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Deuses Novos ou fé no Espírito Santo?

Ponto prévio: não fui à AG de destituição de dia 23 de Junho. Não pago as minhas quotas de sócio do Sporting desde Abril e não o tenciono fazer nos próximos tempos; pelo menos até a Comissão de Gestão em funções explicar aos sócios se o dinheiro da quotização continuará a ir para as modalidades e não, por exemplo, para uma Sporting TV que depois está em directo do seu próprio estádio usando imagens de outra estação televisiva.

Também, e pela primeira vez em seis anos, não renovei a minha Gamebox; apesar de ser o Sporting a jogar no José de Alvalade, este “Novo Sporting” não será o meu Sporting, por muito que me custe dizê-lo e admiti-lo. Quando penso em novo associo a um banco em concreto, um dos seus gestores e outro personagem que de lá tirou milhões, e qualquer falência de BdC é childs play comparado com o que esse gestor ou qualquer filho de seu irmão fez ao leme desse banco, levando-me quase a rezar à Santíssima Trindade que nunca isso aconteça no meu Sporting.

Provavelmente, para 71% dos sportinguistas, tudo o que acabei de dizer levará a uma simples conclusão: “Tu não és Sportinguista, és um Brunista e vives com os olhos tapados”.

Compreendo quem siga esta linha de raciocínio, é perfeitamente legítimo que se pense dessa forma. Contudo, se as eleições fossem hoje (e se estivesse habilitado a votar), dificilmente iria votar em BdC, e a razão é simples: o Bruno de hoje não é o mesmo de 2013. Seja por cansaço psicológico – burnout segundo alguns – seja pela teimosia extrema ou por querer travar sozinho todas as batalhas do Mundo, investindo qual Don Quixote contra os moinhos de vento, BdC acabou por cometer erros graves de gestão. Elogiarei sempre o trabalho que desempenhou à frente do meu clube, mas acredito que neste momento a solução não poderá ser um regresso, porque será uma perpetuidade deste clima de guerra interna no Sporting, e que infelizmente só neste clube acontece.

O Pavilhão João Rocha foi um dos bons trabalhos de BdC
Fonte: Sporting CP

Um pequeno aparte: poucas são as coisas que invejo nos dois rivais do Sporting, mas gosto de pensar no que seria o Sporting se existisse uma união e um objectivo comum a todos os Sportinguistas como existe no SL Benfica e no FC Porto. Nesses rivais, já existiram ou ainda existem casos de corrupção desportiva e até judicial, em que as evidências foram/são demasiado fortes para que não se perceba que, em algum nível, esses clubes (ou pessoas relacionadas com o mesmo) cometeram crimes e assim ganharam uma vantagem dentro de campo derivada dessas mesmas acções criminais. Ainda assim, a quase totalidade dos adeptos, decerto mais de 71%, continuam a apoiar as direções e unidos para o bem comum, os seus clubes e respectivo sucesso desportivo.

Voltando ao que interessa, o Sporting e o seu futuro, é com enorme tristeza que vejo um excelente trabalho da anterior direcção ser apagado e ouvir alguns “notáveis” dizer barbaridades como o Sporting enfrentar o período mais negro da sua história. Será que toda esta gente é assim tão Sportinguista? Porque eu lembro-me e bem do que foi o mandato do Eng. Godinho Lopes e do estado em que ficou o clube aquando da sua demissão.

San Antonio está numa realidade paralela

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Desde a primeira vez que ouvi falar dos Spurs, as palavras “classe” e “estabilidade” sempre apareceram numa espécie de pack. Conheci-os pelo trio de Duncan, Manu e Parker, numa versão “low-profile” que punha em cheque os melhores conjuntos de super-estrelas, desde os Lakers de Kobe e Shaq ao Big 3 de Miami. Tudo parecia pacífico nesta zona do Texas até que um rapaz se lesionou, se recusou a jogar uma, duas, três vezes e deu a entender que nem tudo é perfeito na equipa de Gregg Popovich. Há uma era a acabar em San Antonio e isso só pode estar a acontecer numa realidade paralela.

Tim Duncan já terminou a carreira, repleta de títulos e de jogadas que nos faziam pensar que também nós podíamos ter sido jogadores da NBA com uma capacidade atlética abaixo da média. Bastava saber mexer os pés. O argentino Manu Ginobili e o francês Tony Parker começaram a cair de rendimento. Mas foi com a toda a confusão da lesão de Kawhi Leonard que as nuvens negras se abateram sobre San Antonio. Os sempre calmos Spurs viram Leonard pedir para sair. Ou é trocado agora, ou sai quando o seu contrato acabar. Mas Kawhi não voltará a vestir a camisola nº 2 de San Antonio.

Habituado a andar às voltas dos adversários (literalmente), Tony Parker deu a volta ao cérebro de toda a gente ao assinar pelos Charlotte Hornets. Faz sentido? Não, nenhum. É possível algum “Spur” de sucesso terminar a carreira noutro lado? Aparentemente. Esta saída é uma estranha maneira dos Spurs dizerem a Kawhi Leonard que o amam mais que tudo, deixando sair uma lenda da equipa que, aparentemente, lhe criava problemas? Com certeza! Irá Leonard voltar atrás e mostrar que o seu problema era com o francês e não com Popovich e toda a estrutura texana? Não me parece.

Do trio maravilha, resta apenas Manu Ginobili
Fonte: San Antonio Spurs

Tudo isto é confuso para quem sempre olhou para os Spurs como uma equipa à parte na NBA. Sim, o comportamento de Leonard durante todo este processo não é apenas estranho, é bizarro. Mas os Spurs não saem nem nunca sairão desta situação com a mesma reputação que sempre tiveram. A cada dia, as perdas desportivas vão aumentando e a possibilidade de verem o seu franchise player sair sem receber nada em troca aumenta exponencialmente. Tudo isto enquanto vamos ter de assistir, várias vezes por semana, ao estranho momento em que Tony Parker entra em campo com uma camisola dos Charlotte Hornets…

Foto de Capa: San Antonio Spurs

Ewerton: o 3.º reforço dos dragões

fc porto cabeçalho

No dia do regresso do FC Porto aos trabalhos, para dar início à pré-temporada, Sérgio Conceição recebeu o terceiro reforço para a nova época. Depois dos laterais-direitos João Pedro e Saidy Janko, o brasileiro Ewerton chega para somar ao meio campo portista, proveniente do Portimonense SC.

Nesta fase é, ainda, difícil prognosticar a real importância que este jogador pode vir a ter. À primeira vista parece mais um jogador para fazer plantel do que um titular indiscutível. Sendo jogadores ligeiramente diferentes, Ewerton vem um pouco na senda de Paulinho (que também trocou o Portimonense SC pelo FC Porto), sendo que acredito que este último tem mais qualidade e mais possibilidades de se vir a destacar de azul e branco.

Ewerton já não é propriamente um jovem (25 anos de idade) e, portanto, não se pode dizer que tenha uma enorme margem de progressão. Começou o seu percurso futebolístico nas camadas jovens do Fluminense, de onde saiu para representar alguns clubes modestos no Brasil (América-RN, Desportivo Brasil, Paulista e Madureira) antes de assinar pelo Portimonense em 2014. Pode jogar a 8 ou a 10 e tem uma habilidade técnica acima da média. Tem, ainda, facilidade em percorrer o campo de uma área à outra.

Ewerton já se juntou ao plantel às ordens de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Na temporada passada o seu percurso foi algo irregular (fez um total de 29 jogos e marcou 1 golo). Tendo começado a época a titular, uma lesão acabou por retirá-lo do onze e desviar Paulinho da esquerda para o centro. Até à saída deste último precisamente para o FC Porto, não mais Ewerton conseguiu obter um papel de destaque. Em Janeiro voltou a pegar de estaca e fez uma segunda metade de época a um nível bastante interessante.

Com a saída de André André, Ewerton parece seguro no plantel e terá, forçosamente, alguns minutos de competição numa época que se avizinha longa. No entanto, parte atrás de Óliver, Sérgio Oliveira e, até, Paulinho (que também pode jogar a partir de uma ala), de quem tenho bastantes expectativas depois de 6 meses de adaptação à realidade do clube. Herrera e Danilo, caso permaneçam no clube, serão, sem grande margem para dúvidas, as primeiras opções. Há, ainda, Mikel para completar as opções à disposição de Sérgio Conceição no que ao meio campo diz respeito. Eu diria que, salvo alguma saída, é um setor que está fechado.

Assim, Ewerton é mais uma boa oportunidade de negócio e mais um jogador de qualidade que surgiu no futebol português e no Portimonense SC e que fez por merecer a chegada a um grande. Terá, no entanto, que mostrar um valor diferenciado se quiser-se intrometer nas primeiras escolhas do treinador do FC Porto. Não será fácil!

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

França 1-0 Bélgica: Gauleses repetem presença em final internacional

Dois países vizinhos disputavam um lugar de acesso à final do Campeonato do Mundo 2018, na Rússia. França e Bélgica opuseram-se, frente-a-frente, no estádio Stadion Krestovskyi, em São Petersburgo.

A França em busca do seu segundo Mundial, depois da conquista em 1998, em casa, e com a oportunidade de “vingar” o malvado dia 10 de Julho, como um dia triste para o futebol francês, o dia que perdeu a final do Euro 2016 para Portugal. Já a Bélgica entrava em jogo literalmente em busca do sonho, o seu primeiro Mundial. Esta seria provavelmente a última oportunidade para esta geração de ouro belga conseguir o primeiro Campeonato do Mundo para a Bélgica.

Roberto Martinez, selecionador nacional da Bélgica, viu-se obrigado a fazer uma alteração, por acumulação de cartões amarelos. Meunier saiu do 11 inicial e para o seu lugar entrou Moussa Dembélé. Martinez voltou também a apostar 3x4x3 como seu sistema tático.

Didier Deschamps, selecionador nacional francês, fez também uma alteração ao 11 inicial, Matuidi regressou ao 11 francês, depois de ter estado indisponível no jogo frente ao Uruguai, por acumulação de cartões amarelos. Foi relegado para o banco, Tolisso. O sistema tático francês era o 4x2x3x1.

Uma meia-final do Campeonato do Mundo gera sempre enorme expectativa, é o último degrau até chegar ao sonho dos sonhos: a final do Campeonato do Mundo. A França tinha a vantagem de ser uma equipa já habituada a estes grandes palcos depois da final do Euro 2016, os belgas, por outro lado, são “novos” nestas andanças e poderiam acusar alguma pressão dando o jogo aos franceses. Na verdade, aquilo que vimos na primeira-parte foi um jogo bastante divido e interessante. Tanto belgas como franceses mostraram vontade de marcar desde logo e adiantarem-se no marcador.

Os franceses foram os primeiros a chegar à baliza com perigo, mas os belgas não quiseram deixar-se ficar e tentaram também eles a sua sorte. Depois Mbappé e Matuidi testarem a atenção do guarda-redes Courtois, a Bélgica quase inaugurava o marcador na resposta. Hazard a rematar e Varane a cortar para canto uma bola que ia direitinha para dentro da baliza. Lloris viu o seu colega Varane salvar a honra dos franceses e pensou “eu também faço isso” e praticamente no seguimento da jogada, a fazer aquela que foi, provavelmente, a defesa da noite. Alderweireld num grande gesto técnico a rematar bem e colocado, só mesmo um grande guarda-redes como Lloris iria buscar aquela bola, e foi.

O confronto de dois astros, Griezmann levou a melhor esta noite
Fonte: FIFA

Estava na hora da França responder aos ataques belgas e quem melhor para o fazer senão Giroud? Duas grandes oportunidades perdidas pelo ponta de lança francês. Lukaku via o seu colega de posição a falhar tanto e queria mostrar como se faz, mas a verdade é que também ele falhou uma oportunidade clamorosa. Um pouco antes do final da primeira parte. Erro de Umiti e o ponta de lança belga, provavelmente surpreendido pelo erro do central francês, deixou-se encantar com a oportunidade e falhou incrivelmente.

A segunda parte veio com golos. A França adiantava-se no marcador, com uma bola parada. Canto marcado por Griezmann e Umtiti corresponde de cabeça da melhor maneira, sem hipóteses para o guardião belga e os franceses rejubilavam de alegria com este avanço no marcador.

O jogo tornou-se num jogo de paciência, a França apostava agora em mais precaução e em ataques rápidos, já a Bélgica instalava-se no meio-campo francês, procurando a melhor oportunidade para criar perigo.

Os belgas não conseguiram reagir da melhor forma ao golo francês. Ainda assim, Hugo Lloris voltou a brilhar nesta partida e a impedir a Bélgica de chegar ao golo do empate. A Bélgica não conseguia ter o discernimento para contrariar a estratégia francesa após a vantagem. Acaba por ser normal visto ser o acesso a uma final que está em jogo. A França segurou muito bem a vantagem, usou e abusou da paciência dos belgas que começavam a perder a cabeça e a perder tempo que os franceses agradeciam.

A França chega assim à sua segunda final internacional consecutiva e à terceira final de um Mundial, depois da final perdida em 2006 para a Itália.

ONZES INICIAIS
França: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kanté e Pogba; Mbappé, Matuidi (Tolisso ’86) e Griezmann; Giroud (N’Zonzi’85).

Bélgica: Courtois; Aderweireld, Kompany e Vertonghen; Chadli (Batshuayi’90), Fellaini (Ferreira-Carrasco’80), Dembélé (Mertens ’60) e Axel Witsel; De Bruyne, Lukaku e Hazard.

4x3x3 ou 4x4x2?

O Benfica acelera para a nova temporada, o plantel ganha forma e há poucos retoques a fazer. E em relação ao esquema tático, será que Rui Vitória vai manter o 4x3x3 com que terminou a época ou irá voltar ao 4x4x2?

Antes de mais nada, é preciso perceber que o sistema tático não é o mais importante numa equipa. Já o escrevi aqui antes, o sistema é um dos vários aspetos do modelo de jogo que, para alguns, integra ainda outro parâmetro, a identidade da equipa. Ou seja, há um conjunto de variáveis numa equipa que faz com que o sistema tático seja o produto final de toda uma forma de estar e jogar. A identidade está relacionada com o incutir de uma mentalidade única aos jogadores, uma força ganhadora, uma matriz de jogo fiel aos seus princípios. Depois vem o modelo, que pode ser considerado como o comportamento dos jogadores em campo: como e para onde se movem, que soluções têm de dar ao colega, que tipo de opção tomam – recorrer ao chuto para a frente; cruzar ou ir por dentro; procurar tabelas, etc-, entre outros.

Por fim, chega o sistema. Que é nada mais nada menos que o posicionamento “base” da equipa no campo. Um exemplo extremado daquilo que se pretende demonstrar é olhar para Mourinho e Guardiola. Ambos, desde o início da carreira, trabalham o 4x3x3 como sistema predileto. Apresentam três médios, um mais recuado e outros dois à frente, dois alas e um goleador (Guardiola colocou Messi como ‘falso’ nove no Barcelona mas antes teve Eto’o, chegou a ter Ibrahimovic, e no Bayern e Man City jogou com Lewandowski e Aguero/Gabriel Jesus, respetivamente). O modo de jogar, porém, é do mais antagónico que há. Mourinho prescinde da bola, Guardiola só quer saber dela. O sistema de jogo não é, então, determinante para se aferir a qualidade de jogo de uma equipa.

O ano passado, Rui Vitória mudou o sistema com que havia trabalhado nas duas épocas anteriores e passou a contemplar apenas Jonas na frente, retirando o outro avançado e colocando mais um médio. A opinião geral foi a de que o Benfica potenciou o seu futebol e passou a ser uma equipa mais segura e mais criativa por causa dessa mudança.

Mas o Benfica melhorou o seu futebol não por causa da alteração de sistema. Ou, melhor dizendo, não por isso, mas também por isso. O Benfica alavancou para melhores exibições porque Krovinovic entrou na equipa e porque Luisão saiu. Krovinovic mostrou criatividade, qualidade técnica e inteligência, atributos que faltavam à equipa e a saída de Luisão, que resultou na entrada de Rúben Dias, fez com que o Benfica passasse a defender de um modo mais arrojado.

Esta ideia seria perceptível olhando para o comportamento da equipa em campo mas até se pode provar com resultados: quando Krovinovic se lesionou o Benfica perdeu pontos no jogo imediatamente a seguir. O croata, sozinho, trouxe coisas à equipa que antes não se havia visto.

Esta temporada, mais do que sistemas, é inevitável olhar para o plantel para se perceber qual a melhor opção. O Benfica irá possivelmente encontrar em campo as mesmas dificuldades apresentadas desde que Rui Vitória chegou ao clube: encontrar soluções para quem do outro lado pressiona alto; ter mais variações de jogo diferentes de tabelas nas faixas; pressão coordenada e transição defensiva menos entregue a Fejsa. Por isso recomenda-se a Rui Vitória fazer aquilo que sabe fazer melhor desde que chegou: escolher o melhor onze. E se o melhor onze contemplar dois avançados e por consequência um 4x4x2 que assim seja. Ainda não se conhece verdadeiramente o valor de Ferreyra mas o currículo inspira confiança. O argentino foi o melhor marcador de uma equipa que chegou aos oitavos da Champions, e das que melhor jogou na Europa. Terá certamente qualidade para fazer parelha com o intocável Jonas.

O currículo de Facundo Ferreyra impressiona. Chega para o Benfica voltar ao 4x4x2?
Fonte: SL Benfica

Este cenário faz com que um dos médios mais adiantados, Pizzi ou Zivkovic, tenha de cair. Ou então, pode significar o arrastamento do jovem sérvio para uma das alas, o seu território natural. Também pode ser considerada a saída de Pizzi, embora não concorde com esta premissa.

O que Vitória pode seguramente fazer é mudar o sistema, isto é, voltar ao 4x4x2. Isso não vai influenciar a qualidade de jogo. O que influencia é o modelo e a capacidade dos intervenientes. Se no modelo Vitória já provou que não é mais do que banal, na escolha dos jogadores pode deixar os equívocos e meter os melhores: com Krovinovic demorou meia época; este ano, com Ferreyra, terá de demorar menos.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Diogo Queirós: Futuro de dragão ao peito

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fc porto cabeçalho

O início da nova temporada trouxe mexidas no mercado sobretudo no setor defensivo e com as saídas de Marcano e Diego Reyes, sobram agora algumas lacunas difíceis de serem preenchidas com a qualidade exigida. É neste ponto de situação que, a renovação de Diogo Queirós, promessa do FC Porto, apresenta-se como uma solução viável para um futuro não muito distante.

As vagas no setor defensivo abrem uma porta para os jovens da casa agarrar um lugar no plantel principal comandado por Sérgio Conceição.

O defesa portista, internacional pelas seleções portuguesas mais jovens, é desde cedo uma peça-chave quer nas equipas das camadas jovens portistas, quer na seleção, onde conquistou o europeu de sub-17 no Azerbaijão em 2016.

O central de 19 anos foi opção na equipa orientada por António Folha
Fonte: FC Porto

Com a qualidade demonstrada na última época pelo FC Porto B, onde realizou 27 jogos, o interesse no central tem surgido ao longo do tempo, com os ingleses do Liverpool FC e Arsenal FC a aparecerem como as melhores soluções para levarem Diogo Queirós para Inglaterra, assim como aconteceu com Diogo Dalot.

Apesar do interesse, Diogo Queirós renovou mais recentemente com os azuis e brancos e faz parte da convocatória para os sub-19 liderados por Hélio Sousa. A chamada aos sub-19, assim como a pré-época que vai realizar com a equipa principal portista, apresentam-se como desafios aliciantes para o central traçar cada vez mais um futuro brilhante.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Cristiano tornou-se grande demais para o Real Madrid

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Cristiano Ronaldo e Real Madrid, apesar das estatísticas que abonam (e muito) a favor do primeiro, em certas ocasiões a posição do tricampeão europeu não foi ideal para o capitão da Seleção. O melhor do mundo em título.

CR7 nunca se coibiu de dizer, fazer ou insinuar algo. O seu estatuto permite-o. Estatuto que alcançou bem cedo na carreira. Afinal, aos 24 anos, já era Bola de Ouro e motivo da maior transferência de sempre. E digo que a dimensão de tal transferência não se deve única e exclusivamente ao montante divulgado ao Mercado de Valores Mobiliários, mas ao cômputo total que ela acarretou. E decerto ainda acarreta hoje. Algo impossível de estabelecer na exatidão, mas tem muitos zeros à direita.

Chegou a Madrid e deparou-se com um gigante esfomeado. Um gigante que já tinha enfrentado enquanto jogador do United, uma máquina vencedora e intransponível chamada de Barcelona. Como expoente máximo, tinha Leo Messi, um pequeno génio que surgira e não parava de encantar o mundo do futebol, era a jóia da coroa blaugrana. O menino bonito de Espanha. O rosto que tudo e todos gostavam.

Ronaldo a ser Ronaldo
Fonte: Real Madrid CF

Digam o que disserem, mesmo sendo alguém sem nada a provar, ser jogar à bola em Espanha para um português não deve ser fácil. Então ser melhor que qualquer espanhol… Ronaldo encontrou em todo o estádio rival uma plateia hostil. Um público que o enxovalhava individualmente. Parece uma máquina, mas qualquer ser humano tem emoções. Vejam o caso André Gomes, não querendo fazer comparações, mas o impacto das más vozes pode-se tornar auto-destrutiva num ser vivo como nós.

Superação é a palavra de ordem do seu vocabulário. Ronaldo, independentemente dos dados, superou sempre a época transata. Pode ter marcado um ou dois golos a menos do que numa anterior, porém o facto de demonstrar sempre uma personalidade vencedora, de comprovar ao longo que o tempo passava que era, de facto, algo mais. Afinal é o melhor marcador de sempre de um clube como o Real. Um clube onde já passaram alguns dos melhores atacantes de sempre. Apesar da idade ir aumentando, os índices não baixaram, o seu rendimento não foi afetado. Não algo fora da caixa, mas algo fora de todas as caixas. Afinal, foram quantos a darem como certa a sua quebra aos 32 anos? Tem 33 e muitos vídeos com milhões de visualizações terão razão de ser graças a si. Ronaldo sabe que para estar preparado às altas exigências, tem de se preparar.

No campo desportivo, nada a dizer. Está tudo escrito. Impecável. E no lado humano? Aquele miúdo arrogante que todos implicavam? Mesmo nos tempos da Seleção pós Figo e Rui Costa, que diziam mal do rapaz, que não fazia por Portugal o mesmo que fazia no clube? O vaidoso que fez um “pirete” aos benfiquistas na Luz? Que justificou o facto de não gostarem dele porque era rico e bonito? Repararam que esse gajo mudou? Ou pelo menos notou que não estava a ser interpretado da forma desejada, pois arrogância e Cristiano não combinam. E percebeu (ou foi aconselhado) o efeito que os media poderiam (e iriam) aliar às suas ações. Soube crescer, soube tornar-se um adulto com uma personalidade ímpar, adotou um modo de viver ideal, planeou a sua vida pós futebol de uma forma altamente responsável, e que, por todo o dinheiro que possa ter, faz questão de doar para caridade. Como não admirar uma pessoa assim?

Os 10 melhores jogadores ainda à procura de equipa

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Com a NBA em tempo de Free Agency, ainda restam jogadores bastante apetecíveis, quer para quem está a lutar pelo título, quer para quem quer desenvolver jovens promissores.

Os grandes nomes do mercado já têm destino definido, só que o fator diferenciador de uma equipa nem sempre reside nas superestrelas – há veteranos dispostos a vir do banco ou simplesmente a aquecê-lo; há jogadores que estão desvalorizados por lesões recentes; há jovens que precisam de encontrar uma casa mais acolhedora. Há de tudo. 

As equipas que se despacham enquanto ainda há talento disponível.

Os miúdos que foram gigantes

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Como se previa, foram 4 dias de muito Atletismo, muitas emoções e algumas surpresas. Houve Campeonato de Portugal, houve Europeus Sub-18 e houve Diamond League e aqui trazemos os momentos que marcaram estes dias no Atletismo, com o destaque claro para a nossa seleção juvenil presente em Gyor!

1 – Os medalhados de Gyor 

João Miguel Peixoto entrou nos Europeus Juvenis de Gyor com um recorde pessoal nos 800 metros de 1:53.21. Saiu da Hungria com um tempo de 1:49.42, baixando quase 4 segundos (!) a sua melhor marca, alcançando a medalha de Bronze e batendo o recorde nacional juvenil (que era de Fábio Gonçalves, em 1:51.44, desde 2007). Começar por aqui permite claramente perceber o feito de João Peixoto que não entrou em Gyor como favorito às medalhas, mas que sai dos Europeus com muitos mais olhos em cima de si que dificilmente o largarão agora que tem o seu nome no livro dos recordes. Uma prova taticamente muito boa do João, com uma segunda volta fulminante deu-lhe uma merecida medalha, a primeira de Portugal nos Europeus.

https://www.facebook.com/EuropeanAthletics/videos/10156366434041181/?hc_ref=ARRtw0570XRJd1_0WIG87m-wpYXXKtNlEFQkDmOqedViQbNOtzcgnq3_uvY2C8B0jBM

Mas a segunda não demoraria muito. Apenas pouco mais de uma hora depois de João Peixoto ter brilhado em pista, Etson Barros repetiu o feito, desta feita nos 2.000 metros obstáculos, embora aqui a medalha já fosse mais esperada. Etson entrou em prova como o melhor europeu do ano e fez uma corrida bastante forte, ao terminar em 5:49.79 (a sua segunda melhor marca de sempre) para alcançar a medalha de Bronze. No entanto, nesta prova a grande surpresa foi o vencedor francês Baptiste Guyon, que terminou em 5:43.92 (melhor marca europeia do ano), depois de cedo ter fugido na prova, altura em que muitos devem ter pensado que iria pagar caro esse esforço no final. 

Um grande feito dos dois atletas portugueses que trazem para o país mais duas medalhas, sendo que Portugal tem agora um total de 3 medalhas nesta competição, 3 de Bronze, depois do Bronze de Marisa Vaz Carvalho no Salto em Comprimento na primeira edição em 2016. 

2 – Portugal em Gyor: recheado de bons resultados

Não seria justo deixarmos de referir toda a comitiva que esteve presente nos Europeus Juvenis de Gyor pelos resultados positivos alcançados. Começamos por falar da estafeta medley feminina, com duas provas de enorme valia, tendo batido por duas vezes o recorde nacional juvenil (o que fica, o segundo, foi em 2:10.85), alcançando o 4º lugar da final. Tivemos ainda mais dois finalistas, com a presença de Beatriz Andrade na final dos 100 metros, terminando na oitava posição – em 12.22 na final, mas havia sido mais rápida nas eliminatórias (11.85) e na meia-final (11.74, com vento acima do regulamentar) e de João Pedro Buaró na final do Salto Com Vara, terminando no 10º lugar (4.85 metros).

A estafeta medley feminina com novo recorde nacional!
Fonte: FPA

Ainda destaque para 3 atletas que alcançaram recordes pessoais: Ana Costa correu os 400 metros em 55.66, Lia Lemos fez 9:44.76 nos 3000 e Juliana correu os 400 metros barreiras em 60.97. No geral, foi uma participação bastante positiva da equipa portuguesa, superando a pontuação da primeira edição dos campeonatos (18 face aos 12 de Tbilisi). 

3 – A rising star Maria Vicente

Há já quem diga que será complicado a IAAF não atribuir o prémio de rising star (uma espécie de atleta revelação) do ano a Maria Vicente, mas é algo difícil de prever num ano em que temos tido uma série de tão impressionantes resultados jovens e em que ainda iremos ter Mundiais Juniores e os Europeus seniores com vários jovens presentes. A verdade é que a atleta já é mesmo uma estrela e a imprensa espanhola não se cansa de fazer artigos e reportagens com a jovem de Barcelona. Maria Vicente conseguiu aquele feito que só está ao alcance dos melhores. Participou num grande evento – no caso, os Europeus Sub-18 ou Juvenis – e roubou totalmente as atenções, sendo a figura dos campeonatos. A participar no Heptatlo, começou os campeonatos a bater o recorde espanhol juvenil dos 100 metros barreiras em 13.25 e terminou o Heptatlo com um novo recorde mundial juvenil (tecnicamente é apelidado de melhor mundial e não recorde neste escalão…) de 6221 pontos, batendo a marca de Alina Shukh que era de 6186 pontos. A diferença para a segunda foi de 592 pontos (!) e Maria Vicente conseguiu 6 recordes pessoais nas 7 provas disputadas.

Por si só isto já seria motivo para, provavelmente, ser a figura dos campeonatos. Mas isso não chegou à espanhola. Como dissemos, ela participaria também na prova individual de Triplo Salto e fê-lo com a obtenção de uma medalha de Ouro, com um salto de 13.95 metros, marca que é um novo recorde pessoal para ela, um novo recorde dos campeonatos e que lhe dá mínimos para os Europeus seniores de Berlim. Isto tudo com toda a pressão sobre si, no último salto, depois de no salto anterior ter perdido a liderança da prova. O melhor é mesmo verem: 

https://www.facebook.com/EuropeanAthletics/videos/10156366573841181/

Outro dado curioso sobre Maria Vicente: duas das marcas que obteve no Heptatlo (nos 100 metros barreiras e no Comprimento) dariam para ser…a campeã europeia nessa disciplinas nas provas individuais! 

22.ª Jornada do Girabola’18: Petro desperdiça “oportunidade de ouro”

Prestes a chegar à reta final, o Girabola continua ao rubro! A 22.ª jornada jogou-se entre os dias 7 e 9 de julho, e foi composta por jogos pautados pelo equilíbrio e incerteza quanto ao vencedor de cada partida.

Com o 1.º de Agosto a folgar nesta ronda, o Petro de Luanda tinha uma oportunidade de ouro para se isolar na liderança – para tal, o conjunto de Beto Bianchi tinha de vencer na deslocação a Cabinda o Sporting local. Já se antevia uma partida de dificuldade extrema, o que acabou por se confirmar: o jogo terminou empatado a uma bola, com os golos a serem apontados por Castro (Sp. Cabinda) e Tony (Petro).

Apesar do empate, o Petro alcançou a liderança isolada, embora com uma curta vantagem (apenas um ponto) sobre o seu rival 1.º de Agosto, ao passo que os “Leões” de Cabinda voltaram a travar um candidato ao título, depois na jornada anterior terem também empatado fora com o D’Agosto.

A equipa petrolífera empatou a um golo na visita ao terreno do Sporting de Cabinda
Fonte: Petro de Luanda

O Interclube voltou a reaproximar-se dos dois da frente. Na ida ao terreno do Bravos do Maquis, os homens de Paulo Torres tiveram de sofrer imenso para conquistar os três pontos, mas conseguiram alcançar o objetivo, graças ao golo solitário de Siva no início do segundo tempo. A vitória permite aos “Polícias” estar neste momento a três pontos do primeiro lugar da tabela classificativa.

O Recreativo do Libolo obteve o resultado mais robusto da jornada do Girabola. No duelo entre Recreativos, o do Libolo apresentou-se a um alto nível e goleou por 4-1 o da Caála: Magrão com um bis foi a figura do encontro disputado no Calulo. O triunfo permitiu aos homens de André Macanga chegar aos 25 pontos e estão atualmente no oitavo posto da classificação.

A jogar perante o seu público, o Kabuscorp venceu o seu compromisso frente ao Domant por 2-1, mas teve de se aplicar para conquistar os três pontos – Filhão e Nandinho marcaram para a equipa da casa, com Mabululu a fazer o tento dos visitantes. Assim, a equipa do bairro do Palanca chegou aos 23 pontos e está no décimo lugar.

Nos outros encontros, o Progresso do Sambizanga venceu por 1-0 o FC Casa Militar, e de resto foram só empates: Académica Lobito 0-0 Desp. Huíla e 1.º de Maio 2-2 Sagrada Esperança.

Em suma, o Petro não foi feliz nesta ronda, uma vez que não aproveitou da melhor forma a “oportunidade de ouro” para garantir uma boa vantagem para o rival D’Agosto, que teve folga. Na próxima jornada, quem não irá jogar é Petro.

Será que o 1.º de Agosto aproveita ou vai imitar o seu adversário na luta pelo título no Girabola e perder pontos? Iremos descobrir na próxima jornada!

 

Foto de Capa: Girabola ZAP

Artigo revisto por: Jorge Neves