Ver as redes da baliza adversária abanarem é o momento alto de um jogo de futebol. É de golos que as vitórias se fazem e que as conquistas se alcançam. Embora nem todos os golos acabem por dar uma vitória, todos eles são importantes para o percurso da equipa e fazem parte das memórias dos adeptos. Ainda assim, há sempre uns que nos marcam especialmente mais do que outros, por um ou outro motivo. Este top de golos que mais me marcaram é isso mesmo, os golos que ainda hoje mais facilmente recordo, mesmo que os tenha visto ainda em miúda, e não necessariamente os golos mais importantes da história do FC Porto.
Davis Cup: Portugal complica as contas
A seleção portuguesa complicou as contas para a manutenção no Grupo I Zona Europa/África ao perder no play-off de manutenção na Ucrânia diante da seleção local por 3-1. Os portugueses até começaram bem a eliminatória com a vitória de João Sousa em singulares diante de Illya Marchenko, contudo acabaram por ceder nos encontros seguintes com Pedro Sousa a perder diante de Sergiy Stakhovsky, a dupla Gastão Elias/João Sousa a perder com Denys Molchanov/Sergiy Stakhovsky e João Sousa também a ceder contra Sergiy Stakhovsky.
Com a derrota frente à Ucrânia, a seleção nacional necessita de vencer o play-off que se realizará em Outubro no nosso país diante da África do Sul para não descer ao Grupo II e, em caso de vitória, Portugal permanecerá no Grupo I (o 2º principal escalão mundial) pelo quarto ano consecutivo.
Se a derrota com os ucranianos deixou a seleção portuguesa numa situação de “mata mata”, a verdade é que Portugal tem tudo para seguir em frente no confronto com a África do Sul. A seleção sul-africana não contará com a sua maior estrela, Kevin Anderson, número 9 mundial que desde 2011, em virtude de um diferendo com a Federação Sul Africana de Ténis, não disputa qualquer encontro em representação da mesma, o que facilita, e muito, a tarefa aos tenistas portugueses.
Na teoria, Portugal parte com todo o favoritismo para este embate, desde logo pelo facto da seleção portuguesa possuir uma maior qualidade de tenistas em relação aos sul-africanos em termos individuais, apenas um tenista sul-africano figura no top 300 mundial ao invés da seleção portuguesa em que os quatro elementos que disputaram a eliminatória com a Ucrânia, todos eles são membros do top 300 do ranking mundial, com o importante trunfo de se disputarem quatro dos cinco encontros em singulares.
Embora a África do Sul possua um especialista em pares, o nº 19 mundial de pares, Raven Klaasen, apenas se disputa um encontro nestas condições, o que pouca influência trará no resultado final. O fator casa é algo verdadeiramente influenciador e que aumenta ainda mais o favoritismo português, onde normalmente os jogadores da casa se transcendem perante o seu público, criando-se uma atmosfera única no panorama tenístico, o denominado “Ambiente de Taça Davis”.


Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
Para o encontro com a África do Sul, o capitão da Seleção Portuguesa, Nuno Marques, optou por convocar os mesmos elementos que disputaram o play-off com a Ucrânia e também os quatros melhores tenistas classificados no ranking mundial, João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias e João Domingues. A convocatória sul-africana ainda não se encontra definida mas não deve haver alterações relativamente ao último encontro com Israel, em que foram chamados Lloyd Harris, Raven Klaasen, Ruan Roelofse e Nicolaas Scholtz.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro
Analise táctica: FK Qarabag


Fundado há 67 anos, o FK Qarabag está atualmente situado na região de Baku, pois em 1993 foi obrigado a deixar a sua região mãe devido à Guerra entre o Azerbaijão e Arménia. Apesar de há muito se ter deslocado e de ser obrigado a estabelecer-se então na capital azeri, ainda existe uma esperança de um dia o clube conseguir regressar a sua cidade de origem, uma cidade com cerca de 40 mil pessoas que é hoje constituída por ruínas da guerra e sendo também considerada uma das maiores cidades fantasma do Mundo. O antigo estádio do FK Qarabag foi inclusive destruído durante a guerra, utilizando então o clube, um estádio construído em 2015 em Baku, apesar do FK Qarabag disputar os seus encontros da UEFA no Estádio Olímpico de Baku, onde será disputada esta temporada a final da Liga Europa.
Apesar de todas as dificuldades, é de salientar e enaltecer a ascensão do FK Qarabag nos últimos anos, que impressiona ao ponto de hoje ser uma equipa competitiva na Europa – na época de 2017/18 foi um ano histórico. Foi na Liga dos Campeões que o conjunto azeri fez história ao bater o FC Copenhaga no play-off de qualificação para a Fase de Grupos da prova através da regra dos golos fora e definir-se, por isso, como a primeira equipa da história do Azerbaijão a alcançar esta fase da competição, onde também aí o FK Qarabag surpreendeu.
Apesar do último lugar no grupo da morte da competição, a equipa não perdeu qualquer um dos dois jogos disputados frente ao Atlético Madrid naqueles que foram os dois únicos pontos conquistados pela equipa que registou derrotas então frente a AS Roma e Chelsea – além de se ter estabelecido como a principal força do futebol azeri, destronando o seu rival direto Neftçi Baku, que tal como o nome indica, é um clube situado na capital do país. Para este crescimento em muito contribuiu a chegada ao clube de Gurban Gurbanov, antigo ícone do futebol do Azerbaijão, é treinador da equipa do FK Qarabag desde 2008 e atualmente com 46 anos é conhecido por praticar um futebol expansivo e baseado na posse de bola tendo levado até ao clube a ser apelidado de “Barcelona do Cáucaso”.
Na presente época, o conjunto do Azerbaijão, O FK Qarabag falhou o seu primeiro objetivo da temporada: repetir a qualificação para a fase de grupos da Champions, como havia feito na época transata. Depois de deixarem pelo caminho os eslovenos do Olimpija e os albaneses do Kükesi, num conjunto de quatro jogos em que não sofreram golos, os cavaleiros foram superados pelo BATE. O acesso à fase de grupos da Liga Europa, assegurado pela quarta vez nos últimos cinco anos, foi obtido após eliminarem o Sheriff Tiraspol num conjunto de 3-1. O plantel conta com algumas caras bem conhecidas dos Portugueses e de Alvalade. Vagner, ex-Estoril, é o dono das redes enquanto que Simeon Slavchev, que passou pelos Leões, é um dos patrões do meio-campo.
É uma equipa que costuma rodar o seu plantel no seu campeonato, pois sabe que tem qualidade suficiente para vencer os seus jogos mesmo com uma equipa menos rotinada ou com os melhores elementos, tentando assim jogar na máxima força nas competições europeias surpreendendo os adversários. Para esta temporada a equipa reforçou-se muito bem e apresenta-se mais forte que na época passada. Na equipa que consideramos a equipa mais forte/equipa base temos cinco reforços (Vagner, Slavchev, Zoubir, Ozobic, Emeghara). Para esta analise tática, vamos considerar apenas os jogos já realizados para as competições da UEFA e para o seu campeonato local.
Força da Tática: Paulo e Julian, a primeira dança
O sorteio da Liga dos Campeões ditou que no grupo F, iriam se encontrar Manchester City FC, Olympique Lyonnais, FK Shakhtar e TSG Hoffenheim.
Para além de esse sorteio nos proporcionar novo encontro entre Paulo Fonsesa e Pep Guardiola, tão bom de ver na época passada, trazia também um primeiro embate entre o treinador português e Julian Nagelsmann. Treinador do Hoffenheim que se tornou o técnico mais jovem de sempre a comandar uma equipa na Liga dos Campeões.
É uma primeira dança, entre muitas a que vamos assistir no palco do futebol europeu.
Equipas
A equipa da casa alinhou no seu habitual 4-2-3-1. Em comparação com a equipa que vimos na edição passada desta prova, Butko assume o lugar de Srna na lateral direita, Patrick (na posição de Fred) faz dupla com Stepanenko no meio campo, Moraes é o ponta de lança, lugar que era de Ferreyra, e Bolbat foi o escolhido para completar a perigosa linha de três homens (com Taison e Marlos) na frente da dupla de meio campo.


Podemos observar que a organização é uma palavra bem presente na equipa, e que Paulo Fonseca adora. Geralmente o corredor central é fechado a cadeado pelo treinador português, que consegue não só o controlo territorial dessa zona, como impede o acesso aos espaços nessa zona do campo.
Hoffenheim
Julian Nagelsmann também não alterou aquilo que é a sua estrutura habitual, o 5-3-2. Uma estrutura que se transforma em função da posição da bola.
Apesar da ausência de nomes importantes da equipa inicial, como Dermirbay e Amiri, o Hoffenheim não mudou muito a equipa para este jogo. Grillitsch no vértice mais recuado do triângulo de meio campo, tinha a companhia de Kramaric e Bittencourt no apoio a Joelinton e Szalai.


Nagelsmann só dança, se pressionar o seu “par”
O Hoffenheim consegue chegar ao golo bem cedo, cinco minutos, em resultado da forma como pressiona os adversários. Não acontece de forma agressiva perto da grande área do adversário, mas em zonas mais intermédias, geralmente no meio campo, onde força através de marcações homem a homem às opções de passe do portador da bola, ao erro. O papel de Vogt, central do meio dos três, é muito importante na forma com sai da sua posição para proteger a linha defensiva, impedindo que o adversário rode e fique de frente para a baliza. Pressionar desde trás, é isso que Vogt induz.
Na imagem, podemos ver os dez jogadores de campo do Hoffenheim. Uma clara sobrecarga da zona da bola, que resulta na recuperação de bola e no golo.


Quando os centrais do Shakthar tinha posse de bola, eram imediatamente pressionados pelo ponta de lança, que pela forma como abordava o central, cortava a linha de passe interior para o médio da equipa ucraniana.
A colocação dos jogadores alemães, em Organização Defensiva, entre a bola e o jogador adversário, procurava cortar a linha de passe, mantendo esse tal adversário na sua sombra. Assim, ao se posicionarem dessa forma, mais próximo da baliza adversária que os próprios jogadores do Shakthar, um erro dos homens da casa, colocava os alemães imediatamente em uma posição vantajosa para lançar contra-ataques.


Hoffenheim ofensivamente: Direto
Um dos aspetos mais fortes da equipa alemã em termos ofensivos, é a forma como usa os movimentos de aproximação à bola ao mesmo tempo que promove muitos de ataque à profundidade. Aqui vemos os dois avançados da equipa a baixarem até ao meio campo defensivo, para dar apoio frontal ao médio, este movimento de aproximação arrasta toda a linha defensiva adversária, e cria o espaço para o médio do lado oposto iniciar automaticamente (em um movimento padrão) a corrida em direção à baliza adversária.


Normalmente vemos nos sistemas com dois alas laterais, como acontecia no Chelsea FC de António Conte, serem esses homens mais exteriores a realizarem este tipo de ataques ao espaço, mas Julian usa muito mais os dois médios interiores para este tipo de movimentos.
Shakhtar bloco médio
Bloco médio, organizado. Normalmente, vemos a linha defensiva mais próxima do meio campo e este bloco mais afastado na baliza, mas tendo em conta o adversário, assumo que foi estratégia de Paulo Fonseca, defender ligeiramente mais baixo, mas continuado a confiar na “armadilha do fora de jogo” para controlar o espaço atrás da linha defensiva.
Médio, quase sempre Patrick, sobe ligeiramente para encurtar no seu homem, lateral desse mesmo lado faz o mesmo. O único homem que não participa na pressão é Moraes, que se fixa ao centrais para evitar que estes consigam rodar a bola rapidamente para o lado contrário, onde o Shakthar não tem ninguém.


Já o companheiro de Patrick, o homem mais recuado do meio campo, Stepanenko, raramente procura abandonar a sua posição para pressionar. A sua missão é equilibrar os movimentos de Patrick, preenchendo dos espaços quando este sai para pressionar mais à frente.
Shakhtar trabalho ofensivo
A forma como a equipa inicia a construção é normalmente bastante flexível. Pode recorrer ao central Rakitskiy, e à sua qualidade de passe ou mesmo a Pyatov e a facilidade com que, caso o Shakhtar consiga atrair o adversário até à sua área, o guarda redes consegue fazer a bola chegar aos laterais, que a partir dai pode avançar.
Jogar e explorar o espaço entre linhas e intralinhas, é uma das imagens de marca desta equipa. Particularmente através do tridente: Marlos, Taison e o novo recruta da função: Bolbat. Onde existe uma procura clara da equipa, por colocar estes homens em situações de um para um com o adversário, algo que o Hoffenheim raramente permitiu.
Curiosamente, quando a equipa alemã permitiu a um dos “artistas” brasileiros ficar em uma situação de um para um (Ismaily), sofreu golo.
Com um Shakhtar ainda a procurar se encontrar, depois da perda de jogadores importantes, Julian Nagglesmann mostrou que vinha com a lição muito bem estudada e colocou muitas dificuldades a Paulo Fonseca. Vamos esperar pela segunda volta e ver como corre a segunda parte desta dança.
Foto de Capa: TSG Hoffenheim
SL Benfica 0-2 FC Bayern Munique: Renato reencontrou a Luz de orgulho ferido


O treinador do Benfica, Rui Vitória, decidiu apostar no mesmo onze com que goleou o Nacional, na Madeira. Seferovic continuou a ser a aposta no ataque «encarnado». Uma experiência anterior na Bundesliga podia fazer a diferença perante os oponentes bávaros, mas isso não se sucedeu.
Já no Bayern de Munique, face à lesão de Corentin Tolisso, a novidade foi precisamente Renato Sanches. O jovem médio não alinhava num jogo oficial pelos germânicos há mais de um ano e certamente está a merecer a aposta do treinador Niko Kovač.
Foi o ‘bulo’, campeão europeu por Portugal em 2016, que iniciou a jogada do primeiro golo da partida. Decorriam apenas dez minutos no Estádio da Luz quando Renato Sanches passou a bola para o corredor esquerdo dos alemães, onde estava Ribéry. O médio foi até ao interior da área para entregar a bola na faixa a Alaba. O austríaco cruza para os pés de Lewandowski à entrada da pequena área que, ao dominar, simula um remate de primeira que bateu Grimaldo. Feito isso, o avançado polaco não perdoou e chutou para o fundo das redes de Vlachodimos (0-1).
Quer antes ou depois do jogo, o comportamento defensivo do Benfica foi vários momentos vulgarizado. A pressão que o Bayern fazia sob a equipa da casa era letal, mas a principal fraqueza do Benfica foi numa das suas valências, o ataque pelas alas. Os defesas laterais Kimmich e Alaba não proporcionaram em nada uma boa noite para os extremos benfiquistas, apesar de ser pelos corredores que surgia alguma esperança nas bancadas da Luz.
À entrada da meia hora e até ao fim da primeira parte, o Benfica conseguiu subir mais no terreno, estando alguns minutos no meio-campo do Bayern para fazer alguns remates à baliza de Neuer. Foi nesta altura em que os «encarnados» viam que tinham de fazer um maior jogo de paciência em trocar a bola, mas era de pouca dura. O Benfica queria sempre solicitar um jogador na ala e, se não fosse um caso, um futebolista ao meio. Muito se ouviu no estádio “chuta, chuta” e era isso a parte da solução.
Renato Sanches – que era um dos jogadores a observar na antecâmara desta partida – começou bem a partida, mas mostrou-se algo apagado no primeiro tempo. Em algumas transições de bola do Bayern Munique, o português foi quase sempre intercetado em momentos que um jogador do calibre desta equipa costuma quase sempre fazer a diferença. Mas o melhor estava mesmo para vir na segunda parte onde se cumpriu o momento da noite e o golo que ditava o resultado da partida.
Minuto 54 e a jogada é, diga-se de passagem, muito boa. Kimmich, de costas para o campo e muito perto da linha final pois estava pressionado, alivia a bola para Robben que consegue fazer um toque com a sola do pé. O esférico chega a Renato Sanches que faz um sprint para o meio-campo do Benfica. O português dá a Lewandowski à entrada da área encarnada enquanto se avançava ainda mais no terreno. O polaco dá a bola para o lado esquerdo, ocupado por Ribéry, que cruza rasteiro para a pequena área. Lá estava Renato Sanches para encostar fazer golo (0-2). Um silêncio ensurdecedor no Estádio da Luz, mas mal que o jovem jogador português se tinha levantado do relvado, este levanta os braços a pedir desculpa e os adeptos do Benfica já estavam também de pé para um aplauso.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Toda esta jogada foi um de diversos exemplos em que a pressão alta do Benfica, com dois jogadores muito perto da bola dominada pelo adversário, dava sempre algum espaço ao Bayern para criar as oportunidades que cria variando sempre das alas para o meio e vice-versa. Os «encarnados» viam sempre alguma dificuldade em defender, mas também criou as suas oportunidades com alguns remates de longe e bola parada. No segundo tempo, o melhor momento do Benfica que pode ser digno de registo é um cabeceamento de Ruben Dias vindo de um livre de Pizzi aos 59’ minutos. Neuer teve de dar uma palmada para canto que, também convertido pelo médio português, terminou em remate de cabeça de Jardel, que caiu para as mãos do guarda-redes alemão.
Após o segundo golo, misturou-se o orgulho dos benfiquistas em Renato Sanches com o desalento de uma nova derrota nas competições europeias. Sentiu-se o silêncio em praticamente todo o estádio que foi pouco abafado pelos adeptos no topo sul. Perto do final ouvia-se bem alto os adeptos que ainda ficaram na Luz a citarem o hino “eu sou de um clube lutador” e a terminar “com muito amor”.
Vitória justa do Bayern – que jogou da forma que se esperava – sobre o Benfica que necessita de retirar ilações para poder confrontar os próximos jogos da Liga dos Campeões, que tanto lutou para entrar, com maior confiança. Segue-se o AEK de Atenas, na Grécia.
Onzes iniciais:
SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Ruben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes (Zivkovic 74’) e Pizzi (Rafa 61’); Cervi, Salvio (Gabriel 61’) e Seferovic.
FC Bayern Munique: Neuer; Kimmich, Boateng, Hummels e Alaba; Javi Martínez (Müller 87’), Renato Sanches e James Rodríguez (Goretzka 78’); Ribéry (Gnabry 61’), Robben e Lewandowski.
Portugal: O país onde as mulheres não andam de bicicleta?
A Federação Portuguesa de Ciclismo já anunciou os representantes nacionais para os Mundiais de Ciclismo de Estrada a disputar em Innsbruck na Austria. No total, serão 12 os portugueses a enfrentar um dos mais seletivos Mundiais de que há memória: Nelson Oliveira, Ruben Guerreiro, Rui Costa, Tiago Machado e Domingos Gonçalves em Elites, André Carvalho, Gonçalo Carvalho, João Almeida, Tiago Antunes e Ivo Oliveira em Sub 23 e Guilherme Mota e Afonso Silva em Júniores.
Certamente o leitor reparou que todos estes nomes são masculinos e estará neste momento a perguntar-se se em Portugal não há mulheres a praticar ciclismo. Não tema. Não só as há, como este ano temos um número recorde de três ciclistas femininas a correr no estrangeiro em equipas UCI. O que, realmente, só nos faz questionar ainda mais esta decisão da Federação.
Olhando para o panorama nacional, o ciclismo feminino nunca esteve tão vivo e há várias ciclistas que bem mereciam esta experiência, até porque a dureza e competitividade dos Mundiais seria uma excelente aprendizagem para atletas com muito poucas oportunidades de se testarem contra as melhores da modalidade.


Fonte: José Baptista/Bola na Rede
A campeã nacional absoluta Daniela Reis tinha aqui um percurso que lhe assentava melhor que as edições mais recentes e, por isso, Portugal teria todas as condições para, através dela, obter um resultado aceitável tanto no crono como no fundo, como ainda há pouco provou com os seus 4.ºs postos em ambas as provas nos Jogos do Mediterrâneo.
Nas Elites, entre Liliana Jesus, que este ano até disputou algumas provas no País Basco, Marta Branco cuja regularidade foi um dos destaques da Taça de Portugal ou a veterana Celina Carpinteiro, medalhada de bronze nos nacionais, pelo menos uma delas poderia ser recompensada e ir à Austria para dar apoio à Daniela Reis na prova de fundo.
No escalão Sub23 (que em femininos não têm Mundial próprio, pelo que também correriam em Elites), as duas grandes promessas nacionais, Maria Martins e Soraia Silva, ambas da Sopela Team, não se adaptam ao percurso tão acidentado, mas beneficiariam bastante, especialmente Maria, de participar no contrarrelógio, onde já mostraram algum potencial.


Fonte: Vélofocus/Movistar Team
Para fazermos a comparação, a Federação Espanhola, que tem muito menos necessidade disso, porque em Espanha há várias equipas UCI e um calendário muito mais alargado, não deixa de aproveitar as oportunidades para dar mais experiência às suas atletas e ainda recentemente esteve com seis ciclistas no Tour de l’Ardèche, onde disputou a corrida.
Por tudo isto, é inaceitável esta postura da Federação Portuguesa de Ciclismo que não pode pregar o desenvolvimento do ciclismo feminino, mas falha nestes momentos. E se o problema for financeiro, então aí tem de reivindicar e não assobiar para o lado e agir como se não houvesse nada de errado com esta lista de convocados.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ciclismo
A lutar por um sonho
O Amora FC regressou esta época às provas nacionais e, para já, é uma das equipas-sensação das primeiras jornadas do Campeonato de Portugal Prio, liderando a série D. O clube da AF de Setúbal é um dos clubes históricos portugueses, com três participações na Primeira Liga Portuguesa (de 1980 a 1983) e procura estabilizar-se nas provas nacionais e, quiçá, intrometer-se já esta época na subida à II liga (última participação em 1995).
Passagem nos distritais
A última participação do clube em provas nacionais tinha sido na época 12/13, na extinta III Divisão Nacional. Com a descida aos distritais, seguiram-se 4 épocas (!!) a terminar no segundo lugar, sempre a ‘morrer na praia’. Estava difícil quebrar a malapata, no entanto, esse ciclo foi quebrado em maio da época passada com uma temporada sensacional. A equipa orientada por Élio Santos, que esta época passou a coordenador técnico, não teve qualquer derrota, foi o melhor ataque, a melhor defesa e terminou com mais sete pontos que o segundo classificado, o também histórico FC Barreirense, logrando a tão desejada subida de divisão e o regresso às competições nacionais.
Criação da SAD
No último trimestre da temporada passada, foi aprovada, em Assembleia Geral, a criação da SAD do Amora FC, com um investidor moçambicano, Zuneid Sidat, a ficar com 75%. Com esta medida, o clube não só procura estabilizar financeiramente, como profissionalizar mais a equipa de futebol e olhar para uma subida aos campeonatos profissionais rapidamente.


Fonte: Amora FC
Regresso às provas nacionais
Depois de quatro épocas a ficar sempre a escassos pontos da subida, o Amora FC aposta numa época tranquila. O objetivo a médio prazo é pôr o clube nas ligas profissionais, no entanto, este arranque de temporada faz os adeptos sonharem com, pelo menos, uma luta pela subida de divisão.
A ambição do clube ficou logo expressa na escolha para técnico principal. Litos, treinador de 51 anos, voltou ao ativo depois de duas épocas de paragem para abraçar este desafio. O técnico, que brilhou como jogador no Sporting CP, já orientou outros históricos do futebol português como o Oriental de Lisboa, o GD Estoril-Praia, o Portimonense SC ou o Leixões SC, somando já várias temporadas a treinar na II liga e duas épocas a liderar na I liga. Para além disso, Litos já conta no currículo com títulos nacionais conquistados em Moçambique (3 supertaças, 2 taças e 2 campeonatos nacionais).
A nível de contratações, foram contratados jovens talentos e jogadores mais experientes, com destaque neste arranque de época para Rúben Fidalgo e Diogo Tavares. O primeiro, veio do SC Olhanense, tem apenas 22 anos e já leva dois golos marcados, enquanto que o segundo tem 31 anos e fez carreira maioritariamente nas divisões secundárias de Itália, tendo uma fugaz passagem no CD Santa Clara. Formado no Sporting CP, já leva quatro golos em seis jogos.
Nas primeiras cinco jornadas da série D do Campeonato de Portugal Prio, o Amora FC derrotou, em casa, o FC Redondense por 4-0, tendo depois empatado a zeros, em Sintra, com o 1.º Dezembro. Seguiram-se três vitórias seguidas sobre o SC Olhanense (2-1), Moura AC (2-0) e CD Pinhalnovense (1-2). Para além disto, eliminou o Louletano DC na Taça de Portugal. Estas vitórias foram todas sobre adversários mais ‘batidos’ na divisão que o Amora FC, o que realmente permite aos amorenses sonhar.
Foto de Capa: Amora FC
Um 11 de jogadores que me inspirou a ser do SL Benfica


Com o passar dos anos e o gosto bem instituído, desenvolvi uma admiração maior por certos jogadores que marcaram a história do clube da Luz e que fizeram parte do meu percurso enquanto benfiquista de gema, como me considero atualmente.
Esta ideia levou-me a compilar, nesta semana, os atletas que têm tornado esta experiência mais entusiasmante num onze inicial de luxo e recheado de talento.







