Início Site Página 10706

O que é feito de Robin Soderling?

Robin Soderling é um nome cujos aqueles que acompanham ténis há alguns anos jamais esquecerão ou não fosse este o primeiro tenista da história a derrotar Rafael Nadal, o melhor jogador de todos os tempos em terra batida, no seu torneio predileto, Roland Garros.

Corria o ano de 2009 e o sueco estava com alguma surpresa nos quartos de final de Roland Garros e ia medir forças com o tetracampeão (atualmente já venceu por 11 vezes) do torneio e até esse encontro, invicto, Rafael Nadal, conseguindo a proeza de eliminar o espanhol e deixar o universo tenístico em choque. Até hoje, na história, apenas dois homens conseguiram ganhar a Rafael Nadal em Roland Garros, são eles Novak Djokovic e Robin Soderling, o que demonstra bem o feito do tenista sueco.

Uma das melhores vitórias da carreira em Roland Garros 2009
Fonte: ATP World Tour

A carreira tenística de Robin Soderling não se fica apenas pela vitória sobre Nadal. O sueco conquistou dez títulos ATP ao longo da carreira, sendo o mais importante, o ATP Masters 1000 de Paris. Em Grand Slams, atingiu por dois anos consecutivos a final de Roland Garros, perdendo em 2009 para Roger Federer e em 2010 para Rafael Nadal. O tenista sueco foi durante mais de dois anos, entre 2009 e 2011, membro do top 10 mundial, chegando a ocupar a quarta posição da hierarquia, apenas atrás dos “extraterrestres” Federer, Nadal e Djokovic.

Em julho de 2011, Soderling, que estava a cerca de um mês de completar 27 anos de idade, acabara de ganhar no seu país natal o ATP 250 de Bastaad, conquistando o seu último título da carreira e, sem sequer o imaginar, disputou também o seu último encontro como tenista profissional. Soderling foi diagnosticado com uma mononucleose infeciosa e nunca conseguiu recuperar a 100%, apesar de durante quatros anos fazer tratamentos com o intuito de regressar à competição, tal acabou por nunca acontecer. No final do ano 2015, com 31 anos, Soderling anunciou de forma oficial o final da sua carreira tenística.

O estilo de jogo de Soderling era baseado sobretudo na potência com que batia com a raquete na bola, sendo um tenista tremendamente ofensivo. Tinha um grande serviço em que ultrapassava facilmente os 200 km/h e a sua principal arma era a direita chapada, possuindo, na altura, uma das direitas mais potentes do circuito. A sua esquerda, apesar de inferior à direita, era também bastante sólida, pelo que se tornava muito difícil encontrar pontos fracos no jogo do sueco.

Durante o período em que se encontrava em tratamento, com a intenção de regressar ao circuito, Soderling foi diretor do ATP 250 de Estocolmo e fundou também a empresa RS-Tennis, que fabrica bolas de ténis e equipamentos.

Soderling numa sessão de treinos com o seu pupilo Elias Ymer
Fonte: ATP World Tour

Atualmente, Robin Soderling está novamente ligado de forma direta ao ténis, ainda que numa condição diferente daquela que lhe trouxe reconhecimento. É desde 2017 o treinador do jovem sueco Elias Ymer, atual n.º 126 do ranking ATP.

Uma coisa é certa, Soderling era um dos poucos que conseguia colocar em sentido os Big Four (Federer, Nadal, Djokovic e Murray), chegando a vencer todos eles, o que demonstra bem a qualidade do tenista sueco. Infelizmente, Soderling atingiu o auge da carreira apenas aos 25 anos e ainda antes dos 27 fez o seu último encontro profissional. A carreira de Soderling atingiu um patamar bastante elevado numa era de grande tenistas, contudo, caso não fosse afetado pela doença que culminou numa retirada muito prematura do circuito, o palmarés do sueco seria com toda a certeza muito maior.

Foto de Capa: ATP World Tour

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Navegando na maionese

0

Sou o único que está com falta de NBA no sangue? O melhor das férias é que elas acabam e a NBA regressa. Regressa, mas volta sorrateiramente. A pré-época só começa dia 28 de setembro: a má notícia? Faltam 28 dias; a boa notícia? Faltam 28 dias!

“Portanto, estamos de férias, não há nada para dizer sobre a NBA e este texto serve só para encher chouriços, certo?” Não sei do que falam, até parece que existe, porventura, nesta peça jornalística, alguma palavra que, digamos, “é desnecessária”, isto é, não faz cá falta, isto é, está a mais. Um bocado como o Brian Scalabrine no plantel dos Celtics, este texto é algo que não se percebe muito bem como veio aqui parar, mas existe. É uma mixórdia de temáticas…

Algo que me entristeceu nesta offseason: os San Antonio Spurs. Toda a situação com Kawhi Leonard – agora jogador dos Toronto Raptors (soon to be companheiro de LeBron nos Lakers) – foi peculiar. Nunca os Spurs tinham lidado tão mal com uma situação. Além do mais, perderam Tony Parker e Manu Ginobili, que anunciou o final da sua carreira (mais sobre isto daqui a pouco, não saia daí). É o fim de uma era que parecia ser inesgotável. Estou curioso para ver como Gregg Popovich vai gerir estes novos Spurs. Anseio para que destrua as minhas baixas expetativas.

Não quero falar de LeBron, mas torna-se impossível. Entendo a jogada de um ponto de vista económico e social. Finalmente, LeBron assume que quer é fazer filmes, tanto literalmente como “basquetebolisticamente”, e trouxe consigo algumas co-stars especiais. Os Lakers esgotaram o orçamento a contratar o DiCaprio para o papel principal e tiveram de contratar o Edmundo dos D’zrt para contracenar com ele. Lance Stephenson, JaVale McGee e Michael Beasley são nomes pouco sedutores. Veremos, já vi LeBron a fazer coisas impossíveis. Estará o Showtime de volta a LA? Fora de campo está garantido.

E quem é, afinal, a equipa favorita no Este? A resposta parece ser complicada… Não é. São os Boston Celtics. Ninguém no Este conseguiu adicionar um All-Star sem dar nada em troca. Ficaram a uma vitória das finais. Têm um plantel familiarizado e com experiência de playoffs. Jayson Tatum, Jaylen Brown e Terry Rozier ainda vão melhorar. O melhor treinador da liga, discutivelmente, senta-se (se bem que poucas vezes) no seu banco. Não vale a pena pensar muito nisto. Há estabilidade, continuidade e material (do bom) a entrar. Só pode dar certo – em princípio.

http://gph.is/1pnuNFh

Lance Stephenson e LeBron James já tiveram as suas desavenças enquanto rivais, agora vão ser companheiros de equipa

Os Celtics não são uma, mas tenho algumas preocupações quanto à próxima época: temo que Vince Carter termine a carreira com uns “fraquíssimos” Atlanta Hawks; temo que Carmelo Anthony continue iludido; temo que Anthony Davis continue preso aos Pelicans; temo que os fãs dos Knicks passem a assobiar qualquer escolha do Draft só para se certificarem de que se torna uma estrela. Afinal também temo que os Celtics desiludam, só que temo em proporções mais reduzidas. Acima de tudo, temo é falecer antes de ver os Celtics jogar na época regular com todos os ativos saudáveis.

Para terminar, confesso que esta semana o planeado era abordar a recém-anunciada reforma de Manu Ginobili, que durante 16 anos representou os San Antonio Spurs. Acabou a carreira, mas deixou um legado sensacional, tendo sido campeão quatro vezes e eleito All-Star em duas ocasiões. Foi homenageado por muitos, ultrapassando até a esfera do basquetebol. Todos lhe reconheceram o desportivismo e a competitividade. E por tão tamanha grandeza é que não lhe dedico um artigo por inteiro – não tenho conhecimentos nem capacidade para dignificar o que representa na NBA (e fora dela). Deste modo, acabo este texto com uma frase de Lionel Messi: “Deixa-me muito orgulhoso ouvir um jornalista dizer que o Manu é o Messi do basquetebol, no entanto, ele devia dizer que eu sou o Manu do futebol.” Obrigado, Manu. “Olha lá, assim não acabaste o texto com a citação, tal como prometeste”. Acabo assim, então, acham que estraga?

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Salin já passou Viviano?

No futebol, tal como na vida, o mal de uns acaba por ser o bem de outros. A mais recente cogitação na baliza leonina é a prova disso mesmo: a lesão de Viviano permitiu que Salin brilhasse e se afirmasse como uma opção válida para José Peseiro.

Ao que aparenta, os dois guarda-redes têm algumas semelhanças: ambos são jogadores altos (o italiano tem 1,95 metros e o francês mede menos dez centímetros). Todavia, os dois guardiões diferem nos clubes por onde já passaram. Enquanto Viviano passou por clubes como Arsenal, Sampdoria e Inter, Salin fez carreira em clubes como o Lorient, a Naval e o Marítimo. Todavia, o italiano é algo desconhecido no futebol português e o francês já deu que falar pelas boas exibições no futebol português em clubes como o Marítimo.

Viviano tem provas dadas lá fora, mas ainda não demonstrou nada aos adeptos leoninos
Fonte: Instagram Sporting Clube de Portugal

Viviano foi contratado ainda na era ‘Bruno de Carvalho’ e aparentava ser o guarda-redes titular do Sporting para a temporada de 18/19. Contudo, lesionou-se ainda antes da primeira jornada e a sua lesão abriu a porta a Salin, que nunca se tinha confirmado como uma opção válida de leão ao peito muito por causa de Rui Patrício nas épocas passadas. Salin tem brilhado nas três partidas que já realizou e fez um autêntico ‘brilharete’ na Luz, tendo sido considerado por muitos o melhor jogador em campo, mas ainda assim deu uma ‘fífia’ no jogo em casa frente ao Vitória de Setúbal e a sua presença na baliza leonina não dá a segurança desejada.

Segundo as mais recentes informações disponibilizadas pelo Sporting e pela restante comunicação social, Viviano já está apto e os sportinguistas deparam-se agora com a questão: terá Salin ultrapassado Viviano ou o italiano será mesmo o titular de José Peseiro?

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

A falta de competitividade do Futebol Português – Verdade ou Grande ‘Treta’?

A falta de competitividade – Grande ‘treta’!

Sei que muitos dos que leram este título irão eventualmente criar em si mesmos a ideia de que esta questão nem se põe. Ainda assim espero que prossigam a leitura para que possam interiorizar que talvez o nosso futebol seja um pouco mais interessante e competitivo do que, à primeira vista, possa parecer. Afinal o nosso futebol deve ser defendido. Mas não “desalmadamente”.

Pois bem: o nosso futebol é competitivo? “NÃO!” – Responderá cerca de 95% dos leitores.

E eu contraponho: “SIM, é!” Mas vale-me de pouco, porque a ideia está pré-concebida nas mentes da grande fação de adeptos nacionais. Muito por culpa dos programas televisivos, em que todos tocam o mesmo harmónico, numa melodia harmoniosa para os ouvidos dos adeptos dos três grandes, mas completamente fora de tom para os restantes.

Então que campeonatos são competitivos? “O Espanhol, o Italiano, o Alemão, o Francês e claro, o Inglês.” – dirá a maioria.

Deixando de lado o Inglês, que aquilo é um mundo à parte, servido em fatias douradas de bolos de transmissões televisivas (só para começar pelo pequeno almoço), vejamos os melhores campeonatos da Europa, “e mais competitivos”. Ou talvez não…

Campeonato Espanhol – Aquilo é que é futebol competitivo. Ora ganha o Barcelona, ora o Real Madrid. Uma vez por outra ganha o Atlético de Madrid.

Últimas 10 épocas: Sete títulos para o Barcelona, dois para o Real e um para o Atlético. Mais: 1.º e 2.º lugar ocupados, na mesma época, pelos dois grandes rivais: somente sete (!) vezes em 10. Muito equilibrado, sem dúvida.

Diferença da última época do 1.º para o 4.º? 20 pontos. Do 4.º para o último? 53 pontos.

O Barcelona tem dominado o Futebol Espanhol na última década
Fonte: FC Barcelona

Campeonato Italiano – Grande equilíbrio: Juventus, Juventus, Juventus, Juventus, (digam-no sete vezes). Depois contem um título para o Milan (onde andas tu?) e depois cinco consecutivos do Inter de Milão.

Diferença da última época do 1.º para o 4.º? 23 pontos. Do 4.º para o último? 51.

Campeonato Alemão – Acho que não há mais competitivo que este. Chega-se à época da neve e já não era preciso o crónico campeão jogar mais enquanto o frio não passasse, que o titulo ia para Munique na mesma.

Últimas 10 épocas: Sete campeonatos para o Bayern de Munique, dois para o Borussia de Dortmund e um para Wolsburgo. Desde 98/99, se não me enganei a contar, são 20 épocas e 14 títulos para os bávaros!

Diferença da última época do 1.º para o 4.º? 29 pontos – isto porque o Bayern costuma tirar o pé do acelerador depois de estar cumprida metade da volta à pista, tanta é a distância que ganha logo no arranque. Do 4.º para o último? 33 pontos (aqui há um “maior” equilíbrio).

Nos últimos anos o campeonato alemão tem dado sono, no que à luta pelo título diz respeito
Fonte: Bayern FC

Campeonato Francês – Para quem quiser dedicar-se ao estudo dos primórdios do nosso futebol (sim, o início do século parece que foi há 200 anos), podemos verificar que existiram vários diferentes campeões: Nantes, Lyon, Bordéus, Marselha, Lille, Montpelier (alguém se lembrava?), PSG e Mónaco. Ainda assim, em 18 campeonatos, sete consecutivos para o Lyon e quatro para o PSG, mais um no ano passado para os Parisienses. Mas daqui a mais cinco anos poderíamos rever esta tabela e, provavelmente teríamos nove títulos nos últimos dez para os milionários de Paris e um para o “nosso” Mónaco (milagroso Jardim).

Diferença da última época do 1.º para o 4.º? 16 pontos. Do 4.º para o último? 51 pontos.

Poderíamos ainda viajar até à Holanda, onde ganham, por norma, PSV ou Ajax (de vez em quando o Feyenoord molha a sopa), para a Turquia onde são também três os dominadores dos últimos anos (Besiktas, Galatasaray e Fenerbahçe) ou até à Grécia onde temos 12 (!!!) títulos do Olympiacos, um do Pana e um do AEK (ano passado) nas últimas 14 épocas.

Na Grécia praticamente só tem existido um campeão
Fonte: Olympiacos FC

A estatística nacional – Diferença da última época do 1.º (Porto) para o 4.º classificado (Braga)? 13 pontos (só a Ligue 1 se aproxima). Do 4.º para o último? 45 (só a Alemanha tem menor diferença, de entre os casos apresentados).

Isto tudo para dizer o quê? Que não me parece que haja maior competitividade nos outros campeonatos europeus que no nosso tão (pouco) amado campeonato. E se tirarmos os três grandes e verificarmos a distância, ano após ano, do 1.º dos últimos para o lanterna vermelha, veremos que essa é normalmente inferior aos demais campeonatos.

Alguém acha que não é competitividade ao mais alto nível vermos uma equipa como o Vitória SC ir ao dragão e ganhar, dando 3-0 em 45 minutos? Alguém reparou nas variadas vezes em que os grandes são dominados nos jogos fora? O Belenenses Futebol Sad recuperou de 0-2 para 2-2 frente ao Porto. Terá sido sorte? O Moreirense FC dominou o Sporting durante boa parte do jogo. O CD Santa Clara, recém promovido, recuperou de 3-0 para 3-3 em 45 minutos ante um Braga que se quer campeão.

Algum adepto de um grande, que seja minimamente racional, pode dar a certeza que nas suas visitas à Madeira, Vila do Conde, Braga, Guimarães, ao Bessa, entre outros, a vitória desse seu amado clube é garantida?

Portanto, treta é estar sempre a desvalorizar o Campeonato Nacional que só não é competitivo nas polémicas e nas influências: aí os três grandes goleiam semanalmente.

As 10 transferências que podem ter mais impacto na Serie A

0

Já encerrou o mercado de transferências de Verão em Itália. Ao contrário do que vinha sendo habitual, os transalpinos acordaram antecipar a azáfama do final de mercado para dia 17 de agosto, precisamente o dia antes do início do campeonato, deixando os treinadores mais descansados. Num ano em que se despede da sua maior figura, Gianluigi Buffon, a Serie A perdeu ainda nomes como Alisson, Jorginho, Torreira ou Felipe Anderson. No entanto, muitas caras novas chegaram para ajudar a revitalizar uma liga que vinha perdendo algum interesse. Em seguida, apresentamos 10 transferências que podem causar maior impacto na Serie A, sendo que tivemos que deixar de fora nomes como Emre Can, Fabian Ruiz, Justin Kluivert, Mattia Caldara, Stefan de Vrij, Simone Verdi, Javier Pastore ou Bryan Cristante.

10.

Fonte: Juventus FC

João Cancelo (Juventus FC): 40 milhões de euros foi quanto a Vecchia Signora pagou ao Valência pelo lateral português. Depois de um empréstimo bem sucedido (nomeadamente na segunda metade da época) ao Internazionale FC, não espanta ninguém este passo em frente na sua carreira. Sempre muito confortável a atacar, mas ainda com algumas debilidades defensivas, o português tem tudo para evoluir durante esta época e ser uma autêntica locomotiva no lado direito da Juve.

O dececionante arranque do AS Mónaco

0

No início da sua quinta temporada no Mónaco, Leonardo Jardim, depois de vitória no duelo português da primeira jornada frente ao Nantes de Miguel Cardoso, não venceu os últimos dois jogos depois do empate em casa com o Lille e da derrota do último fim de semana, em Bordéus. A equipa do principado monegasco ocupa o 10º lugar da tabela classificativa. E já para não falar nos copiosos 4-0 encaixados na supertaça francesa frente ao campeoníssimo Paris Saint-Germain…

As saídas foram muitas, desde logo dos nomes mais importantes como Fabinho, que se mudou para Liverpool, Kongolo, para o Huddersfield Town, Thomas Lemar (Atlético de Madrid), Meité (Torino), Diakhaby (Huddersfield Town), João Moutinho (Wolverhampton), Ghezzal (Leicester City) ou Keita Baldé (Inter de Milão).

No que toca a entradas a escolha recaiu maioritariamente em jovens de potencial e/ou com (grande) margem de progressão: Samuel Grandsir, 22 anos (Troyes), Wilson Isidor, 18 (Rennes), Sofiane Diop, 18 (Rennes), Pelé, 26 (Rio Ave), Jonathan Panzo, 17 (Chelsea), Willem Geubbels, 17 (Lyon), Pierre-Gabriel, 20 (Saint-Étienne), Antonio Barreca, 23 (Torino), Jean-Eudes Aholou, 24 (Strasbourg), Aleksandr Golovin, 22 (CSKA Moscovo) e, o mais recente, Benjamin Henrichs, com 21 anos, proveniente do Bayer Leverkusen.

Pellegri, com 17 anos e 5 meses, tornou-se o 2.º  jogador mais jovem a marcar pelo Mónaco nos últimos 45 anos
Fonte: AS Mónaco

O emblema gaulês, há uns anos não muito distantes, era um clube declaradamente comprador, agora não. Captar talento jovem e potenciá-lo fazem dos monegascos um máquina de encaixar dinheiro nos últimos anos. O projeto é esse. Leonardo Jardim não o esconde. É o homem certo para tal fim. Reservado, silencioso e fora de polémicas, Leonardo Jardim mostra toda a sua competência no elevado número de jogadores que já fez progredir. Acredito que esta época vai continuar assim. Os resultados irão mudar e a equipa até pode aspirar por uma taça…

No campeonato, o PSG está muito longe no que toca a termos competitivos. No último domingo, Pietro Pellegri, com 17 anos, entrou e marcou ao cabo de quatro minutos frente ao Bordéus. Um claro exemplo concreto deste Mónaco ‘formador e vendedor’.

 

Foto de Capa: AS Mónaco

Artigo revisto por: Jorge Neves

Rui Barros sem mãos para o Ferrari?

0

A equipa B do FC Porto tem tido um início de época desastroso. Três jogos três derrotas com nove golos sofridos e apenas um marcado e exibições muito “pálidas”. Os problemas no Futebol de formação dos azuis e brancos têm sido notórios nas últimas épocas e este início de época é mais um sinal disso mesmo.

Continua a existir talento nos jovens azuis e brancos apesar da saída de vários jogadores promissores dos diversos escalões de formação. O problema é mais profundo, é de organização, falta de infraestruturas, e de uma falta de visão global e estratégica para a formação do clube.

A escolha de Rui Barros para treinar a equipa B é mais uma prova de algum desnorte. É incontornável que Rui Barros é uma grande figura da história do clube, mas isso não lhe confere obrigatoriamente qualidade para treinar a equipa B portista. Aos 52 anos Rui Barros nunca treinou na formação, teve uma passagem fugaz como treinador principal numa fase de transição no FC Porto e foi treinador adjunto. Na minha opinião ser adjunto seria a função ideal para Rui Barros, é uma referência, foi um jogador de topo, tem “mundo” e uma personalidade que se adequa a um treinador adjunto, pela sua serenidade, discernimento e a facilidade de estar próximo dos jogadores.

O plantel da equipa B portista tem qualidade suficiente para fazer uma época tranquila. Mas a amostra dada nestas primeiras três jornadas foi preocupante. Uma equipa perdida em campo, sem qualquer “fio” de jogo, sem ideias, com jogadores muito pouco comprometidos com a equipa. Numa divisão tão competitiva como é a Segunda Liga, cair na última posição sem qualquer ponto ao fim de três jornadas é muito perigoso, porque vai criar nervosismo e pressão nos jovens jogadores e pode ser complicado sair desta situação.

Vida difícil para a equipa técnica liderada por Rui Barros
Fonte: FC Porto

Aos olhos dos mais desatentos, a formação do FC Porto pode parecer estar de boa saúde porque, casos de sucesso como os de Rúben Neves, André Silva ou Diogo Dalot são os mais visíveis e os títulos de Sub 19 e da equipa B relativamente recentes escondem problemas profundos. A qualidade de treinadores como Luís Castro e Folha esconderam muitos problemas mas, desde a sua saída, os resultados vêm num ciclo descendente muito acentuado.

Deixo alguns números que deviam servir de alerta: No escalão de Sub 15 o FC Porto não é campeão desde a época 2010/11; no escalão de Sub 17 o FC Porto não é campeão desde a época 2011/12; no escalão Sub 19 o FC Porto não é campeão desde 2015/16. Isto significa que, nas duas últimas épocas, não foi conquistado qualquer título nacional.

É urgente fazer alterações, melhorar infraestruturas, ter uma visão global e estratégica para a formação, contratar pessoas adequadas quer ao nível dos treinadores quer ao nível da coordenação para que o fosso para os nossos rivais não se continue alargar.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

PAOK 1-4 SL Benfica: Exibição de gala coloca encarnados na fase de grupos

Depois do empate a uma bola em Lisboa, a segunda mão do playoff de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões entre o PAOK e o SL Benfica discutiu-se no Estádio Toumba, em Salónica, numa partida dirigida por Felix Brych.

Para o jogo decisivo dos helénicos, que nunca alcançaram a fase de grupos da competição, El Kaddouri rendeu Léo Jabá. Do outro lado, Rui Vitória trocou Ferreyra e Rafa por Seferovic, face às ausências de Jonas e Castillo, e Salvio, que esteve de fora nas últimas duas partidas.

O início do jogo foi atípico para os encarnados, que foram alvo das investidas de um Super PAOK, que não tardou em marcar o primeiro golo ao minuto 13. Em posição privilegiada na grande área, Maurício assistiu Prijovic para o remate certeiro, que colocou o SL Benfica em dificuldades na eliminatória.

Os encarnados demoraram a acordar e, quando o fizeram, apontaram dois golos num espaço de seis minutos. Aos 20’, Pizzi descobriu a cabeça de Jardel, que empatou a eliminatória e, aos 26’, foi a vez de Salvio converter uma grande penalidade, que colocou o SL Benfica numa posição confortável para a qualificação milionária.

O resultado obrigou o PAOK a marcar dois golos, mas o melhor que conseguiram foi aos 35 minutos, com um cabeceamento poderoso de Léo Matos, após um livre de El Kaddouri, encaixado pelas luvas de Vlachodimos.

Com o jogo controlado após os dois golos, o SL Benfica chegou ao terceiro golo aos 39 minutos, num lance estudado e bem trabalhado por Cervi e Pizzi, que fuzilou a baliza de Paschalakis e colocou o SL Benfica a vencer por 2-4 no total da eliminatória.

A cooperação e entreajuda entre os jogadores foram fundamentais para garantir a qualificação para a fase de grupos
Fonte: SL Benfica

Os segundos 45 minutos começaram com mais um golo dos encarnados, aos 49 minutos. Na sequência de um canto de Pizzi, Varela cometeu falta dentro da área sobre Jardel e Felix Brych não hesitou em marcar grande penalidade. Na conversão, Salvio não desperdiçou e elevou ainda mais a vantagem benfiquista para a qualificação praticamente certa.

Perante a superioridade da formação de Rui Vitória, o PAOK respondeu com oportunidades interessantes, de que se destaca o cabeceamento de Pelkas (52’) e os remates de Maurício (61’) e Léo Matos (62’), que serviram de teste para Vlachodimos, que defendeu com segurança.

A eliminatória estava praticamente resolvida e os minutos finais foram disputados com uma intensidade menor, em que houve espaços para as substituições e faltas cometidas de ambas as partes. Ao minuto 76, a equipa da casa ficou reduzida a 10, com a expulsão de Léo Matos, após uma dura entrada sobre Cervi.

Até ao apito final, destaque para duas oportunidades perigosas de Pelkas (86’) e Shakhov (88’), para boa resposta de Vlachodimos.

Boa exibição do SL Benfica, que chega com mérito à fase de grupos da Liga dos Campeões. O PAOK começou bem, mas não teve argumentos para manter a toada ascendente. Assim que marcou o primeiro golo, os encarnados não pararam e cimentaram a reviravolta e o consequente apuramento para a próxima fase da competição milionária.

O sorteio decorre amanhã no Fórum Grimaldi, no Mónaco, às 17 horas, onde se ficará a conhecer todos os grupos para a edição 2018/2019 e, em especial, o grupo e os três adversários iniciais do SL Benfica, que integra o pote 2, juntamente com o FC Porto, Borussia Dortmund, Manchester United, Shakhtar Donetsk, Nápoles, Tottenham e Roma.

PAOK: Paschalakis; Léo Matos, Varela, Crespo e Vieirinha; Cañas (Shakhov 63’), Maurício, Pelkas, El Kaddouri (Akpom 76’) e Limnios (Warda 46’); Prijovic

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (Zivkovic 76’); Salvio (Alfa Semedo 63’), Cervi e Seferovic (João Félix 85’)

 

Sporting à conquista de títulos, versão 2018/19!

0

No próximo fim-de-semana o Sporting Clube de Portugal termina a preparação para a nova temporada 2018/19. Um arranque temporada marcado por várias saídas no plantel liderado por Nuno Dias: Caio Japa, Diogo, Divanei, Marcão, Fortino e Djô.

O plantel do Sporting parte para a época 2018-2019 com cinco reforços sonantes – o guarda-redes Guitta (ex-Corinthias); os fixos Leo Jaguará (ex-Kairat AFC) e Erick Mendonça (ex-AD Fundão); o ala Alex (ex-Corinthias) e o fixo Rocha (ex-Magnus Futsal).

A pré-época dos leões tem sido sinónimo de vitórias, qualidade exibicional, o que faz antever mais uma vez a conquista de títulos. No jogo de apresentação aos sócios, o Sporting recebeu e venceu, no Pavilhão João Rocha, os Leões de Porto Salvo por 3-1. Na Masters Cup, a equipa verde e branca somou mais duas vitórias frente a duas das melhores equipas do mundo: 4-2 diante do Magnus Futsal da lenda Falcão e repetiu o mesmo resultado frente ao campeão europeu e espanhol, Inter Movistar. Para terminar os jogos de preparação, o coletivo de Nuno Dias irá disputar a Taça Cidade de Viseu 2018, onde irá defrontar as equipas do Viseu 2001 e a AD Fundão.

O Sporting venceu as partidas da Masters Cup contra duas boas equipas
Fonte: Sporting CP

A nova temporada tem objetivos claros: continuar a conquistar títulos. A nível nacional, conquistar o “Tetra”, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça. Os leões, que são vice-campeões europeus, têm um grande desígnio vencer a UEFA Futsal Cup. A principal competição de clubes da UEFA esta temporada irá estrear um novo formato e irá denominar-se Liga dos Campeões de Futsal da UEFA.

O Sporting inicia os jogos oficiais no próximo dia 8 de Setembro, frente ao Fabril e em jogo estará o primeiro título da época, a Supertaça.

Nuno Dias tem assim, à sua disposição um plantel de enorme qualidade, com várias alternativas para as várias posições na “quadra”, um grupo que faz da união, da atitude e compromisso parte das suas forças. Neste Sporting versão 18/19 só há um caminho, golos, vitórias e títulos – Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória.

Foto de Capa: Sporting CP

Eles não te merecem, José

Virarmo-nos contra os nossos. Vão passando os anos, mas a tendência mantém-se entre a grande maioria dos portugueses. Inveja, mal-estar ou apenas embirração; certo é que parece ser bom não gostar ou criar ódios de estimação.

Vê-se um pouco por todo o lado e o mundo desportivo não é exceção. Já aconteceu com Figo, Nuno Gomes, Deco e até, pasme-se, Cristiano Ronaldo. Por tantas e tantas vezes, o talento do craque português foi colocado em causa pelos “nossos”.

Teve de ser ele a mudar toda uma linha de pensamento que se começava a uniformizar entre os portugueses. Porque Messi era melhor. Porque o rendimento de Ronaldo não era o mesmo na Seleção Nacional. Porque Ronaldo era arrogante e egoísta e só queria… Chutar à baliza. Por tudo e mais alguma coisa, muitos viraram-se contra ele. Ele… Ele, que é um dos melhores desportistas de sempre.

Ronaldo sofreu o mesmo tratamento de Mourinho
Fonte: UEFA

O mesmo se tenta agora fazer com aquele que é o melhor treinador da história do futebol português. Não há um único treinador que se aproxime. José Mourinho é único e é invejado um pouco por todo o lado: pelos ingleses, porque não têm um técnico minimamente importante no panorama mundial; pelos espanhóis, porque querem que Guardiola não tenha rival à altura; e pelos portugueses… Porque simplesmente correm atrás dos restantes.

Esta onda de desconfiança em relação a Mourinho é idêntica à que já aconteceu com Ronaldo. Sem fundamento, surge num contexto desfavorável e de fragilidade máxima para o treinador português.

Ao fim de três jogos, em Inglaterra já se pede a demissão de um técnico que, a começar a terceira temporada, já conta com três troféus [um deles europeu (!)] e um segundo lugar na temporada passada. Estamos a falar de um treinador com duas Ligas dos Campeões, uma Liga Europa, uma Taça UEFA, três Premier Leagues (sim, tem mais do que todos os treinadores da Liga Inglesa juntos), duas Serie A, uma Liga Espanhola, duas Ligas Portuguesas… E por aí fora; já todos sabem.

José Mourinho fez história no Chelsea FC
Fonte: Chelsea FC

José Mourinho, tal como Cristiano Ronaldo, sempre arriscou e nunca optou pelo caminho mais fácil.

  • Venceu a Liga dos Campeões com o FC Porto, escolheu um Chelsea que não era campeão há 50 anos (!) e venceu a Premier League (duas vezes consecutivas).

 

  • Seguiu para o Inter, que não vencia a Liga dos Campeões desde 1965, e conseguiu igualar esse feito com outra conquista verdadeiramente heróica.

 

  • Voltou a arriscar e avançou para o Real Madrid. E este não era o Real Madrid de hoje. Uma equipa completamente moribunda, dominadíssima pelo Barcelona e que não ganhava a Liga desde 2007/08. Mourinho teve dificuldades mas venceu um campeonato com 100 pontos ao super-Barcelona de Guardiola e esteve sempre pertíssimo de chegar às finais da Liga dos Campeões (caiu sempre nas meias-finais, algumas delas com polémica…).

 

  • Voltou a Stamford Bridge e voltou a ganhar mais uma Premier League, antes de ter tido, sim, a pior época da carreira (também, diga-se a verdade, depois de se ter incompatibilizado com alguns jogadores).

 

  • Por fim, chegou a um Manchester United adormecido desde Alex Ferguson e conseguiu os tais três troféus e um segundo lugar na Liga Inglesa. Pouco? Talvez. Mas, mesmo assim, melhor do que quase todos os concorrentes e antecessores recentes.

O mais fácil, em certos momentos da carreira, seria avançar para um Bayern, Juventus, PSG ou um super-estável Manchester City. Mourinho nunca quis seguir esse caminho. Preferiu sempre o desafio mais cativante.

Sob o comando de Mourinho, o FC Porto teve duas épocas de sonho e sucesso na Europa
Fonte: FC Porto

Nunca virou a cara à luta, nem parou de treinar para tirar um ou dois anos sabáticos. Hoje, com 55 anos, atravessa um momento delicado. Como Ferguson (quem não se lembra dos 1-6 em Old Trafford frente ao City em 2011?!) ou como Guardiola (há quanto tempo não ganha uma Liga dos Campeões, mesmo?). Crises naturais entre os treinadores de topo.

Não há nenhum que não tenha passado por isto. Numa altura em que se propagam os “Guardiolas de loja dos 300”, valoriza-se tudo o que seja futebol de posse – mesmo que não exista critério algum na troca de bola. Mourinho tem um estilo mais pragmático, mas profundamente eficaz. O palmarés fala por si. O resto é conversa. Que se respeite quem tanto deu e irá continuar a dar pelo futebol português e internacional. Só temos um Mourinho, tal como só temos um Cristiano Ronaldo. Saibamos, por isso, defendê-los como deve ser.

Foto de Capa: Manchester United FC

Artigo revisto por: Jorge Neves