre a bola e tentavam ser mais eficazes na finalização. Apesar de algumas situações de perigo logo no início da partida, o jogo manteve-se equilibrado a meio-campo. O Portimonense, nesta primeira parte, mostrou-se eficaz e com uma maior capacidade para inaugurar o marcador, deixando na retina alguns lances de perigo junto à baliza da equipa da casa.
Aos 28 minutos, o juiz da partida, Vitor Ferreira, mostrou a Jadson a cartolina amarela na sequência de um lance faltoso. Este acabou por recorrer ao VAR, o que o levou a expulsar Jadson. Apesar de estar a jogar com menos um, o Portimonense conseguiu inaugurar o marcador, aos 32 minutos, através de Jackson Martínez, que estava no momento certo à hora certa.
Minutos antes do intervalo, o técnico João Henriques decidiu mudar um pouco a sua estratégia e pôs em jogo Guilherme e a mais recente aquisição do mercado de Inverno, Pablo Lima. Estas mudanças bastaram para que a equipa se reanimasse e mostrasse a sua vontade de querer voltar às vitórias. Isso comprovou-se através de Zé Manuel, que deu a igualdade no marcador mesmo antes do intervalo.
A equipa dos Açores foi superior à turma algarvia
Na segunda parte, a partida mostrou-se mais concentrada na grande área do Portimonense e pôde ver-se um Santa Clara com uma postura diferente. Assim, conseguiu trazer maior intensidade e velocidade ao jogo, permitindo uma maior circulação de bola e, por sua vez, aumentando o ritmo.
As situações de perigo iam-se multiplicando, deixando em aberto o resultado. Aos 73 minutos, Fábio Cardoso faz o segundo golo na partida, colocando os açorianos na frente do marcador. Apesar de insaciados, os açorianos conseguiram alcançar a vitória depois de seis jogos sem ganhar, encerrando o ciclo negativo.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Santa Clara: Marco; Fábio Cardoso; O. Rashid; Pineda; César Martins; J. Lucas; Kaio (40’ Pablo Lima); A. Stephens (41’ G. Schettine); B. Lamas (61’ Lucas Marques); Zé Manuel; Patrick
Portimonense SC: Ricardo Ferreira; Lucas; Jadson; Dener (55’ Hackman); Jackson Martínez; Bruno Tabata (67’ Paulinho); Pedro Sá; L. Fernandes; Ruben Fernandes; Wellington(83’ Aylton Boa Morte); Vitor Tormena.
Duelo de aflitos no Municipal de Arouca, com arouquenses e viseenses à procura da fuga aos últimos lugares. A turma de Quim Machado aspirava voltar a ganhar pontos, depois de ver quebrada uma série de quatro jogos sem derrotas. Já Floris Schaap procurava a primeira vitória à frente dos academistas.
O jogo começou com domínio dos da casa, que iam com demasiada sede ao pote, apostando nos cruzamentos para os dois pontas de lança. Na primeira vez que o Académico se aventurou na frente, quase chegou ao golo, com Lucas a cabecear ao poste.
No entanto, o domínio do FC Arouca manteve-se, e o golo adivinhava-se. Aos 19 minutos, Fábio Fortes desviou a bola para a baliza, mas viu a jogada ser anulada por posição irregular. Pouco antes da meia hora, o mesmo protagonista não desperdiçou: depois de ganhar duas divididas aos centrais adversários, ficou cara a cara com Janota e não desperdiçou.
Golo de Fabio Fortes muito festejado pelos da casa
Até ao intervalo, a vantagem arouquense poderia ter sido ampliada em duas ocasiões: primeiro, Pica tirou o pão da boca a Malele e, pouco tempo depois, houve pedidos de penálti por suposta falta sobre Fábio Fortes.
A equipa de Viseu entrou mais incisiva e com intenções mais ofensivas no segundo tempo. Logo nos primeiros instantes, Floris Schaap desfez a defesa a três e colocou um ponta de lança. No entanto, não se verificaram oportunidades de golo.
A qualidade de jogo diminuiu drasticamente. Os arouquenses estavam satisfeitos com a vantagem e confortáveis a defender, enquanto o Académico não conseguia assustar Stefanovic. A única vez que o fez foi num cabeceamento de Paná, na sequência de um canto, já nos dez minutos finais.
A equipa da casa aproveitou o maior ímpeto ofensivo dos visitantes e, numa arrancada da direita para o meio de Thales, a bola veio ter com Arteaga que, solto de marcação, sentenciou o jogo.
Até ao final, o terceiro golo dos da casa poderia ter aparecido, mas Arteaga e Willian deslumbraram-se no momento do remate.
Vitória justa do FC Arouca, que consegue respirar melhor, saindo da zona de despromoção e ganhando vantagem no confronto direto com o adversário de hoje. Já a turma de Viseu, afunda-se para o último lugar e não demonstrou grandes argumentos perante um adversário direto.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
FC Arouca: Stefanovic, Thales, Massaia, Pedro Pinto, Kiko, Ericson, Bruno Alves (Breitner 77’), Willian, Bukia (Didi 68’), Fábio Fortes e Malele (Arteaga 45’)
Académico de Viseu: Janota, Tomé, Fábio Santos (João Victor 53’), Pica, Nélson Lenho (Gonçalo 85’), Kevin Medina, Fernando Ferreira, Paná, Luisinho, Lucas (Gabriel 60’), Barry
Toda a gente sabe como são os clássicos. O sentimento de um adepto é o de quem tem o coração quase a sair pela boca. É ter as mãos suadas e a pele arrepiada, pois há uma enorme vontade de vencer com os nossos jogadores. É não ter controlo sobre si próprio e querer entrar dentro do campo. É esse misto de sensações que se está a aproximar, pois vem aí um dos mais esperados jogos da segunda volta da Liga Nos: o clássico entre SL Benfica e Sporting CP.
Na época passada, o Estádio da Luz recebeu o primeiro derby a 3 de janeiro de 2018, onde o SL Benfica não foi além de um empate a uma bola, o que complicava as contas para quem queria ocupar a primeira posição. Perante este resultado, o SL Benfica ocuparia assim o terceiro lugar, a três pontos do Sporting CP e a cinco do FC Porto. Na segunda volta do campeonato português, os dois clubes voltaram a empatar, mas desta vez sem golos. Infelizmente, já era impossível para o SL Benfica ganhar o campeonato, visto que esta foi a penúltima jornada e os encarnados estavam a sete pontos do primeiro lugar.
O SL Benfica ocupa neste momento o segundo lugar na tabela classificativa, a cinco pontos do líder FC Porto. Por sua vez, está à frente do SC Braga e do Sporting CP, que estão a um e cinco pontos, respetivamente Fonte: SL Benfica
Esta época, os dois clubes da capital portuguesa já se encontraram para disputar um dos dois clássicos. Para não variar, voltaram a empatar a uma bola num jogo a contar para a 3ª jornada da Primeira Liga. Parece que o resultado está viciado, mas, certamente, ambos vão dar tudo para conseguirem sair vitoriosos na partida que se vai realizar no Estádio José Alvalade.
São muitas as expetativas para o grande jogo. Os bilhetes já estão esgotados da parte dos adeptos do SL Benfica e espera-se casa cheia. Bruno Lage tem ocupado bem o seu lugar, o que traz mais convicção e mais garra à equipa. Espera-se um jogo calmo, mas já se sabe que os ânimos são mais altos nestes casos. Ainda assim, o clube da Luz mantém a sua tranquilidade e estão certos de que será um bom jogo, bem disputado por ambas as partes.
Em declarações ao Record sobre o último encontro do SL Benfica frente ao Boavista FC, Bruno Lage referiu que “o público precisa que a equipa jogue assim”. A verdade é que a exibição das águias nessa partida foi bastante melhor que outras também recentes. Sobre a equipa, o treinador diz que precisam de “manter o equilíbrio”, mas a sua humildade destaca-se quando afirma que “não temos de ficar eufóricos por vencer desta maneira”.
Bruno Lage: “O público precisa que a equipa jogue assim” Fonte: SL Benfica
Bruno Lage acredita que têm de “ser consistentes e equilibrados” e diz estarem a “tentar criar o hábito de jogar numa dinâmica diferente” e, por conseguinte, estão “num bom caminho”. Parece que os encarnados encontraram no novo treinador uma boa motivação e que estão mais do que prontos para defrontarem um dos “três grandes” de Portugal, posição onde se encontram.
Segundo as estatísticas, os derbys entre SL Benfica e Sporting CP são, no total, 221. Desse número, os encarnados venceram 99 vezes contra 74 do Sporting CP, o que, inversamente, corresponde a 74 derrotas das águias e 99 dos leões. Empataram 48 vezes, mas um dos clubes continua a destacar-se: o SL Benfica conta com 371 golos marcados, contra 330 do Sporting CP, que, tal como acontece com as vitórias/derrotas, inversamente corresponde a 330 e 371 derrotas dos dois clubes. Neste sentido, a média de golos marcados é de 1,68 e 1,49, respetivamente.
No final, fica a pergunta: SL Benfica ou Sporting CP? Quem sairá vencedor desta partida importantíssima nesta altura do campeonato?
A uma semana de visitar a Luz, a Oliveirense recebeu e goleou o Paço de Arcos por 9-1. Mantendo a liderança do campeonato e a vantagem sobre o Porto, que também venceu, tendo aproveitado para se distanciar do Benfica, ficando à espera de saber o que faz o Sporting no encontro diante do Riba d’Ave.
A jogar em casa e com possibilidade de aumentar a vantagem para os encarnados, Jorge Silva, servido por Torra, desviou o esférico perto da baliza de Diogo Rodrigues e fez o 1-0 logo aos três minutos. Procurando manter a boa forma das últimas semanas, o Paço de Arcos não se intimidava e Rafael Lourenço, num lance bastante parecido com o do golo da União, quase restabeleceu a igualdade.
Numa partida que começou de forma bastante dinâmica e com um ritmo alto, Oliveirense e Paço de Arcos procuravam chegar à baliza adversária muito rapidamente. No entanto, poucos foram os lances que assustaram os guardiões, sobretudo Puigbí.
Com cerca de dez minutos de jogo e pouco tempo depois de um primeiro aviso, Jordi Bargalló arrancou para uma iniciativa individual e, ao ver Jorge Silva em boa posição, assistiu o melhor marcador da Oliveirense para o 2-0. Nem volvido um minuto e Xavi Barroso, na tentativa de servir um colega de equipa, acabou por fazer o 3-0. Contudo, Matraco, nome pelo qual é conhecido Diogo Rodrigues no mundo do hóquei em patins, não ficou nada bem na fotografia. Segundos depois, na sequência de uma perda de bola de Tiago Gouveia, Marc Torra ficou muito perto do quarto. Matraco aproveitou para redimir-se.
A perder por três golos sem resposta, o Paço de Arcos tentava responder, mas não estava a conseguir penetrar na teia defensiva da União. Equipa que estava a pressionar bastante, de forma a recuperar o esférico o mais rapidamente possível, com o objetivo de apanhar o conjunto da linha em contrapé. Em ataque organizado, a Oliveirense não apresentava “ância” dos minutos iniciais, procurando criar desequilíbrios na defesa do Paço de Arcos.
Sempre com muito dinamismo e ritmo no ataque, a Oliveirense fazia o que queria, controlando o encontro sem qualquer tipo de dificuldades. Criando perigo para a baliza contrária e cerrando os caminhos para a sua.
Concluída a primeira parte, a Oliveirense vencia o Paço de Arcos por claros 3-0. Resultado sem qualquer tipo de contestação e que apenas não era mais avolumado porque Matraco não o permitiu. Com uma entrada muito forte em pista, a União cedo chegou à vantagem e com naturalidade a aumentou. Alcançados os três golos de diferença, o conjunto de Oliveira de Azeméis controlou a partida a seu belo prazer, não tendo permitido, praticamente, qualquer tipo de resposta ao Paço de Arcos.
Jorge Silva, o melhor marcador da Oliveirense, voltou a estar em grande ao apontar três golos Fonte: União Desportiva Oliveirense/Simoldes-Hóquei em Patins
A segunda metade manteve a toada da primeira e a Oliveirense voltou a entrar forte. Contudo, quem marcou foi o Paço de Arcos. Pedro Vaz stickou e Rafael Lourenço, bem posicionado, desviou o esférico para o 3-1. Segundos depois, Rafael Lourenço ficou perto de bisar, mas Puigbí acabou por levar a melhor no novo duelo com o número quarenta e quatro do conjunto visitante. Não voltou a marcar o Paço de Arcos, marcou a Oliveirense. Pablo Cancela, numa jogada de insistência, disse sim a um passe de Pedro Moreira e apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, nova iniciativa individual de Jordi Bargalló e estava feito o 5-1. Por mais uma vez, Matraco podia ter feito mais.
Após uns minutos frenéticos depois do regresso dos balneários, a Oliveirense, que não desaproveitava uma transição rápida, começou a procurar recuperar o controlo do encontro, passando a fazer ataques mais longos.
Sem conseguir chegar à baliza em jogo corrido, o Paço de Arcos tentava surpreender. Assim, na sequência de uma bola que sobrou para a meia pista do conjunto da linha, Tomás Moreira stickou de muito longe e por pouco Rafael Lourenço não marcou.
Em cima da marca dos quarenta e dois minutos de jogo, bela triangulação da equipa da Oliveirense e, servido por Bargalló, Ricardo Barreiros fez o 6-1. A superioridade da União era evidente e pouco depois Marc Torra, a passe de Bargalló, assinou o 7-1.
A cerca de sete minutos e meio do fim, numa situação de quatro para três momentâneo, visto que um atleta do Paço de Arcos chegou atrasado à sua zona defensiva, Emanuel Garcia, servido por Marc Torra, fez o 8-1. Minutos depois, contra-ataque de três para dois a favor da Oliveirense e Jorge Silva apontou o 9-1.
A faltarem perto de dois minutos para terminar a partida, a Oliveirense cometeu a sua 10ª falta. Tomás Moreira foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Puigbi, com a perna esquerda, negou o golo ao jovem jogador do Paço de Arcos.
Finalizado o encontro, a Oliveirense goleou o Paço de Arcos por 9-1. Resultado que se ajusta ao que as duas equipas fizeram dentro de pista e que demonstra a enorme superioridade do conjunto de Oliveira de Azeméis. Muito forte a atacar, fosse em transições rápidas ou em combinações, quando em posse, mas também a defender, não dando muito espaço aos comandados por Luís Duarte para criar lances de perigo.
Assim, a Oliveirense mantém a liderança do campeonato nacional, agora com trinta e oito pontos, mais um que o Porto, que nesta jornada venceu a Juventude de Viana por 7-5, tendo ainda aproveitado o empate do Benfica em Tomar a 1-1. No que diz respeito ao Sporting, os leões jogam apenas no domingo, no derradeiro encontro da ronda, recebendo a surpresa do campeonato, o Riba d’Ave HC.
EQUIPAS
UD Oliveirense: 88-Xavi Puigbí (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 74-Pablo Cancela, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia
CD Paço de Arcos: 1-Diogo Rodrigues (GR), 2-Tiago Gouveia (CAP.), 5-José Tiago, 44-Rafael Lourenço e 53-Pedro Vaz; Jogaram ainda: 3-Paulo Jesus, 6-Bruno Frade, 7-Tomás Moreira e 8-João Mendes
O FC Porto caminha já para o terceiro jogo da segunda volta da primeira liga, frente ao Vitória SC, no Estádio D. Afonso Henriques. Não será com certeza um jogo fácil, visto que o Vitória SC e o SL Benfica foram as únicas equipas que conseguiram derrotar os azuis e brancos nesta edição do campeonato.
Na primeira volta, o FC Porto perdeu por 2-3 no Estádio do Dragão depois de estar a ganhar por 2-0. Quase seis meses depois, os Dragões esperam sair da cidade vimaranense com os três pontos na bagagem e aproveitarem o resultado do dérbi para se distanciarem na liderança.
No entanto, após o jogo de hoje, o FC Porto ainda terá mais 14 jogos para disputar a contar para a Liga Portuguesa. Serão 14 jogos decisivos e o resultado de cada um deles terá um grande impacto na conquista do título de campeão. Prevêem-se que alguns confrontos sejam mais acessíveis do que outros, mas o futebol não é uma ciência exata e o fator surpresa está sempre presente, desde o apito inicial até ao fim do jogo. Posto isto, elaborámos uma breve análise a cada jogo que resta ao FC Porto na Liga NOS 2018/2019.
Vitória SC – FC Porto
Como acima referido, será um jogo difícil para os azuis e brancos. O Vitória SC foi a única equipa que derrotou o FC Porto no Estádio do Dragão nesta temporada e venceu o Sporting CP no D. Afonso Henriques por 1-0. Estão neste momento no 5º lugar da tabela classificativa, mas o Moreirense FC, o Belenenses SAD e o Portimonense SC também estão na luta. Nos últimos cinco jogos do FC Porto no Estádio D. Afonso Henriques, o clube da cidade invicta tem um histórico de duas vitórias, dois empates e uma derrota.
Moreirense FC – FC Porto
Mais uma deslocação ao Minho e mais um jogo complicado para o conjunto de Sérgio Conceição. O Moreirense FC tem sido uma das equipas “revelação” desta temporada e não tem sido fácil para o FC Porto conseguir os três pontos em Moreira de Cónegos. Na temporada passada o resultado foi 0-0, num jogo com alguma polémica à mistura, e este ano prevê-se que se encontre um Moreirense FC ainda mais forte do que nos outros anos. É o terceiro jogo da época em que os Dragões defrontam os Cónegos e o FC Porto acabou por ganhar ambos, 3-0 no Estádio do Dragão a contar para a Liga NOS e 4-3 também no Estádio do Dragão numa eliminatória da Taça de Portugal.
FC Porto – Vitória FC
Dia 16 de fevereiro será o dia em que o FC Porto regressa aos jogos em casa frente ao Vitória FC, atual 12º classificado. À partida será um jogo mais acessível para o emblema azul e branco, visto que os sadinos nunca ganharam no Estádio do Dragão. No entanto, Sérgio deverá tomar precauções, pois o jogo será na mesma semana da eliminatória da Liga dos Campeões frente à AS Roma.
CD Tondela – FC Porto
O Tondela está a quatro pontos da zona de despromoção, mas não é isso que torna a equipa de Pepa num adversário fácil. Nos últimos anos têm conseguido roubar alguns pontos aos “três grandes”, como é o caso do jogo contra o Sporting CP nesta época (2-1) e mesmo contra o FC Porto na temporada passada (0-0) e SL Benfica (2-3).
FC Porto – SL Benfica
Jogo importantíssimo para as contas finais do campeonato. A menos que o SL Benfica esteja ainda mais distanciado do que agora, será um jogo ainda mais decisivo que os restantes. No caso de vitória do FC Porto, se ainda se mantiver na frente, fica mais perto do título de campeão nacional. Na primeira volta o resultado foi 1-0 para a equipa lisboeta, mas em casa dos azuis e brancos tudo poderá ser diferente.
CD Feirense – FC Porto
O histórico de confrontos entre o CD Feirense e o FC Porto é mais positivo para o campeão nacional, mas em 2016, a equipa de Santa Maria da Feira conseguiu vencer os Dragões por 2-0, a contar para a Taça da Liga, quando ainda era Pepa o seu treinador. Para o campeonato, o FC Porto tem apenas um desaire em casa do CD Feirense, um empate 0-0.
Sérgio Conceição e Brahimi celebram o golo do argelino Fonte: FC Porto
FC Porto – CS Marítimo
O CS Marítimo não tem conseguido atingir a forma que, em outros tempos, fazia por vezes temer a equipa madeirense. Neste momento, o Marítimo é 13º classificado e muito dificilmente conseguirá a vitória ou mesmo o empate no Estádio do Dragão.
SC Braga – FC Porto
Será também um jogo com muito peso para as contas finais. O SC Braga é o atual terceiro classificado da Liga NOS e está muito perto do SL Benfica, o que significa que também é candidato ao título. Na primeira volta, o FC Porto venceu 1-0 com um golo ao cair do pano de Tiquinho Soares. Esperam-se muitas dificuldades para os azuis e brancos conseguirem levar os três pontos para casa.
FC Porto – Boavista FC
Dérbi é sempre dérbi, mas ultimamente o FC Porto tem levado sempre a melhor. Na primeira volta os Dragões venceram o 17º classificado para lá do minuto 90 com apenas um golo na partida (Hernâni foi o marcador), mas as coisas prometem ser bem diferentes no Estádio do Dragão.
Portimonense SC – FC Porto
Depois da saída de Nakajima, Manafá e Ewerton, o Portimonense ficou bastante desfalcado. Nesta temporada a equipa algarvia conseguiu bater o SL Benfica e o Sporting CP e ainda empatar frente ao SC Braga, tudo isto em Portimão. É certo que não será “canja” para a equipa nortenha, mas o passado dita que os azuis e brancos têm tudo para vencer.
FC Porto – CD Santa Clara
A equipa recém-promovida ao principal escalão do futebol português está em 10º lugar e tem tudo para assegurar a manutenção. No entanto, muito dificilmente conseguirão vencer os azuis e brancos no Estádio do Dragão. Perderam por 1-2 na primeira volta e na reta final do campeonato o mais certo é que sofram outra derrota.
Rio Ave FC – FC Porto
Um Rio Ave muito menos perigoso do que nas outras temporadas, mas continua a ser um Rio Ave que poderá roubar pontos aos grandes. Nos últimos anos o FC Porto tem conseguido vencer em Vila do Conde, no entanto, no futebol há sempre o fator surpresa… Na primeira volta o FC Porto venceu por 2-1.
FC Porto – CD Aves
O CD Aves está perto da zona de despromoção e isso pode implicar uma motivação extra por parte do emblema da Vila das Aves. Após a mudança de treinador, o Aves poderá tomar outro rumo e ganhar forma, mas irá também encontrar um Dragão em fúria para alcançar o bicampeonato.
CD Nacional – FC Porto
Deslocações à Madeira podem ser traiçoeiras, mas se o FC Porto quer ser campeão terá de enfrentar todas as adversidades que tem pela frente. Caso ainda não tenham conseguido o título, os azuis e brancos são praticamente obrigados a vencer este jogo. Na primeira volta o CD Nacional foi derrotado por 3-1.
FC Porto – Sporting CP
Caso o FC Porto esteja na luta pelo título, não será de todo um jogo fácil. É certo que o Sporting CP vai querer vencer de qualquer das formas, mas se o FC Porto conquistar o título antes deste jogo a carga de importância vai diminuir para os leões e será apenas um jogo de condecoração.
Que bom que é: dois derbies em quatro dias. Primeiro no domingo para o campeonato e depois na quarta-feira para a primeira mão da meia final da Taça de Portugal. Sou daquele tipo de adeptos que gosta de ver o futebol como um autêntico espetáculo repleto de emoções fortes. ‘Um derby será sempre um derby” e estes jogos são sempre os mais esperados por todos os adeptos.
Numa altura em que o Sporting se encontra a dez pontos do primeira classificado, o Futebol Clube do Porto, e a cinco do Sport Lisboa e Benfica, esta partida é vista como fundamental para ambas as equipas: por um lado, os leões querem encurtar distâncias e deixar o sonho da Liga dos Campeões ainda vivo; por outro, as águias ainda sonham com o título e é crucial não perderem pontos. Espera-se, então, um jogo aberto em que ambas as equipas lutem veementemente pela vitória.
No que diz respeito aos convocados, há novidades de ambos os lados. Marcel Keizer colocou reforços na ficha de jogo: Tiago Ilori e Borja chegaram há pouco tempo, mas já têm a confiança do técnico leonino. No que diz respeito às baixas, Ristovski, Mathieu e Acuña estão fora do derby. Por sua vez, Bruno Lage, que não pode contar com Jonas e Fejsa, chamou Diogo Jota e Ferro para o jogo de domingo.
Será, sem dúvida, um jogo rigoroso em termos táticos, com duas equipas bem organizadas e sempre à procura do golo. Só assim pode ser tendo em conta as circunstâncias.
Segunda-feira há ainda derby para o voleibol, mas as atenções estão naturalmente viradas para o futebol Fonte: Sporting CP
Se o jogo de domingo se espera altamente emocionante, o que dizer do jogo de quarta? A taça é sempre um objetivo concreto e eliminar o rival é um passo fundamental para chegar ao Jamor. Com as aspirações do campeonato já hipotecadas, os leões interpretam a taça como uma salvação da época e seria um título muito bem recebido para os lados de Alvalade. Do ponto de vista do SL Benfica, com um início de época algo atribulado, que até deu origem ao despedimento de Rui Vitória, ganhar a taça seria extremamente positivo. Assim sendo, este jogo da taça será igualmente emocionante e repleto de espetáculo.
Tarde de sol e de muito frio no Estádio José Santos Pinto. O último classificado, SC Covilhã, recebeu o décimo classificado, Varzim SC, naquela que foi a 20ª jornada da Segunda Liga. Os serranos pretendiam voltar às vitórias e subir na tabela classificativa.
A primeira parte começou praticamente com o golo da equipa da casa, aos sete minutos de jogo, numa grande confusão na pequena área, Diego Medeiros serviu Adriano, que pôs a bola no fundo das redes.
Aos 15 minutos da partida, os adeptos serranos ainda gritaram golo, quando Gilberto descobriu Diego Medeiros, que passou para Mica. Isolado na área, rematou ao lado da baliza de Emanuel.
O Covilhã foi a melhor equipa, ainda que com alguns erros no último passe, e estava concentrada e bem organizada. Com três reforços no onze inicial: Diego Medeiros (cedido pelo FC Paços de Ferreira), Kukula e Tiago Moreira, ambos ex-Leixões SC. Este último foi um dos melhores da primeira parte, fazendo boas combinações com Adriano e recuperando várias bolas, nunca virando a cara à luta.
A equipa visitante não tinha ligação entre setores, nem qualquer definição no ataque, não tendo feito qualquer remate à baliza adversária. A primeira parte foi muito fraca por parte do Varzim, o que proporcionou uns primeiros 45 minutos muito tranquilos para o guardião dos serranos, Vítor São Bento.
O Varzim SC foi uma equipa sem ideias no primeiro tempo Fonte: Varzim SC
A primeira parte acabou com os ânimos exaltados, não dentro do campo, mas sim fora dele, nas bancadas, já que adeptos do SC Covilhã e Varzim SC se envolveram numa troca de palavras que rapidamente foi controlada pela polícia.
A segunda metade da partida foi menos conseguida e ficou marcada pelo pouco acerto no último passe e finalização da equipa da casa. O Varzim, ainda que mais próximo da área do Covilhã na segunda parte, continuou a ser uma equipa pouco ligada e com poucas ideias.
A primeira situação de real perigo aconteceu aos 74 minutos, quando Deivison, após uma bela abertura de Mica, falhou na cara do guarda-redes do Varzim.
Aos 81′, Deivison voltou a falhar o 2-0 para o Covilhã, rematando com força ao lado da baliza defendida por Emanuel.
Os minutos finais da partida vieram trazer algum entusiasmo, com a equipa do Varzim a subir no terreno, o que causou ainda alguns sustos aos adeptos do Covilhã. Emanuel, guardião do Varzim, subiu à grande área dos serranos para tentar a sua sorte, contudo, sem qualquer efeito no resultado, com Vítor São Bento a defender o cabeceamento do seu colega de posição.
Num jogo seguro e bem conseguido por parte do SC Covilhã, os serranos subiram, à condição, cinco lugares, sendo agora 13º na tabela classificativa, com os mesmos 20 pontos que Académico de Viseu FC e CD Cova da Piedade.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES: SC Covilhã: São Bento, R. Vieira, Henrique G., Adriano (73’ Bonani), Gilberto, Diego Medeiros, Tiago Moreira, Kukula (71’ Deivison), Zarabi, Rodrigues, Mica (85’ Semedo)
Varzim: Emanuel, Elizio, Nelsinho (70’ R. Barros), Júlio Alves (61’ Haman), J. Amorim, Baikoro (56’ Chérif), Baba, Mário Sérgio, Vasco Rocha, Jeferson, Nelson Agra